UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MOÇAMBIQUE
CURSO:
ADMINISTRAÇÃO E GESTÃO HOSPITALAR
CADEIRA:
GESTÃO FINANCEIRA E ORÇAMENTO
TEMA:
RESUMO
NOME:
CUSTÓDIO B. CHAPALA
DOCENTE:
JORDÃO CARDOSO
BEIRA
2023
Índice
1.0. Introdução..................................................................................................................................3
1.1. Objectivos..................................................................................................................................4
1.1.1. Objetivo Geral:......................................................................................................................4
1.1.2. Objetivos Específicos:...........................................................................................................4
2.0. Gestão Orçamental.....................................................................................................................5
2.1. Princípios da Gestão Orçamental...............................................................................................5
2.1.1. Planos Orçamentais...............................................................................................................5
2.2. Controle Orçamental..................................................................................................................6
2.3. Programas Orçamentais.............................................................................................................6
2.3.1. Elaboração e articulação dos orçamentos...............................................................................6
2.3.2. Demonstração de resultados na contabilidade pública...........................................................7
2.3.3. Balanço Previsional...............................................................................................................7
2.3.4. Analise dos desvios................................................................................................................7
2.4. Instrumentos de orçamento publico...........................................................................................8
2.5. Demonstração Contabilísticas....................................................................................................8
2.5.1. Indicadores financeiros e de rentabilidade.............................................................................9
3. Conclusão........................................................................................................................................10
Referências Bibliográficas...................................................................................................................11
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1.0. Introdução
A gestão orçamental é uma prática fundamental para a saúde financeira e o sucesso de
organizações, sejam elas públicas ou privadas. Ela envolve o planejamento, monitoramento e
controle dos recursos financeiros disponíveis, com o objetivo de alcançar metas e objetivos
específicos. A eficácia da gestão orçamental tem um impacto direto na eficiência operacional
e na capacidade de uma organização em cumprir sua missão. Este trabalho discute os
princípios e práticas da gestão orçamental e explora seus objetivos gerais e específicos.
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1.1. Objectivos
1.1.1. Objetivo Geral:
Analisar a importância da gestão orçamental como ferramenta de controle financeiro e
estratégia de gestão.
1.1.2. Objetivos Específicos:
Avaliar as bases teóricas da gestão orçamental, identificando seus conceitos-chave e
princípios.
Examinar a aplicação da gestão orçamental em diferentes contextos, como
organizações governamentais e empresas privadas.
Analisar os benefícios da gestão orçamental, incluindo o controle de despesas,
alocação eficiente de recursos e tomada de decisões embasadas em dados financeiros.
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2.0. Gestão Orçamental
2.1. Princípios da Gestão Orçamental
Segundo Peter A. Pyhrr, 1973, A gestão orçamental envolve uma série de princípios que
orientam a criação, execução e controle do orçamento de uma organização. Diversos autores
contribuíram para a formulação desses princípios ao longo do tempo. Alguns dos princípios-
chave incluem:
Princípio da Unidade: Este princípio estabelece que o orçamento de uma
organização deve ser elaborado de forma unificada, ou seja, todos os setores e
departamentos devem contribuir para a construção do orçamento geral. É essencial
para garantir a coerência e a coordenação entre as diferentes partes da organização.
Peter A. Pyhrr, 1973.
Princípio da Continuidade: Este princípio enfatiza a importância de manter a
continuidade do orçamento ao longo do tempo. Isso implica que as organizações
devem elaborar orçamentos anuais consecutivos, com ajustes para refletir mudanças
nas circunstâncias, garantindo assim um processo de gestão orçamental consistente.
Robert N. Anthony, 1965.
2.1.1. Planos Orçamentais
Os planos orçamentais são os documentos que detalham as alocações de recursos
financeiros para atingir os objetivos da organização. Eles podem assumir diferentes formas,
como orçamentos operacionais, de capital, de despesas, entre outros. Cada plano orçamental
tem um propósito específico e contribui para a gestão financeira global da organização.
Alguns exemplos de planos orçamentais incluem:
Orçamento de Despesas: Este plano orçamental detalha os gastos operacionais
previstos pela organização durante um período específico. Ele inclui despesas com
pessoal, aquisição de suprimentos, aluguel de instalações, entre outros. Charles T.
Horngren, 2008.
Orçamento de Capital: O orçamento de capital é um plano que descreve os
investimentos de longo prazo em ativos fixos, como máquinas, equipamentos e
imóveis. Ele é fundamental para a tomada de decisões relacionadas a investimentos de
grande porte. Eugene F. Brigham e Michael C. Ehrhardt, 2008.
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Estes são apenas alguns dos princípios e tipos de planos orçamentais na gestão financeira
de uma organização. Vários autores ao longo do tempo contribuíram para o
desenvolvimento desses conceitos, e suas obras servem como base para a teoria e prática
da gestão orçamental.
