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Relatório de Práticas Pedagógicas em Geografia

Este relatório apresenta informações sobre uma escola primária em Nametil, Moçambique. Detalha a localização, infraestrutura e organização da escola, incluindo a estrutura administrativa e as funções dos funcionários. Também descreve as atividades de estágio realizadas na escola, cobrindo aspectos pedagógicos e administrativos.
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Relatório de Práticas Pedagógicas em Geografia

Este relatório apresenta informações sobre uma escola primária em Nametil, Moçambique. Detalha a localização, infraestrutura e organização da escola, incluindo a estrutura administrativa e as funções dos funcionários. Também descreve as atividades de estágio realizadas na escola, cobrindo aspectos pedagógicos e administrativos.
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UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MOÇAMBIQUE

INSTITUTO DE EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA

Tema: Elaboração de relatório de práticas pedagógicas

Discente: Cecília Adelino Selemane


Código: 708231592

Curso: Licenciatura em Ensino de Geografia


Disciplina: Práticas Pedagógicas I
Ano de frequência: 1o Ano
Turma: O

Nampula, Maio, 2023


Índice
Declaração...................................................................................................................................4

Agradecimentos..........................................................................................................................5

Resumo.......................................................................................................................................6

Introdução...................................................................................................................................7

Escola Primária do 1o e 2o grau de Nametil................................................................................8

1. Identificação da escola.........................................................................................................8

1.1. Localização geográfica da escola.....................................................................................8

1.1.1. Limites..........................................................................................................................8

Apresentação da Escola Primária do 1o e 2o grau de Nametil.....................................................8

1.2. Edifício da escola.............................................................................................................8

1.3. Infra-estrutura..................................................................................................................9

1.4. Área de saúde...................................................................................................................9

1.5. Cantina escolar.................................................................................................................9

1.6. Murro de vedação............................................................................................................9

1.7. Estrutura organizacional da escola...................................................................................9

Descrição das actividades preparatórias...................................................................................10

2. Plano Geral da Escola........................................................................................................10

2.1. Regulamento de Avaliação................................................................................................11

2.1.1. Objectivo de avaliação....................................................................................................11

2.1.2. Formas de Avaliação.......................................................................................................11

2.1.3. Instrução e Despacho Ministerial....................................................................................13

2.1.4. Plano Sectorial................................................................................................................13

2.1.5. Plano Estatuto Circular...................................................................................................14

2.1.6. Livro de Turma...............................................................................................................14

3. Descrição do histórico da escola de estágio......................................................................14

3.1. Descrição das actividades de estágio realizadas na área direcção da escola.....................15

1
3.1.1. Compete ao presidente do conselho da escola...........................................................15

3.1.2. Compete ao director da escola...................................................................................15

3.1.3. Compete ao director adjunto pedagógico...................................................................16

3.1.4. Chefe da secretária/administrativo.............................................................................16

3.1.5. Compete ao chefe da secretária..................................................................................16

3.1.6. Compete ao coordenador para ciclo de área...............................................................16

3.1.7. Compete ao director da turma....................................................................................17

4. Descrição das actividades de estágio realizadas no sector pedagógico e administrativo. .17

4.1. Aspectos organizacionais da escola...............................................................................17

4.1.1. Actividades realizadas................................................................................................18

4.1.2. Aproveitamento pedagógico do 2o trimestre do ano de 2022....................................18

4.1.3. Organização das turmas.............................................................................................18

4.1.4. Efectivo dos alunos....................................................................................................18

4.1.5. Efectivo dos funcionários...........................................................................................18

5. Área administrativa............................................................................................................18

5.1. Organização dos documentos........................................................................................19

Conclusão..................................................................................................................................20

Bibliografia...............................................................................................................................21

Anexo........................................................................................................................................22

2
Declaração
Declaro que este relatório de práticas pedagógicas é resultado da minha investigação pessoal e
das orientações do meu supervisor MA: Cremilde Raquel P Manuel Albino, o conteúdo é
original e todas as fontes consultadas estão devidamente mencionadas no texto, nas notas e na
bibliografais.

