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Análise de Rácios Financeiros da Empresa

O relatório analisa os rácios financeiros de uma organização para os anos de 1991 e 1992. Os resultados mostram que a organização tinha liquidez e solvabilidade baixas nesses anos, colocando-a em risco financeiro. No entanto, ela mostrou alta capacidade de autofinanciamento e rendibilidade dos ativos nesses períodos.
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Análise de Rácios Financeiros da Empresa

O relatório analisa os rácios financeiros de uma organização para os anos de 1991 e 1992. Os resultados mostram que a organização tinha liquidez e solvabilidade baixas nesses anos, colocando-a em risco financeiro. No entanto, ela mostrou alta capacidade de autofinanciamento e rendibilidade dos ativos nesses períodos.
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Relatório do desempenho económico da organização x- Kelves Tinga

Os rácios oferecem informações sobre o desempenho e evolução dos negócios. Estes


indicadores estabelecem relações entre as contas do Balanço e Demonstração de
Resultados para quantificar factos, detectar anomalias e fazer comparações no tempo.

1.1 Rácio de liquidez geral

Evidencia em que medida as obrigações de curto prazo estão cobertas pelos activos que
podem ser convertidos em “liquidez” no prazo de um ano.

O nível normal situa-se entre 1,5 a 2. Sua fórmula é Activo circulante/Passivo


circulante.

RLG= (Existências + Realizável + Disponível) /Dividas a terceiros a curto prazo

1992= 1,011 1991=0,98

Embora o índice de 1992 seja maior que o de 1991 a empresa não possui capital
suficiente para arcar com todas as suas obrigações.

1.2 Rácio de liquidez imediata

É utilizada para conhecer a capacidade de a empresa cumprir com as suas obrigações no


curto prazo, apenas com os seus meios financeiros. parâmetro 1

RLI= Disponível/Dividas à terceira curto prazo

1992-=0,067 1991=0,068

Os dois anos obtiveram aproximadamente 6%, porém a empresa pode ter dificuldades
para honrar seus compromissos, problemas graves de tesouraria.

Analisando os dois índices conclui-se que a empresa esta em estado de vulnerabilidade.

1.3 Rácio de solvibilidade geral

Permite avaliar a capacidade de uma empresa garantir liquidação do seu passivo


com recurso aos seus capitais próprios, com os seguintes parâmetros:

RS>1 o valor do património é suficiente para suprir as dividas.

RS< ou = 1 não está capacitada para honrar todos os compromissos.

RSG= Capitais Próprios/ Dividas a terceiro a curto, médio e longo prazo


1992=0,133 1991=0,075

O dois rácios indicam que a empresa esta financeiramente instável, ela não pode solver
a divida usando os capitais próprios.

1.4 Rácio de rotação de stocks

É um indicador que releva a velocidade em que o inventário foi renovado em um


determinado período ou qual é o tempo médio de permanência de um produto antes da
venda. RRS=Vendas/Existências. parametro 1,5

1992=3,18 1991=2,52

Em 1992 a empresa teve o alto valor de rotatividade de stocks, assim sendo ela foi mais
eficiente e mais rentável, porem o ano de 1991 também teve uma boa rotatividade de
stocks.

1.5 Rácio dos imobilizados

RI=Capitais próprios/Imobilizados parametro 1

1992=0,58 1991=0,36

Significando assim que em 1992 a empresa recorreu ao financiamento para aquisição de


imobilizado.

1.6 Rácio da rotação de imobilizados

RRI=Vendas e prestação de serviços/Imobilizado parametro 3

1992= 2969,36 1991=2255,31

O rácio de 1992 traduz que houve uma boa remuneração do capital investido no
imobilizado.

Rácio dos resultados

RR1=Resultados líquidos/ Activo

1992= 8,96 1991= 8,25

RR2=Vendas e prestação de serviços/ Activo

1992= 550,65 1991=390,41


RR3= Resultados operacionais/ Capital próprio

1992=-1550,41 1991= 109,33

RR4= Resultados operacionais/ Vendas

1992= 0,30 1991=0.18

2. Análise do Equilíbrio Financeiro da empresa

1992= 0,88 1991 0,76

A empresa em termos de Equilíbrio financeiro encontra-se minimamente estável pois os


seus valores na maioria são positivos. Parametro 0,5

3. Fundo de Maneio

1992= 10 500,00 1991= 8 500,00

É o montante resultante da diferença entre os capitais circulantes e o exigível a curto


prazo, que serve como uma margem de segurança na empresa.

