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Técnicas de Oratória

O documento discute a importância da oratória, definida como a arte de falar em público. A oratória era estudada na Grécia Antiga e em Roma como habilidade crucial para a vida pública e privada. Atualmente, existem muitos cursos que ensinam técnicas de oratória para melhorar a comunicação. Um bom orador depende de cultivar o conhecimento, aprender a escrever e falar de forma clara.
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Técnicas de Oratória

O documento discute a importância da oratória, definida como a arte de falar em público. A oratória era estudada na Grécia Antiga e em Roma como habilidade crucial para a vida pública e privada. Atualmente, existem muitos cursos que ensinam técnicas de oratória para melhorar a comunicação. Um bom orador depende de cultivar o conhecimento, aprender a escrever e falar de forma clara.
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1

SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO ............................................................................................ 4

2 ORATÓRIA ................................................................................................. 5

2.1 O ato de falar em público e a conversação .......................................... 8

2.2 Desenvolvendo confiança .................................................................... 9

2.3 Nervosismo ........................................................................................ 10

2.4 Lidando com o nervosismo................................................................. 11

3 COMUNICAÇÃO CORPORAL ................................................................. 13

3.1 Falar em público ................................................................................. 14

3.2 Evitar o etnocentrismo ........................................................................ 15

3.3 Evitar ao falar ..................................................................................... 16

4 O PROCESSO DE COMUNICAÇÃO ORAL ............................................ 19

4.1 Orador ................................................................................................ 19

4.2 Mensagem.......................................................................................... 20

4.3 Canal .................................................................................................. 20

4.4 Ouvinte ............................................................................................... 21

4.5 Feedback ............................................................................................ 21

4.6 Interferência ....................................................................................... 22

4.7 Situação ............................................................................................. 22

5 A VOZ DO ORADOR ................................................................................ 23

5.1 Intensidade da voz ............................................................................. 23

5.2 Entonação .......................................................................................... 24

5.3 Velocidade da fala .............................................................................. 24

5.4 Pausas ............................................................................................... 25

5.5 Dialeto ................................................................................................ 25

5.6 Variedade vocal .................................................................................. 26


5.7 Pronúncia ........................................................................................... 26

5.8 Articulação .......................................................................................... 27

6 ELABORAR A PRIMEIRA PALESTRA ................................................... 27

6.1 Preparação ......................................................................................... 28

6.2 Desenvolvimento ................................................................................ 28

6.3 Focando no tema ............................................................................... 28

6.4 Evoluindo o tema ................................................................................ 29

6.5 Estruturando a palestra ...................................................................... 29

6.5.1 Introdução .................................................................................... 29

6.5.2 Corpo............................................................................................ 30

6.5.3 Conclusão .................................................................................... 31

6.6 Apresentar a palestra ......................................................................... 31

6.7 Palestra ou discurso espontâneo ....................................................... 31

6.8 Ensaiando a apresentação da palestra .............................................. 32

6.9 Iniciando a palestra ............................................................................ 33

7 RESPONDENDO ÀS PERGUNTAS DO PÚBLICO ................................. 34

7.1 Formule respostas para possíveis perguntas ..................................... 35

7.2 Pratique a elocução das respostas .................................................... 35

8 REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS ........................................................ 38


1 INTRODUÇÃO

Prezado aluno!

O Grupo Educacional FAVENI, esclarece que o material virtual é semelhante


ao da sala de aula presencial. Em uma sala de aula, é raro – quase improvável -
um aluno se levantar, interromper a exposição, dirigir-se ao professor e fazer uma
pergunta , para que seja esclarecida uma dúvida sobre o tema tratado. O comum
é que esse aluno faça a pergunta em voz alta para todos ouvirem e todos ouvirão a
resposta. No espaço virtual, é a mesma coisa. Não hesite em perguntar, as perguntas
poderão ser direcionadas ao protocolo de atendimento que serão respondidas em
tempo hábil.
Os cursos à distância exigem do aluno tempo e organização. No caso da nossa
disciplina é preciso ter um horário destinado à leitura do texto base e à execução das
avaliações propostas. A vantagem é que poderá reservar o dia da semana e a hora que
lhe convier para isso.
A organização é o quesito indispensável, porque há uma sequência a ser
seguida e prazos definidos para as atividades.

Bons estudos!

4
2 ORATÓRIA

Fonte: [Link]

A oratória é um método de discurso, composto por uma coleção de regras e


técnicas que permitem avaliar as qualidades pessoais de quem se destina a falar em
público. Essa por sua vez, era estudada como parte da retórica, isto é, a composição
e apresentação de discursos, na Grécia Antiga e até mesmo em Roma. Era visto como
uma habilidade crucial na vida pública e privada. Entre os autores mais conhecidos
sobre o assunto na antiguidade estão Aristóteles e Quintiliano.
Depois do prestígio que desfrutou durante séculos, a retórica foi perdendo sua
força nos currículos das escolas e das universidades, continuaram existindo grandes
oradores, mas deixou de existir o amor pela disciplina, pelo estudo da matéria.
No fim do século XIX, apareceram várias escolas de oratória, retórica e arte
dramática, objetivando ensinar àqueles que se destinassem ao foro, ao púlpito e ao
palco. Em princípios do século XX, a velha retórica artificial e rebarbativa começou a
ser substituída pela tendência de se utilizarem princípios retóricos nas composições
em prosa e verso. Hoje, em todo o mundo, com a divulgação da Comunicação
humana, multiplicam-se, nas universidades e nas empresas, cursos que ensinam a
falar em público.
O exame dos métodos antigos e modernos da oratória demonstra que qualquer
discurso tem valor pelo conteúdo, pela forma e pela apresentação. Ensina que ele
depende de cultivar o espírito, aprender a escrever e a falar.

5
O grande número de cursos de Oratória é prova de que é possível aprender a
falar bem. As primeiras palavras da “Introdução” ao livro Os 100 maiores discursos da
História falam muito da importância da Oratória.
Henry Hardwicke (1896) argumenta que a oratória é a mãe da liberdade.
Usando este princípio como fundamento, estabeleceu-se que a eloquência deve ser
o último pilar e suporte da liberdade, e que ela estará destinada a viver, prosperar e
morrer. Aos tiranos, interessa apenas impedir e diminuir qualquer tipo de eloquência.
Eles não têm nenhum outro meio de se proteger. Portanto, é necessário que as
nações livres promovam a Oratória.
A importância da oratória em momentos históricos cruciais é demonstrada no
filme "O Discurso do Rei”, onde o Rei Jorge VI da Inglaterra precisava se dirigir à
nação pelo rádio e defender a necessidade da Inglaterra declarar guerra à Alemanha
a todos os seus "povos", tanto em casa quanto além-mar. Porém, o rei, era gago. Sob
a direção de seu terapeuta, Lionel Logue, ele consegue fazer o discurso e conquistar
o apoio, a confiança e a simpatia da nação. Seus pronunciamentos sempre
orquestrados por Logue, foram cruciais no momento do início das transmissões
radiofônicas para manter o ânimo da população.
O homem contemporâneo preocupa-se em aperfeiçoar suas comunicações. A
velha oratória integra a preparação de elementos executivos, na indústria e no
comércio. Não é apenas o político que deseja aprender a discursar, pois na vida diária,
falar em público é necessário.
A forma como se expressa e comunica constrói a reputação do indivíduo,
formando impressões e influenciando nas relações com os outros. Sobre o conceito
de oratória argumenta Moreira:

Parece clichê, mas não há conceito melhor para definir oratória como “a arte
de falar em público”, primeiro, porque a oratória é composta de métodos de
comunicação e linguagens (verbais e não verbais), segundo, porque envolve
nesse processo a persuasão como um ponto central, e persuadir-se a si
mesmo ou alguém, é um desafio, uma arte quase teatral, cheia de entonação,
expressão, articulação, postura e empatia, sim, empatia, é preciso
conhecer seu público, conectar-se a ele, criar laços afetivos, e para
isso, ser carismático (MOREIRA, 2020, p.2).

