I.E.T.
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INSTRUÇÃO DE EXPLORAÇÃO TÉCNICA Nº 77
Normas e Procedimentos de Segurança em
Trabalhos na Infra-estrutura Ferroviária
Entrada em vigor
15 de Junho de 2009
Instituto da Mobilidade e dos
IMTT Transporte Terrestres, IP
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IET 77
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Distribuição:
REFER;
Empresas prestadoras de serviços
Documentos anulados
- IET 77, versão de 01 de Fevereiro 2008
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ÍNDICE
1 PREÂMBULO .............................................................................................. 7
2 OBJECTO .................................................................................................... 7
3 ÂMBITO …………………………………………………………………………...8
4 DEFINIÇÕES ............................................................................................... 8
5 PARÂMETROS DE SEGURANÇA............................................................. 13
6 MEDIDAS DE SEGURANÇA ..................................................................... 16
7 INTERVENIENTES.................................................................................... 24
8 CARACTERIZAÇÃO DOS ANEXOS.......................................................... 27
ANEXO I – REPRESENTAÇÃO DAS ZONAS DE RISCO ................................ 28
ANEXO II – CLASSIFICAÇÃO DOS TRABALHOS E MEDIDAS MÍNIMAS DE
SEGURANÇA IMPOSTAS ............................................................................... 34
ANEXO III – SISTEMAS DE BARREIRAS DE SEGURANÇA ......................... 45
ANEXO IV – SISTEMAS AVISO DE APROXIMAÇÃO DE CIRCULAÇÕES..... 46
ANEXO V – NORMAS DE SEGURANÇA A APLICAR ESPECIFICAMENTE EM
TRABALHOS NA ZONA DE COMANDO DOS APARELHOS DE VIA .............. 50
ANEXO VI – SUSPENSÃO TEMPORÁRIA DA CIRCULAÇÃO PARA
TRABALHOS NA INFRA-ESTRUTURA (MEDIDA DE SEGURANÇA 7).................. 51
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7
Instrução de Exploração Técnica Nº 77
Normas e Procedimentos de Segurança em
Trabalhos na Infra-estrutura Ferroviária
1 PREÂMBULO
As intervenções realizadas na via – férrea bem como nas zonas contíguas,
comportam riscos graves.
Estas intervenções podem estar associadas a quaisquer actividades da
responsabilidade do Gestor da Infra-estrutura, desenvolvidas por intermédio de
pessoal próprio ou contratado, tais como trabalhos de construção e de
manutenção das infra-estruturas ferroviárias, bem como a outras intervenções
da responsabilidade de entidades terceiras.
A circulação ferroviária e as instalações fixas de tracção eléctrica em tensão
constituem os principais factores de risco a ter em conta durante a execução de
tais trabalhos.
A magnitude desses riscos obriga a uma integração das medidas de prevenção
no planeamento e na organização prévia do trabalho e na sua adequada
implementação durante a realização dos trabalhos.
Deste modo, torna-se premente dispor de referenciais para a análise de tais
riscos e para o planeamento de medidas preventivas que os eliminem ou
reduzam para níveis aceitáveis, considerando a necessidade de se articular a
segurança dos trabalhos e das circulações com os constrangimentos criados à
exploração ferroviária.
2 OBJECTO
Constitui objecto da presente I.E.T. definir os parâmetros ferroviários de
segurança e as medidas de segurança a adoptar nos trabalhos desenvolvidos
na via-férrea ou na sua proximidade, de forma a garantir a segurança dos
trabalhadores e /ou das circulações.
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3 ÂMBITO
O presente documento define as medidas de segurança a serem adoptadas
sempre que um trabalho ou qualquer actividade ocorra, ou tenha a
possibilidade de vir a ocorrer, na via-férrea ou nas zonas contíguas.
4 DEFINIÇÕES
No âmbito do presente documento utilizam-se as seguintes definições:
4.1 Anúncio: Operação realizada no âmbito do sistema de aviso de
aproximação de circulações, que consiste na detecção da aproximação das
circulações.
4.2 Atenção do agente: Medida de segurança que consiste no especial
cuidado de atenção que um agente deve manter quanto à sua própria
segurança e à dos restantes elementos relativamente à aproximação de
circulações ferroviárias.
4.3 Avisador sonoro: Dispositivo acústico para aviso, que integra um
sistema de aviso de aproximação de circulações.
4.4 Aviso: Operação realizada no âmbito do sistema de aviso de
aproximação de circulações, que consiste na emissão do alarme aos
trabalhadores na frente de trabalhos.
4.5 Barreira rígida de segurança: Equipamento constituído por barreira
rígida, normalmente fixada ao carril, que materializa a zona de Risco A e dá
indicação de gabarito livre para as circulações, constituindo uma barreira
física de segurança para trabalhadores, e de indicação do limite máximo a
atingir por equipamentos.
4.6 Barreira sinalizadora de segurança: Elemento físico sinalizador,
normalmente constituído por fita ou rede, autorizado pelo Gestor da Infra-
estrutura, que sinaliza a zona de risco A.
4.7 Catenária: Sistema de transporte de energia eléctrica de tracção de
circulações ferroviárias, que inclui linhas aéreas formadas por um ou mais fios
de contacto e um ou mais condutores longitudinais que, suportando
mecanicamente aqueles, têm também função de transporte de energia
eléctrica.
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Consideram-se englobadas nesta designação as linhas aéreas constituídas
apenas por fio de contacto.
4.8 Coordenador de Vigilância: Elemento da Entidade executante, com
formação em segurança ferroviária reconhecida pelo Gestor da Infra-estrutura
para exercer a actividade, responsável pela instalação e coordenação do
sistema de aviso de aproximação de circulações e pela garantia das
condições de segurança dos trabalhadores aquando da aproximação das
circulações.
4.9 Corte da tensão eléctrica na catenária e feeder para a realização de
trabalhos: Considera-se realizado um corte de tensão num dado troço de
catenária quando estão manobrados os aparelhos de corte adequados,
interdito o acesso a circulações com pantógrafos levantados e efectuados os
procedimentos de segurança para a realização de trabalhos.
Considera-se realizado um corte de tensão num dado troço de feeder quando
estão manobrados os aparelhos de corte adequados e efectuados os
procedimentos de segurança para a realização de trabalhos.
4.10 Corte geral de tensão para a realização de trabalhos: Considera-se
realizado um corte geral de tensão num dado troço de linha quando estão
efectuados todos os cortes de tensão na catenária e feeder existentes nesse
troço.
4.11 Director técnico: O técnico designado pelo adjudicatário como
Representante/Responsável pelo contrato estabelecido com a REFER no
âmbito do Código de Contratos Públicos e aceite pela entidade adjudicante,
para assegurar a direcção técnica e a segurança dos trabalhos.
Para trabalhos desenvolvidos por equipas internas do Gestor da Infra-
estrutura, o Director Técnico é o Técnico/Especialista designado para o efeito.
4.12 Distância de anúncio: Distância de segurança a observar a partir do
centro da frente de trabalhos, estabelecida segundo a direcção do eixo
longitudinal da via, para determinar o local onde deve ser colocada a
componente de anúncio do sistema de aviso de aproximação de circulações.
Esta distância é determinada de forma a respeitar os tempos de
desimpedimento da via, indicados na tabela II.
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4.13 Distância de segurança: As distâncias de segurança determinam os
limites das zonas de risco especial associadas à tensão eléctrica da catenária
e à circulação ferroviária.
4.13.1 Distância de segurança d1: Distância, medida radialmente a partir
de qualquer parte em tensão pertencente às instalações fixas de tracção
eléctrica.
4.13.2 Distância de segurança d2: Distância, medida horizontalmente a
partir da face não activa da cabeça do carril exterior, na direcção do
passeio.
4.13.3 Distância de segurança d3: Distância, medida verticalmente, de
baixo para cima, a partir da mesa de rolamento do carril de cota mais
elevada.
4.13.4 Distância de segurança d4: Distância, a considerar em vias
múltiplas para cada uma das vias, medida horizontalmente a partir da face
não activa da cabeça do carril interior, na direcção da entrevia.
4.14 Entidade executante dos trabalhos: Pessoa singular ou colectiva que
executa a totalidade ou parte da obra, de acordo com o projecto aprovado e
as disposições legais ou regulamentares aplicáveis. Aplica-se igualmente a
prestadores de serviços de trabalhos de manutenção e ou de conservação da
infra-estrutura ferroviária.
4.15 Equipamento Ligeiro: Equipamento transportável pelos elementos que
constituem uma equipa de trabalho e que pode ser retirado em tempo que
permita garantir a segurança das circulações (tirefonadora, gerador, etc.)
4.16 Equipamento Portátil: Equipamento transportável por um único
operador (moto juntas, moto roçadora, etc.),
4.17 Estação: Conjunto de instalações fixas que possui pelo menos duas
agulhas inseridas nas linhas gerais e dispõe de equipamentos de segurança
que permitem ao agente responsável pela segurança da circulação a
interferência no cantonamento dos comboios e onde se podem realizar
operações relativas à recepção, formação e expedição de comboios. É
limitada pelos sinais principais de entrada, se os tiver, ou pelas agulhas de
entrada e de saída.
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4.18 Feeder: Sistema de transporte de energia eléctrica que alimenta a
catenária, sendo constituído por linha aérea ou subterrânea electricamente
isolada da catenária, e que pode ser a ela ligada por equipamento eléctrico
conveniente.
4.19 Interdição da via: Medida de segurança ferroviária adoptada pelo
Gestor de Infra-estrutura ferroviária que consiste na proibição da exploração
ferroviária num troço de via definido. Neste troço, permite-se a movimentação
de material circulante e outros veículos de serviço.
Os procedimentos relacionados com a interdição de via, encontram-se
definidos em regulamentação ferroviária específica.
