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Agnaldo Trabalho 6

Este documento descreve um trabalho sobre a falta de serviços básicos em Moçambique, especificamente na província de Maputo e no distrito de Boane. Ele fornece uma revisão da literatura sobre desastres em Moçambique, incluindo a vulnerabilidade do país, da província de Maputo e do distrito de Boane. Além disso, descreve infraestruturas sociais e econômicas afetadas por desastres e identifica os atores e tipos de intervenção em casos de desastres.

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Este documento descreve um trabalho sobre a falta de serviços básicos em Moçambique, especificamente na província de Maputo e no distrito de Boane. Ele fornece uma revisão da literatura sobre desastres em Moçambique, incluindo a vulnerabilidade do país, da província de Maputo e do distrito de Boane. Além disso, descreve infraestruturas sociais e econômicas afetadas por desastres e identifica os atores e tipos de intervenção em casos de desastres.

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Agnaldo Arcanjo Pinto

Marcelino Morais Uarocha


Neme Félix Zeferino
Regina Mahoche Ângelo
Victor Antônio Boane
Virgínia Machaieie Sitoe

Licenciatura em Contabilidade e Auditoria

Trabalho de Estatística

Falta de Serviços Básicos (Saúde, Educação e Transporte)

Universidade Pedagógica de Maputo

UPM

Faculdade de Economia e Gestão

Maputo, Setembro de 2023


Agnaldo Arcanjo Pinto

Marcelino Morais Uarocha


Neme Félix Zeferino
Regina Mahoche Ângelo
Victor Antônio Boane
Virgínia Machaieie Sitoe

Trabalho de Estatística

Pós -Laboral

Curso de Licenciatura em Contabilidade e Auditoria 2º Ano IIº Semestre

Trabalho a ser submetido a Faculdade de


Economia e Gestão, na Cadeira de
Estatística sob orientação da Docente: Dra.
Teresa Monjane.

Universidade Pedagógica de Maputo

Faculdade de Economia e Gestão

Maputo, Setembro de 2023


ÍNDICE

1. INTRODUÇÃO...............................................................................................................1

2. REVISÃO DA LITERATURA.......................................................................................2

2.1. Conceito de desastres................................................................................................2

2.2. Vulnerabilidade de Moçambique a desastres e breve contextualização sobre os


desastres em Moçambique...........................................................................................................3

2.3. Vulnerabilidade da província de Maputo a desastres e uma caracterização


socioeconómica............................................................................................................................4

2.4 Vulnerabilidade do Distrito de Boane a desastres......................................................5

2.5 Levantamento de infra-estruturas sociais e económicas e mapa de Moçambique


mostrando as localidades mais afectadas pelos desastres............................................................6

2.6 Identificação dos actores que intervêm no caso de desastres e tipos de intervenção
de cada um deles;.........................................................................................................................8

3. METODOLOGIA..........................................................................................................11
1. INTRODUÇÃO

Moçambique é um país que enfrenta frequentemente eventos hidro-climatologicos


extremos, os quais podem ter graves consequências para as populações. De acordo com o
relatório da Oxfam (2019), o país é altamente vulnerável a ciclones tropicais, inundações e secas,
que tem se intensificando nas últimas décadas devido às mudanças climáticas. Além disso,
segundo a UNICEF (2021), à falta de acesso a água potável e saneamento básico coloca as
crianças moçambicanas em risco de doenças como diarreia, cólera e malária, que podem ser
agravados durante as crises climáticas.

É importante ressaltar que, segundo o relatório de balanço do instituto nacional de gestão


de desastres (INGD) de 2016/2017, os ciclones tropicais, chuvas fortes e ventos intensos são
eventos comuns em Moçambique resultando, em cheias e inundações dramáticas que têm
afectado as comunidades de forma significativa.

Nos últimos 6 anos, os eventos hidro-climatológicos afectaram quase 4 milhões de


pessoas em todo o país, deixando mais de 800 mil famílias afectadas. As casas foram as infra-
estruturas mais afectadas, com mais de 234 mil casas totalmente destruídas e outras 235 mil
inundadas, na Educação, mais de 4400 escolas foram afectadas, e na saúde, quase mil pessoas
morreram e mais de 4400 ficaram feridas. (UNDRR) Organização das Nações Unidas para a
Redução do Riscos de Desastres.

