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3 - Endodontia

Este documento descreve os principais aspectos da endodontia, incluindo a anatomia dental interna, cirurgia de acesso, etapas do tratamento endodôntico, características dos canais radiculares e conclusões importantes. O documento fornece detalhes técnicos sobre procedimentos endodônticos.

Enviado por

Daniela Pierre
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3 - Endodontia

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Endodontia

01. Anatomia dental interna ........................................................................................................ Pág. 02


02. Cirurgia de Acesso ............................................................................................................... Pág. 03
03. Etapas do Tratamento Endodôntico ......................................................................................... Pág. 04
04. Canais curvos ...................................................................................................................... Pág. 08
05. Medicação Intracanal ............................................................................................................ Pág. 11
06. Substancia Química Auxiliar ................................................................................................... Pág. 13
07. Recursos Semiotécnicos ........................................................................................................ Pág. 14
08. Diagnóstico e Tratamento das Doenças Pulpares ....................................................................... Pág. 16
09. Alterações Pulpares ............................................................................................................. Pág. 17
10. Urgências em Endodontia....................................................................................................... Pág. 22
11. Retratamento Endodôntico ..................................................................................................... Pág. 23
12. Instrumentação rotatória ...................................................................................................... Pág. 26
13. Terapêutica Medicamentosa em Endodontia ............................................................................. Pág. 27

1
Anatomia Dental Interna

Método de Clark
Objeto por palatino
Desvio distoangular ------->
Deslocamento do objeto para distal ------>

Objeto por vestibular


Desvio distoangular ------>
Deslocamento do objeto para mesial <------

Características Gerais
O dente possui no seu interior uma cavidade denominada cavidade pulpar, ocupada pela polpa dental. Essa
cavidade é totalmente circundada por dentina, a dentina coronária e pela dentina radicular, com exceção da
área do forame apical, na extremidade radicular. A cavidade pular divide-se em:
- Câmara pulpar: porção da cavidade pulpar correspondente à coroa dental;
- Canal radicular: porção da cavidade pulpar correspondente à raiz ou raízes dentais.

Câmara Pulpar
É limitada por paredes que recebem os nomes iguais aos das faces que estão voltadas. O número de faces que
compõe a câmara pulpar depende do número de canais que o dente contém e do grupo dental a que pertence.
Dente Unirradiculado: parede vestibular, lingual, mesial, distal, teto da câmara pulpar;
Dente Multirradiculado: parede vestibular, lingual, mesial, distal, teto e assoalho da câmara pulpar.

- O assoalho é liso, convexo e arredondado.

Denominações das Ramificações

1. Canal principal: muitas vezes é sinônimo de canal radicular. É o mais importante e percorre todo o eixo
longitudinal da raiz até o ápice radicular.

2. Canal colateral: corre paralelo ao canal principal.

3. Canal lateral: parte do canal principal à superfície externa da raiz, no terço cervical ou médio.

4. Canal secundário: parte do canal principal à superfície externa da raiz, no terço apical.

5. Canal acessório: deriva de um canal secundário para terminar na superfície externa da raiz.

6. Intercanal: é um pequeno canal que liga entre si os demais canais.

7. Canal recorrente: é um canal que sai e retorna ao canal principal após percorrer um pequeno trajeto
dentinário.

8. Canal cavo inter-radicular: é um canal que deriva da câmara pulpar e atinge a superfície externa da raiz,
na zona de bi ou trifurcação.

9. Delta apical: são múltiplas ramificações do canal principal nos milímetros apicais.

Para simplificação, denominamos genericamente ‘canal acessório’ todo aquele que possa estar presente, exceto
o canal principal.

2
Conclusões de Hess

1. Formação de paredes dentinárias: a presença delas divide um canal originalmente único em dois canais, que
por sua vez podem terminar em dois forames apicais distintos ou se unir e terminar forame único.

2. Presença de ramificações do canal principal.

3. Alterações no volume da cavidade pulpar com o evoluir da idade, pela deposição de dentina secundária.

4. Alterações no volume da cavidade pulpar com o evoluir da idade, pela formação de dentina reparadora.

Conclusões de Kutler

1. O canal possui a forma de 2 cones truncados, unidos por suas bases menores.Um dos canais é externo,
revestido por dentina e denominado canal dentinário. O outro é curto e revestido por cemento, o canal
cementário.

2. O canal cementário não acompanha a mesma direção do canal dentinário, mas se desvia para a distal.

3. A união entre o canal dentinário e o cementário é denominado de limite cemento-dentina-canal (CDC) ou


junção cemento-dentina (JCD).

4. O CDC é o ponto de maior constrição do canal radicular.

5. A última camada de odontoblastos encontra-se no limite CDC.

Características Radiculares
A lima só vai até o cone dentinário. O cemento forma tecido osteóide. Se
entrar material no cemento, pode ser reconhecido como corpo estranho.

Forame Apical: abertura final do canal radicular.

3
Cirurgia de Acesso
É a fase operatória inicial do tratamento endodôntico, que nos permite o acesso à câmara pulpar e ao sistema
de canais radiculares.

Objetivos:
1. Acesso mais direto possível;
2. Remoção completa do teto;
3. Respeito ao assoalho.
4. Deverá oferecer acesso direto ao canal radicular
5. O limite deverá incluir: cornos pulpares, saliências e retenções
6. O assoalho da câmara não deverá ser tocado
7. Limpeza e anti-sepsia da cavidade.

Precede à abertura:
 Profilaxia oral
 Bochecho com digluconato de clorexidina à 0,12%;
 Isolamento absoluto

Etapas Operatórias
 Remover tecido cariado;
 Remover esmalte sem suporte;
 Remover restaurações imperfeitas.
 Verificar presença de: cáries, restaurações metálicas, aparelhos ortodônticos, pino intra-radiculares.

Erros mais freqüentes


 Ponto de eleição incorreto
 Perfuração vestibular ou cervical
 Formação de degrau
 Abertura insuficiente
 Perfuração da câmara pulpar
 Broca pressionada incorretamente
 Preparo muito extenso e profundo.

Ponto de eleição: é o ponto onde se inicia o acesso a câmara pulpar.

Direção de trepanação: é a direção que damos ao trépano, a partir do ponto de eleição, para alcançar a parte
mais volumosa da polpa.
- Dente unirradicular: longo eixo do dente.
- Dente multirradicular: direção ao canal de maior volume.

Forma de contorno: permite acesso à entrada e ao interior dos canais:


- Remoção completa do teto.
- Inicialmente projeta a anatomia externa do dente.
- Vai depender do: tamanho do dente, forma da câmara pulpar, número de canais e suas curvas.

4
Etapas do Tratamento Endodôntico

1 – Fase de Esvaziamento: remoção da polpa com o uso das limas.

- Na polpa morta, a primeira manobra técnica é a penetração desinfetante.


Penetração desinfetante - Antes de entrar com a lima, o canal radicular deve estar umedecido com o hipoclorito
de sódio, daí a lima poderá penetrar no canal com a medida do CAD – 3 mm dividido por 3. Para cada terço do
canal, a lima ira entrar com a medida de 1/3 do CAD-3.

- Na polpa viva e inflamada pode entrar com a lima de uma vez: exploração.
Exploração do canal radicular: entrar com a lima direto no canal radicular com a medida do CAD – 3 mm sem a
utilização do hipoclorito de sódio assim removendo a polpa viva e inflamada (pulpectomia).

Técnica: pegar o raio-x de diagnóstico, ver o CAD e subtrair 3mm. Quando subtrair os 3mm obtém-se o CRI.
Pega a lima, coloca no canal. Primeiro, coloca no terço cervical, e agita a lima. Depois coloca no terço médio e
por último no terço apical. Antes de colocar a lima, irrigar o canal com liquido de Dakin. O líquido de Dakin é
solvente, bactericida, tem cloro e lubrifica.

