Classes Gramaticais da Língua Portuguesa
Classes Gramaticais da Língua Portuguesa
Classes Gramaticais
Classes de palavras
Este material é um presente para você, que almeja uma vida melhor!
As palavras do português podem ser enquadradas em dez classes gramaticais (ou classes de
palavras). São elas:
1. 6. Artigo
Substantivo
2. Adjetivo 7. Numeral
3. Verbo 8. Conjunção
4. Advérbio 9. Preposição
Neste capítulo, apresentamos uma visão panorâmica da maior parte dessas classes,
focalizando as relações que elas estabelecem entre si (por exemplo, o substantivo com o
adjetivo, o verbo com o advérbio, etc.) e os significados dos conectores (conjunções e
preposições).
Conhecendo essas três subáreas da gramática, você poderá entender os três critérios usados
para definir as classes gramaticais. Vamos tomar como exemplo o advérbio.
Exemplos:
1. Aqueles meus três amigos chegaram
2. Um livro do Zé ficou comigo
3. Esses oito apartamentos serão vendidos.
4. Alguns poucos meninos pobres viajaram.
Exemplos
1. Zé estudou demais.
2. Zé fez um plano de estudos árduo demais.
b) demais advérbios
Exemplos:
1. Francisco acordou tarde. (advérbio de tempo)
2. João apareceu aqui. (advérbio de lugar)
1. Substantivo
A Ana é inteligente.
O Brasil é lindo.
2. Verbo
Verbo é a palavra que indica ações, estado ou fenômeno da natureza, tais como:
sairemos, corro, chovendo.
3. Adjetivo
Adjetivo é a palavra que caracteriza, atribui qualidades aos substantivos, tais como:
feliz, superinteressante, amável.
4. Pronome
5. Artigo
Artigo é a palavra que antecede o substantivo, tais como: o, as, uns, uma.
Um menino saiu.
As meninas saíram.
6. Numeral
Numeral é a palavra que indica a posição ou o número de elementos, tais como: um,
primeiro, dezenas.
Primeiro as damas.
7. Preposição
Preposição é a palavra que liga dois elementos da oração, tais como: a, após, para.
8. Conjunção
Conjunção é a palavra que liga dois termos ou duas orações de mesmo valor gramatical,
tais como: mas, portanto, conforme.
9. Interjeição
Interjeição é a palavra que exprime emoções e sentimentos, tais como: Olá!, Viva! Psiu!.
10. Advérbio
Eu sempre te amei?
O restaurante é ali.
Os advérbios são classificados em: modo, intensidade, lugar, tempo, negação, afirmação e
dúvida.
É a classificação das palavras em grupos de acordo com a sua função na língua portuguesa.
Elas podem ser variáveis e invariáveis, dividindo-se da seguinte forma:
Palavras variáveis - aquelas que variam em gênero, número e grau: substantivo, verbo,
adjetivo, pronome, artigo e numeral.
Derivação
Derivação é o processo pelo qual se obtém uma palavra nova, chamada derivada, a partir
de outra já existente, chamada primitiva. Observe o quadro abaixo:
Primitiva Derivada
Observamos que "mar" e "terra" não se formam de nenhuma outra palavra, mas, ao contrário,
possibilitam a formação de outras, por meio do acréscimo de um sufixo ou prefixo. Logo, mar
e terra são palavras primitivas, e as demais, derivadas.
Tipos de Derivação
Resulta do acréscimo de prefixo à palavra primitiva, que tem o seu significado alterado. Veja
os exemplos:
crer- descrer
ler- reler
capaz- incapaz
Resulta de acréscimo de sufixo à palavra primitiva, que pode sofrer alteração de significado
ou mudança de classe gramatical. Por exemplo:
alfabetização
No exemplo acima, o sufixo -ção transforma em substantivo o verbo alfabetizar. Este, por
sua vez, já é derivado do substantivo alfabeto pelo acréscimo do sufixo -izar.
papel – papelaria
riso – risonho
atual – atualizar
Por exemplo:
feliz – felizmente
Exemplos:
Note que a presença de apenas um desses afixos é suficiente para formar uma nova palavra,
pois em nossa língua existem as palavras "desleal", "lealdade" e "infeliz", "felizmente".
Dica: para estabelecer a diferença entre derivação prefixal e sufixal e parassintética, basta
retirar o prefixo ou sufixo da palavra na qual se tem dúvida. Feito isso, observe se a palavra
que sobrou existe; caso isso aconteça, será derivação prefixal e sufixal. Caso contrário, será
derivação parassintética.
Derivação Regressiva
Ocorre derivação regressiva quando uma palavra é formada não por acréscimo, mas
por redução. Exemplo:
IMPORTANTE!
Vamos observar os exemplos acima: compra e beijo indicam ações, logo, são
palavras derivadas. O mesmo não ocorre, porém, com a palavra âncora, que é um objeto.
Neste caso, um substantivo primitivo que dá origem ao verbo ancorar.
Por derivação regressiva, formam-se basicamente substantivos a partir de verbos. Por isso,
recebem o nome de substantivos deverbais. Note que na linguagem popular, são
frequentes os exemplos de palavras formadas por derivação regressiva. Veja:
Ou ainda:
Derivação Imprópria
A derivação imprópria ocorre quando determinada palavra, sem sofrer qualquer acréscimo
ou supressão em sua forma, muda de classe gramatical. Neste processo:
Composição
Composição é o processo que forma palavras compostas, a partir da junção de dois ou mais
radicais. Existem dois tipos, apresentados a seguir.
Ao juntarmos duas ou mais palavras ou radicais, não ocorre alteração fonética. Exemplos:
Obs.: em "girassol" houve uma alteração na grafia (acréscimo de um "s") justamente para
manter inalterada a sonoridade da palavra.
Redução
Algumas palavras apresentam, ao lado de sua forma plena, uma forma reduzida. Observe:
Como exemplo de redução ou simplificação de palavras, podem ser citadas também as siglas,
muito frequentes na comunicação atual. (Se desejar, veja mais sobre siglas na seção "Extras"
-> Abreviaturas e Siglas)
Hibridismo
Ocorre hibridismo na palavra em cuja formação entram elementos de línguas diferentes. Por
exemplo:
Onomatopeia
Numerosas palavras devem sua origem a uma tendência constante da fala humana para
imitar as vozes e os ruídos da natureza. As onomatopeias são vocábulos que reproduzem
aproximadamente os sons e as vozes dos seres. Exemplos:
Ortografia e Semântica
A Ortografia estuda a forma correta de escrita das palavras de uma língua. Do grego "ortho",
que quer dizer correto, e "grafo", por sua vez, que significa escrita.
Ela se insere na Fonologia (estudo dos fonemas) e junto com a Morfologia e a Sintaxe são as
partes que compõem a gramática.
Além de ser influenciada pela etimologia e fonologia das palavras, no que respeita à
ortografia existem convenções entre os falantes de uma mesma língua que visam unificar a
sua ortografia oficial. Trata-se dos acordos ortográficos.
O Alfabeto
A escrita é possível graças aos sinais gráficos ordenados que transcrevem os sons da
linguagem. Na nossa cultura, esses sinais são as letras, cujo conjunto é chamado de alfabeto.
A língua portuguesa tem 26 letras, três das quais são usadas em casos especiais: K, W e Y.
Uso do x e do ch
Exceções:
bexiga bochecha
bruxa boliche
caxumba broche
elixir cachaça
faxina chuchu
graxa colcha
lagartixa fachada
mexerico mochila
xerife salsicha
xícara tocha
Uso do h
Exceção: A palavra Bahia quando se refere ao estado é uma exceção. O acidente geográfico
"baía" é grafado sem h.
Uso do s e do z
• Nos adjetivos terminados pelos sufixos -oso / -osa que indicam grande quantidade, estado
ou circunstância: bondoso, feiosa, oleoso.
• Nos sufixo -ês, -esa, -isa que indicam origem, título ou profissão: marquês, francesa,
poetisa.
• Nos sufixos -ez / -eza que formam substantivos a partir de adjetivos: magro - magreza, belo
- beleza, grande - grandeza.
alisar amizade
análise aprazível
atrás azar
através azia
aviso desprezo
gás giz
groselha prazer
invés rodízio
jus talvez
uso verniz
Uso do g e do j
• Nas palavras que terminem em -ágio, -égio, -ígio, -ógio, -úgio: presságio, régio, litígio,
relógio, refúgio.
Observações:
3. A cidade Mogi das Cruzes escreve-se com g. A pessoa que nasce ou que vive é
chamada de "mogiano". No entanto, a palavra "mojiano" existe e, de acordo com o
dicionário Michaelis significa "Relativo ou pertencente à região que era servida pela antiga
Estrada de Ferro Mojiana (de São Paulo a Minas Gerais)."
angélico anjinho
estrangeiro berinjela
gengibre cafajeste
geringonça gorjeta
gim jeito
gíria jiboia
ligeiro jiló
sargento laje
tangerina sarjeta
tigela traje
A semântica é o estudo dos significados, não só da palavra, mas das orações, frases, símbolos
e imagens, entre outros significantes. Esse estudo da gramática está muito associado com
a sintaxe. Caso seja feita alguma alteração na base sintática, uma alteração de pontuação ou
de palavras, o significado de toda a frase muda, mas também pode acontecer de o significado
de apenas uma palavra mudar. Podemos usar o exemplo de um desenho de uma cadeira. A
sintaxe seria o desenho em si, a semântica é o significado que aquele desenho traz: uma
cadeira. Se fizermos qualquer alteração no desenho, o significado da cadeira pode mudar. Se
apagamos o encosto do desenho da cadeira o significado muda, aquilo não é mais uma
cadeira, e sim um banco.
O processo de significação é o que possibilita a comunicação. Não adianta apenas ter a forma
e a estrutura das palavras e frases, é preciso saber os significados delas para que o receptor
da mensagem a compreenda com perfeição. A sintaxe e a semântica são usadas em níveis
mais específicos para a criação artística e publicitária. O autor pensa nos significados que
quer transmitir, depois busca a melhor maneira e quais ou melhores elementos para fazer
com que essa mensagem seja entendida. No estudo da gramática relacionado ao significado
das palavras e frases, é preciso levar em consideração três aspectos: sinonímia, antonímia e
homonímia.
Sinônimos e Antônimos
EXEMPLOS: “Morto” e “falecido” são sinônimos, pois ambos os termos têm o mesmo
significado. “Bondoso” e “malvado” são antônimos, pois seus significados se opõem.
Homônimos e Polissemia
Homógrafas: São palavras homônimas que possuem a escrita igual, mas são diferentes na
pronúncia. EXEMPLO: Em “eu almoço tarde” e “o almoço está pronto”, a palavra “almoço”
(verbo) e “almoço” (substantivo) tem a mesma grafia, mas não é pronunciada da mesma
maneira.
Homófonas: São palavras homônimas que possuem a pronúncia igual, mas distinguem-se
na grafia. EXEMPLO: “Cinto”(substantivo) e “sinto” (verbo) possuem a mesma oralidade, mas
a escrita é diferente.
Perfeitas: São palavras homônimas que tanto são homógrafas quanto homófonas. EXEMPLO:
“cedo”(do verbo ceder) e “cedo”(advérbio de tempo) são escritas e pronunciadas igualmente,
mas não têm o mesmo significado.
Paronímia: Palavras com grafia diferente, mas pronúncia muito parecida. EXEMPLO:
“descriminar” e “discriminar” têm pronúncias muito próximas, mas a primeira palavra significa
“tirar a culpa”, a segunda quer dizer “diferenciar”.
Polissemia: Ocorre quando uma mesma palavra tem mais de um significado. EXEMPLO: A
palavra “graça” em “fez uma graça” e em “é de graça” tem significados diferentes em cada
uma dessas frases. Na primeira remete a algo engraçado; na segunda, a algo que não tem
custo, que é gratuito.
Hiperônimo e Hipônimo
1) ESA x EZA
Natur____
Portugu____
Calabr____
Bel____
2) ÊS x EZ
Palid____
Franc____
Burgu____
Pequen____
Pequin____
3) ISAR x IZAR
Pesqu____
Anal____
Harmon____
Higien____
Final_____
Real____
_________ parou?
Parou ________ ?
Samba do Porquê
5) MAL x MAU
6) SENÃO x SE NÃO
7) ACERCA DE x CERCA DE
8) AFIM x A FIM
9) DEMAIS x DE MAIS
11) HÁ x A
A colisão é __________.
