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2013 Unioeste Edespecial PDP Maria Regina Tomadon

O documento discute os desafios da avaliação pedagógica na perspectiva do professor de educação especial. A avaliação deve ser vista como parte do processo de ensino-aprendizagem e como um suporte para o trabalho docente, assegurando métodos e recursos que atendam às necessidades individuais dos alunos. É necessário estabelecer objetivos e metas que considerem as diversidades presentes na sala de aula para que a avaliação demonstre o conhecimento apropriado pelo aluno de forma adequada.

Enviado por

Nilto Massango
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2013 Unioeste Edespecial PDP Maria Regina Tomadon

O documento discute os desafios da avaliação pedagógica na perspectiva do professor de educação especial. A avaliação deve ser vista como parte do processo de ensino-aprendizagem e como um suporte para o trabalho docente, assegurando métodos e recursos que atendam às necessidades individuais dos alunos. É necessário estabelecer objetivos e metas que considerem as diversidades presentes na sala de aula para que a avaliação demonstre o conhecimento apropriado pelo aluno de forma adequada.

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Versão On-line ISBN 978-85-8015-075-9

Cadernos PDE

OS DESAFIOS DA ESCOLA PÚBLICA PARANAENSE


NA PERSPECTIVA DO PROFESSOR PDE
Produções Didático-Pedagógicas
SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO
SUPERINTENDÊNCIA DA EDUCAÇÃO
DIRETORIA DE POLÍTICAS E PROGRAMAS EDUCACIONAIS
PROGRAMA DESENVOLVIMENTO E DUCACIONAL
NÚCLEO REGIONAL DE CASCAVEL
UNIVERSIDADE ESTADUAL DO OESTE DO PARANÁ
UNIOESTE
ÁREA: EDUCAÇÃO ESPECIAL

AVALIAÇÃO PEDAGOGICA: CAMINHOS E DESAFIOS.

Projeto de Intervenção Pedagógica apresentado ao


Programa de Desenvolvimento Educacional do Paraná
(PDE) como requisito parcial dos trabalhos propostos para
participação e execução deste programa na área de
Educação Especial.
Orientadora – Professora Ms Lucia Zanato Tureck
Universidade Estadual do Oeste do Paraná – Cascavel

CASCAVEL
2013
FICHA PARA IDENTIFICAÇÃO
PRODUÇÃO DIDÁTICO – PEDAGÓGICA
TURMA - PDE/2013

Título: Avaliação pedagógica: caminhos e desafios.

Autor: Maria Regina Tomadon

Disciplina/Área (ingresso no Educação Especial


PDE)
Escola de Educação Básica na Modalidade de
Escola de Implementação do
Projeto e sua localização Educação Especial Novo Horizonte

Município da escola Corbelia

Núcleo Regional de Educação Cascavel

Professor Orientador Lucia Terezinha Zanato Tureck

Instituição de Ensino Superior Universidade Estadual do Oeste do Paraná –


UNIOESTE

Relação Interdisciplinar Todas as disciplinas

Resumo A avaliação pedagógica no ponto de vista atual é parte


componente do processo ensino aprendizagem e deve
ser considerada um suporte para o trabalho do
professor, não podendo excluir ou naturalizar o
fracasso escolar, com atividades programadas, onde
todos necessitam ter o mesmo ritmo de aprendizagem.
A avaliação deve assegurar aos alunos métodos,
recursos e organização especifica para atender às
suas necessidades, sendo necessário estabelecer
objetivos e metas coerentes que atendam as
individualidades presentes na sala se aula. Faz parte ,
da culminância do processo ensino aprendizagem e
para que se realize de modo a demonstrar o
conhecimento apropriado pelo aluno, faz-se
necessário observar quais as adequações deverão ser
realizadas quando necessário, nos conteúdos,
objetivos, metodologias e na avaliação propriamente
dita. A avaliação deve ser para o professor uma
ferramenta, não só para constatar o que aluno já sabe,
mas que lhe permita rever criticamente seu trabalho e
reorientar sua atuação.
Palavras-chave Deficiência intelectual; avaliação pedagógica; processo
ensino aprendizagem; escola na modalidade de
educação especial.