4.20 Limitação de velocidade máxima temporária: Medida de segurança
ferroviária, adoptada pelo Gestor de Infra-estrutura ferroviária, que consiste
na redução temporária da velocidade máxima permitida numa via por parte
das circulações ferroviárias
Os procedimentos relacionados com a limitação de velocidade máxima
temporária, encontram-se definidos em regulamentação ferroviária específica.
4.21 Responsável pela segurança: Elemento com formação em segurança
ferroviária reconhecida pelo Gestor da Infra-estrutura, responsável pela
organização do sistema de segurança definido, no local dos trabalhos.
4.22 Responsável pelos trabalhos: Elemento da Entidade executante dos
trabalhos, responsável pela organização e orientação da frente de trabalhos e
pela implementação das medidas de segurança definidas.
Quando o responsável dos trabalhos não pertence ao Gestor de Infra-
Estrutura, terá de possuir formação correspondente à especialidade dos
trabalhos a executar e, cumulativamente, possuir o Curso de Segurança
Ferroviária para Chefias Intermédias, aceite pelo Gestor de Infra-Estrutura.
4.23 Sistema de aviso de aproximação de circulações: Sistema de aviso
que visa informar as frentes de trabalho da aproximação das circulações,
determinando o desimpedimento imediato de toda a zona de risco A por parte
de pessoas, materiais e equipamentos.
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Este sistema comporta duas etapas, consistindo a primeira delas na detecção
da aproximação das circulações (anúncio) e a segunda na emissão de alarme
para os trabalhadores da frente de trabalhos (aviso).
Pode ser:
− Automático: quando as componentes de anuncio e aviso são efectuadas
por equipamentos e processos completamente automáticos;
− Semi-Automático: quando um dos componentes (anúncio ou aviso) é
efectuado automaticamente e o outro fica dependente de intervenção
humana;
− Manual: quando as componentes de anúncio e aviso são de total
responsabilidade humana sem recurso a nenhum sistema automático.
Os sistemas semi-automáticos e automáticos são homologados pelo Gestor
da Infra-estrutura.
4.24 Suspensão temporária da circulação: Medida de segurança
ferroviária adoptada pelo Gestor de Infra-estrutura que consiste na suspensão
da circulação num determinado troço de linha, nos intervalos entre circulação
de comboios, ou em linha(s) de estação, e que se encontra regulada na
presente Instrução.
4.25 Via (s) contígua(s) aos trabalhos: Via(s) contígua(s) à(s) zona(s) em
que decorrem os trabalhos.
4.26 Via(s) em que decorrem os trabalhos: Via (s) que se encontra (m)
ocupada (s) para a realização de qualquer trabalho.
4.27 Vigilante: Elemento afecto ao sistema de aviso de aproximação de
circulações dedicado exclusivamente à vigilância e protecção da equipa de
trabalho.
Este elemento deve ser habilitado com formação em segurança ferroviária,
reconhecida pelo Gestor da Infra-estrutura para o exercício da função.
4.28 Zona de risco: Considera-se Zona de Risco o espaço tridimensional
circundante das componentes da infra-estrutura ferroviária, cujos contornos
são definidos pelas distâncias de segurança definidas na presente norma.
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4.29 Zona de risco A: Zona a considerar no âmbito do risco de
atropelamento e choque de circulações ferroviárias com pessoas,
equipamento e materiais.
Esta zona é definida como o espaço tridimensional circundante das infra-
estruturas ferroviárias limitado pela plataforma da via e pelas superfícies
geradas pelas distâncias de segurança d2, d3 e d4 em vias múltiplas e d2 e
d3 em vias únicas.
Decompõe-se em tantas zonas A quantas as vias existentes.
4.30 Zona de risco B: É a zona a considerar no âmbito do risco de
instabilização da via-férrea. Esta zona é definida como espaço tridimensional
limitado, superiormente, pela plataforma da via e, lateralmente, pelas
superfícies dos taludes de aterro ou, na sua ausência, por superfícies
imaginárias inclinadas a 45º, com origem nas arestas da plataforma.
4.31 Zona de risco C: É a zona a considerar no âmbito do risco de
electrocussão associado aos componentes do sistema de catenária e feeders.
Esta zona é definida como o espaço tridimensional circundante das
instalações fixas de tracção eléctrica limitado pelas superfícies geradas pela
distância de segurança d1.
Decompõe-se em tantas zonas C quantas as catenárias e os feeders
electricamente separados, existirem.
4.32 Zona de risco D: É toda a zona envolvente da infra-estrutura ferroviária
em que se deva considerar a possibilidade de invasão das zonas de risco A,
B ou C.
Esta zona é definida como o espaço tridimensional circundante das infra-
estruturas ferroviárias, limitado interiormente pelas zonas de risco A, B e C.
5 PARÂMETROS DE SEGURANÇA
Os parâmetros de segurança ferroviária necessários para a definição das
medidas de segurança a considerar em trabalhos na infra-estrutura ou na sua
proximidade, são:
a) Velocidades máximas para a realização de trabalhos;
b) Zonas de risco;
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c) Distâncias de anúncio;
d) Meios humanos e materiais
e) Natureza dos trabalhos.
f) Zonas de protecção
g) Acesso ao local dos trabalhos
5.1 Velocidades Máximas para a realização de Trabalhos
Considera-se que as actividades realizadas na via-férrea envolvem situações
cujo risco aumenta progressivamente com a velocidade (V) das circulações.
Para a realização de trabalhos que invadam a zona de risco A, deve ser
implementada uma limitação da velocidade máxima, de modo a obter-se a
distância de anúncio adequada (ver Tabela II).
Assim, estabelecem-se os seguintes intervalos de velocidades:
Intervalos de Velocidades I
Velocidades permitidas em troços de linhas em que V≤
≤80 km/h (Tabela de
Velocidades Máximas - TVM).
Intervalos de Velocidades II
Velocidades permitidas em troços de linhas em que V > 80 km/h e V≤160
km/h (Tabela de Velocidades Máximas - TVM).
Intervalos de Velocidades III
Velocidades permitidas em troços de linhas em que V > 160 km/h (Tabela de
Velocidades Máximas - TVM).
5.2 Zonas de Risco
Os limites das zonas de risco (ver Anexo 1) são definidos pelas distâncias de
segurança e podem variar com os intervalos de velocidades para realização
de trabalhos, como definido na Tabela I.
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TABELA I
Intervalos de Velocidades
1
Distância I II III
V ≤ 80 km/h 80 < V ≤ 160 km/h V > 160 km/h
d1 (m)2 2,0 2,0 2,0
d2 (m) 1,2 2,0 2,5
3
d3 (m) 6,0 6,0 6,0
d4 (m) 0,95 2,0 2,5
Consideram-se excepções à tabela I as seguintes condições, que serão, caso
a caso, obrigatoriamente validadas e expressamente autorizadas pelo Gestor
de Infraestruturas:
a) Quando existe uma barreira ou protecção física que impeça o contacto
acidental com as zonas em tensão, a distância de segurança d1 pode ser
inferior a 2,0 m, não devendo contudo ser inferior a 0,5 m (Instrução
Técnica IT.CAT.028);
b) Quando implementadas barreiras rígidas de segurança, as distâncias d2 e
d4, para velocidades superiores a 160 km/h, podem ser reduzidas para
2,0 metros.
5.3 Distâncias de Anúncio
Para a implementação e operação de um Sistema de Aviso de Aproximação
de Circulações, é necessário definir a distância de anúncio que depende da
velocidade máxima permitida no local dos trabalhos e do tempo necessário
para os trabalhadores desimpedirem a zona de risco A, isto é, o tempo
de reacção dos trabalhadores mais o tempo necessário para a saída da
zona de risco (retirada de equipamentos e posicionamento em segurança dos
trabalhadores).
A inexistência dessa distância de anúncio, de acordo com os valores da
tabela seguinte, obrigará à imposição de uma limitação de velocidade
1
Os trabalhos de reparação de avarias no interior de pórticos de sinalização consideram-se
fora das Zonas de Risco.
2
No caso de intervenções da responsabilidade de entidades terceiras na proximidade das
linhas electrificadas 25Kv-50Hz esta distância deverá ser aumentada conforme disposto na
IT.CAT.028.
3
Em estações, para qualquer dos intervalos de velocidades, a distância de segurança d3 é 7,0
metros.
16
máxima temporária que permita o cumprimento da tabela ou, nessa
impossibilidade, à suspensão temporária da circulação ou à interdição da via.
Na construção da Tabela II, as distâncias foram calculadas tendo em conta
o tempo que o comboio as demora a percorrer, arredondadas para a
centena de metros imediatamente superior4.
TABELA II
Distâncias de anúncio, em metros, para assegurar o
desimpedimento de zona de risco A, antes da chegada do
Velocidade
comboio, em:
(km/h)
15 Segundos 30 Segundos 45 Segundos 60 Segundos
160 700 1400 2000 2700
150 700 1300 1900 2500
140 600 1200 1800 2400
130 600 1100 1700 2200
120 500 1000 1500 2000
110 500 1000 1400 1900
100 450 900 1300 1700
90 400 800 1200 1500
80 350 700 1000 1400
70 300 600 900 1200
60 250 500 800 1000
50 250 450 700 900
40 200 350 500 700
30 150 250 400 500
20 100 200 250 350
10 100 100 150 200
5.4 Meios Humanos e materiais
Na definição da medida de segurança a adoptar deverá ser tido em conta a
dimensão da equipa e o tipo de equipamentos a utilizar (ligeiros, portáteis ou
pesados).
