b b Epístola Aos Romanos - Paulo de Tarso
FICHAMENTO DE LEITURA
SENAI – Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial
Disciplina: COE – Comunicação Oral e Escrita
Professora: Vivian Rodrigues Arrojo
Aluno: Caio Alexander Américo
Curso: Ferramenteiro de Corte, Dobra e Repuxo
De Tarso, Paulo. Bíblia de Estudo de Genebra. Tradução de João Ferreira de Almeida,
Edição Revista e Atualizada, 2° edição. Rio de Janeiro: Editora Cultura Cristã, 2013.
Resumo
A epístola inicia dando uma breve apresentação sobre o autor, Paulo de
Tarso( anteriormente Saulo de Tarso, tendo seu nome mudado por questões
linguísticas, um sendo seu nome judeu e o outro seu nome romano), descrevendo
quem ele é, dando ação de graças a Deus e o motivo dele instruir a comunidade
religiosa de Roma, que era composta tanto por judeus como por não judeus seguidores
de Cristo.
Na época, a igreja de Roma, era divida, pois havia discordância como elas deveriam
seguir Jesus, se os cristãos não judeus, deveria guardar o sábado, serem
circuncidados ou se deveriam comer kosher.
A carta pode ser descrita em diversos temas e partes sendo objetiva e enfática no que
diz respeito a salvação e a justificação por fé.
Podemos dividi-la em cinco partes: Saudações e desejo de Paulo, a pecaminosidade
dos judeus e dos gentios, a salvação para os judeus e gentios, os papéis dos judeus e
dos gentios na história e instruções e práticas.
Saudações e desejo de Paulo
A carta inicia sendo enfática em relação ao autor do texto, onde Paulo se apresenta
como o apóstolo dos gentios, sendo do verso um ao sete, uma breve saudação, onde
ele se descreve como servo de Jesus Cristo, chamado pelo mesmo para ser apóstolo e
separado para o evangelho de Deus que havia prometido por intermédio dos profetas
segundo as Sagradas Escrituras, que haveria de vir ao mundo, pela carne da
descendência de Davi, recebendo um designo como Filho de Deus, o próprio Cristo
que ressuscitou dos mortos a qual recebeu a graça e o apostolado para todos os
gentios e irmãos que estão em Jesus Cristo, os amados de Deus, que vivem em Roma,
que receberam um chamado para serem santos, dando ação de graças e paz da parte
de Deus serem multiplicadas naquela comunidade religiosa.
A partir do verso oito, o apóstolo fala sobre o seu desejo de ir a Roma, pois na época
em que escreveu a carta, ele estava morando em Corinto entre os anos de 54 d.C e 57
d.C, e não conhecia a comunidade que havia em Roma. Ele tinha o desejo de levar o
evangelho até a Espanha, mas para que isso acontecesse, teria que passar por Roma.
A igreja de Roma era composta por judeus e gentios, tendo grande predominância dos
gentios, sendo estes, advertidos para que não fossem soberbos ( cap 11.13-24).
Paulo se propôs diversas vezes ir conhecer aquele povo, entretanto, diversas vezes foi
impedido, sendo impossível de conseguir igualmente entre eles algum fruto, e também
se diz devedor do anúncio do evangelho para aquela comunidade que possuía gregos,
bárbaros, sábios e ignorantes. De qualquer maneira, ele carregava consigo que estava
pronto para ir a Roma anunciar o evangelho e propagar as boas obras de Jesus Cristo,
sem vergonha alguma, pois o próprio Paulo dizia que o evangelho é o poder de Deus
para a salvação de todo aquele que crer, independente de ser judeu ou grego, a justiça
de Deus se revela no evangelho pela fé.
A pecaminosidade dos Judeus e dos Gentios
A partir do verso dezoito, Paulo enfatiza a pecaminosidade de todos os homens, cada
um a seu próprio modo, tanto judeus como gentios, são pecadores e carecem da
misericórdia de Deus e permanecem sob o juízo divino.
