REVISTA ABHO
a DE HIGIENE
~~ OCUPACIONAL
ano |- vol. 1-junho 2002ABHO
REVISTA ABHO DE HIGIENE OCUPACIONAL 0: argos assnedos sto de eaponaabiado ds avers.
‘Reprodugao com auterzngao da ABHO, Produgde: Tale Howana Souza e Siva Hubs
Diregae Triénio 2000-2008
Diretora Executive ‘conseo Fis!
Presidente ene Ferre de Souza Dusre Saag ‘Antonio Vadim Veta -Osry Ferree de Camargo - Renato Marine Pain
Vice presono onde Angelo Cura
‘are olin (CE © fi, Gerson Gomes Fossa (RS), Jandra arias
‘Machado (PE © PS) oss Gama do Crs (E5)-M hargarda TM Lima
(OE GO Aire TO)Mara do Fatma eal (AP, Pa A), Marcos Aiton MV
[Be Se) Paulo Roe Olvera (PR 9 SC), Steed Pervats (AL) -Solone M.
‘Aaminsrapso
\Vco pressono do Formapao e Eur Protesonal Miro Lue Farka
\Vce prosdono de Estos e Pesquisas Edvaro Giampaal
\ice-prescene ce Relapaes inemactnals Barenco Gooler
Vice presdona de Relaces Pubieas Mar lace Sanches Osho
‘Téenico
Consolho' Waterae (Ru)
CC Lepre Geri Gruenzner- Jose Mance! Osvaldo Gana Soo - Sergio
Caecoepo
ABHO -Ascoiso Brasora de Hjenistas Ocvpacora's
Aamads dos Araes, 857, Planato Pauista CEP 0066-002 Sao Paulo SP
FONE FAX (On) 5052 3426,
‘ITE wave [Link]
preside
seeretaia@[Link]: admsséo, Los, anuidades, rscngdes em eventos, atoraqies cadasas
‘Tevata ®[Link]: revista ca ABHO (arsncios, matéas para pubieaps, sugestoe, te)
Editor ae
Mensagem da presidente
ABHO Informa - Environ @ cotlicado pola AIA Curso’ de. PPRA
Manaus, Crs deespeciaizagio on glene Ospecional nai...
Maneagem dae Regionale
Bibltees ABHO
Deas deinfrmsicesangocOutock om pvciade
Suporte Técnico -adioeqincae Meroondas-un TLV compix0.—.
eeseeeeseaasee
Whats up- Wot Tae Centar Thoda ar
‘Teorte prion Aconetrgt daigoreopaconal ni pane
encanto
Eventos
agenda ABHO
= 10.07-02 - Prazo para envio de artigos e mensagens
para a proxima edigao do ABHO Atualidades
= 15.07-02, - Prazo para encaminhamento de trabalhos
para serem apresentados na sessao de Temas Livres do IX En-
contro
22.09.02 @ 24-09-02 - IX Encontro Brasileiro de Higienis
tas Ocupacionais, Hotel Cad'Oro, Sao Paulo, Capital
Laboratério e Servicos
de Higiene Ocupacional
ANALISES
+ Produtos Quimicos
+ Ar Atmosterico
+ Gases Industrials,
QUALIDADE DO AR INTERIOR
(INDOOR AIR QUALITY)
* Dioxido de Carbono
‘+ Material particulado
‘+ Monéxido de Carbone
+ Formaldeido
= Dioxido de Nitrogénio
‘+ Compostos Organicos Volateis (COV)
+= Compostos Organicos Semi-Volateis,
(cos.v)
+ Oz6nio
+= Umidade relatva - Temperatura -
Velocidade do ar
+ Fungos, levedos e microorganismos
ENVIRON
+ Produtos cirurgicos e alimenticios.
esterlizados com Oxido de Eteno
+ Contaminantes do solo € lencolfreatico
+ Residuos industria's - Clessificagao
+ Aguas Potaveis e Efluentes Industriass
+ Aguas para fins farmacéuticos
HIGIENE OCUPACIONAL,
* Vapores Organicos e Inorganicos
+ Fumos e Poeiras Metalicas - Silica
Livre Cristalina - Poeiras Alcalinas -
Negro de Fumo - Poeiras Total e
Resprravel - Tamanho de Particulas
‘+ Monitores Passivos 3M, SKC &
Draege:
+ Equioamentos de medicéo em campo
SERVICOS
+ Amostragens
+ Desenvolvimento de metodologia
analitica
+ Assessoria em Higiene Industrial!
