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Crimes e Penalidades no Código Penal

O documento descreve vários crimes contra a administração pública e falsidade documental de acordo com o Código Penal brasileiro, incluindo penas para funcionários públicos que cometem peculato, corrupção, prevaricação, entre outros, bem como penas para particulares que cometem desobediência ou falsificação de documentos.

Enviado por

Mayra Freitas
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Crimes e Penalidades no Código Penal

O documento descreve vários crimes contra a administração pública e falsidade documental de acordo com o Código Penal brasileiro, incluindo penas para funcionários públicos que cometem peculato, corrupção, prevaricação, entre outros, bem como penas para particulares que cometem desobediência ou falsificação de documentos.

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Decreto-lei nº 2.

848/40 - Código penal

TÍTULO IV
DOS CRIMES CONTRA
A ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO

Exercício de atividade com infração de decisão administrativa

Art. 205 - Exercer atividade, de que está impedido por decisão administrativa:

Pena - detenção, de três meses a dois anos, ou multa.

----------------------------------------------------------------
TÍTULO X
DOS CRIMES CONTRA A FÉ PÚBLICA
CAPÍTULO III
DA FALSIDADE DOCUMENTAL

Falsificação de documento público

Art. 297 - Falsificar, no todo ou em parte, documento público, ou alterar documento público
verdadeiro:

Pena - reclusão, de dois a seis anos, e multa.

§ 1º - Se o agente é funcionário público, e comete o crime prevalecendo-se do cargo,


aumenta-se a pena de sexta parte.

§ 2º - Para os efeitos penais, equiparam-se a documento público o emanado de entidade


paraestatal, o título ao portador ou transmissível por endosso, as ações de sociedade
comercial, os livros mercantis e o testamento particular.

§ 3º - Nas mesmas penas incorre quem insere ou faz inserir:

I – na folha de pagamento ou em documento de informações que seja destinado a fazer prova


perante a previdência social, pessoa que não possua a qualidade de segurado obrigatório; II –
na Carteira de Trabalho e Previdência Social do empregado ou em documento que deva
produzir efeito perante a previdência social, declaração falsa ou diversa da que deveria ter
sido escrita;

III – em documento contábil ou em qualquer outro documento relacionado com as obrigações


da empresa perante a previdência social, declaração falsa ou diversa da que deveria ter
constado.
§ 4o Nas mesmas penas incorre quem omite, nos documentos mencionados no § 3o, nome do
segurado e seus dados pessoais, a remuneração, a vigência do contrato de trabalho ou de
prestação de serviços.

Falsificação de documento particular

Art. 298 - Falsificar, no todo ou em parte, documento particular ou alterar documento


particular verdadeiro:

Pena - reclusão, de um a cinco anos, e multa.

Parágrafo único. Para fins do disposto no caput, equipara-se a documento particular o cartão
de crédito ou débito.

Falsidade ideológica

Art. 299 - Omitir, em documento público ou particular, declaração que dele devia constar, ou
nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita, com o fim de
prejudicar direito, criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante:

Pena - reclusão, de um a cinco anos, e multa, se o documento é público, e reclusão de um a


três anos, e multa, se o documento é particular.

Parágrafo único - Se o agente é funcionário público, e comete o crime prevalecendo-se do


cargo, ou se a falsificação ou alteração é de assentamento de registro civil, aumenta-se a pena
de sexta parte.

Falso reconhecimento de firma ou letra

Art. 300 - Reconhecer, como verdadeira, no exercício de função pública, firma ou letra que o
não seja:

Pena - reclusão, de um a cinco anos, e multa, se o documento é público; e de um a três anos, e


multa, se o documento é particular.

Certidão ou atestado ideologicamente falso


Art. 301 - Atestar ou certificar falsamente, em razão de função pública, fato ou circunstância
que habilite alguém a obter cargo público, isenção de ônus ou de serviço de caráter público,
ou qualquer outra vantagem:

Pena - detenção, de dois meses a um ano.

Falsidade material de atestado ou certidão

§ 1º - Falsificar, no todo ou em parte, atestado ou certidão, ou alterar o teor de certidão ou de


atestado verdadeiro, para prova de fato ou circunstância que habilite alguém a obter cargo
público, isenção de ônus ou de serviço de caráter público, ou qualquer outra vantagem:

Pena - detenção, de três meses a dois anos.

§ 2º - Se o crime é praticado com o fim de lucro, aplica-se, além da pena privativa de


liberdade, a de multa.

