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Formação e Tipos de Solos e Rochas

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CURSO TÉCNICO EM EDIFICAÇÕES

Mecânica dos Solos

Apostila Mecânica dos Solos

Gustavo Moreira Santana

FOZ DO IGUAÇU
2022
Rochas - Aula 1

Contextualização

Formação dos Solos

O solo é o que sustenta a vida e todos os organismos terrestres dele


dependem de forma direta ou indireta. É um corpo natural que demora para nascer,
não se reproduz e “morre” com facilidade. O solo resulta da ação simultânea e
integrada do clima e organismos que atuam sobre um material de origem
(geralmente rocha), que ocupa determinada paisagem ou relevo, durante certo
período de tempo. Esses elementos (rocha, clima, organismo, relevo e tempo) são
chamados de fatores de formação do solo. Esses fatores são parte do meio
ambiente e atuam de forma conjunta. Durante seu desenvolvimento o solo sofre a
ação de diversos processos de formação como perdas, transformações, transportes
e adições. Esses processos são responsáveis pela transformação da rocha em solo,
diferenciando-se por características que diferem entre si na cor, espessura,
granulometria, conteúdo de matéria orgânica e nutrientes de plantas. Esses
processos (adições, perdas, transformações e transportes) são responsáveis pela
formação de todos os tipos de solos existentes. Considerando que todos os solos
são formados pela atuação desses processos, como se explica que na natureza
existem diversos tipos de solos? A explicação é que esses processos atuam com
diferentes intensidades de acordo com a variação nos fatores de formação. Dentre
os fatores que influenciam na formação do solo, estão:
● Material de Origem: influencia em diversos atributos e pode ser dividido
em dois grandes grupos: as rochas e os sedimentos. As principais
características das rochas que influenciam nos atributos do solo são:
composição química e mineralogia, cor e textura (Brady e Weil, 2013).
Dependendo do tipo de material de origem, os solos podem ser arenosos,
argilosos, férteis ou pobres. É importante salientar que uma mesma rocha
poderá originar solos muito diferentes, dependendo da variação dos
demais fatores de formação. Por exemplo, um granito, em região de clima
seco e quente, origina solos rasos e pedregosos em virtude da reduzida
quantidade de chuvas. Já, em clima úmido e quente, essa mesma rocha
dará origem a solos mais profundos, não-pedregosos e mais pobres.
● Clima: sua atuação está associada principalmente aos atributos
precipitação pluviométrica, as taxas de evaporação e a temperatura,
tendo em vista a influência dos mesmos no intemperismo e evolução dos
solos (Kämpf e Curi, 2012). A água fornecida pelas chuvas tem efeito
direto na formação do solo, pois através das reações de hidrólise, há a
alteração do material de origem e a remoção dos solutos originados na
reação. Além disso, a água atua na translocação, adição ou remoção de
materiais no interior do perfil do solo. Já a temperatura tem efeito indireto,
influenciando a velocidade das reações químicas e do intemperismo. Em
ambientes de clima tropical com altas taxas de precipitação pluviométrica
e altas temperaturas, o intemperismo é intenso (Fontes, 2012), sendo
formados solos profundos e de composição química e mineralógica
bastante alterada. Em regiões de clima frio e temperado, os solos tendem
a ser mais jovens, menos intemperizados e com horizontes superficiais
com teores de carbono orgânico mais elevados. Já em áreas em que as
taxas de evaporação excedem a precipitação pluviométrica pode ocorrer
a formação de solos salinos e/ou que apresentam elevados conteúdo de
sódio.
● Relevo: é considerado um importante fator na formação do solo, pois é
responsável pelo controle de toda dinâmica dos fluxos de água na
paisagem, como lixiviação de solutos, atuação de processos erosivos e
condições de drenagem (Anjos et al., 1998). A distância do lençol freático
e a declividade são as principais características que controlam esses
processos. Os pontos mais altos da paisagem devido ao distanciamento
do lençol freático possuem boas condições de drenagem e, quando
associados a baixas declividades, favorecem a maior infiltração da água.
Por outro lado, pontos de paisagem com boa drenagem, porém com
maiores declives, intensificam o escoamento superficial da água em
detrimento a infiltração, o que aumenta a taxa de erosão, promovendo o
rejuvenescimento do solo. Já os pontos mais baixos da paisagem, apesar
da menor declividade, estão mais próximos do lençol freático, sendo
normalmente mal ou muito mal drenados.
● Organismos: os organismos na formação do solo possuem relação
íntima com o fator clima, considerando a adaptabilidade da fauna e da
flora às condições de umidade e temperatura de um determinado
ambiente. A matéria orgânica adicionada ao solo pelos vegetais, seja
pelos resíduos de folhas ou de raízes e, sua decomposição pela ação da
fauna como formigas, minhocas e microrganismos, participa de diversos
processos no solo e influencia na agregação de partículas, na infiltração
da água, minimizando a erosão e, na retenção de nutrientes
fundamentais ao desenvolvimento das plantas (Pavinato e Resolem,
2008).
● Tempo: para a formação do solo, é necessário determinado tempo para
atuação dos processos que levam à sua formação. O tempo que um solo
leva para se formar depende do tipo de rocha, do clima e do relevo. Solos
desenvolvidos a partir de rochas mais fáceis de ser intemperizadas
formam-se mais rapidamente, em comparação com aqueles cujo material
de origem é uma rocha de difícil alteração. Por exemplo, os solos
derivados de quartzito demoram mais tempo para se formarem do que os
solos originados de diabásio (rocha rica em ferro), por ser o mineral
quartzo muito resistente ao intemperismo (alteração). Nos relevos mais
inclinados (morros, montanhas), o tempo necessário para formação de
um solo é muito mais longo, comparativamente aos relevos planos, uma
vez que, nos primeiros, a erosão natural é muito maior.

Rochas

Rocha é um agregado consolidado de um ou mais minerais, formada a partir


de processos geológicos e que podem ser classificadas de acordo com seu
processo de formação em Ígneas ou Magmáticas, Sedimentares e Metamórficas.
As Rochas Ígneas ou Magmáticas são formadas a partir da cristalização do
magma, que foi originado na litosfera. Tais rochas podem cristalizar tanto na
superfície, quanto em subsolo. A classificação das rochas ígneas se faz a partir do
ambiente em que o magma se cristaliza. Rochas Ígneas Intrusivas ou Plutônicas
(formadas a partir da cristalização lenta do magma em subsuperfície) e as Rochas
Ígneas Extrusivas ou Vulcânicas (formadas a partir da cristalização rápida do
magma quando chega à superfície da crosta terrestre como lava ou como material
piroclástico, que são fragmentos de rochas lançados ao ar durante a erupção
vulcânica).
Os materiais resultantes dos processos intempéricos e erosivos, sedimentos,
constituem a base para a formação das rochas sedimentares. Desta forma, as
Rochas Sedimentares são agregados consolidados de fragmentos de rochas
(ígneas, metamórficas ou sedimentares), como também de restos de organismos.
As rochas sedimentares constituem apenas 5% da camada exterior do planeta
Terra. As rochas sedimentares podem ser classificadas de acordo com a origem dos
sedimentos que as compõem em clásticas e químicas. As Clásticas são formadas a
partir da acumulação de materiais resultantes dos processos erosivos e
transportados na forma de partícula, e as Químicas correspondem aos materiais
produzidos por precipitação química, de origem inorgânica ou orgânica. Os
principais componentes das rochas sedimentares Clásticas são minerais de argila e
quartzo.. O tamanho das partículas é a característica principal que permite distinguir
os vários tipos de rochas sedimentares detríticas e pode ser usualmente relacionado
com a energia do meio de transporte dos sedimentos.
Metamorfismo são todas as modificações na assembleia mineral de uma
rocha, no estado sólido, que ocorrem no interior da crosta da Terra, como resultado
das mudanças na temperatura e pressão ou ação de fluidos hidrotermais. Os
processos metamórficos ocorrem, em geral, associados aos processos tectônicos.
Os locais mais importantes são as margens continentais convergentes, onde se
desenvolvem as grandes cadeias de montanhas, como os Andes, as Rochosas, os
Himalaias, os arcos de ilha, como o arquipélago do Japão. As rochas metamórficas
são constituintes predominantes nestas grandes estruturas lineares, na forma de
extensas faixas, denominadas cinturões metamórficos. Outros locais onde se
desenvolve o metamorfismo são as dorsais meso oceânicas, ao redor de corpos
ígneos plutônicos, ao longo de grande zonas de falha ou ainda nas crateras de
impactos de meteoritos. Os fatores que controlam os processos metamórficos são:
temperatura, pressão (litostática, dirigida, fluidos), presença de fluidos e tempo de
duração dos processos.

Fonte:
● Universidade Federal do Recôncavo da Bahia - Giselle Chagas Damasceno -
Especialização em Mineralogia e Meio Ambiente.
● Valmiqui Costa Lima e Marcelo Ricardo de Lima - Formação do Solo.
● Formação e Caracterização dos Solos - Universidade Federal Rural do Rio
de Janeiro Seropédica – RJ.
Solos
Formação dos solos - Aula 1
Profa Dra. Márcia Helena Beck

Porque se estuda a Terra?


• Curiosidade
em desvendar
os mistérios
da natureza.

Enigmas que o homem vem


tentando decifrar
O fator que impulsiona o
homem a conhecera Terra?

Necessidade do uso dos


materiais extraídos do subsolo
para atender suas necessidades
Crosta terrestre - seu conjunto, a
composição química da Terra (em massa) é
formada por:
• 34,6% de ferro;
• 29,5% de oxigênio;
• 15,2% de silício;
• 12,7% de magnésio;
• 2,4% de níquel;
• 1,9% de enxofre;
• 0,05% de titânio.

NÚCLEO - ferro e
níquel no estado
sólido ( raio 3.700
km)

MANTO - que possui 2.900 km de espessura


- material em estado pastoso, com
composição predominante de silício e
magnésio.
Movimentos do interior
da Terra
• Continentes se movem.
Acredita-se que há muitos
milhões de anos, todos
estavam unidos em um único
e gigantesco continente.

teoria chamada
de DERIVA
CONTINENTAL

DERIVA CONTINENTAL

+
EXPANSÃO DO FUNDO OCEÂNICO

=
nova teoria: TECTÔNICA DE PLACAS
FUMEGANTES NEGROS - nuvem de fluidos
hidrotermais de uma chaminé mineral - Cordilheira do
Meio Oceano - costa oeste do México. São comuns em
zonas de limites das placas.

NATIONAL GEOGRAPHIC, 2020.

• TECTÔNICA DE PLACA
• Superfície da Terra - dividida em placas
que se movimentam em diversas
direções, podendo chocar-se umas com
as outras.
• Quando se chocam, as rochas de suas
bordas enrugam-se e rompem-se
originando terremotos, dobramentos e
falhamentos.

Origem das grandes cadeias de montanhas


como os Andes, os Alpes e os Himalaias.

TORRES DEL PAINE - O nascer do sol


aquece o extremo sul dos Andes
Fonte:
[Link] .
Acesso em: 30/08/2012.

• Publicado no 'Geological Society of


America's Journal‘ 2016, os sete
continentes conhecidos dos geólogos
mais a Zelândia

[Link]
• Fenômeno causado pelo movimento de
placas é o vulcanismo - pela saída de
rochas fundidas.

• MAGMA - em regiões onde as placas se


chocam ou se afastam. Quando o magma
que atinge a superfície se acumula em
redor do ponto de saída, formam-se
VULCÕES
BRASIL - país situar-se distante de zona de
choque e de afastamento de placas.
ÍGNEAS : mantêm as marcas das condições
em que se formaram

Exemplo: Minerais bem cristalizados, de =


tamanho - indica que o magma se consolidou
no interior da Terra, dando tempo para os
minerais crescerem de modo uniforme. As
rochas ígneas que se consolidam no interior
da Terra chamam-se INTRUSIVAS ou
PLUTÔNICAS. Ex. granito

• EXTRUSIVAS ou
VULCÂNICAS:
minerais
encontrados na
rocha são muito
pequenos - nem
chegam a formar
cristais – significa
que o magma se
resfriou
subitamente. Ex.
basalto
Disponível em :
[Link] .
Acesso em: 30/08/2012.
• SEDIMENTARES: Elas se formam,
geralmente, na superfície, a t° e pressões
muito baixas, podem indicar os ambientes
nos quais elas foram depositadas.

arenitos - desertos ou praias

folhelhos– rochas argilosas folheadas – de


pântanos ou mares calmos e, os
conglomerados, de rios ou geleiras

• METAMÓRFICAS: formadas a partir de


modificações de rochas ígneas,
sedimentares ou metamórficas, pelo
aumento da temperatura e da pressão,
porém sem chegarem a se fundir.

