10/02/2022
Cirrose
Hepática
Cirrose Hepática
Doença crônica caracterizada pela substituição do
tecido hepático normal pela fibrose difusa, que rompe
a estrutura e a função do fígado
40% dos pacientes com cirrose são assintomáticos
sintomáticos: o prognóstico é severo
custos econômicos e humanos altos
perda em média 12 anos de vida produtiva
Necessidade de um diagnóstico precoce !
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Cirrose Hepática
Causas
- consumo de álcool - principal fator causal
- hepatites crônicas (B e C)
- medicamentos
- auto-imune
- 2x maior no homem que na mulher
- idade entre 40 e 60 anos
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Manifestações clínicas
- Aumentam de gravidade, à medida que se agrava
- do Fígado - no início da doença ele aumenta e fica
gorduroso. Com a evolução, ele diminui.
- Obstrução Porta e Ascite - o sangue originário dos
órgãos digestivos é coletado nas veias porta e
transportado para o fígado, que não permite a passagem,
e retrocede para dentro do baço e trato GI (congestão). O
líquido rico em proteína acumula na cavidade peritoneal
ascite
SISTEMA PORTA
"Estas veias são como os transportadores das cidades, que
apanham o trigo limpo no celeiro e o levam a uma das
padarias da cidade, onde ele será cozido e transformado em
alimento útil; de igual modo, as veias conduzem o alimento
elaborado no estômago a um lugar de cocção, que nós
chamamos fígado (hépar). A rota que conduz ao fígado é
única e recebeu de um antigo sábio em coisas da natureza,
segundo penso, o nome de porta (pýle), que se conservou
até hoje. Este nome foi também usado por Hipócrates e
todos os discípulos de Esculápio em homenagem à
sabedoria desse pioneiro que comparou a economia animal
à administração de uma cidade"
Galeno, ± 200 d. C.
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SISTEMA PORTA
Anatomia
HIPERTENSÃO PORTA
Aumento do gradiente de pressão entre a veia porta e a
veia cava inferior
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HIPERTENSÃO PORTA
Hipertensão porta
Circulação colateral Vasodilatação esplânica
resistência Fluxo porta
Hipertensão porta
HIPERTENSÃO PORTA
DIAGNÓSTICO
1. Anamnese
2. Exame físico
3. Exames complementares
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HIPERTENSÃO PORTA
Métodos não – invasivos
• Ultrassom com doppler
• Tomografia computadorizada
• Ressonância
• Endoscopia Alta
MÉTODOS INVASIVOS
Técnica Visualização Aferição PP
Cateterismo do Portografia na
tronco celíaco fase venosa
Esplenoportografia V.P. e Polpa esplênica
colaterais
Cateterismo de veia V.P. e Veia porta
umbilical colaterais
Portografia trans- V.P. e Veia porta
hepática colaterais
Cateterismo Veias hepáticas Veia hepática
transjugular livre / ocluída
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HIPERTENSÃO PORTA
CLASSIFICAÇÃO
PRÉ - HEPÁTICA
Eixo ↑ Fluxo portal Mista
esplenoportal
Trombose Fístula Linfoma não
Compressão arteriovenosa Hodking
extrinseca Esplenomegalia Leucemia
Hipoplasia tropical Enfermidade
congênita Mastocitose mieloproliferativa
HIPERTENSÃO PORTA
CLASSIFICAÇÃO
HEPÁTICA
Pré-sinusoidal Sinusoidal Pós-sinusoidal
Esquistossomose Cirrose alcoólica Enfermidade veno –
Cirrose biliar primária Hepatite alcoólica oclusiva
Intoxicação por Esclerose de veia
Hepatite vitamina A centro lobular
crônica (álcool)
Fibrose hepática
congênita
H.P. idiopática
Granulomas
Toxinas – arsênico
cobre
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HIPERTENSÃO PORTA
CLASSIFICAÇÃO
PÓS HEPÁTICAS
Cardíacas V. hepáticas V. Cava inferior
Pericardite Sindrome de Trombose
constrictiva Budd – Chiari -
hipertensão portal com
I. C. direita hepatomegalia causada pela
obstrução venosa do sistema de
Estenose mitral drenagem do fígado – causas:
ingestão de toxinas,
Insuficiência quimioterapia e radioterapia,
obstruções das veias hepáticas,
tricuspíde (hipercoagubilidade), obstruções
da veia cava inferior (trombose
VCI)
QUADRO CLÍNICO
• Depende da doença de base da H.P.
• Manifestações clínicas principais dependem
da formação de circulação colateral e do
local da obstrução.
• Sangramento é a maior complicação.
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QUADRO CLÍNICO
• O desvio do sangue portal para a circulação sistêmica é o
principal fator etiológico da encefalopatia hepática.