Aprender a falar é um elemento da arte de viver bem. São as impressões dos


outros que formam a imagem do indivíduo, contribuindo para ser aceito ou rejeitado
pelos grupos humanos. É falando que a personalidade se revela. Certo, ou errado, é

6
julgado pela maneira como fala, da qual as pessoas tiram conclusões sobre a
formação, condição social e até mesmo a capacidade mental das pessoas.
A palavra é a forma de expressão da personalidade. Muitos se preocupam mais
com a aparência, as roupas, as maneiras, o conjunto. Mas para impressionar
favoravelmente os outros, a impressão que mais se fixa é o modo pelo qual se fala.

Fonte: [Link]

Percebe-se que as pessoas normalmente se concentram em suas habilidades


de comunicação quando estão prestes a realizar entrevistas de empregos ou
acadêmicas, fazer apresentações, realizar exames orais ou outras situações em que
a comunicação será avaliada. O que não se sabe é que desde o nascimento, o ser
humano é avaliado a partir daquilo que fala e realiza. A medida que o tempo passa, a
personalidade comunicativa é criada através das experiências de vida.

7
2.1 O ato de falar em público e a conversação

Fonte: [Link]

Um adulto comum passa em torno de 30% de seu tempo ativo conversando e


emprega uma série de habilidades quando conversa com outras pessoas. Essas
competências incluem:
 Organizar seus pensamentos de forma lógica.
 Adaptar sua mensagem ao público.
 Contar uma história para obter o maior impacto possível.
 Adaptação ao feedback do ouvinte. Sempre que conversar com
alguém, percebe-se as reações verbais, faciais e físicas dessa pessoa.
Todos os dias, em conversas informais, essa habilidades de comunicação são
realizadas de modo automático e essas são importantes ao falar em público.
Embora semelhantes, as apresentações orais em público e a conversação
cotidiana não são idênticas. Imagine-se contando uma história a um amigo. Em
seguida, imagine-se contando a mesma história a um grupo de sete ou oito amigos.
Agora, imagine-se contando-a para um grupo de 20 a 30 pessoas. À medida que o
público se ampliar, nota-se a necessidade de se adaptar a três fatores básicos que
distinguem uma conversa informal de uma exposição oral em público:
 A apresentação oral em público é mais bem estruturada. Normalmente,
impõem limitações de tempo ao orador. Na maioria dos casos, a situação
não permite que os ouvintes interrompam com perguntas ou
comentários. O orador deve cumprir seu objetivo no discurso em si. Na

8
preparação para uma apresentação oral, o orador deve prever perguntas
que possam surgir na mente de seus ouvintes e respondê-las na própria
exposição. Por esse motivo, uma apresentação em público exige um
nível de planejamento e preparação bem mais detalhado do que uma
conversa cotidiana.
 Essa modalidade de apresentação exige uma linguagem mais formal.
Gírias, jargões e erros gramaticais têm pouco espaço nos discursos
públicos. Os ouvintes costumam reagir negativamente aos oradores que
não elevam e refinam sua linguagem ao falar em público. Uma exposição
em público deve ser “especial”.
 A apresentação oral em público exige um método de elocução diferente.
Em conversas informais, a maioria das pessoas fala calmamente,
interpõe frases feitas ou tiques, como “tipo” e “entende”, adota uma
postura espontânea e emprega as chamadas pausas vocalizadas (“um”,
“hum”, “mmm”, “eee”). Entretanto, os oradores persuasivos ajustam a
voz para que seja ouvida claramente por todos os ouvintes. Além disso,
adotam uma postura mais ereta e evitam maneirismos e hábitos verbais
que provocam distrações.
Com estudo e treinamento, é possível dominar essas diferenças e empregar
suas habilidades de conversação em suas apresentações orais em público.

2.2 Desenvolvendo confiança

Uma das principais preocupações dos futuros palestrantes é o medo de falar


em público. Mas pode-se enfrentá-lo perfeitamente bem. Muitas pessoas que
conversam de forma desembaraçada em todos os tipos de situação cotidiana temem
a ideia de se dirigir a um grupo para fazer uma exposição oral.
Sabe-se que o medo de falar em público é algo comum entre as pessoas. Em
uma pesquisa de opinião da Gallup, de 2001, nos Estados Unidos, os entrevistados
foram solicitados a indicar seus maiores medos. Para 40%, o maior medo era falar
diante de um grupo, superado apenas pelo medo de cobra, citado por 51% deles.
Ruscio et al. (2008) em um estudo sobre Medos sociais e fobia social, pediram
para que os entrevistados, mais de 9 mil pessoas, apontassem seus maiores medos.
A ordem das respostas foram as seguintes:
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 Falar em público
 Manifestar-se em uma reunião ou aula
 Conhecer novas pessoas
 Conversar com pessoas de níveis hierárquicos mais elevados
 Enfrentar uma prova ou entrevista importante
 Frequentar festas
 Conversar com estranhos
Novamente, falar em público é o que mais provoca ansiedade.

2.3 Nervosismo

Fonte: [Link]

Na verdade, a maior parte das pessoas tende a sentir ansiedade antes de


realizar alguma apresentação importante em público. Os atores ficam nervosos antes
de uma peça, os políticos ao realizar um discurso de campanha, os atletas ao
participarem de um grande jogo, entre outros.
A maioria dos oradores experientes sente ansiedade nos momentos que
antecedem uma exposição em público, mas esse nervosismo é um bom sinal, porque
mostra que estão “se preparando psicologicamente” para uma boa causa.
Em outras palavras, é perfeitamente normal, ficar nervoso antes de falar em
público, pois o corpo está respondendo do mesmo modo que responderia a qualquer
situação estressante, por meio da produção de uma quantidade extra de adrenalina.

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Essa dose repentina de adrenalina é que faz o coração disparar, a pele transpirar e
as mãos e os joelhos tremerem. Todo orador experimenta essas reações de certa
maneira.

