22/03/2018
CICLO SEDIMENTAR
Rochas Matrizes
Sedimentares, Ígneas e
Metafórficas
Soerguimento Intemperismo
Litificação Erosão
Deposição Transporte
CICLO SEDIMENTAR
1
22/03/2018
CICLO SEDIMENTAR
INTEMPERISMO é o processo de desagregação das
rochas, física, química e/ou biologicamente, originando
partículas minerais - FORMAÇÃO DO SEDIMENTO.
Pode ser subaéreo ou submarino
FÍSICO
INTEMPERISMO
SUBAÉREO BIOLÓGICO
INTEMPERISMO
QUÍMICO
SUBMARINO
CICLO SEDIMENTAR
SE HOUVER REMOÇÃO DO MATERIAL DESAGREGADO
Ocorre EROSÃO que é o processo que remove o sedimento
recém formado, mecanicamente ou em solução, da rocha
fonte.
Em algumas partes do mundo, áreas de grande relevo, a erosão
pode ocorrer tão rápido, que a rocha não fica exposta ao ar tempo
suficiente, para que o intemperismo atue de maneira eficiente.
Os processos de intemperismo necessitam de tempo
para que seus efeitos sejam sentidos na superfície da
rocha.
2
22/03/2018
CICLO SEDIMENTAR
GRAVIDADE
AÇÃO GLACIAL
Processos de
EROSÃO
ÁGUA CORRENTE
Processos de
TRANSPORTE
VENTO
Após a erosão, o material passa a estar sujeito ao TRANSPORTE,
que é o processo de locomoção desses materiais.
Os agentes transportadores são, geralmente, os mesmos que
causam a erosão.
CICLO SEDIMENTAR
Quando cessa a energia para
manter o sedimento em
Deposição transporte, ele é depositado
em uma área geográfica
conhecida como
AMBIENTE DE
SEDIMENTAÇÃO.
3
22/03/2018
CICLO SEDIMENTAR
INTEMPERISMO
EROSÃO
TRANSPORTE DEPOSIÇÃO
INTEMPERISMO
INTEMPERISMO INTEMPERISMO
SUBAÉREO SUBMARINO
ROCHA sedimentos Material particulado
MATRIZ ou em solução
Importante, para
que o
intemperismo seja
mais efetivo é a
superfície de
contato disponível
da rocha para ser
atacada.
4
22/03/2018
INTEMPERISMO
INTEMPERISMO
FÍSICO
SUBAÉREO
BIOLÓGICO
DE CRESCIMENTO
CRISTAIS
QUÍMICO
INSOLAÇÃO
DESIDRATAÇÃO
ALÍVIO DE TENSÃO
CRESCIMENTO DE
CRISTAIS
5
22/03/2018
INSOLAÇÃO
DESIDRATAÇÃO
6
22/03/2018
ALÍVIO DE TENSÃO
INTEMPERISMO
CONSEQUÊNCIAS DO
FÍSICO
INTEMPERISMO FÍSICO
•Redução da
granulometria dos DE CRESCIMENTO
minerais CRISTAIS
•Contínuo aumento da
superfície específica INSOLAÇÃO
•SEM modificação na
composição química
DESIDRATAÇÃO
•Formação de solo
ALÍVIO DE TENSÃO
7
22/03/2018
INTEMPERISMO
INTEMPERISMO
BIOLÓGICO
SUBAÉREO
FÍSICO
CUNHA DE RAÍZES
QUÍMICO
ÁCIDOS VEGETAIS
ESCAVAÇÃO DE
ANIMAIS
Intemperismo biológico na formação dos solos
Material particulado ou em solução
SOLOS = + HUMUS
restos de rocha Condições
e humus redutoras
restos orgânicos, tais
como folhas e raízes,
BACTÉRIAS até complexos
coloidais orgânicos e
ácidos úmicos
ZONA A
(HORIZONTE ELUVIAL)
ZONA B
(HORIZONTE ILUVIAL)
ZONA C
8
22/03/2018
Intemperismo biológico na formação dos solos
Etapas de Formação do Solo
Intemperismo biológico e a formação dos solos
Fatores que influenciam sua formação:
ESPESSURA - do perfil do solo é extremamente
variável, e todas as zonas não estão, necessariamente,
sempre presentes – irá depender das condições para
sua formação;
RELEVO - Em áreas de alto relevo a erosão ocorre
tão rápido, que o intemperismo e a formação do solo
não se desenvolvem;
CLIMA – o tipo de solo está intimamente ligado ao
clima logo, existirá um tipo característico de solo para
cada zona climática, independente do tipo de rocha -
se a erosão for suficientemente lenta para um perfil de
solo se desenvolver até a maturidade.
