Faculdade Quirinópolis
Recredenciada pela Portaria MEC n° 1.283, de 5 de outubro de 2017
Centro de Ensino Superior do Sudoeste Goiano Ltda
Bacharelado em Enfermagem
Autorizado pela Portaria SERES/MEC n° 821, de 30 de dezembro de 2014
FACULDADE QUIRINÓPOLIS
AREANNY ANDRADE OLIVEIRA, FLÁVIA SILVA MENEZES, JOSÉ RICARDO
DA COSTA VIEIRA, KAREN KELY ARAUJO SOUZA, LAIS PAULA DE
OLIVEIRA, MARIA EDUARDA DE JESUS DOS SANTOS, MARIANY FRANCO
FREITAS, MILLENA CRISTINA SILVA, STEFANY EVANGELISTA
GONÇALVES
TECIDO ÓSSEO
QUIRINÓPOLIS
2022
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AREANNY ANDRADE OLIVEIRA, FLÁVIA SILVA MENEZES, JOSÉ RICARDO
DA COSTA VIEIRA, KAREN KELY ARAUJO SOUZA, LAIS PAULA DE
OLIVEIRA, MARIA EDUARDA DE JESUS DOS SANTOS, MARIANY FRANCO
FREITAS, MILLENA CRISTINA SILVA, STEFANY EVANGELISTA
GONÇALVES
TECIDO ÓSSEO
Trabalho apresentado ao curso de
bacharel em Enfermagem na matéria
de Histologia e Embriologia ministrada
por Daiane Ribeiro na Faculdade
Quirinópolis.
QUIRINÓPOLIS
2022
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SUMÁRIO
I. FUNÇÃO E CONSTITUINTES ................................................................ 4
II. CÉLULAS DO TECIDO ÓSSEO ............................................................. 4
III. CLASSIFICAÇÃO DO TECIDO ÓSSEO ................................................. 6
IV. HISTOGENESE DO TECIDO ÓSSEO ................................................... 7
V. REPARO DE FRATURA ......................................................................... 8
VI. PAPEL METABÓLICO ........................................................................... 8
VII. REFERÊNCIAS ...................................................................................... 9
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I. FUNÇÃO E CONSTITUINTES
O tecido ósseo é um tipo de tecido conjuntivo que é o principal
componente de nossos ossos esqueléticos. Portanto, além de
proteger os órgãos e o movimento, esse tecido também está
envolvido na sustentação do corpo. Contém e protege a medula
óssea; considerado um depósito de cálcio, fosfato e outros íons;
componente principal do osso; protege órgãos vitais; sistema de
alavanca do músculo esquelético; suporte de tecidos moles que
absorve toxinas e metais pesados, reduzindo os danos a outros
órgãos. O tecido ósseo é um tipo especial de tecido conjuntivo
composto por células e material extracelular calcificado (matriz
óssea). A matriz contém 50% de fração orgânica e 50% de material
mineral. Na parte orgânica há presença de glicosaminoglicanos e
proteoglicanos semelhantes aos da cartilagem, há presença de 95%
de colágeno tipo I e glicoproteínas adesivas (ex. osteonectina que faz
ligação ao colágeno e aos proteoglicanos)
Já na parte inorgânica, os íons mais presentes são o fosfato e o
cálcio que formam cristais de hidroxipatita. Os íons de superfície
neste cristal são hidratados, então há uma camada de água em torno
da qual alguns dos íons são dissolvidos, e quando o cálcio é
necessário, a substância nesta camada é empacotada ao redor do
primeiro cristal. Só mais tarde os osteoblastos dissolvem os cristais.
