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Apostila - Modulo 2 - CSD

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Marcos
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Redes de Computadores

Bootcamp Analista de Defesa Cibernética

Esdras Eler
Redes de Computadores – Página 2 de 39
Redes de Computadores
Bootcamp Analista de Defesa Cibernética
Esdras Eler
© Copyright do Instituto de Gestão e Tecnologia da Informação.
Todos os direitos reservados.

Redes de Computadores – Página 3 de 39


Sumário

Capítulo 1. Fundamentos de Redes de Computadores 5

1.1. Fundamentos 5

1.2. Tipos de Redes 7

1.3. Protocolos 9

1.4. Equipamentos 9

1.5. Meios de Comunicação 10

1.6. Modelo OSI 11

1.7. Internet 13

Capítulo 2. Camada de Acesso 16

2.1. Camada Física 16

2.2. Camada de Enlace 16

2.3. IEEE 802 17

Capítulo 3. Camada de Rede 19

3.1. Camada de Rede 19

3.2. Protocolo IP 19

3.3. Roteadores 21

3.4. Protocolos de Roteamento 22

3.5. Switches Camadas 2 e 3 23

3.6. ARP e ICMP 23

Redes de Computadores – Página 4 de 39


Capítulo 4. Camada de Transporte 25

4.1. Camada de Rede 25

4.2. Protocolo TCP/UDP 25

Capítulo 5. Camada de Aplicação 27

5.1. Seção, Apresentação e Aplicação 27

5.2. HTTP e FTP 27

5.3. SMTP e DNS 28

5.4. DHCP 29

Capítulo 6. Redes WAN 30

6.1. Redes Móveis 30

6.2. Redes X25 e Frame Relay 30

6.3. Redes MPLS 31

6.4. Redes VPN 31

Referências.............. 33

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Capítulo 1. Fundamentos de Redes de Computadores

Podemos descrever as Redes de Computadores como um conjunto de


equipamentos que são capazes de trocar informações e compartilhar recursos entre
si, utilizando protocolos para se comunicarem e interligados por meios de
comunicação. Portanto, os 3 elementos principais de uma rede são os
equipamentos, os protocolos e os meios de comunicação. Neste curso,
abordaremos os principais conceitos relacionados a cada um desses elementos.

1.1. Fundamentos

Desde os tempos mais remotos, o homem anseia por estabelecer canais de


comunicação a longa distância entre as pessoas. Recursos como fumaça, barulho,
pombos correios e outros foram utilizados nos primórdios para, de alguma forma,
enviar uma mensagem para um receptor localizado geograficamente em outro
ambiente.

Nos dias atuais, a necessidade de acesso à informação é muito grande.


Com o avanço da capacidade de processamento, da capacidade de
armazenamento das informações e dos meios de comunicação, o homem passa a
ter acesso à informação em tempo real, a qualquer momento e em qualquer
dispositivo. Estes então passam a ser os principais requisitos de sistema de
comunicação: disponibilidade da informação em tempo real, disponibilidade da
informação em qualquer momento, disponibilidade da informação em qualquer
dispositivo.

O registro das primeiras redes de computadores surge na década de 50,


com o advento dos primeiros grandes computadores. Esses computadores e
primeiras redes ofereciam o processamento centralizado. Abaixo, na figura 1,
podemos visualizar um computador central (mainframe) responsável pelo

Redes de Computadores – Página 6 de 39


processamento centralizado e interligado a terminais “burros” que não são capazes
de realizar nenhum tipo de processamento, apenas exercem o papel de entrada e
saída de dados na rede.

Figura 1 – Processamento Centralizado

Fonte:
https://www.devmedia.com.br/artigo-clube-delphi-edicao-3-a-evolucao-do-modelo-clie
nte-servidor/13431.

Na década de 70, surge o processamento descentralizado. Os terminais


“burros” são substituídos por equipamentos com capacidade de processamento
local. O principal objetivo dessa mudança é o de otimizar o uso da rede, que, com o
crescimento, sobrecarregava o computador central e toda a rede. Com o
processamento descentralizado, surge a necessidade de evoluir os sistemas de
comunicação para permitir maior capacidade de comunicação entre todos os
elementos de uma rede. Veja a figura 2.

