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CAPÍTULO 5
ESCOLA DA PEÇA E DA SEÇÃO DE MORTEIRO LEVE
5-1. ORGANIZAÇÃO
a. A Seção de Morteiro Leve é orgânica do Pelotão de Apoio, da Companhia
de Fuzileiros Leve.
b. Compõe-se de uma turma de comando (Tu Cmdo) e de duas peças a três
homens cada (Fig 5-1).
c. Detalhes sobre a distribuição de material aos integrantes da seção
poderão ser obtidos nos QDM das unidades.
ARMAMENTO REPRESENTAÇÃO
COMPOSIÇÃO
3º Sgt Comandante Pára-FAL
Tu Cb Observador Avançado Pára-FAL
Cmdo Sd Radiop Pára-FAL
Pst, Tubo e Bipé
Cb Ch Pç
1ª Pç Mrt L Sd Aux At Pst e Placa-base
Sd Mun Pára-FAL
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2ª Pç Mrt L Idêntica à 1ª Pç Mrt L
Fig 5-1. A Sec Mrt L.
5-2. ATRIBUIÇÕES DOS COMPONENTES
As atribuições dos componentes da seção, entre outras, são as seguintes:
a. Sargento Comandante da Seção:
(1) Cumprir as ordens do Cmt Pel Ap e empregar sua seção.
(2) Determinar as zonas de posição e de alvos das peças, dentro da zona
fixada para a seção.
(3) Determinar a localização do posto de observação e os dados iniciais
de tiro, quando necessário.
(4) Elaborar os boletins e roteiros de tiro da seção.
(5) Realizar os trabalhos de controle e direção de tiro, processando as
mensagens recebidas do OA.
(6) Coordenar o remuniciamento da seção.
b. Cabo Observador Avançado:
(1) Instalar o PO.
(2) Observar e conduzir o tiro da Sec, emitindo mensagens de tiro.
c. Soldado Radioperador:
(1) Operar e realizar a manutenção de 1º escalão dos meios de
comunicações da seção, sejam eles fio ou rádio.
(2) Realizar a segurança aproximada da seção.
d. Cabo Chefe de Peça:
(1) Colocar o Mrt em posição.
(2) Instalar e operar o aparelho de pontaria.
(3) Atuar como observador avançado, quando necessário.
(4) O Ch 1ª Pç é o comandante da linha de fogo (CLF).
e. Soldado Auxiliar de Atirador:
(1) Auxiliar o atirador no transporte e colocação do Mrt em posição.
(2) Colocar a granada no tubo do Mrt.
(3) Preparar a munição na ausência do municiador.
f. Soldado Municiador:
(1) Preparar a munição.
(2) Realizar a segurança aproximada da peça.
(3) Realizar o remuniciamento da peça.
5-3. ENUNCIAR FUNÇÕES
Ao comando de "ENUNCIAR FUNÇÕES", a Pç e a Sec Mrt L deverão
atender, no que lhes for aplicável, ao constante no parágrafo 2-4 deste manual. A
enunciação de funções é feita na seguinte seqüência: Sgt Cmt Sec, Cb OA, Sd
Radiop, Cb Ch 1ª Pç, Sd Aux At 1ª Pç, Sd Mun 1ª Pç, Cb Ch 2ª Pç, Sd Aux At 2ª
Pç, Sd Mun 2ª Pç.
5-4. FASES DA MANEABILIDADE
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A maneabilidade das frações de morteiro leve pode ser dividida em 5 fases,
que correspondem às diversas etapas do engajamento com o inimigo (Fig 5-2).
Não é necessário que todas as fases sejam seguidas rigorosamente. Em
determinadas situações, as fases podem ser suprimidas em virtude do terreno ou
ação do inimigo, fazendo com que as posições abaixo descritas coincidam.
a. Movimento com a seção embarcada em viaturas (1ª fase) – O
deslocamento pode ocorrer tanto por estradas quanto através de campo. O
término desta fase ocorre na posição de descarregamento, que é a posição
coberta e abrigada mais a frente possível que pode ser atingida por viaturas.
b. Movimento através campo com o material transportado a braço (2ª
fase) – Partindo da posição de descarregamento, a seção progredirá a pé.