Primeiramente, Paulo fala sobre o pecado dos judeus, que desde o princípio da
criação, são depravados e caídos, muitos tendo se rebelado contra Deus, sendo claro
que a ira de Deus se revelou e se revela do céu contra toda impiedade e perversão.
Muitos conheceram a Deus e não o glorificaram como Deus, muito menos lhe foi
rendido ação de graças pelas bençãos e favores divinos, antes, se tornaram omissos
em seus raciocínios, deixando de serem sábios e se tornando loucos, insensatos,
mudando a imagem de Deus incorruptível em um deus corruptível, a semelhança da
imagem do homem, sendo estes, entregues as concuspicências de seus próprios
corações, desonrando seus corpos, mudando a verdade de Deus, tornando-a em
mentira. Até mesmo as mulheres, o apóstolo descreve que mudaram seu modo natural
em relações intimas, contrariando a natureza, criada e inspirada divinamente,
semelhante ao homem, que deixou também suas naturezas, ou seja, o contato natural
com a mulher, cometendo torpeza, homem com homem, mulher com mulher, se
inflamando naturalmente com a sensualidade, dignos de punição merecida pelo seu
erro.
Por conta disso, Paulo é claro em dizer que Deus entregou uma "disposição mental
reprovável" aos homens, por terem negado e desprezado o conhecimento divino, e e
terem aderido a práticas inconvenientes, cheias de injustiça, malícia, avareza e
maldade, tendo consigo a inveja, o homicídio a contenda e malignidade.
Por tanto, todos os homens são depravados, sendo impossibilitados de chegarem a
Deus por vontade própria , pois seus corações e mentes são corrompidos e impedidos
de fazerem o correto, e isso, o apóstolo aplica tanto a judeus como a gentios.
A salvação para os judeus e os gentios
Embora o homem seja maligno e cheio de más vontades, Paulo enfatiza a partir do
terceiro capitulo que a salvação é igual para todos, tanto para judeus como para
gentios. A salvação vem por meio da justificação, somente mediante a fé, sendo à parte
das obras, recebendo o poder do Espírito Santo, o qual nos dá a capacidade para nos
santificarmos mediante a confiança e poder do mesmo.
Outrora, o povo judeu seguia a Torá, que era o livro sagrado, onde possuía todas as
leis que Deus havia enviado e dado a Moisés quando o povo saiu do Egito e andou por
40 anos no deserto.
Contudo, a Lei de Deus e justa e santa, sendo o homem depravado incapaz de segui-
la. Os judeus se vangloriavam em relação aos gentios, pois Deus havia escolhido eles
como o povo que seria detentor da lei divina, porém, eles eram tão culpados quanto os
gentios, porque eles tinham a lei e não seguiam. Eram tão corruptos, quanto outros
povos, por negarem a lei e serem idólatras e perversos, tendo seu coração totalmente
manchado de corrupção e concuspicência carnal.
Sendo, assim, Deus teve que enviar seu filho, Jesus Cristo, para ser manifesta a justiça
divina, testemunhada pela lei e pelos profetas, justiça essa, mediante a fé em Cristo
para todos os que creem, não havendo distinção , porque todos pecaram e carecem da
misericórdia e da glória de Deus sendo Justificados gratuitamente, sendo Cristo o
pagador da nossa dívida com Deus , sendo este morto pelos nossos pecados
passados, presentes e futuros, nos deixando impunes, na sua tolerância, esses
pecados cometidos. Em vista da justificação manifesta da justiça presente, para ser
justo e justificador daquele que tem fé em Jesus Cristo.
Paulo, dá exemplo de Abraão, que na sua época, mesmo sem lei, creu em Deus e na
promessa que lhe foi feita e isso lhe foi imputado como justiça, pois pela fé, creu
naquilo que não havia visto, não sendo justificado por obras mas sim por fé, porquanto
se fosse justificado por obras, Abraão se gloriaria, não diante de Deus, mas de si
mesmo.