Redes de Computadores – Página 7 de 39


Nos dias atuais, busca-se hiperconectividade e ultravelocidade em todos os
sistemas e aplicações. Chegamos à era da computação em nuvem. Os sistemas on
premises vão sendo substituídos gradativamente por solução cloud, reduzindo
custos e otimizando recursos das empresas e dos negócios.

Figura 2 – Processamento Descentralizado

Fonte:
https://www.gta.ufrj.br/ensino/eel879/Anos-anteriores/2008-2/trabalhos_vf/renan_bern
ardo/p2p.html.

1.2. Tipos de Redes

Redes de Computadores – Página 8 de 39


As redes podem ser classificadas de algumas formas. Neste curso,
apresentaremos 3 formas de classificação:

a) Quanto à abrangência, elas podem ser Redes Geograficamente Distantes


(Redes WAN), Redes Metropolitanas (Redes MAN) e Redes Locais (Redes
LAN). Também existem as redes PAN (Redes Pessoais). A Figura 3
representa esse tipo de classificação.

b) Quanto à topologia, elas podem ser do tipo estrela, anel, barramento, árvore,
ponto a ponto ou mesh. Não existe uma topologia melhor em relação às
demais, cada uma tem a sua aplicação para um determinado tipo de rede.
Por exemplo, em redes metropolitanas de fibras ópticas, é muito comum o
uso das redes anel que garantem uma redundância da comunicação. Em
rede LAN Ethernet, é muito comum o uso das redes do tipo barramento. A
figura 4 apresenta um resumo dessas principais topologias.

Figura 3 – Redes WAN, MAN e LAN

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Fonte:
https://marrciohenrique.wordpress.com/2014/03/22/tipos-de-redes-wan-lan-man/.

Figura 4 – Topologias de Redes

Fonte:
https://www.researchgate.net/figure/Figura-5-Topologias-de-rede-basicas-No-presente
-trabalho-sera-utilizado-a-topologia-de_fig1_261511046.

c) A terceira forma de classificação é a que classifica as redes de acordo com o


seu tipo de acesso, que pode ser Extranet (acesso para parceiros, filiais e
clientes externos), Intranet (acesso local para células, departamentos) e
Internet (rede pública mundial).

1.3. Protocolos

Os protocolos de rede são um conjunto de normas que permitem que


qualquer máquina conectada à internet possa se comunicar com outra também já
conectada na rede. Existem diversos protocolos e cada um possui a sua função
específica em uma rede de computadores. A principal classificação de um protocolo

Redes de Computadores – Página 10 de 39


diz respeito a sua capacidade de ser Orientado à Conexão e Não Orientado à
Conexão.

Na seção 1.6, estudaremos o Modelo OSI que especifica as características


que devem ser seguidas pelos protocolos para estabelecer comunicação entre dois
equipamentos quaisquer.

1.4. Equipamentos

Os equipamentos de rede podem ser Ativos ou Passivos. Os ativos são


todos os equipamentos geradores, receptores de códigos ou conversores de sinais
eléctricos ou ópticos. Os equipamentos passivos são dispositivos que não
interferem com os dados ou sinais que trafegam pelas suas interfaces. São
exemplos de equipamentos ativos: Switches e Roteadores. São exemplos de
equipamentos passivos: Modens e Hubs.

Na seção 1.6, estudaremos o Modelo OSI que especifica as características


que devem ser seguidas pelos equipamentos para estabelecer comunicação entre
dois equipamentos quaisquer.

A figura 5 apresenta uma rede com diversos equipamentos: switches,


roteadores, repetidores, bridges, hubs.

Figura 5 – Exemplo de uma rede de computadores

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Fonte:
https://danilocafe.wordpress.com/2011/05/17/redes-de-computadores-um-breve-resum
o/.

