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Vascularização II

O documento discute o acidente vascular cerebral (AVC), incluindo sintomas comuns, fatores de risco, tipos de AVC, tratamentos agudos e crônicos. O AVC é a principal causa de incapacidade e morte no mundo. A trombólise intravenosa com rtPA dentro de 3 horas do início dos sintomas é o tratamento padrão para o AVC isquêmico agudo.

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© Attribution Non-Commercial (BY-NC)
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Vascularização II

O documento discute o acidente vascular cerebral (AVC), incluindo sintomas comuns, fatores de risco, tipos de AVC, tratamentos agudos e crônicos. O AVC é a principal causa de incapacidade e morte no mundo. A trombólise intravenosa com rtPA dentro de 3 horas do início dos sintomas é o tratamento padrão para o AVC isquêmico agudo.

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Acidente Vascular Cerebral

• Perda de função cerebral, súbita, causada por


problemas na circulação sanguínea
AVC

Manifestações mais frequentes:


· dificuldade em falar,
· boca ao lado,
· falta de força num braço/perna
Números?

Incidência de 1-2/1000/ano
– 3/1000 em Portugal

1ª causa de incapacidade

1ª causa de morte
Números?

Numa área de 250 000 hab podem esperar-se mais de 500


novos AVCs /ano,

Destes, metade terão morrido ou estarão dependentes 1 ano


depois
6%

3%

15%

Tipos
78%

• AVC isquémico = enfarte


cerebral = “trombose” –
bloqueio (“trombo”) na
circulação do sangue

• AVC hemorrágico =
hemorragia / hematoma =
“derrame” – rotura de uma
artéria
A importância da TAC
A distinção entre enfarte e hemorragia
Os enfartes cerebrais
A área cerebral irrigada pela artéria ocluida deixa de funcionar
e se demorar muito tempo a reperfundir
acaba mesmo por morrer
Quais os mecanismos fisiopatogénicos?

Aterotromboembolismo (50%)

Cardioembolismo (20%)

Doença de pequenos vasos (25%)

Outros (5%) (ex. dissecção dos vasos cervicais,


vasculites, estados de hipercoagulabilidade)
Porque acontecem?

• Factores de risco
– Tensão arterial alta
– Tabagismo
– Diabetes
– Colesterol
– Álcool
– Sedentarismo
– Obesidade
– Arritmias cardíacas
Como abordar estes doentes?
>Internamento numa Unidade de AVC (área geográfica
dedicada à abordagem destes doentes, com pessoal especialmente
preparado)

– Diagnóstico correcto de AVC

– Tratamento do AVC agudo

– Prevenção de novos AVC (estudar o coração, as artérias do


pescoço…)

– Reabilitação
Tratamento agudo dos enfartes

O AVC é uma emergência

O AVC é um ataque cerebral

TEMPO É CÉREBRO
Trombólise endovenosa
Para quem? (autorizado pela EMEA)

Idade entre e anos

< 3 horas de evolução até administração


Mas não se pode dar se:

Hora de início desconhecida, como ao acordar

AVC ou traumatismo nos 3 meses prévios

Convulsões no início

Tensão arterial muito alta

Glicemia muito alta ou muito baixa

Melhoria rápida ou NIHSS <4


Cirurgia nos 14 dias prévios
Suspeita de HSA
AP de hemorragia cerebral
Hemorragia GI ou GU nos 21 dias prévios
Punções arteriais em locais não compressíveis nos
7 dias prévios
Tratamento com anticoagulantes orais ou INR>1,4
APTT longo se medicado com heparina nas 48 horas anteriores
Plaquetas <100.000/mm3
O fármaco
• Aumenta a probabilidade de o
doente estar vivo e independente
aos 6 meses em 44%

• Apesar de aumentar o risco de


hemorragias na fase aguda em cerca de
5%

• O efeito benéfico é tanto maior


quanto mais cedo for dado

• O risco de sangrar é tanto maior


quanto mais tarde for dado
Via Verde AVC (DGS)
• Independente de áreas de referência

• Orientação de doentes para a UAVC


mais próxima (em tempo) que
disponha do tratamento
– H S Pedro
– H S Marcos
– H S António
– H S João
– H S Sebastião

• Criação de uma rede nacional de


UAVC que se articulem entre si
Tratamento do AVC agudo
Via Verde AVC
112

Janela 0-3 horas


Aviso telefónico

Neurologista à porta do
SU
Casos clínicos

• Senhora, 75 anos
• HTA

• Pelas 10H da manhã, enquanto estava em pé a conversar


com a filha, cai para o lado, deixa de falar e de mexer o
lado D
Exame físico – 2H após início
• Acordada
• Afasia global, desvio conjugado dos olhos para a Esquerda,
• Hemianópsia Homónima Direita
• Hemiparésia D, de predomínio braquiofacial, com o membro superior
plégico
• ROTs D>E, Babinski D
• Hemihipostesia D

• (pontuação escala NIHSS – 23)

• TA: 175/90 mmHg


• P: 102 ppm arrítmico
TAC
TAC
ECG

Fibrilação auricular
Como tratar?

