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Classes Gramaticais da Língua Portuguesa

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Língua Portuguesa

Classes Gramaticais

Classes de palavras

Este material é um presente para você, que almeja uma vida melhor!
As palavras do português podem ser enquadradas em dez classes gramaticais (ou classes de
palavras). São elas:

1. 6. Artigo
Substantivo

2. Adjetivo 7. Numeral

3. Verbo 8. Conjunção

4. Advérbio 9. Preposição

5. Pronome 10. Interjeição

Neste capítulo, apresentamos uma visão panorâmica da maior parte dessas classes,
focalizando as relações que elas estabelecem entre si (por exemplo, o substantivo com o
adjetivo, o verbo com o advérbio, etc.) e os significados dos conectores (conjunções e
preposições).

Visão geral: os critérios semântico, morfológico e sintático de classificação


As classes gramaticais podem ser definidas segundo três parâmetros: o critério semântico, o
critério morfológico e o critério sintático. Para entender esses critérios, é preciso saber que
eles estão diretamente associados a três componentes, ou subáreas, da gramática: Semântica,
Morfologia e Sintaxe.

Área Definição Exemplo


Estuda o significado das Na frase Saí com você, a
Semântica palavras e das frases. palavra “com” indica
companhia

Estuda a estrutura A palavra “mesa” está no


singular, porque não tem o

mateus batista da silva - [email protected] - CPF: 054.821.315-13


Língua Portuguesa

Morfologia interna da palavra. elemento -s.

Estuda as relações entre Na frase Ele comeu muito, a


Sintaxe os constituintes das palavra muito está ligada à
sentenças. forma verbal comeu.

Conhecendo essas três subáreas da gramática, você poderá entender os três critérios usados
para definir as classes gramaticais. Vamos tomar como exemplo o advérbio.

Critério Definição de advérbio Exemplo


Circunstância de tempo (hoje,
O advérbio exprime amanhã, etc.); circunstância
de lugar (aqui, lá, etc.);
Critério semântico diferentes circunstâncias
circunstância de modo
(rapidamente, tristemente,
etc.), dentre outras.
O advérbio é invariável, O advérbio não tem plural ou
porque não sofre flexão feminino, mas tem
(gênero, número, aumentativo
Critério morfológico
tempo, modo). Por
e diminutivo, que aparecem
outro lado, pode no registro coloquial:
receber elementos que agorinha,
indiquem grau
pertinho, lonjão...
(aumentativo,
diminutivo).
Comeu muito → advérbio de
intensidade ligado a verbo;
Critério sintático O advérbio se liga a Está muito bonita → advérbio
verbos, adjetivos e de intensidade ligado a
outros advérbios. adjetivo; Comeu muito
rapidamente → advérbio de
intensidade ligado a um
advérbio de modo.

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Língua Portuguesa

As relações entre as classes de palavras

1. O substantivo e seus satélites

Exemplos:
1. Aqueles meus três amigos chegaram
2. Um livro do Zé ficou comigo
3. Esses oito apartamentos serão vendidos.
4. Alguns poucos meninos pobres viajaram.

2. O advérbio e seus núcleos

Exemplos
1. Zé estudou demais.
2. Zé fez um plano de estudos árduo demais.

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3. Zé estudou arduamente demais.

b) demais advérbios

Exemplos:
1. Francisco acordou tarde. (advérbio de tempo)
2. João apareceu aqui. (advérbio de lugar)

Diferença entre locução adjetiva e locução adverbial


A locução adjetiva e a locução adverbial têm a mesma estrutura mínima: preposição +
substantivo.
Por isso, a única maneira de diferenciá-las é através do critério sintático.
Veja:
Ela fez cara de medo. (de medo é locução adjetiva, pois está ligada ao substantivo cara)
Ela morreu de medo. (de medo é locução adverbial, pois está ligada à forma verbal
morreu)

Vejamos agora as definições das classes gramaticais:

1. Substantivo

Substantivo é a palavra que nomeia os seres em geral, desde objetos, fenômenos,


lugares, qualidades, ações, dentre outros, tais como: Ana, Brasil, beleza.

Exemplos de frases com substantivo:

A Ana é inteligente.

O Brasil é lindo.

A tua beleza me encanta.

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Há vários tipos de substantivos: comum, próprio, concreto, abstrato, coletivo.

2. Verbo

Verbo é a palavra que indica ações, estado ou fenômeno da natureza, tais como:
sairemos, corro, chovendo.

Exemplos de frases com verbo:

Sairemos esta noite?

Corro todos os dias.

Chovendo, eu não vou.

Os verbos são classificados em: regulares, irregulares, defectivos e abundantes.

3. Adjetivo

Adjetivo é a palavra que caracteriza, atribui qualidades aos substantivos, tais como:
feliz, superinteressante, amável.

Exemplos de frases com adjetivo:

A criança ficou feliz.

O artigo ficou interessante.

Sempre foi amável comigo.

4. Pronome

Pronome é a palavra que substitui ou acompanha o substantivo, indicando a relação


das pessoas do discurso, tais como: eu, contigo, aquele.

Exemplos de frases com pronome:

Eu aposto como ele vem.

Contigo vou até a Lua.

Aquele tipo não me sai da cabeça.

Há vários tipos de pronomes: pessoais, possessivos, demonstrativos, relativos, indefinidos e


interrogativos.

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5. Artigo

Artigo é a palavra que antecede o substantivo, tais como: o, as, uns, uma.

Exemplos de frases com artigo:

Um menino saiu.

As meninas saíram.

Os artigos são classificados em: definidos e indefinidos.

6. Numeral

Numeral é a palavra que indica a posição ou o número de elementos, tais como: um,
primeiro, dezenas.

Exemplos de frases com numeral:

Apenas um pastel, por favor!

Primeiro as damas.

Dezenas de pessoas estiveram presentes.

Os numerais são classificados em: cardinais, ordinais, multiplicativos, fracionários e coletivos.

7. Preposição

Preposição é a palavra que liga dois elementos da oração, tais como: a, após, para.

Exemplos de frases com preposição:

Entreguei a carta a ele.

As portas abrem após as 18h.

Isto é para você.

As preposições são classificadas em: preposições essenciais e preposições acidentais.

8. Conjunção

Conjunção é a palavra que liga dois termos ou duas orações de mesmo valor gramatical,
tais como: mas, portanto, conforme.

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Exemplos de frases com conjunção:

Vou, mas não volto.

Portanto, não sei o que fazer.

Dançar conforme a dança.

As conjunções são classificadas em coordenativas (aditivas, adversativas, alternativas,


conclusivas e explicativas) e subordinativas (integrantes, causais, comparativas, concessivas,
condicionais, conformativas, consecutivas, temporais, finais e proporcionais).

9. Interjeição

Interjeição é a palavra que exprime emoções e sentimentos, tais como: Olá!, Viva! Psiu!.

Exemplos de frases com interjeição:

Olá! Sou a Maria.

Viva! Conseguimos ganhar o campeonato.

10. Advérbio

Advérbio é a palavra que modifica o verbo, o adjetivo ou outro advérbio, exprimindo


circunstâncias de tempo, modo, intensidade, entre outros, tais como: muito, sempre,
ali.

Exemplos de frases com advérbio:

O resultado foi muito bom.

Eu sempre te amei?

O restaurante é ali.

Os advérbios são classificados em: modo, intensidade, lugar, tempo, negação, afirmação e
dúvida.

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O que é classe gramatical?

É a classificação das palavras em grupos de acordo com a sua função na língua portuguesa.
Elas podem ser variáveis e invariáveis, dividindo-se da seguinte forma:

Palavras variáveis - aquelas que variam em gênero, número e grau: substantivo, verbo,
adjetivo, pronome, artigo e numeral.

Palavras invariáveis - as que não variam: preposição, conjunção, interjeição e advérbio.

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Estrutura e Formação das Palavras

Processo de formação de palavras

Existem dois processos básicos pelos quais se formam as palavras: a derivação e


a composição.

A diferença entre ambos consiste basicamente em que, no processo de derivação, partimos


sempre de um único radical, enquanto no processo de composição sempre haverá mais de
um radical.

Derivação

Derivação é o processo pelo qual se obtém uma palavra nova, chamada derivada, a partir
de outra já existente, chamada primitiva. Observe o quadro abaixo:

Primitiva Derivada

mar marítimo, marinheiro, marujo

terra enterrar, terreiro, aterrar

Observamos que "mar" e "terra" não se formam de nenhuma outra palavra, mas, ao contrário,
possibilitam a formação de outras, por meio do acréscimo de um sufixo ou prefixo. Logo, mar
e terra são palavras primitivas, e as demais, derivadas.

Tipos de Derivação

Derivação Prefixal ou Prefixação

Resulta do acréscimo de prefixo à palavra primitiva, que tem o seu significado alterado. Veja
os exemplos:

crer- descrer
ler- reler
capaz- incapaz

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Derivação Sufixal ou Sufixação

Resulta de acréscimo de sufixo à palavra primitiva, que pode sofrer alteração de significado
ou mudança de classe gramatical. Por exemplo:

alfabetização

No exemplo acima, o sufixo -ção transforma em substantivo o verbo alfabetizar. Este, por
sua vez, já é derivado do substantivo alfabeto pelo acréscimo do sufixo -izar.

A derivação sufixal pode ser:

a) Nominal, formando substantivos e adjetivos. Por exemplo:

papel – papelaria
riso – risonho

b) Verbal, formando verbos. Por exemplo:

atual – atualizar

c) Adverbial, formando advérbios de modo.

Por exemplo:

feliz – felizmente

Derivação Prefixal e Sufixal

Ocorre quando a palavra derivada resulta do acréscimo não


simultâneo de prefixo e sufixo à palavra primitiva.

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Exemplos:

Palavra Inicial Prefixo Radical Sufixo Palavra Formada

leal des leal dade deslealdade

feliz in feliz mente infelizmente

Note que a presença de apenas um desses afixos é suficiente para formar uma nova palavra,
pois em nossa língua existem as palavras "desleal", "lealdade" e "infeliz", "felizmente".

Derivação Parassintética ou Parassíntese

Ocorre quando a palavra derivada resulta do acréscimo simultâneo de prefixo e sufixo à


palavra primitiva.

Considere, por exemplo, o adjetivo "triste". Do radical "trist-" formamos o


verbo entristecer pela junção simultânea do prefixo "en-" e do sufixo "-ecer". Note que a
presença de apenas um desses afixos não é suficiente para formar uma nova palavra, pois
em nossa língua não existem as palavras "entriste", nem "tristecer". Exemplos:

Palavra Inicial Prefixo Radical Sufixo Palavra Formada

mudo e mud ecer emudecer

alma des alm ado desalmado

Dica: para estabelecer a diferença entre derivação prefixal e sufixal e parassintética, basta
retirar o prefixo ou sufixo da palavra na qual se tem dúvida. Feito isso, observe se a palavra
que sobrou existe; caso isso aconteça, será derivação prefixal e sufixal. Caso contrário, será
derivação parassintética.

Derivação Regressiva

Ocorre derivação regressiva quando uma palavra é formada não por acréscimo, mas
por redução. Exemplo:

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comprar (verbo) beijar (verbo)


compra (substantivo) beijo (substantivo)

IMPORTANTE!

Para descobrirmos se um substantivo deriva de um verbo ou se ocorre o contrário, podemos


seguir a seguinte orientação:

- Se o substantivo denota ação, será palavra derivada, e o verbo palavra primitiva.

- Se o nome denota algum objeto ou substância, verifica-se o contrário.

Vamos observar os exemplos acima: compra e beijo indicam ações, logo, são
palavras derivadas. O mesmo não ocorre, porém, com a palavra âncora, que é um objeto.
Neste caso, um substantivo primitivo que dá origem ao verbo ancorar.

Por derivação regressiva, formam-se basicamente substantivos a partir de verbos. Por isso,
recebem o nome de substantivos deverbais. Note que na linguagem popular, são
frequentes os exemplos de palavras formadas por derivação regressiva. Veja:

o portuga (de português)


o boteco (de botequim)
o comuna (de comunista)

Ou ainda:

agito (de agitar)


amasso (de amassar)
chego (de chegar)

Obs.: o processo normal é criar um verbo a partir de um substantivo. Na derivação regressiva,


a língua procede em sentido inverso: forma o substantivo a partir do verbo.

Derivação Imprópria

A derivação imprópria ocorre quando determinada palavra, sem sofrer qualquer acréscimo
ou supressão em sua forma, muda de classe gramatical. Neste processo:

1) Os adjetivos passam a substantivos. Por exemplo:

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Os bons serão contemplados.

2) Os particípios passam a substantivos ou adjetivos. Por exemplo:

Aquele garoto alcançou um feito passando no concurso.

3) Os infinitivos passam a substantivos. Por exemplo:

O andar de Clara é fascinante.


O badalar dos sinos soou na igreja Santa Teresa.

4) Os substantivos passam a adjetivos. Por exemplo:

O funcionário fantasma foi despedido.


O menino prodígio resolveu o problema.

5) Os adjetivos passam a advérbios. Por exemplo:

Falei baixo para que ninguém escutasse.

6) Palavras invariáveis passam a substantivos. Por exemplo:

Não entendo o porquê disso tudo.

7) Substantivos próprios tornam-se comuns. Por exemplo:

Aquele diretor é um caxias! (chefe severo e exigente)

Observação: os processos de derivação vistos anteriormente fazem parte da Morfologia


porque implicam alterações na forma das palavras. No entanto, a derivação imprópria lida
basicamente com seu significado, o que acaba caracterizando um processo semântico. Por
essa razão, entendemos o motivo pelo qual é denominada "imprópria".

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Composição

Composição é o processo que forma palavras compostas, a partir da junção de dois ou mais
radicais. Existem dois tipos, apresentados a seguir.

Composição por Justaposição

Ao juntarmos duas ou mais palavras ou radicais, não ocorre alteração fonética. Exemplos:

passatempo, quinta-feira, girassol, couve-flor

Obs.: em "girassol" houve uma alteração na grafia (acréscimo de um "s") justamente para
manter inalterada a sonoridade da palavra.

Composição por Aglutinação

Ao unirmos dois ou mais vocábulos ou radicais, ocorre supressão de um ou mais de seus


elementos fonéticos. Exemplos:

embora (em + boa + hora)


fidalgo (filho de algo - referindo-se à família nobre)
hidrelétrico (hidro + elétrico)
planalto (plano + alto)

Obs.: ao aglutinarem-se, os componentes subordinam-se a um só acento tônico, o do


último componente.

Redução

Algumas palavras apresentam, ao lado de sua forma plena, uma forma reduzida. Observe:

auto - por automóvel


cine - por cinema
micro - por microcomputador
Zé - por José

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Língua Portuguesa

Como exemplo de redução ou simplificação de palavras, podem ser citadas também as siglas,
muito frequentes na comunicação atual. (Se desejar, veja mais sobre siglas na seção "Extras"
-> Abreviaturas e Siglas)

Hibridismo

Ocorre hibridismo na palavra em cuja formação entram elementos de línguas diferentes. Por
exemplo:

auto (grego) + móvel (latim)

Onomatopeia

Numerosas palavras devem sua origem a uma tendência constante da fala humana para
imitar as vozes e os ruídos da natureza. As onomatopeias são vocábulos que reproduzem
aproximadamente os sons e as vozes dos seres. Exemplos:

miau, zum-zum, piar, tinir, urrar, chocalhar, cocoricar, etc.

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Língua Portuguesa

Ortografia e Semântica

A Ortografia estuda a forma correta de escrita das palavras de uma língua. Do grego "ortho",
que quer dizer correto, e "grafo", por sua vez, que significa escrita.

Ela se insere na Fonologia (estudo dos fonemas) e junto com a Morfologia e a Sintaxe são as
partes que compõem a gramática.

Além de ser influenciada pela etimologia e fonologia das palavras, no que respeita à
ortografia existem convenções entre os falantes de uma mesma língua que visam unificar a
sua ortografia oficial. Trata-se dos acordos ortográficos.

O Alfabeto

A escrita é possível graças aos sinais gráficos ordenados que transcrevem os sons da
linguagem. Na nossa cultura, esses sinais são as letras, cujo conjunto é chamado de alfabeto.

A língua portuguesa tem 26 letras, três das quais são usadas em casos especiais: K, W e Y.

Emprego das letras K, W e Y

• Siglas e símbolos: kg (quilograma), km (quilômetro), K (potássio).

• Antropônimos (e respectivas palavras derivadas) originários de línguas estrangeiras: Kelly,


Darwin, darwinismo.

• Topônimos (e respectivas palavras derivadas) originários de línguas estrangeiras: Kosovo,


Kuwait, kuwaitiano.

• Palavras estrangeiras não adaptadas para o português: feedback, hardware, hobby.

Uso do x e do ch

O x é utilizado nas seguintes situações:

• Geralmente, depois dos ditongos: caixa, deixa, peixe.

• Depois da sílaba -me: mexer, mexido, mexicano.

• Palavras com origem indígena ou africana: xará, xavante, xingar.

• Depois da sílaba inicial -en: enxofre, enxada, enxame.

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Língua Portuguesa

Exceções:

1. A palavra "mecha" (porção de cabelo) escreve-se com ch.


2. O verbo "encher" escreve-se com ch. O mesmo acontece com as palavras que dele
derivem: enchente, encharcar, enchido.

Escreve-se com x Escreve-se com ch

bexiga bochecha

bruxa boliche

caxumba broche

elixir cachaça

faxina chuchu

graxa colcha

lagartixa fachada

mexerico mochila

xerife salsicha

xícara tocha

Uso do h

O h é utilizado nas seguintes situações:

• No final de algumas interjeições: Ah!, Oh!, Uh!

• Por força da etimologia: habilidade, hoje, homem.

• Nos dígrafos ch, lh, nh: flecha, vermelho, manha.

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Língua Portuguesa

• Nas palavras compostas: mini-hotel, sobre-humano, super-homem.

Exceção: A palavra Bahia quando se refere ao estado é uma exceção. O acidente geográfico
"baía" é grafado sem h.

Uso do s e do z

O s é utilizado nas seguintes situações:

• Nos adjetivos terminados pelos sufixos -oso / -osa que indicam grande quantidade, estado
ou circunstância: bondoso, feiosa, oleoso.

• Nos sufixo -ês, -esa, -isa que indicam origem, título ou profissão: marquês, francesa,
poetisa.

• Depois de ditongos: coisa, maisena, lousa.

• Na conjugação dos verbos pôr e querer: pôs, quis, quiseram.

O z, por sua vez, é utilizado nas seguintes situações:

• Nos sufixos -ez / -eza que formam substantivos a partir de adjetivos: magro - magreza, belo
- beleza, grande - grandeza.

• No sufixo - izar, que forma verbo: atualizar, batizar, hospitalizar.

Escreve-se com s Escreve-se com z

alisar amizade

análise aprazível

atrás azar

através azia

aviso desprezo

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Escreve-se com s Escreve-se com z

gás giz

groselha prazer

invés rodízio

jus talvez

uso verniz

Uso do g e do j

O g é utilizado nas seguintes situações:

• Nas palavras que terminem em -ágio, -égio, -ígio, -ógio, -úgio: presságio, régio, litígio,
relógio, refúgio.

• Nos substantivos que terminem em -gem: alavancagem, vagem, viagem.

O j, por sua vez, é utilizado nas seguintes situações:

• Palavras com origem indígena: pajé, jerimum, canjica.

• Palavras com origem africana: jabá, jiló, jagunço.

Observações:

1. A conjugação do verbo viajar no Presente do Subjuntivo escreve-se com j: (Que)


eles/elas viajem.

2. Nos verbos que, no infinitivo, contenham g antes de e ou i, o g é substituído


para j antes do a ou do o, de forma a que seja mantido o mesmo som. Assim: afligir - aflija,
aflijo; eleger - elejam, elejo; agir - ajam, ajo.

3. A cidade Mogi das Cruzes escreve-se com g. A pessoa que nasce ou que vive é
chamada de "mogiano". No entanto, a palavra "mojiano" existe e, de acordo com o

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Língua Portuguesa

dicionário Michaelis significa "Relativo ou pertencente à região que era servida pela antiga
Estrada de Ferro Mojiana (de São Paulo a Minas Gerais)."

Escreve-se com g Escreve-se com j

angélico anjinho

estrangeiro berinjela

gengibre cafajeste

geringonça gorjeta

gim jeito

gíria jiboia

ligeiro jiló

sargento laje

tangerina sarjeta

tigela traje

A semântica é o estudo dos significados, não só da palavra, mas das orações, frases, símbolos
e imagens, entre outros significantes. Esse estudo da gramática está muito associado com
a sintaxe. Caso seja feita alguma alteração na base sintática, uma alteração de pontuação ou
de palavras, o significado de toda a frase muda, mas também pode acontecer de o significado
de apenas uma palavra mudar. Podemos usar o exemplo de um desenho de uma cadeira. A
sintaxe seria o desenho em si, a semântica é o significado que aquele desenho traz: uma
cadeira. Se fizermos qualquer alteração no desenho, o significado da cadeira pode mudar. Se
apagamos o encosto do desenho da cadeira o significado muda, aquilo não é mais uma
cadeira, e sim um banco.

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Língua Portuguesa

O processo de significação é o que possibilita a comunicação. Não adianta apenas ter a forma
e a estrutura das palavras e frases, é preciso saber os significados delas para que o receptor
da mensagem a compreenda com perfeição. A sintaxe e a semântica são usadas em níveis
mais específicos para a criação artística e publicitária. O autor pensa nos significados que
quer transmitir, depois busca a melhor maneira e quais ou melhores elementos para fazer
com que essa mensagem seja entendida. No estudo da gramática relacionado ao significado
das palavras e frases, é preciso levar em consideração três aspectos: sinonímia, antonímia e
homonímia.

Sinônimos e Antônimos

A sinonímia e a antonímia são aspectos muito importantes na hora de se estudar os


significados de uma palavra ou frase. Sinonímia é a relação entre dois ou mais significantes
que possuem o mesmo significado, ou seja, sinônimos são palavras diferentes que possuem
o mesmo sentido. Antônimos são dois significantes que possuem significados opostos.
Palavras que se contradizem são antônimas entre si.

EXEMPLOS: “Morto” e “falecido” são sinônimos, pois ambos os termos têm o mesmo
significado. “Bondoso” e “malvado” são antônimos, pois seus significados se opõem.

Homônimos e Polissemia

A homonímia é um aspecto muito importante e variado na gramática portuguesa, pois além


de contemplar a escrita, também traz aspectos da sonoridade das palavras. Os homônimos
são significantes parecidos que possuem significados diferentes, ou seja, palavras parecidas
ou iguais na pronúncia, escrita ou nas duas coisas, mas com significados divergentes.
Normalmente os homônimos são generalizados como polissêmicos, mas a polissemia tem
leves diferenças dos homônimos. A lista abaixo traz os definições e exemplos de tipos
homônimos e de polissemia.

Homógrafas: São palavras homônimas que possuem a escrita igual, mas são diferentes na
pronúncia. EXEMPLO: Em “eu almoço tarde” e “o almoço está pronto”, a palavra “almoço”
(verbo) e “almoço” (substantivo) tem a mesma grafia, mas não é pronunciada da mesma
maneira.

Homófonas: São palavras homônimas que possuem a pronúncia igual, mas distinguem-se
na grafia. EXEMPLO: “Cinto”(substantivo) e “sinto” (verbo) possuem a mesma oralidade, mas
a escrita é diferente.

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Língua Portuguesa

Perfeitas: São palavras homônimas que tanto são homógrafas quanto homófonas. EXEMPLO:
“cedo”(do verbo ceder) e “cedo”(advérbio de tempo) são escritas e pronunciadas igualmente,
mas não têm o mesmo significado.

Paronímia: Palavras com grafia diferente, mas pronúncia muito parecida. EXEMPLO:
“descriminar” e “discriminar” têm pronúncias muito próximas, mas a primeira palavra significa
“tirar a culpa”, a segunda quer dizer “diferenciar”.

Polissemia: Ocorre quando uma mesma palavra tem mais de um significado. EXEMPLO: A
palavra “graça” em “fez uma graça” e em “é de graça” tem significados diferentes em cada
uma dessas frases. Na primeira remete a algo engraçado; na segunda, a algo que não tem
custo, que é gratuito.

Hiperônimo e Hipônimo

Os hiperônimos e hipônimos são como um conjunto e seus elementos da matemática. Os


hiperônimos são palavras que têm sentindo mais abrangente, como um conjunto que agrupa
os seus elementos. Os hipônimos, por outro lado, são como os elementos que estão dentro
deste conjunto, são palavras com um significado mais específicos. Ambos são termos da
semântica moderna, e são importantes, por exemplo, para que evitemos repetições
excessivas num texto ou mesmo na fala. EXEMPLOS: A palavra “automóvel” é o hiperônimo
de “carro”, “moto” e “caminhão”. As palavras “barata”, “mosca” e “besouro” são hipônimos de
“inseto”.

1) ESA x EZA

Natur____

Portugu____

Calabr____

Bel____

2) ÊS x EZ

Palid____

Franc____

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Língua Portuguesa

Burgu____

Pequen____

Pequin____

3) ISAR x IZAR

Pesqu____

Anal____

Harmon____

Higien____

Final_____

Real____

4) POR QUE/POR QUÊ/PORQUE/PORQUÊ

Não sei ________ você se foi.

_________ parou?

Este é o time _________ tenho carinho.

Parou ________ ?

Não sei o ______ disso tudo.

Não vou à praia ______ está chovendo.

Samba do Porquê

Deixe de lado esse baixo astral

Quando o pq estiver no final

É separado e acentuado que ele vai ficar

É que ele pode ser também uma causa ou explicação

Ficando junto e sem acento

Por se tratar de uma conjunção

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Língua Portuguesa

O pq vai acentuar e ficar junto qdo artigo o mandar

É sem acento e separado eu te digo

Quando for igual ao pelo qual ou mooootivo

Tem que estudar... não esquecer

Só acentuar quando ele merecer

Eu vou estudando e aprendendo como o Sidoca diz:

Com a minha aprovação, eu vou viver feliz!

5) MAL x MAU

Ela não está ___ vestida.

Há luta do bem contra o ____.

Pedro não é um ____ sujeito.

Não há ___ que sempre dure.

6) SENÃO x SE NÃO

________ estudar, ficará de castigo.

Comprei oito livros, _______ nove.