9
22/03/2018
Intemperismo biológico e a formação dos solos
Influência do clima
Climas Polares: sem solos verdadeiros, ausência de
organismos. Ocorre manto de intemperismo físico
congelado – Permafrost
Climas Temperados: Zona A intemperizada e Zona B
impermeável – Podosolos (temperado frio) e Terra Negra
(temperado quente)
Climas Tropicais Áridos: percolação de químicos por
lixiviação – Caliche
Climas Tropicais Úmidos: solos ricos em ferro e caulim -
Lateríticos
Intemperismo biológico e a formação dos solos
SOLOS- DISTRIBUIÇÃO MUNDIAL DOS TIPOS DE SOLOS
10
22/03/2018
Intemperismo biológico e a formação dos solos
percentual
representativo dos
componentes do solo
Intemperismo biológico e a formação dos solos
11
22/03/2018
Intemperismo biológico e a formação dos solos
SOLOS – nível de saturação
Intemperismo biológico e a formação dos solos
SOLOS – função do relevo
12
22/03/2018
INTEMPERISMO
INTEMPERISMO
QUÍMICO
SUBAÉREO
BIOLÓGICO
FÍSICO
O ambiente de superfície, caracterizado por pressões e
temperaturas baixas e riqueza de água e oxigênio é muito
diferente daquele onde as rochas se formam. Quando estas
afloram à superfície, alguns minerais podem entrar em
desequilíbrio.
INTEMPERISMO QUÍMICO
Envolve mudanças que podem alterar tanto a
composição química como mineralógica das
rochas, as quais podem ser atacadas quando
na presença de dois elementos principais do
intemperismo químico:
a água;
gases atmosféricos (O2 , CO2).
O agente principal do intemperismo químico é a
água da chuva, que infiltra e percola as rochas –
rica em O2 e em interação com o CO2 da atmosfera,
adquire caráter ácido.
O pH reduz ainda mais, quando entra em contato
com o solo.
13
22/03/2018
INTEMPERISMO QUÍMICO
SÉRIE DESCONTÍNUA SÉRIE CONTÍNUA DE
MAGNESIANA FELDSPATOS
(minerais com estrutura e (ocorre só substituição
composição) Ca-Na-K)
Relação entre a série de reações FELDESPATO-Ca
OLIVINA
de Bowen e a ordem de reação
(Anortita)
dos minerais de origem ígnea
PIROXÊNIO
(Augita)
FELDSPATO-Na
ANFIBÓLIO
(Albita)
(Hornblenda)
BIOTITA
FELDSPATO-K
(Ortoclásio)
MUSCOVITA
QUARTZO SEQUÊNCIA DA
SEQUÊNCIA DE
DESTRUIÇÃO
CRISTALIZAÇÃO
QUÍMICA POR
SÉRIE DE REAÇÕES DE BOWEN INTEMPERISMO
INTEMPERISMO QUÍMICO
Relação entre a série de reações de Bowen e a ordem de reação
dos minerais de origem ígnea
14
22/03/2018
INTEMPERISMO QUÍMICO
Relação entre a série de
reações de Bowen e a ordem
de reação dos minerais de
origem ígnea e sedimentar
autígeno
INTEMPERISMO QUÍMICO
Todas reações de
intemperismo químico
ocorrem nas descontinuidades
das rochas – fenômeno
chamado ESFOLIAÇÃO
ESFEROIDAL. Resulta na
formação de blocos de formas
arredondadas a partir de
formas angulosas.
