Resistência dos Materiais II
Capítulo 1 – Elasticidade e Plasticidade
Conteúdo VI
Cisalhamento
Amanda Duarte e Marcella Cardinali
Conteúdo
• Cisalhamento longitudinal em elemento de viga
•Equação de equilíbrio
•Viga Caixão
•Aplicação do conceito 6.4 – Beer
•Exemplo 5.16 – Gere
• Tensões de cisalhamento em barras de paredes finas
•Problema resolvido 6.3 – Beer
•Problema resolvido 6.4 – Beer
•Problema resolvido 6.5 – Beer
• Deformações plásticas
Cisalhamento longitudinal em
elemento de viga
Considerando uma viga prismática com um plano de
simetria (eixo y) conforme a figura abaixo:
Imagem 01: Viga sob carregamento transversal com plano vertical
de simetria. – (Fig. 6.4 - Livro Beer).
Cisalhamento longitudinal em
elemento de viga
A uma distância x da extremidade A, seccionamos a
viga e separamos um elemento CDD’C’ com comprimento
Δx, que se estenderá a dois lados da viga até uma
superfície curva arbitrária.
Imagem 02: Pequeno segmento de viga com elemento CDD’C’ de altura ∆x. –
(Fig. 6.22 - Livro Beer).
Cisalhamento As forças exercidas no elemento:
longitudinal em
elemento de viga • 𝑉𝑐 e 𝑉𝑑 - São forças cortantes na
vertical;
• 𝜎𝑐 dA e 𝜎𝑑 dA - São forças normais
horizontais elementares;
• w.Δx - É a força devido a uma
carga distribuída;
• ΔH – É a resultante de forças
Imagem 03: Forças aplicadas no
elemento CDD’C’. – (Fig. 6.23 - cortantes longitudinais, mantendo o
Livro Beer). equilíbrio da seção.
Equação de Equilíbrio
+ Σ𝐹𝑥 = 0
ΔH + 𝐶𝜎 − 𝜎𝐷 . 𝑑𝐴 = 0
ΔH + 𝜎𝐶 . 𝐴 − 𝜎𝐷 . 𝐴= 0
ΔH = 𝜎𝐷 . 𝐴 − 𝜎𝐶 . 𝐴
ΔH = A. (𝜎𝐷 − 𝜎𝐶 )
Imagem 04: Forças aplicadas no
elemento CDD´C´. – (Fig. 6.23 - Livro
Beer).
Equação de Equilíbrio
Resmat I ► 𝑀.𝑦
𝜎= 𝐼
Assim, pode-se substituir essa expressão, o que gera:
𝑀𝐷 . 𝑦 𝑀𝐶 . 𝑦 MD −MC
ΔH = A. ( - )= A. y. ( )
I I I
Ademais, sabe-se que: 𝐴. 𝑦 = 𝑦 . 𝑑𝐴 = 𝑄, logo:
ΔM
ΔH = Q . ( )
I
Equação de Equilíbrio
Se o momento varia conforme X varia, tem-se:
ΔM = V. Δx
Pode-se afirmar que:
V. Δx
ΔH = .Q
I
Equação de Equilíbrio
V. Q
ΔH = . Δx
I
• ∆𝐻 : Força cortante longitudinal que atua na seção;
• 𝑄 : Momento estático da área;
• 𝑉 : Força cortante vertical na seção;
• 𝐼 : Momento de inércia da seção toda;
• Δx: Variação do comprimento.
Equação de Equilíbrio
Ao dividir ambos os membros da equação por Δx:
ΔH V. Q Δx
= .
Δx I Δx
Encontra-se, a força cortante horizontal ou fluxo de
cisalhamento (q):
Δ𝑯 𝑽. 𝑸
𝒒= =
Δ𝒙 𝑰
A viga caixão é semelhante
Viga Caixão a uma viga W, entretanto, ela
possui duas abas. Assim, esse tipo
de viga se mostra capaz de
suportar grandes cargas,
superiores, inclusive, as cargas as
quais a viga W consegue.
Ademais, além de suportar cargas
superiores, esse tipo de viga
também se mostra mais leve.
Dessa maneira, esse tipo de
elemento se torna mais econômico
do que uma viga I em estruturas
de grandes vãos.
Imagem 05: Representação de uma viga
caixão.
Viga Caixão
Normalmente essas vigas são construídas com
mínimo de 1,5 m de altura, possibilitando acesso ao seu
interior para inspeção e, nestes casos, podem ser utilizados
varões para aumentar sua resistência.