Após esse breve exemplo, Paulo relata os benefícios da justificação e a comparação
de Cristo com Adão. Entre os benefícios estão, a paz com Deus, através da justificação
pela fé, por meio de jesus Cristo, o acesso a graça, a qual muitos estão firmes, a
glorificação na esperança da glória de Deus, a produção da perseverança através da
tribulação, a experiência, a esperança, o amor de Deus que é derramado em nossos
corações pelo Espírito Santo e livres da ira de Deus.
Paulo também afirma que o pecado e a morte entrou no mundo por um homem, Adão,
e a graça e a justiça de Deus também veio por um só homem, Jesus Cristo. Pela
desobediência de um só homem, muitos se tornaram pecadores, contudo, pela
obediência de um só homem, a justificação e a graça alcançou a muitos, os tornando
justos. Onde o pecado abundou, a graça superabundou, afim de que, como o pecado
reinou no mundo, pela morte, desde Adão até Moisés, assim também reinasse a graça
pela justiça de Deus para a vida eterna.
Alguns membros da igreja de Roma pensaram que por estarem vivendo um novo
período diante de Deus, sendo estes não mais julgados pelas obras da lei, creram que
poderiam permanecer no pecado, contudo, Paulo utiliza uma frase padrão para
expressar um recuo chocado de total rejeição: " De modo nenhum". Ora, se os que
creram em Jesus foram sepultados com ele na morte pelo batismo, também estes
serão, como Cristo, que ressuscitou dos mortos pela glória do Pai(Deus), para que
assim, andassem em novidade de vida. Outrora, todos eram servos e escravos do
pecado, estáveis e isentos em relação à justiça sendo impossível de colher bons
resultados, senão, somente a vergonha, sendo que o fim dessas coisas é a morte.
Porém, com a libertação da escravidão do pecado, se tornaram livres, libertados do
pecado, transformados em servos de Deus, tendo o fruto para a santicação, que
conduz a vida eterna. O salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus, é a
vida eterna em Cristo.
A lei, por alguns, foi questionada. Havia uma dúvida se a lei era pecado. Outra vez,
Paulo é enfático ao dizer que não, pois a lei de Deus é santa e sublime, entretanto, o
autor relata que não conheceria o pecado se não houvesse a lei. Ele cita o exemplo da
cobiça, que teria a conhecido se a lei não discesse: " Não cobiçarás". O pecado, tomou
ocasião através do mandamento e despertou toda a sorte de vontades. Ora, sem lei, o
pecado está morto. Ele ainda diz que, todos sabem que a lei é espiritual, todavia, não
só o autor, como todos os homens são carnais, vendidos a escravidão do pecado,
porque nenhum homem faz aquilo que prefere, mas aquilo que ele detesta.
Vejamos: se fazemos oque não queremos, consentimos com a lei, que é boa. Neste
caso, quem realiza isto não somos nós, mas sim, o pecado que nos habita, afinal,
sabemos que em nós não há bem nenhum, porque o querer o bem está em nós, mas,
o efetuá-lo, não. Não fazemos o bem que queremos, mas o mal que queremos, isso
fazemos ,no entanto, se fazemos oque não queremos, já não somos nós, e sim o
pecado que nos habita. Ao querer fazer o bem, encontramos com a lei de que o mal
habita em nós. Porque, no tocante ao homem interior, há um prazer na lei de Deus,
mas quando nos deparamos com nossos membros, nos deparamos com outra lei que
guerreia com a lei da mente, e nos torna prisioneiros da lei do pecado que está em
nossos membros.
Ao retratar isso que foi explicado acima, Paulo se considera um miserável, se
questiona quem poderia o livrar do corpo daquela morte. E então, ele rende graças a
Deus,por meio de Jesus Cristo, de maneira que, por ele (nós), com a mente, é escravo
da lei de Deus, mas, pela carne, escravo da lei do pecado.
Após retratar o que a lei não era pecado, e a maldade que existe no coração do
homem, Paulo diz que não há nenhuma condenção para aqueles que estão em Cristo
Jesus, sendo a lei do Espírito da vida, em Jesus, livrou-os da lei do pecado e da morte,
porquanto, aquilo foi impossível à lei, Deus enviou seu filho em semelhança de carne
pecaminosa, com tal efeito, Deus condenou na carne o pecado, para que o preceito da
lei fosse cumprido em seus escolhidos, porquanto, não andam segundo a carne, mas
sim, segundo o Espírito. Se Cristo, está nos homens, o corpo está morto por causa do
pecado, mas o espírito é vida, por conta da sua justiça.