2.4 Lidando com o nervosismo

Em vez de tentar eliminar todo e qualquer traço de medo de falar em público, o


indicado é procurar transformá-lo de uma força negativa em uma potência que
especialistas chamam de nervosismo positivo, onde torna-se um sentimento
prazeroso, entusiástico e animado acompanhado de uma ligeira agitação. Continua
sendo nervosismo, mas a sensação é diferente, porque não é mais vitimado por ele;
ao contrário, é vitalizado por ele.
Não assuma que tem medo de falar em público. Em vez disso, conceba como
“instigação” ou “entusiasmo”, isso pode ajudar a concentrar e revigorar da mesma
maneira que ajuda atletas, músicos e outros a se prepararem para um jogo ou um
concerto.
Existe seis métodos consagrados para transformar a força negativa do
nervosismo em positiva:
 Adquira experiência em oratória;
 Prepare-se; outra maneira de ganhar confiança é escolher temas para
palestrar pelos quais tem de fato interesse e, em seguida, prepará-los
meticulosamente, para que assim o êxito seja garantido.
 Pense de forma positiva; a confiança é o poder mais conhecido do
pensamento positivo.
 Utilize o poder da visualização; está intimamente relacionada com o
pensamento positivo. Ela é utilizada por atletas, músicos, atores,
oradores e outras pessoas para melhorar o desempenho em situações
estressantes.
 Perceba que grande parte do nervosismo não é visível; muitos oradores
principiantes temem que o público perceba. É difícil falar com equilíbrio
e confiança quando percebe que está tenso e inseguro. Uma das
constatações mais valiosas que terá ao longo de sua trajetória como
palestrante é que apenas uma fração da ansiedade sentida
internamente se evidencia de forma externa.
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 Não espere perfeição; talvez também ajude saber que não existe
discurso perfeito. Até certo ponto, em toda apresentação, o orador diz
ou faz alguma coisa que não sai exatamente como ele planejou.
Felizmente, esses momentos não costumam ser visíveis para o público.
Porque o espectador não sabe o que o orador pretende dizer. Ele ouve
apenas o que é falado.
Ao elaborar uma apresentação oral, procure prepará-la minuciosamente e fazer
todo o possível para que a mensagem que deseja transmitir chegue aos ouvintes. No
entanto, não fique ansioso com relação a ser perfeito ou com o que ocorrerá se
cometer um erro. Assim a mente é aliviada desses fardos, será bem mais fácil encarar
as apresentações com confiança e, até mesmo, com entusiasmo.
Para lidar com o nervosismo em suas primeiras apresentações, é importante:
 Estar em sua melhor forma física e mental. Não é aconselhável ficar até
às três horas da madrugada festejando com amigos ou estudar
sofregamente para uma prova antes de uma apresentação. O mais
apropriado é ter uma boa noite de sono.
 Enquanto aguarda o momento de se apresentar, contrair e relaxar
calmamente os músculos das pernas ou apertar as mãos uma contra a
outra, soltando-as em seguida, são procedimentos que ajudam a
diminuir a tensão porque dão vazão ao excesso de adrenalina.
 Antes de começar a falar, respire lenta e profundamente algumas vezes.
Quando as pessoas estão tensas, elas costumam fazer uma respiração
curta e superficial, e isso aumenta a ansiedade. A respiração profunda
interrompe esse ciclo de tensão e ajuda a aliviar o nervosismo.
 Dedique-se especialmente à introdução. Pesquisas demonstram que o
nível de ansiedade do orador começa a diminuir de forma significativa
após os primeiros 30 a 60 segundos de uma apresentação. Assim que
passar da introdução, provavelmente prosseguirá sem dificuldades no
restante do caminho.
 Faça contato visual com os ouvintes. Lembre-se de que eles são
indivíduos, e não uma massa disforme e sem rosto.

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 Preocupe-se em se comunicar com os ouvintes, e não com seu medo
de falar em público. Ao se envolver com o que está falando, o público
também se envolverá.
 Utilize recursos visuais. Eles geram interesse, tirando o palestrante do
centro das atenções e ajudando diminuir o constrangimento.

3 COMUNICAÇÃO CORPORAL

Fonte: [Link]

Para uma boa apresentação é necessário ao orador atentar para a sua postura
corporal, algumas orientações abaixo servirão de bússola norteadora para que o
discurso seja apresentado com a postura correta, deve-se:
1. Manter ângulo de 90° entre a ponta do queixo e o pescoço;
2. Apoiar os pés de forma que o peso do corpo seja distribuído;
3. Ao sentar, os pés devem estar apoiados inteiramente ao chão, costas apoiadas
no encosto da cadeira e joelhos fazendo ângulo de 90°;
4. Posicionar os joelhos de forma levemente flexionada evitando alterações
musculares na região lombar e cervical;
5. Deixar ombros e quadris alinhados durante a movimentação, pois ombros
relaxados favorecem o correto posicionamento dos braços, o relaxamento dos
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músculos respiratórios, evitando má postura e tensão da região superior do
corpo;
6. Manter a nuca alongada para facilitar o posicionamento reto da cabeça com
olhar na horizontal;
7. Estar com a cabeça sempre reta, porque se inclinada para os lados ou para
baixo pode induzir a afirmação ou negação de determinadas mensagens, além
de demonstrar insegurança;
8. Olhar sempre para onde deseja induzir a voz, desta maneira reflete-se
segurança e persuasão;
9. Ao se apresentar, aproximar do interlocutor inclinando o corpo levemente em
sua direção, assim sinalizando abertura e disposição para a comunicação.

3.1 Falar em público

Fonte: Fonte: [Link]

Sabe-se que a humanidade vive em uma era de multiculturalismo internacional.


A internet possibilita a comunicação instantânea ao redor do mundo. O canal CNN é
transmitido para mais de um bilhão de pessoas no mundo inteiro. As mídias sociais
conectam pessoas em divisas antigas. Além das diferenças políticas, sociais e
religiosas, todas as nações estão se tornando parte de uma vasta rede global.
O ato de falar em público torna-se mais complexo à medida que a multiplicidade
cultural aumenta. Parte dessa complexidade provém das diferenças de idioma de uma

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cultura para outra e nada separa mais uma cultura de outra do que a linguagem.
Idioma e cultura estão tão entrelaçados que a comunicação é de acordo com a
civilização do meio em que a pessoa foi criada.
Os significados atrelados aos gestos, às expressões faciais e a outros sinais
não verbais também variam de uma etnia para outra. O apresentador precisa ter a
sagacidade de levar em conta as diferenças culturais entre eles e o público para o
qual discursa.

3.2 Evitar o etnocentrismo

Etnocentrismo é a crença de que o grupo ou a cultura em que está inserido,


seja ela qual for, é superior a todos os outros grupos ou culturas. Em virtude do
etnocentrismo, uma pessoa se identifica com o seu grupo e vê seus valores, crenças
e costumes como “corretos” ou “naturais”, em comparação com os demais, os quais
tende a considerar “errados” ou “não naturais”.
O etnocentrismo faz parte de todas as culturas, e pode desempenhar um papel
positivo no sentido de criar orgulho e lealdade no grupo. Contudo, ele pode também
gerar preconceitos e hostilidades em relação a diferentes grupos étnicos, religiosos
ou culturais. Para se tornar um orador persuasivo em um mundo multicultural, precisa-
se sempre lembrar de que todas as pessoas têm crenças e costumes especiais.
Evitar o etnocentrismo não significa concordar obrigatoriamente com os valores
e costumes de todos os grupos e culturas. Às vezes, pode tentar convencer pessoas
de diferentes culturas a mudar sua maneira habitual de fazer as coisas, como os porta-
vozes das Nações Unidas procuram persuadir agricultores da África a adotar métodos
agrícolas mais produtivos ou como os delegados dos Estados Unidos e da China
tentam influenciar as políticas comerciais do país um do outro.
Entretanto, se os oradores quiserem se dar bem, devem demonstrar respeito
pela cultura das pessoas às quais eles se dirigem. Eles precisam adaptar suas
mensagens aos valores e às expectativas de seus ouvintes. Ao elaborar uma
exposição oral, analise com cuidado até que ponto os fatores culturais podem
influenciar a reação de seus ouvintes.
Para as apresentações orais em sala de aula, pode-se utilizar questionários de
análise sobre o público para obter informações a respeito da formação e das opiniões
dos integrantes da classe. Para palestras fora desse ambiente, a pessoa que faz o

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convite pode oferecer informações sobre o público. Assim que identificado qualquer
fator cultural que possa afetar a reação dos ouvintes, deve-se colocar no lugar deles
e ouvir a mensagem do ponto de vista dos expectadores. Se houver alguma diferença
de linguagem, evite palavras ou frases que possam provocar mal-entendidos. Quando
realizar pesquisas para as exposições, procure recursos visuais e outros conteúdos
que estejam associados a uma ampla variedade de ouvintes.
No momento de se apresentar, esteja atento ao feedback que possa indicar
que o público está tendo dificuldade para captar as ideias apresentadas. É também
importante evitar o etnocentrismo ao ouvir uma apresentação de um orador com uma
formação cultural diferente, julgá-lo com base em sua aparência ou maneira de se
expressar. Seja qual for a formação cultural do orador, é indicado ouvi-lo com a
mesma atenção e cuidado que gostaria de obter de seu público.

