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4 - Brucelose

O documento discute Brucella sp, a bactéria que causa brucelose. Apresenta as principais espécies de Brucella que infectam diferentes animais e causam doenças como abortos. Também descreve a epidemiologia, transmissão, sintomas e formas de prevenção e controle da brucelose em animais e seres humanos.
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O documento discute Brucella sp, a bactéria que causa brucelose. Apresenta as principais espécies de Brucella que infectam diferentes animais e causam doenças como abortos. Também descreve a epidemiologia, transmissão, sintomas e formas de prevenção e controle da brucelose em animais e seres humanos.
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Infecções causadas

por Brucella sp

Profª Iliani Bianchi


Doenças Infecto-contagiosas
Introdução
◼ Zoonose de distribuição mundial, que
ocasiona vários prejuízos econômicos e
sanitários.
◼ Nos animais causam abortos;
◼ No homem: incapacidade parcial ou total
para o trabalho.
1. Histórico
◼ Bruce (1887): isolou o agente
(Micrococcus melitensis) no baço de
soldados mortos - febre de Malta;
◼ Bang (1897): Brucella abortus em feto de
bovino abortado;
◼ Jacob (1914): Brucella suis em leitão
abortado;
◼ Budle (1956): Brucella ovis em aborto de
ovino;
1. Etiologia
◼ Brucella abortus (bovino);
◼ Brucella melitensis (caprino e ovinos);
◼ Brucella suis (suíno);
◼ Brucella canis (cães);
◼ Brucella ovis (ovino);
◼ Brucella neotomae (rato do deserto);
Possuem vários sorovares.
Bacilos curtos ou em forma de cocos, gram-
negativos, aeróbia e imóveis.
HOSPEDEIRO
3. Epidemiologia
◼ Cosmopolita;
◼ No Brasil a incidência é alta;
◼ Alguns países conseguiram a erradicação –
Suíça e Holanda;
◼ Acomete todas as espécies animais
principalmente bovinos, suínos, ovinos e
caprinos;
◼ Zoonose;
◼ Animal infectado é a fonte mais importante de
infecção para o homem;
◼ Não é espécie-específica;
◼ Pode ocorrer em animais silvestres;
Contaminação para o homem
Bovino Suínos
Cuidados veterinários
Abate

Cuidados
Caprinos e ovinos veterinários Cuidados Cães
Abate
veterinários
Leite
◼ As espécies de bactérias prevalecem de
acordo com tipo de criação;
◼ Doença de notificação obrigatória
◼ Disseminação maciça no período do aborto;
◼ Via de infecção: via oral, secreções, monta
natural, inseminação artificial,
◼ Vias de eliminação: aerossóis, urina, fezes,
sangue, leite, secreções purulentas, líquidos e
anexos placentários;
◼ Não se multiplica no meio ambiente, apenas
persiste.
Resistência
◼ Dejetos a altas temperaturas: 2-4 horas
◼ Luz solar direta: 4-5 horas
◼ Solo seco: 4 dias
◼ Solo úmido: 66 dias
◼ Urina de bovinos: 04 dias
◼ Fezes: 4 meses
◼ Esgoto: até 700 dias (quase 2 anos)
◼ Água potável: até 4 meses
◼ Água poluída1 a 5 meses
◼ Feto à sombra: 6 meses
Resistência nos alimentos
◼ Leite: 17 dias
◼ Iogurte: até 3 meses
◼ Manteiga: até 4 meses
◼ Queijos: até 6 meses
◼ Leite congelado: > 2 anos
Sensibilidade
◼ Desinfetantes: Álcool 70%, Hipoclorito de
sódio 5%
◼ Calor
 Fervura
Brucella abortus
◼ Causa a brucelose bovina
◼ Fontes de infecção: animais silvestre, touros
(reprodução), equino, cães e transferência de
embriões;
◼ Transmissão: ingestão do alimento ou
secreções contaminadas;
◼ Porta de entrada: mucosa oral,
nasofaringe, mucosa conjuntival, trato
genital de machos e fêmeas;
◼ Maior número de casos em trabalhadores
da área, principalmente magarefes;
◼ Brucella prolifera maciçamente em células
com alto nível de eritritol (hormônio
produzido pela placenta) e hormônios
masculinos (testosterona);
4. Patogenia
Via Oral – conjuntival – genital

Corrente sanguínea

Linfonodos regionais
(estágio de bacteremia)