Acentuação Gráfica
Acentuação Gráfica
Todas as palavras de duas ou mais sílabas possuem uma sílaba tônica, sobre a qual recai o
acento prosódico, isto é, o acento da fala.
Veja:
es - per - te - za
ca - pí - tu - lo
tra - zer
e - xis - ti - rá
Dessas quatro palavras, note que apenas duas receberam o acento gráfico. Logo, conclui-se
que:
Acento Prosódico é aquele que aparece em todas as palavras que possuem duas ou mais
sílabas. Já o acento gráfico se caracteriza por marcar a sílaba tônica de algumas palavras. É
o acento da escrita. Na língua portuguesa, os acentos gráficos empregados são:
Sobre as letras e e o, indica que representam as vogais tônicas com timbre aberto.
Exemplos: pé, herói
Acento Grave (`): indica as diversas possibilidades de crase da preposição "a" com artigos e
pronomes.
Exemplos: à, às, àquele
Acento Circunflexo (^): indica que as letras e e o representam vogais tônicas, com timbre
fechado. Pode surgir sobre a letra a, que representa a vogal tônica, normalmente diante
de m, n ou nh.
Exemplos: mês, bêbado, vovô, tâmara, sândalo, cânhamo
A maioria das paroxítonas termina em -a, -e, -o, -em, podendo ou não ser seguidas de "s".
Essas paroxítonas, por serem maioria, não são acentuadas graficamente. Já as proparoxítonas,
por serem pouco numerosas, são sempre acentuadas.
Proparoxítonas
Paroxítonas
l fácil
n pólen
r cadáver
ps bíceps
x tórax
us vírus
i, is júri, lápis
Observações:
2) Não são acentuados os prefixos terminados em "i "e "r" (semi, super).
Exemplos: várzea, mágoa, óleo, régua, férias, tênue, cárie, ingênuo, início
Oxítonas
Monossílabos
Monossílabos Tônicos
a(s): lá, cá
e(s): pé, mês
o(s): só, pó, nós, pôs
Monossílabos Átonos
Não possuem autonomia fonética, sendo proferidos fracamente, como se fossem sílabas
átonas do vocábulo a que se apoiam.
Exemplos:
o(s), a(s), um, uns, me, te, se, lhe nos, de, em, e, que, etc.
Observações:
1) Os monossílabos átonos são palavras vazias de sentido, vindo representados por artigos,
pronomes oblíquos, elementos de ligação (preposições, conjunções).
Exemplos:
Você trouxe sua mochila para quê? (tônico) / Que tem dentro da sua mochila? (átono)
Há sempre um mas para questionar. (tônico) / Eu sei seu nome, mas não me recordo agora.
(átono)
Saiba que:
Acento de insistência
Sentimentos fortes (emoção, alegria, raiva, medo) ou a simples necessidade de enfatizar uma
ideia podem levar o falante a emitir a sílaba tônica ou a primeira sílaba de certas palavras
com uma intensidade e duração além do normal.
Exemplos:
Regras Especiais
Ditongos Abertos
Os ditongos éi, éu e ói, sempre que tiverem pronúncia aberta em palavras oxítonas (éi e não
êi), são acentuados. Veja:
Exemplos: assembleia, boia, colmeia, Coreia, estreia, heroico, ideia, jiboia, joia, paranoia,
plateia, etc.
Atenção: a palavra destróier é acentuada por ser uma paroxítona terminada em "r" (e não
por possuir ditongo aberto "ói").
Hiatos
Acentuam-se o "i" e "u" tônicos quando formam hiato com a vogal anterior, estando eles
sozinhos na sílaba ou acompanhados apenas de "s", desde que não sejam seguidos por "-
nh".
Exemplos:
sa - í - da e - go - ís -mo sa - ú - de
ju - iz ra - iz ru - im ca - ir
Observação: cabe esclarecer que existem hiatos acentuados não por serem hiatos, mas por
outras razões. Veja os exemplos abaixo:
po-é-ti-co: proparoxítona
bo-ê-mio: paroxítona terminada em ditongo crescente.
ja-ó: oxítona terminada em "o".
Obs.: nos verbos compostos de ter e vir, o acento ocorre obrigatoriamente, mesmo no
singular. Distingue-se o plural do singular mudando o acento de agudo para circunflexo:
Acento Diferencial
Na língua escrita, existem dois casos em que os acentos são utilizados para diferenciar
palavras homógrafas (de mesma grafia). Veja:
a) pôde / pode
Pôde é a forma do pretérito perfeito do indicativo do verbo poder. Pode é a forma do presente
do indicativo. Exemplos:
b) pôr / por
Saiba que:
jogá-lo
jogá-lo-íamos
Acento Grave
O acento grave usa-se exclusivamente para indicar a crase da preposição "a" com os
artigos a, as e com os demonstrativos a, as, aquele(s), aquela(s), aquilo: à, às, àquele(s),
àquela(s), àquilo.
Prosódia
1) São oxítonas:
2) São paroxítonas:
3) São proparoxítonas:
Existem palavras cujo acento prosódico é incerto, mesmo na língua culta. Observe os
exemplos a seguir, sabendo que a primeira pronúncia dada é a mais utilizada na língua atual.
TIPOS DE PREDICADO
PREDICADO: é o único termo indispensável da oração, já que, como vimos, o sujeito pode
sem indeterminado ou até mesmo não existir.
Verbal
Nominal
Verbo-nominal
PREDICADO VERBAL
O núcleo é um verbo.
Ex.:
PREDICADO NOMINAL
O núcleo é um nome.
Ex.:
PREDICADO VERBO-NOMINAL
Ex.:
PREDICADO VERBO-NOMINAL
Ex.:
Tipos de Sujeitos
SUJEITO
É o termo a que o verbo faz referência e com o qual concordará. Tem como núcleos
o substantivo (ou palavra substantivada) e os pronomes substantivos. Jamais se separa
do predicado por vírgula ou vem precedido de preposição. Apresenta-se na ordem
direta (antes do verbo) ou indireta (após o verbo). O sujeito classifica-se em:
c) OCULTO/DESINENCIAL/ELÍPTICO
d) INDETERMINADO - é aquele que não está expresso na oração e não pode ser
reconhecido por elementos fornecidos por nenhum outro termo. Nessas orações, em
que só o predicado está expresso, não se pode ou não se quer determinar sobre quem
recai a ação. Casos de indeterminação do sujeito:
É aquela que não possui nenhum ser ao qual o predicado possa ser atribuído. O que
importa, nesse caso, é o processo verbal em si. Os verbos das orações sem sujeito são
chamados de IMPESSOAIS.
Agora é tarde.
CONCORDÂNCIA VERBAL
1. O som agradável dos cantos dos pássaros acalmam nossas almas intranquilas.
5. O homem humilde tem certas necessidades que as pessoas abastadas não tem.
1. Sujeito composto APÓS o verbo – o verbo irá para o plural ou concordará com o núcleo
mais próximo.
Ex.:
3. Sujeito composto com núcleos sinônimos ou quase – O verbo fica na terceira do singular
ou vai para o plural.
Ex.:
4. Sujeito composto por pessoas diferentes – Se houver 1ª pessoa, o verbo vai para a
primeira pessoa do plural. Se houver 2ª e 3ª pessoas apenas, é preferível o verbo na 2ª do
plural (vós). Aceita-se, contudo, o uso da 3ª do plural, como se o sujeito fosse “vocês”.
Tu e ele chegastes/chegaram.
Iniciou-se a negociação.
Concluíram-se as apresentações.
(sentido figurado)
(Catacrese)
X. Locuções Verbais
Ex.:
Vou te dizer
Parece serem
Parecia estarem
Ex.:
CONCORDÂNCIA NOMINAL
Concordância Nominal
1. Concordância Atrativa:
2. Concordância Gramatical:
1. Simples
Camisa vinho
Uniforme laranja
2. Composto
Olho azul-claro.
1 – BASTANTE
= 300 varia
2 – MEIO
= metade Variável
Palavras invariáveis
Cerveja é gostos__
A cerveja é gostos__
5- POSSÍVEL
Menos
Menos
6 – TAL QUAL
“Quando penso que cheguei ao meu limite descubro que tenho forças para ir além.”
Ayrton Senna
RELAÇÕES DE COORDENAÇÃO
Conectivos
Chamamos de conectivos termos que não têm função sintática, como as conjunções e
preposições, os quais servem para ligar termos de uma oração, orações de uma frase, ou
frases de um texto.
Conjunções x Preposições
a) Coordenação x Subordinação
b) Correlação
Conjunções coordenativas
A)
Almocei e saí.
B)
C)
D)
E)
Relações de Subordinação
Exemplos:
Exemplos:
E) Se precisar, telefone-me.
Uma oração subordinada pode sempre estar desenvolvida (com conjunção e verbo
conjugado) ou reduzida (sem conjunção e com verbo em uma forma nominal).
2. “E, depois que a tarde nos trouxesse a lua / se o amor chegasse eu não resistiria.”
3. “Quero que você me faça um favor, já que a gente não vai mais se encontrar.”
4. “E, embora eu já conheça bem os seus caminhos, me envolvo e sou tragado pelos seus
carinhos.”
5. “Onde andei não deu para ficar, porque aqui é o meu lugar.”
Apresentação
LÍNGUA PORTUGUESA
Conjunções coordenativas
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Apresentação
APRESENTAÇÃO
Fala galera!!
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Conjunções coordenativas
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
Apresentação .................................................................................................................... 2
Conjunções coordenativas ................................................................................................. 3
Conectivos ........................................................................................................................ 3
A diferença entre conjunções e preposições ...................................................................... 4
Conjunções e relações sintáticas. ...................................................................................... 5
Exemplos de conjunções coordenativas ............................................................................. 7
Observação 1: Polissemia da conjunção ............................................................................ 9
Classificando as orações coordenadas destacadas .......................................................... 10
Questão 01 ..................................................................................................................... 12
Questão 02 ..................................................................................................................... 13
Questão 03 ..................................................................................................................... 14
Questão 04 ..................................................................................................................... 14
Questão 05 ..................................................................................................................... 15
CONJUNÇÕES COORDENATIVAS
São aditivas, adversativas, alternativas, explicativas e conclusivas semanticamente
indicam através do nome. As aditivas indicam adição, uma soma ou um acréscimo, as
adversativas indicam a diversidade, contraste e oposição, as alternativas indicam a
alternância e escolha, explicativas indicam uma explicação e conclusiva indicando uma
conclusão.
Algumas são mais fáceis para identificar por exemplo, porém = adversativa, ou =
alternativa.
CONECTIVOS
Chamamos de conectivos termos que não tem função sintática, como as conjunções
e preposições, os quais servem para ligar termos de uma oração, orações de uma
frase, ou frases de um texto.
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Quando é colocado “Comi bolo de chocolate” eu comi quantas coisas? É uma coisa,
“Comi” é um verbo transitivo direto e o “bolo de chocolate” é um objeto direto, sendo
o núcleo deste objeto direto “bolo” o “de” serve para ligar o núcleo do objeto direto
ao núcleo do adjunto adnominal. Afinal foi comido um bolo que é de chocolate, então
“de chocolate” está caracterizando o bolo, sendo uma locução adjetiva para mostrar
que o bolo é de chocolate e não de cenoura. São duas funções sintáticas diferentes,
as duas são nucleares, mas uma é núcleo do objeto direto e a outra é núcleo do
adjunto adnominal que está inserido dentro desse objeto direto.
Se come duas coisas o verbo “comi” é transitivo direto, o “bolo e chocolate” é objeto
direto e o “e” está ligando dois núcleos do objeto direto. Por isso há o hábito de dizer
que a preposição liga elementos de funções diferentes e que a conjunção liga
elementos de funções idênticas.
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Quem se casou foi Maria e João, “Maria e João” é o sujeito, os núcleos desse sujeito é
“Maria” “João” o “e” liga os dois núcleos, por isso o “e” é uma conjunção de ligação
de elementos de mesma função sintática.
a) Coordenação e Subordinação
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subordinada adverbial concessiva, sendo o “não fiz boa prova” a oração principal.
“não saia” tem um teor imperativo, logo para justificar algo, sendo assim o “pois”
explicativo, o “não saia de casa” é oração coordenada assindética e o “pois está
chovendo” será uma oração coordenada sindética explicativa. Repare que toda vez
que temos subordinadas se pode fazer permuta, pois não são coordenadas,
lembrando que as coordenadas são fixas.
b) Correlação
Correlação são pares, o par que há nessa frase é “não só” “mas também” para indicar
que no “mas também” há uma estrutura aditiva sendo a virgula da frase facultativa,
mas essa virgula mostra que o “mas” não pode ser considerado uma aditiva
simplesmente do nada, tem que haver correlação e se existe essa relação do valor da
soma.
