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Resposta à Acusação: Inimputabilidade Penal

José foi acusado de tentativa de homicídio contra Roberto. Sua defesa alega que José é inimputável devido a esquizofrenia paranóide e apresenta laudo médico comprovando tal doença. Sua defesa pede que José seja absolvido sumariamente devido à sua inimputabilidade.
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Resposta à Acusação: Inimputabilidade Penal

José foi acusado de tentativa de homicídio contra Roberto. Sua defesa alega que José é inimputável devido a esquizofrenia paranóide e apresenta laudo médico comprovando tal doença. Sua defesa pede que José seja absolvido sumariamente devido à sua inimputabilidade.
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EXCELENTÍSSIMO SENHOR JUIZ DE DIREITO DA __ VARA CRIMINAL DA COMARCA DE

PORANGATU, ESTADO DE GOIÁS.


Ação Penal nº. Xxxxxxxxx

José, já devidamente qualificado nos autos do Processo Criminal em epígrafe, vem por
intermédio de seus advogados Christtyan Bruno e Vitória Salgado, mui
respeitosamente, perante Vossa Excelência, apresentar Resposta Escrita à Acusação,
com fulcro nos dispositivos legais acima, pelas razões de fato e de direito que passa a
expor:

I - DOS FATOS

O ora denunciado, foi surpreendido no estabelecimento “Cicinho Night” em


19/06/2022 com sua prisão em flagrante efetuada pela Polícia Militar que foi acionada
por terceiros que se encontravam no local.

Na denúncia percebe-se que os fatos narrados se resumem aos seguintes termos:

“O denunciado, no dia 19 de Junho de 2022, praticou, em desfavor de Roberto, o crime


previsto no Art. 121, do Código Penal, ao sacar um revólver que trazia consigo e
efetuar 03 (três) disparos em ROBERTO, alvejando-o na região pélvica e abdominal.
Ato contínuo, ao qual terceiros que estavam no local detiveram o denunciado,
impedindo-o de prosseguir com seu intento homicida. O crime foi praticado por
motivo fútil, tendo em vista que o denunciado decidiu matar a vítima simplesmente
por ter o visto conversando e abraçando a Sra. ZÉLIA (amiga da vítima e que mantinha
relacionamento amoroso com o denunciado) em uma festa de que participavam no dia
19 de junho de 2022. Ademais, o crime foi praticado mediante recurso que dificultou a
defesa da vítima, pois ROBERTO foi pego de surpresa, de forma inesperada, por volta
das 03h50min, logo após sair do “Cicinho Night”, conhecido estabelecimento de
eventos festivos na cidade de Porangatu. ``
II – DA FUNDAMENTAÇÃO JURÍDICA

Preliminarmente, faz se necessário apontar a inimputabilidade do agente, e que, Vossa


Excelência deverá absolver sumariamente o acusado, haja vista que o indiciado sofre
de esquizofrenia paranóide, portanto inimputável e isento de pena como preleciona as
normas constitucionais e penais, respectivamente, a seguir:

Art. 26 do Código Penal - É isento de pena o agente que, por doença mental ou
desenvolvimento mental incompleto ou retardado, era, ao tempo da ação ou da
omissão, inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato ou de
determinar-se de acordo com esse entendimento.

Desta feita, sendo o delatado inimputável, não poderia ser submetido à Ação Penal,
tendo em vista que não comete crime, devendo, pois, ser responsabilizado a
procedimento de medida de segurança, conforme é previsto no art. 96 do Código
Penal.

No tocante a excludente de imputabilidade e culpabilidade apresentada, oferecemos


laudo médico do acusado que fornecem provas conclusas, do fato em questão.

LAUDO

Ademais, excelência pode perceber a presença de elemento autorizador da absolvição


sumária: a causa excludente de culpabilidade.

Art. 397. Após o cumprimento do disposto no art. 396-A, e parágrafo IV, desde Código,
o juiz deverá absolver sumariamente o acusado quando verificar:

IV - extinta a punibilidade do agente.

Por todo o exposto, resta claro que a denúncia do Ilustre Representante do Ministério
Público não merece acolhimento, tendo em vista a excludente de punibilidade do fato.
III – DO PEDIDO
Ex positis, é a Resposta Escrita à Acusação para requerer a Vossa Excelência que se
designe:

1. A absolver sumariamente o denunciado pela presença da excludente de


punibilidade, que estabelece o art. 397, IV, do CPP;

2. Que Vossa Excelência reconheça a inimputabilidade, já que o agente é portador da


doença esquizofrenia paranóide, com um quadro que o indica inteiramente incapaz de
entender o caráter ilícito do fato e ou de determinar-se de acordo com esse
entendimento, portanto não podendo ser submetido à Ação Penal;

Neste termo pede e espera deferimento,

Porangatu 30 de Outubro de 2023

Vitória Salgado e Christtyan Bruno.

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