Imagem 06: Representação da viga caixão.
Viga Caixão
SAUR - Comparação entre a viga "i" e a viga "caixão" – YouTube
Aplicação do conceito 6.4 - Beer
Uma viga caixão quadrada é feita com duas tábuas de 19x76
mm e outras duas tábuas de 19x114 mm, pregadas como mostra a
figura. Sabendo que o espaçamento entre os pregos é de 45 mm e
que a viga está submetida a uma força cortante vertical de
intensidade V = 2,7KN, determine a força cortante em cada prego.
Aplicação do conceito 6.4 - Beer
Resolução:
Isola-se a tábua superior e considera-se a força total por unidade
de comprimento, q, a qual é exercida em suas duas bordas. Dessa
maneira, é utilizada a equação deduzida anteriormente, na qual Q
representa o momento estático com relação a linha neutra da área
sombreada A’, conforme imagem a seguir, e I é o momento de inércia
em relação ao mesmo eixo de seção transversal inteira da viga caixão.
Aplicação do conceito 6.4 - Beer
Imagem 07: (a) Viga caixão constituída por tábuas pregadas juntas. (b) Geometria para
encontrar o momento estático da área da tábua superior. (c) Geometria para encontrar o
momento de inércia de toda seção transversal. – (Fig. 6.24 - Livro Beer).
Aplicação do conceito 6.4 - Beer
• Momento estático com relação a L.N.:
𝑄 = 𝐴′ . 𝑦ത = [(19𝑚𝑚)(76𝑚𝑚)](47,5𝑚𝑚)
𝑸 = 𝟔𝟖𝟓𝟗𝟎 𝒎𝒎𝟑
• Momento de inércia de um quadrado em relação a um eixo que passa
pelo centroide:
𝑎4 (114𝑚𝑚)4 (76𝑚𝑚)4
𝐼= = −
12 12 12
𝑰 = 𝟏𝟏, 𝟐𝟗 . 𝟏𝟎𝟔 𝒎𝒎𝟒
Aplicação do conceito 6.4 - Beer
• Substituindo os valores encontrados na equação de fluxo:
V. Q (2700N)(68590mm3 )
q= = 6 4
= 𝟏𝟔, 𝟒 𝑵/𝒎𝒎
I 11,29.10 mm
• Como a viga e a tábua superior são simétricas em relação a um
plano vertical de carregamento, são aplicadas forças iguais em
ambas as bordas da tábua. A força por unidade de comprimento em
cada uma dessas bordas é então:
1 1
q= 16,4 N/mm = 𝟖, 𝟐 𝑵/𝒎𝒎
2 2
Aplicação do conceito 6.4 - Beer
• Como o espaçamento entre os pregos é 45 mm, a força
cortante em cada prego é:
F=d.q
F = (45mm)(8,2 N/mm)
F = 369 N
Exemplo 5.16 - Gere
Uma viga em caixa de madeira é construída com duas tábuas,
cada uma com seção transversal de 40x180 mm, que servem como
flanges para duas almas de compensado, cada uma com espessura
de 15 mm. A altura total da viga é de 280 mm. O compensado é
preso aos flanges através de parafusos para madeira que têm uma
força de cisalhamento admissível de F = 800 N cada. Se a força de
cisalhamento V agindo na seção transversal é de 10,5 KN,
determine o máximo espaçamento longitudinal permissível s dos
parafusos.
Exemplo 5.16 - Gere
Imagem 08: Viga em caixão de madeira. – (Fig. 5.44 - Livro Gere).
Exemplo 5.16 - Gere
• Calculando o fluxo de cisalhamento através da fórmula:
V .Q
q=
I
• Temos que o momento estático é em relação à área do flange
superior:
Q=A.y
Q = [ 40mm 180mm ] 120mm
𝑸 = 𝟖𝟔𝟒 . 𝟏𝟎𝟑 𝒎𝒎𝟑
Exemplo 5.16 - Gere
• O momento de inércia da seção transversal será em relação a área do
quadrado maior menos a do quadrado menor.
210mm . (280mm)3 180𝑚𝑚 . (200mm)3
I= −
12 12
𝐈 = 𝟐𝟔𝟒, 𝟐 . 𝟏𝟎𝟔 𝐦𝐦𝟒
• Substituindo na fórmula do fluxo:
10,5 x 103 N (864 x 103 mm³)
q=
264,2 x 106 mm4
𝒒 = 𝟑𝟒, 𝟑 𝑵/𝒎𝒎
Exemplo 5.16 - Gere
Como existem dois parafusos, temos que 2F é a capacidade
dos dois parafusos por uma distância s ao longo da viga. Logo, o
2𝐹
fluxo de cisalhamento é . Com isso, podemos achar o valor de s.