• Isso ocorre, por exemplo, em regiões de


choque de placas, onde as rochas são
comprimidas
• ou em regiões em que massas de magma
entram em contato com outras rochas,
transformando-se por aquecimento.
GNAISSE: constituída por camadas ou
lentes escuras e claras. Apresenta
predominantemente os minerais quartzo e
feldspato;

XISTO :apresenta uma granulação mais


grossa de minerais que se orientam
paralelamente marcando uma estrutura
tipo "mil folhas" denominada xistosidade.

granito argila quartzo

gnaisses xisto quartzito


Disponível em :
[Link]/2012/06/[Link]. Acesso em
: 30/08/2012.

• O conhecimento geológico é
de grande importância para
prevenir a ocorrência de
problemas futuros, que poderão
afetar as obras e causar
acidentes, como deslizamentos
de terra e rocha, afundamento
de terrenos e enchentes.

DINÂMICA EXTERNA
Modificações da Superfície da Terra
• INTEMPERISMO : ação da água, dos
ventos, do calor e do frio sobre as rochas
provoca o seu desgaste e decomposição

agentes Esta
desintegração
químicos gera areias,
lamas e seixos,
físicos também
denominados
biológicos SEDIMENTOS
Atividade

A atividade desta aula será:

1-Dos elementos que compõe o planeta terra, os mais pesados (pesquisar


densidade na tabela periódica) encontram-se no núcleo. Quais são (se preciso usar
tabela periódica)?

2- Pesquise na internet um mineral, preferencialmente que tenha nos solos. Faça um


desenho e coloque sua fórmula química.

3- Entre os principais fatores de formação do solo, o principal é o:

a) relevo

b) tempo

c) seres vivos

d) clima

e) material original

4- Sobre o relevo como fator de formação do solo, assinale a alternativa correta:

a) Nas áreas planas, a formação do solo é influenciada pelo menor acúmulo de


água, o que ocasiona a redução da ação do intemperismo.

b) A drenagem da água nos solos de relevo inclinado é dificultada, o que ocasiona a


redução de ferro e o acúmulo de matéria orgânica.

c) Nas áreas em que o relevo apresenta maior declividade, a infiltração da água é


menor, o que provoca uma menor ação do intemperismo sobre a rocha-mãe.
d) A formação de solos rasos é uma característica das áreas planas, uma vez que
há uma remoção maior dos sedimentos na superfície do que nos solos de terreno
mais acidentado.

e) Os solos originados em relevo com maior inclinação ou em relevo plano recebem


de forma idêntica a radiação solar, não havendo nesse quesito distinção em relação
à formação do solo.
Aula 2 - Intemperismo

Contextualização

A Terra é um planeta “rochoso”, ou seja, é constituída primordialmente por


rochas. Podemos dizer que a Terra é uma “grande pedra”! O intemperismo consiste
na transformação das rochas em materiais mais estáveis em condições
físico-químicas diferentes daquelas em que se originaram. A natureza e efetividade
dos processos de intemperismo dependem principalmente de três grupos de
variáveis: condições climáticas, propriedades dos materiais e variáveis locais
(vegetação, vida animal, lençol freático, etc.). O intemperismo pode ser causado por
processos físicos (desgaste e/ou desintegração), químicos (decomposição) e
biológicos. Os processos de desagregação e decomposição das rochas por
intemperismo ocorrem na superfície dos continentes, na interação entre
litosfera-atmosfera-hidrosfera-biosfera, transformando as rochas duras em materiais
móveis, inconsolidados, que podem ser erodidos, transportados e depositados em
zonas mais baixas. Antes da erosão, os materiais intemperizados são geralmente
submetidos a processos de reorganização, em profunda interação com a biosfera,
formando os solos. Os materiais intemperizados, os solos e os sedimentos
constituem as chamadas formações superficiais. Os minerais componentes dessas
formações são tanto minerais que já existiam nas rochas, antes de serem
desagregadas e decompostas pelo intemperismo, quanto minerais novos, formados
durante o processo de intemperismo, típicos desta situação. Os materiais formados
por intemperismo e por pedogênese podem constituir recursos minerais, o que é
comum no clima tropical, com a formação de concentrações de ferro, de alumínio e
de outros recursos. Por outro lado, também são recursos do ponto de vista de sua
utilização como substrato e para a agricultura ou, ainda, como material de
construção nas obras de engenharia civil.
As transformações simplesmente mecânicas (fragmentação das rochas e dos
grãos minerais) são denominadas intemperismo físico e ocorrem basicamente por
adaptações a variações de temperatura e de pressão. Entre os mecanismos mais
comuns de intemperismo físico está a variação diuturna e sazonal da temperatura,
que provoca contração e expansão diferencial dos grãos, essa variação provoca
tensões entre os grãos, que acabam por se deslocar e se fragmentar. A cristalização
de gelo e de sais em fissuras também tem efeito semelhante. Ao crescerem cristais
(tanto de gelo como de sais) nos espaços intergranulares dentro da rocha, as
paredes são pressionadas e o resultado também é o descolamento e fraturamento
dos grãos. Este mecanismo com gelo é comum nos climas em que a água ocorre
tanto no estado líquido quanto no estado sólido. A presença de raízes também pode
fragmentar as rochas, seu crescimento lento, porém contínuo, também pressiona a
estrutura organizada da rocha, desagregando-a, do mesmo modo como fragmenta
calçadas, muros e construções, numa outra escala de atuação, interagindo com as
construções humanas, geralmente mais frágeis que as rochas. Este tipo
especificamente pode ser chamado intemperismo físico-biológico.
Todos os mecanismos descritos de fragmentação e desagregação do
intemperismo resultam na entrada da água da chuva na rocha, a presença da água
no estado líquido, em contato com as rochas promove reações químicas, a cujo
conjunto se dá o nome de intemperismo químico. A decomposição dos minerais
primários das rochas resulta da ação separada ou simultânea de vários processos
químicos: hidrólise, oxidação, hidratação, carbonatação e dissolução:
● Hidrólise: a hidrólise é a mais importante reação de intemperismo nos
climas tropicais. Esta reação destrói a estrutura do mineral, ou seja, quebra
as ligações químicas entre os elementos químicos que constituem cada
mineral atingido e os libera nas águas, em forma de cátions e ânions. É uma
reação química entre os íons H+ e OH- da água e os íons do mineral.
● Oxidação: consiste na mudança do estado de oxidação de um elemento,
normalmente através da reação com o oxigênio. Essa reação produz a
destruição da estrutura cristalina do mineral, afetando rochas cujos minerais
contém ferro ferroso (Fe2+ que se oxida em ferro férrico Fe3+). Diz-se que
tais rochas enferrujam na presença de umidade, já que a reação é
acompanhada por uma mudança de cor para avermelhado ou amarelado
nas superfícies alteradas.
● Hidratação: refere-se à entrada de água na estrutura de um mineral,
enfraquecendo o mesmo e podendo formar um outro mineral com
características distintas.
● Carbonatação: é a reação de íons hidrogenocarbonatos com íons dos
minerais, consistindo em uma modalidade de hidrólise. A água da chuva
dissolve algum CO2 da atmosfera. Uma pequena parte desse CO2 se
combina com a água formando ácido carbônico, que se encontra sempre
dissociado.
● Dissolução: consiste da solubilização direta de alguns minerais por ácidos.
Os carbonatos são minerais muito susceptíveis a este tipo de reação. Em se
tratando de água pura, a dissolução dos carbonatos é mínima.
O intemperismo biológico é o processo de intemperismo de rochas por ação
de organismos. São processos de natureza física causados por organismos, entre
outros, a pressão de crescimento de raízes, no caso destas estarem ocupando
fendas de rochas. Como, também animais escavadores têm papel importante ao
facilitar a remoção de materiais. Os primeiros estágios de decomposição biológica
de rochas são associados corn microrganismos (fungos e bactérias) que "preparam"
a rocha para o ataque químico seguinte promovido por liquens, algas e musgos,
sendo os últimos estágios associados com os vegetais superiores. Os restos
orgânicos de animais e plantas são atacados por microrganismos, sendo que, na
ausência de oxigênio aqueles vão constituir um complexo orgânico conhecido como
húmus. O húmus vai atuar como um ácido fraco favorecendo a decomposição de
silicatos, deslocando cátions destes. Entretanto, são muito mais importantes os
processos de natureza química, onde vegetais superiores promovem a dissolução
química das rochas através de substâncias ácidas produzidas pelas suas raízes e
assimilam elementos tais como K, Na, Ca, AI, Fe, etc. existentes nos minerais de
rochas.
Fonte:
● INTEMPERISMO E PEDOGÊNESE - Maria Cristina Motta de Toledo
● INTEMPERISMO - Pedologia - UFPR
AULA II

Formação dos solos


Intemperismos

M.O

rocha ou material de origem


ação dos organismos vivos
SOLO clima
relevo
tempo
Origem e formação dos Solos

química
Solos Intemperismo
físico ou
mecânico

Mecânica agentes de água, temperatura,


vegetação e vento pedregulhos e areias (solos de
partículas grossas), siltes (partículas intermediárias), e em
condições especiais (partículas finas)
Minerais
• Nos solos residuais os minerais
encontrados são os mesmos das rochas
de origem (minerais primários), além de
outros que se formam na decomposição
(minerais secundários)

COMPOSIÇÃO QUÍMICA DOS


SOLOS - Minerais
Silicatos – feldspato, mica, quartzo,
serpentina, clorita, talco;
Óxidos – hematita, magnetita, limonita;
Carbonatos – calcita, dolomita;
Sulfatos – gesso, anidrita.
COMPOSIÇÃO MINERALÓGICA
DOS SOLOS
Feldspatos - silicatos duplos de Al e de um
metal alcalino ou alcalino-terroso (K, Na
ou Ca) – principais: ortoclasita, anortita,
albita), combinação da anortita e albita –
plagioclásios.
Micas - ortossilicatos de Al, Mg, K, Na ou Li
e mais raramente Mn e Cr – principais:
muscovita (mica branca) e a biotita (mica
preta)

COMPOSIÇÃO MINERALÓGICA
DOS SOLOS
Quartzo – mais importante dos minerais do
grupo dos silicatos. Sua composição
química é SiO2, sílica cristalina pura.

COMPOSIÇÃO MINERALÓGICA
DOS SOLOS
• minerais resistentes ao intemperismo. Ex:
quartzo (SiO2);

• minerais intemperizáveis em diferentes


graus de alteraçã[Link]: feldspatos, micas;

• minerais secundários → originados do


intemperismo. Ex: argilominerais
Resumindo
Partículas de areia e silte são
constituidos principalmente por
materiais derivados de minerais
primários, enquanto que as argilas são
constituídas de minerais secundários
não importando se são solos residuais
ou transportados.

ARGILOMINERAIS
• Principais formadores da fração fina dos
solos (φ < 2μm – fração argilosa);
• Determinantes das propriedades plásticas
e de coesão dos solos;
• Outros constituintes da fração fina: sílica
coloidal, microcristais de quartzo,
microgrãos de óxidos de Fe, e Al e
matéria orgânica;
Todos os minerais de argila
têm estrutura foliada como as
micas, se caracterizam por
apresentar forma laminar ou
achatado, exibindo estruturas
internas dos chamados
filossilicatos (do grego
phyllon = folha).

Filossilicatos

Vertissolo.
Atividade

1- O que é um mineral?

2- Quais são os tipos de intemperismos? Explique como cada um ocorre.