Declaro que nenhuma outra instituição tem esse trabalho para a obtenção de qualquer grau
académico.

Nampula, Maio de 2023

3
Agradecimentos
Os meus votos de agradecimento direccionam especialmente a direcção da Escola Primária do
1o e 2o grau de Nametil, professores e alguns funcionários pela atenção, paciência sinceridade
manifestada por eles perante as práticas pedagógicas e pelo encorajamento e motivação que
me prestaram.

4
Resumo
O presente Relatório visa apresentar o Historial da Escola, os aspectos organizacionais,
Pedagógicos e Administrativos, os Seminários observados durante este semestre na
Universidade Católica de Moçambique e na Escola Primária do 1o e 2o grau de Nametil,
instituição alvo da pesquisa. No historial da Escola esta patente a fundação e localização
geográfica da Escola em referência. Na área Organizacional estava em estudo a estruturação
da Escola partindo do Director da Escola, Director Adjunto Pedagógico, Director Adjunto
Administrativo e outros agentes que desempenham um papel muito importante na
estruturação duma Escola e as suas respectivas funções. Na área Pedagógica fez-se estudo
efectivo escolar quer no número de documentos bem como de estudante, a quantidade de
turma, número de turnos com as suas respectivas turmas, Aproveitamento Pedagógico, a
situação da carga horária dos Professores e da preparação dos exames. Na área Administrativa
fez-se estudo dos documentos de inventariados, aquisição dos bens (património) o processo
dos funcionários e agentes do estado, assim como estatuto dos Professores. Nos seminários,
aferiu-se duma forma geral as informações inerentes a Escola e o relacionamento entre o
professor e o aluno no sentido de ampliar a actividade de Ensino e Aprendizagem. Em poucas
palavras o relatório pretende referir-se do que é uma escola, quem e como funciona.

Palavras-chave: Práticas Pedagógicas

5
Introdução
O presente relatório tem em vista abordagem dos aspectos observados durante o primeiro
semestre desde o primeiro dia até ao último dia, incluindo o trabalho do campo das Práticas
Pedagógicas I, levadas a cabo na Escola Primária do 1o e 2o grau de Nametil.

As Práticas Pedagógicas constituem uma múltipla tarefa que proporciona o Desenvolvimento


das capacidades e competências profissionais durante a colecta, organização, sistematização
de dados e implementações obtidas através da observação, questionário e entrevista como
metodologia adequada para o trabalho.

Alguns dos objectivos de Práticas Pedagógicas são de integrar, progressivamente, o estudante


em contextos reais de Ensino e Aprendizagem de uma certa disciplina; contribuir para a
formação de um Professor que possua saberes teóricos e práticos, um Professor que saiba
fazer a gestão de um currículo, que saiba diferenciar as Aprendizagens e orientar a sua
autoformação.

Foi com este propósito havendo necessidades de adequar os tais conhecimentos aos futuros
Professores do Curso de Licenciatura em Ensino de Geografia 1º ano Universidade Católica
de Moçambique 2023, no âmbito das actividades emanadas em programa da cadeira de
Práticas Pedagógicas I.

É óbvio e pertinente, que depois de uma actividade seja ela de carácter científico ou de outra
natureza, a elaboração de um relatório. Nesta ordem de ideias, na conjunta de todas acções
realizadas nesta cadeira, formulou-se o presente relatório com vista a sintetiza-la de forma
sistemática, lógica e pormenorizada com objectivo de fazer a descrição das actividades do
campo e informação clara aos achados convenientes hierárquicos.

A observação e consulta bibliográfica foram os métodos usados na elaboração deste relatório,


serviu de recursos materiais os livros, obras, caneta, papel como técnica, entrevista e a
observação directa. O trabalho esta estruturado conforme as pastas mencionadas no índice.