Após a remoção da polpa (limpeza do canal) ocorre o alargamento do canal (modelagem) e preenchimento com
guta-percha.

Local onde há maior quantidade de bactérias: terço cervical


Local onde há mais bactérias patogênicas: terço apical

2 – Preparo Cervical: é o desgaste realizado a partir da entrada do canal radicular e que se estende pelo
terço cervical, podendo chegar no máximo até o final do terço médio.

Indicação: todos os canais, sendo particularmente útil nos dentes que apresentam canais atresiados e/ou
curvos.

Materiais:
- Instrumentos (limas tipo K) de números 08, 10, 15 e 20
- Hipoclorito de sódio
- Brocas de Gates Glidden números 1 e 2
- Broca de Largo número 1
- Brocas devem atuar no máximo até terços médios de canais retos e na porção reta de canais curvos.

Sequência técnica:
- Instrumentar o canal com os instrumentos de números 08 até 20, com a medida estabelecida pelo CAD -
3mm.
- Emprego das brocas de Gates Glidden e de Largo apenas no terço cervical e médio ou na porção reta dos
canais com curvatura.
- Recapitular a lima de número 15 ou 20 no CAD - 3mm, entre o emprego de cada broca.
- Irrigação e aspiração abundante com Hipoclorito de sódio durante todo o procedimento.

Vantagens:
 Facilitar o acesso e a ampliação do terço apical de canais curvos;
 Permitir a manutenção da forma e a posição do forame apical;
 Auxiliar no desenvolvimento da forma cônica do preparo do canal radicular;
 Otimizar a irrigação e aspiração;
 Contribuir para a desinfecção de dentes com polpa mortificada;
 Facilitar a aplicação da medicação intra-canal;
 Facilitar a adaptação do cone principal de guta percha.

Cuidados
 O baixa rotação deverá estar funcionando no sentido horário;
 A broca deverá entrar e sair do canal radicular girando;
 A broca não deverá ser forçada no sentido apical;
 Deve-se fazer somente movimentos de entrada e retirada, evitando-se movimentos pendulares;
 O canal deverá sempre estar preenchido por uma substância irrigadora;
 E a cada troca de broca ou lima deverá ser realizada a irrigação e aspiração;

3 - Odontometria
Tem como objetivo a obtenção do comprimento real do dente (CRD) e, a partir dele, determinar o comprimento
real de trabalho (CRT) que é até onde a instrumentação e a obturação serão realizadas, a fim de que o
tratamento endodôntico respeite os limites biológicos preconizados.
5
Sequência técnica:
- estabelecer o CAD na radiografia de diagnóstico e comparar com a tabela de médias
- subtrair 3mm do CAD e esta medida colocar em um instrumento (CRI).
- introduzir um instrumento que fique justo no canal e realizar uma tomada radiográfica
- medir a diferença na radiografia entre a ponta do instrumento e o vértice radiográfico.
- realizar uma tomada radiográfica de forma que um instrumento fique apenas 1mm do vértice radiográfico, e
assim obtermos o CRD e o CRT.

CRD = CRI + diferença entre a ponta do instrumento e o vértice radiográfico

CRT (comprimento real de trabalho): CRD - 1mm.

TÉCNICA DE INGLE

1. Medir o dente na radiografia (CAD).


2. Subtrair 3 mm do CAD.
3. Tomada radiográfica (CRI).
4. Medir a diferença entre a extremidade final da lima e o final da raiz e somar com a medida do CRI.
5. Confirmar o comprimento com uma nova tomada radiográfica.

MEDIDAS RECOMENDADAS (CRT) - Comprimento real de trabalho: CDR -1

4. Preparo Químico Cirúrgico


- Logo após a Odontometria
- Completa modelagem e limpeza do sistema de canais radiculares.
- A parte química vai atuar nos canais secundários.

Objetivo: transformar o canal radicular anatômico em um canal cirúrgico, o qual teria a mesma forma do
original.
- Limitar a instrumentação dentro do canal dentinário
- Não deslocar o conteúdo do canal para os tecidos apicais
- Eliminar todos os restos de tecidos

Materiais:
- Instrumentos endodônticos manuais
- Hipoclorito de sódio a 0,5 ou 1%
- Endo PTC
- EDTA
- Material para irrigação e aspiração

* Importância do degrau apical: para que o cone, na hora da obturação tenha um apoio.

Dakin + Endo PTC: ocorre a potencialização das propriedades.


- “Ferve” -> se não borbulhar, algum está estragado.
- Libera cloro e oxigênio.

Limas: aumento da conicidade 0,02 por mm.


D0 -------- D16 = 0,32

A lima tem que esta justa no canal para cortar a dentina e alargar o canal

Seqüência PQC
- acesso ao CRT
- alargamento com movimentos circulatórios
- formação de degrau
Sempre respeitando o CRT

* Qual fator principal da escolha do ultimo instrumento?


Em relação à condição anatômica.

Técnica para canais retos:

a) Acesso ao CRT com limas Tipo K + hipoclorito de sódio + Endo PTC


- Movimento oscilatório de ¼ de volta à direita e a esquerda, com suave pressão no sentido apical.
- Encontrando resistência, alternar com movimento de retirada linear pouco amplo.

b) Ampliação do diâmetro anatômico do canal

6
- Movimento de limagem com penetração passiva e retirada ativa com tração oblíqua contra todas as paredes.

c) Delimitação do degrau apical


- Movimento oscilatório de ½ volta a direita e a esquerda sem pressão apical e com a lima no CRT

d) Refinamento (remoção do magma dentinário)


- Último instrumento usado no PQC
- Movimento oscilatório de ½ volta à direita e a esquerda sem pressão apical, alternando com movimento de
retirada linear de 2 a 3mm, e estando o canal preenchido com solução de EDTA.
- O magma dentinário fica aderido nas paredes do canal. Se ele ficar vai obstruir túbulos, canais laterais.
Remoção do magma EDTA -> solvente quelante, com função de dissolver o magma.

OBJETIVOS MECÂNICOS DO PQC:


- Desenvolver forma cônica continua com a base apical menor e a cervical maior.
- A conicidade deve obedecer e respeitar curvaturas e inclinações do canal radicular.
- Criar um degrau apical nos limites do canal dentinário, respeitando o CRT determinado na Odontometria
- Manter o forame apical na sua posição original.

OBJETIVOS BIOLÓGICOS DO PQC:


- Limitar a instrumentação dentro do canal dentinário
- Não deslocar qualquer material para os tecidos periapicais
- Eliminar todos os restos de tecido vivo ou decomposto, contaminado ou não, do sistema de canais radiculares.
- Preparar totalmente cada canal de maneira independente e na mesma sessão
- Criar espaço suficiente para colocar medicamente intracanal, além de poder coletar exsudações suave,
causando menor agressão possível ao tecido dental.
- Realizar a instrumentação com suavidade, causando a menor agressão possível para o órgão dental.

5. Obturação
É o preenchimento tridimensional, completo e hermético do canal tanto no seu comprimento quanto na sua
largura.

Objetivos:
- Preencher o espaço anteriormente ocupado pela polpa, permitindo uma reparação biológica e possibilitando a
volta do dente às suas funções normais.
- Impedir a infiltração de exsudatos
- Impedir a reinfecção
- Criar ambiente favorável para a cicatrização periapical

Limite da obturação:
- Deve ser estritamente limitada ao segmento do canal radicular preparado

Momento oportuno:
- 48 a 72 horas após o PQC
- Ausência de dor
- Ausência de mobilidade
- Ausência de edema
Ausência de exsudato

Função dos materiais obturadores:


- Promover adesão e preencher espaço
- Lubrificação dos cones
- Ação bactericida e bacteriostática
- Estabelecer selamento adequado

Técnica de Obturação
- Anestesia
- Isolamento absoluto
- Embrocamento
- Remoção do selamento provisório
- Novo embrocamento
- Remoção da medicação intracanal
- Irrigação / Aspiração

Seleção do cone principal de guta-percha


- Lima do Preparo Apical
- Cone Principal
Nem sempre a estandardização das limas coincide com a dos cones.