órgãos causando inflamações


(fígado, baço, testículos, mamas, medulas ósseas,
articulações, úteros, fetos, placenta)

alterações anatomo-patológica
5. Sintomatologia clínica
◼ Aborto entre o 5º e 8º mês de gestação.
◼ Pequenos nódulos avermelhados na mucosa
vaginal, fluxo vaginal branco-acinzentado ou
vermelho acinzentado.
◼ Nos machos: orquite e epididimite
 Nosmachos causam alterações inflamatórias necróticas
causando infertilidade.
◼ Em equinos: causa infecções nas bursas e
articulações.
Aborto e retenção de placenta
Secreção vaginal
Mumificação fetal

Maceração fetal
Orquite brucélica
6. Diagnóstico
◼ Clínico: é apenas sugestivo
◼ Laboratorial:
 Soroaglutinação com Antígeno Acidificado
Tamponado (teste de rotina);
•Homogeneíza

• 0.03ml soro
•0,003 ml Antígeno tamponado acidificado

Reação positiva
 Teste2 – Mercaptoetanol (2-ME) – teste
confirmatório
 Mercaptoetanol + soro

Amostra positiva
 Testefixação de complemento – teste
confirmatório para transito internacional
 Teste fixação de complemento – teste
confirmatório para transito internacional
 Teste do Anel em Leite (Ring Test) – usado
para monitorar propriedades livres – vigilância
epidemiológica

negativo positivo
positivo negativo
corado com tetrazólio
corado com hematoxilina
◼ Isolamento da bactéria
 Coco-bacilosgram negativos
 Desvantagens: crescimento lento (3 semanas) e
contaminação
7. Prognóstico
◼ Desfavorável por causar abortos e esterilidade

9. Profilaxia e controle
◼ Vacinação das bezerras de 3 a 8 meses com a
B19 (amostra lisa de B. abortus) – proteção de
65 a 70%
É obrigatória a vacinação de todas as fêmeas das
espécies bovinas e bubalina, na faixa etária de três a
oito meses.
◼ RB 51: cepa rugosa de B. abortus
 Acima de 8 meses
 Só bovino
◼ Marcação:
 B19:último algarismo do ano lado esquerdo;
 RB51: V no lado esquerdo
Positivo: P lado direito
◼ Sacrifício dos animais reagentes
◼ Exame periódico do rebanho
◼ Declaração obrigatória
◼ Controle no transito interestaduais de animais
◼ Certificação de locais livre da brucelose,
agregando valores e favorecendo o combate
Brucella suis
◼ Causa a brucelose suína
◼ Os surtos podem ser controlados e extinto com
ampla segurança
◼ Acomete fêmeas e machos sexualmente
maduros e também leitões
◼ Bovinos, eqüinos, caninos, aves e lebres
◼ Homem é a segunda espécie mais patogênica
◼ Fonte de infecção: suínos infectados, contato
direto ou através do meio ambiente
contaminado, alimentos contaminados e
inseminação
◼ Disseminação rápida – 2 a 3 meses: 50 % do
plantel infectado
Sintomatologia
◼ Apatia na porca prenhe
◼ Aborto ou nascimento de fetos mumificados
◼ Nos machos: inflamações dos testículos e
epidídimo
Brucella melitensis
◼ Causa a brucelose ovina e caprina
◼ Endêmica em muitos países
◼ Mais patogênica para o homem
◼ Fonte de infecção: animal infectado,
alimentos contaminados, currais
◼ Disseminação por eliminação vaginal, leite
e esperma
Sintomatologia
◼ Normalmente assintomático
◼ Abortos, partos prematuros, endometrite e
mastites subclínicas
◼ Nos machos: inflamações nos testículos e
epidídimos
Profilaxia
◼ Vacinação: vacina coadjuvante H 38 e Rev. 1
Brucelose no homem
◼ Febre de Malta
◼ Produzida por:
 Contato direto com animais infectados;
 Ingestão de alimentos contaminados;
◼ Veterinários, ordenhadores, trabalhador do matadouro e
indústrias lácteas são mais prevalente;
◼ Virulência: Br. melitensis, Br. suis e Br. abortus
◼ Sintomatologia do homem: debilidade geral, febre
matutina recorrente, fortes dores de cabeça occipital ou
frontal, mialgias, constipação, anemia secundária,
sudorese, dor nas articulações
◼ Tratamento: tetraciclina e estreptomicina

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