Estude, _______ ficará de castigo.

Não havia ninguém, _______ ela.

7) ACERCA DE x CERCA DE

Discursou _________ problemas políticos.

Comprei _________ 200 g de presunto.

A guerra ocorreu _________ vinte anos.

A capital fica ____________ 200 km daqui.

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Língua Portuguesa

8) AFIM x A FIM

Trabalhei __________ de ganhar dinheiro.

João está _________ de pedir demissão.

Matemática e Física são disciplinas _______.

9) DEMAIS x DE MAIS

A viúva comeu _________.

A viúva comeu sal __________.

Chamaram os ________ colegas.

10) MAS x MAIS

Ela é a ______ bonita da turma.

Ela estudou, ______ não passou de ano.

11) HÁ x A

Ele parou de estudar ___ algum tempo.

Daqui ___ alguns dias eu me formo.

___ muito tempo não o vejo

Daqui ___ duas semanas ela chegará.

12) ONDE x AONDE

A cidade ______ moro é linda.

A cidade ______ irei é linda.

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Língua Portuguesa

13) DE ENCONTRO x AO ENCONTRO

O carro foi ________ o poste.

Pedro foi _______ Paula para beijá-la.

14) ABSOLVER x ABSORVER

Usamos papel para __________ a gordura.

O juiz vai _________ o réu.

15) COMPRIMENTO x CUMPRIMENTO

Vamos garantir o _______________ da lei.

Quando cheguei, recebi um ____________.

Qual é o ___________ da ponte?

16) DEFERIR x DIFERIR

É impossível ___________ aqueles gêmeos.

Vamos tentar _________ o compromisso.

O juiz vai __________ o processo.

17) DESCRIÇÃO x DISCRIÇÃO

Aja com ____________.

Fiz uma ___________ minuciosa da casa.

18) DISPENSA x DESPENSA

Ponha a comida na __________.

Houve _________ de muitos empregados.

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Língua Portuguesa

19) EMINENTE x IMINENTE

Ele é um homem __________.

A colisão é __________.

20) MANDATO x MANDADO

Entramos com um ________de segurança.

O __________ do político foi cassado.

21) RATIFICAR x RETIFICAR

É preciso _________ algumas falhas.

Estou decidido: _______ o que disse antes.

22) ACENDER x ASCENDER

É preciso _________ a luz.

O elevador vai __________.

23) CENSO x SENSO

Como foi o _______ do IBGE?

É um guri de pouco _______.

24) CONSERTO x CONCERTO

Essa mesa precisa de um ___________.

Vamos a um _________ de violinos.

25) CESSÃO x SESSÃO x SEÇÃO

Vamos a uma _________ de cinema.

Trabalho na ________ de calçados.

Fiz uma _________ de direitos autorais

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Língua Portuguesa

Acentuação Gráfica

Acentuação Gráfica

Acento Prosódico e Acento Gráfico

Todas as palavras de duas ou mais sílabas possuem uma sílaba tônica, sobre a qual recai o
acento prosódico, isto é, o acento da fala.

Veja:

es - per - te - za

ca - pí - tu - lo

tra - zer

e - xis - ti - rá

Dessas quatro palavras, note que apenas duas receberam o acento gráfico. Logo, conclui-se
que:

Acento Prosódico é aquele que aparece em todas as palavras que possuem duas ou mais
sílabas. Já o acento gráfico se caracteriza por marcar a sílaba tônica de algumas palavras. É
o acento da escrita. Na língua portuguesa, os acentos gráficos empregados são:

Acento Agudo (´ ): utiliza-se sobre as letras a, i, u e sobre o e da sequência -em, indicando


que essas letras representam as vogais das sílabas tônicas.
Exemplos: Pará, ambíguo, saúde, vintém

Sobre as letras e e o, indica que representam as vogais tônicas com timbre aberto.
Exemplos: pé, herói

Acento Grave (`): indica as diversas possibilidades de crase da preposição "a" com artigos e
pronomes.
Exemplos: à, às, àquele

Acento Circunflexo (^): indica que as letras e e o representam vogais tônicas, com timbre
fechado. Pode surgir sobre a letra a, que representa a vogal tônica, normalmente diante

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Língua Portuguesa

de m, n ou nh.
Exemplos: mês, bêbado, vovô, tâmara, sândalo, cânhamo

Regras de acentuação gráfica

Baseiam-se na constatação de que, em nossa língua, as palavras mais numerosas são


as paroxítonas, seguidas pelas oxítonas.

A maioria das paroxítonas termina em -a, -e, -o, -em, podendo ou não ser seguidas de "s".
Essas paroxítonas, por serem maioria, não são acentuadas graficamente. Já as proparoxítonas,
por serem pouco numerosas, são sempre acentuadas.

Proparoxítonas

Sílaba tônica: antepenúltima

As proparoxítonas são todas acentuadas graficamente. Exemplos:

trágico, patético, árvore

Paroxítonas

Sílaba tônica: penúltima

Acentuam-se as paroxítonas terminadas em:

l fácil

n pólen

r cadáver

ps bíceps

x tórax

us vírus

i, is júri, lápis

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Língua Portuguesa

om, ons iândom, íons

um, uns álbum, álbuns

ã(s), ão(s) órfã, órfãs, órfão, órfãos

ditongo oral (seguido ou não de s) jóquei, túneis

Observações:

1) As paroxítonas terminadas em "n" são acentuadas (hífen), mas as que terminam


em "ens", não (hifens, jovens).

2) Não são acentuados os prefixos terminados em "i "e "r" (semi, super).

3) Acentuam-se as paroxítonas terminadas em ditongos crescentes: ea(s), oa(s), eo(s), ua(s),


ia(s), ue(s), ie(s), uo(s), io(s).

Exemplos: várzea, mágoa, óleo, régua, férias, tênue, cárie, ingênuo, início

Oxítonas

Sílaba tônica: última

Acentuam-se as oxítonas terminadas em:

a(s): sofá, sofás

e(s): jacaré, vocês

o(s): paletó, avós

em, ens: ninguém, armazéns

Monossílabos

Os monossílabos, conforme a intensidade com que se proferem, podem


ser tônicos ou átonos.

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Língua Portuguesa

Monossílabos Tônicos

Possuem autonomia fonética, sendo proferidos fortemente na frase onde aparecem.


Acentuam-se os monossílabos tônicos terminados em:

a(s): lá, cá
e(s): pé, mês
o(s): só, pó, nós, pôs

Monossílabos Átonos

Não possuem autonomia fonética, sendo proferidos fracamente, como se fossem sílabas
átonas do vocábulo a que se apoiam.

Exemplos:

o(s), a(s), um, uns, me, te, se, lhe nos, de, em, e, que, etc.

Observações:

1) Os monossílabos átonos são palavras vazias de sentido, vindo representados por artigos,
pronomes oblíquos, elementos de ligação (preposições, conjunções).

2) Há monossílabos que são tônicos numa frase e átonos em outras.

Exemplos:

Você trouxe sua mochila para quê? (tônico) / Que tem dentro da sua mochila? (átono)

Há sempre um mas para questionar. (tônico) / Eu sei seu nome, mas não me recordo agora.
(átono)

Saiba que:

Muitos verbos, ao se combinarem com pronomes oblíquos, produzem formas


oxítonas ou monossilábicas que devem ser acentuadas por acabarem assumindo
alguma das terminações contidas nas regras. Exemplos:

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Língua Portuguesa

beijar + a = beijá-la fez + o = fê-lo

dar + as = dá-las fazer + o = fazê-lo

Acento de insistência

Sentimentos fortes (emoção, alegria, raiva, medo) ou a simples necessidade de enfatizar uma
ideia podem levar o falante a emitir a sílaba tônica ou a primeira sílaba de certas palavras
com uma intensidade e duração além do normal.

Exemplos:

Está muuuuito frio hoje!

Deve haver equilíbrio entre exportação e importação.

Regras Especiais

Além das regras fundamentais, há um conjunto de regras destinadas a pôr em evidência


alguns detalhes sonoros das palavras. Observe:

Ditongos Abertos

Os ditongos éi, éu e ói, sempre que tiverem pronúncia aberta em palavras oxítonas (éi e não
êi), são acentuados. Veja:

éi (s): anéis, fiéis, papéis


éu (s): troféu, céus
ói (s): herói, constrói, caubóis

Obs.: os ditongos abertos ocorridos em palavras paroxítonas NÃO são acentuados.

Exemplos: assembleia, boia, colmeia, Coreia, estreia, heroico, ideia, jiboia, joia, paranoia,
plateia, etc.

Atenção: a palavra destróier é acentuada por ser uma paroxítona terminada em "r" (e não
por possuir ditongo aberto "ói").

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Língua Portuguesa

Hiatos

Acentuam-se o "i" e "u" tônicos quando formam hiato com a vogal anterior, estando eles
sozinhos na sílaba ou acompanhados apenas de "s", desde que não sejam seguidos por "-
nh".

Exemplos:

sa - í - da e - go - ís -mo sa - ú - de

Não se acentuam, portanto, hiatos como os das palavras:

ju - iz ra - iz ru - im ca - ir

Razão: -i ou -u não estão sozinhos nem acompanhados de -s na sílaba.

Observação: cabe esclarecer que existem hiatos acentuados não por serem hiatos, mas por
outras razões. Veja os exemplos abaixo:

po-é-ti-co: proparoxítona
bo-ê-mio: paroxítona terminada em ditongo crescente.
ja-ó: oxítona terminada em "o".

Verbos Ter e Vir

Acentua-se com circunflexo a 3ª pessoa do plural do presente do indicativo dos


verbos ter e vir, bem como nos seus compostos (deter, conter, reter, advir, convir, intervir,
etc.). Veja:

Ele tem Eles têm

Ela vem Elas vêm

Ele retém Eles retêm

Ele intervém Eles intervêm

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Língua Portuguesa

Obs.: nos verbos compostos de ter e vir, o acento ocorre obrigatoriamente, mesmo no
singular. Distingue-se o plural do singular mudando o acento de agudo para circunflexo:

ele detém - eles detêm


ele advém - eles advêm.

Acento Diferencial

Na língua escrita, existem dois casos em que os acentos são utilizados para diferenciar
palavras homógrafas (de mesma grafia). Veja:

a) pôde / pode

Pôde é a forma do pretérito perfeito do indicativo do verbo poder. Pode é a forma do presente
do indicativo. Exemplos:

O ladrão pôde fugir.


O ladrão pode fugir.

b) pôr / por

Pôr é verbo e por é preposição. Exemplos:

Você deve pôr o livro aqui.


Não vá por aí!

Saiba que:

Para acentuar as formas verbais com pronome oblíquo em ênclise


(depois do verbo) ou mesóclise (no meio do verbo), cada elemento deve
ser considerado como uma palavra independente. Observe:

jogá-lo

jogá = oxítona terminada em a (portanto, com acento)

lo = monossílabo átono (portanto, sem acento)

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Língua Portuguesa

jogá-lo-íamos

jogá = oxítona terminada em a (portanto, com acento)

lo = monossílabo átono (portanto, sem acento)

íamos = proparoxítona (portanto, com acento)

Acento Grave

O acento grave usa-se exclusivamente para indicar a crase da preposição "a" com os
artigos a, as e com os demonstrativos a, as, aquele(s), aquela(s), aquilo: à, às, àquele(s),
àquela(s), àquilo.

Prosódia

A prosódia ocupa-se da correta emissão de palavras quanto à posição da sílaba tônica,


segundo as normas da língua culta. Existe uma série de vocábulos que, ao serem proferidos,
acabam tendo o acento prosódico deslocado. Ao erro prosódico dá-se o nome
de silabada. Observe os exemplos.

1) São oxítonas:

condor novel ureter

mister Nobel ruim

2) São paroxítonas:

austero ciclope Madagáscar recorde

caracteres filantropo pudico(dí) rubrica

3) São proparoxítonas:

aerólito lêvedo quadrúmano

alcíone munícipe trânsfuga

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Língua Portuguesa

Existem palavras cujo acento prosódico é incerto, mesmo na língua culta. Observe os
exemplos a seguir, sabendo que a primeira pronúncia dada é a mais utilizada na língua atual.

acrobata - acróbata réptil - reptil

Bálcãs - Balcãs xerox - xérox

projétil - projetil zangão - zângão

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Língua Portuguesa

TIPOS DE PREDICADO

PREDICADO: é o único termo indispensável da oração, já que, como vimos, o sujeito pode
sem indeterminado ou até mesmo não existir.

De acordo com a sua estrutura, o predicado pode ser:

Verbal

Nominal

Verbo-nominal

PREDICADO VERBAL

O núcleo é um verbo.

Obs.: o verbo nunca será de ligação.

Ex.:

Os empresários fizeram uma proposta aos trabalhadores.

As aves ciscavam o chão.

PREDICADO NOMINAL

O núcleo é um nome.

Obs.: o verbo será sempre de ligação.

Ex.:

As flores são lindas.

O réu permaneceu calado.

PREDICADO VERBO-NOMINAL

Há um núcleo verbal e outro nominal.

(Verbo transitivo+ Predicativo do sujeito)

Ex.:

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Língua Portuguesa

Os alunos fizeram a prova. (P. verbal)

Os alunos estavam tranquilos.(P. nominal)

Os alunos fizeram a prova tranquilos.(PVN)

PREDICADO VERBO-NOMINAL

Há um núcleo verbal e outro nominal.

(Verbo transitivo+ Predicativo do objeto)

Ex.:

A despedida deixou a mãe aflita.

Pedro achou Bruna linda.

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Língua Portuguesa

Tipos de Sujeitos

SUJEITO

É o termo a que o verbo faz referência e com o qual concordará. Tem como núcleos
o substantivo (ou palavra substantivada) e os pronomes substantivos. Jamais se separa
do predicado por vírgula ou vem precedido de preposição. Apresenta-se na ordem
direta (antes do verbo) ou indireta (após o verbo). O sujeito classifica-se em:

a) SIMPLES - o sintagma nominal apresenta apenas um núcleo.

Ex.: Os dias nublados entristecem as pessoas.

b) COMPOSTO - o sintagma nominal apresenta mais de um núcleo.

Ex.: Pai e filho sempre foram amigos.

c) OCULTO/DESINENCIAL/ELÍPTICO

Ex.: Na próxima semana, viajaremos com a nossa família.

d) INDETERMINADO - é aquele que não está expresso na oração e não pode ser
reconhecido por elementos fornecidos por nenhum outro termo. Nessas orações, em
que só o predicado está expresso, não se pode ou não se quer determinar sobre quem
recai a ação. Casos de indeterminação do sujeito:

1) Emprego de verbo na 3ª pessoa do plural, sem nenhuma referência dentro do texto.

Ex.: Atropelaram um cachorro na esquina.

2) Emprego de verbo (intransitivo, transitivo indireto ou de ligação) na 3ª pessoa do


singular + partícula SE (índice de indeterminação do sujeito).

Ex.: Precisa-se de carpinteiros.

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Língua Portuguesa

2) Com o verbo no infinitivo impessoal.

Ex.: É penoso estudar todo aquele conteúdo.

OPA! ORAÇÃO SEM SUJEITO (ou SUJEITO INEXISTENTE)

É aquela que não possui nenhum ser ao qual o predicado possa ser atribuído. O que
importa, nesse caso, é o processo verbal em si. Os verbos das orações sem sujeito são
chamados de IMPESSOAIS.

Casos de impessoalidade do verbo

a) Verbo HAVER exprimindo EXISTÊNCIA ou OCORRÊNCIA.

Ex.: No meio do caminho, sempre haverá uma pedra.

b) Verbos HAVER e FAZER indicando tempo decorrido.

Ex.: Há três meses não o vejo.

Deve fazer dois anos que tudo começou.

c) Verbo SER nas indicações de tempo.

Ex.: Já são duas horas.

Hoje são 22 de abril.

Agora é tarde.

d) Verbos que exprimem fenômenos da natureza (No sentido denotativo)

Ex: Choveu muito naquela cidade.

Opa! No sentido conotativo (linguagem figurada), há sujeito.

Ex: Choveram broncas na aula.

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Língua Portuguesa

CONCORDÂNCIA VERBAL

A CONCORDÂNCIA VERBAL determina que o verbo se flexione em concordância com o


núcleo do sujeito da oração.

1. O som agradável dos cantos dos pássaros acalmam nossas almas intranquilas.

2. O choro das crianças das comunidades carentes nos comovem.

3. Vinha de algum lugar indefinido aqueles viajantes.

4. Ocorreu mudanças significativas durante o processo eleitoral.

5. O homem humilde tem certas necessidades que as pessoas abastadas não tem.

I. Casos especiais com Sujeito Composto

1. Sujeito composto APÓS o verbo – o verbo irá para o plural ou concordará com o núcleo
mais próximo.

Ex.:

O gato e a gata miaram.

Miaram/ miou o gato e a gata.

Chegaram/ chegou o professor e seu aluno.

Sujeito composto ligado por OU – Se houver exclusão, o verbo fica na 3ª do singular; se


houver simultaneidade, o verbo vai para a 3ª do plural.

Ex.: João ou José se casará com Maria.

(apenas 1 casa.) EXCLUSÃO

Muito frio ou muito calor podem matar o bebê.

(os 2 podem!) SIMULTANEIDADE.

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Língua Portuguesa

3. Sujeito composto com núcleos sinônimos ou quase – O verbo fica na terceira do singular
ou vai para o plural.

Ex.:

A paz e a tranquilidade comoveu/comoveram o povo.

4. Sujeito composto por pessoas diferentes – Se houver 1ª pessoa, o verbo vai para a
primeira pessoa do plural. Se houver 2ª e 3ª pessoas apenas, é preferível o verbo na 2ª do
plural (vós). Aceita-se, contudo, o uso da 3ª do plural, como se o sujeito fosse “vocês”.

Ex: Eu, tu e ele chegamos.

Tu e ele chegastes/chegaram.

II. Núcleo coletivo seguido de especificação

O verbo pode concordar com o núcleo coletivo ou com a especificação (concordância


facultativa):

A maioria dos alunos passará.

A maioria dos alunos passarão.

A maioria do povo passará.

III. Quando o sujeito é um PRONOME DE TRATAMENTO

O verbo se manterá na terceira pessoa:

Sua Excelência aceita bem suas próprias limitações.

Vossa Excelência aceita bem suas próprias limitações.

IV. NOMES PRÓPRIOS PLURALIZADOS

A flexão é determinada pelo emprego ou pela ausência de artigo ou outro determinante.

Estados Unidos enfrenta uma crise avassaladora.

Os Estados Unidos enfrentam uma crise avassaladora.

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Língua Portuguesa

IV. Com PRONOME APASSIVADOR

O verbo concorda normalmente com o núcleo do sujeito paciente:

Iniciou-se a negociação.

Concluíram-se as apresentações.

VI. Com o verbo HAVER

Empregado como existir, ocorrer ou acontecer, não admite pluralização:

No livro, havia várias ilustrações (e não haviam).

Durante o comício, houve protestos ( e não houveram)

VII. Verbos que expressam fenômenos da natureza em sentido denotativo (real).

Ex: Choverá muitos dias seguidos (sentido real)

Opa! Em sentido figurado, há sujeito.

Ex: Choverão muitos exercícios.

(sentido figurado)

Choveram granizos no sul.

(Catacrese)

IX. Fazer: indicando tempo transcorrido ou clima

Ex.: Faziam dez dias que eu não te via (erro!)

Fazia dez dias...

Fará dez dias de calor.

X. Locuções Verbais

1º VERBO (PREP) 2º VERBO

(conjugado) (fac.) (forma Nom.)

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Língua Portuguesa

Ex.:

Vai/ vão haver dúvidas

Há/ hão de haver esperanças

Vai/ vão existir dúvidas

Há/ hão de ocorrer esperanças

1) Funk da Locução Verbal (concordância)

Chorar pra quê?

Vou te dizer

Agora sim tu vai aprender

Pare e pense um pouco mais

E desespero aqui nunca mais...

“Se liga aí na locução verbal

se o Verbo principal for impessoal,

o auxiliar fica no singular...

mas se o VP for pessoal ele vai concordar!!!”

XI. Que / Quem

1.1 - Que – o Verbo concorda com o antecedente.

Ex: Fui eu que resolvi o problema

1.2 – Quem – o verbo concorda com o antecedente ou vai para a 3ª p. singular

Ex: Fui eu quem resolvi/resolveu o problema.

Foram meus amigos quem falaram/falou a verdade.

XIII. Parecer + Infinitivo

Pode-se variar o PARECER ou o VERBO PRINCIPAL (inf.)

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Língua Portuguesa

Ex: Os alunos parecem ser esforçados

Parece serem

As paredes pareciam estar limpas.

Parecia estarem

XIV. Aposto Resumitivo

Aposto Resumitivo  pronome indefinido colocado depois de uma série de substantivos,


com função resumitiva.

Ex: João, Maria e José, todos eram alunos

Dinheiro, fama e glória, tudo passa.

XV. Ter e Vir

Esses verbos recebem acento (^) na 3ª pessoa do plural do presente do indicativo.

Ex.:

Os brasileiros têm problemas.

Eles vêm de longe.

CONCORDÂNCIA NOMINAL

Concordância Nominal

É o estudo das relações sintáticas entre um nome e seus determinantes

Ex: O aluno está preocupado.

Tipos de Concordância Nominal

1. Concordância Atrativa:

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Língua Portuguesa

O determinante concorda com o núcleo mais próximo.

Ex: Carro e moto nova.

2. Concordância Gramatical:

O determinante vai para o plural do gênero dominante.

Ex: Carro e moto novos.

Revista e apostila boas.

II. O USO das concordâncias

1. Com o adjetivo APÓS o substantivo

A concordância será ATRATIVA OU GRAMATICAL

Ex: Filme e novela longa/longos

2. Com o adjetivo ANTES do substantivo

A concordância será ATRATIVA

Ex: Saboros___ torta e bolo

III. Plural do adjetivos

1. Simples

Substantivos em função de adjetivos não variam.

Cor que não é cor não varia

Camisa vinho

Uniforme laranja

2. Composto

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Língua Portuguesa

2.1. Varia o último

O adj. Composto varia o último quando termina em adjetivo

Ex: Quarto verde-escuro.

Olho azul-claro.

2.2. Fica invariável

O adj. Composto fica invariável quando termina em substantivo

Ex: Cabelo vermelho-fogo.

IV. Casos Especiais

1 – BASTANTE

= 300  varia

Dif. 300  não varia

Ex: Eles fizeram ______ exercícios e isso os deixou ______ preparados.

2 – MEIO

= mais ou menos  invariável

= metade  Variável

Ex: A mulher está ____ triste

Bebi ____ lata

3- MENOS, PSEUDO, ALERTA, SALVO

Palavras invariáveis

Ex: Eu tirei menos cópias

Nós permanecemos alerta

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Língua Portuguesa

4- É BOM, É NECESSÁRIO, É PROIBIDO

A _____ é BOA/ ____ é BOM

Com det sem det

Cerveja é gostos__

A cerveja é gostos__

5- POSSÍVEL

O(a) Mais . . . Possível

Menos

Os(as) mais ... possíveis

Menos

Ex: Ele é o mais esforçado possível.

Eles são os mais esforçados possíveis.

Eles são o mais esforçados possível.

6 – TAL QUAL

TAL – CONC. ANAFÓRICA

QUAL – CONC. CATAFÓRICA

Ex: o filho é ______________ os pais.

Os jogadores são ________ o treinador.

“Quando penso que cheguei ao meu limite descubro que tenho forças para ir além.”

Ayrton Senna

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Língua Portuguesa

RELAÇÕES DE COORDENAÇÃO

Relações de coordenação entre orações e entre termos da oração

Conectivos

Chamamos de conectivos termos que não têm função sintática, como as conjunções e
preposições, os quais servem para ligar termos de uma oração, orações de uma frase, ou
frases de um texto.

Conjunções x Preposições

Comi bolo de chocolate.

Comi bolo e chocolate.

Maria e João casaram-se.

Estudei e fui à praia.

Conjunções x relações sintáticas

a) Coordenação x Subordinação

Estudei, mas não fiz boa prova.

Embora tenha estudado, não fiz boa prova.

Choveu, porque chegou frente fria.

Não saia de casa, pois está chovendo.

b) Correlação

Não só estudei, mas também fiz boa prova.

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Língua Portuguesa

Comi tanto que passei mal.

Maria é mais alta do que João

Conjunções coordenativas

A)

Almocei e saí.

Não almocei nem saí.

B)

Choveu, mas eu fui à praia.

Fiz dieta, porém não emagreci.

C)

Choveu, logo fiquei em casa.

Estudou muito, então foi aprovado.

D)

Fique em casa, pois já começou a chuva.

Não fume, que faz mal à saúde.

E)

Venha agora ou perderá a vez.

Ora chora, ora ri.

Observação 1: Polissemia da conjunção

Estudei e fui à praia.

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Língua Portuguesa

Estudei e não fiz boa prova.

Siga este conselho e terá sucesso.

Precisava de ajuda; telefonou-me, pois.

Trocou o xampu, pois o cabelo estava seco.

Trabalho que trabalho nesta empresa!

Ligue o ventilador, que está calor.

Classifique as orações coordenadas destacadas a seguir:

Vamos comer, Jhoni Zini, que estou morrendo de fome.

Alguns leram, no entanto não entenderam.

Não fiques nervoso, Jhoni, pois eu é que fiz os exercícios.

Rodrigo está nervoso, necessita, pois, de calmante.

Cala-te, porque só dizes besteiras.

A vida é curta, por isso aproveitemos cada momento.

Saia, porque você é execrável.

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Língua Portuguesa

Relações de Subordinação

Conjunções subordinativas introduzem sempre orações subordinadas substantivas ou


orações subordinadas adverbiais.

Exemplos:

Quando você chegar, estaremos em casa.

Quero que chova amanhã.

Conjunções Subordinativas Integrantes

- Podem ser substituídas por ISSO.

Exemplos:

Ela quer que você volte.

Perguntei se todos estavam bem.

Conjunções Subordinativas Adverbiais

São classificadas por seu valor semântico.

A) Quando abri a porta, o barulho acabou.

B) Ainda que faça dieta, não emagreço.

C) Bebi tanto que passei mal.

D) Está tossindo porque não se cuidou.

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Língua Portuguesa

E) Se precisar, telefone-me.

F) Estudamos a fim de que fôssemos aprovados.

G) Fiz tudo como você mandou.