2.2. Controle Orçamental
Controle Orçamental envolve a gestão financeira de uma organização, incluindo o
planejamento e o acompanhamento de orçamentos, bem como a manutenção de registros
financeiros e contabilidade.
2.2.1. Orçamento:
Definição: O orçamento é um plano financeiro que estabelece as metas de receitas e
despesas de uma organização para um período específico, geralmente um ano. Ele descreve
como uma organização pretende alocar seus recursos financeiros para atingir seus objetivos.
Peter Atrill e Eddie McLaney, "Accounting and Finance for Non-Specialists," 2019.
2.2.2. Contabilidade:
Definição: A contabilidade é o processo de registrar, classificar, analisar e relatar
transações financeiras de uma organização. Envolve a criação de demonstrativos financeiros,
como o balanço patrimonial, a demonstração de resultados e o fluxo de caixa, para informar
sobre a saúde financeira da empresa. Charles T. Horngren, Gary L. Sundem, John A. Elliott, e
Donna Philbrick, "Introduction to Financial Accounting," 2018.
2.3. Programas Orçamentais
Programas Orçamentais esta é uma abordagem na gestão orçamental que envolve a alocação
de recursos de acordo com programas específicos ou áreas de atuação da organização. Isso
significa que o orçamento é distribuído com base nas necessidades e prioridades de cada
programa, permitindo uma gestão mais direcionada e estratégica. O autor David J. Lillie
escreveu sobre esse tópico em seu livro "Governmental Accounting Made Easy" (2009).
2.3.1. Elaboração e articulação dos orçamentos
Elaboração e articulação dos orçamentos Esse tópico refere-se ao processo de criação e
coordenação dos orçamentos de uma organização. Isso envolve a definição de metas, a
alocação de recursos, a comunicação e o alinhamento de todos os departamentos ou setores
envolvidos no orçamento. Para uma referência mais ampla sobre esse assunto, pode-se citar o
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autor Douglas A. Scrima, que escreveu "Budget Theory for Public Sector" (2019), onde
discute a elaboração e articulação de orçamentos em organizações do setor público.
2.3.2. Demonstração de resultados na contabilidade pública
A Demonstração de Resultados na Contabilidade Pública é um relatório financeiro que
apresenta as receitas, despesas, e o resultado líquido de uma entidade do setor público em um
determinado período de tempo. Ela fornece uma visão geral da saúde financeira da entidade e
ajuda a avaliar se as receitas são suficientes para cobrir as despesas.
2.3.3. Balanço Previsional
Um balanço previsional, também conhecido como balanço projetado, é uma representação
financeira que estima a situação financeira de uma organização em um período futuro. Ele
inclui projeções de ativos, passivos e património líquido, com base em suposições sobre
receitas, despesas, investimentos e outros fatores financeiros. Não existe um autor específico
associado a esse termo, uma vez que é uma prática comum em contabilidade financeira e
gestão de negócios.
O balanço previsional é uma ferramenta importante na gestão orçamental, permitindo projetar
as finanças futuras da organização. No entanto, não existe um autor específico e um ano de
publicação associado a esses termos, uma vez que a gestão orçamental e o uso de balanços
previsionais são conceitos amplamente reconhecidos e não estão ligados a uma única fonte.
2.3.4. Analise dos desvios
Definição: A análise dos desvios refere-se ao exame e avaliação das discrepâncias entre os
resultados reais e o orçamento planeado, a fim de identificar as causas dessas diferenças e
tomar medidas corretivas. H. David Sherman (2010) - "Strategic Financial Management:
Applications of Corporate Finance."
2.3.5. Controle Orçamental e Análise dos Desvios
- Definição: Esses dois tópicos estão intrinsecamente ligados, uma vez que o controle
orçamental visa criar orçamentos e, posteriormente, a análise dos desvios é usada para avaliar
o desempenho real em relação a esses orçamentos. Anthony A. Atkinson, Robert S. Kaplan,
Ella Mae Matsumura, S. Mark Young (2012) - "Management Accounting: Information for
Decision-Making and Strategy Execution."
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A literatura em controle orçamental e análise de desvios é extensa, e muitos autores
contribuíram com insights valiosos ao longo dos anos.
2.4. Instrumentos de orçamento publico
Lei Orçamentária Anual (LOA) - A Lei Orçamentária Anual é o principal instrumento de
planejamento financeiro do governo. Ela estabelece as receitas e despesas do governo para o
ano fiscal seguinte. Os autores e anos de publicação variam de acordo com o país, mas o
processo de elaboração da LOA é um componente essencial da gestão orçamentária em
muitas nações.
Plano Plurianual (PPA) - O PPA é um instrumento de planejamento a médio prazo que
estabelece metas e diretrizes para o governo ao longo de um período de quatro anos. Autores
e anos de publicação também variam, mas é uma parte importante do processo orçamentário
em muitos países.
Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) - A LDO estabelece as diretrizes e metas para a
elaboração do orçamento do ano seguinte. Ela inclui orientações sobre a política fiscal, metas
de resultado primário, limites de despesas e outras regras. Os autores e anos de publicação
podem variar.
Orçamento Participativo - O Orçamento Participativo é um processo que envolve a
participação direta dos cidadãos na definição das prioridades orçamentárias do governo. Não
há um autor ou ano de publicação específicos para essa abordagem, pois ela pode variar de
acordo com a implementação em diferentes localidades.
Sistema de Planejamento e Orçamento Governamental - Este é um sistema que engloba
todas as etapas do processo orçamentário, desde o planejamento até a execução e o controle.
Autores e anos de publicação variam, mas é um componente fundamental da gestão
financeira do governo.
2.5. Demonstração Contabilísticas
As demonstrações contabilísticas, também conhecidas como demonstrações financeiras, são
relatórios financeiros que resumem a situação financeira e o desempenho de uma empresa em
um determinado período de tempo, geralmente ao final de um ano fiscal. As demonstrações
contabilísticas típicas incluem:
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Balanço Patrimonial: Este documento mostra os ativos, passivos e o patrimônio líquido
de uma empresa em um momento específico. É uma representação da posição financeira da
empresa.
Demonstração de Resultados (ou Demonstração de Resultados Abrangente):** Este
relatório resume as receitas, despesas e lucros ou prejuízos da empresa durante um período
contábil.
Demonstração de Fluxo de Caixa: Esta demonstração mostra as entradas e saídas de
caixa ao longo de um período de tempo, ajudando a avaliar a liquidez da empresa.
Demonstração das Alterações no Patrimônio Líquido: Esta demonstração rastreia
as mudanças no patrimônio líquido da empresa ao longo do tempo, incluindo
investimentos, lucros retidos e distribuições de dividendos.
2.5.1. Indicadores financeiros e de rentabilidade
Indicadores financeiros e de rentabilidade são ferramentas essenciais para avaliar o
desempenho financeiro de uma empresa. Eles fornecem informações cruciais para acionistas,
investidores e gestores, permitindo uma análise mais aprofundada das finanças da
organização. Aqui estão algumas definições desses tópicos, juntamente com um autor e ano
de publicação:
2.5.2. Indicadores Financeiros:
Indicadores financeiros são medidas quantitativas usadas para avaliar a saúde financeira
de uma empresa. Eles são calculados a partir das demonstrações financeiras da empresa e
fornecem informações sobre sua liquidez, solvência, eficiência operacional e desempenho
geral. Ross, S. A., Westerfield, R. W., Jordan, B. D. (2017) - "Princípios de Finanças
Corporativas."
2.5.3. Indicadores de Rentabilidade:
Os indicadores de rentabilidade medem a capacidade de uma empresa gerar lucro em
relação a seus investimentos ou vendas. Eles ajudam a determinar o quão eficiente a empresa
é na geração de retorno para os acionistas. Brealey, R. A., Myers, S. C., & Allen, F. (2017) -
"Corporate Finance."
É importante ressaltar que há uma variedade de indicadores financeiros e de rentabilidade
disponíveis, como o ROA (Return on Assets), ROE (Return on Equity), margem de lucro
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líquido, entre outros. A escolha dos indicadores mais relevantes depende do setor e dos
objetivos específicos de análises.
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3. Conclusão
A gestão orçamental desempenha um papel crucial na gestão eficaz de recursos financeiros,
seja no setor público ou privado. Ela fornece às organizações uma estrutura sólida para
planejar, monitorar e controlar suas finanças, o que, por sua vez, contribui para a tomada de
decisões informadas e a consecução de metas e objetivos. No entanto, a implementação bem-
sucedida da gestão orçamental não é isenta de desafios, e é essencial abordá-los de maneira
eficaz para garantir o sucesso a longo prazo.
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Referências Bibliográficas
Eugene F. Brigham e Michael C. Ehrhardt, 2008.
Peter Atrill e Eddie McLaney, "Accounting and Finance for Non-Specialists," 2019.
Charles T. Horngren, Gary L. Sundem, John A. Elliott, e Donna Philbrick,
"Introduction to Financial Accounting," 2018.
David J. Lillie escreveu sobre esse tópico em seu livro "Governmental Accounting
Made Easy" (2009).
Douglas A. Scrima, que escreveu "Budget Theory for Public Sector" (2019)
corretivas. H. David Sherman (2010) - "Strategic Financial Management:
Applications of Corporate Finance."
Anthony A. Atkinson, Robert S. Kaplan, Ella Mae Matsumura, S. Mark Young (2012)
- "Management Accounting: Information for Decision-Making and Strategy Execution."
Ross, S. A., Westerfield, R. W., Jordan, B. D. (2017) - "Princípios de Finanças
Corporativas."
Brealey, R. A., Myers, S. C., & Allen, F. (2017) - "Corporate Finance."
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