Existe a relação com o intensificador ante “que” podendo ser a palavra tanto, tal, qual
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O “do” é facultativo, pois se pode dizer “Maria é mais alta que João”
Almocei e saí.
B)
C)
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D)
E)
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Este “e” indica oposição, entrando uma virgula obrigatória na frase “estudei, e não fiz
boa prova.”
Observe que esta depois do verbo da oração o “pois” da qual ele faz parte no final,
sendo conclusivo.
Toda causa é uma explicação a diferença é que a explicação possui essência imperativa
se a frase fosse “troque o xampu, pois o cabelo está seco” seria um “pois” explicativo,
mas esse “pois” é causal há uma relação de causa e consequência, sendo a causa o
cabelo estar seco e a consequência trocar o xampu. A conjunção é causal, mas
subjacente existe um valor explicativo.
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Este “que” funciona como se fosse um “e” funcionando como soma, indica um aditivo.
O “pois” ele pode ter algumas classificações, sendo explicativas, conclusivas e existe a
possibilidade de ser causal o qual que se confunde com o explicativo. A diferença é
que no explicativo há uma essência imperativa e no causal não. Ocasionando a uma
relação de causa e consequência, por exemplo quando há uma ordem o pois
explicativo, quando não possui ordem é causal. Quando se diz “não vou à praia, pois
está chovendo” não tem ordem, então este “pois” é causal agora na frase “não vá à
praia, pois está chovendo” o pois é explicativo, uma diferença significativa entre o pois
explicativo e o conclusivo é que o explicativo vem antes do verbo colocando a virgula
e depois o “pois”. No conclusivo vem depois do verbo ou entre virgulas, geralmente
no final da estrutura para mostrar que está depois do verbo, o que acaba acontecendo
com o “pois” conclusivo é que ele é deslocado e deve ser destacado com virgula.
Normalmente vem a primeira oração, virgula, a conjunção e a oração da qual essa
conjunção faz parte.
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“Saia” possui um modo imperativo, e por causa do “porque” temos uma estrutura
explicativa.
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Questão 01
QUESTÃO 01
Os livros de história sempre tiveram dificuldade em falar de mulheres que não
respeitam os padrões de gênero, e em nenhuma área essa limitação é tão evidente
como na guerra e no que se refere ao manejo de armas. No entanto, da Antiguidade
aos tempos modernos a história é fértil em relatos protagonizados por guerreiros.
Com efeito, a sucessão política regularmente coloca uma mulher no trono, por mais
desagradável que essa verdade soe.
Mantendo-se a correção e a lógica, sem que qualquer outra alteração seja feita na
frase, o segmento grifado acima pode ser substituído por:
a) Todavia.
b) Conquanto.
c) Embora.
d) Porquanto.
e) Ainda que.
Comentário: Uma adversativa até pode ser substituída por uma concessiva que
indica a oposição em cima de uma reescritura, entretanto a adversativa enfatiza e
a concessiva minimiza, mas a depender de como fará a reescritura, o processo
funciona. Usando o exemplo de:
Esta frase enfatiza o fato de ele ser rico e minimiza o fato de ser feio, colocando
uma concessiva dá para manter o sentido, sendo:
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Questão 02
Observe que a frase continua enfatizando o fato de ser rico e minimiza o fato de
ser feio, mas há uma reescritura.
Nesta frase não dá para substituir o “mas” por “embora”, não fara sentido mudando
a ideia, não se pode enfatizar um elemento e depois minimizar o mesmo, ficando
claro que para manter se deve trocar adversativa por adversativa. Todavia é uma
adversativa, conquanto é uma concessiva, embora é uma concessiva, porquanto
explicativa podendo ser também causal e o ainda que uma estrutura concessiva,
sendo possível trocar a adversativa por outra apenas na letra a.
Gabarito: Letra A
QUESTÃO 02
No período: “Paredes ficaram tortas, animais enlouqueceram e as plantas caíram”,
temos:
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Questão 03
Gabarito: Letra C
QUESTÃO 03
Entenda o cálculo do IDH municipal (IDHM)
Comentário: O texto parece não ter ideia de adversidade, pelo motivo de ter o
“mas também”, entretanto não possui um par sendo esta uma questão certa
que trás a ideia de adversidade.
QUESTÃO 04
“Contudo, essa experiência foi posta de lado quando as trevas medievais tomaram
conta da Europa, fazendo-a mergulhar em mil anos de estagnação, sob as mãos de
senhores feudais, reis e papas, que não conheciam o outro limite senão o seu próprio
poder.
Comentário: Ela não tem como ser gramaticalmente correta, pois são
completamente diferentes, prejudicaria o sentido se pudesse colocar ficando
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Questão 05
claro, que, a questão já está errada por dizer que é gramaticalmente correta.
QUESTÃO 05
Victor fracassou porque cedeu a uma predisposição da natureza humana...
a) Ainda que.
b) Conquanto.
c) Enquanto.
d) Embora.
e) Uma vez que.
Comentário: Este porque poderia ser a princípio explicativo ou causal, não possui
ordem, sendo causal se procura também uma estrutura causal sendo o ainda que
uma concessiva, conquanto uma concessiva, enquanto temporal, embora é
concessiva e uma vez que a qual é a causal sendo a alternativa correta.
Gabarito: Letra E
Nikos Kazantzakis.
É imprescindível acreditar que consegue, você tem que acreditar, na próxima aula
veremos mais sobre conjunções, bons estudos.
Até mais!
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Apresentação
LÍNGUA PORTUGUESA
Conjunções Subordinativas
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Apresentação
APRESENTAÇÃO
Fala galera!!
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Conjunções Subordinativas
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
Apresentação .................................................................................................................... 2
Conjunções Subordinativas ............................................................................................... 3
Conjunções Subordinativas Integrantes ................................................................................................ 5
Conjunções Subordinativas Adverbiais ................................................................................................. 7
Exercícios ........................................................................................................................ 12
CONJUNÇÕES SUBORDINATIVAS
Existem nove conjunções subordinativas adverbiais, as quais dividem-se em
integrantes e adverbiais. As CONJUNÇÕES SUBORDINATIVAS INTEGRANTES,
como diz o próprio nome integram apenas a oração subordinada, no caso,
substantiva, portanto, as orações integrantes, que basicamente são encabeçadas pelas
conjunções integrantes “que” e “se”, indicarão que são orações subordinadas
substantivas. Uma forma muito simples de identificar essas orações é efetuar a
substituições das conjunções que e se, junto com a oração da qual fazem parte, pelo
termo “isso”. Observe:
I S S O Oração
Substantiva
Subordinada
Integrante
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Conjunções Subordinativas
Bom, tendo esquematizado as conjunções de acordo com suas iniciais, o seu trabalho
será o de identificar as conjunções, isto é, identificar quais delas podem ser
consideradas causais, quais podem ser consideradas comparativas, e assim por diante.
Para auxiliá-lo vou colocar aqui alguns exemplos.
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Conjunções Subordinativas
O interessante é você conseguir identificar que “porque”, “pois” e “como” podem ser
conjunções causais. Identificar que, além de causal, a conjunção “como” pode ser
também comparativa e conformativa. Identificar que “se” e “caso” são as principais
conjunções condicionais; que “embora”, “à despeito de”, “conquanto” e “malgrado”
são conjunções concessivas; que “que” é a principal conjunção consecutiva e conta
com intensificadores para que possa ser classificada dessa forma (tanto, tal, tão e
tamanho); é identificar que “para” é a principal estrutura que indica finalidade; e,
ainda, que “a fim de” também indica finalidade; é perceber que a questão temporal
muitas vezes é expressa por “quando” e “enquanto”; e que a conjunção proporcional
é muito marcada por “à medida que” e “a proporção que”.
Mas, para conseguir identificar a classificação das conjunções, você precisa decorá-
las. Veja, é a mesma lógica de aprender a escrever: ninguém aprende a escrever sem
antes ter decorado as letras do alfabeto e a formação das sílabas; ou ainda, a mesma
lógica de correr: ninguém aprende a correr sem antes ter aprendido a andar. Nesse
sentido, não há outra forma de conseguir responder as questões relacionadas à
classificação das conjunções sem decorá-las. E se o material de apoio não for
suficiente para você, sinta-se na liberdade de solicitar algum material complementar
diretamente para mim no canal @professorsidneymartins. Dito isto, vamos adentrar
um pouco mais na teoria.
Conjunção temporal
Quando você chegar, estaremos em casa.
Oração subordinada adverbial temporal Oração principal
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Conjunções Subordinativas
O termo “quando” notoriamente expressa valor temporal, ou seja, indica tempo, então
estamos diante de uma conjunção temporal. E a conjunção temporal é uma
conjunção subordinativa adverbial, portanto, toda a primeira estrutura desse exemplo
será chamada de oração subordinada adverbial temporal. Consequentemente, se
há uma oração subordinada é porque há também uma oração principal, assim, a outra
parte do exemplo, a oração “estaremos em casa”, será a oração principal, doravante
OP. Próximo exemplo:
OP O.S.S ISSO
Quero que chova amanhã.
Oração principal Oração subordinada substantiva objetiva direta
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Conjunções Subordinativas
vimo. Veja, esse é o melhor macete que já vi na vida! Vamos ver alguns os exemplos:
I S S O Oração
Substantiva
Subordinada
Integrante
O.S.S.I.
Ela quer que você volte.
Ela quer o que? ISSO
O.S.S.I.
Perguntei se todos estavam bem.
Perguntei o que? ISSO
Pela substituição da oração subordinada pelo termo “isso”, sabemos se tratar ela de
uma oração Subordinada Substantiva Encabeçada Por Conjunção Integrante. E
pode reparar que o “se” do segundo exemplo “perguntei se todos estavam bem”,
poderia ser um “se” condicional, mas neste caso NÃO expressa a ideia de condição de
jeito nenhum.
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Conjunções Subordinativas
A conjunção “quando “é uma conjunção temporal, pois indica tempo. Então a primeira
oração do primeiro exemplo se trata de uma oração subordinada adverbial
temporal. Mas aí falamos só do valor semântico. No segundo exemplo, sabemos que
a conjunção “ainda que” é uma conjunção concessiva, então indica a ideia de
concessão. Para esse primeiro exemplo, vou ensinar dois macetes. O macete do “que”,
e o macete do “tesão”. Olha só, toda vez que observarmos um intensificador
acompanhando a oração principal, e a conjunção “que” na oração subordinada, temos
uma ideia de causa e consequência.
E aí está o macete do “TESÃO”. Simples, junte todos os quatro “t’s” e forme um “Tzão”,
um “t” grandão, e ONDE HÁ TZÃO SEMPRE TEM CONSEQUÊNCIAS. Pronto, agora
você não esquece mais. Vamos aos exemplos.
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Conjunções Subordinativas
Perceba que existe uma relação causa e consequência também no primeiro exemplo.
O “que”, portanto, é uma conjunção subordinativa adverbial consecutiva. O próximo
exemplo, sabemos que “porque” pode ser uma conjunção causal ou explicativa, num
primeiro momento. Como vamos saber quando ele será explicativo? Quando tiver a
essência da interatividade, ou seja, tome remédio e então tussa. Mas não é o caso
neste exemplo, porque é justo o contrário: por a pessoa não ter tomado remédio (não
ter se cuidado), ela está tossindo. Assim, temos uma relação de causa e consequência.
Ou seja, esse “porque” encabeça uma oração subordinada adverbial causal, isto é, uma
oração na qual existe um valor de causa seguida de consequência. No terceiro
exemplo, o termo “se” cria uma ideia de condição, então é uma conjunção condicional,
afinal de contas é para ligar só se precisa, caso precise, telefone, agora, se não precisar
não precisar para telefone. Assim, cria uma condição. Próximos exemplos:
A conjunção “a fim de” indica a ideia de finalidade, então é uma estrutura final,
portanto uma oração subordinada adverbial final. No segundo exemplo temos a
conjunção “como”, que pode ser tanto causal, como comparativa ou conformativa.