7
Testes:
- Visual: mede o cone principal de acordo com a medida da ultima lima e leva no conduto.
- Táctil: tem que ficar 1mm do ápice e travar o cone.
- Radiográfico: ver se o cone parou no limite instrumentado.

Situações clínicas possíveis:


O cone não atinge o CRT ou atinge, mas não trava:
- Testar outro cone de mesmo calibre
- Cortar a ponta do cone
- Retificar o PA
- Refazer o PQC

Onde cortar o penacho: abaixo do colo clínico do dente, com condensador mais fino.

Início da Obturação
- Placa de vidro
- Espátula 24 flexível
- Cimento (pó e líquido)
- Espaçadores digitais (calibrados)
- Cones secundários

- Espatulação:
- Cimento em “Ponto de Fio”
- Pincelamento das paredes do canal
- Colocação do cone principal
- Colocação dos cones secundários
- Penacho
- Rx do penacho
- Corte do penacho com condensadores de paiva
- Limpeza da entrada do canal
- Selamento provisório: camada fina de guta-percha em bastão / Cimpat, OZE, Fosfato de Zinco ou Ionômero
de Vidro
- Rx final

* Quantas radiografias tiramos no tratamento endodôntico?


5: rx inicial, odontometria, prova do cone, penacho e final.

8
Canais Curvos

1. ACESSO AO FORAME (CRT)

 Limas do tipo K flexíveis pré-curvadas. (o instrumento usado na exploração do canal deve ter sua ponta
ligeiramente pré-curvada, com o objetivo de ampliar a sua área de atuação e dificultar que se prenda em
irregularidades das paredes do canal).

 Movimentos oscilatórios de ¼ de volta à direita e à esquerda, com suave pressão no sentido apical. Se
encontrar resistência, alternar com movimento de retirada linear de pequena amplitude 2 a 3mm.

Quando comparada com a mesma fase do PQC de canais retos e amplos, podemos observar que por
trabalharmos com canais curvos e finos, tem-se mais dificuldade de atingir o CRT.

Só passar para a próxima lima quando a ultima lima que usamos estiver larga no canal.

2. DELIMITAÇÃO DO DEGRAU APICAL


 Limas do tipo K flexíveis pré-curvadas
 Movimentos ocilatórios de ¼ de volta à direita e à esquerda, sem pressão apical

3. AMPLIAÇÃO DO DIÂMETRO ANATÔMICO DO CANAL RADICULAR


Quanto maior o calibre da lima, menor a flexibilidade dela, por isso, mais difícil chegar ao CRT.
Essa é uma das dificuldades de fazer a ampliação do canal.
Mínimo para o PQC de canais curvos é até lima 25

 Limas tipo k flexíveis pré-curvadas


 Movimento de limagem
 Penetração passiva
 Retirada ativa, com tração obliqua ou em viés no sentido anti-curvatura. O operador tem que fazer com que
a lima ao ser removida com tração obliqua, seja forçada de encontro a parede oposta à furca, pois a parede
voltada para região de furca tem menor espessura dentinária.
A maior espessura dentinaria encontra-se na região oposta a furca, chamada de “zona de segurança”.

 Escalonamento do preparo com recuo anatômico


OBJETIVOS:
- Preservar a posição do forame
- Dilatar o menos possível a região apical
- Unir o preparo apical com o preparo cervical

Escalonamento pode ser:


 ANATÔMICO: é o recuo dado pela anatomia do canal radicular. Escalona até onde encontrar resistência.
 PROGRESSIVO /PROGRAMADO: é o recuo determinado de 1mm

Como é feito o escalonamento?


Assim que descobrirmos a lima que fica justa no canal chegando ao CRT (ex: lima 25), ela se chamará lima-
memória. Esta lima irá se intercalar com cada lima de recuo, removendo raspas da dentina (para não entupir o
canal) e regularizando as paredes do canal. As limas seguintes vão se chamar limas de recuo, elas trabalham
no canal em comprimentos menores que o CRT determinado.

Quanto recuar?
Depende da anatomia do canal, ou seja, penetra-se com lima de recuo até que ela se prenda nas paredes do
canal.
Deve-se aumentar o calibre e recuar sucessivamente até atingir o comprimento em que o preparo cervical foi
realizado. (recuo anatômico)
Dessa maneira, une-se o preparo apical com o preparo cervical

Calibre da lima do CRT: lima 25 (lima-memória)

9
Recapitular com a lima-memória, amplia o canal de forma regressiva de 1 em 1mm a menos.

Escalonamento pode ser feito também para canais retos nas seguintes situações:
 Dentes muito longos, onde o preparo cervical fica muito longe do preparo cervical. (Ex:canino superior).
 Dentes com ápice radicular muito finos (ex: incisivos inferiores).

4. REFINAMENTO: REMOÇÃO DA SMEAR LAYER


 Movimentos oscilatórios de ¼ de volta à direita e à esquerda, sem pressão apical, alternando com
movimento de retirada linear de 2 a 3mm, estando o canal radicular preenchido por solução de EDTA-T.
 Utilizar a lima memória que estará folgada no canal, fazendo os mesmos movimentos do degrau apical.

Nos preparos dos canais radiculares curvos as dificuldades anatômicas impõem, necessariamente, mais
concentração, respeito a técnica e adestramento por parte do operador. A falta disso pode acarretar em erros
de difícil solução. Alguns ERROS são: cirurgia de acesso inadequada; irrigação e aspiração insuficientes; uso de
limas muito calibrosas que são menos flexíveis. É importante o uso da LIMA-GUIA, que irá acompanhar todo o
tratamento, em especial nos momentos em que, por algum motivo, haja algum problema para se atingir o CRT.

10
MEDICAÇÃO INTRACANAL
O que usa para medicar?
- Não existe uma medicação única para todos os casos, isso irá depender da situação, se há dor, etc.

Porque medicar? Quando medicar?


- A medicação intracanal tem a função de controlar a reação inflamatória inicial, permitindo assim um processo
de reparação tecidual.
- No ápice do dente pode haver infecção endodôndica extrarradicular. Isto significa, que existem bactérias
dentro e fora do canal radicular.

Função da MIC em POLPA VIVA Função da MIC em POLPA MORTA

- Controlar a resposta inflamatória sem presença - Reduzir e/ou eliminar os microrganismos


de microorganismo. patogênicos;
- Controle microbiano quando há microorganismo.
- Controlar a resposta inflamatória

PRP usa antes do PQC completo.


NDP usa em qualquer fase. NDP usa depois do PQC, pois já tem um trauma,
inflamação.

MEDICAÇÃO IDEAL

1. PRP
- Anti-séptico e anti-microbiano;
- Protetor tecidual.
- não tem corticosteróide.
- Serve mais para polpa morta.
- Polpa morta após penetração desinfetante.

2. NDP: contém um corticosteróide (Fosfato de Dexametasona), por isso tem ação antiinflamatória.
- Anti-séptico
- Anti-microbiano;
- Protetor tecidual.
- Polva viva após pulpectomia ou PQC.
- Polpa morta após PQC.

3. CLOREXIDINA: serve para casos mais complicados.


- Anti-microbiano e veículo para diluir;
- Amplo espectro de ação (casos mais complicados);
- Substantividade (liberação lenta e contínua, ou seja, durante uns 7 dias ela ainda pode estar ativa dentro do
canal);
- Cuidado com o uso pois ela reage com os restos de hipoclorito de sódio, podendo manchar o dente, assim
quando for removida, deve-se ser feita uma farta irrigação com soro.

