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ABHO Revista1 Junho2002

ABHO-revista1-junho2002
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REVISTA ABHO a DE HIGIENE ~~ OCUPACIONAL ano |- vol. 1-junho 2002 ABHO REVISTA ABHO DE HIGIENE OCUPACIONAL 0: argos assnedos sto de eaponaabiado ds avers. ‘Reprodugao com auterzngao da ABHO, Produgde: Tale Howana Souza e Siva Hubs Diregae Triénio 2000-2008 Diretora Executive ‘conseo Fis! Presidente ene Ferre de Souza Dusre Saag ‘Antonio Vadim Veta -Osry Ferree de Camargo - Renato Marine Pain Vice presono onde Angelo Cura ‘are olin (CE © fi, Gerson Gomes Fossa (RS), Jandra arias ‘Machado (PE © PS) oss Gama do Crs (E5)-M hargarda TM Lima (OE GO Aire TO)Mara do Fatma eal (AP, Pa A), Marcos Aiton MV [Be Se) Paulo Roe Olvera (PR 9 SC), Steed Pervats (AL) -Solone M. ‘Aaminsrapso \Vco pressono do Formapao e Eur Protesonal Miro Lue Farka \Vce prosdono de Estos e Pesquisas Edvaro Giampaal \ice-prescene ce Relapaes inemactnals Barenco Gooler Vice presdona de Relaces Pubieas Mar lace Sanches Osho ‘Téenico Consolho' Waterae (Ru) CC Lepre Geri Gruenzner- Jose Mance! Osvaldo Gana Soo - Sergio Caecoepo ABHO -Ascoiso Brasora de Hjenistas Ocvpacora's Aamads dos Araes, 857, Planato Pauista CEP 0066-002 Sao Paulo SP FONE FAX (On) 5052 3426, ‘ITE wave [Link] preside seeretaia@[Link]: admsséo, Los, anuidades, rscngdes em eventos, atoraqies cadasas ‘Tevata ®[Link]: revista ca ABHO (arsncios, matéas para pubieaps, sugestoe, te) Editor ae Mensagem da presidente ABHO Informa - Environ @ cotlicado pola AIA Curso’ de. PPRA Manaus, Crs deespeciaizagio on glene Ospecional nai... Maneagem dae Regionale Bibltees ABHO Deas deinfrmsicesangocOutock om pvciade Suporte Técnico -adioeqincae Meroondas-un TLV compix0.—. eeseeeeseaasee Whats up- Wot Tae Centar Thoda ar ‘Teorte prion Aconetrgt daigoreopaconal ni pane encanto Eventos agenda ABHO = 10.07-02 - Prazo para envio de artigos e mensagens para a proxima edigao do ABHO Atualidades = 15.07-02, - Prazo para encaminhamento de trabalhos para serem apresentados na sessao de Temas Livres do IX En- contro 22.09.02 @ 24-09-02 - IX Encontro Brasileiro de Higienis tas Ocupacionais, Hotel Cad'Oro, Sao Paulo, Capital Laboratério e Servicos de Higiene Ocupacional ANALISES + Produtos Quimicos + Ar Atmosterico + Gases Industrials, QUALIDADE DO AR INTERIOR (INDOOR AIR QUALITY) * Dioxido de Carbono ‘+ Material particulado ‘+ Monéxido de Carbone + Formaldeido = Dioxido de Nitrogénio ‘+ Compostos Organicos Volateis (COV) += Compostos Organicos Semi-Volateis, (cos.v) + Oz6nio += Umidade relatva - Temperatura - Velocidade do ar + Fungos, levedos e microorganismos ENVIRON + Produtos cirurgicos e alimenticios. esterlizados com Oxido de Eteno + Contaminantes do solo € lencolfreatico + Residuos industria's - Clessificagao + Aguas Potaveis e Efluentes Industriass + Aguas para fins farmacéuticos HIGIENE OCUPACIONAL, * Vapores Organicos e Inorganicos + Fumos e Poeiras Metalicas - Silica Livre Cristalina - Poeiras Alcalinas - Negro de Fumo - Poeiras Total e Resprravel - Tamanho de Particulas ‘+ Monitores Passivos 3M, SKC & Draege: + Equioamentos de medicéo em campo SERVICOS + Amostragens + Desenvolvimento de metodologia analitica + Assessoria em Higiene Industrial! Mato Ambiente + Cettficacéo de produtos quimicos + Levantamentos de riscos ambientais + Identiicagao de produtos quimicos + Emissées fugtivas ‘Sou departamento de Higiene Ocupacional AGUARDAMOS SUA CONSULTA ATRAVES DO NOSSO PABX: (011) 41253044, FAX: (011) 4125-4820 ou ‘e-mal: environ@[Link] br Utilize nossa web page de servicos em: ‘itp:[Link] rt editorial edicao numero 1 da Revista ABHO de Higiene Ocupacional esta chegando as maos do colega higienista com varios as= suntos interessantes. Para inaugurar 0 espago de divulgagao de eventos, apre- sentamos as programagdes para as pro- ximas conferéncias internacionais, a AINCe © a da IOHA, Na seco What's up, 0 colega Marcos Domin- gos trata do atentado ao World Trade Center, Nova lorque, 11 de setembro de 2001, sob a dtica da higie- ne ocupacional. Jé na segao Teoria e Pratica o cole- ga encontrara a continuagao da histéria da Higiene Ocupacional no Brasil, desta vez em excelente artigo do Dr. Diogo Pupo Nogueira e de nossa colega Maria Margarida T. M. Lima. Nesta edicao ainda tomos a so- a0 Suporte Técnico, que trata sobre Radiofrequén- clas @ Mieroondas, respondemos algumas consul- tas técnicas feitas por associados da ABHO. Atentem para @ chamada para os trabalhos livres do IX En- contro, afinal 6 mais uma importante oportunidade de divulgagao de sua atividade, e para as mensagens das regionais. Para os que usam a internet em