II. CÉLULAS DO TECIDO ÓSSEO
O tecido ósseo é composto por três tipos básicos de células:
osteócitos, osteoblastos e osteoclastos. Os osteócitos estão
localizados em cavidades ou espaços dentro da matriz óssea. A
partir dessas lacunas, formam-se túbulos nos quais os osteócitos se
estendem para dentro para fazer contato através de junções
comunicantes, e poucas moléculas e íons podem passar de um
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osteócito para outro. Os osteócitos desempenham um papel
fundamental na manutenção da integridade da matriz óssea. Os
osteoblastos são células jovens, metabolicamente ativas,
responsáveis pela produção da parte orgânica da matriz óssea,
composta por colágeno tipo I, glicoproteínas e proteoglicanos. Eles
também concentram fosfato de cálcio, que está envolvido na
mineralização da matriz. Eles são de forma cúbica ou cilíndrica e
estão localizados na superfície do osso periosteal (o osso de
revestimento da membrana). Eles sofrem regeneração óssea após
fraturas. Os osteoblastos também estão presentes no endósteo (o
canal medular da diáfise e a membrana do tecido conjuntivo dentro
das cavidades menores dos ossos esponjosos e compactos).
Durante os períodos de alta atividade sintética, os osteoblastos se
destacam por sua alta basofilicidade (afinidade por corantes
básicos). Possuem um sistema de comunicação intercelular
semelhante ao que existe entre as células ósseas. Os osteócitos
originam-se até mesmo dos osteoblastos quando estão
completamente circundados pela matriz óssea. Então sua síntese de
proteínas diminui e seu citoplasma se torna menos basofílico. Os
osteoclastos são células muito grandes formadas pela fusão de
várias células do sistema fagocitário mononuclear, originárias de
células da medula óssea que por sua vez dão origem a monócitos e
macrófagos (várias células se fundem e dão origem aos
osteoclastos). Eles estão envolvidos no processo de reabsorção e
remodelação do tecido ósseo. Eles estão envolvidos no processo de
reabsorção e remodelação do tecido ósseo. Em osteoclastos jovens,
o citoplasma mostra uma leve basofilicidade que diminui
gradualmente à medida que a célula amadurece, até que o
citoplasma eventualmente se torne eosinofílico (com afinidade por
corantes ácidos). Os osteoclastos se expandem e, por meio de sua
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ação enzimática, escavam a matriz óssea, formando uma depressão
chamada de Howship's.
III. CLASSIFICAÇÃO DO TECIDO ÓSSEO
O tecido ósseo pode ser classificado em macroscópica e
microscópica. Dentro da classificação macroscópica, temos osso
compacto e esponjoso (fig. 1). Iniciando pelo osso compacto, não
apresenta cavidades visíveis e está localizado nas regiões mais
periféricas dos ossos longos, irregulares e chatos. Já o osso
esponjoso apresenta inúmeras cavidades comunicantes e está
localizado na extremidade de ossos longos e nas regiões mais
centrais de ossos irregulares e chatos. Nas regiões cilíndricas de
ossos longos (diáfise), os ossos esponjosos delimitam uma região
mais profunda, o canal medular, onde também se encontra a medula
óssea.
Figura 1. Classificação macroscópica
A classificação microscópica, encontramos tecido ósseo primário,
imaturo ou não lamenar e tecido ósseo secundário, maduro ou
lamelar (fig. 2). O tecido ósseo primário tem esse nome porque
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aparece pela primeira vez após o desenvolvimento embrionário e a
recuperação de uma fratura, sendo então substituído por osso
secundário. Possui fibras de colágeno dispostas irregularmente, mais
células ósseas e menos minerais do que o tecido secundário. O
tecido ósseo secundário é caracterizado pela presença de fibras
dispostas em tecido lamelar paralelo ou concêntrico ao redor do
canal radicular, formando um sistema de Havers.
Figura 2. Classificação microscópica
IV. HISTOGENESE DO TECIDO ÓSSEO
A histogênese nada mais é que a formação de um tecido, que
também pode ser denominado como osteogênese ou ossificação.
Dentro desse processo, há dois modos: ossificação intramembranosa
e ossificação endocondral.
Na ossificação intramembranosa, como o próprio nome já fala,
ocorre no interior do tecido mesenquimal (tecido conjuntivo
embrionário). Lá possui muitas células-fonte, podendo originar os
vários tipos de tecido conjuntivo (cartilagem, osso, tecido adiposo,
etc., assim como células de vasos sanguíneos. Em muitas partes do
corpo, esse estroma é organizado em uma camada ou membrana.