Formato do Material Didático Unidade Didática


Professores e Pedagogos da Escola e
Público Alvo
profissionais da Equipe Clínica da APAE de Corbélia

1 APRESENTAÇÃO

O presente trabalho tem a finalidade de apresentar a produção do material didático-


pedagógico, aqui representado em forma de Unidade Didática, em cumprimento às
atividades do Programa de Desenvolvimento Educacional - PDE, na área de Educação
Especial, turma 2013, com o tema: Avaliação pedagógica: caminhos e desafios .A
perspectiva desse trabalho encontra-se inserida na proposta inclusiva delineada no
documento das Diretrizes Curriculares da Educação Especial da SEED- Pr, que propõe a
articulação da realidade e formação social e inclusão do aluno com deficiência intelectual.
O objetivo desse material é utilizar a avaliação como uma ferramenta para
desenvolver práticas pedagógicas inclusivas, que possibilitem a compreensão das
condições de aprendizagem dos alunos, a identificação das barreiras para essa
aprendizagem e para sua participação na vida escolar, cujo objetivo principal é atender às
suas necessidades educacionais básicas.
Nosso estudo pensado na realidade local será desenvolvido na Escola de
Educação Básica na Modalidade de Educação Especial Novo Horizonte, localizada no
município de Corbélia, a qual atende alunos da Educação Infantil à Educação de Jovens e
Adultos, oriundos da zona urbana e rural. São 85 alunos distribuídos no período matutino
e vespertino. A escola atende alunos que representam uma diversidade étnica, cultural e
social.
Em função do limite temporal para realização do projeto faz-se necessário limitá-lo
a um dos segmentos escolares. Como este projeto dará ênfase à avaliação pedagógica
optamos, então, pelos professores e pedagogos da escola, com a participação de
profissionais da Equipe Clínica da APAE, formada por Assistente Social, Psicóloga,
Fonoaudióloga, Terapeuta Ocupacional e Fisioterapeuta, pois esta equipe participa
ativamente das decisões que envolvem os alunos, como conselhos de classe e estudos
de casos.

2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Em tempos passados, a avaliação era feita para verificar simplesmente se o aluno


aprendeu, com caráter classificatório para testar e medir seus acertos e erros. O
instrumento mais usado para avaliar era a prova, pelo qual ficavam os objetivos
distorcidos e muitas vezes serviam para castigar os alunos e retê-los na série, causando
assim medo entre os educandos, impedindo uma relação interativa entre docente e
discente.
Com os estudos da Pedagogia e da Psicologia, as mudanças ocorridas na
avaliação vêm comprovar a interação do aluno no processo de ensino/ aprendizagem,
sendo esta um elo entre a sociedade, escolas e os estudantes. Isso porque todos esses
segmentos precisam conscientizar-se de que a avaliação deve ser repensada para que a
qualidade do ensino não fique comprometida, e o educador não sofra as influências
históricas e se deixe ser levado pelo autoritarismo e arbitrariedade.
Essa questão fica clara em Saviani (1996), quando coloca em evidência a relação
entre educação e sociedade e a responsabilidade dos professores em fazer com que seus
alunos compreendam seus direitos e deveres, para que ocorra assim uma nação melhor
para se viver, ocorrendo diálogo entre professores e alunos.

Uma pedagogia articulada com os interesses populares valorizará, pois, a


escola; não será indiferente ao que ocorre em seu interior; estará
empenhada em que a escola funcione bem; portanto, estará interessada
em métodos de ensino eficazes. Tais métodos se situarão para além dos
métodos tradicionais e novos, superando por incorporação as
contribuições de uns e de outros. Portando, serão métodos que
estimularão a atividade e iniciativa dos alunos sem abrir mão, porém, da
iniciativa do professor; favorecerão o diálogo dos alunos entre si e com o
professor, mas sem deixar de valorizar o diálogo com a cultura acumulada
historicamente; levarão em conta os interesses dos alunos, os ritmos de
aprendizagem e o desenvolvimento psicológico mas sem perder de vista a
sistematização lógica dos conhecimentos, sua ordenação e gradação para
efeitos do processo de transmissão-assimilação dos conteúdos cognitivos
(SAVIANI,1996, p. 72).