6
Escola Primária do 1o e 2o grau de Nametil
As práticas pedagógicas feitas de forma individual, no curso de Licenciatura em Ensino de
Geografia, no qual fiz parte, efectuadas na Escola Primária do 1 o e 2o grau de Nametil tiveram
início no dia 26 de Março de 2023 à 27 de Maio de 2023, o qual foi o dia que me apresentei a
secretária da escola.

1. Identificação da escola
1.1. Localização geográfica da escola

A Escola Primária do 1o e 2o grau de Nametil localiza-se no posto administrativo de Nametil,


no bairro de Namacorro, distrito de Mogovolas, Província de Nampula.

1.1.1. Limites

A Escola Primária do 1o e 2o grau de Nametil limita-se pelos seguintes pólos:

Norte: Centro de Saúde de Nametil;

Sul: Mercado central de Nametil/zona comercial, serviço distrital (educação de actividades


económicas, tribunal, procuradoria, infra-estrutura, registo civil) e outros além da secretária
Geral do distrito.

Este: Habitações da comunidade do bairro de Namacarro e aeródromo de Nametil;

Oeste: Estrada Angoche/Moma – Cidade de Nampula, rio meluli, barragem de Nametil.

Apresentação da Escola Primária do 1o e 2o grau de Nametil

1.2. Edifício da escola

A escola funciona com 7 blocos, 1 bloco administrativo e 4 blocos funcionam as salas de


aulas, tem 3 blocos de casas de banho, 1 para funcionários e outro para alunos. Ainda
decorrem obras que visam aumentar ou incrementar das mais 4 salas de aulas pela força da
comunidade, por falta de salas suficientes uma parte de alunos frequentam as aulas nas salas
anexas, enfrentando grandes dificuldades. Verifica-se a falta de carteira, salas sem janelas
para o arejamento, sem portas, fazendo um contacto directo com o ambiente externo,
dificultando a percepção da matéria.

7
1.3. Infra-estrutura

A escola possui uma secretária, possui três gabinetes: um para a directora da escola, um para
o director adjunto pedagógico e um para o chefe da secretária. Em cada sala de aula tem
quadro preto fixo um número significativo de carteira quase por todas as turmas.

De salientar que a escola não dispõe de alguma infra-estrutura que também indispensáveis
numa comunidade escolar, tais como: Biblioteca, Laboratório, campo de futebol, ginásio, sala
para conservação do material didáctico, sala de reuniões. O quarto bloco de três salas
construído graças a contribuição monetária dos pais e encarregados de educação dos próprios
alunos. A Escola possui um campo de cultivo na zona de Mutacaze.

1.4. Área de saúde

A escola não possui al kits de medicamentos para servir de primeiros socorros solicitados
pelos professores de educação física sendo assim, o docente (aluno, funcionário ou professor).

1.5. Cantina escolar

A cantina não dispõe de nenhuma cantina escolar, visto ser uma infra-estrutura muito
importante numa comunidade escolar.

Aqui verifica-se apenas o foco afluência nas proximidades do recinto escolar de alguns
negociantes informais de que de certo modo perturbam o funcionamento normal das salas e,
que poem em risco a saúde dos alunos e professores, na medida em que, os alimentos não são
devidamente conservados deixando expostos a sorte do ambiente (poeira, moscas e outros).

1.6. Murro de vedação

A escola com os fundos locais ou receitas internas fez um murro de vedação para a melhoria
do meio ambiente deste recinto escolar.

1.7. Estrutura organizacional da escola

Toda a instituição escolar necessita de uma estrutura de organização interna. O termo de


estrutura tem um sentido de ordenamento e disposição de funções que asseguram o
funcionamento de um todo no caso a escola. Esta estrutura é representada graficamente num

8
organograma que mostra as entre – relações entre os vários sectores e funções de uma
organização.

Assim a EPC de Nametil está organizada da seguinte maneira: Director da escola, Director
adjunto pedagógico, presidente do conselho da escola, chefe da secretária, coordenadores de
ciclos, áreas e Directores de turma.