3.3 Evitar ao falar

Fonte: [Link]

O sucesso da apresentação pode depender mais dos erros que devem ser
evitados do que da precisão da comunicação, precauções simples e fáceis de serem
verificadas que garantem o sucesso da oratória em quase todas as situações. Esta
oportunidade deve ser aproveitada para pensar sobre como tem sido a conduta diante
da plateia e o que pode fazer para aperfeiçoar. Abaixo observe algumas orientações:

16
Não seja tedioso: algumas apresentações que poderiam ter sido excepcionais
falham como resultado desse erro. Oradores que falam sem vida, monotonamente ou
sem entusiasmo não conseguem energizar e envolver seus ouvintes. Como resultado,
as comunicações mornas ineficazes precisam ser melhoradas. Pode-se contar
histórias, usar humor, dar exemplos e agitar as emoções do público para aumentar as
chances de sucesso.
Não dialogar muito baixo: não se trata de sair gritando com os ouvintes, mas
sim de evitar ficar sussurrando na frente do público, exigindo muito esforço por parte
deles para compreender o que está sendo falado. De modo geral, a comunicação deve
ser feita de uma forma que todos os participantes possam ouvir e compreender.
Não use vocabulário complicado: a transmissão de uma mensagem usando
linguagem enigmática ou de difícil compreensão pode não estabelecer comunicação.
Esse tipo de vocabulário pode dificultar o acompanhamento do diálogo e desviar a
atenção do público. Se os ouvintes tiverem bom nível intelectual, essa precaução pode
ser descartada, pois se não conseguirem se entender, provavelmente entenderão
dentro do contexto da mensagem, portanto, como esse tipo de público é incomum, é
melhor simplificar.
Não use palavras vulgares: a ideia de vulgaridade é bastante relativa.
Dependendo do tipo de ouvinte e do orador, palavrões podem parecer linguagem
inocente na boca de alguns indivíduos, enquanto palavras menos ofensivas poderão
ser entendidas como indecência quando faladas por outras. Mesmo considerando
essa relatividade, evite usar palavrões e excesso de gírias ao falar em público. Esse
vocabulário raso pode prejudicar a reputação do apresentador e o resultado do
discurso.
Não use gestos em excesso: não gesticular implica renunciar ao uso de uma
ferramenta de comunicação inestimável. No entanto, é preferível evitar gesticular
excessivamente enquanto fala. Tenha sempre em mente esta boa regra: escolher
entre as duas falhas comuns da gesticulação de falta e excesso, escolha sempre a
falta. A situação ideal é quase sempre falar com gestos moderados que condizem com
o ritmo e a fluidez da fala.
Não fale sem finalidade: esse conceito não é novo, mas funciona muito bem
no contexto da comunicação, quem não sabe para onde quer ir não sabe para onde
ir. Portanto, tenha em mente seus objetivos para a apresentação: é persuadir, educar,

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entreter ou provocar? Diante disso, são estabelecidas as estratégias e o caminho para
atingir as metas.
Não fale sem organizar a ideia: sem conhecimento dos passos que a
apresentação pretende cumprir, o orador passará de um lado para o outro sem saber
as instruções que deve dar. Mesmo que não seja com muita precisão, é necessário
saber sempre começar, preparar, desenvolver e terminar os discursos. Dominar o
assunto traz segurança, torna a apresentação mais lógica e facilita o entendimento do
público.
Não use a mesma forma de falar para ouvintes diferentes: um dos maiores
erros que acontece é quando o orador fala com plateias diferentes da mesma forma.
Toda apresentação deve levar em consideração a capacidade intelectual do público,
seu conhecimento sobre o assunto e a faixa etária predominante do grupo. Como
resultado, a mensagem pode ser modificada de acordo com as características dos
ouvintes.
Não fale entender o assunto: nenhum dos componentes de uma
apresentação pode ser considerado mais importante que o conteúdo. Falar sem saber
o que está prestes a dizer provavelmente passará a imagem de um "falador
presunçoso" e não como orador. Indica-se ter o máximo de conhecimento possível
sobre o assunto que será discursado; se a falta de domínio do assunto for aparente,
o apresentador deve pensar duas vezes antes de aceitar o convite para falar.

Dica!
 Não aceite convite para falar se não dominar o
assunto;
 Não fale aos gritos, mas também não fale baixo
demais;
 Não apresente uma mensagem como se os
ouvintes fossem sempre iguais;
 Não fale sem demonstrar envolvimento com a
mensagem.

18
4 O PROCESSO DE COMUNICAÇÃO ORAL

Fonte: [Link]

Para começar a elaborar as primeiras exposições orais, talvez seja favorável


compreender o que ocorre na comunicação entre duas pessoas. Independentemente
do tipo de comunicação oral em questão, existem sete elementos, orador, mensagem,
canal, ouvinte, feedback, interferência e situação.

4.1 Orador

Fonte: [Link]

19
A comunicação oral parte de um emissor o êxito como orador (emissor)
depende de credibilidade pessoal, de conhecimento sobre o assunto, de preparação
para a apresentação, da maneira de falar, da sensibilidade para com o público e da
ocasião. Porém, o êxito de uma exposição oral depende também de entusiasmo.
Para esperar que as pessoas se interessem pelo que tem a dizer é preciso ter
o interesse, ou seja, se o orador estiver verdadeiramente empolgado com o tema, é
quase certo que o público também ficará empolgado. Pode-se aprender todas as
técnicas para fazer uma apresentação persuasiva; contudo, para que essas técnicas
sejam de fato úteis, primeiro precisa ter algo a dizer, que desperte primeiro o próprio
entusiasmo.

4.2 Mensagem

Ao falar em público, o objetivo é fazer com que a mensagem pretendida seja a


mensagem de fato transmitida. Isso depende tanto do que fala (a mensagem verbal)
quanto da forma como diz (a mensagem não verbal).
Para que a mensagem verbal chegue corretamente, é necessário certo esforço.
Deve-se estreitar o assunto a algo que possa ser discutido adequadamente durante o
tempo alocado para a apresentação. Precisa-se pesquisar e escolher detalhes que
ajudem a tornar as ideias claras e convincentes. Organizar as ideias para que os
ouvintes consigam acompanhá-las sem se perder e transmitir a mensagem com
palavras precisas, claras, vívidas e apropriadas.
Além da mensagem transmitida por meio de palavras, as mensagens são
expostas por meio do tom de voz, da aparência, de gestos, de expressões faciais e
do contato visual. Uma das responsabilidades como orador é impedir que as
mensagens não verbais desviem da mensagem verbal.