3- Qual a diferença entre rochas intrusivas e extrusivas? Cite um exemplo de rocha


intrusiva e outra extrusiva.

4- Qual o tamanho das areias, siltes e argilas? Que tipo de intemperismo sofre as
argilas? E os siltes? E as e areias?
5- Quais os minerais mais comuns nas argilas, nos siltes e nas areias?
Solos e Meio Ambiente

Contextualização

O solo é um componente do meio ambiente que suporta as ações humanas e


naturais que ocorrem na superfície do Planeta (Santos, 2011). Atua no
armazenamento e qualidade da água (Brefin, 2009), e do ar, estando presente no
ciclo de todos os nutrientes, e interagindo com todos os seres vivos, uma vez que
todos os nutrientes que as plantas absorvem e que são utilizados por nós e por
outros os seres, têm em algum período de seu ciclo, uma passagem pelo solo (Motta
& Barcellos, 2007). Existem vários fatores econômicos, culturais e sociais
associados à degradação do solo. Porém um dos aspectos que contribui para a
degradação dos solos é o desconhecimento sobre este componente do ambiente, e
sua importância. Por outro lado, a conservação do solo pode ser estimulada com o
acesso ao conhecimento sobre este componente ambiental, e sua importância. O
solo é formado por matéria orgânica e mineral (fração sólida), solução do solo
(fração líquida) e ar do solo (fração gasosa). A matéria orgânica do solo pode ser
dividida em viva e morta. A matéria orgânica orgânica fresca (adicionada por animais
e vegetais) é decomposta pelos organismos do solo, liberando CO2, H2O, íons e
energia, e formando húmus como resíduo deste processo.
O que é preciso saber para instalar uma obra? Dentre os tópicos pedidos
nesta aula, estão:
● Profundidade: está relacionada com o tempo, além da atuação de
fatores como clima e organismos, pois a sua formação se faz em um
processo lento, porém contínuo.
● Capacidade de retenção: a capacidade de armazenamento de água que
o solo possui, sendo baseada na relação entre a sucção e umidade
volumétrica.
● Permeabilidade: é a facilidade que um solo oferece para a passagem de
um líquido. É essencial para determinar a qualidade do solo.
● Consistência: pode ser sólida, semi-sólida, plástica ou líquida. Existem
valores de teor de umidade que separam um estado de consistência de
outro, são os limites de consistência. Diferencia a adesão e coesão de
partículas do solo.
● Aptidão do solo: o quanto aquele solo pode se adaptar para a obra que
vai ser instalada.
Fonte:
● “O Solo e o Meio Ambiente” – Prof. Dr. Marcelo Ricardo de Lima
● UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ SETOR DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
DEPARTAMENTO DE SOLOS E ENGENHARIA AGRÍCOLA PROJETO DE
EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA SOLO NA ESCOLA - O SOLO NO MEIO
AMBIENTE: Abordagem para professores do ensino fundamental e médio e
para alunos do ensino médio.
Solos Aula 3

Solos e Meio ambiente


Em meio à pandemia, o
desmatamento dispara na
Amazônia

[Link]
amazonia/. Publicado em 30 abr 2020
Impunidade impulsiona
desmatamento ilegal em MT

[Link]/2019/12/impunidade-impulsiona-desmatamento-ilegal-em-mt. Acesso em:


16/10/2020
O que precisa saber para
instalar uma obra
• Profundidade;

• Capacidade de retenção;

• Permeabilidade;

• Consistência;

O que precisa saber para


instalar uma obra

• Aptidão do solo
– Perfil e seqüência de horizontes;
– Profundidade;
– Textura;
– Drenagem;
– CTC;

Perfil típico de solo residual


Exemplos de solos coluvionares (tálus)
encontrados na Chapada Diamantina

Solo sedimentar

Composição dos solos

Composição de um Latossolo- Horizonte A

M.O.= 3%

Minerais= 35% Ar = 30%

Água = 32%
Composição de um Latossolo Compactado

Principais
Minerais dos
Latossolos:
Caulinita Minerais= 62%
(óxido de Fe e
Al), hematita M.O.= 3%
(Fe2O3) e Ar = 5%
Goethita
Água = 31%
(FeOOH)

Um grão visível
a olho nu em
geral tem origem
de Mecânica
natureza

Grãos de tamanhos
menores natureza
de origem, química
(silicatos, óxidos e carbonatos)

Partículas presentes nas frações argilosas têm


menores dimensões

Maioria com gênese de natureza química e


formato lamelar

Principais minerais argílicos: são as


caulinitas, as goethita e hematita
Solo considerado fino
dimensões menores que

0,074mm 0,06mm
(DNER) (ABNT)

Escala granulométrica da ABNT


NBR 6502 de 1995
Atividade

Solos e Meio ambiente

1- O que se precisa conhecer para se instalar uma obra?

2- Usando sua imaginação faça um desenho esquemático de todos os componentes


do solo.

3- É possível encontrar argilas em desertos? Sim ou não e por que.

4- Como pode ser as estruturas das argilas?

5- O que é uma Escala granulométrica? Para que serve?


5- Determine pelo diagrama trilinear qual tipo de solo é:

Solo - Areia: 62;

Silte: 12;

Argila: 26;
6- No diagrama trilinear abaixo, determine,aproximadamente as frações de argila,
silte e areia:

Solo - Areia: ____

Silte: ____

Argila: ____
7 - Determine pelo diagrama trilinear quais tipos de solo são:

Solo 1- Areia: 55; Silte: 10; Argila: 35;

Solo 2- Areia: 10; Silte: 22; Argila: 68;

Solo 3- Areia: 70; Silte: 10; Argila: 20;


AULA DE LABORATÓRIO 1 – INDICES FISICOS - POP
Profa: Márcia Helena Beck
Alunos:__________________________________________________________________________

1. Ensaio: Densidade de sólidos – Método da imersão em água


Procedimento.
O objetivo desta experiência consiste em diferenciar o tipo de material que compõe objetos sólidos pela
determinação de sua densidade. A densidade de um sólido não pode ser obtida a partir de uma medida
direta. É preciso medir a massa e o volume do objeto para em seguida calcular a sua densidade.
A densidade de um sólido é definida por:
D=m/V
Onde m é a massa do sólido e
V é o seu volume.
2. Equipamentos Utilizados:
Balança com sensibilidade de 0,1 g;
- Proveta de 1000 mL
- Materiais diversos (vidro, granito, mármore, tijolo...)
- Linha ou barbante;
3. Equipamentos de proteção individual:
Jaleco, calças compridas, botas ou tênis, boné, máscara...
4. Procedimentos de ensaios
- Pesar os materiais me gramas (lembre-se que o tijolo é poroso e absorve água, portanto cada dupla
deve ter o seu pedaço de tijolo cerâmico);
- Mergulhar os materiais (amarrados com barbante) na proveta com água (colocar exatamente 500 mL na
proveta;
- Verificar volume de água deslocado (cada mL equivale a 1 cm3);
- Anotar
5. Resultados:

Material Massa (g) Volume Densidade: D=m/V Valores da literatura (citar o


deslocado (mL) autor e ano)
Granito
Mármore
Basalto
Vidro
Xisto
Material
escolhido

6. Discussão e Conclusão
Conclua se seus resultados estão de acordo com a literatura
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Índices físicos

Contextualização

O solo, material natural e com propriedades variadas, possui constituição


complexa. Basicamente, sua estrutura é constituída por três fases: a fase sólida, a
fase ar e a fase líquida. A fase sólida é composta pelas partículas, enquanto as duas
últimas são comumente denominadas como vazios. Os vazios do solo podem,
portanto, estar preenchidos por água ou por ar. De modo a se conhecer melhor o
estado natural do solo, as relações entre as três fases em termos de pesos e
volumes é essencial. Estas formulações, denominadas Índices Físicos ou
Propriedades Índice, possuem grande importância na compreensão das
características dos solos analisados para fins de estudo sobre solos. Dentre as
características que definem o solo estão:
● Grau de saturação/aeração: é a relação entre a quantidade de água e o
volume de vazios, por exemplo: se choveu muito, o volume de vazios terá
mais água e menos ar, no caso de uma estiagem (seca), o contrário
acontecerá, o volume de vazio terá mais ar e menos água.
● Índice de vazios: é uma das propriedades mais importantes do solo,
especialmente no estudo de sua compressibilidade e colapsibilidade. Por
definição, é a razão entre o volume de vazios e o volume de sólidos em
uma massa de solo.
● Porosidade: é a relação entre o volume de vazios e o volume total da
amostra de solo. Desta forma, é possível verificar quanta água fica retida
naquele espaço e qual o período em que ela permanece por lá. Esta
característica é fundamental para saber se o solo é útil para uma
infinidade de plantios.
● Densidade: é um dos mais importantes índices a serem definidos .A
densidade do solo é definida como sendo a relação existente entre a
massa de uma amostra de solo seca a 105ºC e a soma dos volumes
ocupados pelas partículas e pelos poros. Quanto mais elevada for a
densidade do solo, maior será sua compactação e a estrutura degradada,
menor sua porosidade total e, consequentemente, maiores serão as
restrições para o crescimento do sistema radicular e desenvolvimento das
plantas.
● Fórmulas: densidade do solo: Mseca/Vtotal. Densidade das partículas:
Mseca(sólidos/partículas)/Volume(sólidos/partículas).
Fonte:
● PROPRIEDADES E ÍNDICES FÍSICOS DE SOLOS - GEGEO UFPR
● ÍNDICES FÍSICOS DOS SOLOS - João Baptista Noqueira
AULA SOLOS 4

Índices Físicos do Solo

ÍNDICES FÍSICOS

Vt = Var (gasososa) + Vw (água/líquido) + Vsólidos


Mt = Mar (= 0 o ar não tem massa) + Mw + Msólidos

Teor de umidade (h )
É razão entre a massa da água (Mw) contida em
um certo volume de solo e a massa da parte
sólida (Ms) existente nesse mesmo volume,
expressa em porcentagem

w = ((Mw / Ms)*100 = resultados em (%)


Ou
w= ((Múmida +Mseca)/Mseca)*100 = resultados
em (%)
Dsolo = Massa Total (g/cm3)

Volume total

Dpart. = Massa do solo seco (g)


Vol. das partículas (cm3)

Resultado em g/cm3

Porosidade do solo
Índice de vazios (adimensional)

Grau de Saturação (%)

S= Vw *100
Vvazios/poros
Resultado em %

Grau de Aeração (%)

A= Var *100
Vvazios/poros
Resultado em %
Atividade

Índices físicos

1- A equipe de engenharia do IFPR, ao analisar uma amostra de solo de onde será


implantado um novo campus, percebeu que o volume total de 900 cm³ apresenta um
volume de vazios de 225 cm³. De acordo com essa amostra, a porosidade do solo é
de:

2- Uma amostra de areia totalmente seca enche um cilindro de metal de 200 cm3 e
pesa 260 g. Tendo−se Dsolidos ou partículas (s/p) = 2,6g/cm3 calcule o seu índice
de vazios e sua porosidade.

3 -Uma amostra de areia no estado natural pesa 875g e o seu volume é igual a
512cm3 . Seu peso seco é 803g e a densidade das partículas é 2,6 g/cm3 .
Determine: 3.1 - Índice de vazios; 3.2- Porosidade; 3.3- Teor de umidade.
4 -Uma amostra de solo úmido, com volume de 598 cm3, apresentou massa de
1.010 g, que passou para 918 g após secagem em estufa a 105 ºC. Sabendo que
densidade dos sólidos ou partículas é igual a 2,6 g/cm³, a densidade do solo e a
porosidade desta amostra, respectivamente, são iguais a:

5- Uma amostra de solo úmido, com volume de 600 cm3 , apresentou massa de
1.000 g, que passou para 900 g após secagem em estufa a 105 ºC. Sabendo que a
densidade dos sólidos ou partículas é igual a 2,6 g/cm³, Determine o grau saturação
da amostra.
AULA DE LABORATÓRIO 2 – INDICES FISICOS - POP

Profa: Márcia Helena Beck

Alunos:__________________________________________________________________________

1. Ensaio: Determinação da umidade do solo por secagem em estufa

Equipamentos Utilizados:

Balança com sensibilidade de 0,1 g;

- Graal com almofariz;

- Cadinho de alumínio:

2. Equipamentos de proteção individual:

Jaleco, calças compridas, botas ou tênis.