H) Sou forte como um touro.

I) À medida que cresço, engordo.

OBS.: Não constam na N.G.B (Nomenclatura Gramatical Brasileira).

Locativas = Indicam lugar

Ex.: Não pode haver honra onde tudo é corrupção.

Modal = Indicam modo.

Ex.: dançava sem que seus pés tocassem o chão.

Observação 1: Redução x Desenvolvimento

Uma oração subordinada pode sempre estar desenvolvida (com conjunção e verbo
conjugado) ou reduzida (sem conjunção e com verbo em uma forma nominal).

Mesmo estudando, não entendi quase nada.

Ao abrir a porta, vi o acidente.

Terminado o trabalho, poderão sair.

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Língua Portuguesa

Precisando de ajuda, telefone-me.

I ) Classifique as orações subordinadas adverbiais destacadas:

1. “Você passou na minha vida como um vadio vendaval.”

2. “E, depois que a tarde nos trouxesse a lua / se o amor chegasse eu não resistiria.”

3. “Quero que você me faça um favor, já que a gente não vai mais se encontrar.”

4. “E, embora eu já conheça bem os seus caminhos, me envolvo e sou tragado pelos seus
carinhos.”

5. “Onde andei não deu para ficar, porque aqui é o meu lugar.”

6. “Aguardaremos, brincaremos no regato, até que nos tragam frutos.”

7. Ajoelhou-se porque estava curada.

8. Esforçou-se tanto quanto no dia anterior.

9. Esforçou-se tanto que alcançou o seu objetivo.

10. Quanto mais pensa, mais nervoso fica.

11. Está no Rio desde que terminou a Faculdade.

12. Ganhará um automóvel desde que termine a Faculdade.

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Apresentação

LÍNGUA PORTUGUESA
Conjunções coordenativas

Prof. Sidney Martins

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Apresentação

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Veja o exemplo abaixo:

APRESENTAÇÃO
Fala galera!!

Bom dia, boa tarde, boa noite, boa madrugada!!

Sou o professor Sidney Martins, falando diretamente dos estúdios do Focus


Concursos, uma potência na preparação para concursos públicos em todo Brasil.

Falando um pouco da minha trajetória, sou graduado em Letras pela Universidade


Federal do Rio de Janeiro e especialista em Língua Portuguesa pelo Liceu Literário
português. Trabalho há mais de 14 anos na preparação de alunos para concursos
públicos.

Sou servidor da Prefeitura do Rio de janeiro - RJ

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Conjunções coordenativas

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
Apresentação .................................................................................................................... 2
Conjunções coordenativas ................................................................................................. 3
Conectivos ........................................................................................................................ 3
A diferença entre conjunções e preposições ...................................................................... 4
Conjunções e relações sintáticas. ...................................................................................... 5
Exemplos de conjunções coordenativas ............................................................................. 7
Observação 1: Polissemia da conjunção ............................................................................ 9
Classificando as orações coordenadas destacadas .......................................................... 10
Questão 01 ..................................................................................................................... 12
Questão 02 ..................................................................................................................... 13
Questão 03 ..................................................................................................................... 14
Questão 04 ..................................................................................................................... 14
Questão 05 ..................................................................................................................... 15

CONJUNÇÕES COORDENATIVAS
São aditivas, adversativas, alternativas, explicativas e conclusivas semanticamente
indicam através do nome. As aditivas indicam adição, uma soma ou um acréscimo, as
adversativas indicam a diversidade, contraste e oposição, as alternativas indicam a
alternância e escolha, explicativas indicam uma explicação e conclusiva indicando uma
conclusão.

Algumas são mais fáceis para identificar por exemplo, porém = adversativa, ou =
alternativa.

CONECTIVOS
Chamamos de conectivos termos que não tem função sintática, como as conjunções
e preposições, os quais servem para ligar termos de uma oração, orações de uma
frase, ou frases de um texto.

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A diferença entre conjunções e preposições

De fato, a conjunção e a preposição não exercem função sintática, mas englobam


termos que possuem funções sintáticas.

A DIFERENÇA ENTRE CONJUNÇÕES E PREPOSIÇÕES


Para diferenciar conjunções de preposições é importante destacar que as conjunções
ligam funções de mesma função e a preposição liga elementos de diferentes funções,
entretanto a uma exceção que a preposição liga um elemento de mesma função. Na
expressão frente a frente há a expressão adverbial modal o “a” é uma preposição que
liga elementos de mesma relevância, mas na grande maioria irá ligar elementos de
funções diferentes.

Comi bolo de chocolate.

Quando é colocado “Comi bolo de chocolate” eu comi quantas coisas? É uma coisa,
“Comi” é um verbo transitivo direto e o “bolo de chocolate” é um objeto direto, sendo
o núcleo deste objeto direto “bolo” o “de” serve para ligar o núcleo do objeto direto
ao núcleo do adjunto adnominal. Afinal foi comido um bolo que é de chocolate, então
“de chocolate” está caracterizando o bolo, sendo uma locução adjetiva para mostrar
que o bolo é de chocolate e não de cenoura. São duas funções sintáticas diferentes,
as duas são nucleares, mas uma é núcleo do objeto direto e a outra é núcleo do
adjunto adnominal que está inserido dentro desse objeto direto.

Comi bolo e chocolate.

Se come duas coisas o verbo “comi” é transitivo direto, o “bolo e chocolate” é objeto
direto e o “e” está ligando dois núcleos do objeto direto. Por isso há o hábito de dizer
que a preposição liga elementos de funções diferentes e que a conjunção liga
elementos de funções idênticas.

Maria e João casaram-se.

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Conjunções e relações sintáticas.

Quem se casou foi Maria e João, “Maria e João” é o sujeito, os núcleos desse sujeito é
“Maria” “João” o “e” liga os dois núcleos, por isso o “e” é uma conjunção de ligação
de elementos de mesma função sintática.

Estudei e fui à praia.

Este “e” está ligando duas orações, sendo uma conjunção.

A preposição liga qualquer palavra não necessariamente palavras de funções sintáticas


diferentes na maioria das vezes funciona assim, já a conjunção liga orações e palavras
obrigatoriamente de mesma função sintática.

CONJUNÇÕES E RELAÇÕES SINTÁTICAS.

a) Coordenação e Subordinação

Estudei, mas não fiz boa prova.

O “mas” é uma conjunção adversativa é coordenada, a coordenada possui uma


estrutura fixa, isso significa que primeiro terá a oração coordenada assindética o
“estudei” e o restante será a oração coordenada sindética no caso foi a adversativa.
Não se pode colocar “mas não fiz boa prova, estudei” não, ficará estranho, por isso
essa estrutura é fixa e não dá para fazer a troca.

Embora tenha estudado, não fiz boa prova.

Começou com uma conjunção, é um indício de que é subordinada, pois a subordinada


possui uma estrutura móvel e é possível fazer perguntas. O “embora” é uma conjunção
subordinativa adverbial concessiva, o “Embora tenha estudado” é uma oração

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Conjunções e relações sintáticas.

subordinada adverbial concessiva, sendo o “não fiz boa prova” a oração principal.

Choveu, porque chegou frente fria.

Existe uma relação de causa e consequência, o “choveu” será a oração principal e o


“porque” será causal, observando que o “porque chegou frente fria” será uma oração
subordinada adverbial causal.

Não saia de casa, pois está chovendo.

“não saia” tem um teor imperativo, logo para justificar algo, sendo assim o “pois”
explicativo, o “não saia de casa” é oração coordenada assindética e o “pois está
chovendo” será uma oração coordenada sindética explicativa. Repare que toda vez
que temos subordinadas se pode fazer permuta, pois não são coordenadas,
lembrando que as coordenadas são fixas.

b) Correlação

Não só estudei, mas também fiz boa prova.

Correlação são pares, o par que há nessa frase é “não só” “mas também” para indicar
que no “mas também” há uma estrutura aditiva sendo a virgula da frase facultativa,
mas essa virgula mostra que o “mas” não pode ser considerado uma aditiva
simplesmente do nada, tem que haver correlação e se existe essa relação do valor da
soma.

Comi tanto que passei mal.

Existe a relação com o intensificador ante “que” podendo ser a palavra tanto, tal, qual

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Exemplos de conjunções coordenativas

ou tamanho. Neste momento há a relação de causa e consequência. A causa ficará do


lado do intensificador “comi tanto” e a consequência ficará do lado “que passei mal”.

Maria é mais alta do que João

O “do” é facultativo, pois se pode dizer “Maria é mais alta que João”

EXEMPLOS DE CONJUNÇÕES COORDENATIVAS


A)

Almocei e saí.

Não almocei nem saí.

Tanto o “e” e o “nem” indicam soma, estamos diante das aditivas.

B)

Choveu, mas eu fui à praia.

Fiz dieta, porém não emagreci.

O “mas” e o “porém” são adversativas.

C)

Choveu, logo fiquei em casa.

Estudou muito, então foi aprovado.

O “logo” e o “então” denotam a ideia de conclusiva.

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Exemplos de conjunções coordenativas

D)

Fique em casa, pois já começou a chuva.

Não fume, que faz mal à saúde.

São modos imperativos “fique em casa” e “não fume”, se há modos imperativos


é preciso justificar explicando, sendo o “pois” e o “que” explicativas.

E)

Venha agora ou perderá a vez

Ora chora, ora ri.

O “ou” e “ora”, são alternativas.

É interessante salientar quando se tem alternativas, você terá uma


relação de escolha, podendo a pessoa escolher entre ir ou não.
Entretanto depois há os pares “ou, ou” “ora, ora” “quer, quer” “seja,
seja” “já,já” de vez em quando o avaliador brinca com isso se utilizar
“ora chora ou ri” é uma pegadinha, pois não se pode misturar, são
pares.

Quando se trabalha com uma conjunção coordenativa há o costume que a estrutura


fixa tenha coordenada, sendo primeira a oração coordenada assindética, uma vírgula
e a conjunção coordenativa sindética. Quando se trabalha esses pares das conjunções
alternativas se tem duas orações coordenadas sindéticas alternativas não existindo
uma margem.

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Observação 1: Polissemia da conjunção

OBSERVAÇÃO 1: POLISSEMIA DA CONJUNÇÃO

Estudei e foi à praia

O “e” indica soma, indicando soma não há virgula.

Estudei e não fiz boa prova.

Este “e” indica oposição, entrando uma virgula obrigatória na frase “estudei, e não fiz
boa prova.”

Siga este conselho e terá sucesso.

Há um modo imperativo logo em seguida há uma explicação que é indicado no “e,


entrando uma virgula obrigatória na frase “siga este conselho, e terá sucesso.

Precisava de ajuda; telefonou-me, pois.

Observe que esta depois do verbo da oração o “pois” da qual ele faz parte no final,
sendo conclusivo.

Trocou o xampu, pois o cabelo estava seco.

Toda causa é uma explicação a diferença é que a explicação possui essência imperativa
se a frase fosse “troque o xampu, pois o cabelo está seco” seria um “pois” explicativo,
mas esse “pois” é causal há uma relação de causa e consequência, sendo a causa o
cabelo estar seco e a consequência trocar o xampu. A conjunção é causal, mas
subjacente existe um valor explicativo.

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Classificando as orações coordenadas destacadas

Trabalho que trabalho nesta empresa!

Este “que” funciona como se fosse um “e” funcionando como soma, indica um aditivo.

Ligue o ventilador que está calor.

“Ligue o ventilador” modo imperativo, este “que” será explicativo.

O “pois” ele pode ter algumas classificações, sendo explicativas, conclusivas e existe a
possibilidade de ser causal o qual que se confunde com o explicativo. A diferença é
que no explicativo há uma essência imperativa e no causal não. Ocasionando a uma
relação de causa e consequência, por exemplo quando há uma ordem o pois
explicativo, quando não possui ordem é causal. Quando se diz “não vou à praia, pois
está chovendo” não tem ordem, então este “pois” é causal agora na frase “não vá à
praia, pois está chovendo” o pois é explicativo, uma diferença significativa entre o pois
explicativo e o conclusivo é que o explicativo vem antes do verbo colocando a virgula
e depois o “pois”. No conclusivo vem depois do verbo ou entre virgulas, geralmente
no final da estrutura para mostrar que está depois do verbo, o que acaba acontecendo
com o “pois” conclusivo é que ele é deslocado e deve ser destacado com virgula.
Normalmente vem a primeira oração, virgula, a conjunção e a oração da qual essa
conjunção faz parte.

CLASSIFICANDO AS ORAÇÕES COORDENADAS DESTACADAS

Vamos comer, Tiago Nunes, que estou morrendo de fome.

Vamos comer é um modo imperativo, requer uma explicação sendo o “que”


explicativa.

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Classificando as orações coordenadas destacadas

Alguns leram, no entanto não entenderam.

“No entanto” será uma adversativa, indicando diversidade é oposição, um contraste.

Não fiques nervoso, Tiago, pois eu é que fiz os exercícios.

“Não fique” há um modo imperativo, em sequência há o explicativo o “pois”.

Rodrigo está nervoso, necessita, pois, de calmante.

Está entre vírgulas, consegue-se colocar um “portanto” no lugar, sendo conclusiva.

Cala-te, porque só dizes besteiras.

“Cala-te” há um modo imperativo, este “porque” será explicativo.

A vida é curta, por isso aproveitamos cada momento.

“Por isso” é uma estrutura conclusiva.

Saia, porque você é execrável.

“Saia” possui um modo imperativo, e por causa do “porque” temos uma estrutura
explicativa.

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Questão 01

QUESTÃO 01
Os livros de história sempre tiveram dificuldade em falar de mulheres que não
respeitam os padrões de gênero, e em nenhuma área essa limitação é tão evidente
como na guerra e no que se refere ao manejo de armas. No entanto, da Antiguidade
aos tempos modernos a história é fértil em relatos protagonizados por guerreiros.
Com efeito, a sucessão política regularmente coloca uma mulher no trono, por mais
desagradável que essa verdade soe.

Observa-se que o “no entanto” é uma estrutura adversativa

Mantendo-se a correção e a lógica, sem que qualquer outra alteração seja feita na
frase, o segmento grifado acima pode ser substituído por:

a) Todavia.
b) Conquanto.
c) Embora.
d) Porquanto.
e) Ainda que.

Comentário: Uma adversativa até pode ser substituída por uma concessiva que
indica a oposição em cima de uma reescritura, entretanto a adversativa enfatiza e
a concessiva minimiza, mas a depender de como fará a reescritura, o processo
funciona. Usando o exemplo de:

“Meu amigo é feio, mas é rico.”

Esta frase enfatiza o fato de ele ser rico e minimiza o fato de ser feio, colocando
uma concessiva dá para manter o sentido, sendo:

“Embora seja feio, é rico”

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Questão 02

Observe que a frase continua enfatizando o fato de ser rico e minimiza o fato de
ser feio, mas há uma reescritura.

“Meu amigo é feio, mas é rico.”

Nesta frase não dá para substituir o “mas” por “embora”, não fara sentido mudando
a ideia, não se pode enfatizar um elemento e depois minimizar o mesmo, ficando
claro que para manter se deve trocar adversativa por adversativa. Todavia é uma
adversativa, conquanto é uma concessiva, embora é uma concessiva, porquanto
explicativa podendo ser também causal e o ainda que uma estrutura concessiva,
sendo possível trocar a adversativa por outra apenas na letra a.

Gabarito: Letra A

QUESTÃO 02
No período: “Paredes ficaram tortas, animais enlouqueceram e as plantas caíram”,
temos:

a) Duas orações coordenadas assindéticas e uma oração subordinada substantiva.


b) Três subordinas substantivas.
c) Três orações coordenadas.
d) Quatro orações coordenadas.
e) Uma oração principal e duas orações subordinadas.

Comentário: Existem três orações, pois houve a apresentação de três verbos


diferentes, “ficaram, “enlouqueceram” e “caíram” há uma vírgula que é enumerativo
sequenciando orações. As duas primeiras são sem conectivo, são duas orações
coordenadas assindéticas e a última “caíram” possui o conectivo “e”, sendo uma
oração coordenada sindética aditiva.

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Questão 03

Gabarito: Letra C

QUESTÃO 03
Entenda o cálculo do IDH municipal (IDHM)

O Índice de desenvolvimento humano foi criado para medir o nível de


desenvolvimento humano dos países a partir de indicadores de educação
(alfabetização e taxa de matrícula), longevidade (expectativa de vida ao nascer) e
renda (PIB per capita), mas também é utilizado para aferir o nível de desenvolvimento
humano de municípios.

De acordo com as informações do texto ao lado- Entenda o cálculo do IDH municipal


(IDHM) - e considerando o tema por ele focalizado, julgue os itens que se seguem.

A ideia adversativa da conjunção, “mas” se estabelece entre “países” e “municípios”.

Comentário: O texto parece não ter ideia de adversidade, pelo motivo de ter o
“mas também”, entretanto não possui um par sendo esta uma questão certa
que trás a ideia de adversidade.

QUESTÃO 04
“Contudo, essa experiência foi posta de lado quando as trevas medievais tomaram
conta da Europa, fazendo-a mergulhar em mil anos de estagnação, sob as mãos de
senhores feudais, reis e papas, que não conheciam o outro limite senão o seu próprio
poder.

Com relação a aspectos linguísticos do texto, julgue os itens que se seguem.

A substituição do vocábulo “senão” por se não, embora gramaticalmente correta,


prejudicaria o sentido do texto.

Comentário: Ela não tem como ser gramaticalmente correta, pois são
completamente diferentes, prejudicaria o sentido se pudesse colocar ficando

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Questão 05

claro, que, a questão já está errada por dizer que é gramaticalmente correta.

QUESTÃO 05
Victor fracassou porque cedeu a uma predisposição da natureza humana...

O elemento grifado na frase acima tem o mesmo sentido de:

a) Ainda que.
b) Conquanto.
c) Enquanto.
d) Embora.
e) Uma vez que.

Comentário: Este porque poderia ser a princípio explicativo ou causal, não possui
ordem, sendo causal se procura também uma estrutura causal sendo o ainda que
uma concessiva, conquanto uma concessiva, enquanto temporal, embora é
concessiva e uma vez que a qual é a causal sendo a alternativa correta.

Gabarito: Letra E

Cara(o) aluna(o) para finalizar uma mensagem de reflexão:

“Para ter sucesso é preciso primeiro acreditar que podemos.”

Nikos Kazantzakis.

É imprescindível acreditar que consegue, você tem que acreditar, na próxima aula
veremos mais sobre conjunções, bons estudos.

Até mais!

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Conjunções Subordinativas

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de maneira RÁPIDA e DESCOMPLICADA pelo conteúdo.

Veja o exemplo abaixo:

APRESENTAÇÃO
Fala galera!!

Bom dia, boa tarde, boa noite, boa madrugada!!

Sou o professor Sidney Martins, falando diretamente dos estúdios do Focus


Concursos, uma potência na preparação para concursos públicos em todo Brasil.

Falando um pouco da minha trajetória, sou graduado em Letras pela Universidade


Federal do Rio de Janeiro e especialista em Língua Portuguesa pelo Liceu Literário
português. Trabalho há mais de 14 anos na preparação de alunos para concursos
públicos.

Sou servidor da Prefeitura do Rio de janeiro - RJ

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Conjunções Subordinativas

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
Apresentação .................................................................................................................... 2
Conjunções Subordinativas ............................................................................................... 3
Conjunções Subordinativas Integrantes ................................................................................................ 5
Conjunções Subordinativas Adverbiais ................................................................................................. 7
Exercícios ........................................................................................................................ 12

CONJUNÇÕES SUBORDINATIVAS
Existem nove conjunções subordinativas adverbiais, as quais dividem-se em
integrantes e adverbiais. As CONJUNÇÕES SUBORDINATIVAS INTEGRANTES,
como diz o próprio nome integram apenas a oração subordinada, no caso,
substantiva, portanto, as orações integrantes, que basicamente são encabeçadas pelas
conjunções integrantes “que” e “se”, indicarão que são orações subordinadas
substantivas. Uma forma muito simples de identificar essas orações é efetuar a
substituições das conjunções que e se, junto com a oração da qual fazem parte, pelo
termo “isso”. Observe:

I S S O Oração
Substantiva
Subordinada
Integrante

Agora, quando falamos de orações subordinativas adverbiais, o advérbio indica


circunstâncias, isto é, valores semânticos. É justamente nesse sentido que a banca
gosta de cobrá-las, para ver se você está capitando o “sentido” que é transmitido pelo
texto. Existem NOVE tipos de CONJUNÇÕES SUBORDINATIVAS ADVERBIAIS e é
interessante que você ao menos saiba o nome dessas conjunções. Há um esquema
que você provavelmente já deva ter visto que é o C6FTP. Isto é, das nove conjunções
subordinativas adverbiais, seis (6) delas são iniciadas pela letra C, e as demais iniciadas
cada uma pelas letras F, T e P. Veja no quadro que segue quais são.

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Conjunções Subordinativas

▪ Causal: indica causa.


▪ Comparativa: indica comparação.
▪ Conformativa: indica conformidade.
▪ Condicional: indica ideia de condição.
▪ Concessiva: indica oposição.
▪ Consecutiva: indica consequência.
▪ Final: indica finalidade.
▪ Temporal: indica tempo.
▪ Proporcional: indica proporção.

Bom, tendo esquematizado as conjunções de acordo com suas iniciais, o seu trabalho
será o de identificar as conjunções, isto é, identificar quais delas podem ser
consideradas causais, quais podem ser consideradas comparativas, e assim por diante.
Para auxiliá-lo vou colocar aqui alguns exemplos.

Causal Como – Pois - Porque


Comparativa Como
Conformativa Como
Condicional Se - Caso
Concessiva Embora – A despeito de – Conquanto - Malgrado
Consecutiva Que
Final Para – Tão – A fim de
Temporal Quando - Enquanto
Proporcional À medida que – À proporção que

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Conjunções Subordinativas

O interessante é você conseguir identificar que “porque”, “pois” e “como” podem ser
conjunções causais. Identificar que, além de causal, a conjunção “como” pode ser
também comparativa e conformativa. Identificar que “se” e “caso” são as principais
conjunções condicionais; que “embora”, “à despeito de”, “conquanto” e “malgrado”
são conjunções concessivas; que “que” é a principal conjunção consecutiva e conta
com intensificadores para que possa ser classificada dessa forma (tanto, tal, tão e
tamanho); é identificar que “para” é a principal estrutura que indica finalidade; e,
ainda, que “a fim de” também indica finalidade; é perceber que a questão temporal
muitas vezes é expressa por “quando” e “enquanto”; e que a conjunção proporcional
é muito marcada por “à medida que” e “a proporção que”.

Mas, para conseguir identificar a classificação das conjunções, você precisa decorá-
las. Veja, é a mesma lógica de aprender a escrever: ninguém aprende a escrever sem
antes ter decorado as letras do alfabeto e a formação das sílabas; ou ainda, a mesma
lógica de correr: ninguém aprende a correr sem antes ter aprendido a andar. Nesse
sentido, não há outra forma de conseguir responder as questões relacionadas à
classificação das conjunções sem decorá-las. E se o material de apoio não for
suficiente para você, sinta-se na liberdade de solicitar algum material complementar
diretamente para mim no canal @professorsidneymartins. Dito isto, vamos adentrar
um pouco mais na teoria.

Conjunções Subordinativas Integrantes


Como já vimos, as Conjunções subordinativas introduzem sempre orações
subordinadas substantivas ou orações subordinadas adverbiais. As conjunções
subordinativas que vão introduzir as substantivas são as CONJUNÇÕES
INTEGRANTES. Observe os exemplos:

Conjunção temporal
Quando você chegar, estaremos em casa.
Oração subordinada adverbial temporal Oração principal

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Conjunções Subordinativas

O termo “quando” notoriamente expressa valor temporal, ou seja, indica tempo, então
estamos diante de uma conjunção temporal. E a conjunção temporal é uma
conjunção subordinativa adverbial, portanto, toda a primeira estrutura desse exemplo
será chamada de oração subordinada adverbial temporal. Consequentemente, se
há uma oração subordinada é porque há também uma oração principal, assim, a outra
parte do exemplo, a oração “estaremos em casa”, será a oração principal, doravante
OP. Próximo exemplo:

OP O.S.S ISSO
Quero que chova amanhã.
Oração principal Oração subordinada substantiva objetiva direta

Neste exemplo, observe que há a presença da conjunção “que” encabeçando a oração.


Mas que tipo de “que” temos aqui? Será que posso pegar toda a oração que circunda
essa conjunção e substituí-la por “isso”? Como em “quero isso”. Sim, eu posso. Logo
temos aqui uma oração subordinada substantiva encabeçada pela conjunção
integrante que. Por se tratar de uma conjunção integrante, “quero” será a oração
principal, e “que chova amanhã” uma oração subordinada substantiva.

Ainda, pensando em funções sintáticas, o verbo “querer” é um verbo transitivo direto,


pois quem quer, quer alguma coisa. O verbo transitivo direto pede um objeto direto,
logo, a segunda oração subordinada é uma oração subordinada substantiva objetiva
direta. O nome pode ser assustador, mas na verdade, é apenas um objeto direto que
por um acaso tem uma oração. Tanto que eu posso chamar de objeto diretor
oracional. Já o primeiro exemplo é uma oração subordinada adverbial, ela está na
função de adjunto adverbial. Bom, matamos aqui esse primeiro aspecto, retomando
o que já sabemos:

A conjunção integrante encabeça a oração subordinada substantiva.

A conjunção subordinativa adverbial encabeça a oração subordinada adverbial.

As conjunções subordinativas integrantes podem ser substituídas por ISSO, como já

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Conjunções Subordinativas

vimo. Veja, esse é o melhor macete que já vi na vida! Vamos ver alguns os exemplos:

I S S O Oração
Substantiva
Subordinada
Integrante

O.S.S.I.
Ela quer que você volte.
Ela quer o que? ISSO

O.S.S.I.
Perguntei se todos estavam bem.
Perguntei o que? ISSO

Pela substituição da oração subordinada pelo termo “isso”, sabemos se tratar ela de
uma oração Subordinada Substantiva Encabeçada Por Conjunção Integrante. E
pode reparar que o “se” do segundo exemplo “perguntei se todos estavam bem”,
poderia ser um “se” condicional, mas neste caso NÃO expressa a ideia de condição de
jeito nenhum.

