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ANALSE Dos Resultados

Este documento apresenta os resultados de uma pesquisa educacional sobre equações quadráticas. Foram aplicados questionários com problemas envolvendo equações quadráticas para grupos de alunos. Os resultados mostraram que a maioria dos alunos conseguiu resolver corretamente os problemas, modelando-os como equações e aplicando os métodos corretos. Alguns alunos cometeram erros ao interpretar enunciados ou somar raízes. O documento analisa em detalhe cada problema e as abordagens dos alunos.
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ANALSE Dos Resultados

Este documento apresenta os resultados de uma pesquisa educacional sobre equações quadráticas. Foram aplicados questionários com problemas envolvendo equações quadráticas para grupos de alunos. Os resultados mostraram que a maioria dos alunos conseguiu resolver corretamente os problemas, modelando-os como equações e aplicando os métodos corretos. Alguns alunos cometeram erros ao interpretar enunciados ou somar raízes. O documento analisa em detalhe cada problema e as abordagens dos alunos.
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CAPÍTULO IV: APRESENTAÇÃO, ANÁLISE E DISCUSSÕES DOS

RESULTADOS

O processo de análise e interpretação dos dados corresponde a etapa final deste estudo
de pesquisa. O tratamento aplicado aos dados colectados, com o propósito de construir
uma argumentação relevante que responda aos objectivos da pesquisa, bem como ao
problema central adoptado como propósito da investigação. Marconi e Lakatos (2010).

As diferentes técnicas adoptadas no processo de análise e interpretação de dados, estão


directamente ligadas à abordagem referenciada. Correspondem de forma íntima às
classificações do estudo, quanto à natureza, abordagem, objectivo e procedimento,
conforme discutido no capítulo III.

4.1. Descrição da intervenção e análise de resultados

A pesquisa realizada na escola, para a intervenção deu-se unicamente pela aplicação do


questionário e da entrevista aos alunos. Para aplicação do questionário aos alunos,
utilizamos duas horas/aula de 45 minutos para cada turma.

Ao iniciar a pesquisa fizemos uma breve apresentação da mesma e entregamos um


questionário a cada dupla de alunos; avisamos que as dúvidas em relação à resolução
das questões eles as registrassem nas próprias questões, pois não poderíamos intervir no
momento que eles estivessem respondendo-as. Durante a resolução de problemas do
questionário estivemos na sala de aulas para observar o comportamento dos alunos e ter
a garantia que os alunos iriam responder as questões em cada dupla e sem nem um tipo
de consulta.

4.2. OBJETIVOS E RACIOCÍNIO ESPERADOS NA RESOLUÇÃO DOS


PROBLEMAS DO QUESTIONÁRIO
Apresentamos, a seguir, os objectivos que tivemos ao elaborar os problemas e os
raciocínios esperados dos alunos ao resolverem os problemas que geraram os protocolos
escritos que utilizamos para classificar e analisar os dados colectados e chegar às
conclusões desta pesquisa. Os resultados esperados se constituem na resolução esperada
dos alunos, considerando-se actividade algébrica algorítmica e conceitual.
Entendemos que resolver um problema não se resume à mera leitura do que o enunciado
propõe e chegar a uma solução correcta utilizando os procedimentos esperados pelos
professores, mas sim, envolve a compreensão do conceito envolvido, no nosso caso,
equações do 2º graus, ou seja, além de chegar a uma resolução, o aluno deve questionar
os resultados e perceber a sua coerência. Uma resposta correcta à um problema, não
raras vezes, perde um pouco da sua importância quando comparada ao processo de
resolução que foi utilizado.