3. Procedimentos de ensaios

- Moer o solo retirando todos os torrões;

- Peneirar em peneira de malha 2 mm (peneira 10) todo o solo estocar;

- Pesar as cápsulas de alumínio (fazer em triplicata, anotar);

- Pesar uma amostra de solo seco ao ar TFSA – terra fina seca ao ar (aprox. 55 g);

- Colocar a cápsula na estufa, a temperatura de 105 – 100 ºC, durante 24 horas ou até massa constante;

- Após, retirar a amostra da estufa e pesar;


4. Resultados:

A umidade superficial do solo (w) é dada pela expressão:


W = ((Mumida – Mseca) /Mseca) x100% (resultado em percentual)

w= teor de umidade

Realizar 3 determinações para o mesmo solo, colhidos ao mesmo tempo.

- Os resultados não devem diferir entre si de mais do que 0,5 %

Repetição 1 Repetição 2 Repetição 3


Massa Úmida (g) Pesar Pesar Pesar
Massa seca (g)
Umidade (%)

Soma as 3 (se não houver diferença maior que 5%) divide por 3. Se houver diferença (maior que 5%) retira-se o valor
e some-se e divide-se por 2
5. Discussão e Conclusão

Para você escrever a conclusão pense nas seguintes perguntas:

- Houve diferenças entre os valores encontrados?


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- Qual a importância de se determinar a umidade do solo?

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AULA DE LABORATÓRIO 3 – INDICES FISICOS - POP
Profa: Márcia Helena Beck
Alunos:__________________________________________________________________________
Ensaios: Amostragem de solo - amostra deformada e indeformada
Método do anel volumétrico

1- Introdução:
A amostragem do solo é o início de qualquer investigação para determinação das características
físicas e químicas de um solo. O procedimento pode ser diferente dependendo do fim a que
destina a amostra. Nesta aula prática serão retirados dois tipos de amostra: deformadas e
indeformadas.
2- Equipamentos de proteção individual:
Jaleco, calças compridas, botas ou tênis, boné.
3- Materiais:
Por grupo de 4 alunos (total 10 grupos)
- Pá e enchada;
- Bandeja metálica de 50 x 30 x 5 cm;
- Anel volumétroco 2 por grupo;
- Espátula;
- Estufa;
- Balança de precisão (200g);
- Cadinhos de alumínio;

4- Método ou procedimento:
Serão retirados três tipos de amostra:
Amostra 1: Solo solta 10 kg em bandeja metálica (amostra de solo deformada);
Amostra 2: Dois torrões de aproximadamente 3 cm de diâmetro (amostra de solo indeformada
método do torrão parafinado);
Amostra 3: Uma amostra no cilindro volumétrico (amostra de solo indeformada);
i) Pesar os anéis volumétricos com fundo e tampa anotar e identificar;
ii) Nos locais indicados do Campus (ver estacas com marcação) procurara o número do seu grupo
no POP = Grupo ______ ;
iii) Abrir uma vala de aproximadamente 35 x35 x 15 cm (largura x comprimento x altura), descartar
o material dos 15 cm ou até encontrar solo firme;
iv) Escolher, do solo abaixo dos 15 cm, 2 torrões de aproximadamente 3cm de diâmetro;
v) A partir deste este ponto retirar 10 kg de solo por grupo de 4 alunos, acondicionar em bandeja
metálica, espalhar e destorroar os torrões existentes manualmente;
vi) Colocar no fundo da vala dois cilindros de aço inoxidável (anel de Kopeck, 1979) com a borda
cortante para baixo;
vii) Acoplar o castelo sobre o cilindro;
viii) Dar pancadas com o martelo de borracha até completa penetração do cilindro no solo;
ix) Retirara a amostra do solo (se necessário escavar em volta para facilitar a retirada e cortar com
a espátula o solo em excesso);
x) Pesar e anotar (Amostras 2 e 3)
xi) Colocar as amostras 2 e 3 em estufa a 105° C até massa constante;
xii) A bandeja com a amostra de solo deformada deve ser deixada em local ventilado e seco até
completa dessecação ao ar;

5- Resultados
V = π (D2/4).h
Onde:
Vt= volume do cilindro (cm3)
D= Diâmetro interno do cilindro (cm)
h = Altura do cilindro (cm)
π = 3,1416
Mt = Msolo seco + Mw
Vt = Var/vazios/poros + Vw + Vsolo seco
Dsolo = Msolo seco / Volume total do anel
Mw = Massa de solo úmido – Massa de solo seco

Umidade = w% = ((Massa de solo úmido – Massa solo seco)/ Massa solo seco) .100 = (%)

Densidade da água = Dw = 1 g/cm3


Volume de água = Mw/Dw (g/cm3)
Amostra 1 (anel)
Massa do anel com fundo (g)
Massa do anel mais solo úmido (g)
Massa do anel mais solo seco (g)
Massa de solo seco (M solo) (g)
Massa de água (Mw) (g)
Volume de água (Vw) (cm3)
Volume do anel volumétrico (Vt) (cm3) Vt = Ab x h = pi x r2 x h
Umidade (w%) W = (Múmida - Mseca) / Mseca))x100%
Volume de vazios (Vv) (cm3) Vv/p = Var +Vw (precisa achar o Var - ver
quadro)
Grau de Saturação (S) (%) S= (Vw / Vv/p) x100%
Grau de aeração (A) (%) A= (Var/ Vv/p) x100%
Porosidade (n) (%) N=(Vv/p / Vt)X100%
Índice de vazios (adimensional) e= Vv/p / Vs/p (adimensional)
Densidade do solo (D solo) (g/cm3) Dsolos=Ms/p / Vt

4) Discussão e Conclusão
Para você escrever a conclusão pense nas seguintes perguntas:
-Seus resultados da densidade do solo (Dsolo se assemelha a outros autores para solos argilosos,
especificamente Latossolo da região)? Cite os autores e valores que encontrou na literatura.
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AULA DE LABORATÓRIO 4 – INDICES FISICOS - POP
Profa: Márcia Helena Beck
Alunos:__________________________________________________________________________

Ensaios: Método do torrão parafinado


1. Introdução:
Um dos métodos utilizado para a determinação da densidade do solo é o método do torrão parafinado (MTP), que
consiste na coleta de torrões de volume variável e impermeabilizado em parafina líquida. O volume dos torrões é
determinado pelo volume de água deslocado pelos mesmos quando imersos em água (KIEHL, 1979)

2. Equipamentos de proteção individual:


Jaleco, calças compridas, botas ou tênis, boné.

3. Material
Parafina, bécker, estilete, linha, balança, pissete, torrão de solo, solo.
4. Determinação da porosidade pelo método do torrão parafinado
Impermeabilização de um torrão, feita com parafina fundida, de maneira a permitir mergulhá-lo em água e determinar
seu volume.

Procedimento:
1. Pesar o torrão ou conglomerado de 3 a 5 cm de diâmetro, antes após serem colocados em estufa (Ms/p).

2. Mergulhar o torrão em parafina fundida (60 – 65ºC), até que se obtenha uma perfeita impermeabilização.

3. Pesar o torrão depois de impermeabilizado e frio (Mt).

4. Amarrar com linha o torrão parafinado e introduzir o torrão parafinado em becker contendo água. Assim,
obtém-se o Volume deslocado do torrão impermeabilizado mergulhado em água.

5. Determinar a Mw (massa de água) pesar o torrão antes e após estufa Mw=Múmida - Mseca

Cálculo:

Mt = (Mar = 0) + Mw + Mpartículas/sólidos + Mparafina;


Vt = Var + Vw + Vpartículas/sólidos + Vparafina
Vs/p = Ms/p / Ds/p (densidade dos sólidos ou partículas determinados no experimento do balão a ser
feito ou usar provisoriamente 2,8 g/cm3)
Sabe-se que a parafina tem densidade de Dparafina = 0,9 g/cm3
e que: Dparafina = Mparafina/Vparafina por similaridade sabemos: Vparafifina = Mparafiva/Dparafina
Dsolo = Mt/Vt (lembrar que tem que na natureza não existe parafina, é um artifício de laboratório)
portanto substrair Mparafina e Vparafina
Vsolo= Vde água deslocada – Vparafina – Var- Vw
Msolo= Ms/p (estamos supondo que o torrão está seco).
Vv (volume de vazios/poros) = Var + Vw
5. Resultados:
Método do Torrão Parafinado
Torrão 1 Média
Massa do solo úmido (Mt sem parafina) Medido na balança
(g)
Massa de solo seco (M solo) (g) Medido na balança
Massa de água (g) Mumida – M seca
Massa de parafina (g) Mc/paraf. - M seca
Volume de água deslocado na proveta Medir na proveta
(ml)
Volume de água (Vw) (cm 3) Vw=Mw/Dw
Umidade (w%) W = (Múmida - Mseca) / Mseca))x100%
Volume de vazios (Vv/p) (cm3) Vv/p = Var +Vw (precisa achar o Var - ver
quadro)
Grau de Saturação (S) (%) S= (Vw / Vv/p) x100%
Grau de aeração (A) (%) A= (Var/ Vv/p) x100%
Porosidade (n) (%) N=(Vv/p / Vt)X100%
Indice de vazios (e) adimensional e= Vv/p / Vs/p (adimensional)
Densidade do solo (D solo) (g/cm3)
Dsolos=Ms/p / Vt
Determine com as fórmulas do seu caderno os seguintes índices físicos do solo:
S %= GRAU DE SATURAÇÃO
A% = GRAU DE AERAÇÃO
n %= POROSIDADE
e = ÍNDICE DE VAZIOS
Densidade do solo ou aparente = Dsolo
Densidade dos sólidos ou partículas = Dp/s
6. Discussão e Conclusão
Resumo os resultados
Dados dos ensaios
Amostra 1 Valores da Amostra 2 (média Valores da
(anel) Literatura dos torrão) Literatura
Massa do anel com fundo ------------------- -----------------
(g)
Massa do anel mais solo -------------------- -----------------
úmido (g)
Massa do anel mais solo -------------------- -----------------
seco (g)
Massa de solo seco (M solo) ----------------- -----------------
(g)
Massa de água (Mw) (g) ------------------ -----------------
Volume de água (Vw) (cm 3) ------------------- -----------------
Volume do anel volumétrico ------------------- -----------------
(Vt) (cm3)
Umidade (w%) -----------------
Volume de vazios (Vv) (cm 3) -------------------- -----------------
Grau de Saturação (S) ----------------- -----------------
Grau de aeração (A) (%)(%) ----------------- -----------------
Porosidade (n) (%)
Índice de vazios
(adimensional)
Densidade do solo (D solo)
(g/cm3)

Para você escrever a conclusão pense nas seguintes perguntas:


1- Pesquise na literatura quais são os valores médios de Dsolo para a região (Citar autor e ano).
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Para você escrever a conclusão pense nas seguintes perguntas:


2-Seus valores de Dsolo pelos 2 métodos deram diferentes Sim/não. Se sim pesquise na literatura o
porquê da diferença entre os valores encontrados de Dsolo pelo método do Anel Volumétrico e o do
torrão parafinado.
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AULA DE LABORATÓRIO 5 – INDICES FISICOS - POP
Profa: Márcia Helena Beck
Alunos:__________________________________________________________________________

Ensaios: Densidade das partículas ou sólidos


Introdução:

A Densidade das partículas ou sólidos (Dp/s) de solos é a relação entre a massa das partículas sólidas (Ms/p), e a
volume que essas partículas ocupam (Vs/p). Também é chamada de densidade real ou específica das partículas que
constitui o solo. Princípio: Determinação do volume de água/álcool necessário para completar a capacidade de um
balão volumétrico, contendo solo seco em estufa.

1. Equipamentos de proteção individual:

Jaleco, calças compridas, botas ou tênis, boné.