1
2. REVISÃO DA LITERATURA

2.1. Conceito de desastres


Os desastres naturais tem afectado a humanidade ao longo dos anos , causando danos
materiais, perdas humanas e impactos económicos significativos em todo o mundo
( UNDRR,2021). Desde 2000, as perdas económicas causadas por desastres relacionados ao
clima aumentaram três vezes em relação às década anterior (UNDRR,2021). Esses eventos
também expõem as vulnerabilidades sócias e económicas de muitas comunidades, especialmente
daqueles que vivem em áreas propensas a de desastres

De acordo com (Kobiyama et al., 2006) desastres é definido como resultado de eventos
adversos, naturais ou provocados pelo homem, sobre um ecossistema (vulnerável), causando
danos humanos, materiais e/ou ambientais e consequentes prejuízos económicos e sociais. Aque
nota-se que o termo "adverso"significa hostil , inimigo, contrário , aquele que traz infortúnio e
infelicidade.

( Tominga et al.,2009, p13) Define desastres como " uma grave perturbação do
funcionamento da comunidade ou de uma sociedade envolvendo perdas humanas, materiais,
económicas ou ambientais de grande extensão, cujos impactos excedem a capacidade da
comunidade ou da sociedade afectada a arcar com seus próprios recursos".

Tipos de desastres naturais

1. Desastre climáticos (Furacão, Tufões e ciclones,Tornados, Tempestade de Granizo,


Tempestade de Neve, Chuvas Torrenciais e Inundações).

2. Desastre Geológicos (Terremotos, Tsunami, Erupções Vulcânicas, Deslizamento de


Terra, Afundamentos de Terra (subsidenças).

3. Desastre Hidrológicos (Inundações Fluviais, Inundações Costeiras, Enxurradas,


Estiagem (seca), Avalanche de Lama).

4. Desastre Meteorológicos.(Tempestade de Poeira, Tempestade de Gelo, Tempestade de


Areia, Nevoeiro Denso, Vendavais).

2
5. Desastre Biológicos (Epidemias e Pandemias (por exemplo Covid-19 ), Infestações de
Insetos, Pragas Agrícolas).

6. Desastre de Origem Extraterrestres (Impactos de Meteoros ou Asteroides)

7. Desastre de Incêndios (Incêndios Florestais, Incêndios Urbanos).

Estes são apenas alguns exemplos e, em muitos casos os desastres naturais podem ser
uma combinação de diferentes tipos.

2.2. Vulnerabilidade de Moçambique a desastres e breve contextualização sobre os


desastres em Moçambique.
De acordo com a brochura do conselho de Ministros de 2017, Moçambique é um dos
países africanos mais vulneráveis aos desastres, devido principalmente à sua localização
geográfica que o torna em um país susceptivel a alterações climáticas, ocupando assim lugares
cimeiros no ranking africano , 3ºlugar em África e 2º na África Austral, no que concerne aos
desastres naturais e a vulnerabilidade de cheias e ciclones. Nos anos de 2019 o país foi assolado
pelos ciclones Idai e Kenneth e no ano de 2023 pelo ciclone Freddy que causaram prejuízos
avultados a economia do país.

Moçambique está exposto a mudanças climáticas, devido a sua localização costeira,tais


mudanças estão associadas a riscos tais como cheias, ciclones, subida do nível do mar . O que faz
com que pessoas mais vulneráveis do mundo estejam a ser duramente atingidas pelo aumento de
secas, cheias, e de condições climáticas extremas causados pelos impactos dessas mudanças
climáticas.

A maioria das calamidades que aflingem Moçambique está associada às instabilidades


átmosfericas severas, que causam inundações, escorregamentos de massa , refinamentos e
erosões costeiras na época das cheias, além de Vendavais, ciclones tropicais e estiagens. Estes
registos acontecem em todo o país, sendo que secas tem maior influência na região sul , cheias
no centro e sul e ciclones tropicais na zona costeira (Zanparoni e Nunes, 2011).

Conforme atestam os diversos autores referidos Moçambique é um país vulnerável e com


evidências claras de ter sido afetado de forma cíclica por estas mudanças climáticas com

3
destaque para as cheias de 2000, ciclones tropicais Idai e Kenneth, Eloise e Guambe causando
danos humanos e materiais.

2.3. Vulnerabilidade da província de Maputo a desastres e uma caracterização


socioeconómica
A província de Maputo, localizado no sul de Moçambique, enfrenta diversas
vulnerabilidades a desastres naturais devido a sua geografia e características socioeconómicas.
Vamos elaborar uma caracterização socioeconómica e discutir as principais vulnerabilidades:

Caracterizações socioeconómicas:

1. População: A província de Maputo tem uma população diversificada, incluindo áreas


urbanas, rurais e periurbanas. A cidade de Maputo, a capital do país, é o centro
económico e populacional da província.