4. HIDRÓXIDO DE CÁLCIO: Só usa após PQC completo. Utilizado principalmente em casos de polpa morta,
retratamento, etc.
- Anti-microbiano + Anestésico (veículo)
- Íons Ca+ induzem a mineralização.
- Seu ph alcalino torna o meio desfavorável para microorganismos.
- Desvantagem: Dificuldade de aplicação;
- Polpa morta após PQC.
- Polpa viva com rizogênese incompleta.

5. OTOSPORIN
- polpa viva após pulpectomia ou PQC.

FATORES CONDICIONANTES DA AÇÃO DA MIC:


- Esvaziamento (penetração desinfetante ou pulpectomia)
- Substância química auxiliar
- Soluções irrigadoras (EDTA-T)

ARMAZENAMENTO E ADMINISTRAÇÃO DA MEDICAÇÃO:


- Hidróxido de cálcio reage com o ar e vira carbonato de cálcio, portanto devemos tomar cuidado com o
armazenamento;
- NDP e PRP são medicações que ficam no máximo 72 horas dentro do canal
- Hidróxido de cálcio dura mais tempo dentro do canal;
- O armazenamento deve ser em local fresco e em tubetes quando possível.
11
PERMANENCIA DA MIC NO CANAL Depende de:
- Penetrabilidade;
- Preenchimento;
- Veículo
- Selamento marginal cervical

SITUAÇÕES QUE EXIGEM A MIC (não pode ser sessão única):


- Inflamação pulpar
- Presença de microrganismos
- Dentes traumatizados
- Reabsorções externas
- Lesão Endo-Perio
- Lesões refratárias
- Dentes jovens.

ANESTÉSICO
- Veículo para manipular com o pó de hidróxido de cálcio → Pasta.

Anestésico provoca:
- Maior velocidade de dissociação;
- Maior concentração de íons de cálcio;
- Saturação em menor período de tempo.

COMO PODE SER COLOCADA A PASTA DE HIDRÓXIDO DE CÁLCIO DENTRO DO CANAL:


- Porta amálgama;
- Calcador Paiva;
- Lentulo;
- Lima (mais utilizada).

CIMENTOS PROVISÓRIOS

Requisitos de um bom cimento:


- Bom selamento marginal
- Porosidade mínima
- Estabilidade dimensional
- Resistência à abrasão e a compressão
- Fácil aplicação e remoção
- Biocompatível
- Estético

OBS: Os cimentos provisórios não devem ter contato prematuro, pois podem fraturar ou causar dor.

PÓS-OPERATÓRIO (polpa viva ou morta)


- Bom: Paciente sem dor que não tomou analgésico;
- Satisfatório: Tomou analgésico e a dor passou;
- Ruim: Dor forte, secreção, paciente não consegue morder. Devemos então rever nossas atitudes e condições
do paciente.

12
SUBSTÂNCIAS QUÍMICAS AUXILIARES

POLPA VIVA POLPA MORTIFICADA


*Limpeza *Limpeza
*Modelagem *Modelagem
*DESINFECÇÃO do sistema de canais radiculares.

AÇÃO MECÂNICA: representada por limas ou instrumentos rotatórios


AÇÃO QUÍMICA: substancias químicas e irrigadoras
AÇÃO FÍSICA: refluxo (aspiração) das substancias irrigadoras.

PROPRIEDADES CLÍNICAS:

 Possuir Baixa tensão superficial: aumenta a capacidade de molhamento. Para penetrar na dentina é
melhor uma solução aquosa porque abre os túbulos dentinários e deixa a dentina permeável. É a chama AÇÃO
UMECTANTE (canal úmido melhora a desinfecção).
Ex: Liquido de Dakin.

 Viscosidade: ENDO PTC é em creme, tendo uma ação lubrificante.

1. LUBRIFICANTE: diminuir o atrito entre o instrumento e a parede do canal. - Ex: ENDO PTC

2. SOLVENTE TECIDUAL: agir sobre tecido pulpar vivo ou morto (necrosado), favorecer a remoção ou
dissolução do magma dentinário. - Ex: Dakin.

3. ATIVIDADE ANTIMICROBIANA (bactericida): Ação bactericida (morte de bactérias) promove a


desinfecção do sistema de canais radiculares. – Ex: Dakin e Endo PTC.

4. POSSUIR BAIXA TOXICIDADE (Biocompatibilidade)

5. REMOÇÃO DO MAGMA DENTINÁRIO: Lima e substancia química auxiliar juntas removem o magma e
deixam a dentina permeável com túbulos abertos para o cimento aderir.

6. LIMPEZA: Promover a limpeza dos canais radiculares, removendo detritos e diminuindo o numero de
bactérias.

->Irrigação: corrente liquida de substancia química no interior do canal. (fluxo)


->Aspiração: sucção de fluídos e partículas sólidas de uma cavidade. (refluxo)
São fenômenos físicos realizados simultaneamente
Para Irrigação e aspiração serem suficientes é preciso:
 Calibre da agulha ser estreito o suficiente para chegar ao máximo possível do CRT.
 Quantidade abundante de substancia química utilizada
 Renovação constante da solução utilizada

 HIPOCLORITO DE SÓDIO é um composto halogenado. Pode ser encontrado em diversas concentrações, de


acordo com a quantidade de cloro liberável.

Propriedades:
 Baixa tensão superficial (ação umectante)
 Lubrificante
 Ph alcalino de 11,8 (desfavorável para bactéria)
 Solvente de matéria orgânica
 Desodorizante (ajuda a neutralizar possíveis maus odores da polpa necrosada)
 Clareador (libera oxigênio)
 Biocompatível

13
RECURSOS SEMIOTÉCNICOS

1. Anamnese (exame subjetivo), exame físico e exames complementares

Reversí
Reversível
Reversível Transiç
Transição
Transição Irreversí
Irreversível
Caracterí
Característica da dor
Característica Irreversível

Espontânea
Espontânea Não
Não ààs
s vezes
vezes Sim
Sim
Condiç
Condições
Condições
de
de Sim
Sim ààs
s vezes
vezes Não
Frio
Frio Não
aparecimento
aparecimento Provocada
Provocada
Calor
Calor Não
Não Sim
Sim Sim
Sim

Curta
Curta Sim
Sim Não
Não Não
Não
Duraç
Duração
Duração
Prolongada
Prolongada Não
Não Sim
Sim Sim
Sim

Localizada
Localizada Sim
Sim Sim
Sim Raramente
Raramente
Sede
Sede
Difusa
Difusa ee irradiada
irradiada Não
Não Não
Não Sim
Sim

Intermitente
Intermitente Sim
Sim Sim
Sim Não
Não
Freqü
Freqüência
Freqüência
Contí
Contínua
Contínua Não
Não Não
Não Sim
Sim

2. Exame físico (exame objetivo)


Exame extra e intra-oral (verificar se há cárie, bolsa periodontal).
Sinais: mancha, elevação na mucosa, edema, fístula, cárie, ulceração, mobilidade.

 Palpação apical (região do ápice do dente): alteração de volume, consistência, limites, sensibilidade,
textura, mobilidade, flutuação.

 Percussão: Feita com o cabo do espelho clínico. Nunca deve-se executar a percussão em apenas um dente.
É importante fazer em mais de um dente.
Define a localização do dente algógeno (dente causador da dor).
Por exemplo, quando uma dor é difusa, ao encostar o cabo do espelho no dente causador da dor, a dor se
manifesta.

-> Percussão Vertical: paralela ao longo eixo.


Dor a esta percussão indica algo no periápice. Dor relacionada a endodontia.

-> Percussão Horizontal: no sentido perpendicular ao longo eixo.


