Métodos e Distribuição Global da Precipitação
Métodos e Distribuição Global da Precipitação
Precipitação
i. Distribuição da Precipitação a Nível Mundial
ii. Comparação Entre o Método de Thiessem e o Método das Isoietas
iii. Determinação da Curva Média de Uma Área
iv. Processamento de Dados da Chuva
v. Preenchimento da Falha em Série de Precipitação
vi. Chuvas Intensas, Intensidade, Duração e Frequência
Nampula, 2023
RESUMO:
O ciclo hidrológico desempenha um papel crítico no fornecimento contínuo de precipitação de água doce para a
terra, mantendo os níveis de água, tanto na superfície da terra como em aquíferos subterrâneos. A consistência do
ciclo é necessária para manter a vida. Naturalmente, cada uma das regiões da terra recebe uma quantidade diferente
de precipitação. A compreensão da precipitação numa bacia hidrográfica é muito ampla, pois há muitas variáveis de
tempo e espaço envolvidas na área estudada. A precipitação dificilmente segue um padrão físico idêntico e a
variação espacial muda rapidamente. Nisso, o presente trabalho propomos abordar o tema sobre a precipitação e nele
vai-se a abordar a distribuição da precipitação a nível mundial; a comparação entre o método de Thiessen e o
método das isoietas; determinação da curva média de uma área; processamento de dados da chuva; preenchimento
da falha em série de precipitação e chuvas intensas, intensidade, duração e frequência.
Palavras-chave: Precipitação, Métodos de Thiessem das isoietas, Chuvas intensas e Falhas em série.
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1. INTRODUÇÃO
O presente trabalho aborda o tema “precipitação” e nele vai-se a abordar a distribuição da
precipitação a nível mundial; a comparação entre o método de Thiessen e o método das isoietas;
determinação da curva média de uma área; processamento de dados da chuva; preenchimento da
falha em série de precipitação e chuvas intensas, intensidade, duração e frequência. O ciclo
hidrológico desempenha um papel crítico no fornecimento contínuo de precipitação de água doce
para a terra, mantendo os níveis de água, tanto na superfície da terra como em aquíferos
subterrâneos. A consistência do ciclo é necessária para manter a vida. Naturalmente, cada uma
das regiões da terra recebe uma quantidade diferente de precipitação.
A compreensão da precipitação numa bacia hidrográfica é muito ampla, pois há muitas variáveis
de tempo e espaço envolvidas na área estudada. A precipitação dificilmente segue um padrão
físico idêntico, a variação espacial muda rapidamente, pois o núcleo de chuva se modifica a todo
momento e a variação temporal é extremamente aleatória-chuvas podem ser de alguns minutos
até várias horas ou dias e com uma grande amplitude de intensidade.
1.1. Precipitação
brusca e violenta do ar menos denso, capaz de atingir grandes altitudes, segundo a figura 2. As
precipitações convectivas são de grande intensidade e curta duração, concentradas em pequenas
áreas (chuvas de verão). São importantes para projectos em pequenas bacias.
Expressa-se a quantidade de chuva (h) pela altura de água caída e acumulada sobre uma
superfície plana e impermeável. Ela é avaliada por meio de medidas executadas em pontos
previamente escolhidos, utilizando-se aparelhos denominados pluviómetros (figura 4) ou
pluviógrafos (figura 5), conforme sejam simples receptáculos da água precipitada ou registem
essas alturas no decorrer do tempo. As medidas realizadas nos pluviómetros são periódicas,
geralmente em intervalos de 24 horas (sempre às 7 da manhã).
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2. METODOLOGIA
2.1. Procedimento
Quanto a metodologia, adoptamos uma pesquisa bibliográfica, realizado por meio de livros,
revistas, artigos científicos, monografias e bem como material disponível na internet e
principalmente os documentos que falam sobre o tema.
3. DISCUSSÃO DE RESULTADOS
Nesta parte, reserva-se a discussão de resultados e traremos as ideias e conceitos que falam sobre
o tema, concretamente, precipitação; distribuição da precipitação a nível mundial; comparação
entre o método de Thiessem e o método das isoietas; determinação da curva média de uma área,
processamento de dados da chuva; preenchimento da falha em série de precipitação e chuvas
intensas, intensidade, duração e frequência.
temporais sem falhas e contínuas é uma condição essencial para análises ambientais e de
cenários socioeconómicos consistentes e confiáveis. A obtenção desses dados pode ser através de
diversos dispositivos, como estações meteorológicas, sensores, satélites, balões e radares
(COUTINHO et al., 2018).
Os limites actuais dos desertos como mostram os mapas, são tentativas para mostrar os
problemas existentes na definição dos limites dos desertos. Muitas fórmulas empíricas foram
desenvolvidas para expressar a aridez de uma área.
Na maior parte, a precipitação aumenta com a altitude nas latitudes médias, especialmente, nas
montanhas próximas aos mares. Entretanto, esse efeito parece ser modificado nas faixas tropicais
e subtropicais. A razão para essas diferenças são as diferentes concentrações de humidade nos
diferentes níveis nas latitudes médias e faixa tropical. Muita precipitação orográfica nos trópicos
é derivada de nuvens cumuliformes que têm seus limites superiores em torno de 2743 m. A
concentração de gotas de água ocorre próximo ao nível médio da base das nuvens.