Descrição das actividades preparatórias


Para um bom funcionamento uma instituição pública, é a divisão das actividades e
instrumentos de trabalhos de acordo a sua estruturação.

As preocupações mais pertinentes das Escolas numa cidade actual é o melhoramento das
escolas e qualidades de ensino as suas estruturas e organização para uma sociedade com
características bem específicas onde seja preparado um novo tipo de Homem e a partir dele
possa ser constituído uma nova realidade. O Escola esta um pouco afastado da cidade, por
outra razão muito organizado em termos da sua estrutura.

Para (Estrela, 2002) fala-se de observação principalmente quando de algum modo o


observador participa do grupo por ele estudado.

2. Plano Geral da Escola

O plano geral ou anual da Escola é um instrumento regulador e orientador das tarefas ou


acções a serem realizadas numa Escola durante o ano lectivo.

A elaboração deste documento deve ser dita com base das orientações do M.E.C plano da
província bem como da direcção da Escola visando enquadrarem-se também orientações de
planos de necessidade que a Escola tem, tendo em conta as suas necessidades.

É elaborado a partir das opiniões colhidas dos trabalhadores e das respectivas direcções que
constituem a representação do conselho da escola.

Plano geral é feito no foral da escola cada ano lectivo para permitir o comportamento do
sectorial que tem como objectivo controlar as actividades do plano anual.

O cumprimento de ambos é ordem rigorosa. Em caso do não comprimento de alguma das


acções traçadas na data prevista implica seu trânsito para data oportunas. Planificar é tornar o
plano mais eficaz tendo em conta que o objectivo principal que é controlar eficazmente.

9
Os documentos normativos são aqueles elaborados pela instituição ou instancia superior que
visam adequar as normas que regem o estabelecimento e ensino com vista a prosseguir com
eficácias os objectivos preconizados com por exemplo: plano anual, regulamento interno,
estatuto geral dos funcionários do estado, programa de ensino.

Segundo (Libaneo, 1994) ”Plano da Escola é um plano pedagógico administrativo da unidade


escolar onde se explica a concepção do corpo docente, as teorias e metodológicas da
organização didáctica caracterização social, económica, politica cultural da Escola, a
caracterização do cliente a Escola das directrizes metodológicas gerais do sistema de
avaliação do plano, estrutura organizacional e administrativa”. ``.

2.1. Regulamento de Avaliação


Segundo (Libaneo, 1994) “Avaliação é uma tarefa didáctica necessária e permanente do
trabalho docente que deve acompanhar passo a passo o processo de ensino e aprendizagem”

Avaliação é um instrumento do processo de ensino, dinâmico, continuo, sistemático que


permite a ferir o comprimento dos objectivos e finalidades da educação e melhorar as
estratégias do ensino valorizar as potências do aluno ao nível individual e do grupo estimar o
processo do sistema educativo promover a qualidade do ensino e certificar os conhecimentos
adquiridos.

2.1.1. Objectivo de avaliação


 Verificar o grau cumprimento dos objectivos específicos fixados nos planos de estudo
do ensino Secundário geral;
 Contribuir para elevação da qualidade do ensino através do conhecimento das
principias dificuldades de modo a permitir a orientação do seu estudo;
 Contribuir para a variação do professor;
 Verificar a eficácia do método e do meio de ensino e aprendizagem.

2.1.2. Formas de Avaliação


Avaliação realiza-se ao longo de todo período toma as seguintes formas principais.

 Actividade de controlo sistemático;


 Actividade de controlo parcial;
 Exames.

10
O processo de avaliação deve ter em conta a participação activa dos alunos nas aulas partindo
do Professor formulação do juízo opinativo.

Função da avaliação ultimamente tem vindo a repensar-se as funções da avaliação. A prática


mostra que avaliação pode ser um instrumento para ajudar o aluno a aprender, quando
centrada nas actividades diárias da sala de aula.

