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OLFATO

Este documento descreve a anatomia do sistema olfativo humano. Ele discute a estrutura do nariz externo e interno, incluindo a cavidade nasal, seios paranasais e sistema olfativo. Explora como essas estruturas trabalham juntas para condicionar o ar e permitir a percepção de odores, e discute distúrbios que podem afetar o olfato.

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Tainara Araújo
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OLFATO

Este documento descreve a anatomia do sistema olfativo humano. Ele discute a estrutura do nariz externo e interno, incluindo a cavidade nasal, seios paranasais e sistema olfativo. Explora como essas estruturas trabalham juntas para condicionar o ar e permitir a percepção de odores, e discute distúrbios que podem afetar o olfato.

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UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE

CENTRO DE EDUCAÇÃO E SAÚDE

ANATOMIA HUMANA

ANNALUIZA DA SILVA AZEVEDO


DANIEL SADRAK DE FIGUEIREDO ALVES
EDILSON KLEBSON MENDES DA SILVA
GENÁRIO GUEDES DOS SANTOS
PEDRO AUGUSTO L. DE S. SILVA

ANATOMIA DO SISTEMA OLFATIVO

CUITÉ, PB

2023
1. INTRODUÇÃO

O nariz desempenha um papel crucial no nosso sistema respiratório e na nossa


capacidade de perceber odores. Visualmente proeminente no centro da face, o nariz externo é
uma estrutura que não só contribui para a estética facial, mas também desempenha funções
essenciais na condução e condicionamento do ar que respiramos. Além disso, a cavidade
nasal, localizada no interior do nariz, desempenha um papel fundamental tanto na respiração
quanto na nossa percepção dos odores, fornecendo um caminho para o ar e abrigando as
estruturas necessárias para captar e interpretar odores.
Este texto abordará a anatomia do nariz, desde o nariz externo e suas características
visíveis até a cavidade nasal e suas importantes funções no condicionamento do ar inalado.
Discutiremos também a presença dos seios paranasais, que são cavidades em alguns ossos
cranianos, e a importância das mucosas na regulação do ar respirado. Além disso,
exploraremos o sistema olfativo, incluindo o nervo olfativo e o bulbo olfatório, que
desempenham um papel fundamental em nossa capacidade de perceber odores. Por fim,
abordaremos os diferentes tipos de distúrbios do sistema olfativo que podem afetar a
percepção do olfato, destacando as causas e consequências desses distúrbios.
2. O NARIZ

2.1. NARIZ EXTERNO

O nariz desempenha um papel fundamental como uma via de passagem para o ar e


como uma estrutura que condiciona o ar que respiramos. Visualmente, o nariz externo é uma
característica proeminente no centro da face, assumindo uma forma semelhante a uma
pirâmide, com a parte superior chamada de raiz, a parte inferior de base e o ponto mais
proeminente é o ápice. As laterais do nariz apresentam uma saliência semilunar chamada de
asa do nariz. O ar entra no sistema respiratório por meio de duas aberturas chamadas narinas.
O nariz é composto por um esqueleto osteocartilagíneo, que inclui os ossos nasais e porções
das duas maxilas, além de várias cartilagens nasais. Essas cartilagens fornecem suporte
estrutural ao nariz e, quando removidas, revelam a abertura piriforme. As principais
cartilagens do nariz são as seguintes:
● Cartilagem maior: Esta cartilagem é flexível e desempenha um papel importante na
estrutura das narinas.
● Cartilagem nasal lateral: Uma estrutura triangular localizada abaixo do osso nasal.
● Cartilagem do septo: Também conhecida como cartilagem quadrangular devido à sua
forma aproximadamente quadrilátera, ela separa as narinas e conecta os ossos nasais
às cartilagens laterais.
● Cartilagem vomeronasal (ou cartilagem de Jacobson): Esta cartilagem liga o septo
nasal ao osso do vômer.
● Cartilagens menores: Três ou quatro pequenas cartilagens nasais estão ligadas ao osso
maxilar superior e contribuem para a estrutura geral do nariz.