4.3 Canal

O canal é o meio pelo qual a mensagem é transmitida. Em um telefonema, o


aparelho cumpre a função de canal. Já em uma exposição oral, pode-se utilizar um
ou mais canais entre os vários existentes, e cada um deles terá um efeito sobre a
mensagem recebida pelo público.

20
Em uma exposição oral comum, o canal é o mais direto de todos, pois o público
o verá e o ouvirá sem nenhuma mediação eletrônica.

4.4 Ouvinte

O ouvinte é a pessoa que recebe a mensagem transmitida. Sem ouvinte, não


há comunicação. Em uma conversa por telefone, tem-se um ouvinte, porém em uma
palestra, têm-se vários espectadores.
Tudo o que um orador diz é filtrado pela estrutura de referência do ouvinte a
soma de conhecimentos, experiências, objetivos e atitudes dessa pessoa. Como o
orador e o ouvinte são pessoas diferentes, eles nunca têm exatamente a mesma
estrutura de referência. Além disso, como a estrutura de referência do ouvinte nunca
será idêntica à do orador, o significado de uma mensagem nunca será exatamente o
mesmo para ambos.
Como as pessoas têm estruturas de referência diferentes, o orador deve ser
extremamente cauteloso no sentido de adaptar a mensagem ao público específico ao
qual está se dirigindo. Para ser um orador persuasivo, deve-se centrar no público.
Perde-se rapidamente a atenção de seus ouvintes se sua apresentação for muito
básica ou muito complexa, se não demonstrar simpatia por seus interesses,
conhecimentos e valores. O sucesso final de sua apresentação quase sempre estará
garantido, quando a exposição levar os ouvintes a dizer “Isso é importante para mim”.

4.5 Feedback

Em discursos realizados, por exemplo, pela televisão, essa comunicação é


unidirecional, pois o ouvinte pode retrucar diante do aparelho de TV, mas não será
ouvido pelo orador. Entretanto, na maioria das situações, a comunicação é
bidirecional. Os ouvintes não absorvem a mensagem como se fossem uma esponja.
Eles respondem com mensagens próprias, chamadas de feedback.
Em uma apresentação em público, existe feedback suficiente para saber de
que forma a mensagem está sendo recebida, o orador deve atentar-se para o
comportamento do espectador, por exemplo, observar se ele inclina para frente,
demonstra indignação, ficam inquietos balançando os pés e atentos ao relógio, ter a
capacidade de discernir se ele está fascinado ou entediado, ao perceber esse
comportamento deve-se ajustar a mensagem para que seja de acordo. Como
21
qualquer tipo de comunicação, o feedback é afetado pela estrutura de referência da
pessoa.

4.6 Interferência

Interferência significa qualquer coisa que impede a transmissão de uma


mensagem. Nas apresentações em público, existem dois tipos de interferência. O
primeiro, como a estática e as linhas cruzadas em um telefonema, é externo ao
público. Muitos oradores estão sujeitos a esse tipo de interferência, o ruído de tráfego
fora do prédio ou de um ventilador, pessoas conversando no corredor, uma sala
exageradamente quente ou extremamente gelada. Qualquer uma dessas
interferências desvia os ouvintes do que está falando.
O segundo tipo é a interferência interna ao público; vem de dentro. Talvez um
dos ouvintes esteja com dor de cabeça. Ele pode estar tão distraído com a dor que
não consegue prestar atenção na exposição. Outro poderia estar preocupado com
uma prova importante, entre outras. No entanto a função do discursador é manter a
atenção de seus ouvintes, mesmo com esses vários tipos de interferência.

4.7 Situação

Situação é o momento e o lugar em que a comunicação oral ocorre. Uma


conversa sempre ocorre em determinada circunstância. Algumas vezes, a situação
ajuda, outras vezes, ela prejudica, por exemplo, quando ao tentar dizer palavras
afetuosas tendo ao fundo uma música estridente e no último volume.
Os oradores devem estar atentos também à situação. Determinadas ocasiões
como funerais, cultos religiosos, cerimônias de formatura, exigem determinados tipos
de discurso. O ambiente físico é igualmente importante. Faz grande diferença se um
discurso é apresentado em um ambiente fechado ou aberto, em uma sala pequena
ou em um ginásio esportivo, para uma plateia cheia ou algumas poucas pessoas
dispersas. Ajusta-se à situação de uma apresentação em público, é o mesmo que se
faz em uma conversa informal, porém em uma escala maior.

22
5 A VOZ DO ORADOR

Fonte: [Link]

Ter uma voz de ouro certamente é uma vantagem para os oradores. Os


aspectos da voz que o apresentador deve esforçar-se para controlar são a intensidade
(volume), a entonação, a velocidade, as pausas, a variedade vocal, a pronúncia, a
articulação e o dialeto.

5.1 Intensidade da voz

Antigamente, ter uma voz potente, a intensidade da voz amplificada, era


essencial para um orador. Hoje, a amplificação eletrônica possibilita que mesmo uma
pessoa com um tom de voz suave seja ouvida em qualquer ambiente. Porém, caso a
palestra seja realizada sem microfone, nesse caso, deve-se ajustar a voz à acústica
da sala, ao tamanho do público e ao nível de ruído de fundo. Se o palestrante falar
muito alto, os ouvintes poderão considerá-lo rude. Se falar muito baixo, eles não
conseguirão compreendê-lo.
Lembre-se de que a voz sempre parece mais alta para a própria pessoa do que
para o ouvinte. Logo depois que iniciar a palestra, aconselha-se olhar para as pessoas
que estão mais longe. Se elas parecerem confusas, estiverem se inclinando para a
frente ou então se esforçando para ouvir, isso significa que precisa falar mais alto.

23
5.2 Entonação

Entonação é a variação na altura da voz do orador. Quanto mais rapidamente


as ondas de som vibram, mais alta a entonação; quanto mais lentamente elas vibram,
mais baixa a entonação.
As mudanças na entonação são conhecidas como inflexões. Em uma conversa
informal, utiliza-se instintivamente as inflexões para transmitir significado e emoção.
Com relação às pessoas que não fazem isso, considera-se uma monotonia na voz,
um traço cujo único benefício é curar a insônia dos ouvintes.
Embora poucas pessoas falem continuamente em um mesmo tom, sem
nenhuma variação na entonação, muitas resvalam em padrões de entonação
repetitivos que são do mesmo modo hipnotizadores. Indica-se prevenir contra isso
gravar as palestras enquanto pratica. Se todas as sentenças finalizarem com a mesma
inflexão, para cima ou para baixo, procure variar os padrões de entonação de acordo
com o significado das palavras.

5.3 Velocidade da fala

A velocidade da fala refere-se à rapidez com que uma pessoa discorre sobre
algo. A melhor velocidade da fala depende de vários fatores, dos atributos vocais do
orador, da atmosfera que ele está tentando criar, da composição do público e da
ocasião.
Duas falhas obvias que devem ser evitadas é falar muito lentamente, a ponto
dos ouvintes ficarem entediados, ou muito rapidamente, a ponto de não conseguirem
acompanhar as ideias. Os oradores iniciantes são mais propensos a se apressar, a
falar freneticamente, felizmente, em geral esse é um hábito fácil de quebrar.
O segredo em ambos os casos é ter consciência do problema e procurar
resolvê-lo. Utilizar um gravador para verificar quão rápida está a fala e ensaiar
prestando a atenção na velocidade é algo indicado. Por fim, lembre-se de inserir
indicações sobre a elocução no esboço. De modo, não esquecer de fazer ajustes ao
se apresentar.