Utilizará criteriosamente o terreno para progredir até atingir a posição de espera,
que é a última posição coberta e abrigada. Além da posição de espera, a seção
estará sob vistas e fogos do inimigo. Neste ponto são executados os preparativos
para a entrada em posição. Devido às características do tiro do morteiro leve, tiro
curvo, normalmente a posição de espera coincide com a posição de tiro.
c. Entrada em posição (3ª fase) - Atingida a posição de espera, a seção, após o reconhecimento feito por seu comandante,
entrará em posição.
d. Execução dos fogos (4ª fase) - Estando as armas em posição, iniciarão
seus tiros no momento oportuno ou mediante ordem.
e. Mudanças de posição (5ª fase) - Cumprida a missão ou por imposição da
situação, a seção ocupará uma nova posição de tiro. É conveniente que, após a
execução de uma missão de tiro, a seção ocupe uma posição de muda, afastada
cerca de 100 a 200 metros da posição inicial, protegendo-se de possíveis fogos de
contrabateria.
INIMIGO
Posição de muda,
suplementar ou
subseqüente
4ª Fase:
Execução 5ª Fase: Mudança de posição
dos fogos
Posição de tiro
3ª Fase: Entrada em posição
Posição de espera
2ª Fase: Movimento através do campo
com o material transportado a braço Posição de
descarregamento
1ª Fase: Movimento com a seção
Zona de Reunião embarcada em Vtr 1- 72
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Fig 5-2. Fases da maneabilidade.
5-5. COMANDOS
a. Descarregar o material da viatura: ao comando de “SEÇÃO, ATENÇÃO!
DESCARREGAR O MATERIAL!”, os homens retiram o material da viatura.
b. Entrar em forma com o material: ao comando de “SEÇÃO, ATENÇÃO! A
BRAÇO, EM FORMA!”, cada integrante da seção apanha seu material e entra na
formação definida.
c. Colocar o material coletivo sobre os solo: ao comando de “SEÇÃO,
ATENÇÃO! DESCANSAR O MATERIAL!”, os componentes da seção colocam o
material coletivo sobre o solo e à frente do corpo.
d. Colocar o armamento e equipamento sobre o solo: ao comando de
“SEÇÃO, ATENÇÃO! ARMAMENTO E EQUIPAMENTO SOBRE O SOLO!”, cada
homem coloca o fuzil e a mochila, se for o caso, à direita do material coletivo.
e. Verificar o material: ao comando de “SEÇÃO, ATENÇÃO! VERIFICAR
MATERIAL!”, cada homem verifica seu material e responde “TAL MATERIAL SEM
(ou COM) ALTERAÇÃO!”, na seqüência prevista no parágrafo 5-3.
f. Carregar o material na viatura: ao comando de “SEÇÃO, ATENÇÃO!
CARREGAR O MATERIAL!”, os homens embarcam o material coletivo na viatura.
g. Carregar para transportar: ao comando de “SEÇÃO, ATENÇÃO!
CARREGAR PARA TRANSPORTAR!”, cada integrante da seção apanha seu
material de dotação e se prepara para o deslocamento a pé e o transporte a
braço.
5-6. FORMATURA DA SEÇÃO
Os homens da Sec Mrt L entrarão em forma em coluna por dois, mantendo
um braço de intervalo e de distância entre si, com a primeira peça à esquerda e a
segunda à direita (Fig 5-3).
1ª 2ª
P P
E E
Ç Ç
A A
1 braço
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Fig 5-3. Formatura da Sec Mrt L.