2. Material:

Peneira 2mm (10), balão de 50 ml ou 100ml, banho maria em fervura e/ou álcool PA 98%, funil de vidro ou plástico,
pissete com água destilada e pissete de pasteur, balança de precisão.
3. Procedimento

1. Pesa-se 20g de solo seco em estufa até massa (solo passante na peneira 2mm (10);
2. Transferir a amostra para balão de 50 ml (solo + água = 50 ml – anotar a quantidade de água para
completar o volume de 50ml) aferido, este passo é muito importante que seja feito corretamente, ou seja
anotar o valor exato de água necessária para completar 50mL. Usar um funil para não perder massa de solo.
3. Agitar em movimentos circulares sobre a bancada por 1 mim;
4. Deixar repousar por 15 min;
5. Se necessário completar o volume do balão;
6. Anotar o volume de álcool necessário para completar 50mL.

Cálculo:

a= massa da amostra de solo seco

b= volume de álcool gasto

Ds/p= Massa de sólidos/partículas / Volume de sólidos/partículas (g/cm3)

OBS. As duplas devem dividir por 50 caso o balão for de 50ml, no caso de balão de 100ml dividir por 100.

Resultados:
M solo seco Volume de álcool utilizado (mL = cm3) Ds/p = a/(50 ou 100-b)
(Ms/p)
3. Para você escrever a conclusão pense nas seguintes perguntas:

-Pesquise na literatura quais são os valores comuns da densidade dos sólidos ou partículas para solos argilosos e/ou
arenosos.

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- Compare os seus resultados com a literatura, a sua densidade é próxima aos valores da densidade de solos
arenosos ou argilosos?

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Granulometria

Contextualização

Todos os solos, em sua fase sólida, contêm partículas de diferentes tamanhos


em proporções as mais variadas. A determinação do tamanho das partículas e suas
respectivas porcentagens de ocorrência permitem obter a função distribuição de
partículas do solo e que é denominada distribuição granulométrica. O ensaio de
análise granulométrica do solo está normalizado pela ABNT/NBR 7181/2016. A
distribuição granulométrica dos materiais granulares, areias e pedregulhos, será
obtida pelo processo de peneiramento de uma amostra de solo, enquanto que, para
siltes e argilas se utiliza o processo de sedimentação.
O ensaio de granulometria é o processo utilizado para a determinação da
percentagem em peso que cada faixa especificada de tamanho de partículas
representa na massa total ensaiada. Através dos resultados obtidos deste ensaio é
possível a construção da curva de distribuição granulométrica, tão importante para a
classificação dos solos. A determinação da granulometria de um solo pode ser feita
apenas por peneiramento ou por peneiramento e sedimentação, se necessário. Os
solos podem classificados em:
● Pedregulho – solos formados por minerais ou partículas de rocha, com
diâmetro compreendido entre 2,0 e 60,0 mm. Quando arredondados ou
semi-arredondados, são denominados cascalhos ou seixos. Divide-se
quanto ao diâmetro em: pedregulho fino – (2 a 6 mm), pedregulho médio
(6 a 20 mm) e pedregulho grosso (20 a 60 mm).
● Areia – solo não coesivo e não plástico formado por minerais ou
partículas de rochas com diâmetros compreendidos entre 0,06 mm e 2,0
mm. As areias de acordo com o diâmetro classificam-se em: areia fina
(0,06 mm a 0,2 mm), areia média (0,2 mm a 0,6 mm) e areia grossa (0,6
mm a 2,0 mm).
● Silte – solo que apresenta baixo ou nenhuma plasticidade, baixa
resistência quando seco ao ar. Suas propriedades dominantes são
devidas à parte constituída pela fração silte. É formado por partículas com
diâmetros compreendidos entre 0,002 mm e 0,06 mm.
● Argila – solo de graduação fina constituída por partículas com dimensões
menores que 0,002 mm. Apresentam características marcantes de
plasticidade; quando suficientemente úmido, molda-se facilmente em
diferentes formas, quando seco, apresenta coesão suficiente para
construir torrões dificilmente desagregáveis por pressão dos dedos.
Caracteriza-se pela sua plasticidade, textura e consistência em seu
estado e umidade naturais.
Fonte:
● Pontifícia Universidade Católica de Goiás - Escola Politécnica Curso de
Engenharia Civil ENG1092 – Trabalho Final de Curso II Turma A24 -
ARTHUR NATHANAEL MONTEIRO DA SILVA MENDONÇA - AVALIAÇÃO
DO ENSAIO DE GRANULOMETRIA EM DIFERENTES MEIOS AQUOSOS
● Journal of Exact Sciences – JES - ANÁLISE GRANULOMÉTRICA: UMA
REVISÃO BIBLIOGRÁFICA - AMANDA LUIZA SOARES DE MORAIS,
DENIZE APARECIDA MARTINS, LETTICIA MORONARI ANDRADE, RAGILA
SABRINA FERNANDES PEREIRA.
Solos Aula 8
Granulometria

Profa Dra. Márcia H. Beck

Principais ensaios de laboratório


para caracterização dos solos

Ensaios de laboratório para


caracterização dos solos

• Índices Físicos (Ds, Dp/s, S, A, n, e)


• Granulometria dos solos
• Limites de Consistencia (LL e LP)
• Permeabilidade
• Proctor (Compactação dos Solos)
[Link]

• Medida da textura dos grãos do solo.

• Consiste na determinação das porcentagens,


em peso, das diferentes frações constituintes da
fase sólida do solo;

• Solos grossos - diâmetro maiores que 0,075mm


(peneira n.200).

Granulometria por peneiramento


• Passa-se uma amostra de solo por uma série de
peneiras de malhas quadradas de dimensões
padronizadas;
Peneiras para ensaio de granulometria

Granulometria por peneiramento

• Pesam-se as quantidades retiradas em cada


peneira e calculam-se as porcentagens de solo
que passaram por cada uma delas.
• Ex.: Se usou-se 500g --- 100%
Retido na # 40 100g ---- X
X= 20%
Ver vídeo no endereço
[Link]

Granulometria por sedimentação

• Para partículas de solos menores que 0,075mm;

• Lei de Stokes: relação entre o diâmetro das


partículas e a sua velocidade de sedimentação
em meio líquido de viscosidade e peso
específico conhecidos.

Ver vídeo no endereço


[Link]
ch?v=1gsbNmzkDQw&t=443
shY223pRT
Curva Granulométrica

• Com os resultados do ensaio de


granulometria traça-se a curva
granulométrica.

Curva Granulométrica

• Diagrama semi-logarítmico que tem nas


abscissa os logaritmos das dimensões
das partículas e como ordenadas as
porcentagens, em peso, de material que
tem dimensão média menor que a
dimensão considerada.

Curva Granulométrica
Curva Granulométrica

ABNT 0,075 mm
Curva Granulométrica

Curva Granulométrica

Curva Granulométrica
Curva Granulométrica

Determine os coeficientes da curva


Coeficientes da curva - Cc

• Quando o Cc é < 1 – Curva descontínua


(falta de grãos/partículas de determinado
diámetro;

• Quando o Cc é > 3 – Curva tende a ser


muito uniforme na parte central;

• Solos bem graduados: 1< Cc < 3

Procedimento para montar a curva granulométrica

Sedimentação
Sedimentação

Sedimentação
Determine utilizando o diagrama trilinear

% silte
AULA DE LABORATÓRIO 6 – GRANULOMETRIA - POP
Profa: Dra. Márcia Helena Beck
Alunos:__________________________________________________________________________

1- Introdução:
O ensaio de granulometria é utilizado para determinar a distribuição granulométrica do solo, ou em outras
palavras, a percentagem em peso que cada faixa especificada de tamanho de grãos representa na massa
seca total utilizada para o ensaio. O ensaio de granulometria é dividido em duas partes distintas, utilizáveis
de acordo com o tipo de solo e as finalidades do ensaio para cada caso particular. São elas: análise
granulométrica por peneiramento e análise granulométrica por sedimentação. Os solos grossos (areias e
pedregulhos), possuindo pouca ou nenhuma quantidade de finos, podem ter a sua curva granulométrica
inteiramente determinada utilizando-se somente o peneiramento. Em solos possuindo quantidades de finos
significativas, deve-se proceder ao ensaio de granulometria conjunta, que engloba as fases de peneiramento
e sedimentação. Através dos resultados obtidos desse ensaio, é possível a construção da curva de
distribuição granulométrica, que possui fundamental importância na caracterização geotécnica do solo,
principalmente no caso dos solos grossos.
2- Objetivo:
O objetivo do ensaio de granulometria é obter a curva granulométrica de um solo. Através da curva
granulométrica pode-se estimar as percentagens (em relação ao peso seco total), correspondentes a cada
fração granulométrica do solo.
3- Equipamentos de proteção individual:
Jaleco, calças compridas, botas ou tênis, boné.
4- Equipamentos
Os principais equipamentos e utensílios utilizados são:
-Balança; Almofariz e mão de grau; Jogo de peneiras; agitador de peneiras;
5- Preparação da Amostra
O procedimento experimental para o ensaio de granulometria divide-se em três partes que são:
- Peneiramento Grosso
- Peneiramento Fino
- Ensaio de Sedimentação (não será feito)
5.1. Peneiramento Grosso
O peneiramento grosso é realizado utilizando-se a quantidade de solo que fica retida na #10 (2,00mm), no
momento da preparação da amostra, seguindo-se o seguinte procedimento experimental: (ver se terá no
nosso solo. Se não descartar esta etapa)
1°) As peneiras de aberturas maiores e igual a #10 são colocadas uma sobre as outra com as aberturas das
malhas crescendo de baixo para cima. Embaixo da peneira de menor abertura (#10) será colocado o fundo
que recolherá os grãos que por ela passarão. Em cima da peneira de maior abertura será colocada a tampa
para que
se evite
a
perda de partículas no início do processo de vibração. O conjunto de peneiras assim montado poderá ser
agitado manualmente ou conduzido a um peneirador capaz de produzir um movimento horizontal e um
vertical às peneiras, simultaneamente.
3°)Pesa-se a fração de solo retida em cada peneira, até chegar à #10 (2,00mm).
5.2. Peneiramento Fino
O peneiramento fino é realizado utilizando-se cerca de 500g de solo que consegue passar na #10 (2,00mm),
no momento da preparação da amostra, seguindo-se o seguinte procedimento experimental:
1°) Põe-se o material na #10
2°)Junta-se e empilha-se as peneiras de aberturas compreendidas entre as peneiras #10 (2,00mm) e #200
(0,075mm), coloca-se o material seco no conjunto de peneiras e agita-se o conjunto mecânica ou
manualmente
3°) Pesa-se a fração de solo retida em cada peneira, retirando-se o solo com auxílio de um pincel e
colocando-se em cadinho.
5.3. Sedimentação (não realisaremos)
Para a realização do ensaio de sedimentação, utiliza-se a amostra, obtida conforme descrito anteriormente,
com um pesode 100g. O ensaio de sedimentação é realizado seguindo-se o seguinte procedimento
experimental:
1°) Coloca-se a amostra em imersão (6 a 24hs) com defloculante (solução de hexametafosfato de sódio ou
NaOH 1 mol/L).
2°) Agita-se a mistura no dispersor elétrico (Shake) por 15min.
3Transfere-se a mistura para uma proveta graduada, completando com água destilada até 1000ml e realiza-
se o agitamento da mistura solo/água.
4°) Efetua-se leituras do densímetro nos instantes de 30s, 1min, 2, 4, 8, 15, 30min, 1h, 2, 4, 8, 24h.

Peneiramento
Amostra 500g
Mat. Mat. Passa Mat. retido Mat. Acumulado Acumulado
Retido acumulado Passante retido passante
acumulado
Abertura Peneira (g) (g) (g) (g) (%) (%)
2 10

0,075 mm 200
Fundo
Totais =
6.

Conclusão

Pense nas seguintes perguntas:


- Pesquise na literatura quais são os métodos para determinar a Granulometria de um solo. Só existe estes
tipo de experimento sim/não, porque?
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- Apresente seus resultados em % de areia, silte e argila (com o diagrama trilinear, defina o tipo de solo); e
compare os seus resultados com a literatura, sobre solos argilosos, siltosos e arenosos, fazendo uma
discussão, concluindo que tipo de solo é o seu.

