ATIVIDADE INDIVIDUAL
Matriz de contrato
Disciplina: Direito Contratual-05-23 Módulo:
Aluno: Júlia Seraphim de Castro Turma: Contratos
Tarefa: Atividade Individual
Fases do processo contratual
As fases do processo e/ou relação contratual são as seguintes:
i) fase pré-contratual;
ii) ii) fase contratual; e
iii) iii) fase pós-contratual.
Em um primeiro momento, durante a chamada fase pré-contratual, ocorre a aproximação
entre as partes que possuem a intenção de celebrar um negócio/acordo. Em seguida,
durante a fase contratual, as partes deverão cumprir o que foi objeto do contrato assinado
entre elas, devendo, em caso de descumprimento de alguma obrigação contratual, a parte
inadimplente indenizar a parte adimplente. No momento final, durante a fase pós-
contratual, serão observados os fatos supervenientes ao término da relação contratual.
Etapas e atos (por fase do processo contratual)
As etapas e atos do processo contratual são as seguintes:
i) fase pré-contratual;
ii) fase contratual; e
iii) fase pós-contratual.
A fase pré-contratual ocorre num primeito momento, quando as partes contratantes inciam
sua aproximação com o objetivo de possivelmente celebrarem um acordo final, o contrato.
Nessa fase, as partes contratantes irão avaliar a viabilidade do negócio que pretendem.
Neste momento ocorrem as negociações preliminares; em seguida, as propostas e
contrapropostas; e, ao final, a aceitação (ou não) do negócio.
Durante a fase pré-contratual, as partes interessadas trocam alguns documentos, como
memorando de entendimento (MoU); acordo de confidencialidade (NDA); carta de
intenções; entre outros. Esses documentos servem para iniciar uma certa segurança entre
as partes, direcionando de forma a facilitar as negociações até a conclusão, com a
assinatura do contrato.
Nessa fase, embora seja anterior a assinatura de fato do contato, e, portanto, não existe
nenhum caráter vinculante entre as partes, já podem ser verificadas algumas obrigações e
direitos. Sendo assim, por exemplo, caso uma das partes venha a criar uma expectativa
legítima do negócio na outra parte, ainda nessa fase preliminar, com base nos documentos
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e informações trocados, e, com isso, a outra parte venha a contrair obrigações que resultem
em investimentos exclusivamente com o objetivo de atender ao negócio, e, posteriormente
a esses investimentos, a parte que gerou a legítima expectiva queira se retirar da
negociação, sem que exista um justo motivo para tal feito, poderá surgir o dever da parte
desistente de reparação dos danos causados à outra parte. Ou seja, o rompimento
arbitrário e injustificado das negociações, por uma das partes, a depender do caso
concreto, poderá gerar a responsabilidade e o dever de indenização, desde que verificadas
algumas condições e requisitos, tais como: ruptura injustificada das negociações
preliminares, após criação de legítima expectativa na outra parte; culpa em não contratar;
dano à outra parte; e relação direta entre o dano e a ruptura das negociações preliminares.
A fase contratual se inicia com assinatura do contrato e, portanto, a materialização e
formalização das vontades das partes; e se encerra com a sua extinção, após cumpridas
todas as obrigações acordadas e/ou após o termo final acordado entre as partes.
Durante a fase contratual, as partes devem cumprir exatamente o que foi acordado. Nesse
momento, com a assinatura do contrato, não há mais que se falar em negociações ou
alterações de obrigações e direitos, a menos que amabas as partes assim decidam e
acordem, mediante a assinatura de um termo aditivo ao contrato assinado, que servirá para
adequar algumas questões, servindo como uma “revisão” do contrato. Caso contrário, o que
foi estabelecido deve ser cumprido sem qualquer alteração, sendo certo que, caso uma das
partes deixe de cumprir a sua obrigação acordada, caberá indenização além de outras
penalidades (a depender do que estiver descrito no contrato).
Com o término do contrato, incia-se a fase pós-contratual. Nesse momento serão
observados os fatos supervenientes ao término da relação contratual estabelecida entre as
partes. Nessa fase contratual podem permanecer válidas e exequíveis algumas obrigações
e direitos acordados entre as partes e, ainda, outros decorrentes da própria lei. Desta
forma, também permanece possível o dever de indenização em casos de descumprimento
dessas obrigações que permanecem válidas. Como exemplo de direitos e obrigações que
permanecem válidos durante a fase pós-contratual, podemos citar: as garantias; o dever de
sigilo contratual; vícios redibitórios; entre outros.
Possibilidades de inadimplemento e consequências possíveis
Ao celebrar um contrato, que nada mais é do que um acordo de vontade entre duas ou
mais partes, entende-se que é a inteção daquelas partes o cumprimento do contrato
firmado. No entanto, mesmo após a vontade das partes terem sido descritas e assinadas
mediante um contrato, durante a execução do objeto contratado, podem ocorrer
situações que resultem no inadimplemento, ou seja, no descumprimento das obrigações
assumidas.
O inadimplemento contratual poderá ser relativo e/ou temporário. Neste caso ainda
existe a possibilidade de saneamento do referido inadimplemento e consequente
cumprimento da obrigação contratual assumida, mesmo que em atraso (mora). Ou, o
inadimplemento contratual poderá ser absoluto e/ou definitivo. Neste caso, ao contrário
do que ocorrer no inadimplemento relativo e/ou temporário, não mais existe a
possibilidade de cura do inadimplemento experimentado.
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Para ambos os casos de inadimplemento, serão aplicadas as penalidades à parte
inadimplente, na tentativa de minimizar as perdas e os danos sofridos pela parte
adimplente. Ou, ainda, a parte adimplente poderá se socorrer da chamada “execução
forçada” do contrato, acionando, para isso, tutela específica junto ao Poder Judiciário.
Essas penalidades podem decorrer de lei e, também, do próprio contrato assinado entre
as partes, através das chamadas “cláusulas penais”, que poderão ser compensatórias,
para os casos de descumprimento total ou parcial de uma obrigação assumida; e/ou
moratória, para o caso em que não existe o descumprimento total ou parcial de uma
obrigação, mas sim o atraso no cumprimento, ou seja, a obrigação foi cumprida, porém
fora do prazo determinado.
Fluxograma
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