2. Economia: A economia de Maputo é diversificada, com sectores como Agricultura,


pesca indústrial , comércio, e serviços. A cidade de Maputo abriga muitas empresas e é
um importante centro comercial e portuário.

3. Infra-estruturas: Maputo possuí uma infoestruturas em desenvolvimento, mas ainda


enfrenta desafios de acesso a serviços básicos em algumas áreas, como electricidade,
água potável e saneamento.

4. Agricultura: A Agricultura é uma parte significativa da economia, com cultivos de


subsistência e comerciais, incluindo cultivo de milho , mandioca e cana-de-açúcar .

5. Pobreza: Apesar do desenvolvimento económico em algumas áreas, a província de


Maputo ainda enfrenta altos níveis de pobreza, especialmente nas áreas rurais e
periurbanas.

Vulnerabilidade a Desastres como:

 Inundações;

 Ciclones tropicais;

 Erosão Costeiras;

4
 Secas;

 Urbanização Desordenadas.

Para enfrentar essas vulnerabilidades, é crucial adoptar medidas de preparação e


mitigação de desastres, bem como promover o desenvolvimento sustentável, melhorando a infra-
estrutura, o planeamento urbano e na resiliência das comunidades locais. A cooperação entre
governos, organizações não governamentais e comunidades é essencial para reduzir os riscos
associados a desastres em Maputo.

2.4 Vulnerabilidade do Distrito de Boane a desastres


Identificação dos desastres que o distrito de Boane está vulnerável.

Boane é uma área localizada na província de Maputo, em Moçambique, e está sujeita


principalmente as cheias planas. Essas cheias ocorrem durante o período chuvoso e são
caracterizadas por inundações lentas, que podem durar semanas ou meses, dependendo da

5
intensidade e duração da precipitação. No entanto, é importante destacar que Moçambique está
sujeita a diferentes tipos de cheias, além das planas, como as cheias rápidas e as cheias costeiras

Cheias rápidas: são provocadas normalmente pela alta intensidade de precipitação, mas
com uma grande influência da superfície ou da inclinação da topografia são frequentemente em
cidades e zonas montahosas e Cheias Costeiras: são associadas a ventos atmosféricos (ciclones)
oceânicos? Ondas de superfície) ao longo da zona costeira.

O distrito é propenso a ciclones, depressões, secas e cheias. Destas, as secas constituem


as calamidades mais relatadas, ocorrendo de forma cíclica e afectando com maior intensidade o
posto administrativo da Matola Rio (Mãe, 2005).

Contexto socioeconómico de Boane

A pobreza ainda é um fenómeno predominante. Mais de 80% das famílias pobres vivem
em áreas rurais. A agricultura é a principal fonte de alimento e renda mas a produtividade
agrícola é muito baixa. Agricultores e Pescadores geralmente produzem o suficiente para atender
às necessidades básicas de alimento de suas famílias, tendo talvez um pequeno excedente para
venda.

Em resumo, Moçambique está sujeito a diferentes tipos de cheias, e cada tipo de pode
afectar a região de forma diferente, dependendo da localização geográfica e das características da
área afectada. É importante que as autoridades estejam preparados para lidar com esses eventos
climáticos extremos e que a população esteja consciente dos riscos e saiba como se proteger em
caso de emergência.

2.5 Levantamento de infra-estruturas sociais e económicas e mapa de Moçambique


mostrando as localidades mais afectadas pelos desastres.
É importante ressaltar que, segundo o relatório de balanço do Instituto Nacional de
Gestão de Desastres (INGD).

Nos últimos 6 anos, os eventos hidro-climatologicos afectaram quase 4 milhões de


pessoas em todo o país, deixando mais de 800 mil famílias afectadas. As casas foram as infra-
estruturas mais afetadas, com mais de 234 mil casas totalmente destruídas e outras 235 mil

6
inundadas. Na educação, mais de 4400 escolas foram afectadas, e na saúde, quase mil pessoas
morreram e mais de 4400 ficaram feridas.

Mapa de Moçambique mostrando as localidades mais afectadas.

Seca

Em Moçambique as áreas afetadas pela seca e/ou riscos de desertificação são: Maputo
(Moamba, Namaacha, e Magude), Gaza ( Mabalane, Chicualacua, e Massangena), Inhambane
( Massinga, Funhalouro, Vilanculos, Inhassoro e Govuro), Sofala (Nhamatanda,
Gorongosa,Marringue,Chemba e Caía); Tete ( Moatize, Magoé e Changara), Manica ( Macossa,
Machaze e Tambara ); Nampula ( Nacaroa e Memba).