𝒔
2𝐹
q=
𝒔
2F
s= q
2 . (800 N)
s= = 46,6mm
34,3 N/mm
Exemplo 5.16 - Gere
➢46,6mm é o máximo de espaçamento admissível entre os
parafusos da viga, com relação a carga de cisalhamento
permitida por parafuso. Qualquer valor maior que 46,6mm
sobrecarregaria os parafusos. Na vida real, por segurança e na
fabricação seria selecionado s = 45mm, ficando alguns mm a
menos do valor calculado.
Tensões de cisalhamento em barras
de paredes finas
São classificadas como vigas de
paredes finas as vigas que possuem
espessura pequena com relação à sua
altura e largura.
Além disso, são vigas que tenha
seção transversal aberta (viga I) ou
em canal aberto (viga caixão).
Imagem 09: Vigas de paredes finas.
Tensões de cisalhamento em barras de
paredes finas
As equações trazidas
anteriormente vão ser usadas
novamente para calcular o fluxo de
cisalhamento e a tensão de
cisalhamento média em barras de
paredes finas como as vigas caixão
e vigas de mesas largas.
A seguir, vamos analisar uma
viga em I, de seção transversal de
Imagem 10: (a) Seção de uma viga de mesas largas com comprimento ∆x,
mesa larga com força cortante vertical
alma fina e com força cortante
V. (b) Segmento de mesa com força
vertical V:
cortante longitudinal ∆H.
Tensões de cisalhamento em barras de
paredes finas
• Destacando-se um elemento ABB’A’ da mesa superior:
A área é: ∆A = ∆x . t
Dividindo a força cortante longitudinal ∆𝐻 pela área do corte,
temos a tensão de cisalhamento média que atua no elemento:
∆𝐻 𝑉 .𝑄 ∆𝑥
∆𝐴 = 𝐼 . ∆𝑥 .𝑡
𝑽 .𝑸
𝝉𝒎é𝒅. =
𝑰 .𝒕
Tensões de cisalhamento em barras de
paredes finas
Como já visto em Resmat I, as tensões perpendiculares
entre si precisam ser iguais para manter o equilíbrio (𝜏𝑥𝑧 = 𝜏𝑧𝑥 ),
podemos concluir que a componente horizontal 𝜏𝑥𝑧 da tensão de
cisalhamento em qualquer ponto de uma seção transversal da
mesa pode ser obtida pela equação da 𝜏𝑚é𝑑.
Imagem 11: Elemento de tensão em um segmento de mesa.
– (Fig. 6.26 - Livro Beer).
Tensões de cisalhamento em barras de
paredes finas
No caso abaixo, o momento estático Q Já na imagem b, um resultado similar
será em relação à área sombreada. foi encontrado para a componente
vertical 𝜏𝑥𝑦 da tensão de cisalhamento
na alma da peça.
Imagem 12: Seções de uma viga de mesa larga mostrando a tensão de cisalhamento. (a) na
mesa e (b) na alma. A área sombreada é utilizada para calcular o momento estático da
área. – (Fig. 6.27 - Livro Beer).
Tensões de cisalhamento em barras de
paredes finas
Em vigas caixões, paredes finas e meios tubos, a equação
de tensão cisalhamento também pode ser usada. Desde que, as
forças sejam aplicadas em um plano de simetria do componente.
Em cada um dos casos apresentados anteriormente, o
corte deve ser perpendicular à superfície do componente.
Tensões de cisalhamento em barras de
paredes finas
Comparando as duas equações já mostradas
anteriormente:
𝑉 .𝑄 V .Q
𝜏𝑚é𝑑. = 𝐼 .𝑡
e q= I
Temos:
V .Q
𝜏𝑚é𝑑. . t = =q
I
Como V e I são constantes em algumas seções, a variável
q depende apenas de Q.
Tensões de cisalhamento em barras de
paredes finas
No caso de uma viga caixão, o fluxo de cisalhamento q é
crescente desde zero (A) até seu maior valor (C e C’). Em seguida,
diminui continuamente voltando a zero no ponto E.
Não há uma variação abrupta na intensidade de q quando
passamos por um vértice em B, D, B’ ou D’, e o sentido de q nas partes
horizontais da seção pode ser facilmente obtido pelo seu sentido nas
partes verticais (que é o mesmo sentido da força cortante V).