Falsidade de atestado médico

Art. 302 - Dar o médico, no exercício da sua profissão, atestado falso:

Pena - detenção, de um mês a um ano.

Parágrafo único - Se o crime é cometido com o fim de lucro, aplica-se também multa.

----------------------------------------------------------------
CAPÍTULO V
DAS FRAUDES EM CERTAMES DE INTERESSE PÚBLICO

Fraudes em certames de interesse público


Art. 311-A. Utilizar ou divulgar, indevidamente, com o fim de beneficiar a si ou a outrem, ou
de comprometer a credibilidade do certame, conteúdo sigiloso de:

I - concurso público;

II - avaliação ou exame públicos;

III - processo seletivo para ingresso no ensino superior; ou

IV - exame ou processo seletivo previstos em lei:

Pena - reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa.


§ 1 Nas mesmas penas incorre quem permite ou facilita, por qualquer meio, o acesso de
pessoas não autorizadas às informações mencionadas no caput.

§ 2 Se da ação ou omissão resulta dano à administração pública:

Pena - reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e multa.

§ 3 Aumenta-se a pena de 1/3 (um terço) se o fato é cometido por funcionário público.

TÍTULO XI
DOS CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

CAPÍTULO I
DOS CRIMES PRATICADOS
POR FUNCIONÁRIO PÚBLICO
CONTRA A ADMINISTRAÇÃO EM GERAL

Peculato

Art. 312 - Apropriar-se o funcionário público de dinheiro, valor ou qualquer outro bem
móvel, público ou particular, de que tem a posse em razão do cargo, ou desviá-lo, em
proveito próprio ou alheio:

Pena - reclusão, de dois a doze anos, e multa.

§ 1º - Aplica-se a mesma pena, se o funcionário público, embora não tendo a posse do


dinheiro, valor ou bem, o subtrai, ou concorre para que seja subtraído, em proveito próprio ou
alheio, valendo-se de facilidade que lhe proporciona a qualidade de funcionário.

Peculato culposo

§ 2º - Se o funcionário concorre culposamente para o crime de outrem:

Pena - detenção, de três meses a um ano.

§ 3º - No caso do parágrafo anterior, a reparação do dano, se precede à sentença irrecorrível,


extingue a punibilidade; se lhe é posterior, reduz de metade a pena imposta.

Peculato mediante erro de outrem


Art. 313 - Apropriar-se de dinheiro ou qualquer utilidade que, no exercício do cargo, recebeu
por erro de outrem:

Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa.

----------------------------------------------------------------
Corrupção passiva

Art. 317 - Solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora
da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida, ou aceitar promessa
de tal vantagem:

Pena – reclusão, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa.

§ 1º - A pena é aumentada de um terço, se, em consequência da vantagem ou promessa, o


funcionário retarda ou deixa de praticar qualquer ato de ofício ou o pratica infringindo dever
funcional.

§ 2º - Se o funcionário pratica, deixa de praticar ou retarda ato de ofício, com infração de


dever funcional, cedendo a pedido ou influência de outrem:

Pena - detenção, de três meses a um ano, ou multa.

Facilitação de contrabando ou descaminho

Art. 318 - Facilitar, com infração de dever funcional, a prática de contrabando ou descaminho
(art. 334):

Pena - reclusão, de 3 (três) a 8 (oito) anos, e multa.

Prevaricação

Art. 319 - Retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício, ou praticá-lo contra
disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal:

Pena - detenção, de três meses a um ano, e multa.

Art. 319-A. Deixar o Diretor de Penitenciária e/ou agente público, de cumprir seu dever de
vedar ao preso o acesso a aparelho telefônico, de rádio ou similar, que permita a comunicação
com outros presos ou com o ambiente externo: Pena: detenção, de 3 (três) meses a 1 (um)
ano.
Condescendência criminosa

Art. 320 - Deixar o funcionário, por indulgência, de responsabilizar subordinado que cometeu
infração no exercício do cargo ou, quando lhe falte competência, não levar o fato ao
conhecimento da autoridade competente:

Pena - detenção, de quinze dias a um mês, ou multa.

Advocacia administrativa

Art. 321 - Patrocinar, direta ou indiretamente, interesse privado perante a administração


pública, valendo-se da qualidade de funcionário:

Pena - detenção, de um a três meses, ou multa.

Parágrafo único - Se o interesse é ilegítimo:

Pena - detenção, de três meses a um ano, além da multa.