São três valores subordinados, três valores adverbiais. Ela será causal quando estiver
no início do período, por exemplo na sentença “como estava chovendo, não fui à
praia”. E será comparativa quando existir uma relação de igualdade. E será
conformativo quando não existir uma relação de igualdade, por exemplo, “Jhoni Zini
é sexy como o Pablo Jamil”. Veja, nesse momento eu tentei comparar a sensualidade
dos dois, o sex apeal dos dois, enfim, eu comparei um ao outro na tentativa de colocá-
los no mesmo patamar. Então existe uma ideia de igualdade. Se existe uma ideia de
igualdade, a conjunção “como” é comparativa.
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Conjunções Subordinativas
Agora, digamos que eu diga “Jhoni faz exercícios como Pablo o orienta.” Neste
momento não estou tentando promover uma igualdade, não estou tentando dizer
que Jhoni faz exercícios igual Pablo, aqui Jhoni faz exercícios como é mandado,
conforme Pablo orienta, consoante Pablo orienta. Então como temos uma ideia
diferente, a conjunção “como” é conformativa.
No terceiro exemplo “fiz tudo como você mandou”, ou seja, conforme você mandou,
a conjunção “como” é conformativa e indica uma conformidade. No próximo exemplo
“Sou forte como um touro”, estou meu comparando a um touro, logo, a relação é
comparativa. No quarto exemplo” à medida que cresço, engordo” a conjunção “à
medida que” indica uma relação de proporcionalidade, portanto, é uma estrutura
proporcional.
Uma observação interessante relacionada a esse tema e que já foi conteúdo de prova
é que NÃO constam na N.G.B. (Nomenclatura Gramatical Brasileira) as locativas
(indicam local) e a modal (indica modo). Observe os exemplos:
Além das nove conjunções adverbiais sobre as quais já falamos, que constam na N.G.B,
também podem aparecer na sua prova, embora não constem na N.G.B., esses dois
tipos de conjunções. 99% dos casos será a LOCATIVA a aparecer.
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Conjunções Subordinativas
Uma segunda observação diz respeito à redução do desenvolvimento. Veja, uma oração
subordinada pode sempre estar DESENVOLVIDA (com conjunção e verbo conjugado)
ou REDUZIDA (sem conjunção e com verbo em uma forma nominal).
No terceiro exemplo, sabemos que existe uma oração subordinada adverbial reduzida
de particípio em “terminado o trabalho”, agora a sua classificação é ambígua. Veja bem,
pode ser interpretada como “se terminarem o trabalho, poderão sair”, ou “quando
terminarem o trabalho, poderão sair”. Nesse caso, vai depender da forma que você for
desenvolver o raciocínio ou vai depender do contexto em que a oração está inserida.
Assim, pode tanto ser
temporal
Uma oração subordinada adverbial reduzida de particípio
condicional
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Exercícios
subordinada adverbial reduzida de gerúndio que pode ser tanto temporal (no
momento que precisa de ajuda, telefone) quanto condicional (se precisar de ajuda,
telefone).
EXERCÍCIOS
1. Classifique as orações subordinadas adverbiais destacadas:
b. E, depois que a tarde nos trouxesse a lua/ se o amor chegasse eu não resistiria.
c. Quero que você me faça um favor, já que a gente não vai mais se encontrar.
e. Onde andei não deu para ficar, porque aqui é o meu lugar.
GABARITO:
a. A conjunção “como” dá ideia de comparação, portanto temos comparativa.
b. “Depois”, dá ideia de tempo, portanto, uma O. S. Adv. temporal e “se” dá ideia de condição,
portanto, temos uma condicional.
c. “Já que” = causal.
d. “Embora” = concessiva.
e. Onde = locativa (indica o lugar); “porque” = causal (há relação de causa e consequência
“aqui é o meu lugar” = causa; “não deu para ficar onde andei” = consequência.
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Exercícios
a) Causa.
b) Consequência.
c) Condição.
d) Conformidade.
e) Concessão.
GABARITO: E
GABARITO: C
4. No Texto lê-se: “A língua que falamos é um bem, se considerarmos “bens” “as coisas
úteis ao homem”.
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Exercícios
GABARITO: C
GABARITO: ERRADA
Para finalizar este nosso material, deixo uma mensagem bem bonita do Walt Disney:
SE VOCÊ PODE SONHAR, VOCÊ PODE FAZER ISSO. E isso é a mais pura verdade.
Sonhou, pode fazer! E tenha sonhos sempre grande, porque se na sua jornada até o
topo você cair no meio do caminho, pelo menos alguma coisa boa você já vai ter
conquistado. Agora, se você sonhar muito pequeno... as conquistas serão poucas.
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Exercícios
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Apresentação
LÍNGUA PORTUGUESA
Oração Subordinada
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Apresentação
APRESENTAÇÃO
Fala galera!!
E é com imenso prazer que nós vamos trabalhar hoje Orações Subordinadas. Eu venho
há algum tempo em diversas aulas batendo na tecla desta subordinação. Agora, mais
uma vez eu vou ilustrar aqui de forma bem rápida como funciona a questão das
orações.
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CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
Apresentação .................................................................................................................... 2
Período Simples e Período Composto ................................................................................ 3
Orações Subordinadas ...................................................................................................... 4
Funções sintáticas ............................................................................................................. 5
Oração Subordinada Adverbial ............................................................................................................. 5
“Que” - Pron. Relativo ou Conj. Integrante? .......................................................................................... 6
Oração Subordinada Substantiva .......................................................................................................... 8
Agora em relação ao período composto, ele pode ser composto por coordenação ou
por subordinação. Sabemos que a coordenação pode ter uma divisão entre as
coordenadas acinéticas, que a são aquelas que não possuem conectivo, e as
cinéticas, que são aquelas que possuem conectivo. Sabemos que as conjunções
cinéticas são cinco. Para as conjunções subordinadas, temos as substantivas, as
adjetivas e as adverbiais, que são nove.
Veja, qual é o grande pulo do gato? O que acontece na verdade é que na escola
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Orações Subordinadas
ORAÇÕES SUBORDINADAS
Dentro da classificação orações subordinadas temos as orações subordinadas
substantivas, as orações subordinadas adjetivas, e as adverbiais. A oração subordinada
exerce uma função sintática em relação à oração principal, porque ela está inserida na
principal. Existindo subordinada, existe também a principal. Mas além da função
sintática, ela exerce também uma função morfológica, até mesmo pelos nomes que
apresenta. Essa questão morfológica é muito simples. Veja bem, a oração subordinada
substantiva, ela funciona como se fosse um substantivo, logo ela pode ser substituída
por um substantivo; a oração subordinada adjetiva funciona como um adjetivo, logo,
ela pode ser substituída por um adjetivo, e a oração subordinada adverbial funciona,
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Funções sintáticas
FUNÇÕES SINTÁTICAS
Dito isso, vamos falar então sobre as funções sintáticas dessas orações. A oração
subordinada adverbial só pode exercer UMA ÚNICA função sintática. Ela sempre vai
funcionar como adjunto adverbial. SEMPRE!! O mesmo ocorre com a oração
subordinada adjetiva, que exercerá sempre a única função de adjunto adverbial. Agora
vamos sair da zona de conforto para falar da ORAÇÃO SUBORDINADA
SUBSTANTIVA. Esta, pode exercer até seis funções sintáticas, quais sejam:
✓ Sujeito;
✓ Objeto direto;
✓ Objeto indireto;
✓ Complemento nominal;
✓ Aposto;
✓ Predicativo
A conjunção “que” encabeça as orações subordinadas e por esse motivo o “que” é tão
importante. Porque ele é capaz de encabeçar as três orações subordinadas. Ele pode
encabeçar oração subordinada substantiva, a adjetiva, e a adverbial. Ele vai encabeçar
uma oração substantiva quando funcionar como uma conjunção integrante. ele vai
encabeçar a adjetiva quando funcionar como um pronome relativo; e vai encabeçar a
oração subordinada adverbial quando funcionar como uma conjunção subordinativa
adverbial consecutiva, que é aquela quem indica a consequência. De todas essas, a de
mais fácil identificação é a oração subordinada adverbial consecutiva, porque
OBRIGATORIAMENTE a oração principal à qual está subordinada deverá apresentar
um intensificador, que são as seguintes palavras: tanto, tal, tão e tamanho. Então há
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Funções sintáticas
na oração as estruturas “tanto que”, “tal que”, “tão que” e “tamanho que” temos uma
relação de causa e consequência. Se você não lembra do macete do “Tzão”, veja só:
T TAL
TÃO
TAMANHO
---------
---------
---------
QUE
QUE
QUE
Onde tem TZÃO tem consequência
É assim que funciona, é muito simples na verdade. No exemplo “João é tão feio que
assusta até as crianças” conseguimos fazer uma divisão entre a oração principal e a
oração subordinada.
Causa Consequência
João é tão feio Que assusta até as crianças.
Oração principal O.S. Adv. Consecutiva.
A banca avaliadora pode cobrar uma questão como essa na prova tal como acabamos
de trabalhar, mas ela pode, também, cobrar o valor semântico apenas do “que” ou de
toda a estrutura da qual faz parte. Agora, se não houver um intensificador... o “que”
será pronome relativo ou conjunção? Pois bem, vamos aprender a identificar a
diferença.
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Funções sintáticas
I S S O Oração
Substantiva
Subordinada
Integrante
Agora vamos trabalhar com alguns outros exemplos para podermos entender melhor
e fixar o conteúdo.
Bom, a parte inicial da análise é muito simples, basta separar a oração principal da
subordinada. Agora vamos verificar se existe ali um termo intensificador (tanto, tal,
tão, tamanho). Sim ou não? Não, não há nenhum intensificador, portanto, sabemos
que não se trata de uma consecutiva. Sendo assim, ou será uma adjetiva ou uma
substantiva, porque o “que”, ou vai ser um pronome relativo, ou uma conjunção
integrante. É simples identificar. Basta analisar se o “que” está fazendo referência ao
termo anterior ou não. Neste exemplo vemos que não, ele não faz referência ao termo
anterior. Mas se você estiver muito nervoso e quiser se certificar de que terá a resposta
correta, você vai recorrer ao macete do ISSO. Então você vai ver se consegue pegar
toda a oração subordinada (OS) e substitui-la pela palavra ISSO. Conseguiu?
1. Percebo / isso.
O.P. O.S
Agora tenho certeza que este “que” é uma conjunção integrante e que a oração é
uma oração subordinada substantiva, encabeçada pela conjunção integrante
que.
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Funções sintáticas
Mas a postura do avaliador hoje em dia pode ser diferente. Em se tratando de uma
subordinada adverbial, ele pode sim querer cobrar a classificação da oração, a função
morfológica do “que”, mas na maioria das vezes, ele quer mesmo é saber o valor
semântico. Isto é, que que você diga qual é a função sintática da oração destacada. Se
for uma oração subordinada adverbial, por exemplo, só possuirá uma única função
sintática, que é a de adjunto adverbial. Só que isso fica muito claro e fácil para o
candidato escolher dentre as opções a correta, e o candidato acerta com muita
facilidade. Agora, quando a banca cobrar as orações substantivas, não tem jeito, ele
vai cobrar a função sintática.
Vamos voltar ao exemplo “percebo que os alunos do Focus são carinhosos” resumido
em “percebo isso”. Quem percebe? Ora, “EU percebo isso”. Então chegamos ao sujeito
da oração, que será, nesse caso, um sujeito oculto. Afinal de contas, conseguimos
depreender o sujeito pela desinência número pessoal. Agora ficou faltando o resto, o
resto é o complemento, porque nesse caso, quem percebe, percebe alguma coisa.
Então estamos diante de um verbo transitivo direto, portanto, diante de uma oração
subordinada substantiva objetiva direta. O nome é enorme e assustador, mas no
final das contas é apenas um objeto direto que, por um acaso, tem oração (objeto
direto oracional).
Agora, você me pergunta: como é que isso pode cair na prova? Pode cair na prova
pedindo a classificação da oração, toda a classificação como acabamos de ver; pode
pedir só a função morfológica do “que” que é uma conjunção integrante; ou então,
pode cair alguma questão que trabalhe a análise sintática apenas, sem mencionar a
questão da oração. Pode ser então que a banca destaque toda a estrutura e diga, por
exemplo, de forma velada para testar o conhecimento prévio, que toda a estrutura
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Funções sintáticas
Ainda, a banca pode simplesmente destacar e afirmar que o “que” é o objeto direto,
isto é, misturar o período composto com orações de período simples. Ela poderia
colocar a estrutura completa no enunciado, destacar a oração subordinada e pedir
para você assinalar dentre as questões a que tiver a mesma função sintática do termo
destacado. Vamos fazer algumas suposições à la banca de concurso. Digamos que
sejam apresentadas as seguintes frases para assinalarmos, dentre elas, a com mesma
função sintática de “Percebo que os alunos do Focus são legais”. O gabarito da nossa
questão seria a letra a, naturalmente. Vamos para uma outra estrutura.