15
22/03/2018
INTEMPERISMO QUÍMICO
a- Alguns minerais são dissolvidos e
removidos em solução (destruição
completa do composto).
Num tempo geológico posterior, quando
as condições químicas do meio forem
favoráveis, os cátions e ânions em
solução podem precipitar sob forma de
compostos químicos formando os
depósitos químicos (ou precipitados
químicos);
INTEMPERISMO QUÍMICO
b- Outros sofrem recombinações químicas
e cristalizam para formar novos minerais,
como minerais secundários do processo
(transformação)
Estes podem:
permanecer no manto de intemperismo
para compor a formação dos solos
serem erodidos e transportados para,
finalmente, serem depositados como
depósitos argilosos.
16
22/03/2018
INTEMPERISMO QUÍMICO
c- Outros, mais estáveis e resistentes são
erodidos da rocha mãe e acumulados
como resíduos sólidos (permanência sem
alteração.
Estes podem:
permanecer no manto de
intemperismo para formar os solos ou;
serem erodidos e transportados para,
finalmente, serem depositados como
areias residuais.
INTEMPERISMO QUÍMICO
Ocorre quando o equilíbrio do conjunto de átomos é rompido e
ocorrem reações químicas que levam o mineral a um arranjo mais estável
Agente principal é a água
Reage naturalmente com... pH pode ser reduzido (acidificado)
promovendo reação com vários minerais , em
função de fatores, como:
Evaporitos
presença de ácidos húmicos
presença de CO2 da
atmosfera produzidos por processos
biológicos
17
22/03/2018
INTEMPERISMO QUÍMICO
O pH de abrasão de vários minerais – irá depender de sua
composição química
INTEMPERISMO QUÍMICO
Dissolução Oxidação e Redução
Processos de Intemperismo Químico
Hidratação e Hidrólise - Quelação ou Complexação
desidratação
Carbonação
18
22/03/2018
Processos de Intemperismo Químico
Dissolução
A dissolução dos minerais ocorre geralmente na presença de CO2 (que
acidifica o meio), resultando em cátions e ânions em solução.
Ocorre em rochas carbonáticas, evaporitos e argilo-minerais.
Solubilidade descrece halita – gipsita - carbonatos
Ex: calcita - Carbonatos.
Em água Em água + CO2 Em água + CO2
CaCO3 Ca+2 + CO3 -2 CaCO3 + H2O + CO2 Ca(HCO3)2
H+ + CO3 -2 HCO3 -
Processos de Intemperismo Químico
Hidratação
A hidratação - moléculas de água se
adicionam ao mineral para formar um
novo mineral, logo aumenta o volume do
mineral, promovendo a ruptura física.
Volume = Ruptura Física
Hematita + H2O goethita
Desidratação anidrita + H2O Gipso
CaSO 4 CaSO4 . 2 H2O
A Desidratação ocorre sob determinadas
condições, onde minerais hidratados podem
perder moléculas de água, transformando-se
em uma forma anidra, acompanhada da . Podem ocorrer em evaporitos e
diminuição de volume. óxidos de ferro. Ex: transformação do
gipso em anidrita.
19
22/03/2018
Processos de Intemperismo Químico
Hidrólise quando um silicato, na presença de
água acidificada é decomposto,
liberando em solução cátions
metálicos e sílica
Hidrólise - reação química entre o
mineral e a água = entre os íons H+ e Quando o alumínio está presente, formam-
OH- da água e os íons do mineral se argilo-minerais como subproduto da
hidrólise.
Silicatos + H+ + H2O cátions + ácido +
silício + argilo minerais
Os íons H+ são supridos pela
dissociação do CO2 na água,
aumentando a acidez: CO2 +
H2O H2CO3 H+ + HCO-3
Logo, quanto mais CO2 no meio,
mais forte será a reação de
hidrólise
Processos de Intemperismo Químico
Oxidação e Redução
A oxidação ocorre com a perda de um Ex: Fe2+ Fe3+ + e-
elétron de um elemento mineral, onde e- é o elétron transferido.
geralmente Fe ou Mn, raramente S. Resulta na formação de óxidos ou,
se na presença de água, hidróxidos
mais sílica (combinada em composto
ou ionizada)
A redução ocorre sob algumas
condições, quando o suprimento de
oxigênio é baixo e a demanda de
oxigênio por organismos é alta,
provocando a redução dos elementos Ex: Fe3+ + e- Fe2+ , onde o
(perda de um elétron). produto é mais solúvel,
podendo ser perdido em
solução.