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Consistência dos Solos

Contextualização

No inicio do século XX, um químico sueco Albert Atterberg, realizou


pesquisas sobre as propriedades dos solos finos (consistência). Segundo ele, os
solos finos apresentam variações de estado de consistência em função do teor de
umidade. Isto é, os solos apresentam características de consistência diferentes
conforme os teores de umidade que possuem. Há teores de umidade limite que
foram definidos como limites de consistência. O termo consistência refere-se
primariamente ao grau de resistência e plasticidade do solo que dependem das
ligações internas entre as partículas do solo. Os solos ditos coesivos possuem uma
consistência plástica entre certos teores limites de umidade. Abaixo destes teores
eles apresentam uma consistência sólida e acima uma consistência liquida.
A plasticidade é muito importante para a descrição de solos finos, visto que os
mesmos não são bem caracterizados pelo ensaio de granulometria. Ligada a
plasticidade está o conceito de consistência. Ainda segundo a norma, consistência é
a facilidade relativa com a qual o solo pode ser deformado. Portanto, o limite de
plasticidade(LP) está diretamente ligado a moldagem do solo.
O limite de liquidez de um solo é o teor de umidade que separa o estado de
consistência líquido do plástico e para o qual o solo apresenta uma pequena
resistência ao cisalhamento. A passagem do estado plástico para o líquido, pode
causar diversos acidentes, como, por exemplo, o rompimento de barragens nas
cidades de Brumadinho e Mariana.
Uma massa de solo argiloso no estado líquido não possui forma própria e tem
resistência ao cisalhamento nula. Retirando-se água aos poucos, por secamento da
amostra, a partir de um teor de umidade esta massa de solo torna-se plástica,
quando para um teor de umidade constante poderá ter sua forma alterada, sem
apresentar uma variação sensível do volume, ruptura ou fissuramento. Com o
secamento da amostra, atinge-se um teor de umidade no qual o solo deixa de ser
plástico e adquire a aparência de sólido, mas ainda apresentando uma variação de
volume para teores de umidade decrescentes, se encontrando no estado semisólido.
A partir de um teor de umidade, a amostra começará a secar até o secamento total,
tendo atingido o estado sólido. Os teores de umidade correspondentes aos limites
de consistência entre sólido e semi-sólido; semi-sólido e plástico; e plástico e líquido
são definidos como limite de contração, limite de plasticidade e limite de liquidez.
Fonte:
● Caracterização Física e Classificação dos Solos - Gil Carvalho Paulo
de Almeida - UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA
FACULDADE DE ENGENHARIA DEPARTAMENTO DE
TRANSPORTES
● Propriedades mecânicas Compactação do solo - J. Miguel Reichert,
PhD.
SOLOS AULA 6

Consistência
dos solos

Consistência dos Solos


• Experiência mostrou – só
granulometria não basta para
classificar os solos, quando

SOLO C/ PERCENTAGEM
DE FRAÇÀO FINA
PORQUE??????

Consistência dos Solos

• Umidade

• Forma
Propriedades
plásticas • Composição
química e
mineralógica
Plasticidade - Conceito

Propriedade do solo que consiste na


maior ou menor capacidade de
serem
moldados, sob certas condições de
umidade
(sem sofrer variação de volume)

OBS: Uma das + importantes propriedades das argilas.

Comportamento plástico -
Engenharia
• Características de
tensão-deformação;

Corpo Corpo
elástico plástico

Comportamento plástico -
Engenharia

• Na prática rigorosamente – nem


um nem outro;
• Todos os corpos apresentam uma
fase elástica e outra plástica;
Teoria da plasticidade

Limites de Consistência

capacidade
de alterar variação do
sua conforme seu teor
consistênci de umidade
a

DEFINA TEOR DE UMIDADE??????

TEOR DE UMIDADE

• QUANTIDADE DE AGUA PRESENTE


NOS VAZIOS DO SOLO;

COMO
AUMENTO O SOLO
A
SE
UMIDADE
COMPORTA?
Estados de consistência

A medida que evapora a água,


ele se endurece,
para um certo h= LL perde sua
capacidade de fluir,
porem pode ser moldado
facilmente e
conservar sua forma
(solos agora
no estado plástico )

continuar a perda de umidade,


o estado plástico desaparece até que,
para h = LP
(limite de plasticidade), o solo se
desmanche
ao ser trabalhado.
Este é o estado semi-sólido.
O limite entre os
dois estados é
um teor de umidade
h= LC (limite de contração).

Em um solo os limites se baseiam


na constatação de que:

Em um solo argiloso conforme o seu teor de


umidade:
MAIS SECO,
COMPOR- TORNA-SE
TAMENTO QUEBRA-
LÍQUIDO DIÇO

PERDE
PLÁSTICIDADE

Limite de Plasticidade (LP)

O limite de Plasticidade
é definido como o
menor teor de umidade
do solo com o qual se
consegue moldar um
cilindro com 3 mm de
diâmetro e 10 cm de
comprimento,
rolando-se o solo com
a palma da mão.
Limite de Plasticidade (LP)
procedimento é padronizado NBR -7180

Limite de Plasticidade (LP)


procedimento é padronizado NBR -7180

• Faz-se uma vez o cilindro desmancha,


faz de novo, até não mais ser possível se
moldar;
• Quando começar a se quebrar, coloca-se
no cadinho e pesa-se imediatamente;
• Leva a estufa;
• Repete-se 3 vezes o ensaio; a profa pede
5......repetições.......
• O LP será a umidade (h) média de 5
repetições;

Veja o vídeo no seguinte


endereço:
[Link]
78DM
Limite de Liquidez (LL)

Definido como:
“teor de umidade do solo com o qual uma
ranhura nele feita requer 25 golpes para se
fechar, numa concha do aparelho de
Casagrande”.
O ensaio para determinação do limite de
liquidez do solo é padronizado pela ABNT
(NBR-6459)

Ensaio - LL

Ensaio - LL
Ensaio - LL

Ensaio - LL

• O aparelho de
Casagrande consiste em
um prato de latão, em
forma de concha, sobre
um suporte de ebonite;
por meio de um
excêntrico imprime-se ao
prato, repetidamente,
quedas de altura de 1cm
e intensidade constante.

Ensaio - LL

Com os valores obtidos (numero de golpes


para fechar o sulco feito na amostra e as
umidades correspondentes) traça-se a
linha de escoamento do material, a qual
pode ser considerada uma reta).
Recomenda-se a determinação de pelo
menos 5 pontos.
Por definição, o Limite de
Liquidez (LL) do
solo é o teor de
umidade para qual o
sulco se fecha com 25 golpes
no aparelho de Casagrande.

Veja o vídeo neste


endereço:
[Link]
v=jzAf5whqvI4

Índice de Plasticidade (IP)


• Define a zona em que o SOLO se acha no
estado plástico e, por ser máximo para as
argilas e nulo para areias, fornece um
critério para avaliar o caráter argiloso de
um solo.

TEOR TEOR
IP ARGIL AREIA
A
IP = LL - LP

Índice de Consistência (IC)

•Expressa a
consistência
do solo a partir do
teor de umidade
obtido em campo.
6 Questão:
• Qual o LL deste
solo?____________________

• Qual o LL deste solo?_______________


umidade
Atividade

Limites de consistência

1- Com a mesma amostra do solo 2, foram feitas quatro determinações do limite


de plasticidade, e foram obtidas as seguintes umidades quando o cilindro com 3 mm
de diâmetro e 100 mm de comprimento se fragmentava ao ser moldado: 22,2%,
20,4%, 20,1% e 22,3%. Os resultados de umidade são satisfatórios? Qual o limite de
plasticidade deste solo? Qual o Índice de Plasticidade do solo?
1 - IP= LL-LP = 25-21 – 4 (FRACAMENTE PLASTICO)
2- IP= LL-LP = 37-21 = 16 (ALTAMENTE PLASTICO)
AULA DE LABORATÓRIO 7 – LIMITES DE LIQUIDEZ E PLASTICIDADE
Profa: Márcia Helena Beck
Alunos:__________________________________________________________________________

1. Introdução
LP- O Limite de Plasticidade (LP) é tido como o teor de umidade em que o solo deixa de ser plástico,
tornando-se quebradiço; é a umidade de transição entre os estados plástico e semi-sólido do
solo. Em laboratório o LP é obtido determinando-se o teor de umidade no qual um cilindro de um
solo com 3mm de diâmetro apresenta-se fissuras.

LL- O Limite de Liquidez (LL) é definido como a umidade abaixo da qual o solo se comporta como
material plástico; é a umidade de transição entre os estados líquido e plástico do solo.
Experimentalmente corresponde ao teor de umidade com que o solo fecha certa ranhura sob o
impacto de 25 golpes do aparelho de Casagrande.
A obtenção dos limites de consistência (ou limites de Atterberg) do solo permite estimar, através da
Carta de Plasticidade, suas propriedades, principalmente no tocante a granulometria e
compressibilidade.

2. Objetivo
Proceder a realização dos ensaios de limites de Atterberg visando obter os valores do LL e do LP
do solo ensaiado.
3. Equipamentos de proteção individual:
Jaleco, calças compridas, botas ou tênis, boné.

4. Equipamentos
Os principais equipamentos e utensílios utilizados nos ensaios são:
- Peneira #40 (ambos ensaios LL e LP)
- Cadinho de porcelana (ambos ensaios LL e LP)
- Espátula (ambos ensaios LL e LP)
- Pissete com água destilada
- Placa de vidro esmerilhada (LP)
- Cápsulas para a determinação de umidade (ambos ensaios LL e LP)
- Balança (ambos ensaios LL e LP)
- Estufa (ambos ensaios LL e LP)
-

Cinzéis (LL)
- Aparelho de Casagrande (LL)
5. Preparação da Amostra
Separa-se de 150 gramas de material (seco ao ar) que passa na peneira #40 (0,42mm).
[Link]
5.1.1 Limite de Plasticidade

- Coloca-se parte da amostra no recipiente de porcelana e vai-se adicionando água até a homogeneização
da massa;
- Molda-se certa quantidade da massa em forma elipsoidal (minhoca) rolando-a em seguida sobre a placa
de vidro, até que fissure em pequenos fragmentos quando essa atingir dimensões de 3mm de diâmetro e
10cm de comprimento;
- Coletam-se os fragmentos fissurados para a determinação da umidade;
- Repete-se o processo no mínimo por mais quatro vezes.
5.1.2 Limite de Liquidez
- Coloca-se parte da amostra no recipiente de porcelana e aos poucos se adiciona água até a
homogeneização da massa;
- Passa-se para a concha do aparelho de Casagrande certa quantidade dessa massa aplinado-a com a
espátula, de tal forma que a parte central fique com 1 cm de espessura;
- Faz-se com o cinzel uma ranhura no meio da massa, no sentido do maior comprimento do aparelho;
- Gira-se a manivela à razão de duas voltas por segundo, contando o número de golpes até que se constate
o fechamento da ranhura num comprimento de 1,2cm quando se deve parar a operação;
- Retira-se uma pequena quantidade do material no local onde as bordas da ranhura se tocaram para a
determinação da umidade e coloca-se em cadinho de alumínio;
- Transfere-se o material todo que está no aparelho Casagrande de volta ao recipiente de porcelana,
adicionam-se mais um pouco d’água e repete-se o processo por mais quatro vezes, no mínimo.
6. Cálculos
Para os cálculos do teor de umidade (h ou w) usa-se a seguinte relação: w (%) = (Peso de água/Peso do
solo seco).100
LIMITE DE PLASTICIDADE NBR 7180

Cadinho Número 1 2 3 4 5
Massa do cadinho

Massa do solo úmido

Massa do solo seco

Massa de água

Umidade (w%)
LP

LIMITE DE LIQUIDEZ NBR 6459

Cadinho Número 1 2 3 4 5
Massa do cadinho

Massado solo úmido

Massa do solo seco

Massa de água

Número de golpes

Umidade (w%)

LL

8. Introdução
- O que significa alta e/ou baixo Limite de plasticidade? Relacione com as obras de engenharia.
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- O que significa alta e/ou baixa Limite de liquidez? Relacione com as obras de engenharia.
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- -

Apresente seus resultados em GRÁFICO (abaixo para o LL) calcule o IP = LL-LP do seu solo; e compare os
seus resultados com a literatura, sobre solos argilosos, siltosos e arenosos, fazendo uma breve discussão,
concluindo que tipo de solo é o seu.