Portanto, como etapa integrante do processo de ensino aprendizagem, a avaliação


deve se caracterizar como um instrumento capaz de estabelecer condições de
aprendizagem do aluno e sua relação com o ensino, permitindo uma análise do
desempenho pedagógico, oferecendo subsídios para o planejamento e a aplicação de
novas estratégias de ensino / aprendizagem e possibilitando oportunidades para a
refleção sobre seus avanços e a superação de obstáculos.
Assim, a avaliação é necessária e importante se for utilizada como diagnóstico da
aprendizagem, ajudando professor e aluno a se auto-avaliarem, proporcionando uma
mudança de atitudes de acordo com o resultado; deve ser vista como um elemento
importante no processo de construção do conhecimento, não sendo uma parte
insignificante nem um todo, mas dinâmica e interativa, interligando os diferentes
momentos da ação pedagógica; deve estar vinculada ao planejamento permitindo aos
professores uma intervenção mais adequada e conseqüentemente melhores resultados.
Para reforçar essa importância Luckesi (2005) cita:

Isso é investir no processo, o que, por sua vez, produzirá o melhor produto
para todos. E, então, nossas crianças e nossos adolescentes criarão para
si mesmos valores, que os orientarão na vida para dar o melhor de si
naquilo que fazem, com cuidado e com alegria, muito além do
cumprimento de uma tarefa para somente, e tão somente, “tirar uma nota”.
No que se refere à avaliação da aprendizagem, acredito que já estamos
passando da hora de transformar conceitos em práticas. A avaliação da
aprendizagem exige a apropriação dos conceitos de forma encarnada,
traduzidos no cotidiano das nossas salas de aulas. Não bastam somente
bons discursos, importam boas ações baseadas em conceitos adequados
(LUCKESI, 2005, p. 29).

Observamos, perante os novos padrões e estudos realizados, que a avaliação não


deve ser vista como uma caça aos erros, mas uma busca de excelência. Assim, faz-se
necessário analisar como o aluno é capaz de aprender, estimulá-lo sobre o que realizou e
encontrar os caminhos do seu desenvolvimento.
Neste enfoque não seria possível considerar apenas os produtos da aprendizagem
demonstrados nas habilidades e inabilidades expostas pela criança, mas a compreensão
de novas formas de ensinar que fazem parte de um crescimento contínuo e sistematizado
reconhecendo as diferentes trajetórias de vida dos educandos. O ser humano traz consigo
perspectiva de construção e a avaliação subsidia essa construção considerando sempre o
emocional, o social, tudo que o educando traz consigo, pois todo processo de
aprendizagem ocorre quando há estimulo, vontade, curiosidade e tempo para se dedicar e
abandonar a rotina e a mesmice, realizar atividades planejadas sistematizadas
respeitando o limite e o tempo de cada educando. Isso porque é no decorrer da realização
das atividades pedagógicas cada vez mais complexas que se dá o desenvolvimento
psíquico, como Tuleski e Eidt (2007) apresentam:
O processo de ler e escrever, por exemplo, não é executado por nenhuma
ação psicológica complexa, pois é reproduzido automaticamente por técni-
cas já aprendidas em estágios anteriores do desenvolvimento. No entanto,
durante a apropriação de tais habilidades por parte da criança, este pro-
cesso não é automático, mas passa por diversos estágios, que envolvem
mudanças significativas nas funções psicológicas, partindo-se de tarefas e
atividades planejadas e sistematizadas para que a aprendizagem tenha su-
cesso (TULESKI E EIDT, 2007, p. 537).

Portanto, é sobre a aprendizagem que gira o trabalho escolar e a avaliação é etapa