Tensões de cisalhamento em barras de
paredes finas
Imagem 13: Variação de q em uma seção de viga caixão. – (Fig. 6.30 - Livro
Beer).
Tensões de cisalhamento em barras de
paredes finas
Agora, para vigas de mesas largas:
Os valores de q nas partes AB e A’B da mesa superior são
distribuídos simetricamente. Quando viramos em B em direção à
alma, os valores de q correspondentes às duas metades da mesa
devem ser combinados para obter o valor de q no topo da alma.
O valor máximo de q atingido se encontra na linha
neutra.
Em seguida, q diminui, e em D se divide em duas partes
iguais correspondendo às duas metades da mesa inferior.
Tensões de cisalhamento em barras de
paredes finas
Imagem 14: Variação de q em uma seção de viga de mesas largas. – (Fig. 6.31 - Livro
Beer).
Problema resolvido 6.3 - Beer
Sabendo que as forças cortante vertical é 220KN em uma viga W
250x101, determine a tensão d cisalhamento horizontal na mesa
superior em um ponto α localizado a 110mm da borda da viga. As
dimensões e outros dados geométricos da seção laminada são dados no
Apêndice C.
Estratégia: Determine a tensão de cisalhamento horizontal na
seção desejada.
Problema resolvido 6.3 - Beer
Imagem 15: (a) Segmento de viga em área parcialmente plastificada. (b) Elemento DCC’’D’’ está
totalmente plastificado. – (Fig. 1 - Livro Beer).
Problema resolvido 6.3 - Bee
Como mostrado na fig. 1, isolamos a parte sombreada da mesa
cortando ao longo da linha tracejada que passa pelo ponto α.
Q = (110mm)(19,6mm)(122,2mm)
Q = 26,35 x 𝟏𝟎𝟒 mm³
𝑉 .𝑄 220 x 103 𝑁 (26,35 x 104 𝑚𝑚³)
τ= 𝐼 .𝑡
= (164 x 106 𝑚𝑚4 )(19,6mm)
τ = 18,03 MPa
Problema resolvido 6.4 - Beer
Resolva o Problema 6.3, considerando que placas de 19x300mm
foram soldadas às mesas da viga W 250X101 com cordões contínuos de
solda, como mostra a figura.
Estratégia: Calcule as propriedades para a viga composta e
então determine a tensão de cisalhamento na seção desejada.
Problema resolvido 6.4 - Beer
Imagem 16: Imagem referente ao problema resolvido 6.4. – (Livro Beer).
Problema resolvido 6.4 - Beer
Imagem 17: Dimensões da seção transversal para calcular o momento de inércia. – (Fig. 1 -
Livro Beer).
Problema resolvido 6.4 - Beer
Para a barra composta mostrada na fig. 1, o momento de inércia
em relação ao eixo que passa pelo centroide é:
(300mm)(19mm)³
I = (164 x 10 𝑚𝑚 + 2 [
6 4
12
+ (300mm)(19mm)(141,5mm)²]
I = 392,6 x 𝟏𝟎𝟔 𝒎𝒎𝟒
Problema resolvido 6.4 - Beer
Imagem 18: Dimensões utilizadas para encontrar o momento estático da área e da tensão de
cisalhamento na junção mesa-alma. – (Fig. 2 - Livro Beer).
Problema resolvido 6.4 - Beer
Como a placa superior e a mesa estão conectados somente nas
soldas, encontramos a tesão de cisalhamento em α traçando uma seção
pela mesa em α, entre a placa e a mesa, e novamente por meio da mesa
no ponto simétrico α′ (Fig. 2).
Para a área sombreada que isolamos, temos:
t = 2𝑡𝑓 = 2(19,6mm) = 39,2mm
Q = 2 [(110mm)(19,6mm)(122,2mm)] + (300mm)(19mm)(141,5mm)
Q = 133,35 x 104 mm³
𝑉 .𝑄 220 x 103 𝑁 (133,35 x 104 mm³)
τ= =
𝐼 .𝑡 (164 x 106 𝑚𝑚4 )(39,2mm)
τ = 𝟏𝟗, 𝟎𝟔𝟐 𝑴𝑷𝒂
Problema resolvido 6.5 - Beer
Uma viga extrudada de paredes finas é feita de alumínio e tem
uma espessura de parede uniforme de 3mm. Sabendo que a força
cortante na viga é de 5KN, determine (a) a tensão de cisalhamento no
ponto A e (b) a máxima tensão de cisalhamento. Nota: As dimensões
dadas referem-se a linhas médias entre as superfícies externa e interna
da viga.