computa- dores compartilhados, a segao Dicas de Informatica apresenta uma forma muito facil de manter a privaci dade nesta situagao, Outros assuntos também estao sendo tratados nesta edicéio @ mostram outras ativi- dades dos profissionais da Higiene ocupacional, que acreditam que unindo nossos conhecimentos poder mos desenvolver melhor nossas atividades. ABHO informa ABHO 0 desafio foi lan¢ado com enorme satstagao que escrevo esta mensagem inaugurando a primeira edicao fe da Reviste ABHO de Higiane Ocupacional 2 aceitacao de nosso boletim ABHO Alva: lidades ente 08 profissionais da rea nos encorajou a arriscar vos mals altos e 0 apoto de nossa diretria foi © impulse para o surgimento da revista. Com criatividade, tentaremos levar aos nossos leto- res uma pubicacao que aborde nao s6 assuntos tecnicos, mas também politicos e, até, polbmicos, diretamente relacio- naados com a atlvidade do higienista. Aigumas colunas exis- tontes no boletim ABHO Atualidades continuardo a exit na revista, outas serdo remodeladas para poderem ser mais abrangentes e completas. Convidamos nossosleitores a par- tiiparem da. nossa reviste: escrevendo artigos, sugerindo temas, fazendo perguntas, dando opnides e sugostoes, para que a cada edicao da revista possamos atendor mais @ mals as necessidades dos higinistas. Agradecemos aos patroc adores que depositaram confianga neste empreendimento @ quo acreditam, como nos, que um bom trabalho na area de higiene ocupacional s6 pode ser feito com coragem, perse- veranga e rabalho.© langamento desta revista vem, mals Uma voz, mostrar que a ABHO esta trabathando om prol do de- senvolvimento da higiene ocupacional no Brasil. Temos cer- teza quo esta nova revsta sera uma itl ferramenta no traba- Iho de nossos colegas higienistas. Esperamos aleanat nos- sas metas e contamos com voces para isso Boa leitural ENVIRON E 0 PRIMEIRO LABO- RATORIO BRASILEIRO A SER CER- TIFICADO PELA AIHA A AIHA - American Industrial Hygiene Association mantém um pro- grama de "Acreditagao" de laboratéri: 08 de Higiene Ocupacional. Centenas de laboratérios Norte Americanos e de outros paises ja passaram por este proceso e conseguiram o status de Laboratorio Acreditado pela AIHA. Em tevereiro deste ano, a ENVIRON Cl- ENTIFICA LTDA. recebeu seu cerlifi- ado de credenciamento para servigos 2 Higione industrial atendendo os re- Quisitos da ISO 17025 @ da AIHA, pas- Sando a ser o primeiro laboratorio bra: sileiro a conseguir tal distingao e 0 3° na América Latina. PARABENS aos 1nossos colegas higienistas Clarismun: Go Lepre, Santiago Martinez @ Ricar- do Michel que nao pouparam estorcos. ‘nem investimentos para conseguir tal proeza. ‘A nossa querida ABHO pode tam: bém ser creditada a iniciativa tomada no ano de 1998. Aproveitando a pre- senga do entdo Presidente da AIHA Dr. Jamas Rock @ do entao e atual Dirotor do Progama de Acreditacao daquela Instituigao, Dr. Fred Grunder, 0 Presi dente da ABHO a época, Osny Ferrel: ra de Camargo, langou 0 desatio aos principais laborat6rios brasileiros para que se certificassem através de um programa de acreditagao que tivesse reconhecimento nacional ¢ internaci onal. Apds aquela reuniao, que acon- teceu durante o V Encontro Brasileiro de Higienistas Ocupacionais, foi for- mada uma Comissao Técnica de La~ boratério de Ensaio no INMETRO, cujo objetivo ora criar um sistema nacional de Acreditacao de Laboraterio da area de Higiene Ocupacional, Esta comis- S40 trabalhou por dois anos, porém do conseguiu seu intento. Contudo as discussdes geradas naquele comi- 1é, € 0 apoio dado pela AIHA, acaba- ram sendo um incentivo para que nos- sos colegas da ENVIRON submetes- sem seu laboratério a0 sistema do avaliagao da AIHA e conseguissem a certificagao. Outros laboratérios bra- sileiros participam do programa inter. laboratorial da AIHA conhecido como PAT (Proficiency Analytical Testing) , que é parte do sistema de Acreditacao, © qual ainda inclui auditoria no siste- ma de qualidade do laboratério. A Environ participa de quatro pro- gramas nessa area de proficiéncia analitica, analisando amostras de me- tais, silica livre cristalina, vapores or- ganicos em tubos @ vapores organico ‘em monitores passivos, o que nos di a certeza de que ela esté em continua busca do controle de qualidade das Revista ABHO de Higiene Ocupacional aiid i cae i ili ai ABHO ABHO informa anélises realizadas. ‘A ABHO espera que outros labora- torios sigam este exemplo, pois isso nos dé a garantia de que as nosss amostras teréo resultados contlaveis, que poderdo ser utilizados de forma segura na protecao da saiide dos tra- balhadores brasileiros, CURSO DE PPRA EM MANAUS Realizou-se em Manaus, no perio: do de 01 a 