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Art. 11. © advogado nfo deve aceitar procuragao de quem jé tenha_patrono
constituido, sem prévio conhecimento deste, salvo por motivo justo ou para adogao de
medidas judiciais urgentes e inadidveis.
Art. 12. © advogado nao deve deixar ao abandono ou a0 desamparo os feitos, sem
motivo justo e comprovada ciéneia do constituinte.
Art. 13. A rentineia ao patrocinio implica omissio do motivo e a continuidade da
responsabilidade profissional do advogado ou escritorio de advocacia, durante 0 prazo
estabelecido em lei; nao exclui, todavia, a responsabilidade pelos danos causados dolosa
‘ou culposamente aos clientes ou a terceiros.
Art. 14, A revogagio do mandato judicial por vontade do cliente no o desobriga do
pagamento das verbas honordrias contratadas, bem como nao retira 0 direito do
advogado de receber 0 quanto the seja devido em eventual verba honordria de
sucumbéncia, caleulada proporcionalmente, em face do servigo efetivamente prestado.
Art. 15. mandato judicial ou extrajudicial deve ser outorgado individualmente aos
advogados que integrem sociedade de que fagam parte, e ser exercido no interesse do
cliente, respeitada a liberdade de def
Art, 16. © mandato judicial ou extrajudicial nao se extingue pelo decurso de tempo,
desde que permanega a confianga reciproca entre o outorgante e 0 seu patrono no
Art. 17. Qs advogados integrantes da mesma sociedade profissional, ou reunidos em
carter permanente para cooperacio reciproca, niio podem representar em juizo clientes
com interesses opostos.
Art. 18. Sobrevindo conflitos de interesse entre seus constituintes, ¢ ndo estando
acordes os interessados, com a devida prudéncia e discernimento, optard o advogado por
um dos mandatos, renunciando aos demais, resguardado o sigilo profissional
Art, 19, © advogado, ao postular em nome de terceiros, contra ex-cliente ou ex-
empregador, judicial e extrajudicialmente, deve resguardar o segredo profissional ¢ as
informagdes reservadas ou privilegiadas que Ihe tenham sido confiadas
Att. © advogado deve abster-se de patrocinar causa contréria a ética, & moral ou A
validade de ato juridico em que tenha colaborado, orientado ou conhecido em consulta;
da mesma forma, deve declinar seu impediment ético quando tenha sido convidado
pela outra parte, se esta Ihe houyer revelado segredos ou obtido seu parecer.
Art. 21. _E direito e dever do advogado assumir a defesa criminal, sem considerar sua
propria opinio sobre a culpa do acusado,
Art. 22, 0 advogado nao é obrigado a aceitar a imposigdo de seu cliente que pretenda
ver com ele atuando outros advogados, nem aceitar a indicagio de outro profissional
para com ele trabalhar no processo,
Art. 23. E defeso ao advogado funcionar no mesmo processo, simultaneamente, como
patrono e preposto do empregador ou cliente,
Art. 24. O substabelecimento do mandato, com reserva de poderes, € ato pessoal do
advogado da causa.CODIGO DE ETICA E DISCIPLINA DA OAB*
© CONSELHO FEDERAL DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL, a0
instituir 0 Cédigo de Etica e Disciplina, norteou-se por prineipios que formam a
consciéncia profissional do advogado e representam imperativos de sua conduta, tais
como: os de lutar sem receio pelo primado da Justiga; pugnar pelo cumprimento da
Constituigdo e pelo respeito a Lei, fazendo com que esta seja interpretada com retidio,
em perfeita sintonia com os fins sociais a que se dirige e as exigéncias do bem comum;
ser fiel & verdade para poder servir & Justiga como um de seus elementos essenciais;
proceder com lealdade e boa-fé em suas relagdes profissionais e em todos os atos do seu
oficio; empenhar-se na defesa das causas confiadas ao sew patrocinio, dando ao
constituinte © amparo do Direito, e proporcionando-lhe a realiza
legitimos. interesses; comportar-se, nesse mister, com independéncia e altivez,
defendendo com © mesmo denodo humildes e poderosos; exercer a advocacia com 0
spensdvel senso profissional, mas também com desprendimento, jamais permitindo
que o anseio de ganho material sobreleve 8 finalidade social do seu trabalho; aprimorar-
se no culto dos prinefpios éticos e no dominio da ciéncia juridiea, de modo a tomnar-se
merecedor da confianga do cliente e da sociedade como um todo, pelos atributos
intelectuais e pela probidade pessoal; agir, em suma, com a dignidade das pessoas de
bem e a corregio dos profissionais que honram e engrandecem a sua classe.
