Antártida
Este mapa usa uma projeção ortográfica. O Polo Sul está próximo do centro, onde convergem as linhas longitudinais.
Área (Total) 14 000 000 km2
(5 400 000 sq mi)[1]
280 000 km2
(sem gelo) (100 000 sq mi)
13 720 000 km2
(com gelo) (5 300 000 sq mi)
População 7.ª
(permanente) 0
(não-permanente) aprox. 1000
Dependências 4[Expandir]
Revindicações territoriais oficiais Tratado da Antártida
8[Expandir]
Revindicações territoriais não-oficiais 1[Expandir]
Direito reservado de fazer reivindicações 2[Expandir]
Fuso horário Nenhum
Domínio de topo de Internet .aq
Código telefônico Depende do país de cada base (um deles é o +672).
A Antártida, também denominada no Brasil por Antártica,(ver questão do nome) é o mais
meridional e o segundo menor dos continentes (maior apenas que a Austrália), com
uma superfície de catorze milhões de quilômetros quadrados. Rodeia o polo Sul, e por
esse motivo está quase completamente coberta por enormes geleiras (glaciares), exceção
feita a algumas zonas de elevado aclive nas cadeias montanhosas e à extremidade norte
da península Antártica. Sua formação se deu pela separação do antigo
supercontinente Gondwana há aproximadamente 100 milhões de anos e seu resfriamento
aconteceu nos últimos 35 milhões de anos.[2]
É o continente mais frio, mais seco, com a maior média de altitude e de maior índice de
ventos fortes do planeta.[1] A temperatura mais baixa da Terra (-89,2 °C) foi registrada na
Antártica, sendo a temperatura média na costa, durante o verão, de -10 °C; no interior do
continente, é de -40 °C.[3] Muitos autores o consideram um grande deserto polar, pela
baixa taxa de precipitação no interior do continente.[4][5][6] A altitude média da Antártica é de
aproximadamente 2000 metros.[7] Ventanias com velocidades de aproximadamente
100 km/h são comuns e podem durar vários dias.[3] Ventos de até 320 km/h já foram
registrados na área costeira.[6]
Juridicamente, a Antártica está sujeita ao Tratado da Antártida, pelo qual as várias nações
que reivindicavam territórios no continente
(Argentina, Austrália, Chile, França, Noruega, Nova Zelândia e Reino Unido) concordam
em suspender as suas reivindicações, abrindo o continente à exploração científica.[8]
Por esse motivo, e pela dureza das condições climáticas, não tem população permanente,
embora tenha uma população provisória de cientistas e pessoal de apoio nas bases
polares, que oscila entre mil (no inverno) e quatro mil pessoas (no verão).[9] Dois destes
assentamentos com uma população regular (incluindo crianças) são Villa Las
Estrellas (do Chile) e Base Esperanza (da Argentina).[10]