Conjunções Subordinativas Adverbiais


As conjunções subordinadas adverbiais são classificadas pelo seu valor semântico.
Assim, vamos classificar alguns exemplos, a partir de agora, com as nove classificações
que vimos anteriormente.

a) Quando abri a porta, o barulho acabou.


b) Ainda que eu faça dieta, não emagreço
c) Bebi tanto que passei mal.
d) Está tossindo porque não se cuidou.
e) Se precisar, telefone-me

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Conjunções Subordinativas

A conjunção “quando “é uma conjunção temporal, pois indica tempo. Então a primeira
oração do primeiro exemplo se trata de uma oração subordinada adverbial
temporal. Mas aí falamos só do valor semântico. No segundo exemplo, sabemos que
a conjunção “ainda que” é uma conjunção concessiva, então indica a ideia de
concessão. Para esse primeiro exemplo, vou ensinar dois macetes. O macete do “que”,
e o macete do “tesão”. Olha só, toda vez que observarmos um intensificador
acompanhando a oração principal, e a conjunção “que” na oração subordinada, temos
uma ideia de causa e consequência.

tanto tal tão tamanho


tanto que tal que tão que tamanho que

Como sempre friso, a causa é a origem de um processo, e a consequência é o que


decorre a partir daquilo. Tanto que um avaliador poderia chamar a “causa” de origem,
ou até mesmo de motivo. Além disso, poderia chamar “consequência” de decorrência.
Mas o que nos importa aqui é saber que a causa vem primeiro e a consequência vem
depois, então, primeiro a causa e segundo a consequência. Então, toda vez que
aparecerem as expressões tanto que, tal que, tão que, e tamanho que, vai HAVER uma
relação de causa e consequência, só que a causa vai ficar do lado do intensificador
e a consequência sempre do lado do “que”, veja:

Tanto --------------- que


Tal --------------- que
Tão --------------- que
Tamanho --------------- que

E aí está o macete do “TESÃO”. Simples, junte todos os quatro “t’s” e forme um “Tzão”,
um “t” grandão, e ONDE HÁ TZÃO SEMPRE TEM CONSEQUÊNCIAS. Pronto, agora
você não esquece mais. Vamos aos exemplos.

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Conjunções Subordinativas

a) Bebi tanto que passei mal.


b) Está tossindo porque não se cuidou.
c) Se precisar, telefone-me.

Perceba que existe uma relação causa e consequência também no primeiro exemplo.
O “que”, portanto, é uma conjunção subordinativa adverbial consecutiva. O próximo
exemplo, sabemos que “porque” pode ser uma conjunção causal ou explicativa, num
primeiro momento. Como vamos saber quando ele será explicativo? Quando tiver a
essência da interatividade, ou seja, tome remédio e então tussa. Mas não é o caso
neste exemplo, porque é justo o contrário: por a pessoa não ter tomado remédio (não
ter se cuidado), ela está tossindo. Assim, temos uma relação de causa e consequência.
Ou seja, esse “porque” encabeça uma oração subordinada adverbial causal, isto é, uma
oração na qual existe um valor de causa seguida de consequência. No terceiro
exemplo, o termo “se” cria uma ideia de condição, então é uma conjunção condicional,
afinal de contas é para ligar só se precisa, caso precise, telefone, agora, se não precisar
não precisar para telefone. Assim, cria uma condição. Próximos exemplos:

a) Estudamos a fim de que fôssemos aprovados.


b) Fiz tudo como você mandou.
c) Sou forte como um touro.
d) À medida que cresço, engordo.

A conjunção “a fim de” indica a ideia de finalidade, então é uma estrutura final,
portanto uma oração subordinada adverbial final. No segundo exemplo temos a
conjunção “como”, que pode ser tanto causal, como comparativa ou conformativa.
São três valores subordinados, três valores adverbiais. Ela será causal quando estiver
no início do período, por exemplo na sentença “como estava chovendo, não fui à
praia”. E será comparativa quando existir uma relação de igualdade. E será
conformativo quando não existir uma relação de igualdade, por exemplo, “Jhoni Zini
é sexy como o Pablo Jamil”. Veja, nesse momento eu tentei comparar a sensualidade
dos dois, o sex apeal dos dois, enfim, eu comparei um ao outro na tentativa de colocá-
los no mesmo patamar. Então existe uma ideia de igualdade. Se existe uma ideia de
igualdade, a conjunção “como” é comparativa.

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Conjunções Subordinativas

Agora, digamos que eu diga “Jhoni faz exercícios como Pablo o orienta.” Neste
momento não estou tentando promover uma igualdade, não estou tentando dizer
que Jhoni faz exercícios igual Pablo, aqui Jhoni faz exercícios como é mandado,
conforme Pablo orienta, consoante Pablo orienta. Então como temos uma ideia
diferente, a conjunção “como” é conformativa.

No terceiro exemplo “fiz tudo como você mandou”, ou seja, conforme você mandou,
a conjunção “como” é conformativa e indica uma conformidade. No próximo exemplo
“Sou forte como um touro”, estou meu comparando a um touro, logo, a relação é
comparativa. No quarto exemplo” à medida que cresço, engordo” a conjunção “à
medida que” indica uma relação de proporcionalidade, portanto, é uma estrutura
proporcional.

Observação 1 - LOCATIVAS E MODAIS

Uma observação interessante relacionada a esse tema e que já foi conteúdo de prova
é que NÃO constam na N.G.B. (Nomenclatura Gramatical Brasileira) as locativas
(indicam local) e a modal (indica modo). Observe os exemplos:

“Não pode haver honra onde tudo é corrupção”


“onde” é uma locativa, pois diz respeito ao local em que algo pode ou não ocorrer.
Dançava sem que seus pés tocassem o chão”
“sem que” é uma modal, pois indica o modo com que dançava.

Além das nove conjunções adverbiais sobre as quais já falamos, que constam na N.G.B,
também podem aparecer na sua prova, embora não constem na N.G.B., esses dois
tipos de conjunções. 99% dos casos será a LOCATIVA a aparecer.

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Conjunções Subordinativas

Observação 2 – REDUÇÃO DO DESENVOLVIMENTO

Uma segunda observação diz respeito à redução do desenvolvimento. Veja, uma oração
subordinada pode sempre estar DESENVOLVIDA (com conjunção e verbo conjugado)
ou REDUZIDA (sem conjunção e com verbo em uma forma nominal).

A FORMA NOMINAL seria: gerúndio; particípio; e infinitivo. O gerúndio é aquele com


terminação em -ndo e corresponde ao advérbio; o particípio, com terminação -ado e
-ido e corresponde ao adjetivo; o infinitivo, com terminação em -r e corresponde ao
substantivo. Observe os exemplos

✓ Mesmo estudando, não entendi quase nada.


✓ Ao abrir a porta, vi o acidente.
✓ Terminado o trabalho, poderão sair.

No primeiro exemplo, a informação que se destaca como mais importante é “não


entendi quase nada”, e a informação “mesmo estudando” ficou reduzida. Nesse sentido
existe uma oração reduzida de gerúndio que indica uma concessão, portanto uma
oração subordinada adverbial concessiva reduzida de gerúndio.

No segundo exemplo, a junção da preposição “a” + o artigo “o” + verbo no infinitivo,


sempre dá uma ideia temporal. Então essa estrutura é uma oração subordinada
adverbial de tempo, ou temporal, reduzida de infinitivo.

No terceiro exemplo, sabemos que existe uma oração subordinada adverbial reduzida
de particípio em “terminado o trabalho”, agora a sua classificação é ambígua. Veja bem,
pode ser interpretada como “se terminarem o trabalho, poderão sair”, ou “quando
terminarem o trabalho, poderão sair”. Nesse caso, vai depender da forma que você for
desenvolver o raciocínio ou vai depender do contexto em que a oração está inserida.
Assim, pode tanto ser
temporal
Uma oração subordinada adverbial reduzida de particípio
condicional

O mesmo ocorre no exemplo “Precisando de ajuda, telefone-me”. Temos uma oração

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Exercícios

subordinada adverbial reduzida de gerúndio que pode ser tanto temporal (no
momento que precisa de ajuda, telefone) quanto condicional (se precisar de ajuda,
telefone).

EXERCÍCIOS
1. Classifique as orações subordinadas adverbiais destacadas:

a. Você passou na minha vida como um vadio vendaval.

b. E, depois que a tarde nos trouxesse a lua/ se o amor chegasse eu não resistiria.

c. Quero que você me faça um favor, já que a gente não vai mais se encontrar.

d. E, embora eu já conheça bem os seus carinhos, me envolvo e sou tragado pelos


seus carinhos.

e. Onde andei não deu para ficar, porque aqui é o meu lugar.

f. Aguardaremos, brincaremos no regato, até que nos tragam frutos.

g. Ajoelhou-se porque estava curada.

h. Esforçou-se tanto quando no dia anterior.

i. Esforçou-se tanto que alcançou o seu objetivo.

j. Quanto mais pensa, mais nervoso fica.

k. Está no Rio desde que terminou a Faculdade.

l. Ganhará um automóvel desde que termine a Faculdade.

GABARITO:
a. A conjunção “como” dá ideia de comparação, portanto temos comparativa.
b. “Depois”, dá ideia de tempo, portanto, uma O. S. Adv. temporal e “se” dá ideia de condição,
portanto, temos uma condicional.
c. “Já que” = causal.
d. “Embora” = concessiva.
e. Onde = locativa (indica o lugar); “porque” = causal (há relação de causa e consequência
“aqui é o meu lugar” = causa; “não deu para ficar onde andei” = consequência.

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Exercícios

f. “até que” = temporal


g. “porque” = causal (“estava curada” = causa; “ajoelhou-se” = consequência).
h. “tanto quanto” = comparativa.
i. “tanto que” = consecutiva.
j. “quanto mais” = proporcional.
k. “desde que” = temporal/condicional (se puder se substituído por “quando”, será
temporal.).
l. “desde que” = condicional

2. “... e eu sou acaso um deles, conquanto a prova de ter a memória fraca...”, a


organização grifada traz uma ideia de:

a) Causa.
b) Consequência.
c) Condição.
d) Conformidade.
e) Concessão.

GABARITO: E

3. No trecho “Ao tempo de Pilatos e de James Joyce, a linguagem virtual estava


longe”. Mas, além da realidade física, da palavra impressa, ela servia de símbolo da
identidade e da perenidade da comunicação”.

Os termos negritados acima têm, respectivamente, a equivalência de

a) Adversidade – causa – tempo.


b) consequência – tempo – adversidade.
c) tempo – adversidade – adição.
d) adição – adversidade – tempo.

GABARITO: C

4. No Texto lê-se: “A língua que falamos é um bem, se considerarmos “bens” “as coisas
úteis ao homem”.

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Exercícios

O termo negritado, segundo Cunha e Cintra (2009), tem o valor de um (a):

a) construção linguística que apresenta relação causal.


b) sintagma com sentido opinativo, que apresenta uma relação comparativa.
c) conectivo com valor de condição, pois indica uma hipótese.
d) vocábulo gramatical, que serve para adicionar uma ideia a outra.

GABARITO: C

5. Encaminhar e receber mensagens é uma necessidade humana presente desde


quando as sociedades adquiriram um relativo grau de complexidade. Assim que um
grupo organizado de homens obteve controle sobre um território maior que a sua
aldeia, surgiu a procura por formas de comunicação entre os indivíduos situados em
pontos diversos.

A substituição de “quando” por que altera as informações originais do texto e


PROVOCA TRANSGRESSÃO às normas gramaticais.

GABARITO: ERRADA

Para finalizar este nosso material, deixo uma mensagem bem bonita do Walt Disney:
SE VOCÊ PODE SONHAR, VOCÊ PODE FAZER ISSO. E isso é a mais pura verdade.
Sonhou, pode fazer! E tenha sonhos sempre grande, porque se na sua jornada até o
topo você cair no meio do caminho, pelo menos alguma coisa boa você já vai ter
conquistado. Agora, se você sonhar muito pequeno... as conquistas serão poucas.

Ide em paz e até a próxima aula.

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Exercícios

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Apresentação

LÍNGUA PORTUGUESA
Oração Subordinada

Prof. Sidney Martins

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Apresentação

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marcadores, portanto, acesse a barra de marcadores do seu leitor de PDF e navegue
de maneira RÁPIDA e DESCOMPLICADA pelo conteúdo.

Veja o exemplo abaixo:

APRESENTAÇÃO
Fala galera!!

Bom dia, boa tarde, boa noite, boa madrugada!!

E é com imenso prazer que nós vamos trabalhar hoje Orações Subordinadas. Eu venho
há algum tempo em diversas aulas batendo na tecla desta subordinação. Agora, mais
uma vez eu vou ilustrar aqui de forma bem rápida como funciona a questão das
orações.

Sou o professor Sidney Martins, falando diretamente dos estúdios do Focus


Concursos, uma potência na preparação para concursos públicos em todo Brasil.

Falando um pouco da minha trajetória, sou graduado em Letras pela Universidade


Federal do Rio de Janeiro e especialista em Língua Portuguesa pelo Liceu Literário

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Período Simples e Período Composto

português. Trabalho há mais de 14 anos na preparação de alunos para concursos


públicos.

Sou servidor da Prefeitura do Rio de janeiro - RJ

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
Apresentação .................................................................................................................... 2
Período Simples e Período Composto ................................................................................ 3
Orações Subordinadas ...................................................................................................... 4
Funções sintáticas ............................................................................................................. 5
Oração Subordinada Adverbial ............................................................................................................. 5
“Que” - Pron. Relativo ou Conj. Integrante? .......................................................................................... 6
Oração Subordinada Substantiva .......................................................................................................... 8

PERÍODO SIMPLES E PERÍODO COMPOSTO


Vamos iniciar nossa aula falando um pouco da diferença entre o período simples para
o composto. O período simples é aquele que possui apenas um verbo e é
representado por meio do sistema SVC (sujeito + verbo + complemento), que é o
principal sistema linguístico da língua portuguesa. E como possui apenas um verbo,
chamamos de ORAÇÃO ABSOLUTA. Quando se fala em oração absoluta, significa
que na estrutura só tem um verbo, que é o chamado período simples.

Agora em relação ao período composto, ele pode ser composto por coordenação ou
por subordinação. Sabemos que a coordenação pode ter uma divisão entre as
coordenadas acinéticas, que a são aquelas que não possuem conectivo, e as
cinéticas, que são aquelas que possuem conectivo. Sabemos que as conjunções
cinéticas são cinco. Para as conjunções subordinadas, temos as substantivas, as
adjetivas e as adverbiais, que são nove.

Veja, qual é o grande pulo do gato? O que acontece na verdade é que na escola

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Orações Subordinadas

aprendemos por uma sequência da gramática. Então estuda-se todo o período


simples, estuda-se tudo sobre o verbo transitivo direto, sobre o que é verbo de
ligação, o que é um sujeito, um objeto, um adjunto adverbial. Depois, parte para o
período composto. Teoricamente o professor parte do pressuposto de que o aluno já
tenha dominado o período simples. Aí chegando aqui, nas aulas de português para
concurso, você vai estudar a coordenação, a subordinação. Bom, você já sabe que a
estrutura coordenada é fixa, é equiparada, então não existe relação de hierarquia. Já
na estrutura subordinada, existe uma relação de hierarquia, temos sempre uma oração
principal sobre uma subordinada, que é dependente daquela.

Normalmente na escola estuda-se primeiro a coordenada, depois a subordinada


substantiva, depois a adjetiva e, por fim a adverbial. E aí está o erro. Na verdade, o
modo correto de se estudar essas estruturas é estuda-las juntas. Assim, a única coisa
que vai precisas fazer é DECORAR AS CONJUNÇÕES. E a partir disso, você consegue
responder todas as questões. Por exemplo, se se deparar com um “porém”, você vai
saber que se trata de uma coordenativa adversativa; se se deparar com um “portanto”,
você vai identificar que essa locução conjuntiva indica a finalidade.

Bom quando formos estudar então as estruturas substantiva, adjetiva e adverbial,


temos que ter em mente que a que a conjunção que mais incomoda é o “que”, uma
vez que muitos ainda confundem o “que” conjunção integrante com o “que” pronome
relativo. Tendo retomado o conteúdo no intuito de massificar os conceitos, vamos
adentrar mais a fundo nas orações subordinadas.

ORAÇÕES SUBORDINADAS
Dentro da classificação orações subordinadas temos as orações subordinadas
substantivas, as orações subordinadas adjetivas, e as adverbiais. A oração subordinada
exerce uma função sintática em relação à oração principal, porque ela está inserida na
principal. Existindo subordinada, existe também a principal. Mas além da função
sintática, ela exerce também uma função morfológica, até mesmo pelos nomes que
apresenta. Essa questão morfológica é muito simples. Veja bem, a oração subordinada
substantiva, ela funciona como se fosse um substantivo, logo ela pode ser substituída
por um substantivo; a oração subordinada adjetiva funciona como um adjetivo, logo,
ela pode ser substituída por um adjetivo, e a oração subordinada adverbial funciona,

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Funções sintáticas

obviamente, como advérbio, logo pode ser substituída por um advérbio.

FUNÇÕES SINTÁTICAS
Dito isso, vamos falar então sobre as funções sintáticas dessas orações. A oração
subordinada adverbial só pode exercer UMA ÚNICA função sintática. Ela sempre vai
funcionar como adjunto adverbial. SEMPRE!! O mesmo ocorre com a oração
subordinada adjetiva, que exercerá sempre a única função de adjunto adverbial. Agora
vamos sair da zona de conforto para falar da ORAÇÃO SUBORDINADA
SUBSTANTIVA. Esta, pode exercer até seis funções sintáticas, quais sejam:

✓ Sujeito;
✓ Objeto direto;
✓ Objeto indireto;
✓ Complemento nominal;
✓ Aposto;
✓ Predicativo

Oração Subordinada Adverbial


Pois bem, partindo do pressuposto que você já saiba o que é um sujeito, um advérbio,
um adjunto adnominal dentre outros. Vamos retomar o que é uma oração
subordinada adverbial, já com um exemplo, preste atenção:

João é tão feio que assusta até as crianças.

A conjunção “que” encabeça as orações subordinadas e por esse motivo o “que” é tão
importante. Porque ele é capaz de encabeçar as três orações subordinadas. Ele pode
encabeçar oração subordinada substantiva, a adjetiva, e a adverbial. Ele vai encabeçar
uma oração substantiva quando funcionar como uma conjunção integrante. ele vai
encabeçar a adjetiva quando funcionar como um pronome relativo; e vai encabeçar a
oração subordinada adverbial quando funcionar como uma conjunção subordinativa
adverbial consecutiva, que é aquela quem indica a consequência. De todas essas, a de
mais fácil identificação é a oração subordinada adverbial consecutiva, porque
OBRIGATORIAMENTE a oração principal à qual está subordinada deverá apresentar
um intensificador, que são as seguintes palavras: tanto, tal, tão e tamanho. Então há

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Funções sintáticas

na oração as estruturas “tanto que”, “tal que”, “tão que” e “tamanho que” temos uma
relação de causa e consequência. Se você não lembra do macete do “Tzão”, veja só:

TANTO --------- QUE

T TAL
TÃO
TAMANHO
---------
---------
---------
QUE
QUE
QUE
Onde tem TZÃO tem consequência

É assim que funciona, é muito simples na verdade. No exemplo “João é tão feio que
assusta até as crianças” conseguimos fazer uma divisão entre a oração principal e a
oração subordinada.

Causa Consequência
João é tão feio Que assusta até as crianças.
Oração principal O.S. Adv. Consecutiva.

A banca avaliadora pode cobrar uma questão como essa na prova tal como acabamos
de trabalhar, mas ela pode, também, cobrar o valor semântico apenas do “que” ou de
toda a estrutura da qual faz parte. Agora, se não houver um intensificador... o “que”
será pronome relativo ou conjunção? Pois bem, vamos aprender a identificar a
diferença.

“Que” - Pron. Relativo ou Conj. Integrante?


Existe uma diferença gritante em relação ao “que” como pronome relativo e o “que”
como conjunção integrante, porque o pronome relativo OBRIGATORIAMENTE faz
referência ao termo anterior, obrigatoriamente. Já a conjunção integrante, ela SÓ
integra. Vou passar para você um macete para ajudar a identificar o “que” conjunção
integrante. Se você já viu alguma aula minha provavelmente já o tenha visto, porque
como já disse algumas vezes, é o melhor macete que já vi na vida. Veja, se for possível
substituir todo o período no qual o “que” está inserido pela palavra ISSO, então se
tratará de uma conjunção integrante. Observe como a palavra isso de trás para frente

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Funções sintáticas

indica a própria função do “que”.

I S S O Oração
Substantiva
Subordinada
Integrante

Agora vamos trabalhar com alguns outros exemplos para podermos entender melhor
e fixar o conteúdo.

1. Percebo / que os alunos do Focus são carinhosos.


O.P. O.S

Bom, a parte inicial da análise é muito simples, basta separar a oração principal da
subordinada. Agora vamos verificar se existe ali um termo intensificador (tanto, tal,
tão, tamanho). Sim ou não? Não, não há nenhum intensificador, portanto, sabemos
que não se trata de uma consecutiva. Sendo assim, ou será uma adjetiva ou uma
substantiva, porque o “que”, ou vai ser um pronome relativo, ou uma conjunção
integrante. É simples identificar. Basta analisar se o “que” está fazendo referência ao
termo anterior ou não. Neste exemplo vemos que não, ele não faz referência ao termo
anterior. Mas se você estiver muito nervoso e quiser se certificar de que terá a resposta
correta, você vai recorrer ao macete do ISSO. Então você vai ver se consegue pegar
toda a oração subordinada (OS) e substitui-la pela palavra ISSO. Conseguiu?

1. Percebo / isso.
O.P. O.S

Agora tenho certeza que este “que” é uma conjunção integrante e que a oração é
uma oração subordinada substantiva, encabeçada pela conjunção integrante
que.

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Funções sintáticas

Mas a postura do avaliador hoje em dia pode ser diferente. Em se tratando de uma
subordinada adverbial, ele pode sim querer cobrar a classificação da oração, a função
morfológica do “que”, mas na maioria das vezes, ele quer mesmo é saber o valor
semântico. Isto é, que que você diga qual é a função sintática da oração destacada. Se
for uma oração subordinada adverbial, por exemplo, só possuirá uma única função
sintática, que é a de adjunto adverbial. Só que isso fica muito claro e fácil para o
candidato escolher dentre as opções a correta, e o candidato acerta com muita
facilidade. Agora, quando a banca cobrar as orações substantivas, não tem jeito, ele
vai cobrar a função sintática.

Oração Subordinada Substantiva


Nós sabemos existir seis funções sintáticas para a oração subordinada substantiva.
Então vamos estudar um pouco sobre isso. A função didática SEMPRE constataremos
pelo sistema SVC (sujeito + verbo + complemento). Considerando que a análise
sintática só parte do verbo, eu pergunto a ele quem é o sujeito da oração. E,
automaticamente o resto será o complemento, que pode ser um objeto, adjunto
adverbial e predicativo do sujeito.

Vamos voltar ao exemplo “percebo que os alunos do Focus são carinhosos” resumido
em “percebo isso”. Quem percebe? Ora, “EU percebo isso”. Então chegamos ao sujeito
da oração, que será, nesse caso, um sujeito oculto. Afinal de contas, conseguimos
depreender o sujeito pela desinência número pessoal. Agora ficou faltando o resto, o
resto é o complemento, porque nesse caso, quem percebe, percebe alguma coisa.
Então estamos diante de um verbo transitivo direto, portanto, diante de uma oração
subordinada substantiva objetiva direta. O nome é enorme e assustador, mas no
final das contas é apenas um objeto direto que, por um acaso, tem oração (objeto
direto oracional).

Agora, você me pergunta: como é que isso pode cair na prova? Pode cair na prova
pedindo a classificação da oração, toda a classificação como acabamos de ver; pode
pedir só a função morfológica do “que” que é uma conjunção integrante; ou então,
pode cair alguma questão que trabalhe a análise sintática apenas, sem mencionar a
questão da oração. Pode ser então que a banca destaque toda a estrutura e diga, por
exemplo, de forma velada para testar o conhecimento prévio, que toda a estrutura

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Funções sintáticas

funciona como complemento verbal do verbo “percebo”. E a questão estará certa.


Porque se é um complemento verbal é um objeto, seja ele direto ou indireto.
Então se está dizendo que essa estrutura é um complemento verbal, está dizendo que
é um objeto, logo, já está certa a questão.

Ainda, a banca pode simplesmente destacar e afirmar que o “que” é o objeto direto,
isto é, misturar o período composto com orações de período simples. Ela poderia
colocar a estrutura completa no enunciado, destacar a oração subordinada e pedir
para você assinalar dentre as questões a que tiver a mesma função sintática do termo
destacado. Vamos fazer algumas suposições à la banca de concurso. Digamos que
sejam apresentadas as seguintes frases para assinalarmos, dentre elas, a com mesma
função sintática de “Percebo que os alunos do Focus são legais”. O gabarito da nossa
questão seria a letra a, naturalmente. Vamos para uma outra estrutura.

Exemplo 1:
VTD. OD
a) Comi Um pastel
VID - PIS OI
b) Trata-se de um documento

Exemplo 2:
OP OS OP
O aluno Que estuda é aprovado.

Repare que na primeira parte da estrutura não há verbo, “O aluno”, então não é uma
oração, mas sim uma estrutura nominal. Isso significa que a oração subordinada está
no meio da oração principal. Mas isso é fácil identificar. Perceba que o primeiro verbo
que aparece depois do “que” é o verbo da oração subordinada, a partir disso, o
próximo, já é o verbo da oração principal. Então a nossa oração principal é “o aluno
... é aprovado”, e “que estuda” é nossa oração subordinada, que por enquanto, não
sabemos quem é.

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Funções sintáticas

Vamos descobrir então quem é. Observe a oração anterior para ver se encontra um
intensificador (tanto, tal, tão, tamanho). Não temos intensificador. Então o próximo
passo é ver se o que é pronome relativo ou conjunção integrante. Será que este “que”
faz referência à estrutura anterior? Poderíamos pegar o “que estuda” e substituir por
“o aluno estuda”? Sim, poderíamos. Logo, o que se trata de um “pronome relativo”,
ou seja, de um elemento que faz referência ao termo anterior. Agora sim sabemos que
oração temos aqui: oração subordinada adjetiva. E se você ainda estiver na dúvida,
experimente aplicar o macete do ISSO. Podemos substituir o “que” por isso? Como
em “O aluno isso”? Não né... Fica muito estranho.