5-7. FORMAÇÕES DA PEÇA
a. Generalidades - Com relação às formações, a Pç Mrt L deverá atender,
no que lhe for aplicável, ao previsto no parágrafo 1-3 deste manual.
b. Em linha (Fig 5-4) - Formação adotada pela peça para a transposição de
cristas, estradas ou locais de passagem obrigatória sujeitos ao fogo e à
observação do inimigo.
c. Em coluna (Fig 5-5):
(1) Formação adotada pela peça para o movimento em terreno que
restrinja o emprego de uma formação mais dispersa (trilhas, passagens estreitas,
etc.) ou em condições de pouca visibilidade (escuridão, nevoeiro, etc.).
(2) Facilita o controle e a rapidez de movimento, mas oferece pouca
dispersão.
d. Em cunha (Fig 5-6):
(1) É a formação que a peça normalmente adota. Qualquer outra formação
será utilizada, temporariamente, por imposição do terreno e da situação; logo que
cessem estas imposições, a peça retomará à formação em cunha.
(2) Proporciona boa dispersão, bom controle e boa flexibilidade.
10 passos
Fig 5-4. Pç Mrt L em linha. 5 passos
Fig 5-5. Pç Mrt L em coluna
10 passos
Fig 5-6. Pç Mrt L em cunha.
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5-8. FORMAÇÕES DA SEÇÃO
a. Generalidades - Com relação às formações, a Sec Mrt L deverá atender,
no que lhe for aplicável, ao previsto no parágrafo 1-3 deste manual.
b. Em coluna (Fig 5-7):
(1) Formação adotada pela seção para o movimento em terreno que
restrinja o emprego de uma formação mais dispersa (trilhas, passagens estreitas,
etc) ou em condições de pouca visibilidade (escuridão, nevoeiro, etc).
(2) Facilita o controle e a rapidez de movimento, mas oferece pouca
dispersão.
(3) As peças deverão adotar, obrigatoriamente, a formação em coluna.
(4) A distância entre os homens é de 5 passos e entre as peças de 5
metros.
c. Por peças sucessivas (Fig 5-8):
(1) Formação adotada pela seção quando estiver se deslocando isolada.
(2) Facilita o controle e proporciona rapidez de movimentos.
(3) As peças adotarão qualquer uma de suas formações.
(4) A distância entre as peças é de cerca de 30 metros.
d. Por peças justapostas (Fig 5-9):
(1) Formação adotada pela seção para a transposição de cristas, estradas
ou locais de passagem obrigatória sujeitos ao fogo e à observação do inimigo.
(2) As peças adotarão qualquer uma de suas formações.
(3) A distância entre as peças é de cerca de 30 metros.
5 passos
10 passos
1 30 metros
1 5 metros
2 2
Fig 5-7. Sec Mrt L em coluna. Fig 5-8. Sec Mrt L por peças sucessivas
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10 passos
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Fig 5-9. Sec Mrt L por peças justapostas.
5-9. MUDANÇAS DE FRENTE E DE FORMAÇÃO
Para mudar de frente ou de formação, a Pç e a Sec Mrt L, deverão atender,
no que lhes for aplicável, ao previsto no parágrafo 2-6 deste manual.
5-10. DESLOCAMENTOS
Nos deslocamentos, a Pç e a Sec Mrt L deverão atender, no que lhes for
aplicável, ao previsto no parágrafo 2-7, deste manual.
5-11. ALTOS
Nos altos, a Pç e a Sec Mrt L deverão atender, no que lhes for aplicável, ao
previsto no parágrafo 2-8 deste manual.
5-12. OBSERVAÇÃO E CONTROLE
A observação e o controle na Pç e na Sec Mrt L deverão atender, no que
lhes for aplicável, ao previsto no parágrafo 2-9 deste manual.
5-13. MOVIMENTO SOB AS VISTAS E FOGOS DO INIMIGO
a. No movimento sob as vistas e os fogos do inimigo, a Pç e a Sec Mrt L
deverão atender, no que lhes for aplicável, ao previsto no parágrafo 2-11, deste
manual.
b. Quando da progressão “homem a homem sucessivamente”, em cada peça
deverá ser observada a seqüência: chefe de peça, auxiliar do atirador e
municiador.
