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ODUDUWA Deusa

Odudua é uma das divindades primordiais da cosmologia iorubá, representando a divinização da terra e considerada como o casal primordial junto com Obatalá na criação do universo, com cada um incumbido de determinadas funções. Odudua é vista como a parte de baixo da cabaça cósmica e Obatalá como a parte de cima.
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ODUDUWA Deusa

Odudua é uma das divindades primordiais da cosmologia iorubá, representando a divinização da terra e considerada como o casal primordial junto com Obatalá na criação do universo, com cada um incumbido de determinadas funções. Odudua é vista como a parte de baixo da cabaça cósmica e Obatalá como a parte de cima.
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ORIXÁ ODUDUWA

INFORMAÇÕES GERAIS
Cor Branco opala e o marfim (cor clara)
Significado do Nome Seu nome significa “O Grandioso que criou a existência”.
Fio de Contas Branco opala e o marfim.
Dia da Semana Sexta-Feira
Saudação Aremú Oduduwá, Jekuá
Odu Odù Eji Onílè: é um odu do oráculo de ifá, representado no
merindilogum com oito conchas abertas pela natureza e oito
fechadas e o primeiro odu na ordem de chegada no sistema ifá.
Nesta caída responde Oxaguiã, Obatalá e Airá. Significa mudança
no lado profissional, amoroso e até mesmo de saúde, o consulente é
extremamente teimoso e enjoa das coisas facilmente. As pessoas
portadoras deste odu são muito protegidas espiritualmente, pessoas
beneficiadas por amizades, raciocínio claro, fala de pessoas
impulsivas, voltadas para conquista de objetivos, desenvolvimento
intelectual mediano, curiosas, enfraquecidas por imaginação
excessiva, são diretos, quase não conhecem a sutileza. É o odu mais
velho do oráculo, com exceção de Ofum, de quem foi gerado. Sua
cor é o branco podendo por vezes aceitar também o azul turqueza.
É o senhor do dia e de tudo que acontece durante ele, e também de
tudo que é naturalmente branco. Controla as chuvas, os rios, os
mares, as cabeças (humanas e dos animais). Rege o sistema
respiratório e tem também, sob suas ordens a coluna vertebral, além
de todo o complexo de vasos sanguíneos do corpo humano, embora
se saiba que o sangue não lhe pertence, mas a Osa Meji.
Alafia é um odu do oráculo de ifá, representado no merindilogun
com dezesseis conchas abertas pela natureza. Nesta caída responde
Orumilá. Imediatamente o olhador saúda o jogo dizendo Eleri Ipin.
É esta caída que todo babalorixa, ialorixa e o povo do santo deseja
e espera para os consulentes, pois representa luz, alegria, a verdade,
a prosperidade, a saúde e longevidade. A única recomendação é que
esta pessoa use uma peça de roupa branca nos dias de sexta feira.
Odù Àláàfíà: Ele é composto pelo elemento ar sobre o fogo com
predominância do ar o que indica a hesitação do ser diante do
domínio dos instintos. É a fêmea que, desejando se entregar finge
resistir. É o devaneio, a vocação artística influenciada pelo
sentimentalismo e pelo amor. Aláfia rege as raças humanas
diferentes (exceto a raça negra), a palavra, as roupas longas, a
cegueira, a mendicância, as disputas, o grande caramujo (“Age”), a
tartaruga terrestre e os animais inofensivos.
Comidas Quando se quer realizar uma simpatia com a ajuda de Oduduwa, as
principais oferendas são uma espécie de massa, similar a uma
canjica, feita a partir de um pombo branco regado ao mel de abelha,
chamada de Ègbo Eiyelé Funfun Oyin é a comida que faz parte das
simbologias do Oduduwa.
Número 8 e 16
Data Comemorativa Saldada em território Yoruba no mês de março

A Deusa Odudua é uma das divindades primordiais da cosmologia iorubá,


representando a divinização da terra, sendo considerada, ao lado de Obatalá/Oxalá
(divinização do céu), como o casal primordial e propulsor da criação. Cada um foi
incumbido de determinadas funções no papel da criação do Aiê, o universo incluindo o
mundo em que vivemos. O universo é visto dentro do culto aos orixás como uma grande
cabaça e esta cabaça é representada por Odudua e Obatalá. Odudua é considerada como a
parte de baixo da cabaça e Obatalá é considerado como a parte de cima da cabaça, tanto que
o nome Odudua pode ser traduzido como "a cabaça de onde jorrou a vida".
O surgimento de Odudua, bem como o de Obatalá, é muito interessante. Diz-se que
involuntariamente nos primórdios da criação, quando a única coisa existente nos mundos era
o Olorum, a grande energia primordial, Odudua, a deusa, surgiu do corpo de Olorum, a
grande energia primordial, assim como Obatalá e outras tantas divindades. Foi Odudua
quem criou a terra e todo o universo como o conhecemos e, ao lado de Obatalá, possibilitou
o surgimento da vida.
Em Ifé, o mito de Odudua se complica com uma rivalidade entre Obatalá, enviado
por Olodumarê para criar o mundo e Odudua, que se aproveitou de um momento de
intemperança de seu rival, o qual, tendo bebido em excesso vinho de palma quando estava a
caminho para cumprir a sua tarefa, embriagou-se, caiu e adormeceu. Odudua, que vinha
atrás, surrupiou o saco da criação e tornou-se assim, ele próprio e em seu lugar, o senhor do
mundo. Mais tarde, quando se reencontraram, Odudua e Obatalá discutiram e lutaram
ferozmente. Essa lenda da criação do mundo por Odudua só se tornou conhecida do grande
público e dos etnólogos em 1912.
Foi falado acima da criação do mundo por Odudua em Ifé e da rivalidade que o opôs
a Obatalá (Orixalá), de quem roubou o saco da criação. Crowther indica em rubricas
separadas, por um lado, que "Odua ou Odudua é uma deusa de Ifé, tida como a suprema
deusa do mundo e acrescenta que o céu e a terra são meias cabaças (ibá), que, uma vez
colocadas uma sobre a outra não podem ser. Afirma ainda que havia "uma alusão à aparente
concavidade do céu, que parece tocar a terra no horizonte".
O padre Baudin despoja em seguida Obatalá e Odudua de seu caráter hermafrodita
para separá-los “em duas divindades perfeitamente distintas”, que são então representadas
separadamente: Obatalá sob a forma de um guerreiro e Odudua sob a forma de uma mulher
amamentando uma criança.
O que os autores anteriormente citados se esqueceram é que em Ile Ifé, onde
predominam os cultos às divindades masculinas, existem liturgias que tratam Oduduwa
como uma Deusa, uma Divindade Feminina. Em alguns pontos desta liturgia, pode-se
encontrar o termo “Iya Male” (Mãe das Divindades ou Mãe Divina). Em Adó, Oduduwa é
irrefutavelmente uma Deusa e parte da liturgia começa desta forma:

Iya dakun gba wa o; - Oh Mãe! Nós suplicamos que nos libertes;


Ki o to ni to mo; - olhai por nós, olhai por nossos filhos;
Ogbebi l'Adó! - Tu és aquela que te estabelecestes em Adó!"

Independente do apresentado, é considerado que Oduduwa é um Orixá Funfun


absolutamente diferente dos demais, embora semelhante em essência, é feminina, sendo
cultuada em diversas regiões como esposa de Oxalá, embora seja, em princípio, sua irmã.

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