E então, finaliza dizendo: "Se Deus é por nós, quem será contra nós?"
Oque ele quer dizer com isso: Se Deus, é conosco, nos ampara, nos ajuda, nos auxilia,
não há quem possa ser contra nós, pois Deus é nosso ajudador e companheiro, fiel
amigo em todos momentos, mesmo nas horas mais difíceis. Deus não poupou seu
próprio Filho, antes, o entregou por todos nós, porventura, não nos dará todas as
coisas? Não há quem intente acusação contra os escolhidos de Deus, afinal, é Deus
quem os justifica. Não há nada que possa nos separar do amor de Deus. "Nem anjos,
nem principes, nem principados, nem potestades, nem o presente, nem o porvir, nem
altura, nem profundidade, ou outra qualquer criatura. Nada poderá nos separar do amor
de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor".
Os papéis dos judeus e dos gentios na história
Judeus e gentios possuem papéis distintos na história, contudo, eles estão
interconectados na história da salvação.
Nesse ponto, Paulo demonstra uma certa tristeza em relação aos outros judeus que
rejeitaram a Cristo. Logo no início do capítulo nove, ele demonstra profunda tristeza e
incessante dor no coração. Os mesmos judeus que ele considera irmãos e
compatriotas, são os mesmo que entregaram o Cristo a morte, portanto, ele desejaria
ser anátema, separado de Cristo, por amor destes irmãos dele segundo a carne. Todos
estes que ele cita, são israelitas, sendo pertencentes a adoção e glória, deles
pertencem os patriarcas e toda a descendencia de Cristo.
Mas a promessa de Deus, não foi imcompatível com a rejeição de Israel, pois, alguns
pensavam que a promessa de Deus havia falhado, mas Paulo enfatizava algo claro e
óbvio que nem todos os de Israel são, de fato, israelitas e nem por serem
descendentes de Abraão filhos dele, mas, segundo a palavra de Deus, em Isaque, filho
da promesa de Abraão com Sara, seria a descendência, ou seja, estes filhos de Deus
não são própriamente os de carne, mas são considerados como descendência os que
são filhos da promessa, porque, a outrora, a bíblia relata que a palavra da promessa
era: "Por algum tempo, virei, e Sara terá um filho".
Não somente Sara, mas Rebeca, esposa de Isaque, o cencebeu. Ainda, estes, não
eram nem nascidos, quem dera fossem gêmeos, nem havia praticado bem ou mal.
Mas, para que a palavra se cumprisse, segundo o propósito da eleição, não por obras,
mas por aquele que chama(Deus), a Rebeca foi dito: " O maior servirá o menor". Sendo
isto testificado: " Amei a Jacó e aborreci Esaú".
Sendo assim, não há injustiça da parte de Deus, tendo o própio Deus que terá
misericórdia de quem ele se aprouver e se compadecerá de quem ele aprouver ter
compaixão. A rejeição de Israel, não é imcompatível com a justiça de Deus, assim,
todas as coisas não depende de quem quer ou de quem corre atrás, mas de usar Deus
a sua misericórdia. Ora, o próprio Deus endureceu o coração de Faraó e o levantou,
para que nele, o seu poder e seu nome fosse manifesto por toda a terra, logo, ele tem
misericódia de quem quer e endurece quem lhe apraz.
Paulo ainda mostra a igreja de Roma, que o poder de Deus é soberano e infinito,
porque o homem se queixa de tudo e não resiste a vontade dele (Deus). O apóstolo
( Paulo) questiova quem era o homem,seja ele quem for, para discutir com Deus,
levantando o seguinte questionamento: " Porventura, pode o objeto perguntar a quem o
fez: Porque me fizestes assim ?".