Violência arbitrária

Art. 322 - Praticar violência, no exercício de função ou a pretexto de exercê-la:

Pena - detenção, de seis meses a três anos, além da pena correspondente à violência.

Abandono de função

Art. 323 - Abandonar cargo público, fora dos casos permitidos em lei:

Pena - detenção, de quinze dias a um mês, ou multa.

§ 1º - Se do fato resulta prejuízo público:

Pena - detenção, de três meses a um ano, e multa.

§ 2º - Se o fato ocorre em lugar compreendido na faixa de fronteira:

Pena - detenção, de um a três anos, e multa.

----------------------------------------------------------------
CAPÍTULO II
DOS CRIMES PRATICADOS POR
PARTICULAR CONTRA A ADMINISTRAÇÃO EM GERAL
Desobediência
Art. 330 - Desobedecer a ordem legal de funcionário público:
Pena - detenção, de quinze dias a seis meses, e multa.
----------------------------------------------------------------
Inutilização de edital ou de sinal
Art. 336 - Rasgar ou, de qualquer forma, inutilizar ou conspurcar edital afixado por ordem de
funcionário público; violar ou inutilizar selo ou sinal empregado, por determinação legal ou
por ordem de funcionário público, para identificar ou cerrar qualquer objeto:
Pena - detenção, de um mês a um ano, ou multa.

Subtração ou inutilização de livro ou documento


Art. 337 - Subtrair, ou inutilizar, total ou parcialmente, livro oficial, processo ou documento
confiado à custódia de funcionário, em razão de ofício, ou de particular em serviço público:
Pena - reclusão, de dois a cinco anos, se o fato não constitui crime mais grave.
----------------------------------------------------------------
CAPÍTULO III
DOS CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO DA JUSTIÇA

Reingresso de estrangeiro expulso

Art. 338 - Reingressar no território nacional o estrangeiro que dele foi expulso:

Pena - reclusão, de um a quatro anos, sem prejuízo de nova expulsão após o cumprimento da
pena.

Denunciação caluniosa

Art. 339. Dar causa à instauração de inquérito policial, de procedimento investigatório


criminal, de processo judicial, de processo administrativo disciplinar, de inquérito civil ou de
ação de improbidade administrativa contra alguém, imputando-lhe crime, infração ético-
disciplinar ou ato ímprobo de que o sabe inocente:

Pena - reclusão, de dois a oito anos, e multa.

§ 1º - A pena é aumentada de sexta parte, se o agente se serve de anonimato ou de nome


suposto.
2º - A pena é diminuída de metade, se a imputação é de prática de contravenção.

----------------------------------------------------------------
Falso testemunho ou falsa perícia

Art. 342. Fazer afirmação falsa, ou negar ou calar a verdade como testemunha, perito,
contador, tradutor ou intérprete em processo judicial, ou administrativo, inquérito policial, ou
em juízo arbitral:

Pena - reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa.

§ 1o As penas aumentam-se de um sexto a um terço, se o crime é praticado mediante suborno


ou se cometido com o fim de obter prova destinada a produzir efeito em processo penal, ou
em processo civil em que for parte entidade da administração pública direta ou indireta.

§ 2o O fato deixa de ser punível se, antes da sentença no processo em que ocorreu o ilícito, o
agente se retrata ou declara a verdade.

Art. 343. Dar, oferecer ou prometer dinheiro ou qualquer outra vantagem a testemunha,
perito, contador, tradutor ou intérprete, para fazer afirmação falsa, negar ou calar a verdade
em depoimento, perícia, cálculos, tradução ou interpretação:

Pena - reclusão, de três a quatro anos, e multa.

Parágrafo único. As penas aumentam-se de um sexto a um terço, se o crime é cometido com


o fim de obter prova destinada a produzir efeito em processo penal ou em processo civil em
que for parte entidade da administração pública direta ou indireta.

Coação no curso do processo

Art. 344 - Usar de violência ou grave ameaça, com o fim de favorecer interesse próprio ou
alheio, contra autoridade, parte, ou qualquer outra pessoa que funciona ou é chamada a
intervir em processo judicial, policial ou administrativo, ou em juízo arbitral:

Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa, além da pena correspondente à violência.