05 de abril de 2002, 0 | Sim. Pésio de Atuagao da CIPA nas Empre- sas do Estado do Amazonas, Este evento teve grande repercus- ‘so no Estado nao somente por ser af © primsiro evento na area do higiene, seguranca e saiide ocupacional, mas, principalmente, pela exceléncia de sua organizagdo. Como decorréncia natu- ral disso, afluiram para la cerca de 500 dinamicos participantes. Sublinhe-se, mais uma vez, que isso s6 foi possivel em virtude do. in- cansavel trabalho da Comisséio Orga- nizadora do evento, que tinha como co- ordenador nosso colega Edson José Aguiar de Carvalho, da Petrobras, e membro da ABHO. Tive a honra de representar a ABHO este grandioso evento, ministrando o curso PPRA - Programa de Prevengao de Riscos Ambientais. O impressionan- te 6 que pudemos contar com 50 parti- cipantes, todos bem preparados © ex- tremamente interessados. Por certo que em uma voz unissona sera dito, com precisdo, que essa saudavel se: mente langada no solo amazénico tra~ +é muitos frutos para a higiene ocupa- cional em solo patrio. Todos aqueles que organizam even- tos sabem 0 quanto ¢ ificil se ter um numero tao significativo de participan- tes em eventos nacionais. Isto demons- tra a qualidade do trabalho oferecido @ ‘© empenho das pessoas envolvidas nessa realizacao. ‘A ABHO quer parabenizar a Coor- denagéo, a Comissao Executiva e to- dos 0s participantes deste tao impor- tante evento. CURSO DE ESPECIALIZAGAO EM HIGIENE OCUPACIONAL DA UNIVER- SIDADE FEDERAL DA BAHIA Mensagem da Presidente da ABHO, lene Ferreira de Souza Duarte Saad, 08 alunos do Vil Curso de Especiali- zagao em Higiene Ocupacional da Uni- versidade Federal da Bahia - 05/09/ 2002 “Prezada Prof Edna Madeira Nogueita. Junho de 2002 Prezados participantes desta sole- nidade de Abertura Oficial do Vil Cur so de Especializacao de Higiene Ocu- pacional da Universidade Federal da Bahia. Estimados alunos Que minhas primeiras palavras se- jam no sentido de manifestar meus in- tensos agradecimentos A Professora Edna pelo gentil convite para partici- par desta solenidade de abertura do ‘Vil Curso de Especializagao de Higio- ne Ocupacional da Universidade Fede- ral da Bahia". Todavia, apresento-Ihes minhas sinceras escusas por estar im- possibilitada de ai estar presente, co- mungando com todos pelos elevados anseios do aprimoramento constante da Higiene Ocupacional em solo patrio, ‘0 que 6 um fato certo om virtude dos nolaveis professores presentes nesse curso e de um corpo discente interes- ‘sado om tdo importante assunto, No entanto, nao poderia deixar de transmitir uma palavra da ABHO neste tao especial momento. Agradeco ao amigo Milton Villa, representante Re- gional da ABHO na Bahia, por estar le- vando esta nossa mensagem. Mergulhando na histéria mitolégica grega, observa-se que no século 1200 A.C., Higéia, filha de Esculdpio, deus da medicina, estava muito prescupa- da com 0 intenso e volumoso trabalho desenvolvido por ele, na cura das do- fongas. Passou ela, entéo, a dedicar todos seus estorgos na medicina pre- ventiva, objetivando, com isso, a dimi- nuigdo da atuacao de seu pai na cura de doengas. E exatamente no nome dela, Higéia, que tem origem 0 nome da higiene ocu: pacional, ciéncia dedicada a prevencao © ao controle dos riscos ambientais nos locais de trabalho. No decorrer dos séculos, muitos perceberam a importancia da preven- ‘980 dos riscos para evitar o apareci- mento de doencas. Mas em 1910, nos Estados Unidos, uma mulher, Alice Hamilton, foi além do reconhecimento das doengas ¢ iniciou de forma siste- matica a avallacdo e controle dos agentes causadores da doenga, Podo- se afirmar, com precisao, que nesse trabalho sistematico, realizado sob os critérios do conhecimento cientitico, teve origem a atual_ higiene ocupacio- nal, tal como a estudamos @ a pratica- Coloco em destaque esses fatos his- toricos para a reflexao de vocés, 0 que permit, por certo, visualizarem a im- portancia do estudo que ora iniciam na efetiva preservagao da vida e a integri- dade fisica de um Ser Humano. Apesar da higiene ocupacional ter saido dos dominios empiricos do co- nhecimento ha quase 100 anos, quan- do seu conhecimento foi sistematiza~ do, observa-se quo o Brasil, apesar de incluir a higiene em sua legisiagao hd muito tempo, passou, somente, na Ultima década a ter a preocupacao de realizagao de cursos de especializa- ‘Gao em Higiene Ocupacional de lon- ga duragdo. E mesmo assim, de for- ma timida em nosso vasto territorio. Ciosa de suas tradigoes histéricas, @ Bahia ¢ 0 estado brasileiro com a visdo correta acerca desta nova cién- cia, pois tom realizado este curso de Higiene Ocupacional de forma cont ‘nua, ano apés ano, Tenho a inabalavel