UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
FACULDADE DE FARMÁCIA
ASSISTÊNCIA E ATENÇÃO FARMACÊUTICA
Acesso a medicamentos
Pro f . ª I s a b e l a R a m o s S i l v é r i o
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8/18/2023
O que vocês pensam
quando se fala de
ACESSO A
MEDICAMENTOS?
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https://www.cartacapital.com.br/cartaexpressa/sus-corre-o-risco-de-desabastecimento-de-insulina-de-acao-rapida-a-partir-de-maio-alerta-tcu/
A agência da ONU conclui que
é urgente superar os gargalos
identificados nas cadeias de
produção e distribuição.
8/18/2023
Todos os indivíduos
devem ter acesso a
produtos e serviços,
conforme suas
necessidades em
saúde!
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• O acesso a medicamentos é componente
essencial de toda política farmacêutica e, por
extensão, é um dos pilares das políticas públicas
de saúde.
• Na maioria dos países em desenvolvimento, os
gastos governamentais com medicamentos
correspondem a segunda maior despesa em
saúde, ficando atrás apenas dos gastos com
recursos humanos.
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• 2 bilhões de pessoas (um terço da
população mundial) ainda não tem acesso
a medicamentos essenciais
• Acesso a medicamentos também é um
indicador da qualidade e resolutividade do
sistema de saúde e um determinante
importante do cumprimento do tratamento
prescrito
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Política Nacional de Medicamentos- Portaria
3916 de 30/10/1998
• Seu propósito precípuo é o de garantir a necessária segurança, eficácia e
qualidade dos medicamentos, a promoção do uso racional e o acesso da
população àqueles considerados essenciais.
São aqueles que satisfazem às necessidades prioritárias de saúde da
população. Eles são selecionados considerando a relevância para a
saúde pública, evidências de eficácia e segurança, e a análise de custo-
efetividade
Política Nacional de Medicamentos - Portaria nº 3916 de
30/10/1998
Diretrizes
1. Adoção de Relação Nacional de Medicamentos
2. Regulação sanitária de medicamentos
3. Reorientação da Assistência Farmacêutica
4. Promoção do Uso Racional de Medicamentos
5. Desenvolvimento Científico e Tecnológico
6. Promoção da Produção de Medicamentos
7. Garantia da segurança, eficácia e qualidade dos medicamentos
8. Desenvolvimentos e capacitação dos recursos humanos
Política Nacional de Medicamentos- Portaria
3916 de 30/10/1998
Prioridades
1. Revisão permanente da RENAME
2. Assistência Farmacêutica
3. Promoção do Uso Racional de Medicamentos
4. Organização das atividades de vigilância sanitária
Política Nacional de Assistência Farmacêutica -
Resolução nº 338, de 06 de maio de 2004
SELEÇÃO
“Conjunto de ações voltadas à promoção, proteção e recuperação da saúde, tanto UTILIZAÇÃO PROGRAMAÇÃO
individual como coletiva, tendo o medicamento como insumo essencial e visando o
Gestão
acesso e ao seu uso racional. Este conjunto envolve a pesquisa, o desenvolvimento e Planejamento e organização
a produção de medicamentos e insumos, bem como a sua seleção, programação, Financiamento
aquisição, distribuição, dispensação, garantia da qualidade dos produtos e serviços, Informações
Recursos Humanos
acompanhamento e avaliação de sua utilização, na perspectiva da obtenção de Monitoramento e Avaliação
resultados concretos e da melhoria da qualidade de vida da população”. (BRASIL.,
2004) DISTRIBUIÇÃO AQUISIÇÃO
ARMAZENAMENTO
MARIN,2003
Acesso a Uso Racional de
medicamentos medicamentos (URM)
Garantia da disponibilidade Quando o usuário recebe os
Relação entre a necessidade e a oferta medicamentos para suas condições
Capacidade aquisitiva clínicas em doses adequadas às suas
Aceitabilidade ao serviço de farmácia necessidades individuais, por um
Acessibilidade geográfica do usuário período adequado e ao menor
ao serviço de farmácia custo para si e para a comunidade.
AF
ACESSO URM
Dimensões para a garantia do acesso aos
medicamentos essenciais
Pesquisa e Desenvolvimento
• É necessário que haja investimento em pesquisa e desenvolvimento de medicamentos para doenças
predominantes no país, inclusive contemplando o tratamento de doenças negligenciadas.