1.5. Meios de Comunicação

Os meios de comunicação são importantes elementos de uma rede de


computadores. Eles podem ser físicos ou sem fio. São exemplos de meios de
comunicação físicos: cabo coaxial, par trançado e fibra óptica. Os equipamentos
conectados ao cabo coaxial e ao par trançado (por exemplo, modens) codificam o
pulso de bits a ser transmitido em sinais elétricos enquanto os conversores ópticos
codificam os sinais em pulsos de luz para serem transmitidos pela fibra óptica. Os
cabos ópticos tendem a oferecer maior qualidade na transmissão dos sinais e
atingirem maiores distâncias, entretanto, possuem um custo muito maior do que os
meios tradicionais que utilizam cabeamento por fio de cobre (par trançado), por
exemplo.

Redes de Computadores – Página 12 de 39


As redes sem fio são uma boa opção em redes locais e, com o advento das
redes 4G e 5G, tornam-se também boas opções para conexões à longa distância.
Ainda existem outras opções de rede sem fio, como a conexão por satélite e o uso
de rádios micro-ondas.

A figura 6, a seguir, apresenta um quadro comparativo entre os principais


meios de comunicação padronizados pelo IEEE 802.3.

Figura 6 – Padrões IEEE 802.3

Fonte: https://slideplayer.com.br/slide/398111/.

1.6. Modelo OSI

O Modelo OSI é um modelo de rede de computador referência da ISSO,


dividido em 7 (sete) camadas de funções, criado em 1971 e formalizado em 1983,
com o objetivo de ser um padrão para protocolos de comunicação entre os mais

Redes de Computadores – Página 13 de 39


diversos sistemas em uma rede local, garantindo a comunicação entre dois
sistemas computacionais. Veja a figura 7.

A camada física estabelece a comunicação real entre os dois dispositivos.


Podemos considerar, nessa camada, o cabeamento, a característica elétrica, óptica
ou eletromagnética.

A camada de enlace faz o controle de fluxo da transmissão dos dados,


detectando e corrigindo erros do nível físico. É nessa camada que
os switches trabalham, utilizando o Mac Address para encaminhar o pacote à
máquina certa. O protocolo ARP faz o papel de associar o IP ou MAC da porta de
comunicação. Realiza a comunicação ponto a ponto.

Figura 7 – Padrões IEEE 802.3

A camada de rede realiza o endereçamento dos dispositivos na rede, ou


seja, quais os caminhos que as informações devem percorrer entre a origem e o
destino. Realizar a comunicação fim a fim. Roteadores e Protocolo IP atuam nessa
camada.

Redes de Computadores – Página 14 de 39


A camada de transporte elimina erros das camadas anteriores. Os
protocolos TCP e UDP atuam nessa camada. O principal objetivo é realizar
comunicação entre as aplicações (por exemplo, servidor SMTP). Portanto, realiza a
comunicação aplicação a aplicação.

A camada de sessão exerce o controle de quando a comunicação entre


duas máquinas (de origem e de destino – ou emissor e receptor) deve começar,
terminar ou reiniciar. Portanto, essa camada exerce o papel de “Abrir” e “Fechar”
uma conexão, entre origem e destino.

A camada de apresentação realiza a conversão dos formatos de caracteres,


de forma que sejam utilizados na transmissão. Há a compressão e criptografia para
que o receptor possa entender os dados. O Código ASCII de 128bits é um exemplo
de código que pode ser utilizado nessa camada.

A camada de aplicação é a camada final. É com essa camada que nós,


usuários, temos contato, já que funciona como uma porta de entrada da rede, dando
o acesso aos serviços dessa rede. A unidade, aqui, são os dados, e alguns
protocolos de aplicação são HTTP, SMTP e FTP.

1.7. Internet

É a rede WAN pública que conecta milhões de computadores ao redor do


mundo. A internet tem sua origem na Arpanet que foi desenvolvida, na década de
60, para fins militares.