OP OS OP
O aluno Que estuda é aprovado.
Sujeito Pron. Relativo
Oração subordinada adjetiva restritiva

Agora para complementar, eu preciso saber se a oração subordinada que está entre a
principal é restritiva ou explicativa. Desse modo, verificamos que se há presença de
vírgula ou não. Se for restritiva NÃO haverá vírgula; se for explicativa HAVERÁ vírgula.
Logo, nossa frase é restritiva e isso significa de fato que aqui existe uma ideia de
restrição, de limitação, porque não é todo aluno que é aprovado, mas somente aquele
que estuda. E essa observação significa que esta estrutura é de suma importância
para o entendimento da frase como um todo, então não posso retirá-la de onde está,
por isso não tem virgula.

Agora, se estivéssemos trabalhando com o seguinte exemplo: “o homem, que é


racional, aprende com os erros”. Uma vez que o “que” faz referência ao tema anterior,
se trata de um pronome relativo, logo, estamos diante de uma oração subordinada
adjetiva, e, como tem vírgula, é uma oração subordinada adjetiva explicativa. Isso
significa que é uma mera explicação, então a oração principal NÃO DEPENDE da
subordinada como a anterior, porque a frase “o homem aprende com os erros” é
completamente provida de sentido por si só, considerando que todo ser-humano é
racional. Então na frase a explicação “que é racional”, pode ser retirada porque não
comprometeria o sentido. Diferente da anterior, na qual somente os alunos que
estudam são aprovados, e não todos.

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Língua Portuguesa | Sidney Martins

Funções sintáticas

Ainda em relação ao exemplo “O homem, que é racional, aprende com os erros”,


quando a banca perguntar a função sintática, pode ter certeza logo de cara aparecerá
a alternativa “aposto”, porque se parece com um aposto, pois está entre vírgulas e
pode ser retirado sem prejuízo de sentido. Mas eu friso o tempo todo, APOSTO É
FUNÇÃO PRÓPRIA DE SUBSTANTIVO, tanto que existe a oração subordinada
substantiva apositiva. E no nosso exemplo temos uma oração adjetiva e a oração
adjetiva, não importa se é restritiva ou explicativa, ela sempre vai exercer UMA ÚNICA
função sintática, que é de adjunto adnominal.

É isso aí, finalizamos por hoje com uma vasta retomada de conteúdo basal da língua
portuguesa e com entendimentos essenciais para sua prova. Espero que minha
explicação, exemplos e macetes tenham lhe ajudado a captar o sentido por trás de
tudo isso, porque, por mais complexo e estranho que parece, faz sentido. Retome o
conteúdo, refaça as anotações e procure exercitar o conhecimento angariado.

Nos vemos na próxima aula.

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Funções sintáticas

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Língua Portuguesa

VOZES VERBAIS

As vozes verbais, ou vozes do verbo, são a forma como os verbos se apresentam na oração a
fim de determinar se o sujeito pratica ou recebe a ação. Elas podem ser de três
tipos: ativa, passiva ou reflexiva.

Voz ativa Sujeito é o agente da ação. Exemplo: Vi a professora.

Voz passiva Sujeito sofre a ação. Exemplo: A professora foi vista.

Voz reflexiva Sujeito pratica e sofre a ação. Exemplo: Vi-me ao espelho.

Voz ativa

Na voz ativa o sujeito é agente, ou seja, pratica a ação.

Exemplos:

• Bia tomou o café da manhã logo cedo.

• Aspiramos a casa toda.

• Já fiz o trabalho.

Voz passiva

Na voz passiva o sujeito é paciente e, assim, não pratica, mas recebe a ação.

Exemplos:

• A vítima foi vista ontem à noite.

• Aumentou-se a vigilância desde ontem.

A voz passiva pode ser analítica ou sintética.

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Língua Portuguesa

Formação da voz passiva analítica

A voz passiva analítica é formada por:

Sujeito paciente + verbo auxiliar (ser, estar, ficar, entre outros) + verbo principal da ação
conjugado no particípio + agente da passiva.

Exemplos:

• O café da manhã foi tomado por Bia logo cedo.

• A casa toda foi aspirada por nós.

• O trabalho foi feito por mim.

Formação da voz passiva sintética

A voz passiva sintética, também chamada de voz passiva pronominal (devido ao uso do
pronome se), é formada por:

Verbo conjugado na 3.ª pessoa (no singular ou no plural) + pronome apassivador "se" +
sujeito paciente.

Exemplos:

• Tomou-se o café da manhã logo cedo.

• Aspirou-se a casa toda.

• Já se fez o trabalho.

Voz reflexiva

Na voz reflexiva o sujeito é agente e paciente ao mesmo tempo, uma vez que ele pratica e
recebe a ação.

Exemplos:

• A velhinha sempre se penteia antes de sair.

• Eu me cortei hoje quando estava cozinhando.

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Formação da voz reflexiva

A voz reflexiva é formada por:

Verbo na voz ativa + pronome oblíquo (me, te, se, nos, vos), que serve de objeto direto ou,
por vezes, de objeto indireto, e representa a mesma pessoa que o sujeito.

Exemplos:

• Atropelou-se em suas próprias palavras.

• Machucou-se todo naquele jogo de futebol.

• Olhei-me ao espelho.

Voz reflexiva recíproca

A voz reflexiva também pode ser recíproca. Isso acontece quando o verbo reflexivo indica
reciprocidade, ou seja, quando dois ou mais sujeitos praticam a ação, ao mesmo tempo
que também são pacientes.

Exemplos:

• Eu, meus irmãos e meus primos damo-nos bastante bem.

• Aqui, os dias passam-se com muitas novidades.

• Sofia e Lucas amam-se.

Vozes verbais e sua conversão

Geralmente, por uma questão de estilo, podemos passar a voz verbal ativa para a voz verbal
passiva.

Ao fazer a transposição, o sujeito da voz ativa torna-se o agente da passiva e o objeto


direto da voz ativa torna-se o sujeito da voz passiva.

Exemplo na voz ativa: Aspiramos a casa toda.

Sujeito da ativa: Nós (oculto)


Verbo: Aspiramos (transitivo direto)
Objeto direto: a casa toda.

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Língua Portuguesa

Exemplo na voz passiva: A casa toda foi aspirada por nós.

Sujeito: A casa toda


Verbo auxiliar: foi
Verbo principal: aspirada
Agente da passiva: por nós.

Observe que o verbo auxiliar "foi" está no mesmo tempo verbal que o verbo "aspiramos"
estava na oração cuja voz é ativa. O verbo "aspiramos" na oração cuja voz é passiva está no
particípio.

Assim, a oração transposta para a voz passiva é formada da seguinte forma:

Sujeito + verbo auxiliar (ser, estar, ficar, entre outros) conjugado no mesmo tempo verbal que
o verbo principal da oração na voz ativa + verbo principal da ação conjugado no particípio +
agente da passiva.

É importante lembrar que somente os verbos transitivos admitem transposição de voz.


Isso porque uma vez que os verbos intransitivos não necessitam de complemento, não têm
objeto que seja transposto em sujeito.

Os tempos e modos verbais da ativas permanecem na passiva:

INDICATIVO: Compra – é comprado / Comprou – foi comprado / Comprava – era


comprado / Comprará – será comprado / Compraria – seria comprado.

SUBJUNTIVO: Compre – seja comprado / Comprasse – fosse comprado / Comprar – for


comprado

Locuções verbais:
Tenho comprado – tem sido comprado / tinha comprado – tinha sido comprado / deve
comprar – deve ser comprado / estou comprando – está sendo comprado etc.

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Língua Portuguesa

FUNÇÕES DO QUE, SE E COMO

Classificação da palavra “que”

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FUNÇÕES DA PALAVRA “SE”

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FUNÇÕES DA PALAVRA “COMO”

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Transitividade Verbal

Transitividade Verbal e noções de análise sintática do período simples

Verbo transitivo

É o verbo que vem acompanhado por complemento: quem sente, sente algo; quem revela,
revela algo a alguém. O sentido desse verbo transita, isto é, segue adiante, integrando-se
aos complementos, para adquirir sentido completo. Veja:

S. Simples Predicado

As crianças precisam de carinho.

1 2

1= Verbo Transitivo
2= Complemento Verbal (Objeto)

O verbo transitivo pode ser:

a) Transitivo Direto: é quando o complemento vem ligado ao verbo diretamente, sem


preposição obrigatória.

Por Exemplo:

Nós escutamos nossa música favorita.

b) Transitivo Indireto: é quando o complemento vem ligado ao verbo indiretamente, com


preposição obrigatória.

Por Exemplo:

Eu gosto de sorvete.

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Língua Portuguesa

c) Transitivo Direto e Indireto: é quando a ação contida no verbo transita para o


complemento direta e indiretamente, ao mesmo tempo.

Por Exemplo:

Ela contou tudo ao namorado.

Verbo intransitivo

É aquele que traz em si a ideia completa da ação, sem necessitar, portanto, de um outro
termo para completar o seu sentido. Sua ação não transita.

Por exemplo: O avião caiu.

O verbo cair é intransitivo, pois encerra um significado completo. Se desejar, o falante pode
acrescentar outras informações, como:

local: O avião caiu sobre as casas da periferia.

modo: O avião caiu lentamente.

tempo: O avião caiu no mês passado.

Essas informações ampliam o significado do verbo, mas não são necessárias para que se
compreenda a informação básica.

Verbo de ligação

É aquele que, expressando estado, liga características ao sujeito, estabelecendo entre eles
(sujeito e características) certos tipos de relações.

O verbo de ligação pode expressar:

a) estado permanente: ser, viver. Por Exemplo:

Sandra é alegre.
Sandra vive alegre.

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Língua Portuguesa

b) estado transitório: estar, andar, achar-se, encontrar-se. Por exemplo:

Mamãe está bem.


Mamãe encontra-se bem.

c) estado mutatório: ficar, virar, tornar-se, fazer-se. Por exemplo:

Júlia ficou brava.


Júlia fez-se brava.

d) continuidade de estado: continuar, permanecer. Por exemplo:

Renato continua mal.


Renato permanece mal.

e) estado aparente: parecer. Por exemplo:

Marta parece melhor.

Observação: a classificação do verbo quanto à predicação deve ser feita de acordo com o
contexto e não isoladamente. Um mesmo verbo pode aparecer ora como intransitivo, ora
como de ligação. Veja:

1 - O jovem anda devagar. (anda = verbo intransitivo, expressa uma ação).

2 - O jovem anda preocupado. (anda= verbo de ligação, expressa um estado).

A análise dos termos da oração estabelece-se numa nítida hierarquia entre os termos,
classificados como: essenciais, integrantes e acessórios.

1.1. TERMOS ESSENCIAIS

Sujeito

Predicado

Predicativo (do sujeito ou do objeto)

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1.2. TERMOS INTEGRANTES

Complementos verbais (objeto direto e indireto)

Complemento nominal

Agente da passiva

1.3. TERMOS ACESSÓRIOS

Adjunto Adnominal

Adjunto Adverbial

Aposto

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Regência Verbal e Nominal

Regência Verbal
1- Agradar
a) no sentido de acariciar – VTD.
Ex.: Não é bom agradar demais as crianças.

b) no sentido de satisfazer, causar agrado. (preposição a) – VTI.


Ex.: O sítio agradou ao fazendeiro.
Ex.: Este chapéu lhe agradará.

2 – Aspirar
a- no sentido de cheirar, sorver: sem preposição - VTD. Ex.: Maradona aspirou o ar puro da
manhã.
b- no sentido de almejar, pretender: exige a preposição a - VTI. Ex.: Aspirava ao cargo de
promotor de vendas.

3 – Assistir
a) no sentido de dar assistência, ajudar: com ou sem preposição – VTD ou VTI.
Ex.: O médico assistia os (aos) lutadores machucados

b) no sentido de ver, presenciar: exige a preposição a - VTI. O objeto indireto não pode ser
representado por lhe(s), apenas por a ele(s) a ela(s):
Ex.: Assistimos ao filme

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Língua Portuguesa

Ex.: A criança assistiu ao espetáculo inteiro.

c) no sentido de caber, pertencer: exige a preposição a - VTI. Admite substituição pelos


pronomes lhe(s), a ele(s), a ela(s).
Ex.: Assiste ao homem o direito de permanecer calado. (Assiste-lhe ou assiste a ele.)

d) no sentido de morar, residir: é intransitivo e exige a preposição em.


Ex.: Assistiu em Maceió por muito tempo.

4- Chamar
a) no sentido de convocar, sem preposição – VTD.
Ex.: A direção chamou os professores.

b) no sentido de apelidar, denominar, caracterizar – VTD ou VTI. É verbo transobjetivo (objeto


+ predicativo do objeto). Esse predicativo pode aparecer ou não com a preposição de.
Ex.:
Chamei-o de tolo.
Chamei-o tolo.
Chamei-lhe de tolo.
Chamei-lhe tolo.

5. Chegar/ ir – deve ser introduzido pela preposição a e não pela preposição em.
Ex.: Vou ao ortopedista./ Cheguei a Brasília.

6- Custar
a) no sentido de ser custoso, ser difícil: preposição a. Ex.: Custou ao aluno entender o
fenômeno da crase.

b) no sentido de acarretar: sem preposição. Ex.: O valor da casa custou-me tudo o que
tinha.

c) no sentido de ter valor de, ter o preço: sem preposição. Ex.: Imóveis custam caro.

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7 - Esquecer/lembrar
a- Quando não forem pronominais: sem preposição - VTD. Ex.: Esqueci o casaco dele.

b- Quando forem pronominais: preposição de - VTI. Ex.: Lembrei-me de todas as respostas

8 – Informar/certificar/cientificar/notificar/avisar /prevenir/ comunicar


a) no sentido de comunicar, avisar, dar informação: admite duas construções:
1) Alguém de algo – VTDI.
Ex.: Informou todos do acidente.

2) Algo a alguém – VTDI.


Ex.: Informou a todos o acidente.
Ex.: Avisei-o de que eu faltaria.

9- Namorar – não se usa com preposição - VTD. Ex.: Elisa namora Otávio.

10- Obedecer/desobedecer – exigem a preposição a - VTI. Ex.: O bom filho obedece aos
pais./ O candidato desobedeceu ao regulamento

11 - Pagar/ perdoar
a) Se o objeto é a coisa que sofre a ação do verbo: sem preposição – VTD.
Ex.: Ela pagou a conta de luz.
Ex.: O professor perdoou os erros do aluno

b) Se o objeto é pessoa que recebe a ação do verbo: são regidos pela preposição a – VTI.
Ex.: Perdoei a todos.
Ex.: O cliente pagou ao dono da loja.
Ex.: Cristo perdoou aos pecadores.

12- Preferir – Exigem um complemento sem preposição e outro com preposição a –


VTDI
Ex: Prefiro futebol a vôlei

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Língua Portuguesa

É errado usar este verbo reforçado pelas expressões ou palavras: antes, mais, muito mais, mil
vezes mais, etc.
Ex.: Prefiro mil vezes dançar a fazer ginástica.

13 – Querer
a) no sentido de desejar: sem preposição.
Ex.: Quero a risada mais gostosa
b) no sentido de querer bem, ter afeto: usa-se com a preposição a.
Ex.: Quero muito aos meus primos.

14- Simpatizar/ antipatizar – exigem a preposição com - VTI. Ex.: Sempre simpatizei com
você.

15 – Visar
a) no sentido de mirar ou dar visto: sem preposição – VTD.
Ex.: Visou o alvo com precisão.
Ex.: Visaram os cheques.

b) no sentido de objetivar: preposição a – VTI.


Ex.: Viso a uma nova vida.

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Língua Portuguesa

Crase

Regra geral
Haverá crase sempre que o termo anterior exigir a preposição “a” e o termo posterior admitir
o artigo “a” ou “as”.

prep. art.
Eu me referi a + a diretora.

Eu me referi à diretora.

Alguns casos merecem destaque:

1. A crase obviamente “não” ocorre diante de palavras que não podem ser precedidas de
artigo feminino. É o caso:
a) dos substantivos masculinos:
Ex.: Andamos a cavalo.

Íamos a pé.

b) dos verbos no infinitivo:

Ex.: Não tenho nada a declarar.

Começamos a sofrer.

c) da maioria dos pronomes:

Ex.: Entreguei a Vossa Excelência.


Diga a ela.

OPA: Alguns pronomes admitem artigos, como: senhora, dona, mesma, própria, senhorita e
madame (e também outra e outras). Com isso, poderá ocorrer crase.
Ex.: Estou-me referindo à mesma pessoa.
(ao mesmo homem)

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Língua Portuguesa

d) de palavras femininas “no plural” precedidas de um a:

Dirigi-me a pessoas desconhecidas.


OPA: Nesses casos, o a é preposição, e os substantivos estão sendo usados em sentido
genérico. Quando são usados em sentido específico, os substantivos passam a ser precedidos
do artigo as; ocorrerá então, a crase:
Ex.: Você está se referindo a vidas humanas?

Você está se referindo às vidas de nossos companheiros?

e) Não ocorre crase nas expressões formadas por palavras repetidas femininas ou masculinas:

Ex.: Cara a cara / Gota a gota / Dia a dia

2. Com as expressões adverbiais de lugar, deve-se fazer a verificação da ocorrência por meio
da troca do termo regente:
Ex.: Vou à Bahia.
Vou a Recife.

OPA: Merecem destaque as palavras casa (no sentido de lar, moradia) e terra (no sentido de
chão firme) que só admitirão crase, se estiverem especificadas.
Ex.: Cheguei a casa.
/ Cheguei à casa das minhas primas.
A tripulação da GOL desceu a terra. /

A aeromoça da GOL chegou à terra de seus tios.

3. O acento grave, indicativo de crase, é usado nas expressões adverbiais e nas locuções
prepositivas e conjuntivas de que participam palavras femininas.
Ex.:

à tarde à proporção que à força de


à toa à procura de às escondidas

à noite à direita às ordens

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Língua Portuguesa

1) Explique a diferença de sentido (semântica) entre as frases:

a)Bateu à porta.
Bateu a porta.

b)Chegou à noite.

Chegou a noite.

c)Saiu à francesa.

Saiu a francesa.

4. A crase é FACULTATIVA diante dos nomes próprios femininos, após a preposição “até”
que antecede substantivos femininos, e ainda, no caso dos pronomes possessivos femininos.
Ex.: Dei um recado a Atadolfa.
Dei um recado à Atadolfa.

Vou até a praia.

Vou até à praia.


Refiro-me a minha amiga.

Refiro-me à minha amiga.

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Língua Portuguesa

Colocação Pronominal

Os pronomes oblíquos átonos (me, te, se, nos, vos, o, a, lhe, os, as, lhes), como todos os
outros monossílabos átonos, apoiam-se na tonicidade de alguma palavra próxima. Assim,
esses pronomes podem ocupar três posições na oração: antes do verbo; no meio do verbo;
depois do verbo.

a) antes do verbo: nesse caso, ocorre a próclise, e dizemos que o pronome está proclítico:

Ex.: Nunca me revelaram os verdadeiros motivos.

b) no meio do verbo: nesse caso, ocorre a mesóclise, e dizemos que o pronome está
mesoclítico. A mesóclise só é possível com o verbo no futuro do presente ou no futuro do
pretérito do indicativo:

Ex.: Revelar-te-ei os verdadeiros motivos.

Ex.: Revelar-me-iam os verdadeiros motivos.

c) depois do verbo: nesse caso, ocorre a ênclise, e dizemos que o pronome está enclítico:

Ex.: Revelaram-me os verdadeiros motivos.

Apresentamos, a seguir, algumas orientações acerca da colocação dos pronomes oblíquos


átonos.

Ênclise

A ênclise ocorre normalmente:

a) com o verbo no início da frase.

Ex.: Comenta-se que ele deverá recebe o prêmio.

b) com o verbo no imperativo afirmativo.

Ex.: Alunos, apresentem-se ao diretor.

c) com o verbo no gerúndio.

Ex.: Modificou a frase, tornando-a ambígua.

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Língua Portuguesa

Opa!!! Caso o gerúndio venha precedido pela preposição em, ocorrerá a próclise.

Ex.: Em se tratando de cinema, prefiro filmes europeus.

d) com o verbo no infinitivo impessoal.

Ex.: Leia atentamente as questões antes de resolvê-las

Próclise

A próclise ocorre geralmente em orações em que antes do verbo haja:

a) palavra de sentido negativo (não, nada, nunca, ninguém, etc.)

Ex.: Nunca me convidam para festas.

b) conjunção subordinativa

Ex.: "Quando te encarei frente a frente não vi o meu rosto." (Caetano Veloso)

c) Advérbio

Ex.: Assim se resolvem os problemas.

Opa!

Caso haja pausa depois do advérbio (marcada na escrita por vírgula), ocorrerá a ênclise.

Ex.: Assim, resolvem-se os problemas.

d) pronome indefinido

Ex.: Tudo se acaba na vida.

e) pronome relativo

Ex.: Não encontrei o caminho que me indicaram.

Ocorre também a próclise nas orações iniciadas por palavras interrogativas e exclamativas e
nas orações optativas (orações que exprimem um desejo).

Ex.: Quem te disse que ele não viria? (oração iniciada por palavra interrogativa)

Ex.: Quanto me custa dizer a verdade! (oração iniciada por palavra exclamativa)

Ex.: Deus te proteja. (oração optativa)

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Língua Portuguesa

Mesóclise

A mesóclise só pode ocorrer quando o verbo estiver no futuro do presente ou no futuro do


pretérito do indicativo.

Ex.: Convidar-me-ão para a solenidade de posse da nova diretoria.

Ex.: Convidar-te-ia para viajar comigo, se pudesse.

Caso o verbo no futuro do presente ou no futuro do pretérito do indicativo venha precedido


de alguma palavra que exija a próclise, esta será de rigor.

Ex.: Não me convidarão para a solenidade de posse da nova diretoria.

Colocação dos pronomes oblíquos átonos nas locuções verbais e nos tempos compostos

Nas locuções verbais em que o verbo principal está no infinitivo ou no gerúndio, o pronome
oblíquo átono pode ser colocado, indiferentemente, depois do verbo auxiliar ou depois do
verbo principal.

Ex.: Quero-lhe apresentar os meus primos que vieram do interior.

Quero apresentar-lhe os meus primos que vieram do interior.

Ex.: Ia-lhe dizendo as razões da minha desistência.

Ia dizendo-lhe as razões da minha desistência.

Caso haja antes da locução verbal palavra que exija a próclise, o pronome oblíquo poderá ser
colocado, indiferentemente, antes do verbo auxiliar ou depois do verbo principal.

Ex.: Não lhe quero apresentar os meus primos que vieram do interior.

Não quero apresentar-lhe os meus primos que vieram do interior.

Nos tempos compostos e nas locuções verbais em que o verbo principal está no particípio, a
colocação dos pronomes oblíquos átonos será feita sempre em relação ao verbo auxiliar e
nunca em relação ao particípio, podendo ocorrer a próclise, a mesóclise ou a ênclise,
conforme as orientações apresentadas anteriormente.

Ex.: Havia-lhe contado os verdadeiros motivos da minha desistência.

Nunca o tinha visto antes.

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Língua Portuguesa

Ter-lhe-ia procurado, se tivesse tempo.

Ex.: Ficou tímido, porque se sentiu rejeitado pelos colegas.

Se não o convidarem, sentir-se-á rejeitado pelos colegas.

Nas locuções verbais e nos tempos compostos, quando se coloca o pronome oblíquo átono
depois do verbo auxiliar, pode-se usar o hífen ou não.

Ex.: Vou-te devolver o livro amanhã.

Vou te devolver o livro amanhã.

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Língua Portuguesa

PONTUAÇÃO

Chamamos de pontuação o uso de sinais para marcar na escrita pausas e mudanças de


entonação típicas da fala.

Exemplos:

Eles fecharam a porta.

Eles fecharam a porta!

Eles fecharam a porta?

• Nos concursos, são frequentes as questões sobre vírgula, ponto e vírgula, dois-pontos,
travessões e parênteses.

1. Vírgula

• A vírgula serve para marcar rupturas da ordem direta:

Sujeito + Verbo + Complementos verbais

Não há vírgula, exceto para marcar elementos intercalados

Exemplos:

Os rapazes leram o livro no fim da semana passada.

Os rapazes leram no fim da semana passada o livro.

Os rapazes no fim da semana passada leram o livro.

No fim da semana passada os rapazes leram o livro.

Observação 1: Adjunto adnominal x Predicativo do sujeito

O mendigo alegre caminhava.

O mendigo, alegre, caminhava.

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Língua Portuguesa

O Brasil país da América Latina tem se destacado no cenário mundial.

Maria venha aqui!

Mamãe comprou frutas. Eu legumes.

Os jovens amam filmes, músicas, livros.

Observação 2: As regras de vírgula NÃO seguem as pausas para respiração.

Exemplos:

O fato de as lojas de calçados femininos não terem sapatos com numeração superior a 39 é
uma afronta às mulheres com pés grandes e àquelas que os têm largos.

Comer bananas maduras pode ser um grande perigo para a frágil saúde humana.

Observação 3: Vírgula x E

A moça veio à festa e logo se foi.

A moça veio à festa e o marido ficou em casa.

Observação 4: Vírgula x etc.

Pintamos paredes, tetos, pisos etc.

Observação 5: Vírgula x QUE

Todos viram que a água acabou.

O professor pediu que todos fizessem silêncio.

- Restrição:

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Língua Portuguesa

Os alunos que foram aprovados não farão prova final.

- Explicação (ou generalização):

Os alunos, que foram aprovados, não farão prova final.

* O que é Vírgula Vicária?

O termo vicário (ou vigário, como as pessoas estão mais acostumadas, principalmente as que
são católicas praticantes) significa substituição/substituto. Diz-se, por exemplo, que o
sacrifício de Cristo foi vicário porque Ele substituiu o homem na cruz, que realmente deveria
morrer pelos pecados cometidos.

Então, uma vírgula vicária é aquela que substiui o verbo na oração. (= ZEUGMA)

Exemplo: João estuda muito; mas seu irmão, quase nada.

A vírgula substituiu, na segunda oração, a forma verbal estuda: João estuda muito; mas seu
irmão estuda quase nada.

2. Ponto e vírgula

- Separa elementos coordenados que já possuem vírgula.