Um tipo de ossificação chamada ossificação membranosa pode
ocorrer em qualquer uma dessas camadas. Este tipo de ossificação
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resulta principalmente em ossos chatos. Por exemplo, eles são
responsáveis pela formação de ossos chatos no crânio. O modelo de
cartilagem sofrerá ossificação endocondral. Durante a vida do feto, o
esqueleto cartilaginoso é inicialmente formado. A parte cartilaginosa
desse esqueleto cartilaginoso serve de modelo para a formação dos
tecidos esqueléticos. O tecido ósseo é depositado na matriz
cartilaginosa. Após a conclusão do processo de osteocondrose, o
esqueleto da cartilagem desaparece gradualmente e é substituído
por um esqueleto. Esta forma de ossificação produz ossos longos e
alguns outros tipos de ossos, como vértebras.
V. REPARO DE FRATURA
No local da fratura, ocorre sangramento devido a danos
vasculares, destruição da matriz e morte das células ósseas. Para
que o reparo comece, os macrófagos devem remover o coágulo. O
periósteo (localizado fora do osso) e o endotélio (localizado dentro da
cavidade óssea) proliferam e formam o osso primário, e o tecido
imaturo resulta da ossificação membranosa e da ossificação
endocondral. O osso primário então forma o calo ósseo, que pode ou
não ser substituído por cartilagem hialina, depois osso secundário, e
todo o resto é absorvido de volta ao osso em sua forma usual.
VI. PAPEL METABÓLICO
Os ossos são um depósito de cálcio e os níveis devem estar em um
limiar razoavelmente constante para que o cálcio seja depositado ou
absorvido conforme necessário. Quando o osso é carregado faz com
que ele seja reabsorvido e quando é esticado faz com que ele se
deposite (um exemplo de aparelhos dentários). As reservas de cálcio
também são afetadas por fatores hormonais (hormônio da
paratireoide e calcitonina). O hormônio da paratireóide aumenta a
reabsorção óssea e a excreção de fosfato nos rins, aumentando
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assim os níveis séricos de cálcio e diminuindo os níveis de fosfato. A
calcitonina inibe a absorção da matriz. O hiperparatireoidismo causa
excesso de paratormônio e deficiência de cálcio nos ossos -
osteomalácia. Quando há hipoparatireoidismo, a quantidade de
cálcio nos ossos aumenta: osteosclerose. Também são importantes
os fatores dietéticos, como o cálcio dietético e a vitamina D, que são
necessários para a absorção de cálcio no intestino.
VII. REFERÊNCIAS
TECIDO ósseo. Universidade Federal de Alfenas, Histologia
Interativa. Disponível em:
<https://www.unifal-mg.edu.br/histologiainterativa/tecido-osseo/>
Acesso em 05 de novembro de 2022.
SANTOS, Vanessa Sardinha dos. "Tecido ósseo"; Brasil Escola.
Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/biologia/tecido-
osseo.htm. Acesso em 05 de novembro de 2022.
MARRON, Mariana. Tecido ósseo. UFPEL. Disponível em:
<https://wp.ufpel.edu.br/historep/files/2018/06/TECIDO-
%C3%93SSEO-1.pdf> Acesso em 05 de novembro de 2022.
TECIDO ósseo. Histologia e Embriologia, Universidade Federal do
Espírito Santo. Disponível em:
<https://histoembrio.saomateus.ufes.br/tecido-osseo> Acesso em 06
de novembro de 2022.
SANTOS, Helivania. Tecido ósseo. Biologia Net. Disponível em:
<https://www.biologianet.com/histologia-animal/tecido-osseo.htm>
Acesso em 06 de novembro de 2022.
ABRAHAMSOHN, Dr. Paulo et al. Tecido ósseo. HISTOLOGIA
INTERATIVA ONLINE. Disponível em:
<https://mol.icb.usp.br/index.php/7-32-tecido-osseo/> Acesso em 06
de novembro de 2022.