Entendeu-se que a Arpanet seria uma solução viável para uso público e foi
desenvolvido, na década de 70, o modelo TCP-IP e sua pilha de protocolos que
pode ser vista na figura 8, que apresenta um quadro comparativo entre o modelo
TCP-IP e o modelo OSI.

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Já a figura 9, a seguir, apresenta os principais protocolos que pertencem a
família de protocolos TCP-IP da Internet.

Figura 8 – Modelo TCP-IP x Modelo OSI

Fonte:
https://www.datarain.com.br/blog/qual-diferenca-entre-modelo-osi-e-modelo-tcpip/.

Figura 9 – Pilha de Protocolos TCP-IP

Redes de Computadores – Página 16 de 39


Fonte: https://materialpublic.imd.ufrn.br/curso/disciplina/4/19/6/9.

Redes de Computadores – Página 17 de 39


Capítulo 2. Camada de Acesso

2.1. Camada Física

A camada física define os padrões elétricos, funcionais e mecânicos das


interfaces de comunicação entre os equipamentos e os meios de comunicação. Por
exemplo, a especificação dos cabos de pares trançados utilizados em redes
Ethernet faz parte da camada física. Veja na figura 10.

Aqui, ocorre a codificação do sinal para a transmissão e posterior


decodificação do mesmo para recepção no destino.

Figura 10 – Categorias do par trançado

Fonte: https://pt.slideshare.net/MauroJansen1/redes-4-cabeamento.

2.2. Camada de Enlace

Redes de Computadores – Página 18 de 39


Comunicação ponto a ponto (máquina a máquina ou enlace a enlace).
Realiza o controle de erros, controle de fluxo e controle de acesso.

O controle de erros tem o objetivo de identificar possíveis erros provenientes


do meio de comunicação. Um exemplo de correção é o uso do bit paridade, que se
refere ao número de bits '1' de um determinado número binário. É feita a contagem
desses bits 1 e conferido com o bit paridade para identificar se o código enviado ao
receptor não sofreu nenhuma perda.

Outra função da camada de enlace é realizar o controle de acesso ao meio.


Os protocolos da camada de enlace fazem a gestão do uso do meio de acesso,
autorizando ou não o envio de pacotes para o meio, evitando congestionamento ou
colisões.

Essa camada também realiza o controle de fluxo para controlar a taxa


através da qual um transmissor envia dados para um receptor, evitando
congestionamento no meio de comunicação e na recepção do sinal no destino.

O principal equipamento que atua nessa camada é o switch que realiza


essa função através do mapeamento entre o endereço MAC das máquinas da rede
a partir do protocolo IEEE 802, que veremos a seguir.

2.3. IEEE 802

É um padrão para as camadas física e de enlace (acesso à rede no modelo


TCP-IP) desenvolvido pelo IEEE (lê-se I3E).

▪ 802.1 – Gerencia de Rede.

▪ 802.2 – LLC (Logical Link Control).

Redes de Computadores – Página 19 de 39


▪ 802.3 – Padrão Ethernet para rede cabeadas.

▪ 802.4 – Token Bus.

▪ 802.5 – Token Ring.

▪ 802.6 – Redes MAN.

▪ 802.7 – Redes MAN de banda larga.

▪ 802.8 – Fibra Óptica.

▪ 802.9 – Integração de Redes Locais.

▪ 802.10 – Segurança em Redes Locais.

▪ 802.11 – Redes Sem Fio.

▪ 802.15 – Redes PAN (Bluetooth).

O padrão IEEE 802 define regras para endereçamento de pacotes em redes


locais através de um código do endereçamento MAC. O MAC Address é um número
de 48 bits, único, que nomeia uma placa de rede. É também chamado de endereço
da rede física. A figura 11 demonstra como ele é formado, sendo os primeiros 24
bits para identificar o fabricante e os 24 bits finais para identificar a placa de rede.

Figura 11 – Mac Adress

Redes de Computadores – Página 20 de 39


Fonte:
https://community.fs.com/blog/switch-mac-address-whats-it-and-how-does-it-work.ht
ml.