Relacionado aos tecidos de suporte. Revela se existe inflamação em torno do ligamento periodontal.

 Mobilidade: verificar o grau de mobilidade, pois pode caracterizar uma lesão endo-perio.

3. Exames complementares

a) TESTES TÉRMICOS: avaliação da vitalidade pulpar, avaliação da dor e localização do dente algógeno.

*FRIO - Bastão de gelo ou Gás Refrigerante:


Este teste é realizado com mais freqüência do que o teste de calor. Porque se feito numa região já inflamada, o
teste do calor provoca maior agitação do transporte sanguíneo da polpa, causando muita dor.

Instruir o paciente a levantar as mãos quando houver dor pelo estimulo e abaixar quando a dor passar.

 Secar o dente com gaze – NUNCA COM O AR


 Isolamento relativo do dente
 Aplicar o gás refrigerante num cotonete;
 Realizar o teste primeiramente em dentes vizinhos – não avisar paciente o dente testado. Passar o cotonete
nos dentes o mais próximo possível da região oclusal (pois exposição radicular também gera sensibilidade).

14
*CALOR - Bastão de guta percha: Avalia a vitalidade pulpar e localiza a dor.
Este teste só é executado quando o diagnostico não pôde ser fechado.

 Secar o dente com gaze – NUNCA COM O AR


 Isolamento relativo do dente
 Lubrificar o dente com Endo-PTC (funciona como isolante)
 Aquecer levemente o bastão de guta-percha em lamparina a álcool até que fique brilhosa e vergue
 Aplicar no terço médio da face vestibular. É feito primeiramente nos dentes em que suspeitamos que não
seja o causador da dor.
 Orientar o paciente a levantar as mãos quando estimulado
 Realizar o teste primeiramente em dentes vizinhos – não avisar paciente o dente testado.

Resposta pulpar:
• Positiva: quando responde aos testes térmicos. Significa que ainda é Polpa Viva
• Negativa: quando não responde aos testes térmicos. Significa que já houve necrose pulpar, por isso é uma
Polpa Morta.

b) TESTE ELÉTRICO: avaliação da vitalidade pulpar, isolamento relativo e secar dentes.


- Estimulação dos elementos neurais da polpa.
- Sugere polpa vital ou necrosada.
- Não fornece informações suficientes para chegar ao diagnóstico.
- É contra indicado em pacientes portadores de marca-passo cardíaco.
- Dificilmente é utilizado

c) TESTE DE CAVIDADE: Recurso extremo utilizado para determinar vitalidade pulpar. É feito quando todos os
outros recursos não tenham chegado ao diagnóstico de qual dente dói.
Remoção lenta do esmalte e dentina sem anestesia para determinar a vitalidade. Normalmente abre-se o dente
restaurado, para não desgastar estrutura sadia.

d) TESTE DE ANESTESIAa: localizar dor primária. Localiza pelo menos o Quadrante da dor difusa.
Não dá pra ser muito utilizado em dentes inferiores.
Pode ser utilizado quando o paciente relata dor no dente antagonista. Neste caso, anestesiando o superior,
descobre-se qual dos 2 dentes era o causador da dor.

e) TRANSILUMINAÇÃO: faz com o fotopolimerizador. Para observar cáries, orifícios de entrada, perfurações
na câmara, fraturas, trincas.

f) Exame radiográfico: técnica correta (paralelismo), contraste, nitidez. É um suporte legal.

g) Mapeamento de fístula: feito somente em dente com polpa morta (pois são os únicos casos onde há
fístula). Serve para saber qual dente deu origem à fistula.
Sem anestesiar, introduzir um cone de guta percha na gengiva e este se desloca para o dente causador da
fístula, o que irá ser visto na radiografia.

15
Diagnóstico e Tratamento das Doenças Pulpares

- Retratamento de canal: considerara como polpa morta.


- Dentes com tratamento de canal = clareamento interno.
- Dor: tanto na polpa viva, quanto na polpa morta. Dente sem polpa também dói.
- Polpa viva: o ideal é fazer tudo em uma sessão.
- Na polpa viva a chance de formar cemento osteóide na região apical é maior.
- Colo radicular exposto = dor que parece com dor de endo (fase de transição).
- Necrose da polpa: quando não tem mais irrigação sanguínea.
- Necrose pulpar não responde aos testes térmicos.
- Geralmente quando tem manifestações periapicais é porque já está necrosado.
- Pulpectomia: por corte (tira inteiro) ou por fragmento (tira por pedacinhos).
- Hemorragia abundante: considerar polpa morta.
- Polpa morta co lesão = quanto mais próximo ao ápice, melhor.

Diagnóstico das Alterações Pulpares


Análise do fenômeno álgico (história do paciente, exame bucal, exames complementares).

* Paciente com fístula: 2 dentes estão sensíveis aos exames complementares. Qual o dente que dói?
NÃO é o da fístula porque já está necrosado. De todos os exames complementares, o mapeamento de fístula
não será feito em dente com fístula porque já está necrosado.

Análise do fenômeno doloroso: a análise de diagnóstico é PROVÁVEL porque existe a fase de transição.

Alterações Periapicais – Diagnóstico e Tratamento

Zona de Propagação Bacteriana


- luz do canal principal
- túbulos dentinários
- canais acessórios
- delta apical
- região periapical

Zonas de Fish

1. Zona de Infecção: bactérias e toxinas.

2. Zona de contaminação (em volta do ápice): toxinas e linfócitos.

3. Zona de Irritação: toxinas, linfócitos, histiócitos e osteoclastos.

4. Zona de Estimulação (em volta da lesão): toxinas, osteoblastos e fibroblastos.

* Não espera a lesão regredir para obturar o dente. Faz o controle porque a reparação pode demorar até um
ano. Polpa morta, principalmente com lesão, não obtura no mesmo dia.

Fatores que definem se o caso é CRÔNICO ou AGUDO:

1 - Intensidade do agente agressor: patogenicidade da bactéria;


2 - Situação anatômica do tecido: presença ou não de exsudato, edema, dor (por pressão interna); se a
câmara pulpar está exposta ou não; se dá ou não para drenar;
3 - Capacidade defensiva dos tecidos apicais.

* 1 e 2 – quando cai o equilíbrio, resulta em dor = AGUDA.

Enquanto há um equilíbrio entre ataque e defesa, a situação fica CRÔNICA.


Quando tem desequilíbrio, se torna AGUDA.

16
Alterações Pulpares

1. Inflamatórias

I) Agudas
Vasodilatação, aumento da permeabilidade, hiperemia, liberação de agente algógenos = ocorre dentro de
paredes inelásticas = dor.

_________________ Reversível Transição Irreversível


(Hiperemia) (Pulpite)
Espontânea Não Às vezes Sim
Provocada -> Frio Sim Às vezes Não, o frio alivia
Provocada -> Calor Não Sim Sim, causa exacerbação
Palpação / Percussão Não Às vezes Sensível
Duração Curta Prolongada Prolongada
Sede Localizada Localizada Difusa e irradiada
Freqüência Intermitente Intermitente Contínua
Analgésicos Não necessário Podem surtir efeito Sem efeito
RX Normal Normal Discreto aumento do
espaço pericementário
Tratamento Conservador (Expectante) Tentativa de tratamento Radial (Pulpectomia)
conservador, removendo
a cárie, fazendo
forramento (tratamento
expectante). Mas não é
garantido que o
expectante vá proteger a
polpa, e portanto, há
chance de precisar fazer
a endodontia.
Obs.: fase irreversível não
é sinônimo de polpa
morta.
Nesta fase da inflamação, chega à polpa excessiva quantidade de sangue. Se o agente agressor persistir, a
hiperemia agrava-se e, desta forma, a circulação de retorno torna-se dificultada. Neste estado, a inflamação
pode regredir sem deixar estigmas, desde que seja eliminada a causa que a motivou. Porém, se o agente
agressor continua, a inflamação se agrava de tal modo que maior quantidade de exsudato difunde-se no
interior do tecido conjuntivo exercendo pressão sobre os vasos e nervos. Como a polpa está circunscrita por
paredes não-elásticas (dentina), ela tem uma capacidade de dilatação limitada e, então, a inflamação, na
tentativa de vencer o agente agressor, acaba por destruir os próprios tecidos da mesma. A partir desse
momento, a polpa está irremediavelmente perdida.