A distribuição da precipitação, tanto no espaço como no tempo, está longe de ser uniforme. As
variações observadas têm carácter eventual, quando associadas a uma escala temporal pequena
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A precipitação numa dada região cresce com a altitude até valores da ordem dos 2000 a 3000
metros. Este efeito é mais notório numa cadeia de montanhas que num pico isolado e resulta
das precipitações de origem orográficas, já anteriormente referidas (RODRIGUES, 1986). Com o
aumento da altitude diminui, em termos relativos, a precipitação na forma de chuva e passa a ter
mais importância a precipitação na forma sólida, normalmente neve. A distribuição da
precipitação representa-se através de linhas isoéticas ou isoetas: linhas que unem pontos de igual
valor de precipitação
Os valores mais elevados de precipitação ocorrem nas áreas mais montanhosas do centro e do
noroeste, originando precipitações orográficas; No sul, menos acidentado, a precipitação é
inferior. Latitude A precipitação diminui de Norte para Sul. As perturbações da frente polar
afectam com maior frequência a região Norte do país. Nas regiões montanhosas as precipitações
frontais são reforçadas pelas orográficas; O Sul é mais influenciado pelos anticiclones
subtropicais.
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Os valores mais elevados registam-se no litoral. Esta diminuição do litoral para o interior, deve
se à influência do Atlântico, à medida que se avança para o interior o ar perde humidade que
transporta; O fenómeno da continentalidade é reforçado pela influência do relevo. As montanhas
que se encontram a noroeste impedem a penetração dos ventos húmidos vindos do Atlântico,
barreira de condensação (BRUBACHER et al, 2012).
Todavia, e na sequência do que foi referido acima, é de supor que a intensidade de precipitação
decresça com a duração, obrigando à decomposição do volume precipitado ao longo da chuvada
de forma não constante.
A distribuição temporal da precipitação pode ser realizada segundo três metodologias distintas:
Recorrendo a hietogramas, em que cada ordenada representa a precipitação ou a
intensidade ocorrida em cada incremento de tempo;
Através da curva cumulativa da precipitação, tal que cada ordenada indica a precipitação
ocorrida até ao instante considerado;
Recurso às curvas de Huff, onde cada ordenada representa a fracção da precipitação total
da chuvada até ao instante considerado.
O método de Thiessen subdivide a área da bacia em áreas delimitadas por rectas unindo os
pontos das estações, dando origem a vários triângulos. Traçando perpendiculares aos lados de
cada triângulo, obtêm-se vários polígonos que encerram, cada um, apenas um posto de
observação. Admite-se que cada posto seja representativo daquela área onde a altura precipitada
é tida como constante.
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Cada estação recebe um peso pela área que representa em relação à área total da bacia. Se os
polígonos abrangem áreas externas à bacia, essas porções devem ser eliminadas no cálculo. Se a
área total é A e as áreas parciais A1, A2, A3, etc., com respectivamente as alturas precipitadas P1,
P2, P3, etc., a precipitação média é:
O método de Thiessem apesar de ser mais preciso que o aritmético, também apresenta
limitações, pois não considera as influências orográficas; ele simplesmente admite uma variação
linear da precipitação entre as estações e designa cada porção da área para estação mais próxima.
No mapa da área (Figura 6), são traçadas as isoietas ou curvas que unem pontos de igual
precipitação. Na construção das isoietas, o analista deve considerar os efeitos orográficos e a
morfologia do temporal, de modo que o mapa final represente um modelo de precipitação mais
real do que o que poderia ser obtido de medidas isoladas (COUTINHO et al, 2018). Em seguida
calculam-se as áreas parciais contidas entre duas isoietas sucessivas e a precipitação média em
cada área parcial, que é determinada fazendo-se a média dos valores de duas isoietas.
Usualmente se adopta a média dos índices de suas isoietas sucessivas.
Este método é considerado o mais preciso par avaliar a precipitação média em uma área.
Entretanto, a sua precisão depende altamente da habilidade do analista. Se for usado uma
interpolação linear entre as estações para o traçado das isolinhas, o resultado será o mesmo
daquele obtido com o método de Thiessem.
A caracterização das precipitações intensas pode ser realizada de duas maneiras: uma puramente
descritiva; outra recorrendo ao tratamento estatístico dos dados.
Na forma descritiva são identificados, na série de dados, os valores relativos ao primeiro máximo
na unidade de tempo em análise e em unidades de tempo múltiplas, ajustando-se-lhe, depois,
uma função do tipo h=atn, onde h é altura em milímetros, t o tempo e a e n são constantes
característicos de cada local, obtidos pelo método dos mínimos quadrados após logaritmização
(log h = log a + n log t), e corresponde à implantação dos valores máximos de precipitação
associados à duração segundo uma recta traçada em papel logaritmo.
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A área de influência possui um peso perante a área total, expresso pela equação 1:
Wi = Ai x A
Onde:
Wi – é o factor de peso;
Ai – é a área de influência da estação;
A – é a área total da bacia hidrográfica.