5.5 Natureza dos trabalhos.
Na definição da medida de segurança a adoptar deverá ser tido em conta a
dimensão e natureza dos trabalhos, nomeadamente no que diz respeito à
possível invasão de zonas de risco adjacentes e à potencial instabilidade das
infra-estruturas. No anexo II encontra-se listado um conjunto de acções e as
4
Para a centena e meia centena, no caso de distâncias até 500 m
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17
respectivas medidas de segurança mínimas a adoptar. Acções que não
estejam previstas no anexo II devem ser analisadas caso a caso.
5.6 Zonas de protecção
Nos trabalhos realizados sem interdição de via, deverá existir uma zona de
protecção que permita aos trabalhadores poderem resguardar-se em
segurança, durante a passagem das circulações.
5.7 Acesso ao local dos trabalhos
A programação dos trabalhos deverá contemplar as características do caminho de
acesso ao local. Caso o percurso possa interferir com a zona de Risco A, deverão
ser previstas adequadas medidas de segurança.
6 MEDIDAS DE SEGURANÇA
6.1 Definição das Medidas de Segurança
Para a realização dos diversos trabalhos no interior das zonas de risco
anteriormente definidas, são adoptadas, de acordo com a sua natureza, uma
(ou mais) das medidas de segurança seguintes:
6.1.1 Medida de Segurança 1 – Atenção do agente
Para trabalhos realizados na zona de risco A, ou na sua proximidade e para
os quais se verifique o risco de invasão desta zona, admite-se que seja
aplicada a medida de segurança Atenção do agente, quando se cumpram
cumulativamente os seguintes requisitos:
• Equipas constituídas até quatro elementos, sem equipamentos ou com
equipamentos portáteis (não motorizados5 quando realizados no interior
da zona de risco A), sendo que um dos elementos, com formação
adequada em segurança ferroviária, tem como função principal manter
a atenção quanto à sua própria segurança e à segurança dos
restantes elementos.
• A distância máxima entre os elementos extremos não pode exceder os
20 metros.
5
Por excepção, é permitida a utilização de equipamentos accionados por motor eléctrico,
desde que não alimentados por cabo.
18
• A visibilidade deve permitir desimpedir a via em segurança, nunca
podendo ser inferior a:
- 300 m para uma velocidade máxima das circulações igual ou
inferior a 120 km/h,
- 400 m para uma velocidade máxima das circulações compreendida
entre os 120 km/h e os 160 km/h .
• A implementação desta medida deve ser considerada de carácter
excepcional e exige a apresentação prévia da avaliação dos riscos
associados. Por razões de segurança, a sua aplicação não é
permitida sempre que o Gestor da Infra-estrutura assim o entender.
6.1.2 Medida de Segurança 2 – Sistema de barreiras de segurança
Para os trabalhos realizados fora da Zona de Risco A e para os quais se
identifique o risco de invasão desta zona, ainda que fortuitamente, é
obrigatório balizar os seus limites de acordo com as distâncias de
segurança d2 e d4, através da implementação de barreiras rígidas de
segurança.
Por excepção, em trabalhos de manutenção/conservação, permite-se a
colocação de barreiras sinalizadoras de segurança6, desde que
antecipadamente autorizadas pelo Gestor de Infraestruturas, mediante
prévia avaliação dos riscos associados.
6.1.3 Medida de Segurança 3 – Sistema de aviso de aproximação de
circulações
Sempre que os trabalhos se realizem na zona de risco A ou na sua
proximidade e se identifique o risco da sua invasão por pessoas ou
equipamentos, ainda que fortuitamente, é adoptado um sistema de aviso
de aproximação de circulações, preferencialmente automático.
6
Na entrevia não é permitido a utilização de barreiras sinalizadoras de segurança
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Em troços de linha em que seja necessária uma distância de anúncio
superior a 550m e em túneis, o sistema de aviso de aproximação de
circulações é obrigatoriamente automático.
Em pontes, o Gestor da Infraestrutura poderá exigir a utilização de um
Sistema de aviso de aproximação de circulações automático, sempre que
tal se justifique por razões de segurança.
6.1.4 Medida de Segurança 4 – Sistema de aviso de aproximação de
circulações na(s) via(s) contígua(s) aos trabalhos
Sempre que se identifique o risco da invasão da zona de risco A da(s)
via(s) em exploração contígua(s) à zona onde decorrem os trabalhos, por
pessoas ou equipamentos, ainda que fortuitamente, é adoptado um
sistema de aviso de aproximação de circulações.
Em trabalhos com equipamento(s) pesado(s), o sistema de aviso de
aproximação de circulações, é preferencialmente automático.
6.1.5 Medida de Segurança 5 – Limitação de velocidade máxima
temporária das circulações na(s) via(s) em que decorrem os
trabalhos
Sempre que os trabalhos se realizem na zona de risco A ou se identifique
o risco da sua invasão, ainda que fortuitamente, e que pela sua natureza
não justifiquem a suspensão temporária da circulação ou à interdição da
via, deve ser estabelecida uma limitação da velocidade máxima, de forma
a cumprir com os requisitos associados ao sistema de aviso de
aproximação das circulações implementado.
Eventuais limitações de velocidades podem também ser exigidas para a
execução de trabalhos na zona de risco B susceptíveis de instabilizar a via
ou a sua infra-estrutura.
6.1.6 Medida de Segurança 6 – Limitação de velocidade máxima
temporária das circulações na(s) via(s) contígua(s) aos
trabalhos
Sempre que os trabalhos sejam executados com equipamentos pesados,
ou quando realizados com equipamentos ligeiros, em que se identifique o
20
risco de invasão da zona de risco A da(s) via(s) contígua(s) à zona onde
decorrem os trabalhos, ainda que fortuitamente, é permitida a sua
realização impondo uma limitação temporária da velocidade máxima das
circulações na(s) via(s) contígua(s) aos trabalhos, de modo a obter-se a
distância de anúncio exigida.
Eventuais limitações de velocidades podem também ser exigidas para a
execução de trabalhos na zona de risco B susceptíveis de instabilizar a via
ou a sua infra-estrutura
6.1.7 Medida de Segurança 7 – Suspensão temporária da circulação
para trabalhos na infra-estrutura
Para trabalhos executados manualmente ou com equipamentos ligeiros
ou portáteis que possam ser efectuados, quer em troços de plena via quer
em estações, em intervalos entre circulações e sem que seja previsível
a possibilidade de afectação do desempenho da infra-estrutura após os
trabalhos, deve ser suspensa temporariamente a circulação de comboios.
Esta medida de segurança é ainda recomendada em trabalhos
executados com outro tipo de equipamentos, desde que na zona exterior
à banqueta e garantindo a distância de segurança d1.
A segurança da circulação e dos trabalhos é garantida, conjuntamente,
pelo PCL/CCO, pelo Operador da mesa de operações / Estações e pelo
Responsável dos Trabalhos.
Não é permitido neste tipo de trabalho qualquer equipamento rodoviário
ou ferroviário sobre o balastro.
Em troços de mais do que uma via7 só é permitida a suspensão da
circulação numa das vias, mantendo-se a(s) outra(s) aberta(s) à
exploração em estrito cumprimento da regulamentação em vigor.
7
A suspensão temporária em mais do que uma via apenas é permitida para intervenções em
diagonais de ligação e para limpeza em aparelhos de apoio de pontes, quando o tabuleiro
suporte mais do que uma via.
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Só é permitida uma frente de trabalhos no troço para onde é solicitada a
suspensão temporária da circulação, devendo o Responsável dos
Trabalhos ter controlo visual sobre toda a frente.
6.1.8 Medida de Segurança 8 – Interdição da(s) via(s) em que
decorrem os trabalhos
Todos os trabalhos realizados com equipamento pesado, ou que, pela sua
natureza, tornem a via inapta para a exploração ferroviária, exigem a
prévia interdição da via, nos termos do Regulamento Geral de Segurança
XII.
6.1.9 Medida de Segurança 9 – Interdição da(s) via(s) contígua(s)
aos trabalhos
Para os trabalhos que ocupem a zona de risco A da(s) via(s) contígua(s)
aos mesmos, ou a(s) torne(m) inapta(s) para a exploração ferroviária é
obrigatória a sua prévia interdição, nos termos do Regulamento Geral de
Segurança XII.
6.1.10 Medida de Segurança 10 – Corte da tensão eléctrica na(s)
catenária(s) e/ou feeder(s) da(s) via(s) em que decorrem os
trabalhos
Os trabalhos de conservação e reparação de catenária assim como
quaisquer outros trabalhos que originem a aproximação directa ou
indirecta a uma distância inferior a 2,0 m8 das partes das instalações fixas
de tracção eléctrica em tensão, Zona de Risco C, só podem ser
efectuados após a realização de um corte de tensão e respectiva ligação
à terra, nos termos do Regulamento Geral de Segurança IX.
Salienta-se que o pedido de corte de tensão é sempre obrigatório, mesmo
que a tensão se encontre desligada ou que tenha sido efectuado outro
pedido de corte de tensão para o mesmo local.
8
Esta distância pode ser reduzida em condições excepcionais constantes do Anexo II e deverá
ser aumentada conforme disposto na IT.CAT.028, no caso de intervenções da
responsabilidade de entidades terceiras que executam outro tipo de obras que não da
especialidade de catenária, na proximidade das linhas electrificadas 25Kv-50Hz.
22
6.1.11 Medida de Segurança 11 – Corte da tensão eléctrica na(s)
catenária(s) e/ou feeder(s) da(s) via(s) contígua(s) aos
trabalhos
Sempre que durante a realização de quaisquer trabalhos não seja
possível garantir um afastamento, de forma directa ou indirecta, de pelo
menos 2,0 m9 das catenárias ou feeders da(s) via(s) contígua(s) à zona
onde decorrem os trabalhos, tal obriga também a pedir um corte de tensão
para estas catenária(s) ou feeder(s) e respectiva ligação à terra nos
termos do Regulamento Geral de Segurança IX.