Estratégia: Determine a localização do centroide e calcule o
momento de inércia. Calcule as duas tensões desejadas.
Problema resolvido 6.5 - Beer
Centroide. Utilizando a Fig.1, notamos que AB = AD = 65mm.
Imagem 19: Imagem referente ao problema resolvido 6.5. – (Livro Beer).
Problema resolvido 6.5 - Beer
σ(𝑦𝐴)
ത 2 [ 65𝑚𝑚 3𝑚𝑚 30𝑚𝑚 ]
Y= σ𝐴
=2 65𝑚𝑚 3𝑚𝑚 +(50𝑚𝑚)(3𝑚𝑚)
𝐲ത = 21,67mm
Imagem 20: Dimensões da seção para encontrar o centroide. – (Fig. 1- Livro Beer).
Problema resolvido 6.5 - Beer
Momento de inércia centroidal. Cada lado da viga de paredes finas pode
ser considerado um paralelogramo (Fig. 2), e lembramos que para o caso mostrado
𝑏ℎ³
𝐼𝑛𝑛 = 12 , em que b é medido na paralela ao eixo 𝑛𝑛. Usando a Fig. 3, escrevemos:
b = (mm)/cos β = (3mm) / (12/13) = 3,25mm
𝐼 = ( 𝐼 ҧ + 𝐴𝑑²)
(3,25mm)(60mm)³ (50mm)(3mm)³
𝐼=2 + (3,25mm)(60mm)(8,33mm)² + +
12 12
(50mm)(3mm)(21,67mm)²൨
𝐼 = 214,6 x 10³ 𝑚𝑚4
𝑰 = 0,2146 x 𝟏𝟎−𝟔 𝒎𝟒
Problema resolvido 6.5 - Beer
Imagem 21: Dimensões Imagem 22: Determinação da largura
localizando o centroide. – horizontal para elementos laterais. –
(Fig. 2 - Livro Beer). (Fig. 3 - Livro Beer).
Problema resolvido 6.5 - Beer
a) Tensão de cisalhamento em A. Se ocorre uma tensão de cisalhamento
𝜏𝐴 em A, o fluxo de cisalhamento será 𝑞𝐴 = 𝜏𝐴 t e deverá ser direcionado
por uma das duas maneiras mostradas na fig. 4. No entanto, a seção
transversal e o carregamento são simétricos em relação a uma linha
vertical passando por A e, portanto, o fluxo de cisalhamento também
deverá ser simétrico, Como nenhum dos possíveis fluxos de
cisalhamento é simétrico, concluímos que:
𝝉𝑨 = 0
Imagem 23: Possíveis direções para o fluxo de
cisalhamento em A. – (Fig. 4 - Livro Beer).
Problema resolvido 6.5 - Beer
b) Tensão de cisalhamento máxima. Como a espessura da parede é
constante, a tensão de cisalhamento máxima ocorre na linha neutra,
na qual Q é máximo. Sabemos que a tensão de cisalhamento em A é
zero, então cortamos a seção ao longo da linha tracejada mostrada na
figura e isolamos a parte sombreada da viga (Fig. 5). Para obtermos a
maior tensão de cisalhamento, o corte na linha neutra é feito
perpendicular aos lados, e tem comprimento t = 3mm.
Q = [(3,25mm)(38,33mm)](38,33mm/2) = 2387mm³
Q = 2,387 x 10−6 m³
𝑉 .𝑄 (5𝐾𝑁)(2,387𝑥10−6 𝑚3 )
𝝉𝑬 = = 𝝉𝒎á𝒙. = 18,54MPa
𝐼 .𝑡 (0,2146 𝑥 10−6 𝑚4 )(0,003𝑚)
Problema resolvido 6.5 - Beer
Imagem 24: Seção para encontrar a tensão de cisalhamento máxima. – (Fig. 5 - Livro Beer).
Deformações plásticas
• Revisão sobre materiais elastoplásticos:
Em resumo, materiais elastoplásticos combinam propriedades
elásticas e plásticas. Eles seguem a lei de Hooke quando a tensão está
dentro da faixa elástica, mas exibem deformação plástica irreversível
quando a tensão excede o limite de elasticidade. Como por exemplo, o
aço estrutural. Este apresenta como característica o escoamento bem
definidos e passa por grandes deformações durante o escoamento.