Parágrafo único. A pena aumenta-se de 1/3 (um terço) até a metade se o processo envolver
crime contra a dignidade sexual. (Incluído pela Lei nº 14.245, de 2021)

Exercício arbitrário das próprias razões

Art. 345 - Fazer justiça pelas próprias mãos, para satisfazer pretensão, embora legítima, salvo
quando a lei o permite:
Pena - detenção, de quinze dias a um mês, ou multa, além da pena correspondente à
violência.

Parágrafo único - Se não há emprego de violência, somente se procede mediante queixa.

Art. 346 - Tirar, suprimir, destruir ou danificar coisa própria, que se acha em poder de
terceiro por determinação judicial ou convenção:

Pena - detenção, de seis meses a dois anos, e multa.

Fraude processual

Art. 347 - Inovar artificiosamente, na pendência de processo civil ou administrativo, o estado


de lugar, de coisa ou de pessoa, com o fim de induzir a erro o juiz ou o perito:

Pena - detenção, de três meses a dois anos, e multa.

Parágrafo único - Se a inovação se destina a produzir efeito em processo penal, ainda que não
iniciado, as penas aplicam-se em dobro.

----------------------------------------------------------------
Desobediência a decisão judicial sobre perda ou suspensão de direito

Art. 359 - Exercer função, atividade, direito, autoridade ou múnus, de que foi suspenso ou
privado por decisão judicial:

Pena - detenção, de três meses a dois anos, ou multa.

__________________________________________________________________________

Fraudes em certames de interesse público

Art. 311-A. EXIGE O DOLO DE : beneficiar a si ou a outrem, ou de comprometer a


credibilidade do certame

I - concurso público;

II - avaliação ou exame públicos;

III - processo seletivo para ingresso no ensino superior; ou

IV - exame ou processo seletivo previstos em lei:

DOLO: comprometer ou beneficiar-se / não existe modalidade culposa / admite a


tentativa
FORMA EQUIPARADA: CP, Art. 311-A, § 1º Nas mesmas penas incorre quem
permite ou facilita, por qualquer meio, o acesso de pessoas não autorizadas às
informações mencionadas no caput.

MAJORANTE: 1/3 funcionário público

QUALIFICADORA §2º, caso o cometimento da infração penal cause dano à


Administração Pública

__________________________________________________________________________

o crime de coação no curso do processo será qualificado se praticado em processo que


envolva crime contra a dignidade sexual. - causa de aumento +1/3 a +1/2 - art. 344, pu/CP

a imputação de prática de contravenção penal que sabe ser inverídica não configura o crime
de denunciação caluniosa, pois o tipo penal fala apenas em crime, ato improbo e infração
ética-disciplinar. - configura, mas a pena é diminuída de 1/2 - art. 399, § 2ºCP

o crime de fraude processual será qualificado se a inovação tiver como objetivo produzir
efeito em processo penal. - pena em dobro, art. 347/CP

a retração ou declaração da verdade pelo agente, antes de proferida a sentença no processo


em que se deu o falso testemunho, é causa de diminuição de pena do crime de falso
testemunho e falsa perícia. - deixa de ser punível -art. 342, § 2/CP

o crime de exercício arbitrário das próprias razões é de ação penal privada, excetuando
os casos em que há emprego de violência. - art. 345/CP

O crime de exercício arbitrário das próprias razões é formal e se consuma com o emprego do
meio arbitrário, ainda que o agente não consiga satisfazer a sua pretensão.

Em regra: AÇÃO PENAL PRIVADA

Exceção: Se houver emprego de violência (será de AÇÃO PÚBLICA


INCONDICIONADA).

__________________________________________________________________________

PREVARICAÇÃO. Art. 319. Retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício,


ou praticá-lo contra disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento
pessoal.

CORRUPÇÃO PASSIVA PRIVILEGIADA Art. 317, §2º. Se o funcionário pratica, deixa


de praticar ou retarda ato de ofício, com infração de dever funcional, cedendo a pedido ou
influência de outrem.

CRIMES CONTRA ADM. PUBLICA


CORRUPÇÃO PASSIVA (funcionário público) – SOLICITA VANTAGEM INDEVIDA;
CORRUPÇÃO ATIVA (qualquer um) = OFERECEVANTAGEM INDEVIDA;

CORRUPÇÃO PASSIVA PRIVILEGIADA – CEDE A PEDIDO OU INFLUENCIA DE


OUTREM

A ADVOCACIA ADMINISTRATIVA consuma-se com o simples patrocínio pelo


funcionário público do interesse privado e alheio.