Exemplo 1:
VTD. OD
a) Comi Um pastel
VID - PIS OI
b) Trata-se de um documento
Exemplo 2:
OP OS OP
O aluno Que estuda é aprovado.
Repare que na primeira parte da estrutura não há verbo, “O aluno”, então não é uma
oração, mas sim uma estrutura nominal. Isso significa que a oração subordinada está
no meio da oração principal. Mas isso é fácil identificar. Perceba que o primeiro verbo
que aparece depois do “que” é o verbo da oração subordinada, a partir disso, o
próximo, já é o verbo da oração principal. Então a nossa oração principal é “o aluno
... é aprovado”, e “que estuda” é nossa oração subordinada, que por enquanto, não
sabemos quem é.
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Funções sintáticas
Vamos descobrir então quem é. Observe a oração anterior para ver se encontra um
intensificador (tanto, tal, tão, tamanho). Não temos intensificador. Então o próximo
passo é ver se o que é pronome relativo ou conjunção integrante. Será que este “que”
faz referência à estrutura anterior? Poderíamos pegar o “que estuda” e substituir por
“o aluno estuda”? Sim, poderíamos. Logo, o que se trata de um “pronome relativo”,
ou seja, de um elemento que faz referência ao termo anterior. Agora sim sabemos que
oração temos aqui: oração subordinada adjetiva. E se você ainda estiver na dúvida,
experimente aplicar o macete do ISSO. Podemos substituir o “que” por isso? Como
em “O aluno isso”? Não né... Fica muito estranho.
OP OS OP
O aluno Que estuda é aprovado.
Sujeito Pron. Relativo
Oração subordinada adjetiva restritiva
Agora para complementar, eu preciso saber se a oração subordinada que está entre a
principal é restritiva ou explicativa. Desse modo, verificamos que se há presença de
vírgula ou não. Se for restritiva NÃO haverá vírgula; se for explicativa HAVERÁ vírgula.
Logo, nossa frase é restritiva e isso significa de fato que aqui existe uma ideia de
restrição, de limitação, porque não é todo aluno que é aprovado, mas somente aquele
que estuda. E essa observação significa que esta estrutura é de suma importância
para o entendimento da frase como um todo, então não posso retirá-la de onde está,
por isso não tem virgula.
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Funções sintáticas
É isso aí, finalizamos por hoje com uma vasta retomada de conteúdo basal da língua
portuguesa e com entendimentos essenciais para sua prova. Espero que minha
explicação, exemplos e macetes tenham lhe ajudado a captar o sentido por trás de
tudo isso, porque, por mais complexo e estranho que parece, faz sentido. Retome o
conteúdo, refaça as anotações e procure exercitar o conhecimento angariado.
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Funções sintáticas
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VOZES VERBAIS
As vozes verbais, ou vozes do verbo, são a forma como os verbos se apresentam na oração a
fim de determinar se o sujeito pratica ou recebe a ação. Elas podem ser de três
tipos: ativa, passiva ou reflexiva.
Voz ativa
Exemplos:
• Já fiz o trabalho.
Voz passiva
Na voz passiva o sujeito é paciente e, assim, não pratica, mas recebe a ação.
Exemplos:
Sujeito paciente + verbo auxiliar (ser, estar, ficar, entre outros) + verbo principal da ação
conjugado no particípio + agente da passiva.
Exemplos:
A voz passiva sintética, também chamada de voz passiva pronominal (devido ao uso do
pronome se), é formada por:
Verbo conjugado na 3.ª pessoa (no singular ou no plural) + pronome apassivador "se" +
sujeito paciente.
Exemplos:
• Já se fez o trabalho.
Voz reflexiva
Na voz reflexiva o sujeito é agente e paciente ao mesmo tempo, uma vez que ele pratica e
recebe a ação.
Exemplos:
Verbo na voz ativa + pronome oblíquo (me, te, se, nos, vos), que serve de objeto direto ou,
por vezes, de objeto indireto, e representa a mesma pessoa que o sujeito.
Exemplos:
• Olhei-me ao espelho.
A voz reflexiva também pode ser recíproca. Isso acontece quando o verbo reflexivo indica
reciprocidade, ou seja, quando dois ou mais sujeitos praticam a ação, ao mesmo tempo
que também são pacientes.
Exemplos:
Geralmente, por uma questão de estilo, podemos passar a voz verbal ativa para a voz verbal
passiva.
Observe que o verbo auxiliar "foi" está no mesmo tempo verbal que o verbo "aspiramos"
estava na oração cuja voz é ativa. O verbo "aspiramos" na oração cuja voz é passiva está no
particípio.
Sujeito + verbo auxiliar (ser, estar, ficar, entre outros) conjugado no mesmo tempo verbal que
o verbo principal da oração na voz ativa + verbo principal da ação conjugado no particípio +
agente da passiva.
Locuções verbais:
Tenho comprado – tem sido comprado / tinha comprado – tinha sido comprado / deve
comprar – deve ser comprado / estou comprando – está sendo comprado etc.
Transitividade Verbal
Verbo transitivo
É o verbo que vem acompanhado por complemento: quem sente, sente algo; quem revela,
revela algo a alguém. O sentido desse verbo transita, isto é, segue adiante, integrando-se
aos complementos, para adquirir sentido completo. Veja:
S. Simples Predicado
1 2
1= Verbo Transitivo
2= Complemento Verbal (Objeto)
Por Exemplo:
Por Exemplo:
Eu gosto de sorvete.
Por Exemplo:
Verbo intransitivo
É aquele que traz em si a ideia completa da ação, sem necessitar, portanto, de um outro
termo para completar o seu sentido. Sua ação não transita.
O verbo cair é intransitivo, pois encerra um significado completo. Se desejar, o falante pode
acrescentar outras informações, como:
Essas informações ampliam o significado do verbo, mas não são necessárias para que se
compreenda a informação básica.
Verbo de ligação
É aquele que, expressando estado, liga características ao sujeito, estabelecendo entre eles
(sujeito e características) certos tipos de relações.
Sandra é alegre.
Sandra vive alegre.
Observação: a classificação do verbo quanto à predicação deve ser feita de acordo com o
contexto e não isoladamente. Um mesmo verbo pode aparecer ora como intransitivo, ora
como de ligação. Veja:
A análise dos termos da oração estabelece-se numa nítida hierarquia entre os termos,
classificados como: essenciais, integrantes e acessórios.
Sujeito
Predicado
Complemento nominal
Agente da passiva
Adjunto Adnominal
Adjunto Adverbial
Aposto
Regência Verbal
1- Agradar
a) no sentido de acariciar – VTD.
Ex.: Não é bom agradar demais as crianças.
2 – Aspirar
a- no sentido de cheirar, sorver: sem preposição - VTD. Ex.: Maradona aspirou o ar puro da
manhã.
b- no sentido de almejar, pretender: exige a preposição a - VTI. Ex.: Aspirava ao cargo de
promotor de vendas.
3 – Assistir
a) no sentido de dar assistência, ajudar: com ou sem preposição – VTD ou VTI.
Ex.: O médico assistia os (aos) lutadores machucados
b) no sentido de ver, presenciar: exige a preposição a - VTI. O objeto indireto não pode ser
representado por lhe(s), apenas por a ele(s) a ela(s):
Ex.: Assistimos ao filme
4- Chamar
a) no sentido de convocar, sem preposição – VTD.
Ex.: A direção chamou os professores.
5. Chegar/ ir – deve ser introduzido pela preposição a e não pela preposição em.
Ex.: Vou ao ortopedista./ Cheguei a Brasília.
6- Custar
a) no sentido de ser custoso, ser difícil: preposição a. Ex.: Custou ao aluno entender o
fenômeno da crase.
b) no sentido de acarretar: sem preposição. Ex.: O valor da casa custou-me tudo o que
tinha.
c) no sentido de ter valor de, ter o preço: sem preposição. Ex.: Imóveis custam caro.
7 - Esquecer/lembrar
a- Quando não forem pronominais: sem preposição - VTD. Ex.: Esqueci o casaco dele.
9- Namorar – não se usa com preposição - VTD. Ex.: Elisa namora Otávio.
10- Obedecer/desobedecer – exigem a preposição a - VTI. Ex.: O bom filho obedece aos
pais./ O candidato desobedeceu ao regulamento
11 - Pagar/ perdoar
a) Se o objeto é a coisa que sofre a ação do verbo: sem preposição – VTD.
Ex.: Ela pagou a conta de luz.
Ex.: O professor perdoou os erros do aluno
b) Se o objeto é pessoa que recebe a ação do verbo: são regidos pela preposição a – VTI.
Ex.: Perdoei a todos.
Ex.: O cliente pagou ao dono da loja.
Ex.: Cristo perdoou aos pecadores.
É errado usar este verbo reforçado pelas expressões ou palavras: antes, mais, muito mais, mil
vezes mais, etc.
Ex.: Prefiro mil vezes dançar a fazer ginástica.
13 – Querer
a) no sentido de desejar: sem preposição.
Ex.: Quero a risada mais gostosa
b) no sentido de querer bem, ter afeto: usa-se com a preposição a.
Ex.: Quero muito aos meus primos.
14- Simpatizar/ antipatizar – exigem a preposição com - VTI. Ex.: Sempre simpatizei com
você.
15 – Visar
a) no sentido de mirar ou dar visto: sem preposição – VTD.
Ex.: Visou o alvo com precisão.
Ex.: Visaram os cheques.
Crase
Regra geral
Haverá crase sempre que o termo anterior exigir a preposição “a” e o termo posterior admitir
o artigo “a” ou “as”.
prep. art.
Eu me referi a + a diretora.
Eu me referi à diretora.
1. A crase obviamente “não” ocorre diante de palavras que não podem ser precedidas de
artigo feminino. É o caso:
a) dos substantivos masculinos:
Ex.: Andamos a cavalo.
Íamos a pé.
Começamos a sofrer.
OPA: Alguns pronomes admitem artigos, como: senhora, dona, mesma, própria, senhorita e
madame (e também outra e outras). Com isso, poderá ocorrer crase.
Ex.: Estou-me referindo à mesma pessoa.
(ao mesmo homem)
e) Não ocorre crase nas expressões formadas por palavras repetidas femininas ou masculinas:
2. Com as expressões adverbiais de lugar, deve-se fazer a verificação da ocorrência por meio
da troca do termo regente:
Ex.: Vou à Bahia.
Vou a Recife.
OPA: Merecem destaque as palavras casa (no sentido de lar, moradia) e terra (no sentido de
chão firme) que só admitirão crase, se estiverem especificadas.
Ex.: Cheguei a casa.
/ Cheguei à casa das minhas primas.
A tripulação da GOL desceu a terra. /
3. O acento grave, indicativo de crase, é usado nas expressões adverbiais e nas locuções
prepositivas e conjuntivas de que participam palavras femininas.
Ex.:
a)Bateu à porta.
Bateu a porta.
b)Chegou à noite.
Chegou a noite.
c)Saiu à francesa.
Saiu a francesa.
4. A crase é FACULTATIVA diante dos nomes próprios femininos, após a preposição “até”
que antecede substantivos femininos, e ainda, no caso dos pronomes possessivos femininos.
Ex.: Dei um recado a Atadolfa.
Dei um recado à Atadolfa.
Colocação Pronominal
Os pronomes oblíquos átonos (me, te, se, nos, vos, o, a, lhe, os, as, lhes), como todos os
outros monossílabos átonos, apoiam-se na tonicidade de alguma palavra próxima. Assim,
esses pronomes podem ocupar três posições na oração: antes do verbo; no meio do verbo;
depois do verbo.
a) antes do verbo: nesse caso, ocorre a próclise, e dizemos que o pronome está proclítico:
b) no meio do verbo: nesse caso, ocorre a mesóclise, e dizemos que o pronome está
mesoclítico. A mesóclise só é possível com o verbo no futuro do presente ou no futuro do
pretérito do indicativo:
c) depois do verbo: nesse caso, ocorre a ênclise, e dizemos que o pronome está enclítico:
Ênclise
Opa!!! Caso o gerúndio venha precedido pela preposição em, ocorrerá a próclise.
Próclise
b) conjunção subordinativa
Ex.: "Quando te encarei frente a frente não vi o meu rosto." (Caetano Veloso)
c) Advérbio
Opa!