20
22/03/2018
Processos de Intemperismo Químico
Oxidação
Reações de oxidação e de redução dependem do potencial de oxiredução (Eh),
que varia com a concentração de substâncias reagentes.
Na presença de íons H+ e OH+, o Eh é função do pH da solução.
Processos de Intemperismo Químico
CARBONAÇÃO
É resultante da reação de íons carbonato ou bicarbonato
com minerais formadores das rochas.
A solubilidade do gás carbônico (CO2) é alta em águas frias e com
aumento da pressão– aumenta sua atividade química
Com aumento de temperatura ocorre escape de CO2 com precipitação
de CaCO3
QUELAÇÃO OU COMPLEXAÇÃO
Processo BIOquímico, com ligação de íons metálicos a
substâncias orgânicas para formar moléculas orgânicas
com estruturas em anéis - hidrocarbonetos
Quelação natural: líquens provocam um aumento do Intemperismo
BIOquímico pela secreção de agentes quelantes químicos
21
22/03/2018
Processos de Intemperismo Químico
sedimento
BALANÇO DO INTEMPERISMO QUÍMICO
O produto do intemperismo químico de rochas ígneas
apresenta:
- teores diminuídos de Ca, Mn, Na e K e;
- aumento nos teores de óxido de ferro, alumínio e sílica.
22
22/03/2018
FATORES QUE CONTROLAM A
ALTERAÇÃO INTEMPÉRICA
Material parental
Clima
Topografia
Biosfera
Tempo de exposição
Material parental – que depende da natureza dos minerais
constituintes, sua textura e estrutura.
Sofrem dissolução
calcita/ dolomita
Gipso
halita
23
22/03/2018
Material parental – que depende da natureza dos minerais
constituintes, sua textura e estrutura;
Intemperismo Diferencial – depende da reatividade do material rochoso
Clima – fator que mais influencia o intemperismo e, mais que outro fator, determina
o tipo e a velocidade do intemperismo em uma dada região.
24
22/03/2018
Topografia – regula a velocidade de escoamento superficial das águas
pluviais, que também depende da cobertura vegetal e, portanto controla a
quantidade de água que infiltra nos perfis
Biosfera – a quantidade de água que promove o intemperismo químico é
influenciada pela ação da biosfera – M.O. morta decompõe-se, liberando
CO2, reduzindo o pH da água de infiltração.
Também, influenciam com a formação de moléculas orgânicas, que
complexam cátions dos minerais, colocando-os em solução (ex. ação de
liquens).
25
22/03/2018
Tempo de exposição – maior tempo de exposição resulta em alteração mais
significativa, mas este fator não ocorre sozinho, e sim combinado com outros
fatores, como o clima
TAXA DE INTEMPERISMO QUÍMICO depende.....
Do clima: O intemperismo é mais rápido em clima úmido e quente
Da composição das rochas: estabilidade química X resistência do
mineral à sua alteração e destruição por processos químicos
Da textura dos grãos: minerais de baixa estabilidade em rochas básicas
tendem a ser intemperizados mais rapidamente do que em rochas ácidas
comparando-se a mesma textura do grão da rocha
Em rochas sedimentares não há regras que A exemplo: Calcários
possam ser aplicadas para definir a intemperizam mais rapidamente
suscetibilidade ao intemperismo. Nestas, o em clima úmido do que em clima
grau de intemperismo é função da árido; arenitos ricos em cimento
mineralogia, do tipo de cimento que une quartzoso intemperizam muito
os grãos e do clima reinante no local. devagar, sob várias condições
climáticas.