Deformações plásticas
Considerando uma viga AB em balanço, com uma força P
submetida na sua extremidade livre A, o maior valor de momento fletor
ocorre no engastamento BB’.
M = P.L
Imagem 25: Viga em balanço tendo o momento máximo PL na seção B-B’. Enquanto PL ≤ 𝑀𝑦 , a
viga permanece elástica. – (Fig. 6.32 - Livro Beer).
Deformações plásticas
Desde que M = P.L não ultrapasse o momento elástico máximo
𝐼
𝑀𝐸 = 𝑐 𝐸 , a tensão normal 𝑥 não excederá a tensão de escoamento
𝐸.
𝑀
Quando P for maior que 𝐸 , o escoamento se inicia em B e B’ e
𝐿
se propaga em direção a extremidade
livre da viga AB.
Imagem 26: Viga em balanço exibindo escoamento parcial, mostrando o centro elástica na
seção C-C’. – (Fig. 6.33 - Livro Beer).
Deformações plásticas
Observando a imagem 26, podemos encontrar a metade da
espessura (𝑦𝐸 ) do núcleo elástico naquela seção, usando a equação
deduzida em aulas anteriores:
3 1 𝑦𝐸 ²
M= 𝑀 1−
2 𝐸 3 𝑐²
Substituindo M por P.x, temos:
𝟑 𝟏 𝒚𝑬 ²
P.x = 𝑴 𝟏−
𝟐 𝑬 𝟑 𝒄²
Deformações plásticas
A partir desta equação podemos traçar o gráfico 𝑦𝐸 em função de
x. Obtendo o limite entre zonas elásticas e plástica.
Imagem 27: Viga em balanço totalmente plástica tendo PL = 𝑀𝑃 = 1,5 𝑀𝑦 . – (Fig. 6.34 - Livro
Beer).
Deformações plásticas
3
Para P.L < 𝑀 : a parábola intercepta a linha BB’;
2 𝐸
3
Para P.L = 2 𝑀𝐸 , ouseja, quando o 𝑀𝑃 é atingido temos, pela
equação anterior que 𝑦𝐸 = 0 para x = L, mostrando que o vértice da
parábola está localizado na seção BB’, e que essa seção se tornou
totalmente plástica.
Deformações plásticas
Relembrando a equação 𝑦𝐸 = 𝜀𝐸 . 𝜌, verificamos que para 𝑦𝐸 = 0,
temos 𝜌 = 0 (maior dobra da viga na extremidade fixa). Dizemos que,
neste ponto, uma rótula plástica foi desenvolvida.
𝑀𝑃
Assim, a força 𝑃 = 𝐿
é a maior força que a viga poderia suportar.
Deformações plásticas
Agora, analisando as tensões de cisalhamento, consideramos um
elemento totalmente na zona plástica CC’’D’’D em que as tensões
normais nas faces laterais serão igual à 𝐸 e, para o equilíbrio do corpo
livre, a força cortante horizontal ∆𝐻 utilizada em sua face interior é
nula.
Imagem 28: (a) Segmento da viga na área parcialmente
plástica. (b) O elemento DCC’’D’’ é totalmente plástico.
– (Fig. 6.35 - Livro Beer).
Deformações plásticas
A força cortante vertical V = P em CC’ será distribuída somente
na região elástica EE’ da seção.
Imagem 29: Distribuição parabólica da força cortante no centro elástico. – (Fig. 6.35 - Livro
Beer).
Deformações plásticas
Resmat I ► 3𝑉 𝑦²
𝝉𝒙𝒚 = 2 𝐴 1 − 𝑐²
Em deformações plásticas consideramos c = 𝑦𝐸 e chegamos à equação:
3𝑉 𝑦²
𝝉𝒙𝒚 = 2 𝐴 1 − 𝑦
𝐸²
A = área da seção transversal retangular da zona elástica 2𝑦𝐸 x b.
Quando y = 0, tensão de cisalhamento 𝝉𝒙𝒚 é máxima:
3𝑉
𝝉𝒎á𝒙. = 2𝐴
Deformações plásticas
À medida em que a área A’ da parte elástica da seção diminui, a
𝝉𝒎á𝒙. aumenta até o ponto em que atinge a tensão de escoamento em
cisalhamento 𝝉𝑬 (maior tensão que suporta); assim, a força cortante
contribui para a falha final da viga.
PARA UMA ANALISE MELHOR DE FALHA: DEVERÁ LEVAR EM
CONTA A TENSÃO NORMAL E A DE CISALHAMENTO SEMPRE.