PSICOTERAPIA
Resolução CFP Nº 013/2022
Profª. Me. Moara Gamba
CRP22/00713
CONCEITO
Psicoterapia é uma prática de intervenção sustentada por um campo
de conhecimentos teóricos e técnicos fundamentados
cientificamente, embasada por princípios éticos da profissão, que se
desenvolve em contexto clínico e em um relacionamento
interpessoal, junto a indivíduos, casais, famílias e demais grupos,
decorrente de uma demanda psicológica com o objetivo de
promover a saúde mental e propiciar condições para o
enfrentamento de conflitos ou transtornos psíquicos.
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PRINCÍPIOS
I - promoção da liberdade, da dignidade, da igualdade e da integridade do ser humano, apoiada nos valores
que embasam a Declaração Universal dos Direitos Humanos e o Código de Ética Profissional do Psicólogo;
II - promoção da saúde e da qualidade de vida, de modo a contribuir com a eliminação de quaisquer formas
de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão;
III - compromisso ético de não estabelecer, com a pessoa atendida, família, casais e demais grupos e
conhecidos, vínculo que possa interferir negativamente e causar prejuízo aos objetivos do serviço prestado;
IV - aprimoramento profissional e qualidade técnica, dando seguimento à sua formação de modo
continuado, a fim de ampliar e atualizar seus conhecimentos teórico-técnicos e suas habilidades pessoais
para conduzir os processos psicoterápicos;
V - consideração da dimensão interdisciplinar, integral e interseccional nas relações humanas; e
VI - conhecimento do campo científico e profissional da Psicologia como base para a prática
psicoterapêutica
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ELABORAR UM CONTRATO TERAPÊUTICO
a) direitos e deveres das partes, inclusive no que se refere à
possibilidade de interrupção do serviço a qualquer momento;
b)condições, objetivos, honorários, frequência e tempo de sessão;
c) impossibilidade de fazer previsões taxativas de resultados;
d)modalidade de atendimento, observando a regulamentação
específica; e
e) informação de que os serviços psicoterapêuticos prestados devem
ser registrados 4
FORNECER O CÓDIGO DE ÉTICA
ELABORAR DOCUMENTO – Resolução CFP Nº06/2019
REGISTRO DOCUMENTAL – Resolução CFP Nº01/2009
UTILIZAR ABORDAGENS TEÓRICAS – ART. 14
ENCAMINHAMENTOS
EQUIDADE
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ATENDIMENTO VOLUNTÁRIO
Art. 7º O atendimento psicoterápico voluntário é o serviço prestado sem cobrança de
honorários e realizado por escolha da psicóloga e do psicólogo.
I - Ao prestar atendimento psicoterápico voluntário, a psicóloga e o psicólogo deverão:
a) prezar pela garantia de direitos das pessoas atendidas; e
b) assegurar a qualidade teórica, técnica e ética da psicoterapia, em condições dignas e
apropriadas à natureza do serviço.
II - É vedado à psicóloga e ao psicólogo no atendimento psicoterápico voluntário:
a) utilizar o atendimento psicoterápico voluntário de forma a induzir as pessoas ou
organizações a recorrerem aos seus serviços; e
b) alterar a natureza voluntária da prestação de serviços
.
SUPERVISÃO PROFISSIONAL
Art. 8º Na atividade de supervisão e orientação em psicoterapia, a psicóloga e o
psicólogo devem:
I - estar regularmente inscritos no respectivo Conselho Regional de Psicologia;
II - ter experiência como psicoterapeutas, que lhes garantam capacitação pessoal,
teórica e técnica compatível com essa atividade;
III - zelar para que a psicoterapia praticada por estagiárias e estagiários sob suas
responsabilidades mantenham qualidade técnica, rigor ético e esteja de acordo com
as regulamentações vigentes; e
IV - informar às pessoas diretamente envolvidas no atendimento prestado por
estagiárias ou estagiários que se trata de atividade educativa supervisionada.
.
Dos critérios para a utilização da abordagem psicoterapêutica
Art. 14. A psicóloga e o psicólogo psicoterapeutas, no âmbito da abordagem que adota, têm autonomia
para conduzir a prestação de seus serviços, desde que esteja garantido:
I - respeito integral ao Código de Ética Profissional do Psicólogo e às demais normativas que regem o
exercício profissional;
II - fundamentação ético-científico-epistemológica;
III - fundamentação científica sobre o desenvolvimento humano e psicológico;
IV - teoria clínica explicativa do sofrimento humano;
V - comprovação, por meio da literatura científica, que evidencie benefícios à saúde;
VI - aplicação em observância às diversidades humanas e realidades locais; e
VII - requisitos formativos para a prática.