*PREVARICAÇÃO – RETARDAR OU DEIXAR DE PRATICAR C/ INTERESSE


PESSOAL

*PREVARICAÇÃO IMPRÓPRIA – “VISTA GROSSA” DO AGENTE


PENITENCIÁRIO

*FAVORECIMENTO REAL – AUXILIO AO CRIMINOSO COM O PROVEITO DO


CRIME

*PECULATO – APROPRIA-SE DE DINHEIRO OU BEM, OU DESVIA-LO

*PECULATO CULPOSO – TEM CULPA NO CRIME DE OUTRO

*TRÁFICO DE INFLUENCIA – PRETEXTO DE INFLUIR NO TRABALHO DO


FUNCIONÁRIO PÚBLICO

*EXPLORAÇÃO DE PRESTIGIO – INFLUIR EM ALGUEM DA JUSTIÇA (influir


em juiz, jurado, órgão do Ministério Público, funcionário de justiça, perito, tradutor,
intérprete ou testemunha)

- Favorecimento Real > Esconde uma ''coisa'' (Punível)

- Favorecimento Pessoal > Esconde uma Pessoa (tem isenção se o favorecedor for CADI)

- No CP o conceito de funcionário público é ampliativo, diferente do direito administrativo


onde é restritivo.

__________________________________________________________________________

FALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTO PÚBLICO ---------> FALSIDADE MATERIAL,


por exemplo, elabora no computador e imprime uma carteira nacional de habilitação falsa.

FALSIDADE IDEOLÓGICA -------> FALSIDADE DAS IDEIAS DAS


INFORMAÇÕES,

por exemplo: num documento verdadeiro > nele insere, dolosamente, uma declaração
falsa, com o fim de prejudicar direito, criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato
juridicamente relevante.
Falsidade de atestado médico = é quando o próprio médico falsifica

==> Não precisa ser funcionário público;

==> Não pode ser dentista ou veterinário;

==> Não exige objetivo específico;

OBS::

Certidão/atestado ideologicamente falso = funcionário público em razão da função pública,


falsifica

Falsidade material de atestado/certidão = qualquer pessoa falsifica

> Caso o documento seja falsificado por um indivíduo, que em seguida o utilize com alguma
finalidade, este deverá responder pelo ato de falsificação, que absorverá a conduta de uso.
Este é o entendimento tanto do STJ quanto do STF.

EX: Imagine, portanto, um indivíduo que troque a foto de uma carteira de identidade
verdadeira, com o objetivo de fazer uso de tal documento.

I) Falsificação de documento ( FRAUDA-SE A FORMA)

II) Falsidade Ideológica ( Frauda-se o conteúdo)

A falsidade de um documento pode apresentar-se sob duas formas: material ou


ideológica.

FALSAIDADE MATERIAL:

sobre seu aspecto físico, ainda que seu conteúdo seja verdadeiro. Na falsidade material o
sujeito modifica as características originais do objeto material por meio de rasuras,
borrões, emendas, substituição de palavras ou letras, números, etc.

EX: Troco a foto da minha CNH para parecer mais jovem.

falsidade ideológica:

O documento, sob o aspecto material, é verdadeiro; falsa é a ideia que ele contém.

segundo o magistério de Damásio de Jesus, “o vício incide sobre as declarações que o


objeto material deveria possuir, sobre o conteúdo das ideias. Inexistem rasuras,
emendas, omissões ou acréscimos.

__________________________________________________________________________
Desobediência - Art. 330 CP: Desobedecer a ordem legal de funcionário público:

Pena - detenção, de quinze dias a seis meses, e multa.

O elemento subjetivo é o dolo, não havendo previsão para modalidade culposa, assim, se não
há possibilidade ou condições efetivas de cumprir a ordem, não há o dolo em desobedecer.

Para a configuração desse delito é imprescindível a cumulação de alguns requisitos:

a) Desatendimento de uma ordem;

b) que essa ordem seja legal e que emane de funcionário público;

c) que a ordem seja endereçada diretamente para quem tem o dever de cumpri-la;

d) que a pessoa tenha recalcitrado ao cumprimento da ordem.

__________________________________________________________________________

NÃO são considerados funcionários públicos:

1. Administrador judicial da massa falida;


2. tutores e curadores; inventariantes;
3. advogados, mesmo exercendo a função de representante classista ou remunerado por
convênio público;
4. dirigente sindical;
5. depositário judicial nomeado pelo juiz -tj/rj.
__________________________________________________________________________

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