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Cheias

Em Moçambique, as cheias são causadas por um conjunto de factores : em particular, a


precipitação intensa localizada, actividade dos ciclones tropicais e a deficiente gestão das
Barragens localizadas dentro ou fora de Moçambique e em seus países vizinhos. Os rios que
correm em território nacional mais á ocorrência de cheias são os rios Púngue, Zambeze, Búzi,
Save , Limpopo, Incomate, Umbeluze e Maputo.

As cheias são mais frequentes na região centro do país ,( Sofala e particularmente na


Zambézia) e na região Sul ( Gaza e especialmente em Maputo), ocorrendo com mais frequências
no período úmido compreendido entre os meses de Novembro a Março .

Em 2000, Moçambique sofreu as piores cheias cujo impacto destruidor nunca fora
verificado antes.

2.6 Identificação dos actores que intervêm no caso de desastres e tipos de intervenção de
cada um deles;
Descrição de como os actores intervém no caso de desastres e como articulam entre- si.

Em caso de desastres naturais, vários actores desempenham papéis cruciais na resposta e na


mitigação. Aqui estão alguns dos principais actores e os tipos de intervenção

Governo local e Nacional:

 Preparação e alerta: movimentam condições meteorológicas e geológicas para emitir


alertas precoces. Desenvolvem planos de evacuação e abrigos de emergência;

 Respostas imediatas: coordenam a resposta inicial, mobilizando recursos equipes de


busca e resgate e serviços de emergência;

 Mitigação a longo prazo: desenvolvem políticas e regulamentos para construção segura


e planeamento urbano resiliente.

2. Agências de protecção civil : são responsáveis pela coordenação da resposta a desastres e


pela mobilização de recursos

 alerta e evacuação: emitem alertas e orientam evacuações em áreas de riscos.

8
 gerenciamento de abrigos: estabelecem abrigos temporários para pessoas deslocadas,

 Coordenação: supervisionam todas as operações de resposta e garantem a eficiência das


acções.

3. Organizações Humanitárias e ONGs:

 Ajuda humanitária: fornecem assistência médica, alimentos, água potável e abrigo às


vítimas,

 Apoio psicológico: oferecem apoio emocional as vítimas traumáticas ;

 Reabilitação e reconstrução: após o desastre, auxiliam na reconstrução de comunidades


afectadas.

4. Agências Internacionais:

 Assistência financeira e logística: fornecem financiamento e recursos logísticos para a


resposta a desastres;

 Peritos e técnicos: podem enviar especialistas em busca e resgate, medicina, engenharia


e outras áreas.

5. Forças Armadas e Serviços de Emergências:

 Resgate e salvamento: realizam operações de busca e resgate em áreas de desastres,

 Transporte de emergência: facilitam o transporte de suprimentos e pessoal;

 Segurança pública: mantém a ordem a segurança em áreas afectadas;

6. Comunidades locais

 Auto-ajuda: realizam acções de evacuação antes da chegada das autoridades;

 Participação em planos de preparação: participam de treinamento e exercícios de


preparação para desastres;

9
 Comunicação com autoridades: reportam situações de emergência e necessidades
locais.

2.5.1. Articulações entre esses actores:

É essencial para uma resposta eficaz a desastres. Isso é alcançado por meio de:

 Coordenação: as agências coordenam esforços para evitar duplicações de recursos e


garantir uma resposta integrada;

 Comunicação: as informações são compartilhadas regularmente para tomar decisões


informadas;

 Planeamento antecipado: planos de resposta a desastres são desenvolvidos e testados


antecipadamente.

 Cooperação internacional: em desastres de grande escala, a cooperação entre países e


agências internacionais é fundamental.

A colaboração e a coordenação entre esses actores desempenham um papel fundamental, na


redução de danos e na recuperação após desastres naturais.

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3. METODOLOGIA
O presente trabalho tem como critérios metodológicos, nas pesquisas bibliográficas, pois
pretendemos, a partir dos manuais publicados na internet servir de guião para materialização do
trabalho. Segundo Gil (1991), sustenta que metodologia é uma forma de pensar para se chegar à
natureza de um determinado problema, quer seja para estudá-lo ou explicá-lo.

11
3. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

[Link]

[Link] f

Administração do Distrito de Boane, balanço de actividades quinquenal para a 4ª Reunião


Nacional, 2004.

INGC (2007), informe do estágio actual de cheias na região central da Moçambique, República
de Moçambique.

MICOA (2005), medidas de adaptação as mudanças climáticas, República de Moçambique

OXFAM.(2018) Mudanças climáticas: A luta contra o impacto do clima na vida das mulheres e
meninas.

12
Evidência

13

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