Pedro tinha fome; eu, sede.

Estive na Bahia, que é quente; no Paraná, que é frio; e em Brasília, que é seco.

- Separa orações coordenadas assindéticas ou coordenadas sindéticas (GERALMENTE com


conjunção “móvel” ou que admita vírgula).

Comi muito; passei mal.

Comi muito; logo, não dormi bem

Comi muito; continuo com fome, porém.

3. Travessão, parênteses e dois-pontos

Comprei frutas morangos, peras e uvas.

Comprei frutas morangos, peras e uvas.

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Língua Portuguesa

Comprei frutas morangos, peras e uvas.

Comprei frutas morangos, peras e uvas para mim.

Comprei frutas morangos, peras e uvas para mim.

Comprei frutas morangos, peras e uvas , o que fez a alegria de mamãe.

Comprei frutas morangos, peras e uvas , o que fez a alegria de mamãe

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COESÃO TEXTUAL

I - Elementos Endofóricos

É a ligação de um elemento a outro dentro do texto.

Dividem-se em:

a) Anafórico: um elemento do texto faz referência a outro anterior.

Exemplos:

1) João era casado com Maria. Ontem ele a viu aos beijos com outro homem. Hoje ambos
vivem separados.

2) Os professores fizeram um greve estadual. Durante a assembleia, eles questionaram as


ações do governo.

b) Catafórico: um elemento do texto faz referência a outro posterior.

1) Ele jurou aumentar o salário dos professores: o prefeito Crivella.

2) Dele eu só quero a pensão dos meus filhos – Romário.

• OPA!

• Neymar e Negueba são jogadores de futebol. Este é craque, aquele é pereba.

II - Elementos Exofóricos

Um elemento do texto faz referência a outro fora do texto.

1) Ele usava uma camisa preta bem apertada, mostrando todo o seu físico. Eu olhei e reparei
que ele também olhava para mim.

2) Amanhã eu faço aniversário.

3) Eu te amo!

III – Hiperônimo: expressa o termo geral.

IV – Hipônimo: expressa o termo específico.

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Ex.: Carro – Corsa, Gol, Fusca

Médico – Pediatra, Cardiologista

Coesão sequencial

As conjunções e as preposições (assim como as locuções conjuntivas e prepositivas)


estabelecem relações lógicas entre as ideias.

Exemplos:

Caso precise de mim, telefone.

Assim como o Brasil, outros países latino-americanos estão crescendo.

- Muitas bancas trabalham com relações de causa/consequência;

Exemplos:

Comi tanto que passei mal.

Como comi muito, passei mal.

- Outras bancas trabalham com relações de oposição (adversidade x concessão).

Exemplos:

Choveu, mas fui à festa. (Adversidade)

Fui à festa, mas choveu. (Adversidade)

Choveu, mas fui à festa. (Adversidade)

Ainda que chovesse, fui à festa. (Concessão)

- O gorila fugiu da jaula. O gorila, no entanto, não feriu ninguém.

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TIPOLOGIA TEXTUAL

Tipos Textuais x Gêneros Textuais

Há 2 formas diferentes de classificar os textos, as quais são cobradas nos concursos públicos:

-Tipologia textual: classificação segundo as sequências de informações do texto,


considerando características internas;

-Gêneros textuais: classificação segundo a relação entre a função do texto na sociedade e as


características internas desse texto.

Gêneros textuais

Em sociedade, escrevemos textos para entreter, informar, ensinar, convencer... o interlocutor.


Trata-se da intencionalidade discursiva.

Romances são escritos para entreter; receitas, para ensinar; artigos de opinião, para
convencer; notícias, para informar...

Cada um desses gêneros têm características próprias, para atender sua função.

Dependendo do gênero e de sua função, certas sequências de informação serão


predominantes, às quais chamamos tipos ou modos textuais.

Gêneros Tipos textuais

Notícia Narrativo, Descritivo

Receita culinária Injuntivo

Entrevista Dialogal, Narrativo/Dissertativo

Bula de remédio Injuntivo, Descritivo

Reportagem Narrativo, Dissertativo

Tipo narrativo

Exemplo: Conta a lenda que um velho funcionário público de Veneza noite e dia, dia e noite
rezava e implorava para o seu Santo que o fizesse ganhar sozinho na loteria cujo valor do

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prêmio o faria realizar todos seus desejos e vontades. Assim passavam os dias, as semanas,
os meses e anos. E nada acontecia. Até que no dia do Santo, de tanto que seu fiel devoto
chorava e implorava, o Santo surgiu do nada e numa voz de desespero e raiva gritou:

Pelo menos, meu filho, compra o bilhete!!!

• Sequência de ações ao longo do tempo

• Presença de narrador, personagem, tempo, espaço, enredo e clímax;

• Predominância de verbos de ação;

• Presença de progressão temporal;

• Predominância do presente e do pretérito perfeito.

Observação 1: Categorias de narrador (foco narrativo):

1.Narrador personagem – narração em 1ª pessoa

Exemplo: Ontem, acordei cedo, tomei café e fui pedalar. No entanto, devido à chuva, logo
voltei para casa.

2. Narrador observador – narração em 3ª pessoa

Exemplo:

Maria acordou cedo, tomou café e foi pedalar. No entanto, devido à chuva, logo voltou para
casa.

3. Narrador onisciente (questionável!) – narração em 3ª pessoa, com comentários sobre o


passado e o futuro da narrativa, além de análises dos pensamentos das personagens.

Exemplo:

Maria acordou cedo, tomou café e foi logo pedalar. Mas não, no final da história, Maria não
terá um dia tranquilo assim. Em vez disso, Maria encontrará uma série de problemas e perigos
em seu caminho.

Observação 2: O texto narrativo é um texto polifônico, em que as diferentes falas são

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apresentadas em discursos.

1.Discurso direto: a fala da personagem é apresentada de forma direta, sem paráfrases do


narrador.

Exemplo:

Maria disse:

- Ontem choveu muito na região sul.

2. Discurso indireto: o narrador reconta a fala da personagem com suas próprias palavras.

Exemplos:

Maria disse que, no dia anterior, chovera muito na região Sul.

Alterações gramaticais na mudança de discurso: noções de tempo e pessoa

Exemplo:

DISCURSO DIRETO

Pedro afirmou:

- Amanhã, irei para minha casa.

DISCURSO INDIRETO

Pedro afirmou que, no dia seguinte, iria para sua casa.

Tabela de correspondência de tempos verbais

Discurso direto Discurso indireto

Presente Pretérito imperfeito

Eu amo o RJ. Maria disse que amava o RJ.

Pretérito perfeito Pretérito mais-que-perfeito

Eu fui à praia. Maria disse que fora à praia.

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Futuro do presente Futuro do pretérito

Eu irei à praia. Maria disse que iria à praia.

Presente do Pretérito imperfeito

subjuntivo do subjuntivo

Talvez eu durma. Maria disse que talvez dormisse.

3. Discurso indireto livre: mistura entre fala de narrador e personagem, geralmente


associada a fluxos de consciência

Exemplo: Maria caminhava na rua distraidamente, quando tropeçou em uma pedra. Ai, meu
pé, que falta de atenção! Maria seguiu irritada consigo mesma, prometendo-se olhar o chão
com mais cuidado.

Tipo descritivo

Exemplo: “A árvore é grande, com tronco grosso e galhos longos”. É cheia de cores, pois tem
o marrom, o verde, o vermelho das flores e até um ninho de passarinhos. O rio espesso com
suas águas barrentas desliza lento por entre pedras polidas pelos ventos e gastas pelo tempo.

• Sequência de características de um ser;

• Predominância de adjetivos e substantivos;

• Ausência de progressão temporal;

• Presença de verbos que não indicam ação;

• Predominância do presente e do pretérito imperfeito

Exemplo: (...) Pegue a tábua e lixe horizontalmente, até que a tinta se solte por completo.
Depois, passe a primeira camada de verniz. Espere secar por duas horas. Repita o processo.
Depois, utilize um prego para fazer pequenos furos na madeira, onde você deve acrescentar
as bolinhas de algodão. (...)

• Sequências de comandos ou instruções;

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• Predominância do imperativo;

• Uso constante de pronomes de tratamento e verbos modalizadores, como “dever”, “ter


que”, “precisar” etc.;

• Predominância da coordenação.

Tipo dialogal

Exemplo: VIOLETA – (Em tom ameaçador) Atende Pedro, aposto que é aquela sujeitinha pra
quem você deu seu telefone.

PEDRO – Você está ficando louca? (Virando-se de costas mudando o semblante raivoso)

Eu nunca daria meu telefone para outra mulher que não fosse você, meu amor.

VIOLETA – (Apaixonadamente) Jura Pedro? (Voltando para a raiva inicial) Quem sabe eu esteja
mesmo louca, (Sarcástica) não é querido?

Sequência de falas alternadas;

Ausência de narrador;

Presença de rubrica;

Identificação do personagem antes da fala.

Tipo expositivo

Exemplo: Fotossíntese é um processo fisioquímico realizado pelos vegetais clorofilados.


Estes seres sintetizam dióxido de carbono e água, obtendo glicose, celulose e amido através
de energia luminosa. 12H2O + 6CO2 → 6O2 + 6H2O + C6H12O6.

Este é um processo do anabolismo, em que a planta acumula energia a partir da luz para uso
no seu metabolismo, formando adenosina tri-fosfato, o ATP.

Sequência de informações neutras;

Objetivo central: informar;

Predominância de verbos no presente;

Predominância da 3ª pessoa

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Tipo argumentativo

Exemplos: “No meu ponto de vista, a pena de morte é negativa, e por isso não deve ser
legalizada. Afinal, que direito temos nós de tirar a vida de alguém? Talvez até a culpa última
do seu comportamento seja a própria sociedade, uma vez que cada pessoa é sempre o
produto da educação que teve e foi moldada pelo ambiente sociocultural em que cresceu”.

Sequência de argumentos para defender um posicionamento;

Presença de conectivos de causa-consequência;

Marcas de subjetividade e expressão de opinião.

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Intertextualidade

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Intertextualidade

Prof da Videoaula: Sidney Martins

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Intertextualidade

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marcadores, portanto, acesse a barra de marcadores do seu leitor de PDF e navegue
de maneira RÁPIDA e DESCOMPLICADA pelo conteúdo.

Veja o exemplo abaixo:

Na aula de hoje vamos falar sobre intertextualidade. Em termos conceituais, a


intertextualidade é muito fácil de entender, mas, ela pode enveredar por assuntos bem
mais complexos. Assim, pegue seu marca-texto e leia o conteúdo deste material com
muita atenção.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
Intertextualidade .............................................................................................................. 3
Paráfrase ............................................................................................................................................. 8
Paródia ................................................................................................................................................ 8
Questões ........................................................................................................................... 9
Questão 1 .......................................................................................................................................... 11

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Intertextualidade

Questão 2 .......................................................................................................................................... 11
Questão 3 .......................................................................................................................................... 13
Questão 4 .......................................................................................................................................... 13
Questão 5 .......................................................................................................................................... 14

INTERTEXTUALIDADE
Você deve estar se perguntando “O que seria a intertextualidade?”. Pois bem, Inter
significa dentro, logo, intertextualidade ocorre quando um texto entra dentro de
outro, quando um texto dialoga com outro, quando faz alusão, menção a outro.

Mas, reconhecer a presença de intertextualidade em um texto pode não ser tão


simples quanto a definição que apresentei. Isso exige conhecimento de mundo e
exige prática. Nesse sentido, fora os conceitos, vamos trabalhar também questões
fáceis e questões difíceis de intertextualidade.

Questão fácil? Que tal um conto de fadas?

Uma questão fácil de intertextualidade seria, por exemplo, a banca apresentar um


texto que retrate a seguinte situação: uma pessoa para diante de um espelho e diz
“espelho, espelho meu, existe algum país mais corrupto que o meu?”, e perguntar com
que tipo de texto aquele ali está dialogando. Dentre as opções você se deparará com
a alternativa conto de fadas. Pois bem, essa é uma questão fácil de intertextualidade,
porque, independentemente de classe social, da instituição de ensino, seja ela
particular ou pública, no primeiro momento de aquisição com a língua portuguesa e
com os processos lúdicos as crianças são inseridas no mundo do conto de fadas.
Praticamente todos sabem quem é Rapunzel, quem é Branca de Neve e quem são os
três porquinhos.

Quando a questão apresenta algo como “espelho, espelho meu, existe algum país
mais corrupto que o meu?”, você deverá se lembrar da fala da bruxa do conto da
Branca de Neve. Naturalmente, quem não lembra disso não acertaria a questão, mas
não lembrar disso é quase improvável, porque a Branca de Neve não aparece só nos
livros, mas também em filmes e em diversos outros meios.

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Intertextualidade

O que seria, então, uma questão difícil?

Contudo, existem questões de intertextualidade muito difíceis também. Em


determinada prova de concurso caiu uma questão uma vez que brincava com um
texto de Guimarães Rosa que, por sua vez, brincava com um texto de Dante Alighieri.

Você já ouviu falar em Guimarães Rosa e Dante Alighieri?

Constava no texto de Guimarães Rosa que o personagem estava entrando no funil do


capeta. Trata-se de uma intertextualidade que dialoga com a Divina Comédia de Dante
Alighieri. Você pode não ter lido o texto, mas provavelmente já ouviu falar na Divina
Comédia. Provavelmente você já ouviu dizer que há uma passagem que fala sobre o
Inferno, o Purgatório e o Paraíso nesse texto. Quando Dante fala sobre o inferno, ele
o descreve como anéis que vão diminuindo de tamanho e formando um funil. E
quanto mais fundo esse funil se torna, mais próximo do corpo personificado do capeta
fica. O candidato tem que ter o conhecimento da história da Divina Comédia para
responder uma questão como essa. Essa é a dificuldade que a intertextualidade pode
apresentar por vezes.

O mapa do Inferno de Dante, por Botticelli (1845)

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Intertextualidade

E quanto a Homero e James Joyce?

Outro clássico que às vezes passa despercebido quanto a


intertextualidade nele presente é do poema épico Ilíada,
de Homero, com o filme Tróia (2004). Tróia nada mais é
que um diálogo com a Ilíada de Homero.

Mas, ainda melhor e em patamar mais elevado está a


intertextualidade maravilhosa com o poema épico de
Homero, a Odisseia (que é inclusive uma sequência da
Ilíada) que faz James Joyce na obra Ulisses (1922). O título
da obra em si já representa uma intertextualidade.

Ulisses é o Odisseu, mas na Ilíada, o Odisseu vai para a


guerra e não retorna, ele fica quarenta anos viajando na
sua odisseia. Naquela época, era permitido que a mulher
arrumasse outro marido para cuidar da lavoura, por ser
este um trabalho braçal. Então era permitido, caso a Helena de Troia Evelyn de
mulher quisesse assim proceder, relacionar-se com outro Morgan, 1898
homem, afinal de contas, se o homem não volta da guerra
ele é dado como morto, e nisso não há traição.

Mas, e se o homem voltasse dez anos depois? Nesse caso, ele teria que lutar pelo seu
direto sobre a mulher. Mas no caso de Ulisses, da Odisseia de Homero, ele ficou
quarenta anos fora e sua mulher permaneceu por todo esse tempo fiel a ele. Durante
esses quarenta anos, para ocupar o tempo, ela ficava trançando, ou seja, costurando
e tricotando.

Já no livro Ulisses, de James Joyce, ele cria esse personagem Ulisses, é claro, brincando
também com outros nomes, com outras situações, pois se trata de outro contexto,
outra época. Nesse contexto há um casal, e o marido, o personagem principal da
trama, é um médico. Esse médico, assim como Ulisses de Homero, viaja a uma cidade

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Intertextualidade

vizinha, só que ele volta no dia seguinte, ele não fica nem vinte e quatro horas. Quando
ele retorna sua mulher já havia dormido com metade da cidade.

Observe a disparidade, enquanto uma permaneceu quarenta anos fiel, sem dormir
com ninguém, a outra dorme com metade da cidade em apenas um dia. Ao se deparar
com a situação o médico a questiona: – “poxa, por que você fez isso comigo?” A
resposta que segue é sensacional, ela diz: – “Porque eu não sei trançar”. Perceba o
diálogo, a alusão que James Joyce faz ao poema de Homero.

Odisseu na gruta de Polifemo Jacob Jordaens, século XVI. Museu Pushkin

Para além disso, nessa mesma obra há uma passagem muito interessante que retrata
muito bem a ideia de fluxo de consciência, em que James Joyce escreve cem páginas,
sem marcas de pontuação, retratando o pensamento da personagem feminina da
obra. Não tem uma vírgula e um ponto sequer, nada de pontuação. Entenda que
somente um gênio consegue fazer isso. “E por que deixar um texto sem pontuação?”
– você perguntaria. Justamente porque sua intenção era representar o pensamento, e
no pensamento não temos nem ponto nem vírgula. O pensamento é rápido, é fluido.

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Intertextualidade

Ora, você deve saber que o gago só gagueja porque o pensamento é muito rápido e
seu aparelho fonador não o acompanha.

E que tal piadas de cunho político?

Outro exemplo de intertextualidade são as piadas. Só entendemos determinadas


piadas de contexto político se soubermos o que está acontecendo no cenário político.
Do contrário, como é que vamos conseguir perceber alusão à intertextualidade?

Ora, a intertextualidade tem a ver com conhecimento do mundo. E não se iluda


achando que esse tipo de “coisa” não cai em prova, porque cai sim senhor! E é
bastante cobrado por bancas que trabalham bem a partir de texto e que gostam de
tirinhas, por exemplo, tais como a FGV.

Perfeito?! Muito bem, retomando o conceito inicial: Intertextualidade acontece


quando há uma referência explícita ou implícita de um texto em outro. Também
pode ocorrer com outras formas além do texto, música, pintura, filme, novela etc. Toda
vez que uma obra fizer alusão à outra ocorre a intertextualidade.

A intertextualidade apresenta-se explicitamente


(citação direta) quando o autor informa o objeto de
sua citação. Num texto científico, por exemplo, o
autor do texto citado é indicado, já na forma
implícita, a indicação é oculta. Por isso é importante
para o leitor o conhecimento de mundo, um saber
prévio, para reconhecer e identificar quando há um
diálogo entre os textos.

A intertextualidade pode ocorrer afirmando as mesmas ideias da obra citada ou


contestando-as. Há duas formas: a Paráfrase e a Paródia.

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Intertextualidade

Paráfrase
Na paráfrase as palavras são mudadas, porém a ideia do texto é confirmada pelo novo
texto, a alusão ocorre para atualizar, reafirmar os sentidos ou alguns sentidos do texto
citado. É dizer com outras palavras o que já foi dito. Temos um exemplo citado por
Affonso Romano Sant’Anna em seu livro “Paródia, paráfrase & Cia” (p.23):

Texto Original

Minha terra tem palmeiras


Onde canta o sabiá,
As aves que aqui gorjeiam
Não gorjeiam como lá.
(Gonçalves Dias, “Cação do exilio”).

Paráfrase

Meus olhos brasileiros se fecham saudosos


Minha boca procura a ‘Canção do Exílio’
Como era mesmo a ‘Canção do Exílio’?
Eu tão esquecido de minha terra...
Ai terra que tem palmeiras
Onde canta o sabiá!
(Carlos Drumond de Andrade, “Europa, França e Bahia”).

Paródia
A paródia é uma forma de contestar ou ridicularizar outros textos, há uma ruptura
com as ideologias impostas e por isso é objeto de interesse para os estudiosos da
língua e das artes. Ocorre, aqui, um choque de interpretação, a voz do texto original
é retomada para transformar seu sentido, leva o leitor a uma reflexão crítica de suas
verdades incontestadas anteriormente, com esse processo há uma indagação sobre
os dogmas estabelecidos e uma busca pela verdade real, concebida através do
raciocínio e da crítica. Os programas humorísticos fazem uso contínuo dessa arte,
frequentemente os discursos de políticos são abordados de maneira cômica e
contestadora, provocando risos e também reflexão a respeito da demagogia praticada
pela classe dominante. Com o mesmo texto utilizado anteriormente, teremos, agora,

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Questões

uma paródia.

Texto Original
Minha terra tem palmeiras
Onde canta o sabiá,
As aves que aqui gorjeiam
Não gorjeiam como lá.
(Gonçalves Dias, “Canção do exílio”).

Paródia

Minha terra tem palmares


onde gorjeia o mar
os passarinhos daqui
não cantam como os de lá.
(Oswald de Andrade, “Canto de regresso à pátria”).

Nessa paródia o escritor fala da questão da escravidão “minha terra tem palmares”,
mas só vai entender a paródia quem tem conhecimento de mundo, pelo menos
histórico nesse caso.

Perfeito?! Vamos agora trabalhar algumas questões de intertextualidade para


compreender um pouco melhor como esse conteúdo aparece nas provas 😉.

QUESTÕES
Antes de resolvermos a primeira questão gostaria de fazer um adendo em relação ao
texto que ela apresenta. Você provavelmente já leu ou já ouviu essa passagem em
algum momento da sua vida. Em primeiro lugar, observe o texto:

No meio do caminho
No meio do caminho tinha
uma pedra

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Questões

Tinha uma pedra no meio


do caminho
Tinha uma pedra
No meio do caminho tinha
uma pedra
ANDRADE, C. D. Antologia poética. Rio de Janeiro/ São Paulo: Record, 2000.
(fragmento).

Muita gente olha para o texto e pensa que é um texto bobo. Mas esse texto tem uma
pegada muito importante, ele trabalha com a questão do existencialismo, com a
nossa função na terra diante do nosso contexto social cultural, é uma poesia
praticamente existencialista. Dialoga, por exemplo, com Sartre, filósofo que falava da
questão do existencialismo, escritor da famosa obra O Ser e o Nada.

O que Drummond quis mostrar é que no meio do caminho sempre haverá uma pedra,
e o que você pretende fazer a respeito? Você vai parar ali no primeiro obstáculo, ou
vai contornar a pedra, ou derrubá-la, chutá-la e cada vez ficar mais forte? É um poema
que leva à reflexão. Muito bem, voltando à questão. A tirinha do Garfield a seguir faz
intertextualidade com o poema de Drummond:

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Questões

Questão 1. A comparação entre os recursos expressivos que constituem os dois


textos revela que:

a) o texto 1 perde suas características de gênero poético ao ser vulgarizado por


histórias em quadrinho.
b) o texto 2 pertence ao gênero literário, porque as escolhas linguísticas o tornam
uma réplica do texto 1.
c) a escolha do tema, desenvolvido por frases semelhantes, caracteriza-os como
pertencentes ao mesmo gênero.
d) os textos são de gêneros diferentes porque, apesar da intertextualidade, foram
elaborados com finalidades distintas.
e) as linguagens que constroem significados nos dois textos permitem classificá-
los como pertencentes ao mesmo gênero.

Comentários:

a) Isso é impossível. Não é porque o texto B fala do texto A que este perde as suas
características.

b) O texto dois não é um texto literário, mas sim uma tirinha jocosa.

c) O primeiro texto é um poema e o segundo é uma tirinha. São gêneros distintos.

d) A finalidade do primeiro texto é a busca por reflexão, a compreensão sobre a nossa


atividade humana durante a vida inteira. A finalidade do segundo texto, da tirinha, é
o riso. Embora faça alusão ao poema de Drummond, é um texto jocoso que tem por
finalidade o riso.

e) Novamente, os textos são diferentes e apresentam linguagens diferentes.

Gabarito: Letra D

Questão 2.
Mais do que a mais garrida a minha pátria tem
Uma quentura, um querer bem, um bem

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Questões

Um “libertas quae sera tamen”*


Que um dia traduzi num exame escrito:
“Liberta que serás também”
E repito!
(Vinícius de Moraes, “Pátria minha”, Antologia poética.)
A frase em latim traduz-se, comumente, por “liberdade ainda que tardia”.

Considere as seguintes afirmações:

I. O diálogo com outros textos (intertextualidade) é procedimento central na


composição da estrofe.

II. O espírito de contradição manifesto nos versos indica que o amor da pátria que
eles expressam não é oficial nem conformista.

III. O apego do eu lírico à tradição da poesia clássica patenteia-se na escolha de um


verso latino como núcleo da estrofe.

Está correto o que se afirma em:

a) I, apenas.
b) II, apenas.
c) I e II, apenas.
d) II e III, apenas.

Comentários:

I. O texto faz de fato uma intertextualidade com um texto que está marcado com um
asterisco, que se encontra inscrito, inclusive, na bandeira de Minas Gerais. Nesse
sentido a primeira sentença está correta.

II. A segunda sentença também está correta, é claro, porque o autor brinca com o som
da frase em latim e a traduz como “liberta que serás também”, e ainda o repete.

III. Não está correto, porque o autor além de traduzir o texto de forma errônea,
reafirma sua tradução, o que dá indícios de que ele não está nem aí para a tradução
correta da frase.

Gabarito: Letra C

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Questões

Questão 3.

O título desse livro ilustra um caso de intertextualidade estabelecida por meio de

a) um plágio explícito.
b) uma transcrição literal.
c) uma paráfrase direta.
d) um procedimento paródico.

Comentários: A capa do livro demonstra de cara ser uma paráfrase de Memórias


Póstumas de Brás Cubas de Machado de Assis. E veja, não há elemento de riso, de
paródia na capa do livro. O título unicamente faz alusão a outro texto. Por isso se trata
de uma paráfrase direta.

Gabarito: Letra C

Questão 4. Você sabia que com pouco esforço é possível ajudar o planeta e o seu
bolso? Ao usarmos a energia elétrica para aparelhos eletrônicos e lâmpadas também
emitimos gás carbônico, um dos principais gases do efeito estufa. Atitudes simples
como trocar lâmpadas incandescentes pelas fluorescentes e puxar da tomada os
aparelhos que não estão em uso reduzirão a sua conta de luz e as nossas emissões de

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Questões

CO2 na atmosfera.

Planeta sustentável: conhecimento por um mundo melhor

Assinale a alternativa que indica recurso empregado no texto.

a) Intertextualidade, já que se pode notar apropriação explícita e marcada, por


meio de citações, de trechos de outros textos.
b) Conotação, uma vez que o texto emprega em toda a sua extensão uma
linguagem que adota tom pessoal e subjetivo.
c) Ironia, observada no emprego de expressões que conduzem o leitor a outra
possibilidade de interpretação, sempre crítica.
d) Denotação, pois há a utilização objetiva de palavras e expressões que destacam
a presença da função referencial.
e) Metalinguagem, uma vez que a linguagem adotada serve exclusivamente para
tratar da própria linguagem.