Analisando estes rácios, a empresa encontra-se numa situação estável financeiramente


no que tange á margem de segurança, visto que os valores encontrados são positivos,
tanto para o ano de 1991 como para 1992. R ˃ 0

4. Liquidez

É a capacidade da empresa solver seus compromissos a curto prazo, considerando que ela só
será boa se o seu fundo de maneio for positivo. R ˃ 0

Nesta categoria de rácios, encontramos o rácio de Liquidez Geral e a Liquidez Imediata


que para o ano de 1991 foi de 1,066 e para o ano de 1992 foi de 1,11 e para a

Liquidez Imediata

Parametro 1,2

1992= 1 1991= 1

Em suma, a empresa encontra-se impossibilitada de solver os seus compromissos a


curto prazo pois apesar de ter valores positivos, o seu fundo de maneio influencia
negativamente o valor. Deixando a empresa num estado de risco.
5. Formas de Controlo da Variação da Liquidez na empresa:

parametro 0,5

1992- Para o Prazo Médio de Recebimentos, o valor é de 0,02 significando isso que a
empresa não dispõe de uma estrutura financeira equilibrada, isso porque o valor
encontrado distancia-se do parâmetro deste indicador.

1991- Prazo médio de pagamentos, o valor obtido é de 0,025 encontrando-se distante do


parâmetro deste indicador, o que traduz-se em desequilíbrio financeiro.

A Rotação de existências, contribui positivamente para os valores da empresa, pois


encontra-se superior ao seu parâmetro.

O Valor da existência media no ano, contribui com valores positivos para a empresa,
pois encontra-se superior ao seu parâmetro.

6. Solvibilidade

A solvibilidade é a capacidade da empresa para solver as suas obrigações a médio e


longo prazo.

Nesta categoria podemos encontrar o Rácio de Solvabilidade em função do Activo, que


resulta da fórmula:

Rácio de Solvibilidade=Capitais próprios/ Activo, com um parâmetro superior ou igual


a 1/3

Sendo que para o ano de 1992 temos o valor de 0,1 e para o ano de 1991 temos o valor
de 0,06 mostrando assim que a empresa encontra-se em uma situação de incapacidade
de solvência das suas obrigações de médio e longo prazo para o ano de 1991 e uma
situação de incapacidade de solvência das suas obrigações para o ano de 1992.

Encontramos também a Solvabilidade em função do Passivo que resulta da fórmula:


Rácio de Solvabilidade= Capitais Próprios/ Passivo, com um parâmetro superior ou
igual 0,5

Sendo que para o ano de 1992 temos o valor de 0,13 e para o ano de 1991 temos o valor
de 0,075

Encontrando-se a empresa numa situação de incapacidade de solvência das suas


obrigações a médio e longo prazo.

7. Capacidade de Autofinanciamento da empresa

A capacidade de Autofinanciamento de uma empresa mede-se pelo rácio:

Rendibilidade dos Capitais Próprios

Parâmetro R ˃ 0

Lucros líquidos/ Capitais próprios, que para o ano de 1992 foi de 83,11 e 130,29 para o
ano de 1991, mostrando assim a sua alta capacidade de autofinanciamento.

Rotação do Activo

Parâmetro R ˃ 0

resulta da fórmula:Vendas/ Activo

Para o ano de 1992 temos o valor de 440,83 e para o ano 1991 temos o valor de 487,68
contribuindo de forma positiva para o funcionamento da empresa.

Rotação do Imobilizado

Parâmetro R ˃ 0

que resulta da fórmula:Vendas/ Imobilizado

Para o ano de 1992 temos o valor de 2.546,54 e para o ano de 1991 temos o valor de
2.629,77 indicando uma evolução na gestão dos investimentos.

8. Rendibilidade

A rendibilidade é feita com base na análise dos seguintes rácios:

Rendibilidade dos capitais próprios, que resulta da fórmula:

RP= Lucro líquido/ Capital próprio R ˃ 0


Que teve para o ano de 1992 um valor de 83,11 e para o ano de 1991 um valor de
130,29 representando assim positividade para os resultados da empresa pois esses
valores encontram-se acima do parâmetro.

Rendibilidade económica, que resulta da fórmula:

R˃0

RE= Lucro líquido/ Capitais próprios+ capitais alheios

Para o ano de 1992 temos o valor de 59,80 e para o ano de 1991 e de 76,18
encontrando-se numa situação positiva para a empresa pois distancia-se do parâmetro
deste rácio.

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