Determine o IC do solo, e relacione com obras de engenharia.

8. Norma
NBR-6459/ABNT – Determinação do Limite de Liquidez de Solos;
NBR-7180/ABNT – Determinação do Limite de Plasticidade de Solos.
Preencha a tabela relacionando os seus resultados de LL e LP e IP com outros solos argilosos, siltosos e
arenosos.

LIMITES DE CONSISTÊNCIA (SOLO N ______)

Percentuais (%) Literatura conforme seu tipo de solo (ver


granulometria diagrama trilinear)
LL
LP
IP
IC
Neste gráfico coloque os pontos (repetições com variação no volume de água) os números de golpes e
relacione com a umidade (trace uma reta):

Limite de Liquidez
70

60

50

40

30

20

10

0
0 10 20 30 40 50 60

N de Golpes
Permeabilidade

Contextualização

A permeabilidade é a propriedade que o solo apresenta de permitir o


escoamento de água através dele. Todos os solos são mais ou menos permeáveis.
O conhecimento do valor da permeabilidade é muito importante em algumas
obras de engenharia, principalmente, na estimativa da vazão que percolará através
do maciço e da fundação de barragens de terra, em obras de drenagem,
rebaixamento do nível d’água, adensamento, etc. Portanto, os mais graves
problemas de construção estão relacionados com a presença da água. O
conhecimento da permeabilidade e de sua variação é necessário para a resolução
desses problemas. O coeficiente de permeabilidade pode ser determinado através
de ensaios de laboratório em amostras indeformadas ou de ensaios “in situ”.
O grau de permeabilidade de um solo é expresso numericamente pelo
“coeficiente de permeabilidade”. A determinação do coeficiente de permeabilidade é
feita tendo em vista a lei experimental de Darcy, de acordo com a qual a velocidade
de percolação é diretamente proporcional ao gradiente hidráulico.
A experiência de Darcy consistiu em percolar água através de uma amostra
de solo de comprimento “L” e área “A”, a partir de dois reservatórios de nível
constante, sendo “h” a diferença de cota entre ambos. Os resultados indicaram que
a velocidade de percolação (ν = Q / A) é proporcional ao gradiente hidráulico Lei de
Darcy (i = h / L).
Existe variação entre os solos no coeficiente de permeabilidade. O coeficiente
depende essencialmente da temperatura e do índice de vazios. Quanto maior for a
temperatura, menor é a viscosidade da água e, portanto ela consegue um melhor
escoamento entre os vazios do solo e consequentemente aumenta o coeficiente de
permeabilidade(k).
Para a determinação do coeficiente de permeabilidade dos solos, são
empregados os seguintes procedimentos:
● Permeâmetro de carga constante: o permeâmetro de nível constante
constante é empregado, geralmente, para solos granulares (arenosos)
e o coeficiente (k) é determinado medindo-se a quantidade de água,
mantida a nível constante, que atravessa em um determinado tempo
uma amostra de solo de seção A e altura L conhecidas.
● Permeâmetro de nível variável: este permeâmetro é indicado para
solos finos: argilosos.
Fonte:
● Mecânica dos solos - Permeabilidade do solo - UNIP
● Notas de Aula - Mecânica dos Solos - UNIDADE 6 - PERMEABILIDADE DOS
SOLOS - Engenharia civil FSP
AULA 6
Permeabilidade dos
solos
Profa Dra. Márcia Helena Beck

Exemplo Limite de Plasticidade


Limite de Plasticidade
Amostra: Poco 1 - 0m
Data:
Peso específico dos sólidos: g /cm3

Determinação do teor de umidade


Cápsula Solo úmido Solo seco Cápsula Água Solo Teor de
N e cápsula e cápsula umidade
(gf) (gf) (gf) (gf) (gf) (%)
1 15,26 14,95 13,56 0,31 1,39 22,302
2 15,56 15,24 13,86 0,32 1,38 23,188
3 13,79 13,51 12,12 0,28 1,39 20,144
4 15,92 15,62 14,26 0,30 1,36 22,059
5 15,67 15,35 13,91 0,32 1,44 22,222

Limite de Plasticidade 22

Índice de Plasticidade 0
EIA – RIMA: ESTUDOS E RELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL DA
IMPLANTAÇÃO DO NOVO ATERRO SANITÁRIO DO MUNICÍPIO DE
LONDRINA

[Link]

EIA – RIMA ESTUDOS E RELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL DA


IMPLANTAÇÃO DO NOVO ATERRO SANITÁRIO DO MUNICÍPIO DE
LONDRINA

[Link]
Permeabilidade dos solos
Infiltração
permeabilidade
e condutividade hidráulica
percolação

Qual significado para cada uma


destas expressões???????
Permeabilidade dos solos
significados idênticos;

refletem a capacidade de um solo se


deixar atravessar pela água;

denominação empregada com o fim


específico como:

Permeabilidade dos solos


■ Infiltração - movimento vertical
descendente de água em um meio
poroso.

■ Permeabilidade - característica de um
meio de se deixar atravessar pela água

■ Condutividade hidráulica saturada –


movimento da água em um solo
saturado.

Permeabilidade dos solos

Na drenagem subterrânea:
■ é importante o conhecimento da
condutividade hidráulica do solo, quando
saturado;

■ valores empregados no cálculo do


espaçamento entre drenos.
Determinação da Permeabilidade
dos solos
CAMPO:NBR14545/2000
Carga Variável

LABORATÓRIO:
Qndo amostras deformadas
■ não servem para solos argilosos e
siltosos
■ solo de textura arenosa - sim

Determinação da Permeabilidade
dos solos
amostras deformadas

Determinação da Permeabilidade
dos solos
Amostras indeformadas
Determinação da Permeabilidade
dos solos
CAMPO: varios tipos de testes, como:
Teste de furo de trado em presença de
lençol freático.
Teste de furo de trado em ausência de
lençol freático.
Teste de piezômetro.
Teste de anel permeâmetro.
(Os três primeiros medem a condutividade hidráulica
horizontal, enquanto que o teste de anel mede a
condutividade hidráulica vertical).

Teste de
furo de
trado
em
presença/a
usencia
de lençol
freático
[Link]/[Link]

Dinâmica dos fluidos


O fluxo no solo será
considerado
unidimensional e
incompressível, com
pressão, velocidade e
temperatura constantes.
Conservaçãode energia

O conceito de energia total de um fluido, formulado


por Bernoulli;
Geotecnia – conceito de densidade de energia
(expressos em relação ao peso ou ao volume de um
fluido); u = pressão do fluido

carga total=c. altimétrica + c. piezométrica + c.+ cinética)

Forças de percolação
para que haja fluxo de água entre dois pontos no
solo, é necessário que a energia total em cada
ponto seja diferente.

Em qual das figuras acima ocorre a passagem do fluxo de água?????

Forças de percolação
Na Fig. 2b -movimento de
água através de um solo,
pela transferência de
energia da água para as
partículas do solo, devido
ao atrito viscoso que se
desenvolve.
A energia transferida é
medida pela perda de
carga e a força
correspondente a essa
energia é chamada de
força de percolação.
Forças de percolação
A força resultante, FP, dada pela diferença F1 – F2,
que se dissipa uniformemente em todo o volume de
solo (A.L);

Sendo, i= -Dh/L, temos:

Fp = força de percolação

Gradiente hidráulico
É definido como a energia, ou perda de carga, h,
por unidade de comprimento:

Lei de Darcy- 1856


O engenheiro Francês H. Darcy realizou
um experimento - propriedades do fluxo
de água passando através de uma camada
de filtro de areia;
para os tamanhos de poros geralmente
encontrados nos solos, o fluxo através dos
mesmos é invariavelmente laminar;
lei que correlaciona a taxa de perda de
energia da água (gradiente hidráulico) no
solo com a sua velocidade de escoamento
(lei de Darcy).
Lei de Darcy- 1856

Darcy descobriu que a vazão “q” era proporcional


a razão Dh/L (ou gradiente hidráulico da água
através da amostra,=i);

Lei de Darcy
Para solos granulares e fluxo laminar, a
velocidade v, é proporcional ao gradiente
hidráulico:
Q=KiA

Q = descarga em cm3 / h
K = condutividade hidráulica em cm / h ou m / dia
A = área de fluxo em cm2
i = gradiente hidráulico
Lei de Darcy
Empregando-se a fórmula de Darcy,
têm-se:
Q = K i A ou Q = K .L. A
K = (QL / AH)v H
K = v/i

L = altura da coluna de solo em cm


A = área de fluxo em cm2
H = carga hidráulica em cm.

VALORES DE K
A condutividade hidráulica de um solo sofre
influência de uma série de fatores tais como:

Qualidade da água utilizada - Em solos


salinos o teste deve ser conduzido também com
água salina.
Viscosidade da água - Deve ser feita correção
de viscosidade sempre que a temperatura da
água variar em valor igual ou superior a 2º C.

Fórmulas

QK=
I *A
I= h/L
K= (Q . L)/(Dh . A)

Q= V/t
VALORES DE K
Textura, estrutura e consistência - O
parâmetro textura, quando avaliado em
separado, pode levar a erros imensos
porque solos de mesma textura podem
apresentar estrutura e consistência bem
diferentes. Um solo de textura argilo
arenosa, de estrutura maciça e bastante
adensado ou cimentado pode ser
praticamente impermeável.

VALORES DE K
Efeito da ação de microorganismos –
Muitas vezes um solo apresenta valores de
condutividade hidráulica altos no início do
teste e após ser atingido o estado de
saturação. Com o tempo este valores
começam a declinar, o que é atribuído a
ação de microorganismos que se
desenvolvem e morrem entupindo poros
do solo.

VALORES DE K
Presença de ar nos poros do solo -
Sempre que é iniciado um teste, em solo
não saturado, este sofre a influência da
presença de ar que é confinado nos poros.
Com o tempo este ar vai sendo eliminado
caso não haja a ação de outros fatores
atuando em sentido contrário.
VALORES DE K
Atividade

Permeabilidade dos solos

1-Num permeâmetro de carga constante (DH = 100cm) recolheu-se um volume de


10 cm3 em 6 min. O corpo de prova tinha comprimento de 12 cm e diâmetro de 5 cm.
Determinar o coeficiente de permeabilidade do solo e tipo de solo.

2-Em um ensaio em permeâmetro de carga constante, a diferença entre os níveis de


entrada e saída d’água é igual a 15cm. Verifica-se que, em 3min, uma amostra
cilíndrica com 15cm de altura e 5cm de diâmetro deixa passar 196cm3 de água.
Qual o coeficiente de permeabilidade do material?

3-Num permeâmetro a altura inicial de carga era 111 cm a após decorridos 25 min.
chegou a 70 cm. Determinar o coeficiente de permeabilidade do solo, sabendo que o
corpo de prova tinha altura de 12,5 cm e diâmetro de 5 cm.
AULA DE LABORATÓRIO 9 – Permeabilidade

SOLO 4

Profa: Márcia Helena Beck

Alunos:

1. Introdução
A permeabilidade dos tipos de solo refere-se ao processo pelo qual os solos permitem o
escoamento de água em seu meio, é importante observar a utilização deste processo,
pois muitos descasos de construções ocorrem devido à má absorção de água pelo solo
utilizado (TONIN, 2013). A infiltração e escoamento da água pelo solo, também
contribuem para o ciclo da água, em geral quando a quantidade de água é superior à
capacidade que os poros dos solos permitem, esta transborda e dá origem a aquíferos, e
a água que se infiltra no subsolo é absorvida pelas raízes das plantas e liberadas no ar
pelo processo de transpiração (LACERDA, 2007). Devido a sua importância se faz
necessário atitudes que visem à manutenção, proteção e conservação dos aspectos dos
solos. Buscou-se enfatizar as características do solo e enfatizar sua importância para o
homem e o meio ambiente.
A permeabilidade é dependente de vários atributos do solo, principalmente da densidade,
porosidade, macro e microporosidade.
É possível determinar o coeficiente de permeabilidade de diferentes maneiras: fórmulas
empíricas; ensaios de laboratório (com o uso de permeâmetros), ou ensaios de campo.
2. Objetivo
Obter os valores da permeabilidade do solo através do ensaio do permeâmetro.