17
Aspecto da polpa

POLPA VIVA POLPA NECROSADA


- Com consistência (corpo) - Sem consistência (pastosa)
- Resistente ao corte (remoção) - Em desintegração
- Hemorragia suave - Ausência de hemorragia
- Sangue de coloração vermelho brilhante - Sangue de coloração escura ou muito clara

Se qualquer um dos itens não estiver presente, quer dizer que o diagnóstico estava errado e não era
polpa viva

Ex: Sangramento abundante que não passa, quer dizer que há uma inflamação grande, portanto, a polpa já
não pode ser considerada polpa viva.

Evolução Clínica

AGUDAS

a1) Pericementite Apical: Inflamação da região apical.

* Pericementite primária aguda: polpa com vitalidade.


- Trauma oclusal em dente normal, por exemplo, restauração alta. Se retirar o trauma, a inflamação e a dor
param.

Tratamento: alívio articular / analgésico.

* Pericementite secundária aguda: polpa mortificada – infecciosa – existem microrganismos que causam
dor.
- Dor localizada e intensidade contínua.
- Sensibilidade de dente crescido: quando tem inflamação no periápice e o dente extrusa um pouco por causa
do exsudato.
- Exacerbada por percussão vertical, toque, mastigação e palpação apical.
- Mucosa do terço apical levemente hiperemiada.

Tratamento de urgência: penetração desinfetante no CAD –3mm. Pode fazer odontometria e PQC, mas não é
o ideal. O ideal é fazer Medicação Intracanal com Clorexidina, Hipoclorito de sódio, PRP. Tratamento em 3
sessões: Urgência + PQC + Obturação.

Aspectos Radiográficos
- Periodonto apical normal ou com espessamento.
- Trabeculado adjacente normal.

a2) Abcesso Dento-alveolar Agudo


- Ocorre na região apical.
- Pericementite secundária dá origem ao abcesso se não for tratada.

18
- Dor intensa.
- Presença de células inflamatórias e exsudato.

Vias de drenagem:

1 – Via canal radicular

2 – Via ligamento periodontal: paciente com bolsa periodontal, com perda óssea acentuada.

3 – Via transóssea: o exsudato tenta caminhar pelo trabeculado ósseo, para diminuir a pressão, mas não
drena. Quando for através da via intra-óssea, o abcesso será classificado em fases:

- Fase Inicial / Intra-óssea: é a pior fase. O osso é inelástico, gerando muita pressão nas
terminações nervosas.

Sinais e sintomas:
- Dor pulsátil, espontânea, intensa e contínua.
- Localizada ou difusa.
- Mobilidade e extrusão do dente (sensação de dente crescido).
- Exacerbada à percussão vertical, toque, palpação.
- Imagem radiolúcida apical ou não.
- Sintomas de ordem geral (febre, insônia).
- Pode ou não estar com rarefação óssea.
- Abaulamento apical (distensão da tábua óssea).

Tratamento:
- Anestesia -> bloqueio.
- Abertura coronária.
- Penetração desinfetante,
- Debridamento foraminal -> TENTATIVA de drenagem via canal. Às vezes, o fato de abrir o canal não drena.
Após a penetração desinfetante, ultrapassar o forame com uma lima fina (10, 15) para facilitar a saída do
exsudato.
- Irrigação e aspiração com Hipoclorito de Sódio a 1%
- Alívio articular
- Medicação sistêmica (antibiótico / antiinflamatório / analgésico)

* Quando o abcesso não drenar, o jeito é medicação sistêmica. Se o abcesso drenar, também irá medicar.

* Deixar ou não o dente aberto?


Se após a penetração desinfetante não drenou, não vai drenar mais, Aí faz um selamento com medicação com
hipoclorito, PRP, clorexidina, algodão, guta percha e ionômero ou IRM.

* E se tiver drenando e não parar de drenar não fechar o dente. Pedir para o paciente colocar bolinha de
algodão quando for se alimentar. Depois tirar a bolinha de algodão e fazer bochecho com antiséptico.

- Fase em evolução / Subperióstea: quando o paciente demora para procurar auxílio profissional. A
dor já é menor nesse ponto.

Sinais e sintomas:
- Dor espontânea, intensa e difusa.
- Extrusão do dente (sensação de dente crescido).
- Acentuada mobilidade.
- Dor à palpação – região apical.
- Dor à percussão vertical e horizontal.
- Sintomas de ordem geral (febre, insônia).
- Edema intra-oral sem flutuação (área mais amolecida).

Tratamento:
- Anestesia -> bloqueio.
- Abertura coronária.
- Penetração desinfetante,
- Debridamento foraminal -> TENTATIVA de drenagem via canal.
- Irrigação e aspiração com Hipoclorito de Sódio a 1%
- Alívio articular
- Incisão – NÃO FAZ! Tentativa de drenar através do canal e se não der, medicação intracanal, selamento e
medicação sistêmica.
- Medicação sistêmica (antibiótico / antiinflamatório / analgésico)

19
- Fase evoluída / Submucosa:

Sintomas:
- Dor menor, intensa, espontânea, difusa.
- Extrusão dentária.
- Acentuada mobilidade.
- Dor à palpação – região apical.
- Dor à percussão vertical e horizontal.
- Edema intra ou extra-oral com flutuação.

Tratamento:
- Anestesia -> bloqueio.
- Abertura coronária.
- Penetração desinfetante,
- Debridamento foraminal -> TENTATIVA de drenagem via canal.
- Irrigação e aspiração com Hipoclorito de Sódio a 1%
- Alívio articular
- Incisão interna: se o paciente não conseguir abrir a boca (trismo), medica e espera. Se der, faz a incisão.
- Medicação sistêmica (antibiótico / antiinflamatório / analgésico)

Obs.: não obturar na mesma sessão porque tem inflamação.

* Melhor medicação intracanal: hidróxido de cálcio em pó + anestésico (faz uma pastinha).

Para realizar a obturação o paciente não deve apresentar dor e o canal tem que estar limpo, sem exsudato.

CRÔNICAS
b) Crônica
- Sempre em paciente jovem
- Estímulo de baixa intensidade
- Longa duração
- Se caiu o curativo do dente, ou pega o dente aberto e exposto ao meio externo (depois de feito o acesso)
tratar como polpa morta.
- Pólipo pulpar: proliferação do tecido de granulação / polpas jovens. É a única forma de polpa viva que é
tratado como polpa morta.

b1) Granuloma
O granuloma é uma massa de reação de granulação (tecido conjuntivo neoformado com inflamação crônica),
localizado ao redor do ápice radicular. O granuloma surge em resposta a estímulo nocivo de baixa intensidade,
proveniente do canal radicular. Possui excelente capacidade de regeneração e rapidamente se converte em
tecido periapical normal, quando o irritante é removido, ou seja, o canal radicular é tratado. É a evolução
crônica da Pericementite e é um processo lento.

Características:
- Reabsorção óssea (principal característica);
- Tecido de granulação -> proliferação de fibroblastos tentando repara a lesão;
- Aumento do numero de vasos e fibras;
- Células de defesa;
- A lesão não vai regredir enquanto não fizer a endo.