5-14. ENTRADA EM POSIÇÃO
a. Generalidades:
(1) O emprego normal da Seção de Mrt L é da seção como um todo. Contudo,
dependo da situação, as peças podem ser empregadas separadamente.
(2) O intervalo entre os morteiros na posição de tiro é de cerca de 30 metros.
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(3) Imediatamente após entrar em posição, o Cmt Sec determinará os dados iniciais
de tiro.
(4) A determinação dos dados iniciais de tiro e os processos para pontaria das
peças são tratados na IP 23 – 86.
b. Tendo atingido a posição de espera, o Cmt Sec indicará a zona de
posição da seção e emitirá o comando: "SEÇÃO, ATENÇÃO! PREPARAR PARA
O TIRO!". A este comando os homens tem as seguintes atribuições:
(1) Chefe de peça - Retirar a capa dos mecanismos e verificar o estado do
aparelho de pontaria;
(2) Auxiliar de atirador - Retirar a coifa do tubo, verificar o percutor e limpar
a alma do tubo, deixando-a seca;
(3) Municiador – Abrir os cofres de munição e preparar as granadas para o
tiro.
c. Em geral, a direção inicial de tiro será materializada por duas balizas, uma
delas indicando a posição da placa-base e, a outra, o ponto de pontaria. Estas
balizas distam cerca de 25 metros uma da outra.
d. As peças ocuparão suas posições, armando e apontando os morteiros ao
comando de "SEÇÃO, ATENÇÃO! EM POSIÇÃO!", que é repetido pelos chefes de
peça. Logo que as peças estejam apontadas, seus chefes informam: "TAL PEÇA,
PRONTA!".
5-15. MECANISMO PARA A EXECUÇÃO DOS FOGOS
O assunto é tratado na IP 23 - 86.
5-16. MUDANÇAS DE POSIÇÃO
a. Generalidades:
(1) As saídas e mudanças de posição da Pç e da Sec Mrt L ocorrem em
uma das seguintes situações:
(a) para ocupar posições de muda e suplementares;
(b) para ocupar posições subseqüentes.
(2) Uma vez abandonada a posição de tiro inicial, a seção passa a
progredir para uma nova posição, e este deslocamento pode ser feito:
(a) com o material armado;
(b) com o material desarmado
b. Mudança de posição com o material armado:
(1) Feita, normalmente, para posição próxima da inicial. O morteiro é
transportado montado na placa-base, de sorte que a seção possa rapidamente
entrar novamente em ação.
(2) Isso ocorre na mudança para posições de muda e suplementares.
(3) Ao comando de “PEÇA, ATENÇÃO! PREPARAR PARA
TRANSPORTAR A BRAÇO!”, o municiador retira o aparelho de pontaria e o chefe
de peça prepara-se para conduzir o morteiro completo da maneira que lhe for mais
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conveniente. Os componentes da peça apanham seu material e ficam em
condições de iniciar o deslocamento, mediante ordem do chefe de peça.
c. Mudança de posição com o material desarmado:
(1) Executada quando a nova posição a ser ocupada estiver a uma
distância considerável da posição inicial.
(2) É o caso, normalmente, das mudanças para posições subseqüentes.
(3) Ao comando de "SEÇÃO, ATENÇÃO! DESARMAR PARA
TRANSPOR-TAR!", o atirador retira o aparelho de pontaria e o auxiliar de atirador
retira a placa-base. Cada componente da peça apanha seu material e fica em
condições de iniciar o deslocamento, mediante ordem do chefe de peça.
5-17. DEFESA PASSIVA CONTRA AVIAÇÃO, BLINDADOS E AGENTES QBN
Para a defesa passiva contra aviação, blindados e agentes QBN, a Pç e a
Sec Mrt L deverão atender, no que lhes for aplicável, ao previsto no parágrafo 2-
17 deste manual.
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