Mato Ambiente
+ Cettficacéo de produtos quimicos
+ Levantamentos de riscos ambientais
+ Identiicagao de produtos quimicos
+ Emissées fugtivas
‘Sou departamento de Higiene Ocupacional
AGUARDAMOS SUA CONSULTA ATRAVES DO NOSSO
PABX: (011) 41253044, FAX: (011) 4125-4820 ou
‘e-mal: environ@[Link] br
Utilize nossa web page de servicos em:
‘itp:[Link]rt
editorial
edicao numero 1 da Revista ABHO de
Higiene Ocupacional esta chegando as
maos do colega higienista com varios as=
suntos interessantes. Para inaugurar 0
espago de divulgagao de eventos, apre-
sentamos as programagdes para as pro-
ximas conferéncias internacionais, a AINCe © a da
IOHA, Na seco What's up, 0 colega Marcos Domin-
gos trata do atentado ao World Trade Center, Nova
lorque, 11 de setembro de 2001, sob a dtica da higie-
ne ocupacional. Jé na segao Teoria e Pratica o cole-
ga encontrara a continuagao da histéria da Higiene
Ocupacional no Brasil, desta vez em excelente artigo
do Dr. Diogo Pupo Nogueira e de nossa colega Maria
Margarida T. M. Lima. Nesta edicao ainda tomos a so-
a0 Suporte Técnico, que trata sobre Radiofrequén-
clas @ Mieroondas, respondemos algumas consul-
tas técnicas feitas por associados da ABHO. Atentem
para @ chamada para os trabalhos livres do IX En-
contro, afinal 6 mais uma importante oportunidade de
divulgagao de sua atividade, e para as mensagens das
regionais. Para os que usam a internet em computa-
dores compartilhados, a segao Dicas de Informatica
apresenta uma forma muito facil de manter a privaci
dade nesta situagao, Outros assuntos também estao
sendo tratados nesta edicéio @ mostram outras ativi-
dades dos profissionais da Higiene ocupacional, que
acreditam que unindo nossos conhecimentos poder
mos desenvolver melhor nossas atividades.
ABHO informa
ABHO
0 desafio foi lan¢ado
com enorme satstagao que escrevo esta
mensagem inaugurando a primeira edicao
fe da Reviste ABHO de Higiane Ocupacional
2 aceitacao de nosso boletim ABHO Alva:
lidades ente 08 profissionais da rea nos
encorajou a arriscar vos mals altos e 0
apoto de nossa diretria foi © impulse para o surgimento da
revista. Com criatividade, tentaremos levar aos nossos leto-
res uma pubicacao que aborde nao s6 assuntos tecnicos,
mas também politicos e, até, polbmicos, diretamente relacio-
naados com a atlvidade do higienista. Aigumas colunas exis-
tontes no boletim ABHO Atualidades continuardo a exit na
revista, outas serdo remodeladas para poderem ser mais
abrangentes e completas. Convidamos nossosleitores a par-
tiiparem da. nossa reviste: escrevendo artigos, sugerindo
temas, fazendo perguntas, dando opnides e sugostoes, para
que a cada edicao da revista possamos atendor mais @ mals
as necessidades dos higinistas. Agradecemos aos patroc
adores que depositaram confianga neste empreendimento
@ quo acreditam, como nos, que um bom trabalho na area de
higiene ocupacional s6 pode ser feito com coragem, perse-
veranga e rabalho.© langamento desta revista vem, mals Uma
voz, mostrar que a ABHO esta trabathando om prol do de-
senvolvimento da higiene ocupacional no Brasil. Temos cer-
teza quo esta nova revsta sera uma itl ferramenta no traba-
Iho de nossos colegas higienistas. Esperamos aleanat nos-
sas metas e contamos com voces para isso
Boa leitural
ENVIRON E 0 PRIMEIRO LABO-
RATORIO BRASILEIRO A SER CER-
TIFICADO PELA AIHA
A AIHA - American Industrial
Hygiene Association mantém um pro-
grama de "Acreditagao" de laboratéri:
08 de Higiene Ocupacional. Centenas
de laboratérios Norte Americanos e de
outros paises ja passaram por este
proceso e conseguiram o status de
Laboratorio Acreditado pela AIHA. Em
tevereiro deste ano, a ENVIRON Cl-
ENTIFICA LTDA. recebeu seu cerlifi-
ado de credenciamento para servigos
2 Higione industrial atendendo os re-
Quisitos da ISO 17025 @ da AIHA, pas-
Sando a ser o primeiro laboratorio bra:
sileiro a conseguir tal distingao e 0 3°
na América Latina. PARABENS aos
1nossos colegas higienistas Clarismun:
Go Lepre, Santiago Martinez @ Ricar-
do Michel que nao pouparam estorcos.
‘nem investimentos para conseguir tal
proeza.
‘A nossa querida ABHO pode tam:
bém ser creditada a iniciativa tomada
no ano de 1998. Aproveitando a pre-
senga do entdo Presidente da AIHA Dr.
Jamas Rock @ do entao e atual Dirotor
do Progama de Acreditacao daquela
Instituigao, Dr. Fred Grunder, 0 Presi
dente da ABHO a época, Osny Ferrel:
ra de Camargo, langou 0 desatio aos
principais laborat6rios brasileiros para
que se certificassem através de um
programa de acreditagao que tivesse
reconhecimento nacional ¢ internaci
onal. Apds aquela reuniao, que acon-
teceu durante o V Encontro Brasileiro
de Higienistas Ocupacionais, foi for-
mada uma Comissao Técnica de La~
boratério de Ensaio no INMETRO, cujo
objetivo ora criar um sistema nacional
de Acreditacao de Laboraterio da area
de Higiene Ocupacional, Esta comis-
S40 trabalhou por dois anos, porém
do conseguiu seu intento. Contudo
as discussdes geradas naquele comi-
1é, € 0 apoio dado pela AIHA, acaba-
ram sendo um incentivo para que nos-
sos colegas da ENVIRON submetes-
sem seu laboratério a0 sistema do
avaliagao da AIHA e conseguissem a
certificagao. Outros laboratérios bra-
sileiros participam do programa inter.
laboratorial da AIHA conhecido como
PAT (Proficiency Analytical Testing) ,
que é parte do sistema de Acreditacao,
© qual ainda inclui auditoria no siste-
ma de qualidade do laboratério.