2.2. CAVIDADE NASAL

A anatomia da cavidade nasal é de suma importância tanto para a respiração quanto


para a nossa capacidade de perceber odores. Essa estrutura inclui uma variedade de ossos,
tanto pareados quanto não pareados, que compõem as paredes da cavidade nasal. Os ossos
pareados incluem os nasais, maxila, palatino e lacrimal, enquanto os ossos não pareados
compreendem o etmoide, esfenoide, frontal e vômer.
Uma vez que o ar entra no trato respiratório, ele passa pelas cavidades nasais direita e
esquerda. Estas cavidades são revestidas por uma mucosa respiratória e separadas por um
septo. Elas estabelecem a conexão entre o meio externo e a cavidade nasal. O septo nasal é
formado por cartilagens, a lâmina perpendicular do osso etmoide e o osso vômer. Na parte
anterior da cavidade, encontramos as narinas, enquanto na parte posterior estão as coanas,
que fazem a ligação da cavidade nasal com a faringe. A cavidade nasal desempenha um papel
essencial na condicionamento do ar, filtrando, umedecendo e aquecendo-o.
A cavidade nasal pode ser dividida em três regiões distintas. O vestíbulo, localizado
logo após a abertura externa do nariz, consiste em uma pequena dilatação coberta por pele
que possui pelos chamados vibrissas, responsáveis por capturar partículas que entram pelo
nariz. A região respiratória, a maior delas, é revestida por um epitélio respiratório. Por fim, a
região olfatória, uma pequena área localizada no topo da cavidade, é revestida por células
olfatórias e receptores. Na parte superior, encontramos o bulbo olfatório, que é o centro
principal de processamento das informações olfatórias.
Nas paredes laterais da cavidade nasal, encontramos estruturas conhecidas como
conchas nasais, que são divididas em superior, média e inferior. Essas conchas projetadas na
cavidade nasal são revestidas por mucosa e criam espaços chamados meados: o meato nasal
superior fica acima da concha nasal superior, o meato médio está situado entre a concha nasal
média e a inferior, e o meato inferior fica abaixo da concha nasal inferior.

2.3. SEIOS PARANASAIS

Alguns ossos do crânio, como o osso frontal, maxila, esfenoide e etmoide, apresentam
cavidades conhecidas como seios paranasais. Estes seios são nomeados de acordo com o osso
em que se encontram, incluindo o seio esfenoidal, seio maxilar e seio frontal, além das
células etmoidais. O seio esfenoidal tem sua abertura acima da concha nasal superior. Os
seios etmoidais estão localizados no meato nasal superior e médio, e neste último também se
abrem os orifícios de comunicação com os seios frontal e maxilar.

2.4. MUCOSAS

As mucosas que revestem as cavidades nasais são altamente vascularizadas,


especialmente na região anterior do septo nasal. Essa rica vascularização desempenha um
papel crucial no condicionamento do ar inalado, pois aquece o ar e possui uma notável
capacidade de absorção.
A mucosa olfatória, localizada na parte superior da cavidade nasal, é particularmente
importante para nossa percepção do olfato. Esta mucosa abriga uma grande quantidade de
terminações nervosas, que incluem as células olfativas responsáveis por enviar impulsos ao
cérebro para identificar odores. Mesmo em pequenas quantidades, moléculas aromáticas
podem estimular intensamente essas terminações nervosas, resultando em uma forte sensação
de odor. Quanto maior a concentração dessas moléculas no ar, maior será o número de
estímulos transmitidos ao cérebro, ampliando a percepção do odor. No entanto, essa sensação
intensa é rapidamente associada pelo sistema olfativo.
A mucosa respiratória, que se encontra na parte inferior da cavidade nasal, recebe esse
nome devido à presença de numerosos vasos sanguíneos, conferindo-lhe uma tonalidade
avermelhada. Além disso, essa mucosa é composta por glândulas que secretam muco,
responsável por manter a região úmida. Em casos como um resfriado, a produção excessiva
de muco pode levar ao entupimento nasal devido ao acúmulo desse fluido.

2.5. NERVO OLFATÓRIO E BULBO

O nervo olfatório é o primeiro dos 12 nervos cranianos e é responsável por transportar


informações sensoriais especiais. Ele está localizado na dura-máter na parede lateral do seio
cavernoso, adentrando a cavidade craniana e começando na órbita, através da fissura orbital
superior.
Os nervos olfatórios possuem ramos sensitivos que se estendem pela conjuntiva dos
olhos, órbitas, glândula lacrimal, cavidade nasal, seios frontal e etmoidal. Eles também
alcançam a pálpebra superior, o dorso do nariz e a parte anterior do couro cabeludo.
Esses nervos conduzem fibras aferentes especiais associadas à função olfativa. Seus
neurônios sensitivos estão organizados da seguinte maneira:
● Processos periféricos: Estes são os receptores sensoriais localizados na mucosa nasal,
onde detectam os odores.
● Processos centrais: Eles guiam as informações olfativas para o encéfalo.
● Receptores nasais: Estão localizados no teto e na parte superior da cavidade nasal.
● Processos centrais: Após se unirem em pequenos feixes, atravessam a cavidade
craniana, passando pela lâmina cribriforme do osso etmoide.
● Sinapse: Ocorre nos bulbos olfatórios, onde os neurônios sensitivos fazem sinapse
com neurônios secundários.
O bulbo olfatório, localizado na base do telencéfalo, abaixo do lobo frontal, é onde se
encontra o segundo neurônio sensitivo da via olfatória. Ele é composto por dois tipos
principais de células: as células mitrais e as células tufosas. As células mitrais recebem
informações e as transmitem através de seus axônios para outras regiões cerebrais. O bulbo
olfatório é uma estrutura especializada no processamento de sinais moleculares relacionados
ao sentido do olfato.
O bulbo olfatório se conecta ao nervo olfatório e, por meio de sinapses com neurônios
de segunda ordem, envia mensagens ao longo do trato olfatório, que se divide em duas
estrias. Uma estria lateral está diretamente relacionada à percepção imediata do cheiro, com
uma conexão direta com o uncus. A estria medial está ligada ao sistema límbico,
desempenhando um papel na associação dos odores com memórias e emoções.