6.2 Planeamento das Medidas de Segurança
No planeamento da realização dos trabalhos, na escolha das medidas de
segurança a implementar, deve ser dada prioridade, sempre que possível,
às que não permitam a circulação de comboios (suspensão da circulação ou
interdição da via).
Na Tabela III sintetizam-se os critérios de aplicação destas medidas mínimas
de segurança, em função das zonas de risco ocupadas para a realização
dos trabalhos e dos intervalos de velocidade.
Na definição das medidas mínimas de segurança (em todas as tabelas)
foram consideradas, as seguintes condições:
− Condições atmosféricas que permitam boa visibilidade;
− Distância de visibilidade suficiente para a detecção das circulações;
− Infra-estrutura com passeio ou espaço suficiente para posicionamentos
em segurança dos trabalhadores durante a passagem das circulações;
9
Esta distância pode ser reduzida em condições excepcionais constantes do Anexo II e
deverá ser aumentada conforme disposto na IT.CAT.028, no caso de intervenções da
responsabilidade de entidades terceiras que executam outro tipo de obras que não da
especialidade de catenária, na proximidade das linhas electrificadas 25Kv-50Hz
23
TABELA III
Zona de
Condições de realização dos Medidas mínimas
risco
trabalhos de segurança
ocupada
Equipa constituída até quatro
Zona(s) A da(s)
decorrem os elementos, sem equipamentos ou com 1 ou 7
via(s) onde
trabalhos equipamentos portáteis.
Equipa sem equipamentos ou com
3 ou 7
equipamentos portáteis ou ligeiros.
Estaleiros com equipamentos pesados 8
Equipa sem equipamentos ou com
aos trabalhos
2 ou 4
contígua(s)
da(s) via(s)
Zona(s) A
equipamentos portáteis ou ligeiros.
Estaleiros com equipamentos
4+6
pesados.
Trabalhos que possam instabilizar a
B 5 ou 8
plataforma da via
Trabalhos na zona de risco C ou que a
possam invadir, ainda que 10
inadvertidamente
C Trabalhos que envolvam a(s) zona(s)
de risco C da(s) via(s) contíguas(s) ou
11
que a(s) possam invadir, ainda que
inadvertidamente
Adoptar as
Existe o risco de, durante os trabalhos,
medidas de
D se poder atingir a zona A e/ou a zona
segurança da
C
respectiva zona
NOTA: quando existem duas opções, por ex. “1 ou 7”, significa que “1” é a
medida mínima a considerar com circulação de comboios e “7” é a medida
mínima a considerar sem circulação de comboios.
6.2.1 Sempre que a realização de um trabalho interfira com mais que
uma zona, aplicam-se cumulativamente as medidas de segurança
impostas para cada zona.
6.2.2 Se na zona onde decorrem os trabalhos estiver implantado um
sistema de aviso de aproximação de circulações, não pode(m) existir, em
simultâneo, outro(s) sistema(s) de aviso de aproximação de circulações
nas vias adjacentes.
6.2.3 As estruturas metálicas para apoio a trabalhos susceptíveis de
poderem sofrer acções de influência eléctrica e/ou electromagnética, são
protegidas de acordo com os normativos em vigor na REFER.
(IT.CAT.028; IT.GER.002).
24
6.2.4 No Anexo II são listados, tão exaustivamente quanto possível, os
trabalhos e actividades das diversas especialidades ferroviárias, que são
classificados em relação às medidas mínimas de segurança que exigem,
tendo em atenção os respectivos intervalos de velocidade, de acordo com
o definido no ponto 5.
6.2.5 As medidas de segurança definidas consideram-se as mínimas
obrigatórias a serem adoptadas sempre que um trabalho ou qualquer
actividade ocorra, ou tenha a possibilidade de vir a ocorrer na via férrea,
devendo o Director Técnico proceder ao reforço adequado das medidas
de segurança sempre que julgue necessário ou seja exigido pelo Gestor
de Infraestruturas.
6.2.6 Para protecção do pessoal em trabalhos, deve ser instalado o sinal
“S – Atenção Trabalhos” (Ponto 32 do RGS II), sempre que seja
utilizado um Sistema Manual de Aviso de Aproximação de
Circulações.
6.2.6.1 Quando for utilizada a medida de segurança “Atenção do
Agente”, aplicadas barreiras de segurança ou sistema semi-automático
de aviso de aproximação de circulações, a instalação do sinal “S –
Atenção Trabalhos” deve ser objecto de avaliação, caso a caso.
6.2.7 As medidas de segurança definidas para os trabalhos, são
aprovadas pelo Gestor de Infraestruturas.
7. INTERVENIENTES
7.1 DIRECTOR TÉCNICO
7.1.1 O Director Técnico tem de estar habilitado com o curso de formação
de segurança ferroviária para técnicos, reconhecido pelo Gestor da Infra-
estrutura.
Quando não habilitado com a formação referida, deverá ser coadjuvado
por um responsável de segurança com aquela formação.
7.1.2 O Director Técnico tem como funções:
• Assegurar a análise dos riscos associados aos trabalhos a realizar, que
interfiram com a infra-estrutura ferroviária e a sua exploração, e definir
as medidas de segurança apropriadas (incluindo a elaboração dos
planos de implementação dos sistemas);
IET 77
25
• Analisar a adequabilidade do plano e, em fase de execução, da
implementação do sistema de barreiras de segurança e/ou do sistema
de aviso de aproximação de circulações, para cada frente de trabalhos.
• Garantir a elaboração do Plano de Trabalhos para a suspensão
temporária da circulação para trabalhos na infra-estrutura ferroviária.
7.2 RESPONSÁVEL PELA SEGURANÇA
7.2.1 O Responsável pela segurança deve encontrar-se habilitado com
curso de formação em segurança ferroviária reconhecido pelo Gestor de
Infra-estrutura
7.2.2 Compete-lhe:
• Coadjuvar o Director Técnico nas responsabilidades que lhe são
atribuídas no âmbito da definição do sistema de segurança a
implementar;
• Organizar no terreno e verificar a implementação das medidas de
segurança definidas para os trabalhos.
7.3 RESPONSÁVEL PELOS TRABALHOS
7.3.1 Cada frente de trabalhos, definida como sendo uma zona onde existe
controlo visual dos elementos que a constitui, exige a presença de um
responsável pelos trabalhos que garanta a segurança dos trabalhadores.
Este elemento deve estar habilitado com curso de formação em segurança
ferroviária para chefias intermédias, reconhecido pelo Gestor da Infra-
estrutura.
7.3.2 É responsável por:
• Cumprir e fazer cumprir as indicações do Coordenador de Vigilância
relativas à implementação e operação de sistemas de aviso de
aproximação de circulações;
• Organizar os trabalhos e implementar as medidas de segurança
definidas;
• Cumprir os procedimentos que lhe são atribuídos no processo de
implementação da suspensão temporária da circulação para trabalhos
na infra-estrutura (ver Anexo VI) e permanecer no local dos trabalhos
durante todo o período de suspensão.
26
7.4 COORDENADOR DE VIGILÂNCIA
7.4.1 O elemento nomeado para o desempenho da função de
Coordenador de Vigilância tem obrigatoriamente de:
• Estar habilitado com o curso de formação de segurança ferroviária para
chefias intermédias, reconhecido pelo Gestor da Infra-estrutura;
• Possuir formação adequada e aceite pelo Gestor da Infra-estrutura na
operação do sistema de aviso de aproximação de circulações que vai
coordenar;
• Apresentar as condições físicas e psicológicas adequadas para o
desempenho da função, atestadas por médico de medicina no trabalho;
• Falar e perceber correctamente a língua portuguesa.
7.4.2 O Coordenador de Vigilância deve:
• Instalar, verificar a operacionalidade e operar correctamente o sistema
de aviso de aproximação de circulações a seu cargo;
• Estar envolvido em exclusivo na operação do sistema de aviso de
aproximação de circulações quando o anúncio for manual;
• Garantir o alarme aos trabalhadores da aproximação de circulações
ferroviárias, avisar do fim do perigo e autorizar o recomeço dos
trabalhos.
7.5 VIGILANTE
7.5.1 O elemento nomeado para o desempenho da função de Vigilante
terá obrigatoriamente que:
• Estar habilitado com o curso de formação de segurança ferroviária para
Vigilantes, reconhecido pelo Gestor da Infra-estrutura;
• Apresentar condições físicas e psicológicas adequadas para o
desempenho da função, atestadas por médico de medicina do trabalho;
• Falar e perceber correctamente a língua portuguesa.
7.5.2 O Vigilante deve:
• Dedicar-se exclusivamente à vigilância e protecção da equipa de
trabalho;
IET 77
27
• Operar correctamente o sistema de aviso de aproximação de circulações
a seu cargo;
• Informar o Coordenador de Vigilância de falhas ou deficiências que
detecte no sistema de aviso de aproximação de circulações;
• Permanecer no seu posto de trabalho, não sendo permitido abandoná-lo
sem ter sido previamente substituído;
• Informar o Coordenador de Vigilância sempre que sentir que não reúne
condições físicas ou psicológicas para o desempenho da sua função.
8 CARACTERIZAÇÃO DOS ANEXOS
A presente IET inclui os seguintes anexos:
Anexo I – Representação das Zonas de Risco
Anexo II – Classificação dos trabalhos e medidas mínimas de segurança
impostas
Anexo III – Sistemas de Barreiras de Segurança
Anexo IV – Sistemas de Aviso de Aproximação de Circulações
Anexo V – Normas de segurança a aplicar especificamente em trabalhos na
zona de comando dos aparelhos de via
Anexo VI – Suspensão temporária da circulação na plena via ou em linha(s) de
estação para trabalhos na infra-estrutura (medida de Segurança 7).