A Environ participa de quatro pro-
gramas nessa area de proficiéncia
analitica, analisando amostras de me-
tais, silica livre cristalina, vapores or-
ganicos em tubos @ vapores organico
‘em monitores passivos, o que nos di
a certeza de que ela esté em continua
busca do controle de qualidade das
Revista ABHO de Higiene Ocupacional
aiid i cae i ili aiABHO
ABHO informa
anélises realizadas.
‘A ABHO espera que outros labora-
torios sigam este exemplo, pois isso
nos dé a garantia de que as nosss
amostras teréo resultados contlaveis,
que poderdo ser utilizados de forma
segura na protecao da saiide dos tra-
balhadores brasileiros,
CURSO DE PPRA EM MANAUS
Realizou-se em Manaus, no perio:
do de 01 a 05 de abril de 2002, 0 | Sim.
Pésio de Atuagao da CIPA nas Empre-
sas do Estado do Amazonas,
Este evento teve grande repercus-
‘so no Estado nao somente por ser af
© primsiro evento na area do higiene,
seguranca e saiide ocupacional, mas,
principalmente, pela exceléncia de sua
organizagdo. Como decorréncia natu-
ral disso, afluiram para la cerca de 500
dinamicos participantes.
Sublinhe-se, mais uma vez, que
isso s6 foi possivel em virtude do. in-
cansavel trabalho da Comisséio Orga-
nizadora do evento, que tinha como co-
ordenador nosso colega Edson José
Aguiar de Carvalho, da Petrobras, e
membro da ABHO.
Tive a honra de representar a ABHO
este grandioso evento, ministrando o
curso PPRA - Programa de Prevengao
de Riscos Ambientais. O impressionan-
te 6 que pudemos contar com 50 parti-
cipantes, todos bem preparados © ex-
tremamente interessados. Por certo
que em uma voz unissona sera dito,
com precisdo, que essa saudavel se:
mente langada no solo amazénico tra~
+é muitos frutos para a higiene ocupa-
cional em solo patrio.
Todos aqueles que organizam even-
tos sabem 0 quanto ¢ ificil se ter um
numero tao significativo de participan-
tes em eventos nacionais. Isto demons-
tra a qualidade do trabalho oferecido @
‘© empenho das pessoas envolvidas
nessa realizacao.
‘A ABHO quer parabenizar a Coor-
denagéo, a Comissao Executiva e to-
dos 0s participantes deste tao impor-
tante evento.
CURSO DE ESPECIALIZAGAO EM
HIGIENE OCUPACIONAL DA UNIVER-
SIDADE FEDERAL DA BAHIA
Mensagem da Presidente da ABHO,
lene Ferreira de Souza Duarte Saad,
08 alunos do Vil Curso de Especiali-
zagao em Higiene Ocupacional da Uni-
versidade Federal da Bahia - 05/09/
2002
“Prezada Prof Edna Madeira Nogueita.
Junho de 2002
Prezados participantes desta sole-
nidade de Abertura Oficial do Vil Cur
so de Especializacao de Higiene Ocu-
pacional da Universidade Federal da
Bahia.
Estimados alunos
Que minhas primeiras palavras se-
jam no sentido de manifestar meus in-
tensos agradecimentos A Professora
Edna pelo gentil convite para partici-
par desta solenidade de abertura do
‘Vil Curso de Especializagao de Higio-
ne Ocupacional da Universidade Fede-
ral da Bahia". Todavia, apresento-Ihes
minhas sinceras escusas por estar im-
possibilitada de ai estar presente, co-
mungando com todos pelos elevados
anseios do aprimoramento constante
da Higiene Ocupacional em solo patrio,
‘0 que 6 um fato certo om virtude dos
nolaveis professores presentes nesse
curso e de um corpo discente interes-
‘sado om tdo importante assunto,
No entanto, nao poderia deixar de
transmitir uma palavra da ABHO neste
tao especial momento. Agradeco ao
amigo Milton Villa, representante Re-
gional da ABHO na Bahia, por estar le-
vando esta nossa mensagem.
Mergulhando na histéria mitolégica
grega, observa-se que no século 1200
A.C., Higéia, filha de Esculdpio, deus
da medicina, estava muito prescupa-
da com 0 intenso e volumoso trabalho
desenvolvido por ele, na cura das do-
fongas. Passou ela, entéo, a dedicar
todos seus estorgos na medicina pre-
ventiva, objetivando, com isso, a dimi-
nuigdo da atuacao de seu pai na cura
de doengas.
E exatamente no nome dela, Higéia,
que tem origem 0 nome da higiene ocu:
pacional, ciéncia dedicada a prevencao
© ao controle dos riscos ambientais nos
locais de trabalho.
No decorrer dos séculos, muitos
perceberam a importancia da preven-
‘980 dos riscos para evitar o apareci-
mento de doencas. Mas em 1910, nos
Estados Unidos, uma mulher, Alice
Hamilton, foi além do reconhecimento
das doengas ¢ iniciou de forma siste-
matica a avallacdo e controle dos
agentes causadores da doenga, Podo-
se afirmar, com precisao, que nesse
trabalho sistematico, realizado sob os
critérios do conhecimento cientitico,
teve origem a atual_ higiene ocupacio-
nal, tal como a estudamos @ a pratica-
Coloco em destaque esses fatos his-
toricos para a reflexao de vocés, 0 que
permit, por certo, visualizarem a im-
portancia do estudo que ora iniciam na
efetiva preservagao da vida e a integri-
dade fisica de um Ser Humano.