O padrão IEEE 802 é a principal referência da camada de enlace em redes


de computadores e realiza a função de controle de fluxo, controle de acesso e
detecção de erro na transmissão pelo enlace físico.

Redes de Computadores – Página 21 de 39


Capítulo 3. Camada de Rede

3.1. Camada de Rede

É a camada que realiza o endereçamento dos dispositivos na rede, ou seja,


quais os caminhos que as informações devem percorrer da origem ao destino.
Normalmente, é conhecida como a camada que realiza a comunicação fim a fim.

O roteador é o principal equipamento dessa camada. Ele normalmente faz a


integração entre uma rede LAN (interface LAN Ethernet) e uma rede WAN. Os
roteadores precisam ser configurados para realizar o roteamento de pacote (Veja a
seção 3.4).

O protocolo IP é o principal protocolo que atua nessa camada e exerce o


papel de endereçamento fim a fim proposto pela camada de rede.

Figura 12 – Camada de Rede

Fonte:
https://oraculoti.com.br/2017/08/17/rede-de-computadores-modelo-de-referencia-osi/.

3.2. Protocolo IP

Redes de Computadores – Página 22 de 39


Protocolo de Internet (IP) é um protocolo de comunicação usado entre todas
as máquinas em rede para encaminhamento dos dados. Tanto no Modelo TCP/IP
quanto no Modelo OSI, o importante protocolo da internet IP está na camada
intitulada camada de rede.

O protocolo IP fornece um endereço único denominado endereço IP. Esse


endereço é formado por 32 bits divididos em 4 blocos de 8 bits cada.

A rede mundial de computadores (internet) utiliza o IP (IPv$) para endereçar


os seus endpoints. Ao todo, temos por volta de 4 bilhões de endereços disponíveis
para uso. Com o crescimento das redes e o aumento da demanda por endereços
IP’s fixo, foi desenvolvida uma nova versão do endereço com 128 bits de
endereçamento (IPv6).

O endereço IPv4 é dividido em duas partes. A primeira identifica a rede à


qual o computador está conectado, e a segunda identifica o host dentro da rede.
Para melhorar o aproveitamento dos endereços disponíveis, os desenvolvedores do
TPC/IP dividiram o endereçamento IP em cinco classes, denominadas A, B, C, D, e
E, sendo as três primeiras usadas para fins de endereçamento e as duas últimas
reservadas para expansões futuras. Cada classe reserva um número diferente de
octetos para o endereçamento da rede.

Na classe A, apenas o primeiro octeto identifica a rede; na classe B, são


usados os dois primeiros octetos; na classe C, temos os três primeiros octetos
reservados para a rede e apenas o último reservado para a identificação dos hosts
dentro da rede. Veja a figura 13.

Figura 13 – Endereço IP e Máscara de Rede

Redes de Computadores – Página 23 de 39


Fonte:
https://www.hardware.com.br/livros/linux-redes/capitulo-entendendo-enderecamento.
html.

Em redes privadas, é comum utilizarmos endereços reservados (não


navegáveis na internet). São os das faixas 10.x.x.x e 192.168.x.x.

3.3. Roteadores

É um dispositivo de rede que permite interligar redes distintas. A Internet é


composta por inúmeros roteadores interligados entre si, o que chamamos de
backbone da internet. Ao acessar um site qualquer, a requisição trafega por esses
roteadores até chegar ao destinatário, e os dados enviados por ele fazem o caminho
inverso. O nome "roteador" é bastante sugestivo, pois os roteadores são capazes de
definir a melhor rota para os pacotes de dados, evitando roteadores que estejam
sobrecarregados ou que não estejam funcionando. A figura 14 apresenta a imagem
de um roteador RV45 da Cisco que disponibiliza 2 portas WAN RJ45 e 16 portas
LAN Ethernet.