Avaliação tem que desempenhar uma importante função formativa nos processos de
aprendizagem, devendo estar ao serviço daqueles que aprendem, seja ao professor que quer
desenvolver o seu saber fazer o docente, seja da criança. Aprendizagem que lhe abri as portas
para a participação na vida social, económica, cultural e científica.

Em vez de estar ao serviço da nota, a avaliação deve convergir com a função básica da escola,
que é promover o acesso ao conhecimento.

No plano comportamental podem se avaliar:

 As atitudes;
 Os valores;
 Os desenvolvimentos emocionais das crianças.

Avaliação deve terminar:

 O que as crianças sabem;


 O que podem fazer;
 Como fazem.

Os professores observam diariamente, os seus alunos.

 Enquanto trabalham;
 Enquanto fazem a correcção dos trabalhos de casa e trabalhos da turma;
 Enquanto discutem nos grupos;

Tipos de avaliação contínua incluem

 Observação da actividade do aluno;


 Trabalho escrito;
 As discussões;
 A formulação de pergunta durante a aula;
 Trabalho individual e de grupo na sala de aula.

11
2.1.3. Instrução e Despacho Ministerial
O sistema nacional foi introduzido em 1993 com base na lei 04/83 de 23 de Março, iniciou
nova fase do sistema de ensino em Moçambique começando pela 1ª classe e
complementando-se na 12ª classe.

O SNE devia garantir o acesso de todos níveis de ensino e permitir apropriação a ciência,
técnica e cultura de classe trabalhadora.

Pelo que o SNE visava dar respostas os seguintes objectivos:

 Assegurar a todos moçambicanos o acesso a formação profissional;


 Formar professores como educadores e profissionais conscientes;
 Difundir através do ensino de língua portuguesa como factor da unidade nacional;
 Inserir profundamente as instituições de ensino nas comunidades transformando em
bases revolucionais para a consolidação.

O SNE deve ser capaz de formar um homem novo. O homem novo é um homem consciente
que se preocupa com a constante elevação da produção ajuda a implementar ideias novas e da
um bom exemplo que ajuda a mobilizar as massas de que faz parte.

O homem novo que é capaz de se organizar para por o seu trabalho político ao serviço da
revisão. O SNE entende-se de igual modo como um homem em livro do absolutismo da
superstição e mentalidade Burguesa e colonial, um homem que assume os valores da
sociedade socialista nomeadamente: a unidade nacional, o amor a pátria, espírito de
internacionalismo proletário, a concepção científica e materialista do mundo, capacidade de
energia na construção do nacionalismo (SNE:18).

2.1.4. Plano Sectorial


No plano sectorial é lá onde encontramos a formação de turmas e elaboração dos horários
nelas garantem o início das aulas na data prevista e é executado pela direcção pedagógica. A
aquisição e distribuição ao material didáctico para garantir um bom funcionamento das
actividades do sector pedagógico são responsabilizadas e executadas pelo sector pedagógico.

12
Dosificação dos programas de ensino tem como objectivo garantir a boa planificação das
aulas e correcto comprimento dos programas executado pelos professores e responsabilizados
pelo delegado de disciplina. Controle da assiduidade e pontualidade dos professores e alunos,
para uma boa organização e cumprimento de programas e outras tarefas.

2.1.5. Plano Estatuto Circular


No plano circular a instituição neste ano, como ano Samora M. Machel por ocasião dos 25
anos do desaparecimento físico do 1º presidente de Moçambique independente a 19 de
Outubro de 1986.

Todas as instituições de ensino deverão planificar e realizar actividades viradas de carácter


cultural, desportivo, recreativo, académico e sócio económico.

Os serviços distritais de Educação, Juventude e Tecnologia e as Direcções Províncias de


Educação e Cultura, no quadro dos respectivos governos locais, devem apoiar e monitorar a
planificação e realização de actividades, podendo algumas das quais, serem interescolar. O
plano circular de todas as instituições realizam actividades no ambiente escolar.

2.1.6. Livro de Turma


O livro de turma tem as seguintes indicações para o seu uso: Porem, vem descrito por lista
nominal dos alunos em espaço próprio.