Lisboa, 29 de Maio de 2009
REFER
O Director de Regulamentação e Segurança da Exploração
a) Costa de Freitas
IMTT, I.P.
O Director de Serviços de Regulação Técnica e de Segurança
a) José Pinheiro
a) Assinado no original
28
ANEXO I – REPRESENTAÇÃO DAS ZONAS DE RISCO
Figura 1 – Via única não electrificada
IET 77
29
Figura 2 – Via única electrificada
30
Figura 3 – Via dupla não electrificada
IET 77
31
Figura 4 – Via dupla electrificada
32
Figura 5 – Via dupla electrificada em plataformas de estação
IET 77
33
Figura 6 – Quatro vias electrificadas
34
ANEXO II – CLASSIFICAÇÃO DOS TRABALHOS E MEDIDAS MÍNIMAS
DE SEGURANÇA IMPOSTAS
As medidas mínimas de segurança apresentadas nos quadros do presente
Anexo, foram definidas de acordo com o ponto 6.2.
Em linhas electrificadas e sempre que exista a possibilidade de invasão da
zona de risco C, ainda que fortuitamente, deverão ser adoptadas medidas de
segurança complementares, definidas na Tabela III10.
Deve o Director Técnico proceder ao reforço adequado das medidas de
segurança sempre que julgue necessário ou seja exigido pelo Gestor da
Infraestrutura.
A realização de acções não identificadas nos Quadros seguintes, implica uma
análise individual do risco com vista à adopção das medidas de segurança
apropriadas.
1. TRABALHOS DE VIA
Intervalo de Intervalo de
N.º TIPO DE ACÇÃO Velocidade I Velocidade II
MEDIDAS MÍNIMAS DE
SEGURANÇA IMPOSTAS
1.1 INSPECÇÕES
1.1.1 Inspecção a pé 1 ou 7 1 ou 7
1.1.2 Inspecção de AMV 1 ou 7 1 ou 7
1.1.3 Inspecção ultra-sónica de carris 1 ou 7 1+5 ou 7
1.2 REVISÃO DO MATERIAL
Verificação e lubrificação de juntas, com
1.2.1 7 7
desmontagem
Lubrificação de juntas, sem
1.2.2 1 ou 7 1 ou 7
desmontagem
1.2.3 Reaperto de parafusos de juntas 1 ou 7 1 + 5 ou 7
1.2.4 Colocação de junta isolante (JIN) 7 7
1.2.5 Execução de junta isolante colada (JIC) 8 8
1.2.6 Verificação de juntas isolantes 1 ou 7 1 ou 7
1.2.7 Corrimento de carris 7 7
10
Nos trabalhos constantes dos números 1.3.1 e 3.1.1.7 é obrigatória a utilização da medida
10.
IET 77
35
Intervalo de Intervalo de
N.º TIPO DE ACÇÃO Velocidade I Velocidade II
MEDIDAS MÍNIMAS DE
SEGURANÇA IMPOSTAS
1.2.8 Regularização de barras em carris 8 8
1.2.9 Substituição ou permuta de carris 8 8
1.2.10 Furação em carril 7 7
1.2.11 Corte em carril 7 7
1.2.12 Colocação de fechos 8 8+6
1.2.13 Quadramento de travessas 3 ou 7 3 ou 7
Substituição de fixação (conjunto ou
tirefond, parafuso, garras ou grampos,
1.2.14 1 ou 7 1 ou 7
isoladamente ou em conjunto, palmilha
ou chapim)
Substituição de fixação (palmilha ou
1.2.15 3 ou 7 3+5 ou 7
chapim)
1.2.16 Consolidação e/ou reforço de fixação 1 ou 7 3 ou 7
1.2.17 Furação em travessa 3 ou 7 3 ou 7
1.2.18 Correcção de bitola 3 ou 7 3 + 5 ou 7
1.2.19 Aperto medido em fixação elástica 1 ou 7 3 ou 7
1.2.20 Reaperto de fixação rígida 1 ou 7 3 ou 7
Reposição do sistema de fixação de
1.2.21 3+5 ou 7 3+5 ou 7
travessas de via em pontes
Reaperto do sistema de fixação de
1.2.22 3+5 ou 7 3+5 ou 7
travessas de via em pontes
1.2.23 Substituição de travessas em pontes 3 +5 ou 7 3+5 ou 7
1.2.24 Soldadura aluminotérmica 8 8
Substituição de travessas de madeira e
1.2.25 3+5 ou 7 3+5 ou 7
betão bi – bloco
Substituição de travessas de betão
1.2.26 8 8
monobloco
1.2.27 Substituição de Aparelho de Via 8+6 8+6
Levantamento do Aparelho de Via e
1.2.28 8+6 8+6
substituição por via corrida
1.2.29 Assentamento de Aparelho de Via 8+6 8+6
1.2.30 Substituição de partes de AMV 7+6 7+6
1.2.31 Revisão de AMV 3+6 ou 7+6 3+5+6 ou 7+6
Verificação e lubrificação da fixação e
1.2.32 ligação de todos os elementos do 1 ou 7 3 ou 7
Aparelho de Via
1.2.33 Manutenção de lubrificador fixo de via 1 ou 7 3 ou 7
36
Intervalo de Intervalo de
N.º TIPO DE ACÇÃO Velocidade I Velocidade II
MEDIDAS MÍNIMAS DE
SEGURANÇA IMPOSTAS
Substituição de parafusos (de barretas,
1.2.34 1 ou 7 3 ou 7
cróssimas e contra carris)
1.2.35 Levantamento de via 8+6 8+6
1.2.36 Assentamento de via 8+6 8+6
1.2.37 Substituição de via 8+6 8+6
1.3 GEOMETRIA DE VIA
1.3.1 Desguarnecimento mecânico 8+10+6 8+10+6
Desguarnecimento manual em AMV
1.3.2 3+5 3+5
e/ou plena via
1.3.3 Balastragem/Descarga de balastro11 8+6 8+6
1.3.4 Regularização mecânica do balastro 8+6 8+6
1.3.5 Regularização manual do balastro 3+5 ou 7 3+5 ou 7
1.3.6 Aplicação de tela geotextil 8 8+6
1.3.7 Ataque pesado em plena via 8+6 8+6
1.3.8 Ripagem lateral de via 8+6 8+6
1.3.9 Ataque pesado em AMV 8+6 8+6
1.3.10 Estabilização dinâmica de via 8+6 8+6
1.3.11 Ataque com meios mecânicos ligeiros 3+5 ou 7 3+5 ou 7
Esmerilagem de carris com meios
1.3.12 8+6 8+6
pesados
Nivelamento de juntas com alinhamento
1.3.13 3+5 ou 7 3+5 ou 7
por meios mecânicos ligeiros
Condicionamento do plano das
1.3.14 travessas de madeira em MVS, TJS, 3+5 ou 7 3+5 ou 7
TJD ou At.Ob. na grade da cróssimas
1.3.15 Malhetamento de travessas 3+5 ou 7 3+5 ou 7
Recarga de carris e cróssimas por arco
1.3.16 eléctrico e esmerilagem com meios 3 ou 7 3+5 ou 7
mecânicos ligeiros
1.4 OUTROS TRABALHOS
1.4.1 Reparação de estrados de PN e PP 3 ou 7 3+5 ou 7
Levantamento e reposição do
1.4.2 3 ou 7 3+5 ou 7
pavimento adjacente a PN
11
É proibido subir aos vagões com ferramentas (alavancas) que possam, de alguma forma,
atingir mesmo que inadvertidamente a zona de risco C.
IET 77
37
Intervalo de Intervalo de
N.º TIPO DE ACÇÃO Velocidade I Velocidade II
MEDIDAS MÍNIMAS DE
SEGURANÇA IMPOSTAS
Colocação/reparação de marcos
1.4.3 1 ou 7 3 ou 7
hectométricos ou quilométricos
Colocação/reparação de estacas de
1.4.4 1 ou 7 3 ou 7
piquetagem
1.4.5 Colocação e manutenção de sinais 1 ou 7 3 ou 7
Trabalhos no passeio executados
1.4.6 manualmente com equipamentos 1 ou 7 3 ou 7
ligeiros ou portáteis
Trabalhos no passeio executados com
1.4.7 3+5 ou 7 3+5 ou 7
equipamentos pesados
Substituição de aquedutos por manilhas
1.4.8 8 8
e atravessamentos em vala aberta
Tapamento de aqueduto com lajetas
1.4.9 pré-fabricadas com utilização de 8 8
equipamentos pesados
Levantamentos de campo, realizados
com equipamentos portáteis ou ligeiros
1.4.12 1 ou 7 1 ou 7
para caracterização da infra-estrutura
de Via.
38
2. TRABALHOS DE CATENÁRIA E ENERGIA DE TRACÇÃO
2.1 CATENÁRIA
2.1.1 Os trabalhos de catenária que originem uma aproximação directa
ou indirecta inferior a 2,0 metros das partes em tensão, só podem ser
realizados com aplicação das medidas de segurança prevista para a
ocupação da zona de risco C.
2.1.2 Em situações excepcionais e para trabalhos realizados por pessoal
especializado de catenária (equipas de catenária) estes poderão ser
executados a distâncias inferiores aos 2,0 m das partes em tensão desde
que se verifiquem as seguintes condições:
a) Boas condições atmosféricas (ausência de chuva e trovoadas) e na
presença de um encarregado ou de um chefe de equipa.
b) A distância entre as partes das instalações em tensão e qualquer parte
do corpo humano, extremidade de uma ferramenta ou objecto, quando
não convenientemente isolados nunca será inferior a 0,5 m.