Apesar da higiene ocupacional ter
saido dos dominios empiricos do co-
nhecimento ha quase 100 anos, quan-
do seu conhecimento foi sistematiza~
do, observa-se quo o Brasil, apesar
de incluir a higiene em sua legisiagao
hd muito tempo, passou, somente, na
Ultima década a ter a preocupacao de
realizagao de cursos de especializa-
‘Gao em Higiene Ocupacional de lon-
ga duragdo. E mesmo assim, de for-
ma timida em nosso vasto territorio.
Ciosa de suas tradigoes histéricas,
@ Bahia ¢ 0 estado brasileiro com a
visdo correta acerca desta nova cién-
cia, pois tom realizado este curso de
Higiene Ocupacional de forma cont
‘nua, ano apés ano,
Tenho a inabalavel certeza de que
este aplaudido e reconhecido estor-
0, desenvolvido pela Universidade
Federal da Bahia, sob os cuidados in-
cansaveis da Protessora Edna, ira
guindar este estado a condigao do
Principal formador de higienistas ocu-
Paclonais em nosso pais.
Volvendo os olhos para um passa-
do recente, constata-se que eram au-
todidatas aquelas pessoas especiais
que pretendiam se dedicar a higiene
ocupacional. E certo que algumas de-
las tiveram o privilégio de realizarem
cursos de especializacao em centros
de estudos no exterior, ¢ isso, geral-
mente, na condicao de bolsistas.
Apés isso, e com o incremento de
nossas atividades industriais © de ser
vigos, se verificou a necessidade de
aprimorar o conhecimento dos profis.
sionais que estavam atvando na area,
@ deu-se inicio aos cursos de aper.
feigoamento profissional, tanto na
esfera privada, como na prépria Fun-
dacentro. Este cursos eram voltados
para assuntos especificos, com car-
gas hordrias variando, geralmente de
8 a 40 horas,
Vooas estao tendo a possibilida-
de impar de fazer um curso de es-
pecializacao, de longa duragao, ¢
que abrange todas as disciplinas da
higiene. Ao término deste curso vo-
8s terdo uma ampla visao da higie-
ne ocupacional. Mas lembrem-se.
‘como em qualquer ciéncia, o conhe.
cimento precisa continuar a ser ali
mentado. A ciéncia tem uma evolu-
80 constante, e se nao buscarmos
a atualizacdo © 0 aprofundamento
dos nossos conhecimentos, nao
conseguiremos exercer da melhor
forma a nossa profissao,
A Higiene Ocupacional 6 uma
profissao apaixonante, pois, quan-do bem exercida, evita que os traba-
Ihadores sejam langados as doengas
em decorréncia da exposicdo a
agentes nocivos a sua sade. Ela é
extremamente gratificanto, pois cada
aco nossa repercute no desenvolvi:
mento da sade e do bem estar de
muitas pessoas
No Brasil, Infelizmente, ela ainda
1ndo é uma profissao regulamentada por
uma lei. A ABHO tem envidado esfor-
{G0s para que haja a sensibilizagao do
Poder Executivo e Legislative federais.
para que haja a edicao da lei propria
disciplinadora da profissao de Higienis-
tas Ocupacionais, Esse 6 um dos ob-
Jetivos da ABHO. Tomar a Higiene
Ocupacional uma profissao regula
mentada por Ie
‘A par desse relevante objetivo, a
ABHO tem a missdo de proceder a
cerliicagao dos higienistas. Trata-se
do um desatio que exige um esforgo
hercileo, mas que esta bem proximo
de se concretizar. Com essa certifica-
(40, sero separados os higienistas por
exceléncla daqueles que nko possu:
‘om as qualificagdes necessérias para
o desenvolvimento de nossa profissao.
Felizmente, cada vez mais as om-
presas se conscientizam da necessida-
de da contratagéo de profissionais
competentes, tanto para seus quadros,
internos, como para consultoria, inde-
Pendentemente de uma obrigagao le-
gal, mas sim para realmente solucio.
nar seus problemas, controlando os ris
cos ambientais e evitando 0 apareci-
mento de doengas ocupacionais em
‘seus trabalhadores.
‘A ABHO, Associagao Brasileira
de Higienistas Ocupacionais, cria-
da em 1994, conta com cerca de 700
membros. S6 para voces terem uma
idéia do futuro de nossa profissao,
a American Industrial Hygiene Asso-
lation - AIHA, associagao equiva-
lente a nossa nos Estados Unidos,
criada em 1999, conta com mais de
12.000 membros. E a ACGIH, criada
em 1938, que 6 uma associagao vol-
tada para os higienistas governa.
mentais, possui mais de 5.000 mem-
bros. Esse @ 0 espago que temos
para ocupar no Brasil.
Dasejo a todos vocds que tiem o
maior proveito do curso que ora thes
esté sendo oferecido, esperando que
‘em breve venham se juntar & ABHO,
na defesa e no desenvolvimento de
nossa profissdo,
‘AABHO permanece a disposi¢ao de
todos vocés.”
araa Associagdo, as re-
presantagoes regionals
Bigniticam crescimento.
A Higiona, significam
desenvolvimento o ae
regides proporcionam
possibilidades de projetos desenvolv-
dos polos representantes em conjunto
com instituigées © Higienistas locals,
Contate 0 representante de sua regio.