certeza de que este aplaudido e reconhecido estor- 0, desenvolvido pela Universidade Federal da Bahia, sob os cuidados in- cansaveis da Protessora Edna, ira guindar este estado a condigao do Principal formador de higienistas ocu- Paclonais em nosso pais. Volvendo os olhos para um passa- do recente, constata-se que eram au- todidatas aquelas pessoas especiais que pretendiam se dedicar a higiene ocupacional. E certo que algumas de- las tiveram o privilégio de realizarem cursos de especializacao em centros de estudos no exterior, ¢ isso, geral- mente, na condicao de bolsistas. Apés isso, e com o incremento de nossas atividades industriais © de ser vigos, se verificou a necessidade de aprimorar o conhecimento dos profis. sionais que estavam atvando na area, @ deu-se inicio aos cursos de aper. feigoamento profissional, tanto na esfera privada, como na prépria Fun- dacentro. Este cursos eram voltados para assuntos especificos, com car- gas hordrias variando, geralmente de 8 a 40 horas, Vooas estao tendo a possibilida- de impar de fazer um curso de es- pecializacao, de longa duragao, ¢ que abrange todas as disciplinas da higiene. Ao término deste curso vo- 8s terdo uma ampla visao da higie- ne ocupacional. Mas lembrem-se. ‘como em qualquer ciéncia, o conhe. cimento precisa continuar a ser ali mentado. A ciéncia tem uma evolu- 80 constante, e se nao buscarmos a atualizacdo © 0 aprofundamento dos nossos conhecimentos, nao conseguiremos exercer da melhor forma a nossa profissao, A Higiene Ocupacional 6 uma profissao apaixonante, pois, quan- do bem exercida, evita que os traba- Ihadores sejam langados as doengas em decorréncia da exposicdo a agentes nocivos a sua sade. Ela é extremamente gratificanto, pois cada aco nossa repercute no desenvolvi: mento da sade e do bem estar de muitas pessoas No Brasil, Infelizmente, ela ainda 1ndo é uma profissao regulamentada por uma lei. A ABHO tem envidado esfor- {G0s para que haja a sensibilizagao do Poder Executivo e Legislative federais. para que haja a edicao da lei propria disciplinadora da profissao de Higienis- tas Ocupacionais, Esse 6 um dos ob- Jetivos da ABHO. Tomar a Higiene Ocupacional uma profissao regula mentada por Ie ‘A par desse relevante objetivo, a ABHO tem a missdo de proceder a cerliicagao dos higienistas. Trata-se do um desatio que exige um esforgo hercileo, mas que esta bem proximo de se concretizar. Com essa certifica- (40, sero separados os higienistas por exceléncla daqueles que nko possu: ‘om as qualificagdes necessérias para o desenvolvimento de nossa profissao. Felizmente, cada vez mais as om- presas se conscientizam da necessida- de da contratagéo de profissionais competentes, tanto para seus quadros, internos, como para consultoria, inde- Pendentemente de uma obrigagao le- gal, mas sim para realmente solucio. nar seus problemas, controlando os ris cos ambientais e evitando 0 apareci- mento de doengas ocupacionais em ‘seus trabalhadores. ‘A ABHO, Associagao Brasileira de Higienistas Ocupacionais, cria- da em 1994, conta com cerca de 700 membros. S6 para voces terem uma idéia do futuro de nossa profissao, a American Industrial Hygiene Asso- lation - AIHA, associagao equiva- lente a nossa nos Estados Unidos, criada em 1999, conta com mais de 12.000 membros. E a ACGIH, criada em 1938, que 6 uma associagao vol- tada para os higienistas governa. mentais, possui mais de 5.000 mem- bros. Esse @ 0 espago que temos para ocupar no Brasil. Dasejo a todos vocds que tiem o maior proveito do curso que ora thes esté sendo oferecido, esperando que ‘em breve venham se juntar & ABHO, na defesa e no desenvolvimento de nossa profissdo, ‘AABHO permanece a disposi¢ao de todos vocés.” araa Associagdo, as re- presantagoes regionals Bigniticam crescimento. A Higiona, significam desenvolvimento o ae regides proporcionam possibilidades de projetos desenvolv- dos polos representantes em conjunto com instituigées © Higienistas locals, Contate 0 representante de sua regio. REPRESENTAGAO REGIONAL OF © Centro Regional da FUNDACENTRO ‘no Distrto Federal estara organizado quatro cursos na area de Higiene Ocupacional e {que deverdo ocorrer nas cidades de Goid- biblioteca ABHO 1. PUBLICACOES DISPONIVEIS PARA CONSULTA NA ABHO Existe na sede da ABHO uma série de publicagdes que podem ser dtels aos associados. Apresontamos, a seguir, uma primeira listagem dos materiais disponi- veis para consuita = Documentagao dos TLV's e BEI's Volume Vi (em inglés) Neste livro da ACGIH podem ser en- contradas as informagdes e estudos que levaram aquela insttuigdo a adotar os I- mites apresentados em seu outro livro TLVs o BEIS (esto ultimo 6 traduzido pela ‘ABHO) Livros doados