significativa. Inovar no planejamento, fazer os ajustes necessários para atender à diversi-
dade de necessidades geradas em aula faz com que se dêem respostas aos interesses e
dificuldades de cada aluno, enriquecendo o trabalho pedagógico, sendo necessário identi-
ficar exatamente o que se quer com a avaliação.
Geralmente a pessoa com deficiência intelectual tem dificuldades para operar as
idéias de forma abstrata. Como não há um perfil único, é necessário um acompanhamen-
to individual e contínuo. As deficiências não podem ser medidas e definidas genericamen -
te, sendo necessário levar em conta a situação atual da pessoa, ou seja, a condição que
resulta da interação entre as características do indivíduo e as do ambiente. A escola pos-
sui função de proporcionar um ambiente agradável, sem discriminação e capaz de propor-
cionar um aprendizado efetivo, tanto do ponto de vista educativo, quanto social, partindo
do principio de que nós e o mundo real estamos em permanente transformação. Isso nos
leva à constatação de que se existem os problemas, existem também as possibilidades;
sendo assim, os problemas se tornam uma fonte de crescimento.
Vygotski e Luria (1996) nos dão uma importante contribuição em seus textos sobre
a teoria da compensação, pois provocam os educadores a perceberem a deficiência não
como uma fraqueza, mas, sim, uma força, para que promovam uma educação corajosa,
possibilitando aos educadores a superação das dificuldades naturais provocadas pelo de-
feito orgânico, e não promover o fortalecimento do mesmo em práticas educativas fecha -
das em um mundo isolado, o mundo da doença e da incapacidade; auxiliando-os a recu -
perarem o seu valor social. O conhecimento, a prontidão do educador direcionará seu tra-
balho apontando habilidades a serem usadas como meio de compensação e de oportuni-
dades de interação social desse educando.
Vale ressaltar, segundo Vygotski e Luria (1996), que:

No decorrer da experiência, a criança aprende a compensar suas deficiên-


cias naturais; com base no comportamento natural defeituoso, técnicas e
habilidades culturais passam a existir, dissimulando e compensando o de-
feito. Elas tornam possível enfrentar uma tarefa inviável pelo uso de cami-
nhos novos e diferentes. O comportamento cultural compensatório sobre-
põe-se ao comportamento natural defeituoso (p. 221).

O professor precisa ter um olhar diferenciado para com seus alunos, olhar para to-
dos como capazes de aprender, ainda que em tempos e formas diferenciados, situações
essas que serão favorecidas com metodologias que privilegiem atividades coletivas.
Quanto mais oportunidade de acesso a pessoa com deficiência tiver aos meios
educacionais, melhor aprenderá e se desenvolverá, desde que seja dado o suporte ne -
cessário às suas necessidades específicas. Por isso, é importante mudar a relação que
se tem com a deficiência, partindo-se da perspectiva de que a deficiência é decorrente
muito mais das condições concretas de vida, das relações que se estabelecem com essas
pessoas, das concepções sociais, do que essencialmente de sua causa orgânica, o defei -
to em si, conforme afirmou Vigotski (2006, p. 41): “o defeito por si mesmo não decide o
destino da personalidade, senão as conseqüências sociais e sua realização sociopsicoló-
gica”.
Portanto, o processo de ensino e aprendizagem, com a avaliação, produz indicati-
vos, a solução decorre da forma pedagógica de atuação do professor, a forma com a qual
se investe no educando.
A avaliação não pode ser apenas da aprendizagem do aluno, mas sim do sistema
da sala de aula; o ato de avaliar é um ato de buscar conhecimentos, desvendar qual a
qualidade do método e recursos pedagógicos utilizados, as causas e os efeitos. O profes-
sor precisa trabalhar com a pergunta: o que preciso fazer para que o meu aluno aprenda?
uma vez que lhe compete a direção do processo, como expõe Carneiro (2012):

Ensinar é a tarefa central do professor. Ensinar a todos os alunos sem dis-


criminação. Ensinar a partir de um plano de ensino que considere a pre-
sença de todos os alunos, com suas especificidades. Em um plano de en-
sino, espera-se que estejam contemplados pelo menos: os objetivos a se-
rem alcançados; os conteúdos a serem trabalhados; a metodologia a ser
utilizada, incluindo aqui as estratégias de ensino e a proposta de avaliação.
Compreendida desta forma, a avaliação é um momento do processo de
ensino/aprendizagem (p. 523).

O processo de ensino/ aprendizagem é uma construção tanto pessoal do sujeito


que aprende, influenciada pelas características pessoais, quanto pelo contexto social que
se cria na sala de aula. Assim, através da avaliação pode-se conhecer a prática educati -
va, com a finalidade de transformá-la, abrindo caminhos para a construção de novas pos-
sibilidades e de novas estratégias de ensino. É uma proposta que deve quebrar os paradi-
gmas individuais e constituir paradigmas coletivos.
Com tal abrangência, a avaliação possibilita a identificação das dificuldades, dos
sucessos e fracassos, apoiando, encaminhando, tomando decisões sobre ações necessá-
rias, sejam elas de natureza pedagógica ou administrativa.