REPRESENTAGAO REGIONAL OF
© Centro Regional da FUNDACENTRO
‘no Distrto Federal estara organizado quatro
cursos na area de Higiene Ocupacional e
{que deverdo ocorrer nas cidades de Goid-
biblioteca ABHO
1. PUBLICACOES DISPONIVEIS
PARA CONSULTA NA ABHO
Existe na sede da ABHO uma série
de publicagdes que podem ser dtels aos
associados. Apresontamos, a seguir, uma
primeira listagem dos materiais disponi-
veis para consuita
= Documentagao dos TLV's e BEI's
Volume Vi (em inglés)
Neste livro da ACGIH podem ser en-
contradas as informagdes e estudos que
levaram aquela insttuigdo a adotar os I-
mites apresentados em seu outro livro
TLVs o BEIS (esto ultimo 6 traduzido pela
‘ABHO)
Livros doados pela AIHA (todos em
inglés)
Engineering Reference Manual
(Fredric N. Bolton, PE, CIH, and David L.
Jonson, Ph. D., PE, CIM)
| A Strategy for Assessing and
‘Managing Occupational Exposures
(ohn R. Mulhausen , Ph.D., CIH, and
Joseph Damiano, MS, CIM, CSP)
= AIHA’s Tools for Industrial Hygi-
ene - 2001 Products and Services Ca-
talog
RISK - Assessment Principles -
Forthe Industrial Hygienist (M.A Jayjo-
ck LR. Lynch = D.1. Nelson )
Report of Microbial Growth Task
Force (May 2001)
= Rospiratory Protection - A Ma-
nual and Guide
Industrial Hygiene Performance
Metrics
= Responding to Community Ou-
trage: Strategies for Effective Risk
Communication (Peter M. Sandman,
Ph.D.)
A Journal for the Science of Oc-
cupational and Environmental Health
ria/GO e CulabaMT, sendo dois sobre "Pro-
cedimentos Técnicos para Avaliagéo da
Exposigio Ocupacional ao Ruido", atia-
\vés do Posquisadore Fisico Eduardo Giam-
aol, e dois sobre "Lixo Domiciliar: Uma
‘abordagem Ambiental, Ocupacional e So-
‘lal’, com a Pesquisadora e Quimica Maria
Gricia Grossi
Através desse Centro estard sendo
também iniciado 0 "I Ciclo de Atualiza-
‘go em Higiene Ocupacional de Brasi-
lia*, com palestras sobre os tomais atuais
dda Higiene do Trabalho. Maiores informa-
{¢62s no telefone (61) 226-5910, com a
nossa representante Maria Margarida T.
M. Lima,
and Safety September/Octover 2001 -
Vol. 62, No. 5.
Nosh:
| Asphalt Fume Exposures Du-
ring the Manufacture of Asphalt Roo-
fing Products
| Fatal Injuries to Civilian Workers
in the United States, 1980-1995: Natio-
nal Profile
Fatal Unintentional Farm Injuri-
‘es Among Persons Less Than 20 Ye-
ars of Age in the United States: Geo-
‘graphic Profiles
REVISTA PROTEGAO
A ABHO tem recebido, como cortesia,
todos os exemplares da Revista Protegao.
2. FITAS DE VIDEO FUNDACEN-
‘TRO
Estéo disponiveis na sede da ABHO,
fitas de video que podem ser utiizadas
por todos os nossos membros. Para tan-
to, basta fazer a reserva da fita através
do e-mail da secretaria da ABHO
(secretaria@[Link]) . A retirada
deverd ser foita na sede da associagao.
(s s6cios que preferirem receber as fitas
or sedex deverdo efetuar a reserva © 0
pagamento da taxa de envio. Cada fita
poderd ficar por até una semana com 0
associado,
Videos
1 Revista do Trabalhador (Seguran-
[Link] Caldeiras)
'™ Revista do Trabalhador (Conjunto
Convencional para Calor)
= Revista do Trabalhador
(Vasos de Press)
Revista ABHO de Higiene OcupacionalABHO
dicas de informatica
Utilizando o Outlook Express com privacidade
‘demos afirmar, com toda certeza, que o com-
utador e a Internet jé se tomnaram recursos
PP Bester inners na as ce at
Usuarios, Mas, as novas tecnologias esta lon-
ge de serem simples para os usuarios menos
oxperientes. Assim sendo, a coluna "Dicas do
Informatica’ servird como mais uma ferramen-
ta para faciltar 0 uso do computador na execucao e acompa-
nhamento de nossos trabalhos de higiene ocupacional.
Um dos grandes problemas enfrentados por quem usa um
computador que é compartlhado com outras pessoas (colegas
de trabalho, filhos, maridos/mulheres) @ a falta do privacidade
‘no programa de e-mail. Porém, se vocé 6 usudrio do Outlook
Express 5, existe uma forma simples de criar um perfil para
cada pessoa que utiliza a caixa postal
Seguindo nosso passo a passo vocé pode criar varias iden-
tidades, uma para cada usuario:
1- Abra 0 Outlook Express @ clique em Arquivo, depois eli-
que em Identidades e em Adicionar nova identidade;
ae
2: Digite 0 nome do usuario desta nova identidade (no
&
3 ge
=
= =
C2 et
t ae 4
ate
Junho de 2002
precisa colocar 0 nome completo, pode ser um apelido) ¢, se
‘uiser privacidade total, clique em Pedir uma senha ao iniciar,
neste caso serd necessério digitar uma senha e contirmé-la;
- Depois disso a Janela da senha fechard e voce deve con-
tinuar 0 procosso clicando om OK. Entdo 0 Outlook Express
erguntara se vocé deseja alternar para esta nova identidade,
Clique Sim e aguarde o fechamento do Outlook e a abertura de
uma janela "Assistente para conexao com a Internet’;
Sele Hwee] melo 7
4- Nessa etapa, voce ira configurar a sua conta de e-
mail, para isso clique em "Criar uma nova conta de correlo
da Internet” e siga as etapas, digitando seu nome (como quer
‘que apareca nos e-mails) o clicando em avangar, depois di-
itando seu e-mail e clicando em avancar, digite os nomes
dos servidores de mensagens recebidas (POPS, IMAP ou.