Comentários:

a) Não foi empregada a intertextualidade. Trata-se de um texto objetivo e informativo.

b) Se o texto é informativo, é objetivo, logo, não há o que se falar em conotação.

c) Também não há presença de ironia no texto, pois se trata de um texto técnico.

d) O texto referencial se preocupa com a informação, e é essa a principal característica


do texto apresentado na questão.

e) A metalinguagem ocorre quando um texto é explicado através de outro texto, como


um dicionário, em que se tem termos da língua portuguesa explicando outros termos
da língua portuguesa.

Gabarito: Letra D

Questão 5. E as ilusões estão todas perdidas (v. 3)


Esse verso pode ser lido como uma alusão a um livro intitulado Ilusões perdidas, de
Honoré de Balzac. Tal procedimento constitui o que se chama de:

a) metáfora

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Questões

b) pertinência
c) pressuposição
d) intertextualidade

Comentários: se a questão não tivesse mencionado que o verso pode ser lido como
uma ALUSÃO ao livro de Balzac, muito provavelmente a maioria dos candidatos não
perceberiam a intertextualidade.

Gabarito: Letra D

Fechou?! Tranquilinho?! Meu caro aluno, questões de intertextualidade podem, sim,


ser fáceis, mas podem também ser difíceis, assim, sugiro que para garantir todas as
suas respostas você leia muito, assista a bons filmes, ouça boas músicas, eleve seu
nível intelectual e amplie seu conhecimento de mundo. Existem incontáveis obras de
arte que fazem intertextualidade com outras, magníficas e interessantes. Esse tipo de
conhecimento você leva para a vida toda, e os efeitos de deixar sua mente expandir,
criando sinapses por intermédio deles, também.

Para finalizar, deixo uma frase para reflexão: “motivação faz você começar, hábito
faz você continuar”. Lembre-se: talvez sua motivação seja grande, mas somente o
hábito, a constância pode fazer você passar em um concurso. Ser constante é muito
difícil em tudo na vida, mas se você conseguir alcançar a constância, você com certeza
será aprovado em qualquer concurso.

Um grande abraço e até nosso próximo encontro.

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FUNÇOES DA LINGUAGEM

FUNÇOES DA LINGUAGEM

A palavra linguagem é aqui empregada como o conjunto de características comuns


às diversas línguas. Tomaremos, aqui, para estudar suas funções, a análise tradicional
estabelecida por Jakobson, que se fundamenta no esquema da comunicação,
explicitado no esquema a seguir:

Elementos da comunicação:

emissor - emite, codifica a mensagem

receptor - recebe, decodifica a mensagem

mensagem - conteúdo transmitido pelo emissor

código - conjunto de signos usado na transmissão e recepção da mensagem

referente - contexto relacionado a emissor e receptor

canal - meio pelo qual circula a mensagem

A cada um desses elementos presente no esquema da comunicação se relaciona


uma função específica da linguagem:

a) A FUNÇÃO EMOTIVA OU EXPRESSIVA, centralizada no emissor, numa


expressão pessoal sobre o que é enunciado. Suas marcas típicas no discurso são a
presença da primeira pessoa (pronomes pessoais, verbos e pronomes possessivos),

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FUNÇOES DA LINGUAGEM

exclamações, interjeições e modalizações;

b) A FUNÇÃO CONATIVA OU APELATIVA, centralizada no receptor, com a


finalidade de obter da pessoa a quem se dirige o texto um comportamento adequado
ao que lhe é dito. Suas marcas linguísticas são a presença da segunda pessoa
(pronomes pessoais, possessivos e verbos), o imperativo e o vocativo;

c) A FUNÇÃO REFERENCIAL, centralizada no contexto ou referente, que permite


falar-se dos objetos do mundo, dos objetos perceptíveis ou imaginários. Suas marcas
são a terceira pessoa e os dados relacionados ao mundo real;

d) A FUNÇÃO POÉTICA, centralizada na mensagem, referindo-se a um mundo


novo, criado pela linguagem: é a função predominante nas obras literárias, ainda que
não seja exclusivo delas;

e) A FUNÇÃO FÁTICA, centralizada no canal ou no contato entre o emissor e o


receptor, cuja finalidade é verificar a eficiência do canal de comunicação. Suas marcas
são os sinais de interrupção do contato como Não é? Entendeu? Alô? Também são
exemplos de função fática as falas da exigência social, em que de fato nada se
comunica, além de estabelecer-se uma relação social transitória entre falantes;

f) A FUNÇÃO METALINGUÍSTICA, centralizada no código, que permite esclarecer


significados do código utilizado e, além disso, também caracteriza os textos que falam
de si mesmos, o que nos permite falar de metatexto, metateatro, etc.

Dificilmente, porém, um texto se utiliza de uma só função e, frequentemente,


um texto mostra várias dela simultaneamente. Assim, por exemplo, no slogan eleitoral
É Lula de novo! Podemos encontrar uma função referencial (o elemento Lula é do
mundo real), uma função emotiva, o que é expressado pela exclamação ao final da
frase, e uma função conativa, já que seu interesse é convencer o eleitor a repetir o
voto em Lula.

Além dessas funções, poderíamos falar de outras, tais com a função lúdica, que
se relaciona às brincadeiras com palavras, tomadas como significantes (repetições,
refrãos etc.) ou como signos (trocadilhos, ambigüidades propositais etc.), mas, pela
presença marcante da classificação de Jakobson, é nela que nos apoiaremos nos
exercícios a seguir:

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FUNÇOES DA LINGUAGEM

1.) Leia com atenção o seguinte texto e, a seguir, marque a alternativa que melhor
identifica as funções da linguagem que nele ocorrem.

• Navegar os menus

O menu é uma lista das seleções disponíveis. Este celular possui 9 menus
principais. Cada um contém vários sub-menus que lhe permitem usar a agenda, trocar
o tom de toque, e assim por diante. Use os menus e sub-menus de duas maneiras:
percorra a lista ou utilize atalhos.
(Extraído de um Manual do Usuário de celular)

(A) referencial / conativa

(B) metalinguística / conativa

(C) referencial / metalinguística / fática

(D) emotiva / conativa /

(E) metalinguística / referencial / conativa

2.) Assinale o item que identifica a função da linguagem predominante no seguinte


trecho:

“Hipótese é uma coisa que não é, mas a gente diz que é para ver como seria se
fosse”. (Millôr Fernandes)

(A) poética

(B) referencial

(C) metalinguística

(D) conativa

(E) fática

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FUNÇOES DA LINGUAGEM

3) Como na questão anterior, assinale o item que identifica a função da linguagem


predominante no seguinte texto:

A lâmpada de tungstênio é a mais comum de todas. É constituída de um globo de


vidro transparente ou opaco soldado a um soquete de latão. Dentro dele, uma haste
também de vidro sustenta uma armação de arame com um filamento (fio dobrado em
ziguezague) de tungstênio. Quando a eletricidade passa através do filamento, ele
esquenta; ele fica tão aquecido que passa do vermelho ao branco. Isto é chamado
incandescência e com esta luz assim produzida podemos ler, escrever e trabalhar.

(A) referencial

(B) fática

(C) conativa

(D) metalinguística

(E) emotiva

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DENOTAÇÃO E CONOTAÇÃO

Denotação  é o uso da palavra com o seu sentido original.

Ex.: Pedra é um corpo duro e sólido, da natureza das rochas.

Conotação  é o uso da palavra com um significado diferente do original, criado pelo


contexto.

Ex.: Você tem um coração de pedra.

Observação:

Nem sempre é possível identificar com facilidade o valor denotativo ou conotativo nas frases.
Nesses casos temos uma ambiguidade:

• Atadolfa caiu do cavalo;

• Atadolfa vestiu a camisa da empresa;

• Atadolfa encontrou Jocrete em seu quarto;

• Atadolfa encontrou Jocrete sorrindo;

• Atadolfa saiu do salão molhada.

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Língua Portuguesa

FIGURAS DE LINGUAGEM

INTRODUÇÃO

Observemos o vocábulo destacado nas frases abaixo:

– O touro pastava distante do resto da manada.

– Aquele lutador é um touro.

Se procurarmos o significado desses vocábulos no dicionário, vamos encontrar que touro é


“um boi não castrado, usado como reprodutor” ou “um signo zodiacal”. O primeiro desses
significados dicionarizados é adequado à primeira frase, mas não encontramos um
significado adequado à segunda frase, porque se trata de um sentido não dicionarizado,
criado pelo contexto em que a palavra se insere, correspondente a “muito forte”, sentido
também atrelado ao valor cultural do animal touro. No primeiro caso, o vocábulo designa
uma realidade cuja designação está historicamente estabelecida e dizemos que é empregado
em denotação; no segundo caso, do sentido momentâneo de um referente, é empregado em
conotação, ou seja, em linguagem figurada.

TIPOS DE FIGURA

As figuras são tradicionalmente classificadas em:

1. Figuras de construção

2. Figuras de pensamento

3. Figuras de palavras

4. Figuras de harmonia ou sonoras

1. Figuras de construção

A. Elipse - figura caracterizada pela omissão de um termo que é facilmente subentendido;


quando a omissão ocorre após esse mesmo termo já ter sido enunciado, dizemos que há
zeugma, que é uma espécie de elipse.

Como processo gramatical, a elipse provoca que um referente passe a ser designado por um
só dos termos de sua designação, o que pode levar a casos de derivação imprópria, como
bem aponta: o (telefone) celular, o (dente) canino, a (igreja) catedral, o micro (computador),

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o (documento) abaixo-assinado, a (carta) circular, o (membro) representante, a (caneta)


esferográfica, um (filme) documentário, etc.

Além disso, em alguns casos, a elipse de um termo pode provocar o aparecimento de um


novo gênero para o termo sobrevivente de uma expressão, como é o caso de a rádio, (elipse
de emissora de), o América (elipse de time), a Rio-Niterói (elipse de ponte), o fila (elipse de
cão), o (funcionário da) caixa etc.

B. Pleonasmo - figura caracterizada pela repetição de um termo na mesma função sintática:

- As bonecas, eu as dei para as meninas.

O termo as é pleonástico, pois repete, na mesma função (objeto direto), o termo anterior
bonecas.

Também é denominado pleonasmo no caso da repetição do mesmo significado por dois


significantes diferentes no mesmo sintagma: descer para baixo, prever antecipadamente,
entrar para dentro; nesse caso, a figura é denominada pleonasmo vicioso.

Algumas dessas repetições, porém, podem ter valor estilístico e não correspondem a
problemas de construção: assim, ao dizermos Eu vi com estes olhos, o autor do enunciado
pode estar tentando dar ênfase ao fato de ter visto algo que pode testemunhar com certeza.

C. Anacoluto - figura caracterizada pela interrupção de uma frase, de tal modo que um termo
fica sem função sintática:

- As meninas, é impossível entregar-lhes os prêmios.

Nesse caso, o termo sublinhado não se encaixa sintaticamente na frase seguinte, daí ser
considerado um anacoluto. Se o termo sublinhado estivesse grafado com o acento grave –
às meninas – teríamos um pleonasmo no elemento lhes.

D. Hipérbato - figura caracterizada pela inversão de termos na ordem direta:

- Os bons que nos trazem boas novas ventos...

E. Assíndeto e polissíndeto - quando temos uma enumeração, ela pode ser feita de três
modos distintos:

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- Ela comprou bananas, peras e abacates.

- Ela comprou bananas, peras, abacates.

- Ela comprou bananas e peras e abacates...

A primeira frase nada tem de diferente segundo a construção da frase portuguesa, mas a
segunda omite a conjunção E no último elemento, provocando, com isso, uma valorização
global do que foi comprado (assíndeto), enquanto na terceira há a repetição da conjunção E
(polissíndeto), causando a valorização individual de cada produto adquirido.

F. Silepse - esta figura corresponde à concordância ideológica, ou seja, a concordância que


é realizada com o sentido da palavra ou com a ideia que expressam, em lugar de ser feita
com a sua forma gramatical. A silepse apresenta três tipos distintos:

a) silepse de número

- O pessoal, ainda que tardiamente, chegaram bem.

b) silepse de gênero

- A criança apresentou-se muito bem vestido.

c) silepse de pessoa

- Os vestibulandos somos muito preocupados.

G. Anáfora - Figura que consiste na repetição inicial numa frase ou verso do mesmo
vocábulo:

- Deus é força, Deus é luz, Deus é poder.

2. Figuras de pensamento

A. Antítese - figura caracterizada pelo emprego de palavras de sentido oposto:

- Subiu aos céus, desceu aos infernos...

B. Eufemismo - figura caracteriza pela atenuação de um pensamento desagradável:

- Judas pensou em pôr termo à vida, arrependido do que fizera.

- O aluno não era muito inteligente.

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C. Gradação - figura que corresponde a uma sequência de palavras de força crescente ou


decrescente:

- Vai, corre, voa e nos vingue!

- Era somente um sopro, uma sombra um nada...

D. Hipérbole - figura caracterizada por um exagero favorável ou desfavorável que destaca


uma ideia, muito comum na linguagem publicitária e na linguagem corrente, onde algumas
hipérboles são bastante frequentes: morrer de rir, molhado até os ossos etc.

- Os rios eram formados do sangue dos heróis mortos na batalha.

E. Prosopopeia ou personificação - figura caracterizada pela atribuição de uma propriedade


de um ser vivo, ser humano ou animal, a um ser abstrato ou concreto inanimado:

- O sentimento da universidade é de frustração.

- A chuva lamentava a morte do artista.

F. Paradoxo ou oximoro - Esta figura consiste na união de dois vocábulos ou expressões


cujo sentido se torna incompatível:

- Esta claridade obscura que cai sobre a paisagem...

- A voz do silêncio.

G. Perífrase - figura que consiste em expressar por um grupo de palavras o que poderia ser
dito em uma só:

- a sétima arte (=o cinema)

- o quinto poder (=a imprensa)

H. Ironia - esta figura consiste em empregar determinada palavra ou expressão em sentido


oposto ao seu sentido habitual:

- Esse menino que acaba de arranhar meu carro é muito bem-educado!

- O lutador de sumô geralmente é bem magrinho.

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3. Figuras de palavras

A. Comparação - essa figura consiste em considerar um conjunto de objetos para procurar


suas semelhanças e diferenças. Uma comparação completa compreende quatro elementos:

• o termo real

• o termo figurado

• o conector

• o ponto de comparação

Assim, na frase Heitor é forte como um touro, Heitor é o termo real, touro é o termo figurado,
como é o conector e forte é o ponto de comparação.

B. Metáfora - é uma espécie de comparação abreviada em que o conector não aparece


expresso: Heitor é um touro, com os mesmos elementos da comparação. A metáfora
aproxima duas realidades distintas. Trata-se da substituição de um termo “normal” por um
outro pertencente a um campo semântico diferente, mas com semelhanças possíveis. A
metáfora pode apresentar elementos implícitos e, algumas vezes, pode assumir a forma de
uma perífrase: A pérola das Antilhas (=Haiti).

C. Metonímia - é uma construção na qual se expressa um conceito por meio de um termo


que designa um outro conceito que está unido a ele por uma relação necessária (a causa pelo
efeito, o continente pelo conteúdo, o signo pela coisa significada, o autor pela obra, o local
pelo produto etc.). A metonímia consiste na substituição de um nome de um objeto pelo
nome de um outro, com o qual está em relação; tais relações podem ser:

• o todo pela parte: O Brasil participará da Copa do Mundo.

• a parte pelo todo: Todos procuram um teto onde morar.

• o efeito pela causa: Respeite ao menos meus cabelos brancos.

• a causa pelo efeito: Tem uma boa mão para doces.

• o autor pela obra: Roubaram um Portinari do museu.

• o lugar pelo produto: Bebeu duas garrafas de Parati.

• o continente pelo conteúdo: Comeu dois pratos de feijoada.

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• o símbolo pelo simbolizado: Ignácio sempre foi atraído pela Cruz.

D. Sinestesia - essa figura consiste na utilização simultânea de palavras que representam


sensações diferentes: um som da pesada, um perfume doce etc.

4. Figuras de harmonia ou sonoras

A. Aliteração - figura que consiste na utilização de palavras que possuem o mesmo fonema
consonantal:

- Já em torno a tarde se entorna / a atordoar o ar que arde

B. Assonância - figura que consiste na utilização de palavras com o mesmo fonema vocálico:

- Ó formas brancas, alvas, formas claras

C. Paronomásia - ocorre quando se aproximam palavras de sons parecidos:

- Quem vê um fruto / não vê um furto.

D. Onomatopeia - consiste no emprego de palavra ou expressão que sugerem um som natural


de algo:

- Passava com o chape-chape das sandálias.

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COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO DE TEXTO

Em defesa da dúvida

Numa época em que tantos parecem ter tanta certeza sobre tudo, vale a pena pensar
no prestígio que a dúvida já teve. Nos diálogos de Platão, seu amigo Sócrates pulveriza a
certeza absoluta de seus contendores abalando-a por meio de sucessivas perguntas, que os
acabam convencendo da fragilidade de suas convicções. Séculos mais tarde, o filósofo
Descartes ponderou que o maior estímulo para se instituir um método de conhecimento é
considerar a presença desafiadora da dúvida, como um primeiro passo.

Lendo os jornais e revistas de hoje, assistindo na TV a entrevistas de personalidades, o


que não falta são especialistas infalíveis em todos os assuntos, na política, na ciência, na
economia, nas artes. Todos têm receitas imediatas e seguras para a solução de todos os
problemas. A hesitação, a dúvida, o tempo para reflexão são interpretados como
incompetência, passividade, absenteísmo. É como se a velocidade tecnológica, que dá o ritmo
aos nossos novos hábitos, também ditasse a urgência de constituirmos nossas certezas.

A dúvida corresponde ao nosso direito de suspender a verdade ilusória das aparências e


buscar a verdade funda daquilo que não aparece. Julgar um fato pelo que dele diz um jornal,
avaliar um problema pelo ângulo estrito dos que nele estão envolvidos é submeter-se à força
de valores já estabelecidos, que deixamos de investigar. A dúvida supõe a necessidade que
tem a consciência de se afastar dos julgamentos já produzidos, permitindo-se, assim, o tempo
necessário para o exame mais detido da matéria a ser analisada. A dúvida pode ser o primeiro
passo para o caminho das afirmações que acabam sendo as mais seguras, porque mais
refletidas e devidamente questionadas.

(Cássio da Silveira, inédito)

1. A valorização da dúvida se deve ao fato de que ela:

(A) constitui o meio pelo qual se empreende uma contestação ilusória de verdades dadas
como irrefutáveis.

(B) vale-se astutamente de sua fragilidade como método para poder impor algumas verdades
definitivas.

(C) permite abrir um caminho para o conhecimento ao questionar verdades dadas como
absolutas.

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(D) contribui para a valorização de verdades pré-estabelecidas por métodos seguros de


conhecimento.

(E) implica a tentativa de se chegar a um tipo de conhecimento cuja validade dispensa


qualquer comprovação.

2. Diferentemente da maneira pela qual Sócrates e Descartes qualificavam a dúvida, o


texto nos lembra que há:

(A) quem pulverize a certeza inabalável com que alguns afirmam seus pontos de vista, juízos
e convicções.

(B) aqueles que já de saída se apresentam como especialistas infalíveis em temas da política,
da ciência, das artes.

(C) aquele que se dispõe a se pronunciar sobre algum assunto depois de ter aberto várias
hipóteses de abordagem.

(D) quem sempre suspenda a verdade das aparências, não se furtando a questioná-las antes
de aceitá-las.

(E) quem se afaste de julgamentos definitivos para se deter sobre o que há de problemático
numa matéria.

Texto

Embora o meu vocabulário seja voluntariamente pobre – uma espécie de Brasileiro Básico –
a única leitura que jamais me cansa é a dos dicionários. Variados, sugestivos, atraentes, não
são como os outros livros, que contam sempre a mesma estopada* do começo ao fim. Meu
trato com eles é puramente desinteressado, um modo disperso de estar atento... E esse meu
vício é, antes de tudo, inócuo para o leitor.

Na minha adolescência, todo e qualquer escritor se presumia de estilista, e isso, na época,


significava riqueza vocabular... Imagine-se o mal que deve ter causado a autores novos e
inocentes o grande estilista Coelho Neto: grande infanticida, isto é o que ele foi.

Orgulhávamo-nos, como das nossas riquezas naturais, da opulência verbal de Rui Barbosa. O
seu fraco, ou o seu forte, eram os sinônimos. (...)

*aquilo que é maçante, enfadonho, aborrecedor.

(Adaptado de: QUINTANA, Mário. Dicionários. Caderno H. 7. ed. São Paulo: Globo, 1998,
p.176)

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Língua Portuguesa

3. Do texto, pode-se depreender a contraposição feita entre:

(A) o período da adolescência, em que não se sabe ainda dar o devido valor às palavras, e a
maturidade, em que se adquire a capacidade de reconhecer um grande escritor justamente
por conta das palavras que ele emprega.

(B) a leitura desinteressada dos dicionários, que não tem reflexo imediato na produção escrita,
e a procura de palavras difíceis e raras para conferir ao texto um estilo pomposo e
supostamente mais nobre.

(C) um vício inocente, como a leitura de dicionários para passar o tempo, e vícios que podem
ser transmitidos dos adultos para as crianças, levando-as ao uso de substâncias que causam
dependência e podem mesmo levá-las à morte.

(D) a leitura de livros que contam sempre a mesma história maçante e a leitura de livros que,
devido ao vocabulário variado e sugestivo, podem ser ao mesmo tempo interessantes e tão
importantes para o aprendizado como a leitura dos dicionários.

(E) a influência prejudicial de Coelho Neto sobre os novos escritores, ainda que fosse
considerado um grande estilista, e o grande exemplo de Rui Barbosa, cuja expressão era tão
rica como a nossa natureza.

MONTE CASTELO

Ainda que eu falasse a língua dos homens

E falasse a língua dos anjos

Sem amor eu nada seria

É só o amor, é só o amor

Que conhece o que é verdade

O amor é bom, não quer o mal

Não sente inveja ou se envaidece

O amor é o fogo que arde sem se ver

É ferida que dói e não se sente

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Língua Portuguesa

É um contentamento descontente

É dor que desatina sem doer

Ainda que eu falasse a língua dos homens

E falasse a língua dos anjos

Sem amor eu nada seria

É um não querer mais que bem querer

É solitário andar por entre a gente

É um não contentar-se de contente

É cuidar que se ganha em se perder

É um estar-se preso por vontade

É servir a quem vence, o vencedor

É um ter com quem nos mata a lealdade

Tão contrário a si é o mesmo amor

Estou acordado e todos dormem

Todos dormem, todos dormem

Agora vejo em parte

Mas então veremos face a face

É só o amor, é só o amor

Que conhece o que é verdade

Ainda que eu falasse a língua dos homens

E falasse a língua do anjos

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Língua Portuguesa

Sem amor eu nada seria.

Composição: Renato Russo.

4 – Caracteriza o amor, segundo a letra da música:

a) Um sentimento de lealdade.

b) O conhecimento da falsidade.

c) A presença da maldade.

d) Um sentimento alheio à solidariedade.

e) Sensações e sentimentos contraditórios.

5 – É correto afirmar que, no texto, a função da linguagem que predomina denomina-


se:

a) Referencial;

b) Emotiva;

c) Conativa;

d) Fática;

e) Metalinguística.

6 - Analisando a letra da música Monte Castelo, pode-se afirmar que a figura de


linguagem predominante é:

a) Metonímia.

b) Paradoxo.

c) Antítese.

d) Prosopopeia.

e) Hipérbole.

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Língua Portuguesa

7 - “João Barbosa Rodrigues faleceu em 1909. Em 1925, o famoso antropólogo Kurt


Nimuendaju tentou encontrar Miracanguera, mas a ilha já tinha sido tragada pelas
águas do rio Amazonas. Arqueólogos americanos também vasculharam áreas
arqueológicas da Amazônia, inclusive no Equador, Peru e Guiana Francesa, no final dos
anos de 1940. Como não conseguiram achar Miracanguera, “decidiram" que a
descoberta do brasileiro tinha sido “apenas uma subtradição de agricultores andinos.".
Mantendo-se o sentido original, na frase Como não conseguiram achar Miracanguera...
(5o parágrafo), o elemento sublinhado pode ser corretamente substituído por:

a) De modo que

b) Uma vez que

c) Por mais que

d) Conforme

e) Ainda que

A morte e a morte do poeta

Ao ler o seu necrológio no jornal outro dia, o pianista Marcos Resende primeiro tratou
de verificar que estava vivo, bem vivo. Em seguida gravou uma mensagem na sua secretária
eletrônica: “Hoje é 27 e eu não morri. Não posso atender porque estou na outra linha dando
a mesma explicação”. Quando li esta nota, me lembrei de como tudo neste mundo caminha
cada vez mais depressa. Em 1862, chegou aqui a notícia da morte de Gonçalves Dias.

O poeta estava a bordo do Grand Condé havia cinquenta e cinco dias. O brigue chegou
a Marselha com um morto a bordo.

À falta de lazareto, o navio estava obrigado à caceteação da quarentena. Gonçalves


Dias tinha ido se tratar na Europa e logo se concluiu que era ele o morto. A notícia chegou
ao Instituto Histórico durante uma sessão presidida por d. Pedro II. Suspensa a sessão,
começaram as homenagens ao que era tido e havido como o maior poeta do Brasil. Suspeitar
que podia ser mentira? Impossível. O imperador, em pleno Instituto Histórico, só podia ser
verdade. Ofícios fúnebres solenes foram celebrados na Corte e na província. Vinte e cinco
nênias saíram publicadas de estalo. Joaquim Serra, Juvenal Galeno e Bernardo Guimarães
debulharam lágrimas de esguicho, quentes e sinceras. O grande poeta! O grande amigo! Que
trágica perda!

As comunicações se arrastavam a passo de cágado. Mal se começava a aliviar o luto


fechado, dois meses depois chegou o desmentido: morreu, uma vírgula! Vivinho da silva. A

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carta vinha escrita pela mão do próprio poeta: “É mentira! Não morri, nem morro, nem hei de
morrer nunca mais!” Entre exclamações, citou Horácio: “Não morrerei de todo.” Todavia,
morreu, claro. E morreu num naufrágio, vejam a coincidência. Em 1864, trancado na sua
cabine do Ville de Boulogne, à vista da costa do Maranhão. Seu corpo não foi encontrado.
Terá sido devorado pelos tubarões. Mas o poeta, este de fato não morreu.