3. OBJETIVOS

3.1 OBJETIVO GERAL

Promover espaço de reflexão sobre a avaliação escolar como possibilidade de in-


tervenção pedagógica e de parâmetros para o planejamento e desenvolvimento de novas
atividades de ensino.

3.2 OBJETIVOS ESPECIFICOS

- Estabelecer a avaliação como elemento essencial para direcionar a prática pedagógica,


ressaltando o desempenho escolar dos alunos e o planejamento do professor.
- Oportunizar a decisão sobre metodologias diversificadas e recursos pedagógicos volta-
dos para a aprendizagem.
- Enfatizar a avaliação pedagógica como parte do processo da aprendizagem dos alunos.

4. MATERIAL DIDÁTICO

Para realização do projeto faz-se necessário limitá-lo a um dos segmentos


escolares. Como este projeto dará ênfase à avaliação pedagógica optamos, então, pelos
Professores e Pedagogos da escola, com a participação de profissionais da Equipe
Clínica da APAE, formada por Assistente Social, Psicóloga, Fonoaudióloga, Terapeuta
Ocupacional e Fisioterapeuta, pois esta equipe participa ativamente das decisões que
envolvem os alunos, como conselhos de classe e estudos de casos.
Entre os meses de fevereiro a junho do ano de 2014, será realizado Curso de For-
mação, com 32 horas/aula, destinado ao público alvo deste Colégio, descrito acima, inte -
ressado em participar dessas atividades. O Curso será realizado em parceria com o Pro -
grama de Educação Especial da Unioeste, o qual expedirá certificados para os participan -
tes que alcançarem 75% ou mais de freqüência.
O Curso será distribuído em 08 encontros de 04 horas cada um, que ocorrerão no
período matutino, aos sábados, levando em consideração o horário de trabalho da maioria
dos envolvidos.
O planejamento inicial dos encontros com o público alvo contempla a temática, os
textos, vídeos e outros materiais a serem utilizados para o desenvolvimento da
metodologia proposta, já se encontram selecionados e reservados para o uso nos devidos
momentos.

ORGANIZAÇÃO DOS ENCONTROS

PRIMEIRO ENCONTRO
TEMA: Plano de Trabalho do Curso e Legislação relacionada com a educação de
pessoas com deficiência
OBJETIVO: Apresentação aos profissionais presentes o Projeto de Intervenção na Escola
e Legislação, provocando os mesmos para uma discussão sobre o tema.
METODOLOGIA: Apresentação do Projeto que deu origem à Unidade Didática e o roteiro
de trabalho a ser desenvolvido ao longo do curso, com uso do recurso didático
pedagógico de projeção de conteúdos com PowerPoint.
Alguns parâmetros da legislação que fundamentam aspectos da Educação
Especial e que serão apresentados neste encontro:
- Constituição Federal – Educação Especial
- Lei nº 7853/89 – Direitos das pessoas com deficiência
- Lei nº 9394/96 – LDBEN – capítulo V - Educação Especial
- Resolução CNE/CEB nº 2/01 - Institui Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na
Educação Básica.
- Decreto nº 3.298/99, que regulamenta a Lei nº 7.853/89
- Decreto nº 5.296/04, que regulamenta as Leis nº 10.048 e 10.098 com ênfase na promo -
ção de acessibilidade.
TEMPO: 4 horas
AVALIAÇÃO: A participação e intervenções dos integrantes do grupo, por observação.

SEGUNDO ENCONTRO
TEMA: Avaliação pedagógica
OBJETIVO: Compreender a avaliação pedagógica como parte importante no processo
ensino/aprendizagem.
METODOLOGIA: Apresentação do texto para leitura e reflexão do grupo: “Avaliação em
Educação Especial: o ponto de vista do professor de alunos com deficiência”, das autoras
Anna Augusta Sampaio Oliveira e Thaís Emilia Campos (2005).
Num segundo momento, será apresentado um vídeo com palestra de Cipriano Luckesi
sobre avaliação da aprendizagem, seguindo-se discussão com o grupo.
TEMPO: 4 horas
AVALIAÇÃO: A participação e intervenções dos integrantes do grupo, por observação.