3. Equipamentos de proteção individual:


Jaleco, calças compridas, botas ou tênis, boné.

4. Equipamentos
Os principais equipamentos e utensílios utilizados nos ensaios são:
- peneira #40
- 1 Garrafa PET
- 1 Beker
- Caneta permanente para marcar garrafa
- Um pedaço de tecido (Manta bidin)

5. Preparação da Amostra
1. macerar o solo
2. cortar fundo e boca da PET
3. marcar 5 cm para colocar o solo
4. marcar 5 cm para colocar água
5. colocar a manta bidim no fundo da PET
6. colocar o solo e a PET sob o becker
7. Assim que o solo estiver saturado, a água vai começar a sair no becker, e nessa
hora que deve-se cronometrar o tempo escolhido. (Sempre deixar o volume de água
constante).
8- Escolher entre cinco ou dez minutos para cronometrar o momento em que a água cai no
becker.

[Link]
Depois de macerar o solo, coloca-se o solo e a água no perímetro e espera-se a água
infiltrar (o que ocorreu em 0h:13 min:30 seg). Depois disso, é necessário deixar a água
escorrer pelo solo durante 10 minutos.
Em 10 minutos, o valor do volume de água infiltrada foi de 5,4 cm³. Calculo:
Q= Volume (cm³) /tempo (s) – Q= 5,4/10 min x 60

6. Cálculos

Para descobrir a permeabilidade do solo 4, é preciso aplicar: K=


Permeabilidade.

K= (Q.L)/A.ΔH

Q sendo a vazão.
3
Q= Volume (cm ) /Tempo (s)

L= Comprimento do corpo de prova.


2
A= Área da seção transversal A= (π.r )

ua.
Compactação dos Solos

Contextualização

A compactação é um método de estabilização de solos que se dá por


aplicação de alguma forma de energia (impacto, vibração, compressão ou dinâmica).
Seu efeito confere ao solo um aumento de seu peso específico e uma diminuição do
índice de vazios, permeabilidade e compressibilidade. Através do ensaio de
compactação é possível obter a correlação entre o teor de umidade e o peso
específico seco de um solo quando compactado. O ensaio mais comum é o de
Proctor, que é realizado através de sucessivos impactos de soquete padronizado na
amostra. No Brasil, este ensaio é normatizado pelas normas ABNT NBR-7182/2016
e DNERM162/94.​ Por outro lado, a compactação provoca um aumento do grau de
saturação visto que o volume de vazios sofre uma diminuição por expulsão do ar.
Contudo a expulsão de todo o ar, não é possível, verificando-se que fica sempre
algum ar aprisionado entre os grãos de solo. Com este processo a área de contacto
das partículas sólidas aumenta, aumentando assim a resistência do solo e
diminuindo a sua deformabilidade. Além disso, o solo ficando num estado mais
denso dificulta a passagem da água, ou seja, torna-se menos permeável.​
Fonte:
● Compactação - Elementos teóricos - Prof. Jaime A. Santos
● Compactação dos Solos Mecânica de Solos - Prof. Fabio Tonin
Mecânica dos Solos

Compactação de solos

Compactação dos Solos

Introdução

Processo manual ou mecânico que


visa reduzir o volume de seus vazios
e, assim, aumentar sua resistência,
tornando-o mais estável.

Operação e Observação
⚪ Simples;
⚪ De grande importância pelo seus efeitos
sobre a estabilização de maciços terrosos;
⚪ Relaciona-se com os problemas de
pavimentação e barragens de terra;
⚪ Visa melhorar suas características de
resistências, bem como permeabilidade,
compressibilidade e absorção de água;
⚪ Compactação ≠ Adensamento
AR H20
Curvas de Compactação
⚪ O aumento da densidade do solo (Ds) depende
da energia dispendida e do teor de umidade
do solo.
⚪ Quando se realiza a compactação de um solo,
sob diferentes condições de umidade e para
uma determinada energia de compactação, a
curva de variação dos pesos específicos (Ds),
em função da umidade h, tem aspecto como:

Curva de Compactacao
Ds =

Ds máx. =
Curvas de Compactacao
Ds =

Fórmulas

Dsolo seco = Dsolo úmido x 1


1+(h/100)

Ds úmido = M solo úmido


V

Ensaios
Ensaio Proctor

Compacta-se a amostra dentro de


um recipiente cilíndrico, com
aprox. 1000 cm³, em 3
camadas sucessivas, sob a ação
de 25 golpes de um soquete,
pesando 2,5 kg, caindo de 30 cm
de altura.
Repete-se para vários h,
determinando-se, para cada um
deles, o Ds. Com valores obtidos
traça-se a curva Ds = f(h), de
onde, se obterá hot e Ds,max.
A energia de compactação desse
ensaio é de aprox. 6 kg·cm/cm³.
Energia de Compactação

Ensaios

Ao crescer o esforço de compactação,


o Ds,max cresce e a hot decresce
ligeiramente.
Ds =
Compactação de Campo

⚪ A passagem, pura e simplesmente,


de um rolo compactador na
superfície do aterro lançado, não
resolve o problema, pois esse só
compacta uma camada
relativamente fina.

Assim, impõe-se a compactação dos


aterros por camadas.

Principais Compressores
⚪ Rolo liso: Tem a vantagem de que a
superfície de contato com o solo é
pequena e, portanto, a compressão atinge
pequenas profundidades.
● Nos solos moles afundam
demasiadamente, o que dificulta a
tração.
● São indicados somente para a
compactação de pedregulhos, areias,
pedra britada, lançadas em camadas de
não mais de 15 cm.
Principais Compressores
⚪ Rolo pneumático: É caracterizado pela
pressão de área de contato com o solo, as
quais dependem da pressão de
enchimento dos pneus e do peso do
compressor.
● É indicado para solos de granulação fina
arenosa.
● Tem o inconveniente de deixar superfícies
lisas entre as camadas.
● Então será necessário escarificar a superfície
de contato entre as mesmas.

Principais Compressores
⚪ Rolo pé-de-carneiro: principal
vantagem é o entrosamento perfeito
entre as camadas compactadas e o
pisoteamento do solo de cada camada
resultando numa entrosagem de torrões
de solo.
⚪ Vibradores: Ótimos para compactar
areias (os pé-de-carneiro ou pneumático
não são eficientes). Camadas de 15 cm.

Principais Compressores
Principais Compressores
Controle de Compactação
⚪ Para verificar se a compactação está
sendo feita devidamente, deve-se
determinar sistematicamente h e D s
do
material.
⚪ Para esse controle pode ser utilizado o
“speedy” na determinação da umidade, e
o processo do “frasco de areia” na
determinação do peso específico ou
estufa.

Japão – Obras de aterramento

Japão
Japão

Japão

Japão
Proctor

⚪ Agora com os dados obtidos no


ensaio de Proctor preencher a
planilha do excel e determinar a
h ótima e Ds máx
AULA DE LABORATÓRIO – Compactação - PROCTOR - POP
Profa: Dra. Márcia Helena Beck
Alunos:__________________________________________________________________________

1. Introdução
A compactação é um método de estabilização de solos que se dá por aplicação de alguma forma de
energia (impacto, vibração, compressão estática ou dinâmica). Seu efeito confere ao solo um aumento de
seu peso específico (Densidade do solo) e resistência ao cisalhamento, e uma diminuição do índice de
vazios, permeabilidade e compressibilidade. Através do ensaio de compactação é possível obter a
correlação entre o teor de umidade e o peso específico seco (densidade do solo seco) de um solo quando
compactado com determinada energia. O ensaio mais comum é o de Proctor (Normal, Intermediário ou
Modificado), que é realizado através de sucessivos impactos de um soquete padronizado na amostra.
2. [Link]
Proceder a realização do ensaio de compactação tipo Proctor, com a reutilização ou não do solo, para a
obtenção de sua curva de compactação.
3. Equipamentos de proteção individual:
Jaleco, calças compridas, botas ou tênis.
4. Equipamentos
Os principais equipamentos são: Almofariz e mão com borracha; Peneira no.4 (4,8mm); Balança; Molde
cilíndrico de 1000 cm3, com base e colarinho; Soquete cilíndrico; Extrator de amostras; Cápsulas para
determinação de umidade; Estufa.
5. Preparação da Amostra
- Toma-se uma certa quantidade de material seco ao ar (4 kg) e faz-se o destorroamento até que não haja
torrões maiores que 4,8 mm; - Peneira-se a amostra na peneira no.4 (4,8mm) e em seguida determina-se
sua umidade higroscópica.
6. Procedimento
- Adiciona-se água, no dia anterior (5%) à amostra até se verificar uma certa consistência. Deve-se atentar
para uma perfeita homogeneização da amostra;
- Compacta-se a amostra no molde cilíndrico em 3 camadas iguais (cada uma cobrindo aproximadamente
um terço do molde e escarificar o solo entre as camadas) plicando-se em cada uma delas 26 golpes
distribuídos uniformemente sobre a superfície da camada, com o soquete caindo de 0,305m;
- Remove-se o colarinho e a base, aplaina-se a superfície do material à altura do molde e pesa-se o
conjunto cilindro + solo úmido compactado;
- Retira-se a amostra do molde com auxílio do extrator, e partindo-a ao meio, coleta-se, em 3 cadinhos
(repetições) uma pequena quantidade para a determinação da umidade, leva-se a estufa até massa
constante; - Desmancha-se o material compactado até que possa ser passado pela peneira no.4 (4,8mm),
misturando-o em seguida ao restante da amostra inicial (para o caso de reuso do material); - Adiciona-se
água à amostra homogeneizando-a (normalmente acrecenta-se água numa quantidade da ordem de 4%
da massa original de solo, em peso). Repete-se o processo pelo menos por mais 4 vezes.
7. Cálculos
- Densidade do solo seco: Ds = (Msolo seco) / (volume do cilindrão)
8. Resultados
- Curva de compactação - é obtida marcando-se, em ordenadas, os valores da densidade do solo seco
(Ds) e, em abcissas, os teores de umidade correspondentes (w); - Densidade do solo seco máximo (Ds) -
é a ordenada máxima da curva de compactação; - Umidade ótima (wot) - é o teor de umidade
correspondente a densidade máxima dos solo seco.
9. Referências
NBR-7182/2016
10. Resultados e discussão
- A partir dos dados de ensaios apresentados, traçar a curva de compactação, mostrando os ramos seco e
úmido e determinando o peso específico seco máximo e a umidade ótima; -
- Quais as fontes de erro desse ensaio?
ANEXO 1- Folha para registo de resultados
Ensaio de Compactação Energia de compactação: _________
P pancadas por cada uma das ___ camadas
Caract. do molde: tamanho: ________ ; volume: ________ ; peso: ________ Massa de solo seco sem
Massa de solo úmido sem

Massa do cadinho mais

Massa do cadinho mais


+

Densidade do solo seco


Média da umidade (%)
úmido

Massa do cadinho(g)

Umidade do solo %
solo úmido (g)

solos seco (g)

o cilindrão (g)
Massa solo

o cilindão (g)
cilindrão (g)

Nº cadinho

g/cm3
Ponto

1 1
2
3
2 1
2
3
3 1
2
3
4 1
2
3
5 1
2
3
Trace a curva da umidade (eixo x) x densidade do solo seco (eixo y).

Compare seus resultados, com solos da região e discuta sobre seu resultado (ficou próximo a literatura ou
não).
-
_____________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________________
REFERÊNCIAS

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DEPARTAMENTO DE SOLOS E ENGENHARIA AGRÍCOLA PROJETO DE
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