• Esses produtos não chegam a ser desenvolvidos, em geral, por falta de interesse econômico e atrativo
para a indústria farmacêutica, como também pela ausência de incentivos à pesquisa por parte dos
Estados.
Dimensões para a garantia do acesso aos
medicamentos essenciais
Acessibilidade Geográfica
• Os medicamentos devem ser disponibilizados à população dentro de uma distância razoável, ou seja,
estarem em unidades geograficamente acessíveis, considerando os pontos da rede de atenção à saúde
e a distribuição territorial da população.
• Esta dimensão deve considerar a distância, o tempo necessário para atingir o serviço e os meios de
transporte disponíveis para a população, dentre outros fatores.
Dimensões para a garantia do acesso aos
medicamentos essenciais
Acessibilidade Física
• Assegurar a disponibilidade física pressupõe a existência de uma relação atualizada de medicamentos
essenciais e de um adequado investimento do setor público em planejamento e logística, para garantir
que os processos de aquisição, armazenamento, transporte e distribuição sejam eficazes e eficientes.
• Outro fator determinante da acessibilidade física é a capacidade de oferta do mercado. Em alguns
casos, há falta de interesse comercial pela produção e/ ou venda de medicamentos. Nesse contexto, a
intervenção do Estado é fundamental.
Dimensões para a garantia do acesso aos
medicamentos essenciais
Acessibilidade Econômica
• A adequada disponibilidade de medicamentos essenciais pressupõe a aplicação eficiente e eficaz de
recursos financeiros.
• É primordial o desenvolvimento de mecanismos de financiamento público e a implantação de
estratégias nacionais que garantam a oferta de produtos, em ambos os setores, público e privado.
Trata-se do necessário equilíbrio entre os recursos disponíveis para financiar os medicamentos e o
custo total pago pelos mesmos.
• O custo financeiro dos serviços deve estar ao alcance dos usuários e ser compatível com o sistema
adotado no país.
Dimensões para a garantia do acesso aos
medicamentos essenciais
Acessibilidade Funcional
• Esta dimensão indica a necessária adequação das normas técnicas dos serviços de saúde, em especial
da prescrição e dispensação, aos hábitos e costumes da população usuária e à disponibilidade
contínua do cuidado em saúde, por meio da oferta de serviços oportunos e compatíveis com as
demandas em saúde.
Componentes de Financiamento da AF
• A partir da publicação da Portaria GM/MS nº 204/2007, o financiamento e a transferência dos recursos
federais para as ações e os serviços de saúde foram regulamentados na forma de cinco blocos de
financiamento específicos, no âmbito do SUS: Atenção Básica; Atenção de Média e Alta Complexidade
Ambulatorial e Hospitalar; Vigilância em Saúde; Assistência Farmacêutica; e Gestão do SUS.
Componente Básico da Assistência Farmacêutica
Financiamento da AF foi dividido em três
componentes: Componente Estratégico da Assistência Farmacêutica
Componente Especializado da Assistência Farmacêutica
Componente Básico da AF (CBAF)
• Destina-se à aquisição de um rol de medicamentos e insumos farmacêuticos, voltados aos agravos
prevalentes e prioritários da Atenção Básica.
• Entre esses medicamentos, incluem-se: plantas medicinais, drogas e derivados vegetais para manipulação
das preparações dos fitoterápicos da RENAME; matrizes homeopáticas e tinturas-mãe; e os medicamentos
sulfato ferroso e ácido fólico do Programa Nacional de Suplementação de Ferro
• O financiamento do CBAF no Sistema Único de Saúde é de responsabilidade do Ministério da Saúde, dos
estados e dos municípios,
Componente Básico da AF (CBAF)
• O Ministério da Saúde é responsável pelo repasse financeiro pelo Fundo Nacional de Saúde aos estados
e/ou município. Além da aquisição e distribuição dos medicamentos Insulina Humana NPH e Insulina
Humana Regular, dos contraceptivos orais e injetáveis, além do dispositivo intrauterino (DIU) e do
diafragma, que compõem o Programa Saúde da Mulher.
• Aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios competem a seleção, a programação, a aquisição, o
armazenamento, o controle de estoque e prazos de validade, a distribuição e a dispensação dos demais
medicamentos e insumos.