O espaço para Encarregado de Educação para alem das disciplinas que são escritos por notas
trimestrais todavia, o livro da turma tem no princípio termo abertura em constará sua utilidade
ao registo de sumário diário, o livro pelo qual o grupo teve acesso de analisar tem suas folhas
devidamente enumeradas e é rubricadas em assinatura do Director de turma e da Escola para
além dos Professores que passam por aquela classe.

3. Descrição do histórico da escola de estágio

Segundo o Director Adjunto Pedagógico (DAE), a EP1/2 – Nametil vem funcionando desde o
ano de 1957, ainda que foi baptizada como a Escola Primária de capela, primeiro antes desta
data a escola funcionou como um local de catequese como diz o próprio nome “capela”, que
tinha como objectivo ensinar os indígenas a saber ler e contar, a data provável da sua
construção, seu início e a duração da construção desconhecida, pós a escola não possui
nenhum testemunho digno de credibilidade que possa confirmar a data.

13
A quando a entrada em funcionamento a escola começa a funcionar como Escola Primária do
primeiro grau (EP1), leccionando de 1a à 5a classe do antigo sistema.

As aulas decorriam no período de manhã. A escola trabalhou com um edifício que tinha três
(3) salas e uma parte que servia para assuntos administrativos. Com o crescimento da
população estudantil o governo do distrito ampliou a escola aumentando o número de salas,
tardiamente a escola passa para Escola Primária Completa de Nametil (EPC).

Actualmente, a Escola Primária Completa tem como Directora a dr.ª Susana Celestino
Basílio empossada no ano de 2015.

3.1. Descrição das actividades de estágio realizadas na área direcção da escola

3.1.1. Compete ao presidente do conselho da escola


 Aprovar o plano anual da escola;
 Convocar e presidir as reuniões do órgão;
 No início do ano lectivo propor discussões dos órgãos, projecto apoio material e
psicopedagógico a escola;
 Coordenar os contactos que a escola fizer com a comunidade em que a mesma se
insere, para percepção real da expectativa dela para com a escola.
 Solicitar ao sector pedagógico informações de que necessita para alguns
esclarecimentos do rendimento escolar;
 Solicitar ao director da escola a permissão de reunir com estudantes para abordagem
de questões participantes.
3.1.2. Compete ao director da escola
 Garantir a implementação, ao nível da escola, das estratégias das metodologias
superiormente definidas para áreas de educação, visando a eficácia e rentabilidade do
processo de ensino – aprendizagem.
 Seleccionar o aproveitamento da escola e tomar medidas pertinentes para o seu
melhoramento;
 Dirigir assembleia dos professores e ao colectivo de direcção;
 Responsabilizar-se pelo funcionamento correcto de todos os órgãos consultivos e
executivos;
 Garantir o funcionamento legal da escola, com base nos documentos normativos da
educação e estatuto geral dos funcionários e agentes do estado;

14
 Assegurar, eficazmente a direcção científica, técnica pedagógica, administrativa do
processo educativo particularmente cumprimento dos planos de estado e dos
programas de ensino;
 Assegurar a prática de actividades sociocultural e desportivas como forma de
promover a solidariedade e a unidade nacional.

3.1.3. Compete ao director adjunto pedagógico

Assumir as responsabilidades do director da escola caso esteja ausente; para além das suas
actividades tais como:

 Substituir o director da escola na sua ausência e impedimento;


 Dirigir o conselho pedagógico;
 Organizar e controlar os planos de estudo e programa de ensino;
 Dirigir a elaboração do horário do ano e a distribuição do serviço docente e extra-
docente.
3.1.4. Chefe da secretária/administrativo

Para um bom funcionamento da instituição, nesta área existe um chefe da secretária em


simultâneo ele desempenha as funções de administrativo que é responsável pela elaboração de
efectividade e folha de salário e controlo de ausências e presenças de todos os funcionários da
instituição.