2.1.3 O pessoal afecto à entidade executante poderá aproximar-se a
distâncias inferiores a 2,0 m das partes em tensão desde que cumpra as
condições referidas nas alíneas do ponto anterior e, cumulativamente:
a) A entidade executante possua alvará ou seja qualificada para
trabalhos catenária;
b) O pessoal tenha formação adequada e reconhecida pelo Gestor da
Infra-estrutura;
c) O Dono de Obra autorize a realização de trabalhos nessas condições.
2.2 ENERGIA DE TRACÇÃO
2.2.1 Os trabalhos de energia de tracção realizados fora dos limites das
subestações são regidos pelas medidas de segurança aplicáveis aos
trabalhos de catenária;
2.2.2 Os trabalhos de energia de tracção realizados dentro das
subestações são regidos por normativo nacional e internacional aplicável.
39
3. TRABALHOS DE SINALIZAÇÃO E TELECOMUNICAÇÕES
Intervalo de Intervalo de
Velocidade I Velocidade II
N.º TIPO DE ACÇÃO
MEDIDAS MÍNIMAS DE
SEGURANÇA IMPOSTAS
3.1. INSTALAÇÃO
EQUIPAMENTO EXTERIOR DE SINALIZAÇÃO E
3.1.1.
TELECOMUNICAÇÕES
Trabalhos prévios de instalação de motores
3.1.1.1 1 ou 7 1 ou 7
de agulhas, comprovadores e calços
Acoplamento e desacoplamento de
3.1.1.2 8 8
motores de agulhas
Instalação de transportadores e cadeados
3.1.1.3 1 ou 7 1 ou 7
bouré
Instalação de circuitos de via, contadores
3.1.1.4 1 ou 7 3+5 ou 7
de eixos e pedais electrónicos
3.1.1.5 Instalação de balizas de CONVEL 1 ou 7 1+5 ou 7
3.1.1.6 Instalação de sinais 7 7
3.1.1.7 Instalação de pórticos de sinalização 8+9+10+11 8+9+10+11
3.1.1.8 Instalação de telefones de via 1 ou 7 1 ou 7
3.1.1.9 Instalação de passagens de nível 1 ou 7 3+5 ou 7
Instalação de sistema de detecção de
3.1.1.10 3 ou 7 3 ou 7
queda de blocos
3.1.2. OUTROS TRABALHOS
3.1.2.1 Soldadura de fiadores 1 ou 7 3 ou 7
3.1.2.3 Construção/manutenção de caixas de visita 3 ou 7 3 ou 7
Construção de caminho de cabos
3.1.2.4 1 ou 7 1 ou 7
longitudinalmente à via
3.1.2.5 Execução de travessias a céu aberto 8 8
3.1.2.6 Execução de travessias por furação 1 ou 7 1 ou 7
Instalação de armários de sinalização de
3.1.2.7 2 ou 7 2 ou 7
via
3.1.2.8 Instalação de armários de CONVEL 2 ou 7 2 ou 7
3.1.2.9 Passagem de cabos 1 ou 7 1 ou 7
3.1.2.10 Instalação de painéis teleindicadores 1 ou 7 1 ou 7
40
3.2. MANUTENÇÃO
EQUIPAMENTO EXTERIOR DE SINALIZAÇÃO E
3.2.1.
TELECOMUNICAÇÕES
Manutenção de motores de agulhas, calços
3.2.1.1 ou agulhas manuais desligando varas de 7 7
comando, transmissão ou comprovação.
Manutenção ou limpeza de motores de
agulhas, calços, comprovadores,
3.2.1.2 1 ou 7 3 ou 7
transportadores e cadeias Bouré sem
desligar varas de comando e transmissão
Manutenção de circuitos de via, contadores
3.2.1.3 1 ou 7 1 ou 7
de eixos e pedais electrónicos
3.2.1.4 Balizas de CONVEL 1 ou 7 1 ou 7
3.2.1.5 Manutenção de sinais 1 ou 7 1 ou 7
3.2.1.6 Manutenção de sinais em pórtico 1 ou 7 1 ou 7
3.2.1.7 Manutenção de armários 1 ou 7 1 ou 7
3.2.1.8 Manutenção de passagens de nível 1 ou 7 1 ou 7
Trabalhos em PN automáticas que
3.2.1.9 influenciam o seu normal funcionamento, 7 7
não guarnecidas
3.2.2. OUTROS TRABALHOS
3.2.2.1 Lubrificação de AMV 1 ou 7 1 ou 7
3.2.2.2 Soldaduras de fiadores 3 ou 7 3 ou 7
3.2.2.3 Enchimento de caixas de ferrolho de AMV 8 8
3.2.2.4 Manutenção de painéis teleindicadores 1 ou 7 1 ou 7
IET 77
41
4. TRABALHOS EM TÚNEIS
4.1 Um túnel, quando aberto à exploração constitui uma obra de arte
interdita ao trânsito pedonal;
4.2 Constituem excepção ao número anterior, as intervenções de
inspecção, diagnóstico e de manutenção, de carácter pontual, as quais têm
de ser realizadas por pessoal especializado, do Gestor da Infra-estrutura,
ou, quando de outras entidades, devidamente referenciado e previamente
autorizado pela unidade organizacional responsável pela respectiva
manutenção/conservação.
4.3 É interdita a realização de trabalhos, de carácter pontual ou não, que
recorram à entrada de equipamentos, sem o conhecimento e autorização
prévia da unidade organizacional responsável pela
manutenção/conservação do túnel;
4.4 O acesso ao interior dos túneis, com a via em exploração, quando
estes disponham de passadiços de segurança que garantam babarit livre,
está condicionado pela informação prévia ao Gestor de Infraestruturas,
através do PCL/CCO correspondente;
4.5 O pessoal não pertencente ao Gestor de Infraestruturas e não
considerado nos números anteriores, só pode aceder ao túnel em situação
de suspensão temporária de circulação ou de via interdita, e sempre na
presença de um responsável do Gestor da Infra-estrutura;
4.6 Num túnel em via interdita, para se realizar o acesso pedonal fica a
equipa obrigada a informar-se previamente com o Dono de Obra (RGS XII)
sobre a circulação de equipamentos pesados;
4.7 Qualquer actuação num túnel de via única exige a prévia suspensão
temporária de circulação ou interdição da via;
4.8 Em túneis de via dupla, aplicam-se as medidas mínimas de segurança
seguintes:
a) Os trabalhos a realizar na via interdita são sempre separados
fisicamente da via em serviço pela colocação de uma barreira de
segurança adequada;
42
b) Os valores da distância de segurança d4 expressos na Tabela I ficam
sujeitos à análise da unidade organizacional competente do Gestor da
Infra-estrutura;
c) A velocidade máxima autorizada nas vias adjacentes abertas à
exploração, será sempre definida pela unidade organizacional
competente do Gestor da Infra-estrutura;
4.9 Em túneis de via dupla, qualquer tipo de trabalho a executar numa via
com suspensão da circulação ou com via interdita, estando a outra em
exploração, deverá ser objecto de conhecimento prévio e posterior
autorização da unidade organizacional competente do Gestor da Infra-
estrutura, após a apresentação dos seguintes documentos:
a) Lista de trabalhos e a sua metodologia de realização;
b) Mapa de equipamentos a serem utilizados;
c) Identificação dos trabalhadores intervenientes nos trabalhos;
d) Medidas de prevenção definidas para a realização dos trabalhos;
e) Procedimentos específicos em situação de emergência.