Figura 14 – Roteadores

Redes de Computadores – Página 24 de 39


Fonte:
https://www.submarino.com.br/produto/3288023729?loja=83064741000897&epar=bp_p
l_00_go_g35172&opn=XMLGOOGLE&WT.srch=1&acc=d47a04c6f99456bc289220d5d0f
f208d&i=60a013dc49f937f625ae9f0a&o=609f4627f8e95eac3d5ea162&gclid=Cj0KCQjw2
NyFBhDoARIsAMtHtZ4QH2KokamkGsjt9VKWKu4fYuZP_xpwz2KersRbAn2AFMg7V-b9
MroaAra9EALw_wcB.

3.4. Protocolos de Roteamento

Protocolos de roteamento são protocolos de camada 3 do modelo OSI e


definem como roteadores se comunicam uns com os outros. O roteamento pode ser
estático, que utilizam uma rota pré-definida e configurada manualmente, e
dinâmicos, que utilizam protocolos de roteamentos que ajustam automaticamente as
rotas de acordo com as alterações de topologia e outros fatores, tais como o
tráfego.

Os protocolos RIP e OSPF são os principais protocolos de roteamento


utilizados. A figura 15 apresenta um exemplo de uma tabela de roteamento
configurada em um roteador.

Redes de Computadores – Página 25 de 39


Figura 15 – Tabela de Roteamento

Fonte: https://www.gta.ufrj.br/grad/04_1/rip/rip.htm.

3.5. Switches Camadas 2 e 3

Os switches são equipamentos que originalmente atuam na camada do


modelo OSI e realizam o endereço dos pacotes através do endereço MAC. Esse é o
switch camada 2.

Existe, no mercado, switches de camada 3, que foram desenvolvidos para


substituir os roteadores em redes locais. Quando não há necessidade de realizar a
comunicação com uma rede WAN, mas há necessidade de fazer o roteamento de
pacotes em uma rede local através de subredes diferentes, pode ser utilizado os
switches camada 3.

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Os switches camada 3 são mais rápidos que os roteadores e mais lentos
que os switches camada 2. Portanto, ao iniciar um projeto de rede, deve-se avaliar
qual a melhor opção de uso entre os roteadores e switches.

3.6. ARP e ICMP

Protocolo de Resolução de Endereços (do inglês: Address Resolution


Protocol - ARP) usado para resolução de endereços (conversão) da camada de
internet em endereços da camada de enlace. A tabela da figura 16 é um exemplo de
tabela ARP:

Figura 16 – Tabela ARP

Fonte: https://asredes10g.webnode.pt/camada-3-modelo-osi/tabelas-de-arp/.

Internet Control Message Protocol (ICMP) é responsável por comunicar


erros através dos meios de geração e envio de mensagens para o endereço IP de
origem quando existem problemas de rede encontrados pelo sistema. É o conhecido
comando de ping, utilizado para testes de conectividade entre origem e destino. As
mensagens que o ICMP gera indicam que um determinado gateway, roteador,
serviço ou mesmo host que deveria se conectar à internet não pode ser alcançado.

Redes de Computadores – Página 27 de 39


Capítulo 4. Camada de Transporte

4.1. Camada de Rede

A camada de transporte é responsável pelo serviço de transporte confiável


de dados. É responsável por entregar os pacotes diretamente na camada de
aplicação. Os principais protocolos utilizados aqui são os protocolos TCP/UDP. Ela
recebe as mensagens da camada sessão, as divide em segmentos para que seja
manipulada eficientemente pela camada de rede e assegura que todos os
segmentos chegarão corretamente ao seu destino.

Diferente das camadas inferiores, que são implementadas em cada um dos


nós, a camada de transporte é implementada diretamente nos equipamentos finais
dos usuários (notebooks, servidores etc.), mas não nos roteadores. Portanto, ela
estabelece uma comunicação lógica de fim a fim.

O serviço de transporte é transparente aos usuários, sistemas e aplicações,


mantendo-os isolados das camadas inferiores, de modo a eliminar a preocupação
com os detalhes da infraestrutura física utilizada.