1. Heparina ev
2. AAS po + antihipertensor
3. Varfarina po
4. Heparina => varfarina
5. AAS + antihipertensor=>heparina =>varfarina
6. Trombólise ev com rtPA
Como tratar?

1. Heparina ev
2. AAS + antihipertensor po
3. Varfarina po
4. Heparina => varfarina
5. AAS + antihipertensor =>heparina =>varfarina
6. Trombólise ev com rtPA
outro...

• Homem de 56 anos,
• HTA, hábitos alcoólicos exagerados

• Encontrado caído no domicílio

• Olhos fechados, não abre à dor. Ventilação espontânea mas


irregular. Olho E em posição inferior à do D e em abdução.
Pupilas médio tamanho, não reactivas. Sem reflexos
corneanos ou oculocefálicos. Sem resposta motora à dor.
Sinal de Babinski bilateral.
TAC
Como tratar?

1. AAS + estatina
2. Cirurgia
3. Cuidados gerais
4. Todos
5. AAS + endarterectomia
Prognóstico?
Ainda outro....

• Homem de 72 anos
• HTA, DM

• Desde que acordou notava que se desequilibrava


para a D
exame

• Bem acordado
• Sem alteração das funções superiores
• Fundoscopia sem alterações, campos visuais íntegros, sem
alterações da oculomotricidade, sem assimetria facial,
simetria na elevação do palato, normal mobilização da
língua.
• Sem défice de força muscular, ROTs simétricos, RCP
flexores
• Hipotonia e dismetria prova dedo nariz e calcanhar joelho
à direita
• Sem alterações da sensibilidade
TAC
Na manhã seguinte...

• HHD, hemiplegia D
RM
AngioRM
E outro...
• Mulher de 30 anos,
• Sem factores de risco vascular conhecidos

• Dor cervical esquerda


• Algumas horas depois fica com hemiparésia D, mas só chega ao
Hospital 6 H depois

• Anosognósica(não reconhece a doença), assomatognósica(não


reconhece parte do corpo), hemiextinção visual (não reconhece a mão
esquerda a mexer do examinador à confrontação)e sensitiva E(não
reconhece o estímulo Táctil do examinador no braço esquerdo da
doente), pupila D<E, fenda palpebral D < E (síndrome Horner-le~soa
do sistem nervoso simpático), hemiparésia E pred. BF, ROTs E >D,
Babinski E, hemihipostesia E
TAC
Angiografia
E outro...

• Homem de 75 anos
• HTA, DM, dislipidemia

• Subitamente fica sonolento, disártrico e com


hemiparésia D. O quadro dura 3H e depois fica
com hemiparésia E durante 1 H. Recupera.

• TA: 180/90 P: 70 rítmico


TAC

normal
RM

RM normal
angioRM
Tratamento?
Outro…
• Mulher de 44 anos

• No dia 9/2 pelas 12H estava a lavar a louça e ficou sem


falar e sem mexer o lado direito do corpo tendo caído para
o chão.

• Estava acompanhada pela cunhada que chamou ajuda, mas


ainda esperaram um bocado a ver se melhorava.

• Ligaram o 112
Caso clínico
• Foi transportada ao H. S Marcos onde deu entrada às 13H
• Tinha TA: 130/80 mmHg; glicemia 110

• Estava bem acordada, com afasia motora, campos visuais


íntegros, hemiparésia D, ROTs D>E, Babinski D,
hemihipostesia D
• Pontuava 12 na escala NIHSS

• Fez TAC cerebral às 13:20


Caso clínico
• A doente continuava sem falar e sem mexer o lado direito

• O TAC era normal

• A doente não tinha nenhuma outra situação médica que


impedisse a trombólise
Caso clínico
• Iniciou tratamento com rtPA às 13:45

• No final do tratamento já estava um pouco melhor – NIHSS 8


• Ao fim de 3h já conseguia falar – NIHSS 3

• No fim do 2º dia já não tinha qualquer sintoma!

• Teve alta ao fim de 6 dias, após ter feito exames para


descobrir a causa do AVC, sem qualquer incapacidade!
Outro

• Homem de 56 anos
• HTA
• Encontrado em casa caído no chão, sonolento,
vomitado.
• TA: 210/130 mmHg
• Sonolento, afasia global, desvio conjugado dos
olhos para a Esquerda, Hemianópsia homónima
direita, hemiparésia D, ROTs D>E, Babinski D,
Caso clínico

• Mulher de 62 anos
• HTA, Diabética
• Acordou de manhã com menos força à direita

• Bem acordada, sem alteração das funções


superiores ou campos visuais, hemiplegia D, com
face, proporcional, ROTs D>E, Babinski D,
hemihipostesia D
TAC
Outro...

• Homem, 62 anos
• Fumador 2M/dia, HTA, dislipidemia

• Acorda de manhã e nota dificuldade em falar e


mexer a mão E

• Hemiparésia E – face e mão


• Escala NIHSS - 2
RM
Ecdodoppler dos vasos cervicais

Estenose 80%
Angio RM
Como tratar?

1. AAS + estatina
2. Estatina + antihipertensor
3. Endarterectomia
4. AAS + estatina + antihipertensor
+endarterectomia
5. Trombólise com rtPA + 4

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