Caso haja pausa depois do advérbio (marcada na escrita por vírgula), ocorrerá a ênclise.
d) pronome indefinido
e) pronome relativo
Ocorre também a próclise nas orações iniciadas por palavras interrogativas e exclamativas e
nas orações optativas (orações que exprimem um desejo).
Ex.: Quem te disse que ele não viria? (oração iniciada por palavra interrogativa)
Ex.: Quanto me custa dizer a verdade! (oração iniciada por palavra exclamativa)
Mesóclise
Colocação dos pronomes oblíquos átonos nas locuções verbais e nos tempos compostos
Nas locuções verbais em que o verbo principal está no infinitivo ou no gerúndio, o pronome
oblíquo átono pode ser colocado, indiferentemente, depois do verbo auxiliar ou depois do
verbo principal.
Caso haja antes da locução verbal palavra que exija a próclise, o pronome oblíquo poderá ser
colocado, indiferentemente, antes do verbo auxiliar ou depois do verbo principal.
Ex.: Não lhe quero apresentar os meus primos que vieram do interior.
Nos tempos compostos e nas locuções verbais em que o verbo principal está no particípio, a
colocação dos pronomes oblíquos átonos será feita sempre em relação ao verbo auxiliar e
nunca em relação ao particípio, podendo ocorrer a próclise, a mesóclise ou a ênclise,
conforme as orientações apresentadas anteriormente.
Nas locuções verbais e nos tempos compostos, quando se coloca o pronome oblíquo átono
depois do verbo auxiliar, pode-se usar o hífen ou não.
PONTUAÇÃO
Exemplos:
• Nos concursos, são frequentes as questões sobre vírgula, ponto e vírgula, dois-pontos,
travessões e parênteses.
1. Vírgula
Exemplos:
Exemplos:
O fato de as lojas de calçados femininos não terem sapatos com numeração superior a 39 é
uma afronta às mulheres com pés grandes e àquelas que os têm largos.
Comer bananas maduras pode ser um grande perigo para a frágil saúde humana.
Observação 3: Vírgula x E
- Restrição:
O termo vicário (ou vigário, como as pessoas estão mais acostumadas, principalmente as que
são católicas praticantes) significa substituição/substituto. Diz-se, por exemplo, que o
sacrifício de Cristo foi vicário porque Ele substituiu o homem na cruz, que realmente deveria
morrer pelos pecados cometidos.
Então, uma vírgula vicária é aquela que substiui o verbo na oração. (= ZEUGMA)
A vírgula substituiu, na segunda oração, a forma verbal estuda: João estuda muito; mas seu
irmão estuda quase nada.
2. Ponto e vírgula
Estive na Bahia, que é quente; no Paraná, que é frio; e em Brasília, que é seco.
COESÃO TEXTUAL
I - Elementos Endofóricos
Dividem-se em:
Exemplos:
1) João era casado com Maria. Ontem ele a viu aos beijos com outro homem. Hoje ambos
vivem separados.
• OPA!
II - Elementos Exofóricos
1) Ele usava uma camisa preta bem apertada, mostrando todo o seu físico. Eu olhei e reparei
que ele também olhava para mim.
3) Eu te amo!
Coesão sequencial
Exemplos:
Exemplos:
Exemplos:
TIPOLOGIA TEXTUAL
Há 2 formas diferentes de classificar os textos, as quais são cobradas nos concursos públicos:
Gêneros textuais
Romances são escritos para entreter; receitas, para ensinar; artigos de opinião, para
convencer; notícias, para informar...
Cada um desses gêneros têm características próprias, para atender sua função.
Tipo narrativo
Exemplo: Conta a lenda que um velho funcionário público de Veneza noite e dia, dia e noite
rezava e implorava para o seu Santo que o fizesse ganhar sozinho na loteria cujo valor do
prêmio o faria realizar todos seus desejos e vontades. Assim passavam os dias, as semanas,
os meses e anos. E nada acontecia. Até que no dia do Santo, de tanto que seu fiel devoto
chorava e implorava, o Santo surgiu do nada e numa voz de desespero e raiva gritou:
Exemplo: Ontem, acordei cedo, tomei café e fui pedalar. No entanto, devido à chuva, logo
voltei para casa.
Exemplo:
Maria acordou cedo, tomou café e foi pedalar. No entanto, devido à chuva, logo voltou para
casa.
Exemplo:
Maria acordou cedo, tomou café e foi logo pedalar. Mas não, no final da história, Maria não
terá um dia tranquilo assim. Em vez disso, Maria encontrará uma série de problemas e perigos
em seu caminho.
apresentadas em discursos.
Exemplo:
Maria disse:
2. Discurso indireto: o narrador reconta a fala da personagem com suas próprias palavras.
Exemplos:
Exemplo:
DISCURSO DIRETO
Pedro afirmou:
DISCURSO INDIRETO
subjuntivo do subjuntivo
Exemplo: Maria caminhava na rua distraidamente, quando tropeçou em uma pedra. Ai, meu
pé, que falta de atenção! Maria seguiu irritada consigo mesma, prometendo-se olhar o chão
com mais cuidado.
Tipo descritivo
Exemplo: “A árvore é grande, com tronco grosso e galhos longos”. É cheia de cores, pois tem
o marrom, o verde, o vermelho das flores e até um ninho de passarinhos. O rio espesso com
suas águas barrentas desliza lento por entre pedras polidas pelos ventos e gastas pelo tempo.
Exemplo: (...) Pegue a tábua e lixe horizontalmente, até que a tinta se solte por completo.
Depois, passe a primeira camada de verniz. Espere secar por duas horas. Repita o processo.
Depois, utilize um prego para fazer pequenos furos na madeira, onde você deve acrescentar
as bolinhas de algodão. (...)
• Predominância do imperativo;
• Predominância da coordenação.
Tipo dialogal
Exemplo: VIOLETA – (Em tom ameaçador) Atende Pedro, aposto que é aquela sujeitinha pra
quem você deu seu telefone.
PEDRO – Você está ficando louca? (Virando-se de costas mudando o semblante raivoso)
Eu nunca daria meu telefone para outra mulher que não fosse você, meu amor.
VIOLETA – (Apaixonadamente) Jura Pedro? (Voltando para a raiva inicial) Quem sabe eu esteja
mesmo louca, (Sarcástica) não é querido?
Ausência de narrador;
Presença de rubrica;
Tipo expositivo
Este é um processo do anabolismo, em que a planta acumula energia a partir da luz para uso
no seu metabolismo, formando adenosina tri-fosfato, o ATP.
Predominância da 3ª pessoa
Tipo argumentativo
Exemplos: “No meu ponto de vista, a pena de morte é negativa, e por isso não deve ser
legalizada. Afinal, que direito temos nós de tirar a vida de alguém? Talvez até a culpa última
do seu comportamento seja a própria sociedade, uma vez que cada pessoa é sempre o
produto da educação que teve e foi moldada pelo ambiente sociocultural em que cresceu”.
Intertextualidade
Língua Portuguesa
Intertextualidade
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Intertextualidade
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
Intertextualidade .............................................................................................................. 3
Paráfrase ............................................................................................................................................. 8
Paródia ................................................................................................................................................ 8
Questões ........................................................................................................................... 9
Questão 1 .......................................................................................................................................... 11
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Intertextualidade
Questão 2 .......................................................................................................................................... 11
Questão 3 .......................................................................................................................................... 13
Questão 4 .......................................................................................................................................... 13
Questão 5 .......................................................................................................................................... 14
INTERTEXTUALIDADE
Você deve estar se perguntando “O que seria a intertextualidade?”. Pois bem, Inter
significa dentro, logo, intertextualidade ocorre quando um texto entra dentro de
outro, quando um texto dialoga com outro, quando faz alusão, menção a outro.
Quando a questão apresenta algo como “espelho, espelho meu, existe algum país
mais corrupto que o meu?”, você deverá se lembrar da fala da bruxa do conto da
Branca de Neve. Naturalmente, quem não lembra disso não acertaria a questão, mas
não lembrar disso é quase improvável, porque a Branca de Neve não aparece só nos
livros, mas também em filmes e em diversos outros meios.
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Intertextualidade
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Intertextualidade
Mas, e se o homem voltasse dez anos depois? Nesse caso, ele teria que lutar pelo seu
direto sobre a mulher. Mas no caso de Ulisses, da Odisseia de Homero, ele ficou
quarenta anos fora e sua mulher permaneceu por todo esse tempo fiel a ele. Durante
esses quarenta anos, para ocupar o tempo, ela ficava trançando, ou seja, costurando
e tricotando.
Já no livro Ulisses, de James Joyce, ele cria esse personagem Ulisses, é claro, brincando
também com outros nomes, com outras situações, pois se trata de outro contexto,
outra época. Nesse contexto há um casal, e o marido, o personagem principal da
trama, é um médico. Esse médico, assim como Ulisses de Homero, viaja a uma cidade
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Intertextualidade
vizinha, só que ele volta no dia seguinte, ele não fica nem vinte e quatro horas. Quando
ele retorna sua mulher já havia dormido com metade da cidade.
Observe a disparidade, enquanto uma permaneceu quarenta anos fiel, sem dormir
com ninguém, a outra dorme com metade da cidade em apenas um dia. Ao se deparar
com a situação o médico a questiona: – “poxa, por que você fez isso comigo?” A
resposta que segue é sensacional, ela diz: – “Porque eu não sei trançar”. Perceba o
diálogo, a alusão que James Joyce faz ao poema de Homero.
Para além disso, nessa mesma obra há uma passagem muito interessante que retrata
muito bem a ideia de fluxo de consciência, em que James Joyce escreve cem páginas,
sem marcas de pontuação, retratando o pensamento da personagem feminina da
obra. Não tem uma vírgula e um ponto sequer, nada de pontuação. Entenda que
somente um gênio consegue fazer isso. “E por que deixar um texto sem pontuação?”
– você perguntaria. Justamente porque sua intenção era representar o pensamento, e
no pensamento não temos nem ponto nem vírgula. O pensamento é rápido, é fluido.
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Intertextualidade
Ora, você deve saber que o gago só gagueja porque o pensamento é muito rápido e
seu aparelho fonador não o acompanha.
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Intertextualidade
Paráfrase
Na paráfrase as palavras são mudadas, porém a ideia do texto é confirmada pelo novo
texto, a alusão ocorre para atualizar, reafirmar os sentidos ou alguns sentidos do texto
citado. É dizer com outras palavras o que já foi dito. Temos um exemplo citado por
Affonso Romano Sant’Anna em seu livro “Paródia, paráfrase & Cia” (p.23):
Texto Original
Paráfrase
Paródia
A paródia é uma forma de contestar ou ridicularizar outros textos, há uma ruptura
com as ideologias impostas e por isso é objeto de interesse para os estudiosos da
língua e das artes. Ocorre, aqui, um choque de interpretação, a voz do texto original
é retomada para transformar seu sentido, leva o leitor a uma reflexão crítica de suas
verdades incontestadas anteriormente, com esse processo há uma indagação sobre
os dogmas estabelecidos e uma busca pela verdade real, concebida através do
raciocínio e da crítica. Os programas humorísticos fazem uso contínuo dessa arte,
frequentemente os discursos de políticos são abordados de maneira cômica e
contestadora, provocando risos e também reflexão a respeito da demagogia praticada
pela classe dominante. Com o mesmo texto utilizado anteriormente, teremos, agora,
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Questões
uma paródia.
Texto Original
Minha terra tem palmeiras
Onde canta o sabiá,
As aves que aqui gorjeiam
Não gorjeiam como lá.
(Gonçalves Dias, “Canção do exílio”).
Paródia
Nessa paródia o escritor fala da questão da escravidão “minha terra tem palmares”,
mas só vai entender a paródia quem tem conhecimento de mundo, pelo menos
histórico nesse caso.
QUESTÕES
Antes de resolvermos a primeira questão gostaria de fazer um adendo em relação ao
texto que ela apresenta. Você provavelmente já leu ou já ouviu essa passagem em
algum momento da sua vida. Em primeiro lugar, observe o texto:
No meio do caminho
No meio do caminho tinha
uma pedra
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Questões
Muita gente olha para o texto e pensa que é um texto bobo. Mas esse texto tem uma
pegada muito importante, ele trabalha com a questão do existencialismo, com a
nossa função na terra diante do nosso contexto social cultural, é uma poesia
praticamente existencialista. Dialoga, por exemplo, com Sartre, filósofo que falava da
questão do existencialismo, escritor da famosa obra O Ser e o Nada.