TERCEIRO ENCONTRO
TEMA: A avaliação como suporte pedagógico.
OBJETIVO: Proporcionar aos participantes a reflexão sobre a avaliação como um
instrumento pedagógico, proporcionando suporte para reflexões de atuação em sala de
aula.
METODOLOGIA: Leitura dos textos:
- “Repensando os distúrbios de aprendizagem a partir da Psicologia Histórico-Cultural”, de
Silvana Calvo Tuleski e Nadia Mara Eidt (2007);
- “Superando limites: a contribuição de Vygotsk para a educação especial”, de Dóris Anita
Freire Costa (2006).
Após a leitura dos textos, realizar-se-á uma reflexão com o grupo, onde serão colocados
os pontos relevantes dos textos. Os participantes serão provocados a expor suas opiniões
e pontos de vista, problematizando os textos lidos.
TEMPO: 4 horas
AVALIAÇÃO: Observação de interesse e participação dos cursistas durante o evento.

QUARTO ENCONTRO
TEMA: A importância de um olhar diferente para a avaliação da aprendizagem
OBJETIVO: Analisar com o grupo como vem sendo realizado o processo de avaliação na
escola e quais as possibilidades de sua melhoria.
METODOLOGIA: Iniciar o trabalho apresentando o texto “Escola de animais”, com
proposta de discussão das potencialidades dos alunos e sua valorização, não ressaltando
suas dificuldades.
No segundo momento serão apresentados slides com conteúdo sobre a importância do
professor como mediador entre o aluno e a aprendizagem.
TEMPO: 4 horas
AVALIAÇÃO: Observação de interesse e participação dos cursistas durante o evento.

QUINTO ENCONTRO
TEMA: A influência do meio social no desenvolvimento do educando.
OBJETIVO: Realizar uma auto reflexão sobre “como estamos avaliando nossos alunos”
METODOLOGIA: No primeiro momento será feito a leitura do texto “DISBICICLÉTICO”,
de Emilio Ruiz Rodriguez, e reflexões sobre a pessoa diferente dos padrões normais e a
avaliação que a comunidade realiza desta pessoa. Participará deste encontro a
Professora Ms Lucia Zanato Tureck e a Assistente Social Inês Ficher, que tratarão sobre
a realidade social, econômica e cultural das famílias e sua relação com o processo de
escolarização.
Apresentação de slides sobre a influência do meio social, segundo Luria, Leontiev e Vygo-
tsky (1991).
Realizar com o grupo discussão a partir das questões.
1- Como o meio social influencia a aprendizagem?
2- Como assegurar uma aprendizagem motivadora, significativa que alcance as difi-
culdades dos alunos?
3- Como avaliar as dificuldades e habilidades dos alunos?
TEMPO: 4 horas
AVALIAÇÃO: Observação de interesse e participação dos cursistas durante o evento.

SEXTO ENCONTRO
TEMA: O estímulo necessário e o respeito à individualidade no processo de
aprendizagem e desenvolvimento do aluno com deficiência intelectual.
OBJETIVO: Refletir sobre a realidade de crianças e adolescentes com deficiência
intelectual, presentes na escola, e as formas de atendimento a eles destinadas, tanto pela
escola como pela família.
METODOLOGIA: Introdução do tema em slides e na seqüência a projeção do filme “Meu
nome é Radio”, seguida de discussão entre os participantes, coordenada pela professora
PDE.
Sinopse do filme: Rádio é um jovem garoto fascinado pelo futebol americano que estava
sempre por aí andando com um carrinho de supermercado com várias coisas, além de um
rádio. Seu apelido 'rádio' foi escolhido pela sua afeição por rádios e por ele estar sempre
com um rádio dentro de seu carrinho. Ele passa despercebido dentre as demais pessoas,
até que o treinador da equipe de futebol passa a ve-lo diferente, ajudá-lo e integrá-lo na
equipe, na escola, e na vida. O filme se desenvolve com um pouco de ternura por parte
do treinador e com a inocência por parte de Rádio.
Questionamentos sobre o filme para nortear debate:
- Temática do filme.
- Paralelo entre o que é exposto no filme e o papel da escola.
- Relações vividas: afetivas, sociais e mediadoras.
- Tipos de sentimentos que aparecem no filme.
- Percepção das possibilidades.
- Conceito de deficiência.
TEMPO: 4 horas
AVALIAÇÃO: Observação de interesse e participação dos cursistas durante o evento.