26
TAXA DE INTEMPERISMO QUÍMICO TAXA DE INTEMPERISMO QUÍMICO
27
22/03/2018
22/03/2018
Repassando......PRODUTOS DO
INTEMPERISMO QUÍMICO
SOLUTOS- metais alcalinos (Na e K) e alcalino-terrosos (Mg, Ca, Sr), os
quais são levados do perfil de intemperismo em solução ( instabilizados
por processos de hidrólise ou solução) e, finalmente, precipitam no mar
sob forma de calcário, dolomita e evaporitos.
RESÍDUOS- partes da rocha intemperizada, não solúveis em água.
Compostos de quartzo e, dependendodo grau de intemperismo, em
quantidades variáveis de feldspato e mica e de fragmentos de rochas
que ficam acumulados no manto de intemperismo ou são
transportados, formando depósitos de areias residuais.
MINERAIS SECUNDÁRIOS- ARGILAS ou ARGILO MINERAIS que se
formam no local onde está agindo o intemperismo químico pela
recombinação e recristalização química, como resultado da hidrólise ou
oxidação.
Argilo Minerais: grupo complexo de hidrosilicatos de
alumínio que capturam cátions e adicionam aos seus
retículos, em vários arranjos geométricos. Classificam-
se conforme o tipo de cátions que estes se combinam
– Ca, K, Mg, e Fe
Clima quente, úmido e baixas
taxas de erosão formam
resíduos finais que podem
formar extensos lençóis e
apresentam importância
econômica Resíduos Finais
Laterita Caulinita Bauxita
Neste exemplo, o intemperismo é importante pela
maneira com que pode concentrar os minerais em
depósitos suscetíveis a exploração econômica.
28
22/03/2018
CONSEQUÊNCIAS DO INTEMPERISMO QUÍMICO
–Completa modificação das propriedades físicas e
químicas das rochas
–Aumento no volume dos minerais formados
secundariamente, se comparados com os minerais
primários / fontes.
–Formação de solos
Intemperismo
INTEMPERISMO é o processo de desagregação das
rochas, física, química e/ou biologicamente, originando
partículas minerais - FORMAÇÃO DO SEDIMENTO.
Pode ser subaéreo ou submarino
FÍSICO
INTEMPERISMO
SUBAÉREO BIOLÓGICO
INTEMPERISMO
QUÍMICO
SUBMARINO
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22/03/2018
PROCESSOS DE INTEMPERISMO SUBAQUÁTICO
Alteração dos sedimentos e das rochas do assoalho
oceânico pela reação com a água do mar em um
processo chamado de ALMIRÓLISE
Almirólise
Baixas Altas
Temperaturas Temperaturas
(20 C) (350 C)
PROCESSOS DE INTEMPERISMO
SUBAQUÁTICO
Edmond (1980) sugeriu que um volume de água do mar
equivalente ao volume do oceano inteiro circula pelas
rochas da crosta ao longo das cordilheiras a cada oito
milhões de anos.
Esta taxa de fluxo representa 0,5% do total de todos os
rios do mundo somados, porém a concentração de muitos
elementos é 100 a 1000 vezes maior do que a média dos
rios.
Desta maneira, o fluxo de material dissolvido dentro e
fora do eixo das cordilheiras pode ser comparado
com aquele derivado do intemperismo continenal.
30
22/03/2018
PROCESSOS DE INTEMPERISMO
SUBAQUÁTICO
Almirólise inclui:
alterações de argilo-minerais, de um tipo a
outro;
formação de glauconita (hidro silicato de
potássio e ferro) a partir de feldspatos e micas;
formação de filipsita (mineral de zeolita- hidro
alumino silicato) e palagonita (vidro vulcânico
alterado) a partir da poeira vulcânica;
dissolução de carapaças calcárias e silicosas de
organismos.
ALTERAÇÕES SOB BAIXAS TEMPERATURAS
Podem ocorrer na situação em que a água do mar
percola as rochas por entre suas fraturas na parte
superior da crosta oceânica, chegando a atingir 2 a 5
quilômetros de profundidade.