(Adaptado de: RESENDE, Otto Lara. Bom dia para nascer. São Paulo: Cia das Letras, 2011,
p.107-8)

8. No texto, o autor contrapõe fundamentalmente:

A) as boas condições do porto de Marselha, em território francês, às péssimas condições do


porto brasileiro localizado no Maranhão, perto do qual o navio Ville de Boulogne acabou por
naufragar.

B) a demora com que a notícia da suposta morte de Gonçalves Dias, no século XIX, pôde ser
contestada pelo poeta à rapidez com que o pianista Marcos Resende, contemporâneo do
cronista, pôde contestar a própria morte.

C) a comoção com que foi recebida a notícia da suposta morte do poeta Gonçalves Dias à
indiferença com que se recebeu a notícia da morte do pianista Marcos Resende, buscando-
se esclarecê-la com um simples telefonema.

D) a resistência do navio Grand Condé, onde Gonçalves Dias pôde permanecer em segurança
por mais de cinquenta dias, à fragilidade do Ville de Boulogne, que levou pouco tempo para
naufragar na costa do Maranhão.

E) a banalização das notícias em seu próprio tempo, mesmo as mais trágicas, à solenidade
com que eram dadas no século XIX, muitas vezes em sessões no Instituto Histórico, com a
eventual presença do próprio Imperador.

9. De acordo com o texto, a falsa notícia da morte de Gonçalves Dias teria se originado
de uma conjunção de acontecimentos que incluem:

A) a morte de um passageiro no navio em que ele viajava, a impossibilidade dos passageiros


do navio cumprirem o período de quarentena em terra e a motivação da viagem do poeta
para a Europa.

B) a inexistência de lazareto no Grand Condé, a motivação da viagem do poeta para a Europa


e as falhas de comunicação entre o navio e o porto de Marselha.

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C) a impossibilidade dos passageiros do navio cumprirem o período de quarentena em terra,


a presença do Imperador no Instituto Histórico e as homenagens feitas no Brasil ao grande
poeta.

D) a morte de um passageiro no navio em que ele viajava, a motivação da viagem do poeta


para a Europa e as falhas de comunicação entre o navio e o porto de Marselha.

E) a inexistência de lazareto no Grand Condé, a morte de um passageiro no navio e as


homenagens feitas no Brasil ao grande poeta.

10. Fiquei com medo da canoa e apavorado com o rio. Só mais tarde é que voltaria ele a ser
para mim mestre de vida.

A canoa foi descendo de rio abaixo aos arrancos da água. Não havia força que pudesse contê-
la.

Nas grandes secas o povo comia aruá que tinha gosto de lama.

Nas frases acima, os pronomes sublinhados referem-se respectivamente a:

(A) rio − canoa − aruá

(B) Zé Guedes − água − aruá

(C) rio − correnteza − povo

(D) Zé Guedes − canoa − povo

(E) Zé Guedes − correnteza – aruá

11. As virtudes e os perfumes são da natureza; _____ duram pouco e _____ perduram por
longo tempo, mas ambos perdem a essência quando expostos. As formas dos
demonstrativos que preenchem corretamente as lacunas são:

(A) estes / aqueles.

(B) aqueles / estes.

(C) esses / aqueles.

(D) estes / aquelas.

(E) esses / aquelas.

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12. O pesquisador e médico sanitarista Luiz Hildebrando Pereira da Silva tornou-se


professor titular de parasitologia em 1997, assumindo a direção dos programas de
pesquisa em Rondônia − numa das frentes avançadas da USP na Amazônia −, que
reduziram o percentual de registros de malária em Rondônia de 40% para 7% do total
de casos da doença na região amazônica em uma década. (Adaptado de:
revistapesquisa.fapesp.br/2014/10/09/o-cientista-das-doencas-tropicais).

O elemento que justifica a flexão do verbo acima é:

(A) casos da doença.

(B) frentes avançadas da USP na Amazônia.

(C) registros de malária.

(D) programas de pesquisa em Rondônia.

(E) investigações sobre a malária em Rondônia.

Fragmentos de texto

Mas também se produzem modos de apropriação dos lugares. A indústria do turismo produz
um modo de estar em Nova York, Paris, Roma, Buenos Aires... É evidente que não se pode
dizer que essas cidades sejam simulacros, pois é claro que não o são; entretanto, o pacote
turístico ignora a identidade do lugar, sua história e modo de vida, banalizando-os.

(...)

Essa rapidez impede que os olhos desfrutem da paisagem. Passa-se em segundos por séculos
de civilização, faz-se tábula rasa da história de gerações que se inscrevem no tempo e no
espaço. Num autêntico tour de force consentido, pouco espaço é destinado à criatividade.
Por sua vez, o turista vê sufocar um desejo que nem se esboçou, o de experimentar.

13. ... pois é claro que não o são...

... banalizando-os.

... que se inscrevem no tempo e no espaço.

Os elementos sublinhados acima referem-se, respectivamente, a:

(A) simulacros − a identidade do lugar, sua história e modo de vida − gerações

(B) pacote turístico − modo de vida − tábula rasa

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(C) cidades − os pacotes turísticos − gerações

(D) simulacros − os pacotes turísticos − história

(E) pacote turístico − a identidade do lugar, sua história e modo de vida − tábula rasa.

14. Victor fracassou porque cedeu a uma predisposição da natureza humana…

O elemento grifado na frase acima tem o mesmo sentido de:

a) ainda que.

b) conquanto.

c) enquanto.

d) embora.

e) uma vez que.

15. Fragmento do texto: Os autores da obra sobre Trump estão cientes da norma. Ela é
objeto de longo debate na parte dois do livro. O que alegam é que, por vezes, a
obrigação do médico de alertar a comunidade para riscos que ela corre prevalece sobre
a privacidade. Se o médico desconfia de que seu paciente psicótico planeja assassinar
alguém, precisa alertar a vítima potencial, mesmo que isso implique violação do sigilo
profissional.

Na frase do parágrafo do texto “... mesmo que isso implique violação do sigilo
profissional.”, o termo em destaque refere-se:

(A) ao conhecimento da norma pelos autores da obra.

(B) ao longo debate na parte dois do livro.

(C) à colocação da privacidade em primeiro plano.

(D) à desconfiança do médico quanto à intenção do paciente.

(E) à atitude de alertar a vítima em potencial.

Borboletas

Quando depositamos muita confiança ou expectativas em uma pessoa, o risco de se


decepcionar é grande.

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As pessoas não estão neste mundo para satisfazer as nossas expectativas, assim como
não estamos aqui, para satisfazer as delas.

Temos que nos bastar... nos bastar sempre e quando procuramos estar com alguém,
temos que nos conscientizar de que estamos juntos porque gostamos, porque queremos e
nos sentimos bem, nunca por precisar de alguém.

As pessoas não se precisam, elas se completam... não por serem metades, mas por
serem inteiras, dispostas a dividir objetivos comuns, alegrias e vida.

Com o tempo, você vai percebendo que, para ser feliz com a outra pessoa, você precisa,
em primeiro lugar, não precisar dela. Percebe também que aquela pessoa que você ama (ou
acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente, não é o homem ou a mulher
de sua vida.

Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem


gosta de você.

O segredo é não cuidar das borboletas e sim cuidar do jardim para que elas venham
até você.

No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando, mas quem
estava procurando por você!

16. Segundo o Texto, a relação afetiva deve caracterizar-se, fundamentalmente,


pela(o):

(A) busca

(B) carência

(C) compartilhamento

(D) indiferença

(E) insistência

17. Segundo as ideias do Texto, projetar no outro nossas ansiedades torna-nos:

(A) condescendentes para com os outros

(B) vulneráveis a possíveis insucessos

(C) seguros quanto à consecução do objetivo

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(D) indiferentes a quaisquer consequências

(E) mais resistentes aos obstáculos

18. Segundo as ideias do Texto, a felicidade de duas pessoas marca-se pelo (a):

(A) dedicação incondicional de uma delas à outra

(B) desnecessidade existente em ambas

(C) capacidade de uma controlar a relação

(D) submissão de uma à outra

(E) empenho mútuo de uma subjugar a outra

O futuro do trabalho

Esqueça os escritórios, os salários fixos e a aposentadoria. Em 2030, você trabalhará em


casa, seu chefe terá menos de 30 anos e será uma mulher.

Admita: você também não gosta de trabalhar. Passar o dia inteiro sob luzes
fluorescentes, tomando café ruim, sentado em uma cadeira desconfortável e usando um
computador velho certamente não faz parte do seu sonho de infância. Admita. E não se sinta
culpado. Nossos ancestrais – que nem conheciam as torturas de um escritório – também não
eram muito chegados a essa história de trabalho.

Para gregos e romanos, colocar a mão na massa era considerado tarefa das classes
inferiores e escravos. Domenico de Masi, professor de Sociologia do Trabalho na
Universidade La Sapienza de Roma e autor do livro O Ócio Criativo, que defende uma
abordagem mais lúdica do trabalho, apontou um ponto de convergência em todas as
religiões: em nenhuma delas se trabalha no Paraíso. "Tenha o Paraíso sido criado por Deus,
tenha sido inventado pelos homens, se o trabalho fosse um valor positivo, no Paraíso se
trabalharia", afirma. Ou seja, alguma coisa está errada, e não é de hoje.

Felizmente, nunca houve tantas ferramentas disponíveis para mudar o modo como
trabalhamos e, consequentemente, como vivemos. E as transformações estão acontecendo.
A crise despedaçou companhias gigantes tidas até então como modelos de administração.
Em vez de grandes conglomerados, o futuro será povoado de empresas menores reunidas
em torno de projetos em comum. Os próximos anos também vão consolidar mudanças que
vêm acontecendo há algum tempo: a busca pela qualidade de vida, a preocupação com o

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meio ambiente, e a vontade de nos realizarmos como pessoas também em nossos trabalhos.
"Falamos tanto em desperdício de recursos naturais e energia, mas e quanto ao desperdício
de talentos?", diz o filósofo e ensaísta suíço Alain de Botton em seu novo livro The Pleasures
and Sorrows of Works

19. “Esqueça os escritórios, os salários fixos e a aposentadoria. Em 2030, você


trabalhará em casa, seu chefe terá menos de 30 anos e será uma mulher.”

O fragmento parece se dirigir diretamente ao leitor do texto. Gramaticalmente, só NÃO


contribui para produzir esse efeito:

A) o modo verbal de “Esqueça”.

B) a pessoa do discurso a que se refere à forma verbal “Esqueça”.

C) a presença de um pronome de tratamento.

D) a presença de um pronome possessivo com referência extratextual.

E) o artigo indefinido “uma”.

20. Em “Dias atrás, ao listar meus 10 filmes favoritos, percebi ele que vinha em terceiro,
atrás de O último tango em Paris e Texas....”, a oração destacada expressa:

(A) condição.

(B) causa.

(C) concessão.

(D) tempo

(E) proporção.

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Gabarito:

1.c 11.d

2.b 12.d

3.b 13.a

4.e 14.e

5.b 15.e

6.b 16.c

7.b 17.b

8.b 18.b

9.a 19.e

10.a 20.d

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REDAÇÃO OFICIAL

1- Panorama da comunicação oficial

A finalidade da língua é comunicar, quer pela fala, quer pela escrita. Para que haja
comunicação, são necessários:

a) alguém que comunique;

b) algo a ser comunicado;

c) alguém que receba essa comunicação.

No caso da redação oficial, quem comunica é sempre o serviço público (este/esta ou


aquele/aquela Ministério, Secretaria, Departamento, Divisão, Serviço, Seção); o que se
comunica é sempre algum assunto relativo às atribuições do órgão que comunica; e o
destinatário dessa comunicação é o público, uma instituição privada ou outro órgão ou
entidade pública, do Poder Executivo ou dos outros Poderes. Além disso, deve-se considerar
a intenção do emissor e a finalidade do documento, para que o texto esteja adequado à
situação comunicativa.

A necessidade de empregar determinado nível de linguagem nos atos e nos expedientes


oficiais decorre, de um lado, do próprio caráter público desses atos e comunicações; de outro,
de sua finalidade. Os atos oficiais, aqui entendidos como atos de caráter normativo, ou
estabelecem regras para a conduta dos cidadãos, ou regulam o funcionamento dos órgãos e
entidades públicos, o que só é alcançado se, em sua elaboração, for empregada a linguagem
adequada. O mesmo se dá com os expedientes oficiais, cuja finalidade precípua é a de
informar com clareza e objetividade.

2 - O que é redação oficial

Em uma frase, pode-se dizer que redação oficial é a maneira pela qual o Poder Público redige
comunicações oficiais e atos normativos. Neste Manual, interessa-nos tratá-la do ponto de
vista da administração pública federal.

A redação oficial não é necessariamente árida e contrária à evolução da língua. É que sua
finalidade básica – comunicar com objetividade e máxima clareza – impõe certos parâmetros
ao uso que se faz da língua, de maneira diversa daquele da literatura, do texto jornalístico,
da correspondência particular etc.

Apresentadas essas características fundamentais da redação oficial, passemos à análise


pormenorizada de cada um de seus atributos.

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3 - Atributos da redação oficial

A redação oficial deve caracterizar-se por:

• clareza e precisão;

• objetividade;

• concisão;

• coesão e coerência;

• impessoalidade;

• formalidade e padronização; e

• uso da norma padrão da língua portuguesa.

Fundamentalmente, esses atributos decorrem da Constituição, que dispõe, no art. 37: “A


administração pública direta, indireta, de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do
Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade,
moralidade, publicidade e eficiência (...)”. Sendo a publicidade, a impessoalidade e a eficiência
princípios fundamentais de toda a administração pública, devem igualmente nortear a
elaboração dos atos e das comunicações oficiais.

3.1 Clareza e precisão

CLAREZA

A clareza deve ser a qualidade básica de todo texto oficial. Pode-se definir como claro aquele
texto que possibilita imediata compreensão pelo leitor. Não se concebe que um documento
oficial ou um ato normativo de qualquer natureza seja redigido de forma obscura, que
dificulte ou impossibilite sua compreensão. A transparência é requisito do próprio Estado de
Direito: é inaceitável que um texto oficial ou um ato normativo não seja entendido pelos
cidadãos. O princípio constitucional da publicidade não se esgota na mera publicação do
texto, estendendo-se, ainda, à necessidade de que o texto seja claro. Para a obtenção de
clareza, sugere-se:

a) utilizar palavras e expressões simples, em seu sentido comum, salvo quando o texto versar
sobre assunto técnico, hipótese em que se utilizará nomenclatura própria da área; b) usar
frases curtas, bem estruturadas; apresentar as orações na ordem direta e evitar intercalações
excessivas. Em certas ocasiões, para evitar ambiguidade, sugere-se a adoção da ordem
inversa da oração;

c) buscar a uniformidade do tempo verbal em todo o texto;

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d) não utilizar regionalismos e neologismos;

e) pontuar adequadamente o texto;

f) explicitar o significado da sigla na primeira referência a ela; e

g) utilizar palavras e expressões em outro idioma apenas quando indispensáveis, em razão


de serem designações ou expressões de uso já consagrado ou de não terem exata tradução.
Nesse caso, grafe-as em itálico, conforme orientações do subitem 10.2 deste Manual.

PRECISÃO

O atributo da precisão complementa a clareza e caracteriza-se por:

a) articulação da linguagem comum ou técnica para a perfeita compreensão da ideia


veiculada no texto;

b) manifestação do pensamento ou da ideia com as mesmas palavras, evitando o emprego


de sinonímia com propósito meramente estilístico; e

c) escolha de expressão ou palavra que não confira duplo sentido ao texto.

É indispensável, também, a releitura de todo o texto redigido. A ocorrência, em textos oficiais,


de trechos obscuros provém principalmente da falta da releitura, o que tornaria possível sua
correção. Na revisão de um expediente, deve-se avaliar se ele será de fácil compreensão por
seu destinatário. O que nos parece óbvio pode ser desconhecido por terceiros. O domínio
que adquirimos sobre certos assuntos, em decorrência de nossa experiência profissional,
muitas vezes, faz com que os tomemos como de conhecimento geral, o que nem sempre é
verdade. Explicite, desenvolva, esclareça, precise os termos técnicos, o significado das siglas
e das abreviações e os conceitos específicos que não possam ser dispensados.

A revisão atenta exige tempo. A pressa com que são elaboradas certas comunicações quase
sempre compromete sua clareza. “Não há assuntos urgentes, há assuntos atrasados”, diz a
máxima. Evite-se, pois, o atraso, com sua indesejável repercussão no texto redigido.

A clareza e a precisão não são atributos que se atinjam por si sós: elas dependem estritamente
das demais características da redação oficial, apresentadas a seguir.

3.2 Objetividade

Ser objetivo é ir diretamente ao assunto que se deseja abordar, sem voltas e sem
redundâncias. Para conseguir isso, é fundamental que o redator saiba de antemão qual é a
ideia principal e quais são as secundárias.

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Procure perceber certa hierarquia de ideias que existe em todo texto de alguma
complexidade: as fundamentais e as secundárias. Essas últimas podem esclarecer o sentido
daquelas, detalhá-las, exemplificá-las; mas existem também ideias secundárias que não
acrescentam informação alguma ao texto, nem têm maior relação com as fundamentais,
podendo, por isso, ser dispensadas, o que também proporcionará mais objetividade ao texto.

A objetividade conduz o leitor ao contato mais direto com o assunto e com as informações,
sem subterfúgios, sem excessos de palavras e de ideias. É errado supor que a objetividade
suprime a delicadeza de expressão ou torna o texto rude e grosseiro.

3.3 Concisão

A concisão é antes uma qualidade do que uma característica do texto oficial. Conciso é o
texto que consegue transmitir o máximo de informações com o mínimo de palavras. Não se
deve de forma alguma entendê-la como economia de pensamento, isto é, não se deve
eliminar passagens substanciais do texto com o único objetivo de reduzi-lo em tamanho.
Trata-se, exclusivamente, de excluir palavras inúteis, redundâncias e passagens que nada
acrescentem ao que já foi dito.

Detalhes irrelevantes são dispensáveis: o texto deve evitar caracterizações e comentários


supérfluos, adjetivos e advérbios inúteis, subordinação excessiva. A seguir, um exemplo de
período mal construído, prolixo:

Exemplo:

Apurado, com impressionante agilidade e precisão, naquela tarde de 2009, o resultado da


consulta à população acriana, verificou-se que a esmagadora e ampla maioria da população
daquele distante estado manifestou-se pela efusiva e indubitável rejeição da alteração
realizada pela Lei no 11.662/2008. Não satisfeita, inconformada e indignada, com a nova hora
legal vinculada ao terceiro fuso, a maioria da população do Acre demonstrou que a ela seria
melhor regressar ao quarto fuso, estando cinco horas a menos que em Greenwich.

Nesse texto, há vários detalhamentos desnecessários, abusou-se no emprego de adjetivos


(impressionante, esmagadora, ampla, inconformada, indignada), o que lhe confere carga
afetiva injustificável, sobretudo em texto oficial, que deve primar pela impessoalidade.
Eliminados os excessos, o período ganha concisão, harmonia e unidade:

O exemplo de período mal construído foi elaborado, para fins didáticos, a partir do exemplo
de período bem construído, por sua vez, extraído da Exposição de Motivos Interministerial
no 51/MCTI/MRE/MPOG, de 21 de dezembro de 2011 (BRASIL, 2011a).

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Exemplo:

Apurado o resultado da consulta à população acreana, verificou-se que a maioria da


população manifestou-se pela rejeição da alteração realizada pela Lei no 11.662/2008. Não
satisfeita com a nova hora legal vinculada ao terceiro fuso, a maioria da população do Acre
demonstrou que a ela seria melhor regressar ao quarto fuso, estando cinco horas menos que
em Greenwich.

3.4 Coesão e coerência

É indispensável que o texto tenha coesão e coerência. Tais atributos favorecem a conexão, a
ligação, a harmonia entre os elementos de um texto. Percebe-se que o texto tem coesão e
coerência quando se lê um texto e se verifica que as palavras, as frases e os parágrafos estão
entrelaçados, dando continuidade uns aos outros.

Alguns mecanismos que estabelecem a coesão e a coerência de um texto são: referência,


substituição, elipse e uso de conjunção.

A referência diz respeito aos termos que se relacionam a outros necessários à sua
interpretação. Esse mecanismo pode dar-se por retomada de um termo, relação com o que
é precedente no texto, ou por antecipação de um termo cuja interpretação dependa do que
se segue.

Exemplos:

O Deputado evitou a instalação da CPI da corrupção. Ele aguardou a decisão do Plenário.

O TCU apontou estas irregularidades: falta de assinatura e de identificação no documento.

A substituição é a colocação de um item lexical no lugar de outro(s) ou no lugar de uma


oração.

Exemplos:

O Presidente assinou o acordo. O Chefe do Poder Executivo federal propôs reduzir as


alíquotas.

O ofício está pronto. O documento trata da exoneração do servidor.

Os governadores decidiram acatar a decisão. Em seguida, os prefeitos fizeram o mesmo.

A elipse consiste na omissão de um termo recuperável pelo contexto.

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Exemplo:

O decreto regulamenta os casos gerais; a portaria, os particulares. (Na segunda oração, houve
a omissão do verbo “regulamenta”).

Outra estratégia para proporcionar coesão e coerência ao texto é utilizar conjunção para
estabelecer ligação entre orações, períodos ou parágrafos.

Exemplo:

O Embaixador compareceu à reunião, pois identificou o interesse de seu Governo pelo


assunto.

3.5 Impessoalidade

A impessoalidade decorre de princípio constitucional (Constituição, art. 37), e seu significado


remete a dois aspectos: o primeiro é a obrigatoriedade de que a administração pública
proceda de modo a não privilegiar ou prejudicar ninguém, de que o seu norte seja, sempre,
o interesse público; o segundo, a abstração da pessoalidade dos atos administrativos, pois,
apesar de a ação administrativa ser exercida por intermédio de seus servidores, é resultado
tão-somente da vontade estatal.

A redação oficial é elaborada sempre em nome do serviço público e sempre em atendimento


ao interesse geral dos cidadãos. Sendo assim, os assuntos objetos dos expedientes oficiais
não devem ser tratados de outra forma que não a estritamente impessoal.

Percebe-se, assim, que o tratamento impessoal que deve ser dado aos assuntos que constam
das comunicações oficiais decorre:

a) da ausência de impressões individuais de quem comunica: embora se trate, por exemplo,


de um expediente assinado por Chefe de determinada Seção, a comunicação é sempre feita
em nome do serviço público. Obtém-se, assim, uma desejável padronização, que permite que
as comunicações elaboradas em diferentes setores da administração pública guardem entre
si certa uniformidade;

b) da impessoalidade de quem recebe a comunicação: ela pode ser dirigida a um cidadão,


sempre concebido como público, ou a uma instituição privada, a outro órgão ou a outra
entidade pública. Em todos os casos, temos um destinatário concebido de forma homogênea
e impessoal; e

c) do caráter impessoal do próprio assunto tratado: se o universo temático das comunicações


oficiais se restringe a questões que dizem respeito ao interesse público, é natural não caber

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qualquer tom particular ou pessoal.

Não há lugar na redação oficial para impressões pessoais, como as que, por exemplo,
constam de uma carta a um amigo, ou de um artigo assinado de jornal, ou mesmo de um
texto literário. A redação oficial deve ser isenta da interferência da individualidade de quem
a elabora. A concisão, a clareza, a objetividade e a formalidade de que nos valemos para
elaborar os expedientes oficiais contribuem, ainda, para que seja alcançada a necessária
impessoalidade.

3.6 Formalidade e padronização

As comunicações administrativas devem ser sempre formais, isto é, obedecer a certas regras
de forma (BRASIL, 2015a). Isso é válido tanto para as comunicações feitas em meio eletrônico
(por exemplo, o e-mail , o documento gerado no SEI!, o documento em html etc.), quanto
para os eventuais documentos impressos.

É imperativa, ainda, certa formalidade de tratamento. Não se trata somente do correto


emprego deste ou daquele pronome de tratamento para uma autoridade de certo nível, mais
do que isso: a formalidade diz respeito à civilidade no próprio enfoque dado ao assunto do
qual cuida a comunicação.

A formalidade de tratamento vincula-se, também, à necessária uniformidade das


comunicações. Ora, se a administração pública federal é una, é natural que as comunicações
que expeça sigam o mesmo padrão. O estabelecimento desse padrão, uma das metas deste
Manual, exige que se atente para todas as características da redação oficial e que se cuide,
ainda, da apresentação dos textos.

A digitação sem erros, o uso de papéis uniformes para o texto definitivo, nas exceções em
que se fizer necessária a impressão, e a correta diagramação do texto são indispensáveis para
a padronização. Consulte o Capítulo II, “As comunicações oficiais”, a respeito de normas
específicas para cada tipo de expediente.

Em razão de seu caráter público e de sua finalidade, os atos normativos e os expedientes


oficiais requerem o uso do padrão culto do idioma, que acata os preceitos da gramática
formal e emprega um léxico compartilhado pelo conjunto dos usuários da lı́ngua. O uso do
padrão culto é, portanto, imprescindı́vel na redação oficial por estar acima das diferenças
lexicais, morfológicas ou sintáticas, regionais; dos modismos vocabulares e das
particularidades linguı́sticas.

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Recomendações:

• a lı́ngua culta é contra a pobreza de expressão e não contra a sua simplicidade;

• o uso do padrão culto não significa empregar a lı́ngua de modo rebuscado ou utilizar figuras
de linguagem próprias do estilo literário;

• a consulta ao dicionário e à gramática é imperativa na redação de um bom texto.

Pode-se concluir que não existe propriamente um padrão oficial de linguagem, o que há é o
uso da norma padrão nos atos e nas comunicações oficiais. É claro que haverá preferência
pelo uso de determinadas expressões, ou será obedecida certa tradição no emprego das
formas sintáticas, mas isso não implica, necessariamente, que se consagre a utilização de uma
forma de linguagem burocrática. O jargão burocrático, como todo jargão, deve ser evitado,
pois terá sempre sua compreensão limitada.

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