Afinal, o oleiro tem todo o direito sobre a massa e do mesmo barro para fazer um vaso
para honra e outro para a desonra.
Isso tudo comprovava que Israel era responsavel pela sua própria rejeição, porquanto,
os gentios buscavam a justificação e vieram a obte-lá, porém, a que decorre da fé.
Diferente de Israel, que buscou a lei de justiça, e não chegou a atingir essa lei.
Mas por quê?
Porque não decorria da fé e sim por obras, tendo estes, tropeçado na pedra de tropeço.
Cristo foi para os judeus como uma pedra de tropeço ( vide o livro de Isaias Cap 8;14),
como descreve : "Eis que ponho em Sião uma pedra de tropeço e rocha de escândalo,
e quem nela crer não será confundido.
Paulo por fim, súplica a Deus a favor destes para que sejam salvos, porque ele dava
testemunho de que os judeus possuiam zelo por Deus, mas não com entendimento,
pois, procuraram colocar em prática sua própria justiça e não foram sujeitos as que
vem de Deus. Ora, Paulo testificou e reafirmou que o fim da lei é Cristo para a justiça
de todo aquele que crê. O homem que práticar a justiça decorrente da lei, viverá por
ela. Entretanto, a justiça que decorre da fé diz para não perguntar ao próprio coracão:
quem subirá ao céu?, isto é, para trazer do alto a Cristo, ou quem descerá do abismo?
ou seja, para que Cristo se levante dos mortos. Mas oque encontramos? Que a palavra
está perto de nós, na nossa boca e no nosso coração, nos mostrando que, a palavra da
fé é a que pregramos. Isso nos mostra que , se com nossa boca confessarmos Jesus
como nosso Senor e no coração crermos que Deus o ressucitou dentre os mortos,
seremos salvos. Paulo afirma que com o coração cremos para a justiça e com a boca
confessamos a respeito de nossa salvação, e então ele retorna no assunto anterior,
reportado pelo profeta Isaías, dizendo que todo aquele que crer não será confundido.
Este mesmo profeta Isaías questiona a Deus: "Quem deu crédito a nossa pregação?".
Paulo usa isso para mostrar que a fé vem pela pregação e a pregação pela palavra de
Cristo, mas ainda ele se questionava: "Porventura, não ouviram?" e ele mesmo se
responde: "Sim, por certo: porque por toda a terra se fez ouvir a tua voz, e as tuas
palavras, até os confins do mundo". E então os questionamentos não pararam, e ele
continua a se perguntar: " Porventura, não terá chegado isso ao conhecimento de
Israel?". E a resposta vem com uma frase de Moisés: " Eu vos porei ciúmes com um
povo que não é nação, com gente insensata eu vos colocarei ira". E então, Paulo usa
mais uma frase de Isaías: " Fui achado pelos que não me procuravam, revelei-me aos
que não perguntavam por mim". Mas a Israel, foi dito: "Todo dia estendi as mãos a um
povo rebelde e contradizente".
Deus jamais rejeitou seu povo, antes estendeu sua mão a quem o conheceu. Paulo cita
o exemplo de Elias, quando este fica só, pois todos os profetas haviam sido mortos por
ordem de Jeezabel, e Deus lhe disse que haviam masi sete mil homens que não
haviam se curvado a Baal (deus pagão). Ele equipara esse período com o tempo
presente ( tanto para quem ele dirigia a carta, a igreja de Roma, quanto ao tempo
presente ), dizendo que sobrevive uma remanescente segundo a eleição da graça, e
sendo por graça, não é masi pelas obras; do contrário a graça já não é mais graça.
Israel não tropessou para que caísse, mas pela transgressão, a salvação alcançou os
gentios, para coloca-los em ciúmes.
Diante disso, Paulo glorificava o seu ministério, por ser apóstolo dos gentios, par ver se
de algum modo, ele poderia incitar à emulação do povo dele e salvar alguns deles. Ele
os aconsela a não permanecerem na incredulidade, considerar a a bondade e a
severidade de Deus. E finalizava dizendo que os dons e a vocação de Deus são
irrevogáveis, e que o último designo de Deus é a misericórdia, porque Deus a todos
encerrou na desobediência, a fim de usar de misercórdia para com todos.