pela AIHA (todos em inglés) Engineering Reference Manual (Fredric N. Bolton, PE, CIH, and David L. Jonson, Ph. D., PE, CIM) | A Strategy for Assessing and ‘Managing Occupational Exposures (ohn R. Mulhausen , Ph.D., CIH, and Joseph Damiano, MS, CIM, CSP) = AIHA’s Tools for Industrial Hygi- ene - 2001 Products and Services Ca- talog RISK - Assessment Principles - Forthe Industrial Hygienist (M.A Jayjo- ck LR. Lynch = D.1. Nelson ) Report of Microbial Growth Task Force (May 2001) = Rospiratory Protection - A Ma- nual and Guide Industrial Hygiene Performance Metrics = Responding to Community Ou- trage: Strategies for Effective Risk Communication (Peter M. Sandman, Ph.D.) A Journal for the Science of Oc- cupational and Environmental Health ria/GO e CulabaMT, sendo dois sobre "Pro- cedimentos Técnicos para Avaliagéo da Exposigio Ocupacional ao Ruido", atia- \vés do Posquisadore Fisico Eduardo Giam- aol, e dois sobre "Lixo Domiciliar: Uma ‘abordagem Ambiental, Ocupacional e So- ‘lal’, com a Pesquisadora e Quimica Maria Gricia Grossi Através desse Centro estard sendo também iniciado 0 "I Ciclo de Atualiza- ‘go em Higiene Ocupacional de Brasi- lia*, com palestras sobre os tomais atuais dda Higiene do Trabalho. Maiores informa- {¢62s no telefone (61) 226-5910, com a nossa representante Maria Margarida T. M. Lima, and Safety September/Octover 2001 - Vol. 62, No. 5. Nosh: | Asphalt Fume Exposures Du- ring the Manufacture of Asphalt Roo- fing Products | Fatal Injuries to Civilian Workers in the United States, 1980-1995: Natio- nal Profile Fatal Unintentional Farm Injuri- ‘es Among Persons Less Than 20 Ye- ars of Age in the United States: Geo- ‘graphic Profiles REVISTA PROTEGAO A ABHO tem recebido, como cortesia, todos os exemplares da Revista Protegao. 2. FITAS DE VIDEO FUNDACEN- ‘TRO Estéo disponiveis na sede da ABHO, fitas de video que podem ser utiizadas por todos os nossos membros. Para tan- to, basta fazer a reserva da fita através do e-mail da secretaria da ABHO (secretaria@[Link]) . A retirada deverd ser foita na sede da associagao. (s s6cios que preferirem receber as fitas or sedex deverdo efetuar a reserva © 0 pagamento da taxa de envio. Cada fita poderd ficar por até una semana com 0 associado, Videos 1 Revista do Trabalhador (Seguran- [Link] Caldeiras) '™ Revista do Trabalhador (Conjunto Convencional para Calor) = Revista do Trabalhador (Vasos de Press) Revista ABHO de Higiene Ocupacional ABHO dicas de informatica Utilizando o Outlook Express com privacidade ‘demos afirmar, com toda certeza, que o com- utador e a Internet jé se tomnaram recursos PP Bester inners na as ce at Usuarios, Mas, as novas tecnologias esta lon- ge de serem simples para os usuarios menos oxperientes. Assim sendo, a coluna "Dicas do Informatica’ servird como mais uma ferramen- ta para faciltar 0 uso do computador na execucao e acompa- nhamento de nossos trabalhos de higiene ocupacional. Um dos grandes problemas enfrentados por quem usa um computador que é compartlhado com outras pessoas (colegas de trabalho, filhos, maridos/mulheres) @ a falta do privacidade ‘no programa de e-mail. Porém, se vocé 6 usudrio do Outlook Express 5, existe uma forma simples de criar um perfil para cada pessoa que utiliza a caixa postal Seguindo nosso passo a passo vocé pode criar varias iden- tidades, uma para cada usuario: 1- Abra 0 Outlook Express @ clique em Arquivo, depois eli- que em Identidades e em Adicionar nova identidade; ae 2: Digite 0 nome do usuario desta nova identidade (no & 3 ge = = = C2 et t ae 4 ate Junho de 2002 precisa colocar 0 nome completo, pode ser um apelido) ¢, se ‘uiser privacidade total, clique em Pedir uma senha ao iniciar, neste caso serd necessério digitar uma senha e contirmé-la; - Depois disso a Janela da senha fechard e voce deve con- tinuar 0 procosso clicando om OK. Entdo 0 Outlook Express erguntara se vocé deseja alternar para esta nova identidade, Clique Sim e aguarde o fechamento do Outlook e a abertura de uma janela "Assistente para conexao com a Internet’; Sele Hwee] melo 7 4- Nessa etapa, voce ira configurar a sua conta de e- mail, para isso clique em "Criar uma nova conta de correlo da Internet” e siga as etapas, digitando seu nome (como quer ‘que apareca nos e-mails) o clicando em avangar, depois di- itando seu e-mail e clicando em avancar, digite os nomes dos servidores de mensagens recebidas (POPS, IMAP ou. http) e enviadas (SMTP) (caso nao saiba isso, entre em con- tato com seu provedor). A ultima etapa 6 a do logon, onde voce deve colocar 0 seu nome de usuario (aquele que voce Usa para conectar-se ao provedor) e a sua senha de acesso 20 provedor (se vocé nao quiser colocar a senha, desmar- ‘que