4.2. Protocolo TCP/UDP

A figura 17 apresenta um resumo das principais diferenças entre os dois


principais protocolos da camada de transporte.

Os protocolos TCP e UDP utilizam um esquema de endereçamento que


especificam a aplicação que está utilizando o sistema de comunicação naquele
momento. Esses endereços são conhecidos como portas de comunicação. A figura
18 apresenta algumas portas conhecidas de comunicação dos protocolos TCP/UDP.

Redes de Computadores – Página 28 de 39


Figura 17 – TCP x UDP

Fonte: https://asredes10g.webnode.pt/camada-3-modelo-osi/tabelas-de-arp/.

Figura 18 – Portas de Comunicação

Fonte:
http://profanadeinformatica.blogspot.com/2009/04/protocolos-smtp-e-pop3-estao.html
.

Redes de Computadores – Página 29 de 39


Redes de Computadores – Página 30 de 39
Capítulo 5. Camada de Aplicação

5.1. Seção, Apresentação e Aplicação

A camada de sessão é responsável por gerenciar (estabelecer, manter,


sincronizar e encerrar) uma sessão, ou diálogo, entre duas aplicações de cada
extremidade. Sessão é uma ligação lógica persistente de dois processos de
aplicativos que permite a troca de dados por um longo período.

A camada de apresentação é responsável por converter os dados de


programas e protocolos da camada de aplicação para um formato que possa ser
transmitido através da rede e usado por outras aplicações em outros hosts. Entre as
funções de formatação, estão inclusas a compressão, a criptografia e a certificação
de que o conjunto de código de caracteres (ASCII, Unicode, EBCDIC) pode ser
interpretado na outra ponta.

No topo das camadas do modelo OSI, a camada de aplicação é responsável


pela interação do usuário com as aplicações. A maior parte do tráfego real de dados
são gerados a partir dessa camada. O tráfego pode ser originado por uma
requisição HTTP, um comando da telnet, uma requisição de download de arquivo de
um FTP etc.

O modelo TCP/IP unificou essas camadas do modelo OSI em uma única


camada de aplicação.

5.2. HTTP e FTP

HTTP é um protocolo (protocol) que permite a obtenção de recursos, como


documentos HTML. É a base de qualquer troca de dados na Web e um protocolo

Redes de Computadores – Página 31 de 39


cliente-servidor, o que significa que as requisições são iniciadas pelo destinatário,
geralmente um navegador da Web.

FTP é a sigla para File Transfer Protocol. Ele é basicamente um tipo de


conexão que permite a troca de arquivos entre dois computadores conectados à
internet.

5.3. SMTP e DNS

SMTP é a sigla para Simple Mail Transfer Protocol, que pode ser traduzido
como protocolo simples de transferência de correio. Esse é um padrão utilizado com
eficiência na transferência de e-mails pela internet. O funcionamento do SMTP é
praticamente o mesmo do correio convencional, uma vez que o SMTP tem
praticamente a mesma função que o carteiro. Ao capturar as mensagens, elas são
remetidas para ele e são enviadas para os e-mails dos destinatários finais.

Os servidores DNS (Domain Name System, ou sistema de nomes de


domínios) são os responsáveis por localizar e traduzir para números IP os
endereços dos sites que digitamos nos navegadores. A figura 19 apresenta um
exemplo de funcionamento do DNS. Um notebook precisa acessar um determinado
site, mas ele não conhece o seu endereço IP de destino. Então, ele pergunta
primeiro para um servidor DNS qual o IP do site desejado. Após receber a resposta,
ele faz o envio do request para o destino escolhido.

Figura 19 – Exemplo DNS

Redes de Computadores – Página 32 de 39


Fonte:
https://tiparaleigo.wordpress.com/2019/07/30/cliente-dns-do-mikrotik-e-configuracao-
do-servidor-dns-de-armazenamento-em-cache/.

5.4. DHCP

Dynamic Host Configuration Protocol (DHCP) é o nome de um protocolo


TCP/IP que oferece alocação dinâmica de endereços IP’s em uma determinada
rede LAN, por exemplo.