O que Drummond quis mostrar é que no meio do caminho sempre haverá uma pedra,
e o que você pretende fazer a respeito? Você vai parar ali no primeiro obstáculo, ou
vai contornar a pedra, ou derrubá-la, chutá-la e cada vez ficar mais forte? É um poema
que leva à reflexão. Muito bem, voltando à questão. A tirinha do Garfield a seguir faz
intertextualidade com o poema de Drummond:
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Questões
Comentários:
a) Isso é impossível. Não é porque o texto B fala do texto A que este perde as suas
características.
b) O texto dois não é um texto literário, mas sim uma tirinha jocosa.
Gabarito: Letra D
Questão 2.
Mais do que a mais garrida a minha pátria tem
Uma quentura, um querer bem, um bem
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Questões
II. O espírito de contradição manifesto nos versos indica que o amor da pátria que
eles expressam não é oficial nem conformista.
a) I, apenas.
b) II, apenas.
c) I e II, apenas.
d) II e III, apenas.
Comentários:
I. O texto faz de fato uma intertextualidade com um texto que está marcado com um
asterisco, que se encontra inscrito, inclusive, na bandeira de Minas Gerais. Nesse
sentido a primeira sentença está correta.
II. A segunda sentença também está correta, é claro, porque o autor brinca com o som
da frase em latim e a traduz como “liberta que serás também”, e ainda o repete.
III. Não está correto, porque o autor além de traduzir o texto de forma errônea,
reafirma sua tradução, o que dá indícios de que ele não está nem aí para a tradução
correta da frase.
Gabarito: Letra C
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Questões
Questão 3.
a) um plágio explícito.
b) uma transcrição literal.
c) uma paráfrase direta.
d) um procedimento paródico.
Gabarito: Letra C
Questão 4. Você sabia que com pouco esforço é possível ajudar o planeta e o seu
bolso? Ao usarmos a energia elétrica para aparelhos eletrônicos e lâmpadas também
emitimos gás carbônico, um dos principais gases do efeito estufa. Atitudes simples
como trocar lâmpadas incandescentes pelas fluorescentes e puxar da tomada os
aparelhos que não estão em uso reduzirão a sua conta de luz e as nossas emissões de
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Questões
CO2 na atmosfera.
Comentários:
Gabarito: Letra D
a) metáfora
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Questões
b) pertinência
c) pressuposição
d) intertextualidade
Comentários: se a questão não tivesse mencionado que o verso pode ser lido como
uma ALUSÃO ao livro de Balzac, muito provavelmente a maioria dos candidatos não
perceberiam a intertextualidade.
Gabarito: Letra D
Para finalizar, deixo uma frase para reflexão: “motivação faz você começar, hábito
faz você continuar”. Lembre-se: talvez sua motivação seja grande, mas somente o
hábito, a constância pode fazer você passar em um concurso. Ser constante é muito
difícil em tudo na vida, mas se você conseguir alcançar a constância, você com certeza
será aprovado em qualquer concurso.
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Questões
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FUNÇOES DA LINGUAGEM
FUNÇOES DA LINGUAGEM
Elementos da comunicação:
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FUNÇOES DA LINGUAGEM
Além dessas funções, poderíamos falar de outras, tais com a função lúdica, que
se relaciona às brincadeiras com palavras, tomadas como significantes (repetições,
refrãos etc.) ou como signos (trocadilhos, ambigüidades propositais etc.), mas, pela
presença marcante da classificação de Jakobson, é nela que nos apoiaremos nos
exercícios a seguir:
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FUNÇOES DA LINGUAGEM
1.) Leia com atenção o seguinte texto e, a seguir, marque a alternativa que melhor
identifica as funções da linguagem que nele ocorrem.
• Navegar os menus
O menu é uma lista das seleções disponíveis. Este celular possui 9 menus
principais. Cada um contém vários sub-menus que lhe permitem usar a agenda, trocar
o tom de toque, e assim por diante. Use os menus e sub-menus de duas maneiras:
percorra a lista ou utilize atalhos.
(Extraído de um Manual do Usuário de celular)
“Hipótese é uma coisa que não é, mas a gente diz que é para ver como seria se
fosse”. (Millôr Fernandes)
(A) poética
(B) referencial
(C) metalinguística
(D) conativa
(E) fática
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FUNÇOES DA LINGUAGEM
(A) referencial
(B) fática
(C) conativa
(D) metalinguística
(E) emotiva
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DENOTAÇÃO E CONOTAÇÃO
Observação:
Nem sempre é possível identificar com facilidade o valor denotativo ou conotativo nas frases.
Nesses casos temos uma ambiguidade:
FIGURAS DE LINGUAGEM
INTRODUÇÃO
TIPOS DE FIGURA
1. Figuras de construção
2. Figuras de pensamento
3. Figuras de palavras
1. Figuras de construção
Como processo gramatical, a elipse provoca que um referente passe a ser designado por um
só dos termos de sua designação, o que pode levar a casos de derivação imprópria, como
bem aponta: o (telefone) celular, o (dente) canino, a (igreja) catedral, o micro (computador),
O termo as é pleonástico, pois repete, na mesma função (objeto direto), o termo anterior
bonecas.
Algumas dessas repetições, porém, podem ter valor estilístico e não correspondem a
problemas de construção: assim, ao dizermos Eu vi com estes olhos, o autor do enunciado
pode estar tentando dar ênfase ao fato de ter visto algo que pode testemunhar com certeza.
C. Anacoluto - figura caracterizada pela interrupção de uma frase, de tal modo que um termo
fica sem função sintática:
Nesse caso, o termo sublinhado não se encaixa sintaticamente na frase seguinte, daí ser
considerado um anacoluto. Se o termo sublinhado estivesse grafado com o acento grave –
às meninas – teríamos um pleonasmo no elemento lhes.
E. Assíndeto e polissíndeto - quando temos uma enumeração, ela pode ser feita de três
modos distintos:
A primeira frase nada tem de diferente segundo a construção da frase portuguesa, mas a
segunda omite a conjunção E no último elemento, provocando, com isso, uma valorização
global do que foi comprado (assíndeto), enquanto na terceira há a repetição da conjunção E
(polissíndeto), causando a valorização individual de cada produto adquirido.
a) silepse de número
b) silepse de gênero
c) silepse de pessoa
G. Anáfora - Figura que consiste na repetição inicial numa frase ou verso do mesmo
vocábulo:
2. Figuras de pensamento
- A voz do silêncio.
G. Perífrase - figura que consiste em expressar por um grupo de palavras o que poderia ser
dito em uma só:
3. Figuras de palavras
• o termo real
• o termo figurado
• o conector
• o ponto de comparação
Assim, na frase Heitor é forte como um touro, Heitor é o termo real, touro é o termo figurado,
como é o conector e forte é o ponto de comparação.
A. Aliteração - figura que consiste na utilização de palavras que possuem o mesmo fonema
consonantal:
B. Assonância - figura que consiste na utilização de palavras com o mesmo fonema vocálico:
Em defesa da dúvida
Numa época em que tantos parecem ter tanta certeza sobre tudo, vale a pena pensar
no prestígio que a dúvida já teve. Nos diálogos de Platão, seu amigo Sócrates pulveriza a
certeza absoluta de seus contendores abalando-a por meio de sucessivas perguntas, que os
acabam convencendo da fragilidade de suas convicções. Séculos mais tarde, o filósofo
Descartes ponderou que o maior estímulo para se instituir um método de conhecimento é
considerar a presença desafiadora da dúvida, como um primeiro passo.
(A) constitui o meio pelo qual se empreende uma contestação ilusória de verdades dadas
como irrefutáveis.
(B) vale-se astutamente de sua fragilidade como método para poder impor algumas verdades
definitivas.
(C) permite abrir um caminho para o conhecimento ao questionar verdades dadas como
absolutas.
(A) quem pulverize a certeza inabalável com que alguns afirmam seus pontos de vista, juízos
e convicções.
(B) aqueles que já de saída se apresentam como especialistas infalíveis em temas da política,
da ciência, das artes.
(C) aquele que se dispõe a se pronunciar sobre algum assunto depois de ter aberto várias
hipóteses de abordagem.
(D) quem sempre suspenda a verdade das aparências, não se furtando a questioná-las antes
de aceitá-las.
(E) quem se afaste de julgamentos definitivos para se deter sobre o que há de problemático
numa matéria.
Texto
Embora o meu vocabulário seja voluntariamente pobre – uma espécie de Brasileiro Básico –
a única leitura que jamais me cansa é a dos dicionários. Variados, sugestivos, atraentes, não
são como os outros livros, que contam sempre a mesma estopada* do começo ao fim. Meu
trato com eles é puramente desinteressado, um modo disperso de estar atento... E esse meu
vício é, antes de tudo, inócuo para o leitor.
Orgulhávamo-nos, como das nossas riquezas naturais, da opulência verbal de Rui Barbosa. O
seu fraco, ou o seu forte, eram os sinônimos. (...)
(Adaptado de: QUINTANA, Mário. Dicionários. Caderno H. 7. ed. São Paulo: Globo, 1998,
p.176)
(A) o período da adolescência, em que não se sabe ainda dar o devido valor às palavras, e a
maturidade, em que se adquire a capacidade de reconhecer um grande escritor justamente
por conta das palavras que ele emprega.
(B) a leitura desinteressada dos dicionários, que não tem reflexo imediato na produção escrita,
e a procura de palavras difíceis e raras para conferir ao texto um estilo pomposo e
supostamente mais nobre.
(C) um vício inocente, como a leitura de dicionários para passar o tempo, e vícios que podem
ser transmitidos dos adultos para as crianças, levando-as ao uso de substâncias que causam
dependência e podem mesmo levá-las à morte.
(D) a leitura de livros que contam sempre a mesma história maçante e a leitura de livros que,
devido ao vocabulário variado e sugestivo, podem ser ao mesmo tempo interessantes e tão
importantes para o aprendizado como a leitura dos dicionários.
(E) a influência prejudicial de Coelho Neto sobre os novos escritores, ainda que fosse
considerado um grande estilista, e o grande exemplo de Rui Barbosa, cuja expressão era tão
rica como a nossa natureza.
MONTE CASTELO
É só o amor, é só o amor
É um contentamento descontente
É só o amor, é só o amor
a) Um sentimento de lealdade.
b) O conhecimento da falsidade.
c) A presença da maldade.
a) Referencial;
b) Emotiva;
c) Conativa;
d) Fática;
e) Metalinguística.
a) Metonímia.
b) Paradoxo.
c) Antítese.
d) Prosopopeia.
e) Hipérbole.
a) De modo que
d) Conforme
e) Ainda que
Ao ler o seu necrológio no jornal outro dia, o pianista Marcos Resende primeiro tratou
de verificar que estava vivo, bem vivo. Em seguida gravou uma mensagem na sua secretária
eletrônica: “Hoje é 27 e eu não morri. Não posso atender porque estou na outra linha dando
a mesma explicação”. Quando li esta nota, me lembrei de como tudo neste mundo caminha
cada vez mais depressa. Em 1862, chegou aqui a notícia da morte de Gonçalves Dias.
O poeta estava a bordo do Grand Condé havia cinquenta e cinco dias. O brigue chegou
a Marselha com um morto a bordo.
carta vinha escrita pela mão do próprio poeta: “É mentira! Não morri, nem morro, nem hei de
morrer nunca mais!” Entre exclamações, citou Horácio: “Não morrerei de todo.” Todavia,
morreu, claro. E morreu num naufrágio, vejam a coincidência. Em 1864, trancado na sua
cabine do Ville de Boulogne, à vista da costa do Maranhão. Seu corpo não foi encontrado.
Terá sido devorado pelos tubarões. Mas o poeta, este de fato não morreu.
(Adaptado de: RESENDE, Otto Lara. Bom dia para nascer. São Paulo: Cia das Letras, 2011,
p.107-8)
B) a demora com que a notícia da suposta morte de Gonçalves Dias, no século XIX, pôde ser
contestada pelo poeta à rapidez com que o pianista Marcos Resende, contemporâneo do
cronista, pôde contestar a própria morte.
C) a comoção com que foi recebida a notícia da suposta morte do poeta Gonçalves Dias à
indiferença com que se recebeu a notícia da morte do pianista Marcos Resende, buscando-
se esclarecê-la com um simples telefonema.
D) a resistência do navio Grand Condé, onde Gonçalves Dias pôde permanecer em segurança
por mais de cinquenta dias, à fragilidade do Ville de Boulogne, que levou pouco tempo para
naufragar na costa do Maranhão.