http) e enviadas (SMTP) (caso nao saiba isso, entre em con-
tato com seu provedor). A ultima etapa 6 a do logon, onde
voce deve colocar 0 seu nome de usuario (aquele que voce
Usa para conectar-se ao provedor) e a sua senha de acesso
20 provedor (se vocé nao quiser colocar a senha, desmar-
‘que a opeao "Lembrar senha", porém optando por isso, cada
vez que for checar sua caixe de mensagens, a senha tera
que ser digitada);
5: Ao clicar "“Concluir” pode aparecer uma mensagem
avisando-o da existéncia de um programa de correio pre-
viamente instalado e dando a opgao de importar as men-
sagens e 0 catélogo de enderegos para 0 Outlook, caso
isso ocorra vocé pode optar ou nao (essa operagao pode
ser feita em outra ocasiéo também);
6- Pronto, asta criada sua nova identidade. Faga isso
para cada um dos usuarios e cada vez que for usar seu
e-mail, a0 abrir 0 Oultook, clique em Arquivo, Alternar
Identidade e escolha a sua identidade. Se a sua identi-
dade for a padrao, e tiver senha, cada vez que abrir 0
Outlook Express eparecera um quadro com as opgdes
de identidade disponiveis, selecione a sua e digite a
sua senha.AMBIENTEC
PRATICANDO
A ESSENCIA DA HIGIENE
OCUPACIONAL HA
MAIS DE 10 ANOS.
rau el Ole MeO WU el ce
Peele Ree ee noe}
Eo Ce CNet cer
Na verdade, parcerias estabelecidas
com base em qualidade, confianga e muita
Eeleelreste-tom
Oe en eck er
es te Meet oe eM Res
CUE B Oat Ceo Hy
eeu tee Recerca
Cee eR cee Met Ne
eee ee cH
Misia Ric
TTR oc renee nog
Telecipa: o primeiro curso de Cipa em
ieee oe rey
Auditoria Legal: Auditoria completa do
que é mais importante em todas as Nr’s;
PROC ete at
Oe
Lor earl ER BUI tec}
especifico para seus laudos;
Va CRE
ere meee RRs Mc)
eR Mee nese
em todo o Brasil.
Pelle (ey
feseworscl
em apoio a ABHO
Pa eaeeaenol
Ambiente
Ambientec Consultoria de Seguranca e Higiene do Trabalho S/C Ltda.
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suporte técnico
Radiofrequiéncia e Microondas - um TLV complexo
Mario Luiz Fantazzini, Vice-presidente de Educacao e Formacao Profissional da ABHO
nalisando-se a ultima edigao dos TLVs da ACGIH
(tradugao da ABHO), nota-se que a questo da pro-
tecdo ocupacional nesta area est mais completa,
por isso mais complexa. As providéncias sao de-
endentes da frequéncia da radiacao. Acima dos
300 MHz (microondas), basta avaliar o campo elé-
&
trico, © que dard uma idéia correta da densidade de poténcia da
exposigdo. Abaixo dos 300MHz, jd se toma necessaio medio cam-
po magnético, e ambos os campos devem obedecer os critérios
dos TLVs. Abaixo ainda dos 100 MHz, porém, ha raquisitos adicio-
nais : se 0 campo olétrico exceder certos valores-guia (porcenta-
gens dos TLVs), deve-se medir as correntes induzidas e de contato
CONSULTA: Jodo Batista Avelino Filho - ABHO 0320
"Sou sécio da ABHO 0 estou diante do tema: fornecer lel
te para funciondrios expostos a riscos quimicos: protegdo ou
fantasia 7”
RESPOSTA:
‘ABHO
;gio Colacioppo, Conselheiro Técnico da
Nao tenho & mao referéncia bibliogrética a respeito, aids, pou-
0 tem sido escrito sobre oste assunto, inclusive por merecer pou-
ca atengao da comunidad cientitica
Posso enumerar alguns fatos:
O leite nao atua como antidoto de qualquer intoxicagéo. No
tenho nenhuma razao técnica ou cientifica que justifique 0 forneci-
‘mento de leite com a finalidade de se antagonizar uma ago dano-
8a sobre 0 organismo humano, provocada por alguma substancia
quimica presente no local de trabalho.
(© mecanismo de agao de uma substancia quimica 6 extre-
mamente especitico, a nivel celular © molecular, ¢ rarissimas
substancias foram descobertas até hoje que possuem esta agao
antagénica de bloquear um efeito. Assim geralmente o tratamento
de uma intoxicagao se faz pelos sinais e sintomas presentes.
novos membros
causadas pelo campo. Neste iltimo caso, todos 0s TLVs de~
\verao ser atendidos (ambos os campos, correntes induzidas
€ de contato) para se considerar 0 TLV "global" atendido.