A precipitação média é expressa na equação 2:
Pm = ∑ Ai x Pi x A
Onde:
Pm – é a precipitação média na bacia (mm);
Pi – é a precipitação na estação (mm);
Ai – é a área de influência da estação;
A – é a área total da bacia.
3.4. Processamento de Dados da Chuva
Dimensionamento de canais;
Definição das obras de desvio de cursos de água;
Determinação das dimensões de galerias de águas pluviais;
Cálculo de bueiros, etc. Por outro lado, nos projectos de irrigação e de abastecimento de
frequência ocorreriam.
Após a análise preliminar dos dados, é possível que as séries apresentem falhas ou lacunas.
Contudo, dada a necessidade de se trabalhar com séries contínuas, estas falhas deverão ser
preenchidas. Um método simples para a estimativa do valor para a correcção da falha é o
chamado método de ponderação regional.
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O método, utilizado para o preenchimento de séries mensais ou anuais de precipitações, toma por
base os registos pluviométricos de pelo menos três estações climaticamente homogéneas (com
um mínimo de dez anos de dados) e localizadas o mais próximo possível da estação que
apresenta falha nos dados de precipitação. Assim, por exemplo, para um posto Y que apresenta
falha, esta será preenchida com base na equação:
Onde:
PY – é a precipitação a ser estimada para o posto Y; P são as precipitações X1, PX2 e PX3
correspondentes ao mês ou ano5 que se deseja preencher, observadas respectivamente nas
estações vizinhas X1, X2 e X3; P é a precipitação média do posto Y; e YP são as
precipitações X1 , PX2 e PX3 médias nas três estações circunvizinhas.
Estudos com séries temporais de precipitação para espacializar chuvas são cada vez mais
importantes considerando suas aplicações em estudos hidrológicos, fundamentais para o
desenvolvimento social e económico (ICHIYANAGI et al., 2018; BALLARI et al., 2018). Séries
de precipitação têm aplicações directas em climatologia, agricultura, hidrologia e gestão de
desastres, bem como no planeamento e gestão de recursos ambientais e urbanos (MEKIS et al.,
2018).
Esses dois métodos só devem ser utilizados em regiões hidrologicamente homogéneas, isto é,
quando as precipitações normais anuais dos postos não diferirem entre si em mais de 10%. Para
isso devem ser consideradas séries históricas de no mínimo 30 anos.
Método das razões dos valores normais (Métodos das Médias Ponderadas). Um método
bastante utilizado para se fazer esta estimativa tem como base os registos pluviométricos
de três estações localizadas o mais próximo possível da estação que apresenta falha nos
dados de precipitação.
3.6. Chuvas Intensas, Intensidade, Duração e Frequência
GOULART et al. (1992) consideraram que chuvas intensas são as que, com determinadas
durações, se encontrem dentro dos limites mínimos fixados na Tabela 7.
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Esse autor ainda afirmou que quando ao limite mínimo de lâmina precipitada estabelecida para
ser chuva intensa não for superada para nenhuma das durações, pode-se considerar a maior
precipitação como chuva intensa. As chuvas intensas, também conhecidas como precipitações
máximas, são fenómenos de ocorrência extrema que ocorre em uma bacia hidrográfica. São estas
responsáveis por inundações, falhas de obras hidráulicas e contribui para erosão do solo (SOUSA
& SILVA, 1998).
Para projectos de obras hidráulicas, tais como vertedores de barragens, sistemas de drenagem,
galerias pluviais, dimensionamento de bueiros, conservação de solos, etc., é de fundamental
importância se conhecer as grandezas que caracterizam as precipitações máximas: intensidade,
duração e frequência.
águas pluviais) a algumas horas (obras em rios com pequenas bacias hidrográficas) ou,
até mesmo, alguns dias (obras em rios com grandes bacias hidrográficas);
Intensidade: Já se referiu que a intensidade traduz quociente entre a altura de chuva e o
tempo de duração do evento.
A intensidade das chuvas é medida por meio da relação entre o volume e seu tempo de duração,
expressa em milímetros por hora. Várias escalas e critérios são usados para a classificação da
intensidade das chuvas. A Organização Meteorológica Mundial (OMM) estabelece os seguintes
intervalos:
CONCLUSÕES
Para projectos de obras hidráulicas, tais como vertedores de barragens, sistemas de drenagem,
galerias pluviais, dimensionamento de bueiros, conservação de solos, etc., é de fundamental
importância se conhecer as grandezas que caracterizam as precipitações máximas: intensidade,
duração e frequência. Com relação à conservação do solo, além das precipitações máximas com
vistas ao dimensionamento de estruturas de contenção do escoamento superficial, a erosividade
das chuvas tem grande importância, pois está directamente relacionada com a erosão do solo.
O método de Thiessem apesar de ser mais preciso que o aritmético, também apresenta
limitações, pois não considera as influências orográficas enquanto, o método das isoietas é
considerado o mais preciso par avaliar a precipitação média em uma área. Entretanto, a sua
precisão depende altamente da habilidade do analista.
REFERÊNCIAS