E) a banalização das notícias em seu próprio tempo, mesmo as mais trágicas, à solenidade
com que eram dadas no século XIX, muitas vezes em sessões no Instituto Histórico, com a
eventual presença do próprio Imperador.
9. De acordo com o texto, a falsa notícia da morte de Gonçalves Dias teria se originado
de uma conjunção de acontecimentos que incluem:
10. Fiquei com medo da canoa e apavorado com o rio. Só mais tarde é que voltaria ele a ser
para mim mestre de vida.
A canoa foi descendo de rio abaixo aos arrancos da água. Não havia força que pudesse contê-
la.
Nas grandes secas o povo comia aruá que tinha gosto de lama.
11. As virtudes e os perfumes são da natureza; _____ duram pouco e _____ perduram por
longo tempo, mas ambos perdem a essência quando expostos. As formas dos
demonstrativos que preenchem corretamente as lacunas são:
Fragmentos de texto
Mas também se produzem modos de apropriação dos lugares. A indústria do turismo produz
um modo de estar em Nova York, Paris, Roma, Buenos Aires... É evidente que não se pode
dizer que essas cidades sejam simulacros, pois é claro que não o são; entretanto, o pacote
turístico ignora a identidade do lugar, sua história e modo de vida, banalizando-os.
(...)
Essa rapidez impede que os olhos desfrutem da paisagem. Passa-se em segundos por séculos
de civilização, faz-se tábula rasa da história de gerações que se inscrevem no tempo e no
espaço. Num autêntico tour de force consentido, pouco espaço é destinado à criatividade.
Por sua vez, o turista vê sufocar um desejo que nem se esboçou, o de experimentar.
... banalizando-os.
(E) pacote turístico − a identidade do lugar, sua história e modo de vida − tábula rasa.
a) ainda que.
b) conquanto.
c) enquanto.
d) embora.
15. Fragmento do texto: Os autores da obra sobre Trump estão cientes da norma. Ela é
objeto de longo debate na parte dois do livro. O que alegam é que, por vezes, a
obrigação do médico de alertar a comunidade para riscos que ela corre prevalece sobre
a privacidade. Se o médico desconfia de que seu paciente psicótico planeja assassinar
alguém, precisa alertar a vítima potencial, mesmo que isso implique violação do sigilo
profissional.
Na frase do parágrafo do texto “... mesmo que isso implique violação do sigilo
profissional.”, o termo em destaque refere-se:
Borboletas
As pessoas não estão neste mundo para satisfazer as nossas expectativas, assim como
não estamos aqui, para satisfazer as delas.
Temos que nos bastar... nos bastar sempre e quando procuramos estar com alguém,
temos que nos conscientizar de que estamos juntos porque gostamos, porque queremos e
nos sentimos bem, nunca por precisar de alguém.
As pessoas não se precisam, elas se completam... não por serem metades, mas por
serem inteiras, dispostas a dividir objetivos comuns, alegrias e vida.
Com o tempo, você vai percebendo que, para ser feliz com a outra pessoa, você precisa,
em primeiro lugar, não precisar dela. Percebe também que aquela pessoa que você ama (ou
acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente, não é o homem ou a mulher
de sua vida.
O segredo é não cuidar das borboletas e sim cuidar do jardim para que elas venham
até você.
No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando, mas quem
estava procurando por você!
(A) busca
(B) carência
(C) compartilhamento
(D) indiferença
(E) insistência
18. Segundo as ideias do Texto, a felicidade de duas pessoas marca-se pelo (a):
O futuro do trabalho
Admita: você também não gosta de trabalhar. Passar o dia inteiro sob luzes
fluorescentes, tomando café ruim, sentado em uma cadeira desconfortável e usando um
computador velho certamente não faz parte do seu sonho de infância. Admita. E não se sinta
culpado. Nossos ancestrais – que nem conheciam as torturas de um escritório – também não
eram muito chegados a essa história de trabalho.
Para gregos e romanos, colocar a mão na massa era considerado tarefa das classes
inferiores e escravos. Domenico de Masi, professor de Sociologia do Trabalho na
Universidade La Sapienza de Roma e autor do livro O Ócio Criativo, que defende uma
abordagem mais lúdica do trabalho, apontou um ponto de convergência em todas as
religiões: em nenhuma delas se trabalha no Paraíso. "Tenha o Paraíso sido criado por Deus,
tenha sido inventado pelos homens, se o trabalho fosse um valor positivo, no Paraíso se
trabalharia", afirma. Ou seja, alguma coisa está errada, e não é de hoje.
Felizmente, nunca houve tantas ferramentas disponíveis para mudar o modo como
trabalhamos e, consequentemente, como vivemos. E as transformações estão acontecendo.
A crise despedaçou companhias gigantes tidas até então como modelos de administração.
Em vez de grandes conglomerados, o futuro será povoado de empresas menores reunidas
em torno de projetos em comum. Os próximos anos também vão consolidar mudanças que
vêm acontecendo há algum tempo: a busca pela qualidade de vida, a preocupação com o
meio ambiente, e a vontade de nos realizarmos como pessoas também em nossos trabalhos.
"Falamos tanto em desperdício de recursos naturais e energia, mas e quanto ao desperdício
de talentos?", diz o filósofo e ensaísta suíço Alain de Botton em seu novo livro The Pleasures
and Sorrows of Works
20. Em “Dias atrás, ao listar meus 10 filmes favoritos, percebi ele que vinha em terceiro,
atrás de O último tango em Paris e Texas....”, a oração destacada expressa:
(A) condição.
(B) causa.
(C) concessão.
(D) tempo
(E) proporção.
Gabarito:
1.c 11.d
2.b 12.d
3.b 13.a
4.e 14.e
5.b 15.e
6.b 16.c
7.b 17.b
8.b 18.b
9.a 19.e
10.a 20.d
REDAÇÃO OFICIAL
A finalidade da língua é comunicar, quer pela fala, quer pela escrita. Para que haja
comunicação, são necessários:
Em uma frase, pode-se dizer que redação oficial é a maneira pela qual o Poder Público redige
comunicações oficiais e atos normativos. Neste Manual, interessa-nos tratá-la do ponto de
vista da administração pública federal.
A redação oficial não é necessariamente árida e contrária à evolução da língua. É que sua
finalidade básica – comunicar com objetividade e máxima clareza – impõe certos parâmetros
ao uso que se faz da língua, de maneira diversa daquele da literatura, do texto jornalístico,
da correspondência particular etc.
• clareza e precisão;
• objetividade;
• concisão;
• coesão e coerência;
• impessoalidade;
• formalidade e padronização; e
CLAREZA
A clareza deve ser a qualidade básica de todo texto oficial. Pode-se definir como claro aquele
texto que possibilita imediata compreensão pelo leitor. Não se concebe que um documento
oficial ou um ato normativo de qualquer natureza seja redigido de forma obscura, que
dificulte ou impossibilite sua compreensão. A transparência é requisito do próprio Estado de
Direito: é inaceitável que um texto oficial ou um ato normativo não seja entendido pelos
cidadãos. O princípio constitucional da publicidade não se esgota na mera publicação do
texto, estendendo-se, ainda, à necessidade de que o texto seja claro. Para a obtenção de
clareza, sugere-se:
a) utilizar palavras e expressões simples, em seu sentido comum, salvo quando o texto versar
sobre assunto técnico, hipótese em que se utilizará nomenclatura própria da área; b) usar
frases curtas, bem estruturadas; apresentar as orações na ordem direta e evitar intercalações
excessivas. Em certas ocasiões, para evitar ambiguidade, sugere-se a adoção da ordem
inversa da oração;
PRECISÃO
A revisão atenta exige tempo. A pressa com que são elaboradas certas comunicações quase
sempre compromete sua clareza. “Não há assuntos urgentes, há assuntos atrasados”, diz a
máxima. Evite-se, pois, o atraso, com sua indesejável repercussão no texto redigido.
A clareza e a precisão não são atributos que se atinjam por si sós: elas dependem estritamente
das demais características da redação oficial, apresentadas a seguir.
3.2 Objetividade
Ser objetivo é ir diretamente ao assunto que se deseja abordar, sem voltas e sem
redundâncias. Para conseguir isso, é fundamental que o redator saiba de antemão qual é a
ideia principal e quais são as secundárias.
Procure perceber certa hierarquia de ideias que existe em todo texto de alguma
complexidade: as fundamentais e as secundárias. Essas últimas podem esclarecer o sentido
daquelas, detalhá-las, exemplificá-las; mas existem também ideias secundárias que não
acrescentam informação alguma ao texto, nem têm maior relação com as fundamentais,
podendo, por isso, ser dispensadas, o que também proporcionará mais objetividade ao texto.
A objetividade conduz o leitor ao contato mais direto com o assunto e com as informações,
sem subterfúgios, sem excessos de palavras e de ideias. É errado supor que a objetividade
suprime a delicadeza de expressão ou torna o texto rude e grosseiro.
3.3 Concisão
A concisão é antes uma qualidade do que uma característica do texto oficial. Conciso é o
texto que consegue transmitir o máximo de informações com o mínimo de palavras. Não se
deve de forma alguma entendê-la como economia de pensamento, isto é, não se deve
eliminar passagens substanciais do texto com o único objetivo de reduzi-lo em tamanho.
Trata-se, exclusivamente, de excluir palavras inúteis, redundâncias e passagens que nada
acrescentem ao que já foi dito.
Exemplo:
O exemplo de período mal construído foi elaborado, para fins didáticos, a partir do exemplo
de período bem construído, por sua vez, extraído da Exposição de Motivos Interministerial
no 51/MCTI/MRE/MPOG, de 21 de dezembro de 2011 (BRASIL, 2011a).
Exemplo:
É indispensável que o texto tenha coesão e coerência. Tais atributos favorecem a conexão, a
ligação, a harmonia entre os elementos de um texto. Percebe-se que o texto tem coesão e
coerência quando se lê um texto e se verifica que as palavras, as frases e os parágrafos estão
entrelaçados, dando continuidade uns aos outros.
A referência diz respeito aos termos que se relacionam a outros necessários à sua
interpretação. Esse mecanismo pode dar-se por retomada de um termo, relação com o que
é precedente no texto, ou por antecipação de um termo cuja interpretação dependa do que
se segue.
Exemplos:
Exemplos:
Exemplo:
O decreto regulamenta os casos gerais; a portaria, os particulares. (Na segunda oração, houve
a omissão do verbo “regulamenta”).
Outra estratégia para proporcionar coesão e coerência ao texto é utilizar conjunção para
estabelecer ligação entre orações, períodos ou parágrafos.
Exemplo:
3.5 Impessoalidade
Percebe-se, assim, que o tratamento impessoal que deve ser dado aos assuntos que constam
das comunicações oficiais decorre:
Não há lugar na redação oficial para impressões pessoais, como as que, por exemplo,
constam de uma carta a um amigo, ou de um artigo assinado de jornal, ou mesmo de um
texto literário. A redação oficial deve ser isenta da interferência da individualidade de quem
a elabora. A concisão, a clareza, a objetividade e a formalidade de que nos valemos para
elaborar os expedientes oficiais contribuem, ainda, para que seja alcançada a necessária
impessoalidade.
As comunicações administrativas devem ser sempre formais, isto é, obedecer a certas regras
de forma (BRASIL, 2015a). Isso é válido tanto para as comunicações feitas em meio eletrônico
(por exemplo, o e-mail , o documento gerado no SEI!, o documento em html etc.), quanto
para os eventuais documentos impressos.
A digitação sem erros, o uso de papéis uniformes para o texto definitivo, nas exceções em
que se fizer necessária a impressão, e a correta diagramação do texto são indispensáveis para
a padronização. Consulte o Capítulo II, “As comunicações oficiais”, a respeito de normas
específicas para cada tipo de expediente.
Recomendações:
• o uso do padrão culto não significa empregar a lı́ngua de modo rebuscado ou utilizar figuras
de linguagem próprias do estilo literário;
Pode-se concluir que não existe propriamente um padrão oficial de linguagem, o que há é o
uso da norma padrão nos atos e nas comunicações oficiais. É claro que haverá preferência
pelo uso de determinadas expressões, ou será obedecida certa tradição no emprego das
formas sintáticas, mas isso não implica, necessariamente, que se consagre a utilização de uma
forma de linguagem burocrática. O jargão burocrático, como todo jargão, deve ser evitado,
pois terá sempre sua compreensão limitada.