24
5.4 Pausas

Aprender como e quando fazer uma pausa é uma das principais dificuldades
para a maioria dos oradores principiantes. Até mesmo um momento de silêncio pode
parecer uma eternidade. Entretanto, ao ganhar maior equilíbrio e confiança,
constatará o quanto a pausa pode ser útil. Ela pode sinalizar o fim de uma unidade de
pensamento, dar tempo para que uma ideia amadureça e dar um enorme impacto a
uma sentença.
O desenvolvimento de uma percepção aguçada de timing é, em parte, uma
questão de bom-senso e, de outra parte, uma questão de experiência. A princípio,
nem sempre o apresentador fará as pausas acertadamente, portanto, ouvir um orador
talentoso para ver como ele utiliza as pausas para modular a velocidade e o ritmo das
mensagens é essencial. Sugere-se aprimorar as pausas quando estiver praticando,
procurar dar uma pausa no fim de uma unidade de pensamento, e não no meio. Do
contrário, pode desviar a atenção dos ouvintes em relação às suas ideias. Outra dica
importante é não preencher o silêncio com “um”, “hum” ou “eee”. As pausas
vocalizadas podem criar percepções negativas sobre a inteligência do orador e com
frequência fazem-no parecer falso.

5.5 Dialeto

A maioria das línguas tem dialetos, e cada um deles se distingue por variações
no sotaque, na gramática e no vocabulário. Normalmente, os dialetos baseiam-se em
padrões de fala regionais ou étnicos.
Os linguistas concluíram que nenhum dialeto é inerentemente melhor ou pior
do que outro. Os dialetos não são emblemas linguísticos de superioridade nem
inferioridade. Normalmente, são formados de acordo com a origem regional ou étnica,
e todo dialeto é “correto” para a comunidade que o emprega.

Quando determinado dialeto é apropriado para falar em


público?
A resposta depende, sobretudo, da composição do público.
O emprego intenso de qualquer dialeto, regional ou étnico, pode ser
problemático quando o público não o emprega. Nessa situação, o
dialeto pode levar o público a fazer julgamentos negativos sobre a
personalidade, a inteligência e a competência do orador. 25
Os dialetos regionais ou étnicos não constituem um problema desde que o
público os conheça e os considere apropriados.
Vale ressaltar, não falando estritamente de dialeto, que proficiência de falantes
não nativos da língua, como no caso do inglês, com frequência é obtida em aulas de
oratória. Felizmente, os professores, e também os alunos, normalmente se esforçam
para estimular os estudantes estrangeiros e outros para os quais a língua em que
estudam no curso não é a principal. Ao longo dos anos, vários falantes não nativos,
por exemplo, constataram que o curso de oratória é um incentivo para que melhorem
a proficiência no inglês falado.

5.6 Variedade vocal

Assim como a variedade é o tempero da vida, ela também é o tempero de uma


exposição oral em público. A voz monótona, apática e invariável é tão insuportável
para uma apresentação oral quanto uma rotina monótona, é para a vida diária. Ao
pronunciar, deve-se esforçar para que a voz tenha variedade mudanças na
velocidade, entonação e intensidade que dão-lhe um caráter mais interessante e
expressivo.

5.7 Pronúncia

É comum pronunciar errado de vez em quando as palavras, toda palavra tem


vida tríplice: é lida, escrita e falada. As pessoas normalmente reconhecem e
compreendem uma quantidade bem maior de palavras enquanto estão lendo, em
comparação ao que utilizam na escrita no dia a dia, e em torno de três vezes mais
palavras do que aquelas que aparecem em uma exposição oral espontânea. É por
isso que, ocasionalmente, nota-se tropeço nas pronúncias das palavras que fazem
parte do vocabulário de leitura ou escrita. Em outros casos, pode-se pronunciar mal
as palavras mais comuns por hábito.
O problema é que normalmente não se sabe quando pronuncia mal uma
palavra. Nesse caso, geralmente a pessoa aprende a pronúncia certa ouvindo alguém
pronunciar de maneira apropriada a palavra ou quando alguém gentilmente corrige
com discrição. Não ocorrendo essas correções provavelmente a palavra será
pronunciada errada diante de muitas pessoas, que podem franzir as sobrancelhas,
lamentar ou rir. Enfim esse é um motivo para praticar a fala em frente ao máximo de
26
amigos e parentes de confiança que conseguir juntar, quando surgir alguma dúvida
sobre a pronúncia correta de determinadas palavras, indica-se pesquisar em fontes
confiáveis ou consultar um dicionário.

5.8 Articulação

Articulação e pronúncia não são a mesma coisa, a articulação descuidada é a


falha em não formar determinados sons da fala de maneira nítida e distinta. Essa é
uma das várias causas da pronúncia incorreta, mas pode-se articular uma palavra de
forma nítida e ainda assim pronunciá-la de forma errada.
Entre os palestrantes, a articulação descuidada é mais comum do que a falta
de conhecimento da pronúncia correta. Sabe-se que “psicologia” não é “pissicologia”
e que “administração” não é “adiministração”, mas geralmente essas palavras são
articuladas inapropriadamente.
Portanto, sugere-se identificar e eliminar os erros mais comuns. Assim como
outros hábitos ruins, o descuido na articulação só pode ser eliminado com esforço
persistente, mas os resultados valem muito a pena.

6 ELABORAR A PRIMEIRA PALESTRA

Fonte: [Link]

Sabe-se que uma das primeiras responsabilidades ao participar de um curso é


elaborar uma palestra, mesmo que de início o conhecimento não seja suficiente para

27
passar segurança sobre o assunto apresentado. A maioria dos palestrantes iniciantes
tem uma reação semelhante. Felizmente, realizar uma palestra pela primeira vez
parece bem mais difícil do que na verdade é.

6.1 Preparação

Comumente, essa primeira apresentação em geral é chamada de palestra para


“quebrar o gelo” por seu objetivo ser exatamente esse: eliminar as dificuldades iniciais
possibilitando que os palestrantes iniciantes façam uma exposição oral o mais cedo
possível. Esse é um passo importante porque grande parte da ansiedade de falar em
público provém da falta de experiência nesse âmbito. Assim que quebrar o gelo na
primeira exposição oral, o palestrante se sentirá menos ansioso e dará o primeiro
passo para ganhar confiança.

6.2 Desenvolvimento

Existem inúmeras tarefas possíveis em sua primeira exposição oral. Uma delas
é a autoapresentação, que oferece uma visão geral da formação, da personalidade,
das crenças ou dos objetivos do orador. Em outros casos, pode-se apresentar um
colega ou fazer um tipo diferente de exposição. Procure compreender exatamente o
que é necessário realizar.

6.3 Focando no tema

Involuntariamente do tipo de apresentação introdutória que se faz, deve-se


estreitar significativamente o foco da apresentação para que ela se conforme com o
limite de tempo que lhe foi dado. Um dos erros mais comuns que os palestrantes
iniciantes cometem nessa primeira exposição é tentar abordar muita coisa
simultaneamente.
Entretanto, evite a tentação de estreitar muito o foco do tema. Poucos ouvintes
ficariam interessados em ouvir uma apresentação de dois ou três minutos sobre um
tema muito especializado para a maioria das plateias diversificadas.