a opeao "Lembrar senha", porém optando por isso, cada vez que for checar sua caixe de mensagens, a senha tera que ser digitada); 5: Ao clicar "“Concluir” pode aparecer uma mensagem avisando-o da existéncia de um programa de correio pre- viamente instalado e dando a opgao de importar as men- sagens e 0 catélogo de enderegos para 0 Outlook, caso isso ocorra vocé pode optar ou nao (essa operagao pode ser feita em outra ocasiéo também); 6- Pronto, asta criada sua nova identidade. Faga isso para cada um dos usuarios e cada vez que for usar seu e-mail, a0 abrir 0 Oultook, clique em Arquivo, Alternar Identidade e escolha a sua identidade. Se a sua identi- dade for a padrao, e tiver senha, cada vez que abrir 0 Outlook Express eparecera um quadro com as opgdes de identidade disponiveis, selecione a sua e digite a sua senha. AMBIENTEC PRATICANDO A ESSENCIA DA HIGIENE OCUPACIONAL HA MAIS DE 10 ANOS. rau el Ole MeO WU el ce Peele Ree ee noe} Eo Ce CNet cer Na verdade, parcerias estabelecidas com base em qualidade, confianga e muita Eeleelreste-tom Oe en eck er es te Meet oe eM Res CUE B Oat Ceo Hy eeu tee Recerca Cee eR cee Met Ne eee ee cH Misia Ric TTR oc renee nog Telecipa: o primeiro curso de Cipa em ieee oe rey Auditoria Legal: Auditoria completa do que é mais importante em todas as Nr’s; PROC ete at Oe Lor earl ER BUI tec} especifico para seus laudos; Va CRE ere meee RRs Mc) eR Mee nese em todo o Brasil. Pelle (ey feseworscl em apoio a ABHO Pa eaeeaenol Ambiente Ambientec Consultoria de Seguranca e Higiene do Trabalho S/C Ltda. Fone (47) 422-1781 Rua Abdon Batista, n° 121 conj. 1002 Centro CEP: 9201.010, Joinville-SC e-mail: [Link]@[Link] ABHO suporte técnico Radiofrequiéncia e Microondas - um TLV complexo Mario Luiz Fantazzini, Vice-presidente de Educacao e Formacao Profissional da ABHO nalisando-se a ultima edigao dos TLVs da ACGIH (tradugao da ABHO), nota-se que a questo da pro- tecdo ocupacional nesta area est mais completa, por isso mais complexa. As providéncias sao de- endentes da frequéncia da radiacao. Acima dos 300 MHz (microondas), basta avaliar o campo elé- & trico, © que dard uma idéia correta da densidade de poténcia da exposigdo. Abaixo dos 300MHz, jd se toma necessaio medio cam- po magnético, e ambos os campos devem obedecer os critérios dos TLVs. Abaixo ainda dos 100 MHz, porém, ha raquisitos adicio- nais : se 0 campo olétrico exceder certos valores-guia (porcenta- gens dos TLVs), deve-se medir as correntes induzidas e de contato CONSULTA: Jodo Batista Avelino Filho - ABHO 0320 "Sou sécio da ABHO 0 estou diante do tema: fornecer lel te para funciondrios expostos a riscos quimicos: protegdo ou fantasia 7” RESPOSTA: ‘ABHO ;gio Colacioppo, Conselheiro Técnico da Nao tenho & mao referéncia bibliogrética a respeito, aids, pou- 0 tem sido escrito sobre oste assunto, inclusive por merecer pou- ca atengao da comunidad cientitica Posso enumerar alguns fatos: O leite nao atua como antidoto de qualquer intoxicagéo. No tenho nenhuma razao técnica ou cientifica que justifique 0 forneci- ‘mento de leite com a finalidade de se antagonizar uma ago dano- 8a sobre 0 organismo humano, provocada por alguma substancia quimica presente no local de trabalho. (© mecanismo de agao de uma substancia quimica 6 extre- mamente especitico, a nivel celular © molecular, ¢ rarissimas substancias foram descobertas até hoje que possuem esta agao antagénica de bloquear um efeito. Assim geralmente o tratamento de uma intoxicagao se faz pelos sinais e sintomas presentes. novos membros causadas pelo campo. Neste iltimo caso, todos 0s TLVs de~ \verao ser atendidos (ambos os campos, correntes induzidas € de contato) para se considerar 0 TLV "global" atendido. ‘Além do mais, as avallacdes exigem o conhecimento de va- lores médios espaciais dos campos sobre uma sogdo rota do corpo humano, e de sua média ponderada dentro de 0,1 hh (6 min). Nao é pouco, além de necessitar instrumentagao ‘especial e especifica. Dada a recente invasdo eletromag- nética de antenas repetidoras de celulares, em locais os mais variados, tem aumentado a preocupacao ocupacional © meio-ambiental sobre os campos de radiofrequéncia © mi- croondas, comum fornecer lite pare bombeiros ou pessoas expos- tas a fumaca em um inc&ndio. Isto nao tem nenhum embasa- ‘mento cientifco. O leite ndo faz nada. O problema destas pes- ssoas 6 0 pulmo, que esta initado ou até masmo queimada. O leite por via digestiva pode até complicar 0 quadto. Em caso de ingestao acidental de pesticidas, metais ou outras substéncias, a administracao de leite $6 aumenta 0 risco de absorgtio, potencializando o efeito, sendo, portanto ‘contra indicado. A unica alternativa em