Resumidamente, o DHCP trabalha da seguinte forma: um dispositivo com


suporte ao protocolo envia uma requisição DHCP e os servidores DHCP que
capturarem esse pacote irão responder (se o cliente se enquadrar em alguns
critérios) com um pacote com informações, como um endereço IP, máscara de rede
e outros dados opcionais, como servidores de DNS, o gateway padrão.

A figura 20 apresenta um exemplo de rede simples funcionando com um


servidor DHCP, onde cada uma das três máquinas recebeu a alocação de um
endereço IP diferente.

Figura 20 – DHCP

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Fonte:
https://www.techtudo.com.br/noticias/noticia/2014/10/o-que-e-dhcp-entenda-tudo-sobr
e-o-protocolo.html.

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Capítulo 6. Redes WAN

6.1. Redes Móveis

As redes de telefonia móveis têm se tornado uma excelente opção de rede


WAN para conexão em alta velocidade à internet. A figura 21 apresenta um resumo
das 5 gerações de telefonia móvel e as suas principais características.

Figura 21 – Telefonia Móvel

Fonte:
https://www.oficinadanet.com.br/tecnologia/23058-qual-a-diferenca-entre-3g-4g-4g-5g-
e-lte-conheca-os-tipos-de-internet-movel.

6.2. Redes X25 e Frame Relay

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X.25 é um conjunto de protocolos de acesso a redes de comunicação de
dados com tecnologia de comutação de pacotes, especificado pela Recomendação
X.25 do ITU-T, independente do meio físico de transmissão de dados. O X25 foi
desenvolvido na década de 70 e foi substituído por redes mais robustas como
Frame Relay e o MPLS.

O Frame Relay é uma tecnologia de comunicação de dados de alta


velocidade que é usada em muitas redes ao redor do mundo para interligar
aplicações do tipo LAN.

Basicamente, pode-se dizer que a tecnologia Frame Relay fornece um meio


para enviar informações através de uma rede de dados, dividindo essas
informações em frames (quadros) ou packets (pacotes). Cada frame carrega um
endereço que é usado pelos equipamentos da rede para determinar o seu destino e
utiliza um esquema de endereçamento específico chamado DLCI. Faz parte da
camada 2 do modelo OSI.

6.3. Redes MPLS

O Multiprotocol Label Switching (MPLS) é um protocolo de rede WAN de


alto desempenho que utiliza a infraestrutura da própria internet para criar redes
privadas e que direciona dados de um nó da rede para o próximo nó baseado em
rótulos de menor caminho em vez de endereços de rede longos, evitando consultas
complexas em uma tabela de roteamento. Além disso, é uma rede segura, pois
adota mecanismos de segurança similares ao das redes VPN. As redes MPLS
tendem a ser menos utilizadas com o crescimento do uso da própria internet, de
forma segura, para construir rede privadas utilizando rede VPN’s.

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6.4. Redes VPN

Rede privada virtual, do inglês Virtual Private Network, é uma rede de


comunicações privada construída sobre uma rede de comunicações pública.
Utilizam protocolos de segurança, como o IPSec, que criam um túnel entre origem e
destino oferecendo um alto grau de privacidade para o usuário, garantindo
integridade dos dados e autenticidade das informações.

Figura 22 – Exemplo Rede MPLS

Fonte: https://efagundes.com/blog/ainda-precisamos-de-redes-mpls/.

Figura 23 – Redes VPN

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Fonte: https://memoria.rnp.br/newsgen/9811/vpn.html.

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Referências

KUROSE, Jim; ROSSA, Keith. Redes de Computadores e a Internet: Uma


Abordagem Top-Down. 6. ed. Pearson Universidades, 2013.

TANEBAUN, Andrews S.; WETHERALL, David. Redes de Computadores. 5. ed.


Pearson Universidades, 2011.

TORRES, Gabriel. Redes de Computadores: Versão Revista e Atualizada. 2. ed.


Novaterra, 2016.

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