Quando a rocha percorrida é o basalto, as reações
possíveis de ocorrerem são as seguintes: olivinas e
vidro vulcânico do basalto podem ser alterados
quimicamente, sendo substituídos pelo argilo-mineral
smectita (montimorilonita). Tal alteração pode levar à
formação de zeolitas e cloritas.
Olivina
Basalto Smectita Zeolita
Vidro vulcânico
Clorita
31
22/03/2018
ALTERAÇÕES SOB ALTAS TEMPERATURAS
Como resultado da descoberta, em 1977 (Corliss et al, 1979) da
existência de intensas atividades hidrotermais ao logo das cristas
das cordilheiras meso-oceânicas, passaram a ser usados veículos
submerssíveis e técnicas de amostragem de água ao longo das
cordilheiras, principalmente a este pacífica, a procura de novos
“hot spots”.
Estes hot spots são originados da atividade da água do mar em
áreas de vulcanismo ativo ou recente. A água do mar penetra na
crosta oceânica ao longo de fraturas e coloca-se em contato com a
rocha vulcânica quente.
As águas aquecidas retornam como plumas hidrotermais,
alcançando 100 a 300 metros acima do cone vulcânico.
Precipitam Pirita + Calcopirita
ALTERAÇÕES SOB ALTAS TEMPERATURAS
300 m
20C
100 m
CuFeS 2 FeS
350C
Fumarolas pretas: sedimento fino mais minerais de coloração escura;
Fumarolas brancas: não apresentam minerais escuros.
Água do Mar Ca, Mn, Si, K,
+ - Íons Sulfetos +
Li, Rb e Ba
Basalto
32
22/03/2018
CICLO SEDIMENTAR
GRAVIDADE
AÇÃO GLACIAL
Processos de
TRANSPORTE
ÁGUA CORRENTE
VENTO
TRANSPORTE
Tanto na serra como na planície, o transporte pode ser
contínuo ou intermitente, alterando fases de alta
energia e rápido transporte, como de baixa energia e
lento transporte, até mesmo cessar em algum
momento este deslocamento – processo que se chama
de deposição.
A duração, intensidade e importância relativa destas
fases ou regimes de transporte sedimentar
dependem do gradiente do relevo e das condições
climáticas.
33
22/03/2018
TRANSPORTE
Os sedimentos são transportados pela água,
gelo, vento e pelo ar, isolados ou combinados e
as formas de transporte podem ser:
Transporte iônico ou químico
Transporte mecânico
TRANSPORTE
Transporte iônico ou químico
Refere-se ao transporte de íons transportados
em suspensão – chamado SOLUTO.
O destino final do soluto é, da mesma forma
que os grão sólidos, a Bacia Sedimentar, onde
parte dos íons pode se combinar quimicamente
e formar compostos sólidos e transformar-se
em sedimento.
34
22/03/2018
TRANSPORTE
Transporte iônico ou químico
A passagem de soluto a precipitado, pode
ocorrer em três situações:
Precipitação química (ex. sais evaporíticos);
Ação direta de organismos (ex. carapaça
de molusco, recifes de corais);
Precipitação química induzida pelo
metabolismo de seres vivos (ex. precipitação
de carbonato induzido por cianobactérias
durante a fotossíntese - formando a estrutura
biogênica chamada de Estromatólito).
TRANSPORTE
Transporte iônico ou químico
35
22/03/2018
TRANSPORTE
Transporte mecânico
Fluxos de baixa viscosidade
Rolamento
Arrasto
Saltação
Suspensão
Fluxos densos ou gravitacionais
Escorregamentos e deslizamentos
Fluxos de massa
Fluxos granulares
Fluxos de lama ou de detritos
Liquificação
Corrente de turbidez
TRANSPORTE
Transporte mecânico
Fluxos de baixa viscosidade – quando
ocorre transporte por água ou ar. Poder:
Rolamento – movimento de tração de grãos grosseiros,
onde os grãos grosseiros rolam sobre seu eixo.
Arrasto – ou rastejamento de grãos grosseiros, é o
deslocamento do grão subparalelo e rente à interface
sedimento-fluído.