Este sector tem em sua posse as pastas que contém os processos individuais dos funcionários
do aparelho do estado em exercício naquela instituição, certificados e declarações dos alunos,
constam também decretos e despachos ministeriais e outros documentos normativos.

3.1.5. Compete ao chefe da secretária


 Dirigir e fiscalizar o serviço da secretária;
 Ter sua guarda;
 O carimbo da escola e autenticar com o mesmo a sua assinatura bem como a do
director e outros responsáveis autorizados;
 Fazer a distribuição correcta das tarefas pelo pessoal a sua responsabilidade directa;
 Apresentar ao director da escola dados estatísticos sobre o funcionamento da
secretária.
3.1.6. Compete ao coordenador para ciclo de área
 Elaborar o plano da área;
15
 Coordenar e controlar a planificação das aulas;
 Apresentar ao director adjunto pedagógico a situação pedagógica do grupo de área;
 Analisar o comprimento dos programas e seus colegas de área.

3.1.7. Compete ao director da turma


 Estruturar a turma que dirige de acordo com o presente regulamento da escola;
 Reunir a turma semanalmente de acordo o horário estabelecido;
 Estudar e regularizar o caracter de cada aluno da turma, para o conhecimento real de
cada estudante;
 Promover e orientar actividades extracurriculares;
 Presidir o conselho de nota das turmas que dirige e fazer o controlo de equipa de
trabalho.
4. Descrição das actividades de estágio realizadas no sector pedagógico e
administrativo

(Benavente, 1990) “Interessa-nos pelas condições materiais e de equipamento da escola, pelos


horários de funcionamento e pela estabilidade do corpo docente”.

Esta área organiza, controla e orienta as actividades dos professores e alunos no processo de
ensino e aprendizagem e dirigido pelo DAE que tem como tarefa:

 Cumprir e fazer cumprir as leis aprovadas no âmbito curricular;


 Orientar e controlar a formação homogénea da escola;
 Equilibrar os alunos por turma de cada classe, e propor a sua efectivação por turnos.

Para melhor controlar o processo de ensino aprendizagem o DAE apoia-se pelos


coordenadores do ciclo, de classe, e directores de turma. O coordenador do ciclo tem a tarefa
de:

 Transmitir, aplicar as orientações e decisões superiores dentro de uma turma;


 Preencher regularmente todas as escrituras e responsabilidades (livros de turma, de
notas e processo do aluno);
 Convocar e presidir reuniões de turma com conhecimento da direcção da escola.
4.1. Aspectos organizacionais da escola

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A Escola Primária do 1o e 2o grau de Nametil arrancou com 3450 alunos dos quais 1806
mulheres. O EP1 tinha um total de 2634 alunos, dos quais 1366 mulheres e, na EP2 tinha um
total de 816 alunos, destes 440 foram mulheres.

O trimestre findo a escola contou com 88 funcionários destes 5 agentes da secretária e


restantes são professores de entre eles, 68 são mulheres e 75 professores estão na sala de aula.

4.1.1. Actividades realizadas


 Elaboração de documentos (plano de actividades, horários de classe, planificação
analítica dos programas de ensino e elaboração dos planos quinzenais);
 Assistências das aulas entre os professores e a direcção da escola;
 Mobilização de alunos para participarem em massa nas aulas e actividades extra-
curriculares.
 Criação de círculo de interesse da escola.
4.1.2. Organização das turmas

Esta baseada com a idade dos alunos, e tem a ver com número de alunos em cada sala, este
que tem a regra de 45 a 50 no máximo de acordo com o regulamento do ensino básico e geral.
Sem espaço suficiente e com a demanda do elevado número de alunos esta tem vindo a atingir
uma média de 51 a 60 alunos em cada turma e tende a crescer com o decorrer do ano.

4.1.3. Efectivo dos alunos

No presente ano lectivo de 2023, a EP1/2 – Nametil matriculou 2925 alunos, sendo 1416
homens e 1509 mulheres, da 1a a 7a classe, distribuídos em 57 turmas a saber: 23 turmas do
primeiro (1o) ciclo (1a a 2a) e 24 turmas do 2o ciclo (3a a 5a) e 9 turmas do 3o ciclo.