28
6.4 Evoluindo o tema

Fonte: [Link]

Ao ter um tema para sua apresentação, o ideal é ser criativo para desenvolvê-
lo. Pense em soluções para organizá-la de tal forma que ela seja interessante e
significativa para o público.
O público tem interesse por situações arriscadas, aventuras e episódios
dramáticos, adora comentários espirituosos, piadas e situações engraçadas. Porém,
como todas as outras coisas, o humor só é eficaz quando benfeito. Ele deve fluir
naturalmente no conteúdo da apresentação, e não ser forçado. Em casos que o
palestrante não é engraçado, é melhor fazer uma apresentação sincera e entusiástica
e deixar as piadas de fora. Em nenhuma circunstância se deve utilizar um humor que
contenha obscenidades, constranja as pessoas ou as estereotipe.

6.5 Estruturando a palestra

Seja qual for o tema, as palestras normalmente têm três partes principais,
introdução, corpo e conclusão.

6.5.1 Introdução

Na introdução sua primeira tarefa é atrair a atenção e o interesse do público.


Para isso, pode-se fazer uma pergunta, contar uma história, fazer uma afirmação

29
surpreendente ou abrir com uma citação. O objetivo de todos esses métodos é criar
uma abertura comovente e vívida que faça o público querer ouvir mais.
Além de atrair atenção e interesse, a introdução deve orientar os ouvintes a
respeito do tema. Nas apresentações mais longas no período letivo, geralmente
precisará fazer uma exposição prévia explícita que identifique os pontos principais que
serão discutidos no corpo da palestra. Como a primeira palestra é bastante breve,
talvez não existe a necessidade de fazer uma exposição prévia. Mas, mesmo assim,
precisa oferecer ao público uma ideia clara do tema e do respectivo objetivo.

6.5.2 Corpo

Depois que atraída a atenção do público e revelado o tema, a próxima etapa


será o corpo da palestra. Em algumas palestras, o corpo parece se organizar por si
só. Nem todas as exposições seguem uma ordem cronológica, na sequência em que
ocorrem, como por exemplo, acontece ao contar uma história própria.
Independentemente do método de organização utilizado, lembre-se de
restringir o número de pontos principais no corpo da palestra. Em uma apresentação
de dois minutos, não tem tempo para desenvolver mais de dois ou três pontos
principais.
Tente evidenciar os pontos principais apresentando cada um com uma frase de
transição. Na apresentação de um colega, pode-se iniciar o primeiro ponto principal
dizendo:
A família de Carlos viveu em muitos lugares durante sua infância. Quando
chegar ao segundo ponto, pode-se introduzi-lo assim:
Essas mudanças constantes levaram Carlos a desenvolver um estilo
extrovertido e a ter segurança para fazer amizades. Na verdade, ele tem amigos no
mundo inteiro com os quais se comunicam regularmente pelo Facebook. Nesse
momento, foi público a respeito do primeiro ponto principal e iniciou o segundo. O
terceiro ponto principal poderia ser iniciado da seguinte forma:
Comunicar-se com pessoas ao redor do mundo não é apenas um hobby para
Carlos, visto que ele escolheu relações internacionais como disciplina de
especialização. Transições como essas ajudam o público a acompanhar os pontos

30
principais.

6.5.3 Conclusão

Quando finalizar a discussão sobre o último ponto, será o momento de passar


para a conclusão, na qual se tem duas missões: informar o público a respeito do que
será concluído; e reforçar a ideia central.
Se possível, finalize com um toque expressivo, inteligente ou instigante, as
frases finais fecham a palestra com “chave de ouro”.

6.6 Apresentar a palestra

Após escolher o tema e organizar o conteúdo de maneira clara, precisa-se


dedicar à elocução. Como essa será a primeira palestra do período letivo, ninguém
espera uma apresentação perfeita. O propósito é se sair bem tanto quanto possível e,
ao mesmo tempo, construir uma base para desenvolver as próximas palestras. Nesse
entendimento, necessita-se analisar sinteticamente o método de palestra ou discurso
espontâneo, ensaiar e considerar alguns dos principais fatores que deve ser analisado
no dia da apresentação.

6.7 Palestra ou discurso espontâneo

Talvez o palestrante se sinta inclinado, como vários oradores principiantes, a


redigir sua palestra como um ensaio e a ler o conteúdo palavra por palavra para os
ouvintes. O outro extremo é preparar-se de forma insuficiente, improvisar valendo-se
da confiança em sua sagacidade e na inspiração do momento. Ambas as posturas
não são apropriadas.
A maioria dos especialistas recomenda o método espontâneo, que associa uma
cuidadosa preparação e organização da apresentação de um manuscrito com a
espontaneidade e o entusiasmo de uma exposição não ensaiada. No método
espontâneo, o objetivo é programar os pontos principais e o conteúdo de apoio sem
tentar memorizar a linguagem exata que empregará no dia da apresentação.
O método espontâneo exige domínio do conteúdo. Na verdade, utilizá-lo de
maneira adequada, permite familiarizar com a essência da palestra, onde apenas de
algumas anotações breves são suficientes para lembrar dos pontos que planeja
31
abordar. Essas anotações devem conter frases ou palavras-chave, e não orações e
parágrafos. Dessa forma, quando estiver diante do público, será dito com palavras
próprias o que conhece a respeito do tema.
Para preparar as anotações, redija ou digite as frases principais e as palavras-
chave em fichas ou folhas de papel. É possível utilizar fichas porque elas são menores
e discretas, não fazem barulho nem caem no chão e podem ser mantidas em uma
única mão, facilitando a gesticulação do orador. Ou pode usar folhas de papel, já que
conseguirá inserir mais informações e elas facilitam a impressão do conteúdo. Se
estiver em dúvida quanto às preferências do professor, procure se informar bem antes
da data da apresentação.
Independente da escolha, o corpo da letra das anotações deve ser grande o
suficiente para que consiga ler de certa distância. Muitos oradores experientes utilizam
espaço duplo ou triplo em suas anotações porque assim eles podem apenas bater os
olhos e ler. Utilize apenas um lado da ficha ou da folha e o menor número de
anotações que puder, desde que assim possa fazer sua palestra com naturalidade e
confiança.
À primeira vista, parece difícil fazer uma apresentação espontânea. Contudo,
esse método é utilizado em conversas cotidianas, o orador utiliza um manuscrito para
contar uma história divertida a seus amigos? Claro que não. Ele se recorda dos
detalhes essenciais da história e a narra a diferentes amigos, em diferentes ocasiões,
utilizando uma linguagem um pouco diferente em cada circunstância. Por se sentir
relaxado e confiante com os amigos, simplesmente fala o que está em na cabeça
empregando uma linguagem simples, portanto aconselha-se fazer o mesmo na
palestra.

6.8 Ensaiando a apresentação da palestra

Ao ter a oportunidade de ouvir um orador que sabe empregar verdadeiramente


o método espontâneo, percebe-se que sua exposição emerge com tanta fluência, que
é como se ele não estivesse fazendo quase nenhum esforço. Na realidade, essa
elocução fluente é fruto de muita prática. Aconselha-se para ganhar maior experiência
e ficar mais à vontade para apresentar espontaneamente as palestras, treinar com
amigos e a família, por exemplo.