‘Além do mais, as avallacdes exigem o conhecimento de va-
lores médios espaciais dos campos sobre uma sogdo rota
do corpo humano, e de sua média ponderada dentro de 0,1
hh (6 min). Nao é pouco, além de necessitar instrumentagao
‘especial e especifica. Dada a recente invasdo eletromag-
nética de antenas repetidoras de celulares, em locais os mais
variados, tem aumentado a preocupacao ocupacional ©
meio-ambiental sobre os campos de radiofrequéncia © mi-
croondas,
comum fornecer lite pare bombeiros ou pessoas expos-
tas a fumaca em um inc&ndio. Isto nao tem nenhum embasa-
‘mento cientifco. O leite ndo faz nada. O problema destas pes-
ssoas 6 0 pulmo, que esta initado ou até masmo queimada. O
leite por via digestiva pode até complicar 0 quadto.
Em caso de ingestao acidental de pesticidas, metais ou
outras substéncias, a administracao de leite $6 aumenta 0
risco de absorgtio, potencializando o efeito, sendo, portanto
‘contra indicado.
A unica alternativa em que 0 leite pode ser usado om
‘caso de ingestéo acidental de alguma substéncia e NO PRON-
‘TO SOCORRO. Se administra lete © EM SEGUIDA SE FAZ
LAVAGEM GASTRICA. Mas isto 6 procedimento de pronto so-
coro @ ndo nos cabe. Alias existem outras substancias usadas
no lugar do lete para esta finalidade.
Finalmente existe a pressio dos trabalhadores que exigem
© leite, algumas vezes até por acordo sindical. Em principio
1ndo sou contra desde que se enquadre oleite como alimento @
fonecido com toda higlene, no restaurante. Isto s6 pode me
‘horar a nutrigdo e o moral dos trabalhadores por terem conse-
{Guido algo. Por este lado ¢ bom.
Espero que estas informardes sejam suficientes, caso con-
ttério, por gentileza, entre novamente em contato.
Boas vindas aos novos membros
Damos as boas vindas aos 30 novos membros da ABHO. A uniao de todos aqueles que exercem a
higiene ocupacional em nosso pais € que fard com essa ciéncia e a nossa profissao se desenvolvam.
Contamos com a participacao de todos nas atividades da associacao.
$ sunho ae 2002
‘Ae MARIA ALMEIOR DUBATE PATTARO
‘SEenex euoncse or PROTEAO AMBIENTAL
tenuao vous nS
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Forrin santos Oe aRITO FLAwhat's up
ABHO
World Trade Center: THE DAY AFTER
Marcos Domingos da Silva, Membro fundador da ABHO e Presidente do Sub comité das
Lito j& se falou sobre a tragédia de 11 de
Setembro de 2001 e mais ainda esta por vi
M em decorréncia desse mais cruel, ousado e
Ineligente ou maquiavélico ataque terrons-
ta da histéria, Para mim o terror é injustii-
cével e trata-se de uma aco covarde, pois
atinge cidadaos desavisados, no exercicio pacifico de suas
atividades rotineiras.
E dal? O que isso tem a ver com higlene ocupactonat?
Muito, basta olhar no website da OSHA e da EPA para ver 0
esforgo despendido por essas agéncias no monitoramento
{dos contaminantes emiidos no desabamento das torres ©
no processo de retrada dos escombros. Mais de 5091 medi-
(0, Incluindo agentes fisicos e quimicos, foram fetas pela
OSHA na rea do desabamento, conforme resumo adiante:
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peers
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Silica (Resp.)
Ro eed
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131
103
cr
cr
Cote cd co
Américas no Comité Internacional da AIHA
‘causaram fatalidades. Cerca de 113.500 mascaras foram disti-
buidas aos policiais, bombeiros e demais trabalhadores envol-
vidos no trabalho de resgate. Boa parte desse equipamento fol
doada pela 3M, MSA e outros fabricantes. Mesmo assim, um
numero expressivo de bombeiros néo quis utilizar protetores res-
piratérios e muitos desses novos herdis nacionais americanos
ja iniciaram processos contra a Cidade de Nova York.
Tecnicamente, a higiene ocupacional possui poucas ferra~
‘mentas para situagbes catastroficas como essa do WTC. Nos-
‘sa metodologia de trabalho visa basicamente a exposigio cré-
nica dos riscos ambientais. Mesmo 0 que temos para exposicao
‘aguda acaba por recomendar 0 afastamento imediato dos tra-
balhadores do local de trabalho. Imaginemos entao um repre~
sentante da OSHA chegando na area dos escombros @ dizendo
para todos se retirarem até que as concentragdes do contami-
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decorrentes da queima de pilhas de borracha
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Acidos Inorganicos
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Aproximadamente 40 agentes diferentes foram monito-
rados, sendo que entre os compostos organicos foram ana~
lisadas varias substéncias quimicas como benzeno, acetal-
deido, formaldeido, isocianatos, etc. Da mesma forma, en-
{re 08 Acidos inorganicos foram avaliados Acido sulfirico,
{ostorico @ hidrocloridrico.
‘AEPA- Environmental Protection Agency tern também fei-
to diariamente um vasto trabalho de monitoramento ambien-
tal, om tormos do exposieao da comunidade, coletando igual-
mente milhares de amostras de particulados (PM 2.5 @ PM
10), chumbo, asbestos, 4gua potavel, benzeno, cromo etc.