que 0 leite pode ser usado om ‘caso de ingestéo acidental de alguma substéncia e NO PRON- ‘TO SOCORRO. Se administra lete © EM SEGUIDA SE FAZ LAVAGEM GASTRICA. Mas isto 6 procedimento de pronto so- coro @ ndo nos cabe. Alias existem outras substancias usadas no lugar do lete para esta finalidade. Finalmente existe a pressio dos trabalhadores que exigem © leite, algumas vezes até por acordo sindical. Em principio 1ndo sou contra desde que se enquadre oleite como alimento @ fonecido com toda higlene, no restaurante. Isto s6 pode me ‘horar a nutrigdo e o moral dos trabalhadores por terem conse- {Guido algo. Por este lado ¢ bom. Espero que estas informardes sejam suficientes, caso con- ttério, por gentileza, entre novamente em contato. Boas vindas aos novos membros Damos as boas vindas aos 30 novos membros da ABHO. A uniao de todos aqueles que exercem a higiene ocupacional em nosso pais € que fard com essa ciéncia e a nossa profissao se desenvolvam. Contamos com a participacao de todos nas atividades da associacao. $ sunho ae 2002 ‘Ae MARIA ALMEIOR DUBATE PATTARO ‘SEenex euoncse or PROTEAO AMBIENTAL tenuao vous nS fede ox ana Forrin santos Oe aRITO FLA what's up ABHO World Trade Center: THE DAY AFTER Marcos Domingos da Silva, Membro fundador da ABHO e Presidente do Sub comité das Lito j& se falou sobre a tragédia de 11 de Setembro de 2001 e mais ainda esta por vi M em decorréncia desse mais cruel, ousado e Ineligente ou maquiavélico ataque terrons- ta da histéria, Para mim o terror é injustii- cével e trata-se de uma aco covarde, pois atinge cidadaos desavisados, no exercicio pacifico de suas atividades rotineiras. E dal? O que isso tem a ver com higlene ocupactonat? Muito, basta olhar no website da OSHA e da EPA para ver 0 esforgo despendido por essas agéncias no monitoramento {dos contaminantes emiidos no desabamento das torres © no processo de retrada dos escombros. Mais de 5091 medi- (0, Incluindo agentes fisicos e quimicos, foram fetas pela OSHA na rea do desabamento, conforme resumo adiante: Ny peers eee ee cy acc Silica (Resp.) Ro eed on 131 103 cr cr Cote cd co Américas no Comité Internacional da AIHA ‘causaram fatalidades. Cerca de 113.500 mascaras foram disti- buidas aos policiais, bombeiros e demais trabalhadores envol- vidos no trabalho de resgate. Boa parte desse equipamento fol doada pela 3M, MSA e outros fabricantes. Mesmo assim, um numero expressivo de bombeiros néo quis utilizar protetores res- piratérios e muitos desses novos herdis nacionais americanos ja iniciaram processos contra a Cidade de Nova York. Tecnicamente, a higiene ocupacional possui poucas ferra~ ‘mentas para situagbes catastroficas como essa do WTC. Nos- ‘sa metodologia de trabalho visa basicamente a exposigio cré- nica dos riscos ambientais. Mesmo 0 que temos para exposicao ‘aguda acaba por recomendar 0 afastamento imediato dos tra- balhadores do local de trabalho. Imaginemos entao um repre~ sentante da OSHA chegando na area dos escombros @ dizendo para todos se retirarem até que as concentragdes do contami- Pez ee Lem Peery et Cee eee ea Cee oe decorrentes da queima de pilhas de borracha 161 rr) Acidos Inorganicos ns Cee) Por Aproximadamente 40 agentes diferentes foram monito- rados, sendo que entre os compostos organicos foram ana~ lisadas varias substéncias quimicas como benzeno, acetal- deido, formaldeido, isocianatos, etc. Da mesma forma, en- {re 08 Acidos inorganicos foram avaliados Acido sulfirico, {ostorico @ hidrocloridrico. ‘AEPA- Environmental Protection Agency tern também fei- to diariamente um vasto trabalho de monitoramento ambien- tal, om tormos do exposieao da comunidade, coletando igual- mente milhares de amostras de particulados (PM 2.5 @ PM 10), chumbo, asbestos, 4gua potavel, benzeno, cromo etc. Calcula-se que mais de 6000 trabalhadores estavam en- volvidos diretamente nas operagdes de resgate, retirada dos ‘escombros, policiamento, assisténcia medica, etc. A OSHA sozinha recrutou mais de 800 especialistas ern seguranga e meio ambiente, entre os quais uma equipe da Colorado Sta- te University. Del Sandfort, um dos meus professores e lider desse grupo, relatou em um semindrio para os colegas alunos do Environmental Health Department que tinha vivi- do @ maior experiéncia profissional de sua carreira. Além das dificuldades técnicas normais de avaliagao ambiental, tiveram ainda de suportar uma pesada carga emocional, con- vivendo com trabalhadores inconsoléveis, revoltados © es- tressados, Lee Smith, outro membro dessa equipe, me dis- ‘Se que 0 cenario era pior do que ele tinha visto no Vietna. O ambiente era cadtico, sem o menor controle de maqui ‘nas, equipamentos, movimentagao de