Após testificar todas essas coisas, Paulo recebe uma virtude inspirada pelo Espírito
Santo, que invade seu coração e ele escreve um hino de adoração a Deus, onde é
retratado a maravilhosa sabedoria dos designos divinos, que é: " Profundidade da
riqueza, tanto da riqueza como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os
teus juísos, e inescrutáveis os teus caminhos! Quem conheceu a mente do Senhor? Ou
quem foi o seu conselheiro? Ou quem deu a ele para que venha a ser restituído?
Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória
eternamente. Amém!"
Instruções práticas
E ao findar todas estas coisas, e ser inspirado pelo Espírito Santo a escrever esse hino
de adoração a Deus, Paulo faz suas últimas considerações, ao uso dos dons
espirituais, dizendo que todos fazendo parte de um só corpo e que esse corpo tem
muitos membros, mas nem todos os membros têm a mesma função, sendo assim, a
igreja é um só corpo em Cristo e possuindo muitos membros diferentes, dons segundo
a graça que lhes foi dada, tanto de profecia que faça isso com fé, ministério qeu ensina
que esmere-se no fazer, ao que exorta fazer com dedicação, ao que contribui com
liberdade, o que preside com diligência e quem exerce misericórdia com alegria. Que
haja amor sem hipocrisia, detestar o mal, ser apegado ao bem, preferir honra uns aos
outros, ser fervosos no espírito, regozijar na esperaça, ser paciente na tribulação,
perseverar na oração, compartilhar as necessidades dos santos, praticar a
hospitalidade, abençoar os que perseguem, apenas abençoar e não amaldiçoar.
Alegrar com os que se alegram, chorar com os que choram, haver o mesmo sentimento
com todos ao invés de ser orgulhosos, ser humilde, não ser sábio aos próprios olhos,
não devolver o mal com mal, fazer o bem perante todos os homens, ter paz com todos.
Paulo também dá ordens e ensinamentos para que todos obedeçam as autoridades
superiores, pois não há autoridade que proceda de Deus. Não devem se opor as
autoridades por Ele instituídas, pois aquele que se opõe as autoridades, se opõem a
Deus. Não devem temer as autoridades; aquele que teme não faz o bem e tem louvor
dela, visto que a autoridade é um ministro de Deus para o bem. Todavia, aquele que
faz mal, teme, pois ela não trás a espada sem motivo, pois o ministro de Deus é
vingador para castigar aquele que pratica o mal.
Paulo relata sobre o amor ao próximo e diz que isso é o cumprimento da lei, pois quem
ama não adultera, não furta, não cobiça, e havendo qualquer outro mandamento, todos
se resumem em : Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Devemos andar dignos,
como a plenitude do dia e não em orgias e bebedices, sem impudicías e dissoluções,
sem contendas e ciúmes, mas se revestindo do Senhor Jesus Cristo e sem dispor a
carne no tocante às concupiscências.
Ao findar esses conselhos, resta o último que é acolher os que são débil na fé, sem
discutir opiniões, sem julgar o servo alheio, o poder de Deus é que sustem aquele que
cai, ter opinião bem definida na própia mente; quer vivamos ou morramos, todos são do
Senhor. Não devemos julgar nossos irmãos, sem desprezar, pois todos todos
comparecerção no tribunal de Deus, pois todo o joelho se dobrará diante dele e toda a
língua dará louvores a Deus, sendo assim, cada um de nós dará conta de si mesmo a
Deus. Não julgar um ao outro, mas tomar o propósito de não por tropeço ou escândalo
em nosso irmãos.
Saudações finais
Citações
1 - "Paulo, servo de Jesus Cristo, chamado para ser apóstolo, separado para o
evangelho de Deus," (1:1)
2 - "O justo viverá por fé."(1:17)
3-
4-
5-
6-
7-
8-
9-
Opinião
Indicação da obra
Local
Arquivo pessoal.