Aspectos Clínicos e Radiográficos:


- Ausência de dor;
- Rarefação óssea periapical;
- Teste de vitalidade negativo;
- Percussão ausente;
- Pode ter sensibilidade a palpação.

Tratamento:
Esta lesão não regredirá enquanto não fizermos a endodontia. Porém, o tratamento endodôntico destes casos é
complicado, pois dependendo da instrumentação, o caso que era crônico pode se tornar agudo. Temos que
chamar o paciente de 3 em 3 meses para fazer controle, verificar se fibroblastos e osteoblastos conseguiram
reparar a reabsorção óssea. O tratamento pode não ser eficaz, portanto o caso irá para cirurgia, onde será feita
a curetagem da lesão, é a chamada Lesão Refratária.

Medicação: pensar na durabilidade.


- Se for uns 15 dias: Hidróxido de Cálcio + Anestésico (é liberado mais rápido)
- Se for muito tempo: Hidróxido de cálcio + Substância oleosa (é liberado mais lentamente)
20
* Hidróxido de Cálcio: absorve exsudato.

b2) Abcesso Dento-alveolar Crônico


Caso endodôntico que tem fístula e polpa morta. Só difere do granuloma porque tem fístula, que é uma via de
drenagem de exsudato.

Características:
- Presença de fistula como via de drenagem;
- Ausência de dor;
- Teste de vitalidade negativo;
- Percussão ausente;
- Pode ser sensível á palpação;
- Apresenta fístula;
- Rarefação óssea periapical.

Fazer rastreamento da fístula: coloca um cone de guta-percha para ver em qual dente é a
fístula. Caso endodontico com fístula é polpa morta.

Tratamento: técnica para polpa mortificada, pois assim elimina a causa da infecção, portanto, não formará
mais exsudato e não precisará da fístula como via de drenagem.

**ABSCESSO PHOENIX: é quando o processo que era crônico se torna agudo.

b3) Cisto Radicular

Aspectos clínicos:
- Maioria é assintomático;
- Crescimento lento;
- 1ª manifestação clinica: rarefação óssea com deslocamento das raízes dos dentes vizinhos;
- Aumento de volume: expansão da cortical óssea externa, tumefação dura e indolor (exceto à palpação);
- Pode haver drenagem extra-oral.

Imagem radiográfica: região radiolúcida circunscrita por uma linha radiopaca.

Tratamento: quase 100% dos casos são cirúrgicos. Mas mesmo para realizar a cirurgia, precisa fazer o
tratamento endodôntico.

DEGENERATIVAS

c1) Calcificação

Calcificação Difusa: se difunde pelo dente.


Ex: paciente teve trauma na infância, aumenta a produção de dentina e o dente fica mais escuro.

Calcificação Nodular: pedrinha que fica na câmara pulpar e, por esse motivo, não se faz a endo. Mas se o
tratamento endodôntico estiver indicado, tem que remover o nódulo calcificado.

c2) Reabsorção interna (mancha rósea)

Interna: é um defeito raro a polpa reconhece a dentina como ser estranho e começa a reabsorver. Pode
ocorrer uma comunicação com o periodonto. Quando a reabsorção interna se dá mais cervicalmente = mancha
rósea. Neste caso se preenche com guta percha. No RX, se vê falta de dentina.
Origem: idiopática.
Tratamento: a endo é suficiente para parar o processo de reabsorção. O prognóstico é bom.

Externa: não é problema pulpar.

Origens:
- Inflamação periapical;
- Tumores e cistos;
- Trauma;
- Tração ortodôntica;
- Dentes impactados.

21
URGÊNCIAS EM ENDODÔNTIA

DIAGNÓSTICO CLÍNICO PROVÁVEL:


 Anamnese;
 Dor – história pregressa e atual (sinais e sintomas);
 Exame físico (extra e intra-oral);
 Intra-oral – palpação apical e percussão vertical/ horizontal;
 Exames complementares – testes térmicos (frio e quente) e raios X.
- Isolamento relativo e bolinha de algodão com gás refrigerante;
- Isolamento relativo e bastão de gelo;
- Teste térmico: Calor – bastão de guta percha aquecido e isolamento com vaselina ou endo PTC;
- Radiográfico;
- Mapeamento de fístula.

CONTROLE DA DOR:
 Estresse e medo;
 Técnica anestésica correta;
 Anestésicos eficientes.

1. Dor PMSE (quente, frio e doce); Espontânea; Declínio lento; Resposta positiva ao uso de analgésicos; Ao
exame clínico, manchas brancas na coroa; Teste térmico com o frio, positivo com declínio lento.
Diagnóstico clínico provável: Lesão inflamatória pulpar em fase de transição.
Tratamento de Urgência:
- Remoção da cárie (remoção do agente agressor);
- Tratamento expectante;
- Curativo com material provisório.

2. Adolescente relatou dor forte, sangrante quando mastigava sobre o dente. Radiograficamente ocorreu
comunicação direta da câmara pulpar com a cavidade de cárie.
Diagnostico clinico provável: Inflamação pulpas crônica – Pólipo pulpar.

3. Paciente com dor de grande intensidade e irradiada RMID, o uso de analgésico não tem efeito, ao exame
clínico nota-se a presença de fístula entre o 46 e 47 e cárie extensa na mesial do 47. A dor piorava com o calor
e aliviava com o frio. Radiograficamente, cárie extensa no 47 e 46 com imagem radiolúcida apical.
Diagnósticos clínico provável: Lesão inflamatória pulpar irreversível.
Tratamento: Pulpectomia.

4. Conclusão do tratamento endodôntico há 2 semanas e da restauração há 2 dias. Dente voltou a doer ao


mastigar. Sensação de “dente crescido”. Paciente desconfiou da endodontia.
Diagnóstico: Pericementite Primária Aguda.

5. Paciente relata que está com muita dor e passou o dia anterior em consulta e deixam seu dente aberto.
Não dormiu a noite e o edema aumentou. Não estava tomando medicamentos. Palpação e percussão horizontal
e vertical com dor no dente 12.

6. Paciente procurou o setor de urgência da Unisa e relatando dor de grande intensidade e irradiada no HIE.
Ao exame clínico nota-se a presença de fístula na vestibular entre os dentes 35 e 37 (36 ausente). Ambos
apresentavam cárie extensa. Teste térmico com frio: 35 negativo e 37 alívio da dor.
Diagnóstico clínico provável: Lesão inflamatória pulpar irreversível.

7. Criança com a presença de fístula assintomática.


Diagnóstico clínico provável: Abscesso dento-alveolar crônico.

8. Dor intensa, não responde ao uso de analgésicos, teste de vitalidade negativo.


Diagnóstico clínico provável: Abscesso dento-alveolar agudo.

22
RETRATAMENTO ENDODÔNTICO

CRITÉRIOS QUE AVALIAM O SUCESSO OU INSUCESSO:

Sucesso:
 Ausência de dor;
 Ausência de sinais de infecção: fistula ou edema;
 Mobilidade normal;
 Dente em função.

Sucesso questionável:
 Dor esporádica;
 Sensação de pressão;
 Pequena sensibilidade à percussão, palpação e mastigação;
 Necessidade ocasional de analgésico.

Insucessos:
 Presença de dor continua;
 Mobilidade;
 Presença de edema – aparece 1 mês depois;
 Presença de fistula.

ACHADOS RADIOGRÁFICOS

Sucesso:
 Ligamento periodontal normal;
 Ausência de reabsorção óssea apical;
 Obturação tridimensional compacta dentro dos limites do canal.

Radiograficamente questionável:
 Ligamento periodontal espessado;
 Área radiolúcida apical semelhante;
 Material obturador além do ápice anatômico;
 Espaço na densidade da obturação.

Radiograficamente inaceitável:
 Ligamento periodontal rompido;
 Ausência de reparação óssea ou aumento da área radiolúcida;
 Espaços vazios nos canais radiculares.