pessoal, etc. Nas pri- moiras semanas foram registradas 40 ocorréncias de "qua- se-acidentes". Vigas que despencaram e, por milagre, ndo cert Se tas Ce Oe ea Cee eC CRD nantes ficassem abaixo dos PEL's, TLV's, LT's etc. Depois dessa,..56 as montaniias do Aleganistio salvariam esse inivi- {uo do um linchamanto public. Do ponto de vista prevencionista, as milhares de amostras coletadas pouco signiticam. Eniéo, a OSHA jogou alguns milha- 88 do délares no lxo? Difcl responder na medida que outros frutos podem ser colhidos do trabalho feito, tis como: 1) orien- tou os trabalhadores no uso dos equipamentos de protegao in- dividual; 2) marcou presenga como agéncia govemamental em lum momento eritico da sociedade americana; 8) mostrou efi éncia divulganco rapidamente os resuitados Gas amostras atre~ ‘és da internet. 4) mesmo sendo dificil qualquer projegéo dos resultados para fins de riscos ocupacionais, os numeros obti- dos server, pelo mencs, como uma referéncia técnica (uma mapa ambiental) para situagSes semelhantes @ eventuais efe- to a satide que ocorrerem no futuro. Pensemos, agora, um pouco sobre uma ocorréncia dessa no Brasil. Felizmente nossas torres no passam de 50 anda- res, mas guardadas as devidas proporedes, seria uma catas- trofe 6 tanto. No seria? Nossos bombeiros estao preparados para atender uma situagio dessa? E as nossas OSHAs? Quan- tas e quais amostras poderiamos coletar de imediato? Temos protetores respiratérios para todos os trabalhadores recruta- ‘dos? Quem estaria na coordenagao das operagées de resga- 19? Saberos planejar uma operacao dessa envergadura? Qual ‘seria 0 papel da ABHO? Alguém poderia dizer que o Brasil 6 um pais pacifico e portanto n pouca chance de ocorer um ataque terrorista. Talvez ndo por um extremista mulgumano, mas ja tivemos nossas tragédias. Vocé ainda se lembra do Revista ABHO de Higiene Ocupacional [OSHA NEWS PHOTO. desate com 0 Cb 137 om oii, coro on 887, minus am ects de Upstate ne Sema? Agora rae cues ea at onan c nats aire neces torleasuinan seco anon oree wee gnoes toe scsenaan ef canea Maceo ee ton ante fol ubiace to Conic Sones nod 6 Beesna de S01 cee elma soca vam a STIR Ato kaeios ori Fal J roots, lm até o final do ano [2001] assinaremos um documento que. va on aptichice gus meal edocs de Gotan ‘entendiam nada, tinham que acreditar’ Mario Rodrigues, osu Pe urdombnhe coum fomom tes como coon: nares cto Cusndonson umepiee ashe ee ist vente homer indcarao locaPoa eve Bie Sol lepaaces chan conasua can oe scot Con olucione: montis do Urbenzato'ce Gens) compre ot aro deioge lens, quando 1 essa materia na te? gue vost ache POLOSAUDE ee Rar or) ‘em Satide Ocupacional Sree onic) tor ee Ce) co eRe Cy PSE Melt tela nae ay aoe AUR TERE ‘emai polosauded@tera com be A410 Junho de 2002 teoria e pratica ABHO A constru¢ao da Historia da Higiene Ocupacional no Brasil - Parte I Maria Margarida T. M. Lima, Representante Regional da ABHO no Distrito Federal ‘Nossa historia continua @ dela faz parte a formagao do profissional de higi- fene do trabalho. Fomos buscar junto a0 Linico Doutor em Higiene do Trabalho pés- radvado no Brasil essa parte da hist- ria. Ninguém melhor do que ele para nos escrever sobre ola, porque dela partic: pou, sendo formado na disciplina em épo- ‘ca que 0 conceito era outro, mas jd pre- valecia 0 entendimento de que era neces- ‘ério formar especiaistas para desenvol- O ENSINO DA lo Decroto-Lei n® 6.452, de 1 de maio de 1943, fo P baixada a Consolidagao as Leis do Trabalho, onde seu Capitulo V foi dedioa- do a protegao da sate dos trabalhadores. Esse Capitulo aborda- va aspectos relacionados & salide dos ta balhadores, abrangendo uma série de me- didas visando proteger os trabalhadores contra os agravos do trabalho. Para dar normas e fiscaizat a apica- 80 das medidas propostas foi criada no Ministero do Trabalho a Divisdo de Higie ne e Seguranga do Trabalho, Tal divisao ppassou a abrigar nos sus quadros quase que exclusivamente médivos. ‘Aescolha de médicos tna uma razao praca, Na 6poca, meédicos das mais varia das especiaidades trabahavam em fabi- ‘eas, prncipalmenta as malores, para dar assisténcia médica aos seus trabalhadores pelo que era natural que os membros da nova Divisio fossem predominantemente médicos. Na época ~@, infelzmente, até hoje ~ fas oscolas mécicas néo ensinavam aos seus alunos as relagées entre trabalho © oorga, Os acidentes do vabalho, pela sua bjetvidade, exam estudados 80 0 ponto de vista médico: quanto as doengas pros: sionais apenas a siicose, também pola sua objetvidade, era mencionada nos cursos medicos. Os médicos que rabalhavam om fbricas dedcavam-

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