4.1.4. Efectivo dos funcionários

A escola conta com 71 funcionários e agente do estado, destes 51 são mulheres e 20 são
homens entre esse 1 agente de serviço.

5. Área administrativa

De acordo (Silva, 2001.) “administração é um conjunto de actividades dirigidas à utilização


eficiente e eficaz de recursos, no sentido de alcançar um ou mais objectivos ou metas
organizacionais”.

17
O sector administrativo merece grande atenção, pois constitui o pilar de uma escola, no seu
funcionamento. O trabalho realizado nesta área da escola incide fundamentalmente na
apreciação dos inventários, dos bens patrimoniais, processos de contas, arquivos entre outros.

É a área administrativa que assume maior responsabilidade na criação de condições materiais,


financeiros e humanos em qualquer escola, para que o processo de ensino e aprendizagem
torne uma realidade e os resultados sejam alcançados nos níveis leccionados.

5.1. Organização dos documentos

Processo individual do professor: é onde vem todos os dados bibliográficos e outros tais
como: fotocópia do BI, ficha de classificação anual, Certidão de aptidão física, Título de
provimento de contracto, células de agregado familiar, currículo vitae e certidão de
habilitações literárias.

Processo individual do aluno: é um documento de identificação do aluno que contém: dados


dos alunos, boletim de matrícula, notas definitivas de classe, cédula pessoal. Os processos dos
alunos são organizados em função das classes, turmas e por sua vez em idade.

Organização do arquivo: a escola recebi vários documentos vindos da DPE e do distrito e


outros vários, vindo de pessoas singulares e que requer uma conservação para que este chegue
ao destinatário em perfeitas condições, por isso a direcção da escola tem um número não
especifico de arquivos que servem para guardar documentos (deferido e indeferido) e livros
de entrada e saída de expedientes tais como: Livro de acta de reunião, livro de entrada e saída
de notas, livros de turma, livros de despacho, livros de matrícula, livros de controlo bancário.
O livro de entrada e saída de notas tem dois arquivos, um que serve para guardar documentos
deferidos e o outro para guardar documentos indeferidos.

18
Conclusão
O trabalho do campo é uma parte complementar do curso de ensino de Geografia na
Universidade Católica de Moçambique – Nampula, sendo uma instituição vocacionada na
formação de Professores, têm levado a cabo na serie de actividades desde o primeiro até ao
fim do curso, está relacionada com as Práticas Pedagógicas, com vista a vivenciar ou seja a
complementaridade das teorias e Práticas e não só, mas também a familiarizar dos estudantes
a realidade do campo.
Com este trabalho permite que as Escolas devem ser vistas como local de socialização,
preparação de capacidades cognitivas e personalidade e preparação para o ingresso do Ensino
Superior. As Práticas são momentos mais altos do Processos de Ensino e Aprendizagem a
nível daquilo que é a realidade material do que e trata, neste caso, o estudo dos documentos
inerentes a uma Escola.
Quando fala-se do bom Professor refere-se do relacionamento entre Professores e os alunos
no contesto escolar, mas também não pode ser reduzida a boa Administração da aula, mais
deve ser concebida como um todo Processo que envolve o contacto entre ambos como seres
dependentes.
Quando a manifestações comportamentais dos formandos, permitem nos concluir que por um
lado se trata de aspectos relacionados as experiencias, convivências individuais que incidem
sobre o tipo do meio ambiente da proveniência do candidato, pois, nota-se uma grande
diferença entre a forma de estar dos que provem da família economicamente desfavorecia e os
da proveniência da família economicamente favorecida.

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Bibliografia
Benavente, A. (1990). Revista critica de sociais. Portugal: Departamento de sociologia e
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Koche, J. C. (2000). Fundamentos de Metodologia Científica. Petrópolis:: Vozes.

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Anexo

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