IET 77
43
5. TRABALHOS EM PONTES
Intervalo de Intervalo de
Velocidade I Velocidade II
N.º TIPO DE ACÇÃO
MEDIDAS MÍNIMAS DE
SEGURANÇA IMPOSTAS
5.1 INSPECÇÃO DE PONTES
5.1.1 Inspecção a pé 1 ou 7 1 ou 7
5.1.2 Inspecção com dresina 8 8
5.1.3 Nivelamentos e levantamentos topográficos 1 ou 7 3 ou 7
5.2 MANUTENÇÃO EM PONTES
5.2.1 LIMPEZA
Remoção de vegetação e detritos da
5.2.1.1 3 ou 7 3 ou 7
estrutura em geral
Limpeza e desentupimento dos sistemas de
5.2.1.2 1 ou 7 1 ou 7
drenagem
5.2.1.3 Limpeza de caleiras de drenagem 1 ou 7 1 ou 7
5.2.1.4 Manutenção de juntas de dilatação 3 ou 7 3 ou 7
5.2.1.5 Limpeza de aparelhos de apoio 1 ou 7 1 ou 7
5.2.1.6 Limpeza de superfície metálica 1 ou 7 1 ou 7
5.2.2 REPARAÇÃO
Reparação de betão com ou sem corrosão
5.2.2.1 1 ou 7 1 ou 7
de armaduras
5.2.2.2 Refechamento de juntas de alvenaria 1 ou 7 1 ou 7
Reparação de guarda-corpos, incluindo
5.2.2.3 1 ou 7 1 ou 7
reaperto das respectivas fixações
Reparação de drenos, caixas de ligação e
5.2.2.4 1 ou 7 1 ou 7
sumidouros
Reposição de placas, chapas de passeio e
5.2.2.5 1 ou 7 1 ou 7
de tampas
Soldadura/aparafusamento das cantoneiras
5.2.2.6 3 ou 7 3+5 ou 7
nas longarinas das pontes
5.2.3 PROTECÇÃO
5.2.3.1 Lubrificação de aparelhos de apoio metálicos 1 ou 7 1 ou 7
44
Intervalo de Intervalo de
Velocidade I Velocidade II
N.º TIPO DE ACÇÃO
MEDIDAS MÍNIMAS DE
SEGURANÇA IMPOSTAS
5.2.3.2 Protecção de superfícies metálicas 1 ou 7 1 ou 7
Protecção das superfícies metálicas sob as
5.2.3.3 3+5 3+5
travessas de via
5.2.4 EMERGÊNCIAS
Reposição de ponte sobre apoios após
5.2.4.1 8 8
embate de veículo ou descarrilamento
5.3 CONSERVAÇÃO EM PONTES
Alteração do sistema de fixação das
5.3.4 3 ou 7 3+5 ou 7
travessas das pontes
5.3.5 Projecção de betão 1 ou 7 1 ou 7
5.3.6 Tratamento de fendas por injecção de calda 1 ou 7 1 ou 7
5.3.7 Construção de muros guarda balastro 3 ou 7 3+5 ou 7
5.3.8 Reparação ou execução de estribos 1 ou 7 1 ou 7
5.3.9 Execução de sistemas de drenagem 1 ou 7 1 ou 7
Execução e manutenção de suspensão
5.3.10 3+5 ou 7 3+5 ou 7
provisória de tabuleiro
Execução e manutenção de suspensão
5.3.11 3+5 ou 7 3+5 ou 7
provisória de via
5.4 FUNDAÇÕES EM PONTES
Sondagens geológicas, geotécnicas e de
5.4.1 prospecção ao nível das infra-estruturas e 1 ou 7 1+5 ou 7
dos terrenos de fundação
Reforço e/ou reparação de pilares e
5.4.2 1 1
encontros
5.5 SUBSTITUIÇÃO DE TABULEIROS
5.5.1 Substituição de tabuleiros 8 8
IET 77
45
ANEXO III – SISTEMAS DE BARREIRAS DE SEGURANÇA
1. As barreiras rígidas de segurança quando fixadas ao carril são
obrigatoriamente homologadas pelo Gestor da Infra-estrutura12
2. A implementação de sistemas de barreiras de segurança é objecto de um
“Plano de Implementação” composto por:
a) Caracterização dos trabalhos a proteger, tipos de barreiras a aplicar,
indicação e extensão da linha férrea em que se aplicam as barreiras
com indicação do ponto quilométrico de início e fim e distância de
aplicação das barreiras à face não activa da cabeça do carril exterior da
linha em serviço. Na identificação da linha-férrea deve indicar-se a sua
designação, especificando:
i. Em via única, a fila (esquerda ou direita) em que se aplicam as
barreiras;
ii. Em via dupla qual a via (ascendente ou descendente) e a(s) fila(s)
em que se aplicam as barreiras;
iii. Em via múltipla qual a(s) via(s) e a(s) fila(s) em que se aplicam as
barreiras, para estações qual a(s) linha(s) e a(s) fila(s) em que se
aplicam as barreiras;
b) Esquema com a indicação da localização das barreiras de segurança.
12
A utilização de barreiras rígidas não homologadas é autorizada, caso a caso, pelo Gestor da
Infra-estrutura.
46
ANEXO IV – SISTEMAS AVISO DE APROXIMAÇÃO DE CIRCULAÇÕES
1 UTILIZAÇÃO DOS SISTEMAS
1.1 Os sistemas de aviso de aproximação de circulações a aplicar são
obrigatoriamente homologadas pelo Gestor da Infra-estrutura, de acordo com
a especificação para o sistema de aviso de aproximação de circulações.
1.2 A implementação de sistemas de aviso está sujeita à elaboração de um
“Plano de Implementação”, que deve respeitar todas as normas de segurança
vigentes na REFER e deve ser composto por:
1.2.1 Caracterização dos trabalhos, sua localização, tipo de sistema de
aviso de aproximação de circulações e condições de operação;
1.2.2 Esquema de implementação do sistema, com indicação da
localização de todos os elementos do sistema e os limites da frente de
trabalhos.
1.3 O ambiente sonoro na frente de trabalhos deve permitir uma recepção
do alarme de forma inequívoca.
1.4 Após a recepção do alarme de aproximação de circulações os
trabalhadores devem parar os trabalhos e posicionar-se em segurança em
relação à circulação ferroviária e todos os equipamentos devem imobilizar-se
paralelamente à via-férrea, devendo os trabalhos serem retomados após
indicação do Coordenador de Vigilância
2 ANÚNCIO E AVISO AUTOMÁTICOS
2.1 O sistema tem que ser montado e operado por um Coordenador de
Vigilância, sendo ele o responsável pela garantia das condições de
segurança.
2.2 O sistema deve permitir que o Coordenador de Vigilância possa estar
envolvido na execução dos trabalhos, desde que esteja disponível
prioritariamente para o supervisionar.
IET 77
47
3 ANÚNCIO AUTOMÁTICO E AVISO MANUAL
3.1 O sistema tem que ser montado e operado por um coordenador de
vigilância, sendo ele o responsável pela garantia das condições de
segurança.
3.2 O sistema deve permitir que o Coordenador de Vigilância possa estar
envolvido na execução dos trabalhos, desde que esteja disponível para
supervisionar o sistema como primeira prioridade.
4 ANÚNCIO MANUAL E AVISO AUTOMÁTICO
4.1 O sistema tem que ser montado e supervisionado por um coordenador
de vigilância, sendo ele o responsável pela garantia das condições de
segurança.
4.2 Os vigilantes que garantem o anúncio não podem estar envolvidos na
execução de outros trabalhos e têm que ter um período de descanso de 15
minutos em cada 2 horas.
4.3 O coordenador de vigilância não pode estar envolvido na execução de
outros trabalhos e tem que ter um período de descanso de 15 minutos em
cada 2 horas.
4.4 Para efeitos de gestão da equipa e/ou comunicações de emergência,
tem que existir um meio de comunicação eficaz e fiável entre o Coordenador
de Vigilância e os vigilantes.
5 ANÚNCIO E AVISO MANUAIS
5.1 Condições gerais de aplicação:
a) A distância de anúncio a considerar para a implementação deste
sistema é a distância de anúncio definida na Tabela II, acrescida de
50m para reacção dos vigilantes;
b) Este sistema apenas pode ser aplicado para distâncias de anúncio até
550m;
48
c) Aplica-se a todos os trabalhos com equipamentos portáteis ou ligeiros
e de inspecção executados na zona de risco A ou que a possam
atingir, ainda que fortuitamente;
d) O Coordenador de Vigilância tem de ter contacto visual com os
vigilantes;
e) A extensão da frente de trabalhos não deverá exceder 50 m;
f) A distância entre a zona central da frente de trabalhos e os vigilantes
deve ser inferior a 150m e tem de existir contacto visual entre eles;
g) Os vigilantes devem colocar-se de forma a poderem detectar as
circulações, de acordo com a figura abaixo;
h) O ambiente sonoro na zona de trabalhos deve permitir a audição dos
alarmes sonoros emitidos pelo sistema de uma forma clara e sem
suscitar dúvidas ao Coordenador de Vigilância e aos trabalhadores;
i) Aplica-se ainda em todos os trabalhos executados por equipamentos
pesados na proximidade da via e que na sua acção possam atingir,
ainda que fortuitamente, a zona de risco A.
5.2 A equipa de vigilância é constituída no máximo por três elementos (o
Coordenador de vigilância
Vigilante Vigilante
Frente trabalhos
150m máx 150m máx
Distância de Anúncio (550m máx) Distância de Anúncio (550m máx)
Coordenador de Vigilância e dois vigilantes). Os vigilantes ficam posicionados
de cada um dos lados da zona dos trabalhos. O aviso da aproximação das
circulações é transmitido através de um avisador sonoro13 ao Coordenador de
Vigilância, emitindo este o alarme na zona dos trabalhos.
Não é permitida a deslocação do Coordenador de Vigilância para uma
posição exterior à zona dos trabalhos.
13
Apenas são permitidos sistemas eléctricos ou de carga de bomba de ar.
IET 77
49
5.3 O Coordenador de Vigilância e os vigilantes não podem estar envolvidos
na execução de outros trabalhos e têm que ter um período de descanso de
15 minutos por cada 2 horas.
5.4 Para efeitos de gestão da equipa e/ou comunicações de emergência,
tem que existir um meio de comunicação eficaz e fiável entre o Coordenador
de Vigilância e os vigilantes.
5.5 Modo de operação
a) O Vigilante ao avistar a circulação ferroviária acciona o avisador
sonoro.
b) O Coordenador de Vigilância, ao ouvir o anúncio (alarme) do Vigilante,
acciona por sua vez o aviso, fazendo soar o alarme na zona dos
trabalhos, assegurando-se, de imediato, de que todos os trabalhadores e
equipamentos são posicionados em segurança e fora da zona de risco A.
O retomar dos trabalhos só é permitido, pelo Coordenador de Vigilância,
após verificar a saída total da circulação da zona de trabalhos e de ter a
garantia de que não se aproxima outra circulação.
5.6 O Coordenador de Vigilância, posicionado junto à equipa de trabalho,
pode acumular as funções de Vigilante, quando se verifiquem as seguintes
condições:
5.6.1 A frente de trabalhos tenha uma extensão máxima de 20 m e uma
equipa de trabalho com o máximo de 6 elementos;
5.6.2 A visibilidade permita o tempo necessário para fazer soar o alarme e
proceder ao desimpedimento da via em segurança, garantindo o
cumprimento das alíneas a), b), c), f), g), h) e i) do ponto 5.1
50
ANEXO V – NORMAS DE SEGURANÇA A APLICAR ESPECIFICAMENTE
EM TRABALHOS NA ZONA DE COMANDO DOS APARELHOS DE VIA
1. TRABALHOS DE VIA
Sempre que se torne necessário executar trabalhos específicos de via, na zona
de comando de aparelhos de via (onde se localizam as varas de comando,
transmissão, controlo e acoplamento das agulhas inseridos nas linhas de
circulação e nas vias de comunicação com linhas de circulação) estes ficam
obrigatoriamente sujeitos a programação, aplicando-se-lhes a Medida de
Segurança correspondente.