Inspirado nesses postulados ¢ que o Consetho Federal da Ordem dos Advogados do
Brasil, no uso das atribuigdes que Ihe sio conferidas pelos arts. 33 e 54, V, da Lei n°
8.906, de 04 de julho de 1994, aprova e edita este Cédigo, exortando os advogados
brasileiros a sua fiel observancia.
TITULOI
DA ETICA DO ADVOGADO,
CAPITULO I
DAS REGRAS DEONTOLOGICAS FUNDAMENTAIS
Art. 1° 0 exerefcio da advocacia exige conduta compativel com os preceitos deste
Cédigo, do Estatuto, do Regulamento Geral, dos Provimentos e com os demais
prine{pios da moral individual, social e profissional
Art. 2° advogado, indispensdvel & administragio da Justica, € defensor do Estado
democratico de direito, da cidadania, da moralidade publica, da Justiga e da paz social,
subordinando a atividade do seu Ministério Privado A elevada funcio piblica que
exerce.
Pardgrafo nico. Sao deveres do advogado:
I — preservar, em sua conduta, a honra, a nobreza e a dignidade da profissiio, zelando
pelo seu carter de essencialidade e indispensabilidade;
Il — atuar com destemor, independéncia, honestidade, decoro, veracidade, lealdade,
dignidade e boa-fé
IIL — velar por sua reputagdo pessoal ¢ profissional;
IV —empenhar-se, permanentemente, em seu aperfeigoamento pessoal e profissional;
V —contribuir para 0 aprimoramento das instituigdes, do Direito ¢ das leis;
* Publicado no Diirio da Justiga, Segdo I, do dia 01.03.95. pp. 4.000/4004,VI — estimular a conciliag%o entre os litigantes, prevenindo, sempre que possfvel, a
instauragdo de litfgios;
VII—aconselhar o cliente a nfo ingressar em aventura judici
VIII — abster-se de:
a) utilizar de influéncia indevida, em seu beneficio ou do cliente;
b) patrocinar interesses ligados a outras atividades estranhas A advocacia, em que
também atue;
c) vincular o seu nome a empreendimentos de cunho manifestamente duvidoso;
4) emprestar concurso aos que atentem contra a ética, a moral, a honestidade ea
dignidade da pessoa humana;
©) entender-se diretamente com a parte adversa que tenha patrono constituido, sem 0
assentimento deste.
IX — pugnar pela solugio dos problemas da cidadania e pela efetivagio dos seus direitos
individuais, coletivos e difusos, no Ambito da comunidade.
Art. 3° — O advogado deve ter consciéncia de que 0 Direito é um meio de mitigar as
desigualdades para 0 encontro de solugdes justas € que a lei é um instrument para
garantir a igualdade de todos.
Art.4° © advogado vinculado ao cliente ou constituinte, mediante relacio
empregaticia ou por contrato de prestacdo permanente de servigos, integrante de
departamento juridico, ou drgao de assessoria juridica, pablico ou privado, deve zelar
pela sua liberdade e independéncia.
Pardgrafo Gnico. E legitima a recusa, pelo advogado, do patrocinio de pretensio
concemnente a lei ou direito que também the seja aplicavel, ou contrarie expressa
orientagao sua, manifestada anteriormente.
Art.5°_ exerefcio da advocacia € incompativel com qualquer procedimento de
mercantilizagao.
Art. 6° E defeso ao advogado expor os fatos em Juizo falseando deliberadamente a
verdade ou estribando-se na mé-fé.
Art.7° _ E vedado o oferecimento de servigos profi
indiretamente, inculeagio ou captagio de clientela,
nais que impliquem, direta ou
CAPITULO IL
DAS RELAGOES COM O CLIENTE
Art. 8° O advogado deve informar o cliente, de forma clara e inequfvoca, quanto a
eventuais riscos da sua pretenso, e das conseqiiéncias que poderdo advir da demanda.
Art. 9° A concluso ou desisténcia da causa, com ou sem a extingdo do mandato,
obriga 0 advogado & devolucao de bens, valores e documentos recebidos no exereicio do
mandato, € & pormenorizada prestago de contas, ndo excluindo outras prestagdes
solicitadas, pelo cliente, a qualquer momento.
Art. 10, Concluida a causa ou arquivado o processo, presumem-s
cessagiio do mandato.
© cumprimento e a