EXAMES HISTOLOGICOS:
- reparação tecidual?
- células inflamatórias?
- presença de bactérias?

FATORES QUE INFLUENCIAM NA QUALIDADE FINAL DA OBTURAÇÃO

1. Cone principal:
- travamento;
- posição.

2. Secagem inadequada:

3. Manipulação incorreta do cimento:


- trituração;
- consistência.

4. Condensação lateral:
- espaçador;
- cones secundários.

5. Corte da Obturação:
- calcador;
- temperatura.
23
QUANDO OPTAR PELO RETRATAMENTO?

1) Aspecto longitudinal: Não ficar tão aquém, nem além.


2) Aspecto tridimensional

RETRATAMENTO – FATORES A SEREM CONSIDERADOS

1. Historia do caso:
- há quanto tempo?
- Comparar radiografias;
- Sintomatologia;
- Tipo de tratamento realizado (feito por um endodontista ou não?).

2. Avaliação radiográfica:
Nível ósseo:
- Possível calcificação;
- Rarefação periapical;
- Reabsorção interna ou externa.

3. Avaliação do elemento dental:


- Restauração;
- Periodonto;
- Curvaturas;
- Localização;
- Número de raízes e canais;
- Canais acessórios.

4. Próteses:
- Coroas;
- Retentores;
- Pinos intra-radiculares.

5. Iatrogenias:
- Fraturas de instrumentos;
- Desvios / perfuração;
- Formação de degrau;
- Transporte foraminal;
- Obturação: material, limite e qualidade;
- Restauração do elemento dental.

6. Condições sistêmicas

7. Habilidade profissional

CLASSIFICAÇÃO DOS RETRATAMENTOS

1. Presença de canal parcialmente obturado


- Com lesão periapical;
- Sem lesão periapical.

2. Presença de canais com obturação aparentemente adequada, com ou sem sintomatologia, com
lesão periapical.

3. Finalidade protética: Desobturação total ou parcial.


- Obturação pobre → Desobturação total e retratamento.

TÉCNICA DE REMOÇÃO DA GUTA PERCHA

1. Determinar o CRI no RX de diagnóstico;


2. Isolamento absoluto;
3. Cirurgia de acesso;
4. Localização do orifício de entrada do canal com explorador reto;
5. Xilol ou Eucalipitol;
24
6. Esvaziamento dos terços cervical e médio – Uso de limas tipo K e solvente até o CRI (Xilol ou Eucalipitol na
câmara pulpar);
7. Radiografar;
8. Odontometria CRT;
9. PQC + MIC;
10. Obturação.

TEMOS QUE LEVAR EM CONSIDERAÇÃO O GRAU DE DIFICULDADE PARA DESOBTURAR UM CONDUTO:


 Cones de prata/ cimentos;
 Limas fraturadas;
 Canais desviados com degraus;
 Perfurações;
 Calcificações;
 Material extravasado;
 Núcleos metálicos

25
INSTRUMENTAÇÃO ROTATÓRIA

Indicações:
- Raízes com grandes curvaturas
Antes de utilizar o instrumento rotatório, o instrumento manual precisa ser bem utilizado. O ideal é ir até a lima
25.

Propriedades:
 Ultraflexibilidade – aço inox. Quanto maior o ângulo helicoidal, maior a flexibilidade.
 Grande resistência a deformação plástica
 Grande resistência a fratura
 Grande resistência a corrosão
 Superelasticidade
 Efeito memória de forma

Quanto mais ativa for a ponta da lima, maior a chance de ocorrerem trepanações, degrau em lugar errado, etc.

Características básicas:
Trabalha em terços

 Lima sx: - trabalha o terço cervical. Simula a Gates. Tem função de alargar
 Limas S1 e S2: aumentam o conduto.
 Lima f1,f2, f3: - trabalha no terço médio e apical
- Acabamento/alargamento do terço médio

O desenho de corte transversal da lima, faz com que a dentina que foi cortada saia do canal.

Recomendações:
Vmotor: 250-350rpm
Torque: variável

Etapas:
1. Iniciar a odontometria – obter CRI (CAD – 3mm)
2. Irrigação/ aspiração
3. Penetração # 15 até CRI
4. Irrigação/ aspiração
5. Preparo cervical
5.1 Com lima SX– até início 1/3 médio
ou
5.2 Com broca Gates 01- até 1/3 médio
Irrigação/ aspiração
Recapitulação com a lima inicial
Irrigação/ aspiração
Preparo cervical com broca Gates 02 – até início 1/3 médio
6. Irrigação/ aspiração
7. Terminar a odontometria – obter CRT
8. # S1 até CRT (ou #20 até CRT e #S1 até CRT)
9. # S2 até CRT (ou #25 até CRT e #S2 até CRT)
10. # F1 até CRT (ou #30 até CRT e #F1 até CRT)
11. # F2 até CRT (ou #30 até CRT e #F2 até CRT)

Obturação:
 Cone único
 Condensação lateral/vertical

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TERAPÊUTICA MEDICAMENTOSA EM ENDODONTIA

 Antiinflamatórios Esteróides: derivados de hormônios.

 Betametasona 4mg – 1 comprimidos 1h antes do procedimento.

 Dexametasona 2mg – 2 comprimidos 1h antes do procedimento.

 AINES: causam muitos efeitos colaterais, como as lesões gástricas, pois diminuem a produção de muco
gástrico.

 Diclofenaco de sódio (Voltaren) 50mg – 8/8h durante 4 dias.

 Diclofenaco de potássio (Cataflan) 50mg – 8/8h durante 4 dias.

 Ibuprofeno 600mg – 1 envelope dissolvido por via oral 12/12h.

 Piroxican (Feldene) 20mg – 1 comprimido 1x ao dia.

 Nimesulida 100mg – 1 comprimido 1h antes do procedimento e os demais a cada 12h.

 Meloxicam 15mg – 1 comprimido 1h antes e o segundo 24h depois.

 COXIB’s: são inibidores específicos da COX 2, fazendo com que se tenha os efeitos dos AINES diminuídos.

 Arcoxia – 120mg – 1 comprimido por dia.

 Celebra 200mg – 1 comprimido por dia 1h antes da consulta e 1 no dia seguinte.

 Inflamação Pulpar Reversível: analgésico não é necessário.

 Inflamação Pulpar em Fase de Transição: pode ou não usar analgésico e ele pode ou não ter efeito.

 Inflamação Pulpar Irreversível: analgésico não surte efeito.

 Pericementite Primária: analgésico ou antiinflamatório (também funciona como analgésico)


Ex: Dipirona sódica 50mg_______1cartela
Tomar 1 comprimido por via oral a cada 6hrs enquanto houver dor.
ou
Paracetamol 750mg_____1 cartela
Tomar 1 compr. por via oral a cada 8hrs enquanto houver dor.

 Pericementite Secundária: antiinflamatório


Ex: Diclofenaco sódico 50mg_____15compr.
Tomar 1 comprimido por via oral a cada 8hrs por 5 dias.

 Abscesso Dento-alveolar AGUDO: antibiótico, antiinflamatório e analgésico.


Ex: Amoxicilina 500mg______21compr.
Tomar 1 compr. por via oral a cada 8hrs por 7 dias.

Diclofenaco sódico 50mg_____ 15compr.


Tomar 1 compr. por via oral a cada 8hrs por 5 dias

Dipirona sódica 50mg_______1 cartela


Tomar 1 compr. por via oral a cada 6hrs enquanto houver dor.
ou
Paracetamol 750mg_____1 cartela
Tomar 1 compr. por via oral a cada 8hrs enquanto houver dor.

 Abscesso Dento-alveolar CRÔNICO: não medicar. Porém, em casos de pacientes de risco, é necessário
fazer profilaxia antibiótica.

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