2.6. DISTÚRBIOS DO SISTEMA OLFATÓRIO

Deficiências condutivas: Estes distúrbios surgem devido a obstruções na cavidade


nasal que impedem que os estímulos odoríferos alcancem a mucosa olfativa. Essa obstrução
impede que o ar chegue às regiões superiores da cavidade nasal. Exemplos desses distúrbios
incluem alterações anatômicas na cavidade nasal, como hipertrofia das conchas nasais e
desvio do septo nasal, bem como condições patológicas nasossinusais, como rinite alérgica,
polipose nasal e tumores.
Distúrbios Sensório-neurais: Estes distúrbios envolvem lesões no neuroepitélio ou no
nervo olfativo e podem ser classificados em dois tipos: distúrbios sensoriais e distúrbios
neurais. Os distúrbios sensoriais podem ser causados por infecções das vias aéreas superiores,
tratamento com quimioterapia, uso de substâncias intranasais (como a cocaína) e exposição a
substâncias irritantes ou tóxicas. Já os distúrbios neurais estão associados a lesões nos nervos
olfativos e podem resultar de traumas cranioencefálicos. A exposição a substâncias tóxicas,
como chumbo, amônia, ácido sulfúrico, solventes e pesticidas, bem como algumas doenças,
como diabetes mellitus, doença de Alzheimer, Parkinson, demências, acidente vascular
encefálico e esclerose múltipla, também podem causar distúrbios sensório-neurais.
Distúrbios Centrais: Esses distúrbios ocorrem devido a lesões no bulbo olfativo, no
trato olfativo e nas estrias olfativas, assim como em várias áreas dos centros corticais
relacionados ao olfato. Em muitos casos, esses distúrbios têm uma origem multifatorial,
resultando da combinação de duas ou mais causas em conjunto.

3. CONCLUSÃO

O nariz e o sistema olfativo são elementos notáveis da nossa anatomia que


desempenham papéis essenciais em nossas vidas. Muitas vezes, essas funções cruciais
passam despercebidas, embora tenham um impacto significativo em nossa experiência diária.
O nariz externo, além de sua função estética, é a primeira linha de defesa do nosso sistema
respiratório, filtrando, umedecendo e aquecendo o ar que inalamos.
A cavidade nasal, com sua complexa anatomia e mucosas altamente vascularizadas,
não só condiciona o ar respirado, mas também abriga o sistema olfativo, que nos permite
apreciar uma vasta gama de odores e aromas. Esse sistema, composto pelo nervo olfativo e
pelo bulbo olfatório, é um exemplo fascinante da complexidade da neurobiologia humana.
Ele não apenas nos ajuda a perceber o mundo ao nosso redor, mas também está
profundamente ligado às nossas memórias, emoções e experiências.
No entanto, como exploramos anteriormente, o sistema olfativo não é imune a
distúrbios que podem afetar nossa capacidade de sentir cheiros. De obstruções nasais a lesões
neurológicas, uma variedade de fatores pode prejudicar nosso olfato. Reconhecer esses
distúrbios é crucial para buscar tratamento e manter uma qualidade de vida satisfatória.
Em síntese, o nariz e o sistema olfativo são aspectos notáveis de nossa anatomia e
fisiologia, desempenhando papéis fundamentais tanto em nossa sobrevivência quanto em
nossa apreciação do mundo que nos rodeia. Compreender sua complexidade nos ajuda a
valorizar ainda mais a maravilha do corpo humano e a importância dos sentidos em nossa
jornada humana.
4. REFERÊNCIAS

MACHADO, Angelo. Neuroanatomia Funcional. 2. ed. Atheneu

NETTER. Atlas de anatomia humana. 5. ed. Elsevier, 2011.

DANGELO, J. G.; FATTINI, C. C. Anatomia sistêmica e segmentar. 3.ed. São Paulo:


Atheneu, 2007.

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