32
Entretanto, na primeira vez em que ensaiar a palestra introdutória, é provável
que tenha de se esforçar muito. Talvez as palavras não venham facilmente e tenham
esquecimento de algumas questões que pretendia discutir. O ideal é não desanimar,
seguir frente e concluir a apresentação da melhor forma que conseguir. Preocupe-se
em ter domínio sobre as ideias, e não em tentar memorizar palavra por palavra, pois
a prática leva a perfeição.
Para que esse método funcione, deve-se ensaiar em voz alta. Não basta ler
silenciosamente as anotações, a leitura em voz alta ajuda a ganhar domínio sobre o
conteúdo. Assim que tiver dominado o conteúdo, pedir um amigo ou um membro da
família para escutar e oferecer um feedback construtivo é fundamental. Portanto, o
orador não deve ter vergonha de pedir, pois as pessoas normalmente adoram dar sua
opinião, além disso, aconselha-se ensaiar diante de um público real antes de se
apresentar de fato.
À medida que praticar, é importante cronometrar a apresentação para ter
certeza de que ela não está nem muito longa, nem muito curta. Por nervosismo, a
maioria das pessoas fala mais depressa quando está de fato fazendo sua primeira
palestra do que no momento em que a ensaiou. Ao ensaiar em casa, procurar
estendê-la um pouco além do tempo mínimo estipulado também é viável. Dessa
forma, se o ritmo aumentar quando estiver diante do público, a palestra não ficará
muito curta.

6.9 Iniciando a palestra

Quando chegar a vez de falar, posicione-se na frente de seus ouvintes e


confronte o público. Assuma uma postura tranquila, mas ereta. Mantenha os pés
separados, à mesma distância que a largura entre os ombros, e os braços soltos ao
lado do corpo. Antes de iniciar, organize as anotações. Em seguida, olhe para o
público e sorria. Isso o ajudará a criar afinidade com seus ouvintes logo no início da
exposição.
Assim que estiver falando, sinta-se livre para gesticular, mas não tente
programar com antecedência todos os seus gestos. Se não costuma usar de forma
expressiva as mãos em conversas informais, não deve se sentir compelido a gesticular
com frequência durante a palestra. Seja qual for o gesto que usar, ele deve fluir
naturalmente de seus sentimentos.

33
Importante: evite que gestos ou movimentos corporais desviem os ouvintes da
mensagem. Faça o possível para evitar maneirismos nervosos como enrolar o
cabelo, entrelaçar as mãos, mudar o peso do corpo de um pé para outro,
balançar para a frente e para trás ou tamborilar os dedos na mesa. Não importa
o quanto esteja nervoso, tente parecer calmo e relaxado.

O contato visual durante a apresentação é primordial, olhe para os ouvintes o


máximo que conseguir. Entre outros motivos, o método espontâneo é utilizado para
que o orador tenha tempo de manter contato visual com o público.
Ao escolher praticar o método espontâneo e preparar as anotações de maneira
apropriada, provavelmente consegue-se manter contato visual com o público na maior
parte do tempo. Lembre-se de olhar para o lado direito e esquerdo da sala, bem como
para o centro, e evite a tentação de falar exclusivamente para um ou dois indivíduos
que se mostrarem receptivos.
Tente utilizar a voz com a mesma expressividade com que a emprega em
conversas informais. Procure projetá-la para o fundo da sala e, mesmo que esteja
nervoso, resista à tentação de acelerar a apresentação. O esforço de forma
consciente para falar em voz alta, desacelerar e projetar-se com clareza, leva ao
caminho para se fazer uma boa apresentação.

7 RESPONDENDO ÀS PERGUNTAS DO PÚBLICO

Uma sessão de perguntas e respostas pode definir o sucesso ou fracasso de


uma apresentação. O orador que aborda bem as perguntas pode intensificar o impacto
de sua palestra. Entretanto, o que foge de perguntas ou se demonstra incomodado
quase certamente produzirá o efeito oposto.
A sessão de perguntas e respostas é um componente comum em palestras e
conferências, seja a ocasião uma coletiva de imprensa, uma apresentação de
negócios, uma audiência pública ou uma palestra em sala de aula. A resposta a uma

34
pergunta com frequência é a palavra final que o público ouve e tende a deixar uma
última impressão.
O primeiro passo para se sair bem em uma sessão de perguntas e respostas é
encará-la com a mesma seriedade que a palestra em si. Os dois principais passos
dessa preparação são: formular respostas a possíveis perguntas e praticar a elocução
dessas respostas.

7.1 Formule respostas para possíveis perguntas

Fonte: [Link]

Ao saber que a apresentação incluirá perguntas do público, deve-se pensar em


possíveis respostas até mesmo quando estiver redigindo a palestra. É aconselhável
praticar diante de amigos, familiares ou colegas de trabalho, sugere pedir para que
eles anotem rapidamente algumas questões. Dê atenção a todas as perguntas e
formule respostas. Redija as respostas na íntegra para ter certeza de que as analisou
completamente.

7.2 Pratique a elocução das respostas

Assim como não se deve apresentar uma palestra para uma sala cheia de gente
sem ensaiar, o mesmo se aplicar para participar de uma sessão de perguntas e
respostas sem praticar a elocução de suas respostas. Uma alternativa é pedir a um
amigo ou colega para ouvir a apresentação, fazer perguntas e criticar as respostas.
35
Esse método é empregado por candidatos políticos e empresários antes de
debates ou coletivas de imprensa. Outra possibilidade é gravar suas respostas as
possíveis perguntas, reproduzi-las e alterá-las até que fiquem adequadas. Quando
ensaiar, procure dar respostas breves e pontuais. Muitas perguntas simples podem
ser respondidas em 30 segundos e até as mais complexas normalmente devem ser
respondidas em um ou dois minutos. Ao praticar as respostas com antecedência,
percebe-se que dessa forma é mais fácil respeitar esses limites. Obviamente, não
existe nenhuma maneira de prever todas as perguntas que serão feitas. Contudo, ir
plenamente preparado para uma sessão de perguntas e respostas, auxilia a adaptar
a tudo o que ocorrer.
Resumindo o que foi estudado, a oratória sempre foi um meio indispensável de
capacitação e autonomia pessoal e de envolvimento cívico, ao longo da história. A
necessidade de saber falar em público quase certamente o abordará em algum
momento da vida.
Como estudado, existem várias semelhanças entre uma apresentação oral em
público e uma conversa informal, mas existem também diferenças. Primeiro, uma
apresentação em público normalmente impõe um limite de tempo e exige uma
preparação minuciosa do que uma conversa comum. Segundo, exige uma linguagem
formal. Os ouvintes reagem negativamente às apresentações carregadas de gírias,
jargões e erros gramaticais. Terceiro, a apresentação em público exige um método de
elocução diferente. Os oradores eficazes ajustam sua voz a um público maior e
esforçam para evitar maneirismos físicos e hábitos verbais que tiram a atenção dos
ouvintes.
Uma das principais preocupações dos palestrantes iniciantes é o medo de falar
em público. Seus ouvintes lhe darão oportunidade de ganhar confiança e fazer seu
nervosismo agir a seu favor, e não contra. Ao pensar de maneira positiva, dará um
grande passo no sentido de superar o medo de falar em público, preparar
minuciosamente, visualizar-se fazendo uma palestra convincente, ter a
conscientização de que grande parte do nervosismo não é visível para o público e
pensar na apresentação como um ato de comunicação, e não como uma
representação em que se deve fazer tudo perfeitamente.
Enfim, tendo em vista a multiplicidade da vida moderna, vários, talvez a maioria
dos públicos aos quais se dirigirá terão pessoas com diferentes formações culturais.

36
Ao elaborar uma exposição oral, analise cuidadosamente até que ponto esses fatores
podem influenciar a reação de seus ouvintes e adapte sua mensagem de acordo.
Evite, acima de tudo, a crença etnocêntrica e qualquer outra forma de preconceito.

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