SÉTIMO ENCONTRO
TEMA: O olhar para o aluno com deficiência intelectual
OBJETIVO: Refletir com o grupo sobre o desenvolvimento do psiquismo humano e as
potencialidades do aluno com deficiência intelectual na aprendizagem.
METODOLOGIA: Exposição do conteúdo com a participação da professora Jane Peruzo
Iácono, seguida de debate e questionamentos sobre a aprendizagem e avaliação do
aluno com deficiência intelectual
TEMPO: 4 horas
AVALIAÇÃO: Observação de interesse e participação dos cursistas durante o evento.

OITAVO ENCONTRO
TEMA: Avaliação dos conteúdos abordados e elaboração de propostas para a escola.
OBJETIVO: Realizar com o grupo reflexão dos trabalhos desenvolvidos na escola,
pontuando o plano de trabalho docente e a forma que os alunos estão sendo avaliados.
METODOLOGIA: O grupo será dividido em duplas analisando o trabalho pedagógico da
escola e elaborando propostas.
Ao término, realizar-se-á um painel onde todos irão compartilhar e opinar sobre as
propostas apresentadas.
TEMPO: 4 horas
AVALIAÇÃO: Observação de interesse e participação dos cursistas durante o evento.

REFERÊNCIAS
BRASIL. Constituição Federal de 1988.

______. Lei nº 7853/89, dispõe sobre os direitos das pessoas com deficiência.

______. Lei nº 9394/96 – LDBEN

______. Decreto nº 3.298/99. Regulamenta a Lei nº 7.853/89

______. Decreto nº 5.296/04. Regulamenta as Leis nº 10.048 e 10.098 com ênfase na


promoção de acessibilidade.

______. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Conselho Nacional de Educação. Resolução


CNE/CEB nº 02/2001. Institui Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na
Educação Básica.

CARNEIRO, Maria Sylvia Cardoso. Relfexões sobre a avaliação da aprendizagem de


alunos na modalidade de educação especial na educação básica. Revista de
Educação Especial, Vol. 25, nº 44 set/dez 2012. Santa Maria, RS, pag. 513 – 530.
Disponível em: http://www.ufsm.br/revistaeducaçãoespecial. Acesso em: 03 jun 2013.

COSTA, Dóris Anita Freire Superando limites: A contribuição de Vygotsky para a


educação especial. Revista de Psicopedagogia, vol. 23, nº 72, São Paulo, 2006.

LUCKESI, Cipriano Carlos. Avaliação da aprendizagem... Mais uma vez. Revista ABC
Educativo, nº 46, 2005. p. 28 - 29.

_______ Avaliação da aprendizagem. Disponível em:


http://www.youtube.com/watch?v=JqSRs9Hqgtc Acesso em: 25 set 2013.

LURIA, Alexander R., LEONTIEV, Alexis N., VYGOTSKY, Lev S. Psicologia e


pedagogia. São Paulo: Moraes, 1991.

MARTINS, Onilza Borges ; MOSER, Alvino. Conceito de mediação em Vygotsky,


Leontiev e Wertsch. Revista Intersaberes | vol. 7 n.13, p. 8 - 28 | jan. – jun. 2012 |ISSN
1809-7286.

OLIVEIRA, Anna Augusta Sampaio e CAMPOS, Thaís Emilia. A avaliação em educação


especial: o ponto de vista do professor de alunos com deficiência. Estudos em Avaliação
Educacional, v.16, nº 31, jan/ jun, 2005.

SAVIANI, Dermeval. Escola e democracia. 12 ed. Campinas, SP: Cortez, 1996.

TULESKI, Silvano Calvo, EIDT, Nadia Mara. Repensando os distúrbios de aprendiza-


gem a partir da psicologia histórico-cultural. Psicologia em Estudo, Maringá, v. 12, n.
3, p. 531-540, set./dez. 2007.

VIGOTSKI, L. S.; LURIA, A. R. Estudos sobre a história do comportamento: o macaco,


o primitivo, e a criança. Tradução de Lólio Lourenço de Oliveira. Porto Alegre: Artes Médi-
cas, 1996.

VIGOTSKI, L. S. O defeito e a compensação. In: Programa Institucional de Ações


relativas às Pessoas com Necessidades Especiais – PEE (org). A pessoa com
deficiência na sociedade contemporânea: problematizando o debate. Cascavel, PR:
EDUNIOESTE, 2006. p. 33 – 62.

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