Componente Básico da AF (CBAF)
Financiamento do Componente Básico da Assistência Farmacêutica no SUS
Ente federado Valor por habitante/ano Financiamento
Aquisição dos medicamentos e insumos do
R$ 5,58 (cinco reais e Componente Básico da Assistência
União
cinquenta e oito centavos) Farmacêutica constantes dos Anexos I e IV da
RENAME
R$ 2,36 (dois reais e trinta Aquisição dos medicamentos e insumos
Estados
e seis centavos) constantes dos Anexos I e IV da RENAME
vigente no SUS, incluindo os insumos para os
usuários insulinodependentes estabelecidos na
R$ 2,36 (dois reais e trinta Seção I do Capítulo X do Título V da Portaria de
Municípios
e seis centavos) Consolidação nº 5, constantes no Anexo IV da
RENAME
Componente Estratégico da AF (Cesaf)
• Destina-se ao acesso dos medicamentos e insumos destinados aos agravos com potencial de impacto
endêmico e às condições de saúde caracterizadas como doenças negligenciadas, que estão
correlacionadas com a precariedade das condições socioeconômicas de um nicho específico da
sociedade.
• Os medicamentos do elenco do Cesaf são financiados, adquiridos e distribuídos de forma centralizada,
pelo Ministério da Saúde, cabendo aos demais entes da federação o recebimento, o armazenamento e a
distribuição dos medicamentos e insumos dos programas considerados estratégicos para atendimento do
SUS.
Componente Estratégico da AF (Cesaf)
• O Componente Estratégico é constituído por medicamentos e insumos para os tratamentos das seguintes
condições:
❖ Tuberculose
❖ Hanseníase
❖ Antirretrovirais do programa DST/HIV/Aids
❖ Endemias Focais: Malária, Leishmaniose, Chagas e outras doenças endêmicas de abrangência nacional
ou regional
❖ Talidomida no tratamento de Doença Enxerto x Hospedeiro, Lúpus Eritematoso e Mieloma Múltiplo.
❖ Sangue e Hemoderivados
Para cada uma das condições incluídas no
❖ Alimentação e Nutrição Componente Estratégico, há portarias ou
❖ Controle do Tabagismo normas específicas que regulamentam o
financiamento, o elenco e o acesso aos
medicamentos.
Componente Especializado da AF
• Estratégia de acesso a medicamentos, no âmbito do SUS, para doenças crônico-degenerativas, inclusive
doenças raras, e é caracterizado pela busca da garantia da integralidade do tratamento medicamentoso,
em nível ambulatorial, cujas linhas de cuidado estão definidas em Protocolos Clínicos e Diretrizes
Terapêuticas (PCDT) publicados pelo Ministério da Saúde
https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/protocolos-clinicos-e-diretrizes-terapeuticas-pcdt
Componente Especializado da AF
O financiamento do CEAF
segue o disposto na Portaria
GM/MS nº 1.554, de 30 de
julho de 2013, sendo o elenco
de medicamentos divididos
em três grupos organizados
de acordo com as
responsabilidades de
financiamento dos entes
federados
Farmácia Popular do Brasil
• Instituído em 2004, por meio do Decreto nº 5.090, que regulamentou a Lei nº 10.858/2004, o programa
surgiu como uma alternativa para ampliar o acesso aos medicamentos no país, constituindo-se como a
primeira iniciativa federal de copagamento de medicamentos.
• Visa complementar a disponibilização de medicamentos utilizados na Atenção Primária à Saúde - APS, por
meio de parceria com farmácias e drogarias da rede privada.
Farmácia Popular do Brasil
• Disponibiliza medicamentos gratuitos para o tratamento de diabetes, asma e hipertensão, osteoporose e
anticoncepcionais.
• Também oferece medicamentos de forma subsidiada para dislipidemia, rinite, doença de Parkinson,
glaucoma e fraldas geriátricas (o MS paga parte do valor dos medicamentos, até 90% do valor de referência
tabelado) e o cidadão paga o restante
• Ao todo, o Farmácia Popular contempla o tratamento para 11 doenças.
LISTA DE MEDICAMENTOS DO
PROGRAMA FARMÁCIA POPULAR DO BRASIL
A cobertura universal de saúde só pode ser alcançada quando houver acesso a
medicamentos e produtos de saúde seguros, eficazes e de qualidade.