Calcula-se que mais de 6000 trabalhadores estavam en-
volvidos diretamente nas operagdes de resgate, retirada dos
‘escombros, policiamento, assisténcia medica, etc. A OSHA
sozinha recrutou mais de 800 especialistas ern seguranga e
meio ambiente, entre os quais uma equipe da Colorado Sta-
te University. Del Sandfort, um dos meus professores e lider
desse grupo, relatou em um semindrio para os colegas
alunos do Environmental Health Department que tinha vivi-
do @ maior experiéncia profissional de sua carreira. Além
das dificuldades técnicas normais de avaliagao ambiental,
tiveram ainda de suportar uma pesada carga emocional, con-
vivendo com trabalhadores inconsoléveis, revoltados © es-
tressados, Lee Smith, outro membro dessa equipe, me dis-
‘Se que 0 cenario era pior do que ele tinha visto no Vietna.
O ambiente era cadtico, sem o menor controle de maqui
‘nas, equipamentos, movimentagao de pessoal, etc. Nas pri-
moiras semanas foram registradas 40 ocorréncias de "qua-
se-acidentes". Vigas que despencaram e, por milagre, ndo
cert Se tas
Ce Oe ea
Cee eC CRD
nantes ficassem abaixo dos PEL's, TLV's, LT's etc. Depois
dessa,..56 as montaniias do Aleganistio salvariam esse inivi-
{uo do um linchamanto public.
Do ponto de vista prevencionista, as milhares de amostras
coletadas pouco signiticam. Eniéo, a OSHA jogou alguns milha-
88 do délares no lxo? Difcl responder na medida que outros
frutos podem ser colhidos do trabalho feito, tis como: 1) orien-
tou os trabalhadores no uso dos equipamentos de protegao in-
dividual; 2) marcou presenga como agéncia govemamental em
lum momento eritico da sociedade americana; 8) mostrou efi
éncia divulganco rapidamente os resuitados Gas amostras atre~
‘és da internet. 4) mesmo sendo dificil qualquer projegéo dos
resultados para fins de riscos ocupacionais, os numeros obti-
dos server, pelo mencs, como uma referéncia técnica (uma
mapa ambiental) para situagSes semelhantes @ eventuais efe-
to a satide que ocorrerem no futuro.
Pensemos, agora, um pouco sobre uma ocorréncia dessa
no Brasil. Felizmente nossas torres no passam de 50 anda-
res, mas guardadas as devidas proporedes, seria uma catas-
trofe 6 tanto. No seria? Nossos bombeiros estao preparados
para atender uma situagio dessa? E as nossas OSHAs? Quan-
tas e quais amostras poderiamos coletar de imediato? Temos
protetores respiratérios para todos os trabalhadores recruta-
‘dos? Quem estaria na coordenagao das operagées de resga-
19? Saberos planejar uma operacao dessa envergadura? Qual
‘seria 0 papel da ABHO? Alguém poderia dizer que o Brasil 6
um pais pacifico e portanto n pouca chance de ocorer um
ataque terrorista. Talvez ndo por um extremista mulgumano,
mas ja tivemos nossas tragédias. Vocé ainda se lembra do
Revista ABHO de Higiene Ocupacional[OSHA NEWS PHOTO.
desate com 0 Cb 137 om oii, coro on 887,
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até o final do ano [2001] assinaremos um documento que.
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‘entendiam nada, tinham que acreditar’ Mario Rodrigues, osu
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A410 Junho de 2002teoria e pratica
ABHO
A constru¢ao da Historia da Higiene Ocupacional
no Brasil - Parte I
Maria Margarida T. M. Lima, Representante Regional da ABHO no Distrito Federal
‘Nossa historia continua @ dela faz
parte a formagao do profissional de higi-
fene do trabalho. Fomos buscar junto a0
Linico Doutor em Higiene do Trabalho pés-
radvado no Brasil essa parte da hist-
ria. Ninguém melhor do que ele para nos
escrever sobre ola, porque dela partic:
pou, sendo formado na disciplina em épo-
‘ca que 0 conceito era outro, mas jd pre-
valecia 0 entendimento de que era neces-
‘ério formar especiaistas para desenvol-
O ENSINO DA
lo Decroto-Lei n® 6.452,
de 1 de maio de 1943, fo
P baixada a Consolidagao
as Leis do Trabalho, onde
seu Capitulo V foi dedioa-
do a protegao da sate
dos trabalhadores. Esse Capitulo aborda-
va aspectos relacionados & salide dos ta
balhadores, abrangendo uma série de me-
didas visando proteger os trabalhadores
contra os agravos do trabalho.
Para dar normas e fiscaizat a apica-
80 das medidas propostas foi criada no
Ministero do Trabalho a Divisdo de Higie
ne e Seguranga do Trabalho, Tal divisao
ppassou a abrigar nos sus quadros quase
que exclusivamente médivos.
‘Aescolha de médicos tna uma razao
praca, Na 6poca, meédicos das mais varia
das especiaidades trabahavam em fabi-
‘eas, prncipalmenta as malores, para dar
assisténcia médica aos seus trabalhadores
pelo que era natural que os membros da
nova Divisio fossem predominantemente
médicos.
Na época ~@, infelzmente, até hoje ~
fas oscolas mécicas néo ensinavam aos
seus alunos as relagées entre trabalho ©
oorga, Os acidentes do vabalho, pela sua
bjetvidade, exam estudados 80 0 ponto
de vista médico: quanto as doengas pros:
sionais apenas a siicose, também pola sua
objetvidade, era mencionada nos cursos
medicos. Os médicos que rabalhavam om
fbricas dedcavam-