Saltação – manutenção temporária do grão arenoso em
suspensão em trajetória elíptica entre o início do
deslocamento e seu impacto na superfície do
sedimento.
Suspensão- sustentação do grão fino (silte e argila)
acima da interface sedimento-fluído.
36
22/03/2018
TRANSPORTE
Transporte mecânico
Fluxos de baixa viscosidade
TRANSPORTE
Transporte mecânico
Fluxos densos ou gravitacionais – fluxo
cuja alta viscosidade se deve à grande
quantidade de sedimentos no fluído.
Neste há uma mistura grão-fluído e não mais o
grão individual e há forte influência das forças
de coesão, de fricção, do choque mútuo ou da
turbulência. Estas características o diferem
do transporte por fluxo de baixa
viscosidade.
37
22/03/2018
TRANSPORTE
Transporte mecânico
Fluxos densos ou gravitacionais –
abaixo, as variedades de fluxos gravitacionais e onde ocorrem
1.Escorregamentos e deslizamentos (rúptil ou
disjuntivo)- em encostas ou bacias submersas.
2.Fluxos granulares (dúctil ou plástico)- fluxo de massa
comum ocorrer em dunas.
3.Fluxos de lama ou de detritos (dúctil ou plástico)- fluxo
de massa que forma leques aluviais
TRANSPORTE
Transporte mecânico
Fluxos densos ou gravitacionais –
abaixo, as variedades de fluxos gravitacionais e onde ocorrem
4.Liquificação (fluidal)- ocorre em areias fofas,
encharcadas durante ou logo após a deposição, com
água nos poros sob pressão.
5.Corrente de turbidez (fluidal)– concentram-se no
talude continental por ação conjunta da sismicidade e
declive acentuado, em área de grande fluxo sedimentar
.
38
22/03/2018
TRANSPORTE
Transporte mecânico- exemplo de fluxo rúptil - escorregamento
TRANSPORTE
Transporte mecânico - exemplo de dúctil ou plástico
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22/03/2018
TRANSPORTE
Transporte mecânico -
exemplo de fluxo fluidal - -
turbiditos
Deposição
Independente do modo e mecanismo com que
o sedimento é transportado, ele finalmente é
depositado em uma área geográfica
conhecida como AMBIENTE DE
SEDIMENTAÇÃO.
Como exemplo: rios, assoalho oceânico, leito
de um córrego, planície aluvial, praia, entre
outros, onde os processos físico, químico e
biológico conferem várias características ao
sedimento que se acumula.
40
22/03/2018
Ambientes de Deposição
Ambientes de Deposição
41
22/03/2018
Ambientes de Deposição
Ambientes de Deposição
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22/03/2018
Ciclo sedimentar
Ciclo sedimentar
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22/03/2018
REFERÊNCIAS
•ALLEN, John R. L. Principles of physical sedimentology London: Chapman & Hall, 1985.
•BOGGS, Samuel Whittemore. Principles of sedimentology and stratigraphy - 4th ed. Upper
Saddle River, N.J.; Pearson Prentice Hall, 2006.
•LEEDER, M. R. (Mike R.) Sedimentology : process and product / c1982 process and
product. London: Chapman & Hall, 1982.
•SUGUIO, Kenitiro. Geologia Sedimentar - 1º ed. São Paulo, SP: E. Blucher, 2003.
•MCLANE, Michael. Sedimentology New York [Estados Unidos]: Oxford University Press,
1995.
POPP, José Henrique. Geologia geral - 6.ed. rev / 2010 6. ed. rev. Rio de Janeiro, RJ:
LivrosTécnicos e Científicos, 2010.
SUGUIO, Kenitiro. Rochas sedimentares : propriedades, gênese, importância econômica .
São Paulo, SP: E. Blucher, 1980.
TEIXEIRA, Wilson (Org. [et. al.]). Decifrando a terra. São Paulo: Oficina de Textos, 2008.
WICANDER, R.; MONROE, J. S.; CARNEIRO, M. A.; PETERS, E. K. Fundamentos de
geologia. São Paulo: Cengage Learning, 2009.
44