Estes trabalhos devem ser sempre acompanhados por um elemento da
sinalização.
2. TRABALHOS DE SINALIZAÇÃO
Sempre que se torne necessário executar trabalhos específicos de sinalização
que obriguem à desmontagem de varas existentes na zona de comando (varas
de comando, transmissão, controlo ou acoplamento) ficam estes sujeitos
igualmente a programação, aplicando-se-lhes as medidas de segurança
adequadas.
3. TRABALHOS CONJUNTOS DE VIA E DE SINALIZAÇÃO OU DE OUTRAS
ESPECIALIDADES
Quando a natureza dos trabalhos a executar exija a intervenção de pessoal da
via, sinalização e/ou outras especialidades, é ao responsável da via que
compete a coordenação dos trabalhos no local, bem como a responsabilidade
da segurança das circulações e do pessoal, sem prejuízo da responsabilidade
técnica de execução daqueles trabalhos, que competirá ao chefe de cada
equipa especializada destacada no local, ou a quem o represente.
4. TRABALHOS DE VIA EM DIAGONAIS DE LIGAÇÃO
No caso de trabalhos de via a efectuar numa das agulhas componentes de
uma diagonal de ligação, a via a interditar ou a suspender temporariamente
será aquela onde se insere a agulha sujeita aos trabalhos, sendo a outra
agulha obrigatoriamente imobilizada na sua posição normal.
IET 77
51
ANEXO VI – SUSPENSÃO TEMPORÁRIA DA CIRCULAÇÃO NA PLENA VIA
OU EM LINHA(S) DE ESTAÇÃO PARA TRABALHOS NA INFRA-
ESTRUTURA (Medida de Segurança 7)
1. A realização de trabalhos executados manualmente ou com equipamentos
ligeiros ou portáteis ou ainda trabalhos executados com outro tipo de
equipamentos, desde que na zona exterior à banqueta e garantindo a distância
de segurança d1, coaduna-se com a concessão de períodos considerados,
• na plena via, nos intervalos da circulação,
• nas estações, consoante a disponibilidade de linha(s,
mediante a formalização dos despachos telefónicos estabelecidos no presente
anexo.
2 Para a realização deste tipo de trabalhos, o Responsável pelos Trabalhos é
um agente com qualificação adequada e devidamente credenciado, de acordo
com o disposto no ponto 4.22.
3 Até 24 horas14 antes da data prevista para a realização dos trabalhos, é
obrigatória a existência de um Plano de Trabalhos, para aprovação, que será
apresentado, em modelo próprio:
3.1 Pela Entidade Executante ao Gestor da Infra-estrutura, no caso de
trabalhos realizados por empresas externas;
3.2 Ao Técnico/Especialista designado para o efeito, para trabalhos
desenvolvidos por equipas internas.
4 No Plano de Trabalhos deverá constar obrigatoriamente:
4.1 A indicação do tipo de trabalho;
4.2 As estações limite que enquadram o troço de plena via;
4.3 A(s) linha(s) a suspender, quando os trabalhos se efectuem dentro dos
limites de uma estação;
14
Excepção nas situações de avaria em PN automáticas, cujos trabalhos influenciam o seu
normal funcionamento
52
4.4 Os pontos quilométricos extremos e o troço a que se referem, nas linhas
com km repetidos (caso das linhas do Minho, do Vouga, da Beira Baixa, do
Sul, do Algarve e do Ramal da Lousã), de acordo com a IET 50.
4.5 A quantidade e o tipo de equipamento utilizado
4.6 No caso de via múltipla, um esquema onde é assinalada a via onde se
vão realizar os trabalhos.
4.7 A identificação e contacto telefónico do Responsável dos Trabalhos.
4.8 Complementarmente poderá ser indicada outra informação que a
Entidade Executante ou a REFER entendam relevante.
5 Após aprovação do Plano de Trabalhos, o CCO/PCL autoriza a realização
dos trabalhos.
6 O Responsável pelos Trabalhos, é responsável por todos os aspectos de
segurança no local dos trabalhos, onde deverá permanecer durante o período
da suspensão temporária da circulação, e possuir meios de comunicação que
permitam o contacto permanente com o Posto de Comando Local (PCL) ou o
Centro de Comando Operacional (CCO).
7 O Responsável dos Trabalhos não poderá dar início aos trabalhos sem que,
para o efeito, tenha em seu poder a respectiva autorização.
8 A necessidade de realização imprevista de qualquer circulação
extraordinária ou outra perturbação inesperada na circulação obriga a que,
após ordem nesse sentido por parte do PCL/CCO ou do Responsável pela
Circulação da Estação respectiva, o Responsável dos Trabalhos cesse
imediatamente os trabalhos e entregue em segurança a via livre, em condições
normais de exploração, num período de tempo nunca superior a quinze (15)
minutos.
8.1 Para a realização de trabalhos na plena via ou em linha(s) de estação
desguarnecida, as formalidades a cumprir para a suspensão temporária da
circulação (telefonemas registados textualmente nos modelos 99.020 e
99.056) são as seguintes:
8.1.1 Com uma antecedência mínima de dez (10) minutos antes da hora
prevista para início dos trabalhos, o Responsável dos Trabalhos deve
endereçar ao PCL/CCO, através do número de telefone dedicado (com
IET 77
53
gravação de chamada), o seguinte telefonema registado a solicitar a
autorização respectiva:
“Responsável dos Trabalhos (nome) ………… da Empresa ……………
ao Km …. da Linha ou Ramal .....…, troço15 ………….ao PCL/CCO de
………………, solicito suspensão temporária da circulação da(s)
via(s)16………entre as estações de………….……e………..…………,a
partir das…....h…..…min para realização dos seguintes trabalhos
(descrever)……….………………………………….……………………….,
conforme previsto no Plano de Trabalhos nº…………
O Responsável dos Trabalhos
……………. …. ……………….”
“Responsável dos Trabalhos (nome) …………………………… da
Empresa …………… na Estação de ………………. ao PCL/CCO de
………………, solicito suspensão temporária da circulação na(s) linha(s)
..……. da estação de………, a partir das…....h…..…m para realização
dos seguintes trabalhos (descrever)……….………………………….………,
conforme previsto no Plano de Trabalhos nº…………
O Responsável dos Trabalhos
……………. …. ……………….”
8.1.2 O PCL/CCO deve certificar-se, através dos Responsáveis de
Circulação das estações interessadas, ou do Operador da mesa de
operações de que:
8.1.2.1 No troço de via em que vai ficar suspensa a circulação, nenhum
comboio se encontra em circulação.
15
Apenas para linhas com pontos quilométricos (km) repetidos (ver IET 50)
16
A suspensão temporária em mais do que uma via apenas é permitida para intervenções em
diagonais.
54
8.1.2.2 As protecções longitudinais e transversais das estações testa de
via estão asseguradas.
Nas linhas exploradas em cantonamento telefónico, as protecções são
asseguradas através das estações colaterais em serviço.
8.1.2.3 Para trabalhos em linha(s) de estação, estas não se encontram
ocupadas com material;
8.1.3 Seguidamente, se nada se opuser, o PCL/CCO suspende
temporariamente a circulação de comboios no troço de via em causa ou na
linha(s) de estação respectiva(s) e autoriza o início dos trabalhos através de
telefonema registado, com o seguinte teor:
“PCL/CCO de ………… Ao Responsável dos Trabalhos ao Km / Estação
de……………. e ao Operador da mesa de _______/ Estações …………….
Por motivo de (indicar tipo de trabalho) ………………………………………
Fica suspensa temporariamente à circulação de comboios a via……. entre
………….e….……. / a(s) linha(s)…….da estação de………….., no período
das……h…….min, às ……h……min.
Autoriza-se o início dos trabalhos às ……h…….min.”
Assinatura
…………………………….”
8.1.4 Com uma antecedência mínima de 10 minutos sobre a hora indicada
para o termo do período concedido, o Responsável dos Trabalhos entra em
comunicação com o PCL/CCO respectivo e acerta a hora exacta para
cessação dos trabalhos.
8.1.5 O Responsável dos Trabalhos, antes de expirar o período de tempo
concedido, promove a cessação dos trabalhos, a retirada das respectivas
protecções, e verifica que estão garantidas todas as condições de
segurança para a circulação normal de comboios, após o que transmite ao
PCL/CCO o telefonema com o seguinte teor:
IET 77
55
“Responsável dos Trabalhos (nome) ………………………… da
Empresa ……. ……. ao km/na Estação ………………, ao PCL/CCO de
……………………, informo que os trabalhos previstos no Plano de
Trabalhos nº…….se encontram terminados, que as protecções foram
retiradas e que é dada via livre à circulação normal de comboios a
partir das…. …. h………min.”
O Responsável dos Trabalhos
……………. ……………………….”
8.1.6 O PCL/CCO, na posse do telefonema registado indicado no ponto
anterior, providencia o levantamento da Suspensão Temporária da
Circulação, transmitindo, para o efeito, o seguinte telefonema registado às
estações interessadas:
“PCL/CCO de …………………ao Operador da mesa de _________/
Estações………… de …………… Fica restabelecida a circulação normal
de comboios na via …..., entre ………….….….….e……….…….……/
linha(s)……da estação de ……….. , a partir das…….h…….min, sem
limitações/com as seguintes limitações……………………………
Assinatura
…………………………….”
8.2 Para a realização de trabalhos nas estações guarnecidas, detentoras do
comando e controlo da circulação, o pedido, a autorização e a conclusão dos
trabalhos são efectuados directamente entre o Responsável dos Trabalhos e o
Responsável pela Circulação na estação, dando este conhecimento do inicio e
fim ao CCO/PCL,