• Ascite
• Esplenomegalia
CLASSIFICAÇÃO DE CHILD-TURCOTTE
1 PONTO 2 PONTOS 3 PONTOS
ASCITE Ausente Leve/ Intensa
moderada
ENCEFALOPATIA Ausente Graus I e II Graus III e
IV
ALBUMINA > 3,5 g/l 3 a 3,5 g/l < 3 g/l
BILIRRUBINAS < 2 g/l 2 a 3 g/l > 3 g/l
TAP seg > < 4 seg 4 a 6 seg > 6 seg
controle
CHILD A – 5 a 6 CHILD B – 7 a 9 CHILD C – 10 a 15
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TRATAMENTO
1. Tratar doença de base
2. Prevenir complicações
3. Tratar as complicações
HIPERTENSÃO PORTA
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TIPS
ANASTOMOSE PORTOSSISTÊMICA
INTRA-HEPÁTICA TRANSJUGULAR
Possibilita redução significativa do gradiente de pressão
portohepático, uma vez que funciona como um "shunt"
portocava látero-lateral, promovendo, dessa forma,
descompressão eficiente do sistema portal, reduzindo
significativamente o risco de sangramentos. A técnica
consiste na inserção percutânea, através da veia jugular
interna, de malha metálica através do parênquima
hepático, sob controle angiográfico, criando verdadeira
comunicação portocava.
HIPERTENSÃO PORTA
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HIPERTENSÃO PORTA
Tratamento Farmacológico
Somatostatina - antiemorrágico
STILAMIN apresentação ampolas de 250 µg e 3 mg
Dose de ataque: 250 µg EV em bolo
Dose de manutenção: 250 µg/hora
Somatostatina 3mg ______ 1 ampola
SF 0,9% _______________ 250 ml
EV 21 ml / hora
O tempo de uso deve ser pelo menos 48 horas.
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Tratamento Farmacológico
OCTREOTIDE
Análogo sintético da Somatostatina
Dose de ataque: 0,05 mg (50 µg)
Dose de manutenção: 50 µg/hora
Octreotide __________ 0,5 mg
SF 0,9% ___________ 250 ml
EV 21 ml /hora
Tamponamento
BALÃO DE SENGSTAKEN - BLAKEMORE
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Endoscopia
HIPERTENSÃO PORTA
TIPS
Transjugular Intrahepatic Portocaval Shunt
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HIPERTENSÃO PORTA
COMPLICAÇÕES DO TRATAMENTO CIRÚRGICO
Mortalidade operatória - 2 a 10%
Trombose da anastomose - 8 - 10%
Hiperesplenismo
Hiperbilirrubinemia indireta
HIPERTENSÃO PULMONAR
ENCEFALOPATIA PORTOSISTÊMICA
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“A hemorragia digestiva não controlada é
certamente um risco maior do que uma
operação bem conduzida.”
J. Galvão Alves
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Infecção e Peritonite: bacteremia é a via mais
provável de infecção
Varizes GI: obstrução ao fluxo sanguíneo
formação de vasos sanguíneos colaterais no
sistema GI (vasos abdominais proeminentes e
distendidos, vasos no esôfago, estômago e
parte inferior do reto) varizes e ou
hemorróidas
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Edema: tardiamente
• albumina plasmática
• a produção de aldosterona retenção de
sódio e água e excreção de potássio
Deterioração Mental
• aumento da bilirrubina e amonia
• função mental comprometida coma
Compensada
Febre branda intermitente
Aranhas vasculares
Eritema palmar
Epistaxe inexplicada
Edema de tornozelo
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Compensada
Fígado tenso e aumentado
Indigestão matutina vaga
Dispepsia flatulenta
Dor abdominal
Esplenomegalia
Descompensada
Ascite
Icterícia
Fraqueza
Debilidade muscular
Perda de peso
Febre branda contínua
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Descompensada
Baqueteamento dos dedos
Púrpura (plaquetas )
Epistaxe
Hipotensão
Pêlos corporais escassos
Tratamento de Enfermagem
Monitorização da condição física do
paciente e avaliação das respostas
emocionais
Monitorar SSVV
Avaliar o estado nutricional;
Avaliação neurológica
(encefalopatia hepática)
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Tratamento de Enfermagem
Iniciar nutrição parenteral – jejum
Higiene oral e lábios umidecidos
(alívio da sede intensa)
Terapia com vitamina K
Transfusão sanguínea
Ambiente silencioso
Paracentese
Inserção de uma agulha na cavidade
abdominal para a extração de líquido
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Recomendações
• Cuidado com abusivo de álcool
• Utilização de preservativo nas relações
sexuais e seringas descartáveis
• Tratamento para as hepatites B e C
crônicas
• Vacinação contra hepatite B
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