Problema 1: O triplo do quadrado de número de filhos de Sr Marcos é igual a 63


menos o número de filhos.
a) Quantos filhos de o Sr Marcos?
Objetivo: Verificar se o aluno percebe que a resolução do problema parte de uma
equação quadrática e a resolve.
Modos de resolução: os métodos de resolução citados anteriormente nas resoluções
esperadas param uma equação de 2º grau.
Este problema remete directamente à incógnita x já no enunciado, pois x seria o número
de filhos do Sr Marcos. Basta ao aluno montar a equação quadrática correctamente e
resolvê-la, e encontrando ao finalizar o número de filhos do Sr Marcos. Este seria o
resultado esperado. Porém, se o aluno não interpretar da forma esperada, a equação
pode ser efectuada de forma incorrecta e então o aluno pode errar a resposta do
problema.
Neste problema, o aluno deve, pelo resultado esperado, montar a equação, obtendo
2 2
3 x =63−12 x e depois 3 x +12 x−63=0.
Outra observação pertinente, é que ao resolver a equação quadrática da maneira que o
problema pede, ele chegará às raízes −7 e 3. Ora, não existe filhos expressos em
números negativos, logo número de filhos que o Sr Marcos tem são 3filhos.
Retomamos aqui o ponto nodal da escolha de problemas que tivessem como uma das
soluções possíveis as equações resolvidas anteriormente pelos alunos. Esta escolha foi
baseada na verificação da actividade algébrica algorítmica ou actividade algébrica
conceitual dos alunos, descritas anteriormente na concepção das nossas categorias. Esta
escolha foi proposital para que pudéssemos fundamentar nossas classificações e
análises, e assim chegar às conclusões que almejávamos ao iniciar este estudo.
Problema 2: O Dias gosta de plantar flores no seu quintal, dispõe de uma área
perto de uma parede, onde pretende construir um canteiro de área
rectangular, que pretende vedar utilizando 40m de arame e como ainda não
decidiu as dimensões do canteiro faz o seguinte desenho.

a) Quais devem ser as dimensões do canteiro de modo que a sua área seja 200m 2?

Objectivo: Verificar se o aluno percebe que a resolução do problema parte de um


sistema de equação linear a uma equação quadrática e a resolve.

Modos de resolução: Os métodos de resolução de um problema relacionado a uma equação


quadrática (completamento de quadrados, fórmula de Bhaskara ou relação entre os
coeficientes da equação). Neste problema para chegar-se a uma equação quadrática, o aluno
deve relacionar as fórmulas da área e do perímetro de um rectângulo, modelando

correctamente achará um sistema de equações do tipo: {x+xy=200


x + y=40 }
, de seguida deve-se

resolver aplicando os conhecimentos das classes anterior, com relação aos métodos e
técnicas de resolução de sistemas de equações lineares e obterá a equação x 2−20 x+ 100=0
. Ao resolver o problema da forma esperada, ou seja, resolvendo a equação do 2º grau
x −20 x+ 100=0 , as raízes da equação serão 10 e 20.
2

Problema 3:A área de um quadrado é 49cm 2.

a) Determinea medida do seu lado.

Objectivo: Verificar se o aluno percebe que a resolução do problema parte de uma


equação quadrática.

Modos de resolução: Os métodos de resolução de um problema relacionado a uma


equação da quadrática (completamento de quadrados, fórmula de Bhaskara ou relação entre
os coeficientes da equação). Neste problema o aluno pode aplicar a representação da figura
do quadrado pode chegar a uma solução mais rápido possível aplicando a fórmula de
área de um quadrado de seguida achará o seu lado. Ao resolver o problema da forma
esperada, ou seja, resolvendo a equação do 2º grau l 2−49=0 , as raízes da equação serão
−7 e 7 .

De salientar que não existe a medida de lado expressa por número negativo, logo a
medida de lado do quadrado é 7.

Problema 4: Uma galeria de arte vai organizar um concurso de pintura em aquarela e


faz as seguintes exigências:
- A área de cada quadro deve ter 600 cm²;
- Os quadros precisam ser retangulares e a largura de cada um deve ter 10 cm a mais
que a altura.
a) Qual deve ser a altura dos quadros?
Lembre que a área do retângulo é igual a largura vezes a altura.
Objetivo: Verificar se o aluno percebe que a resolução do problema parte de uma
equação de quadrática e a resolve.

Modos de resolução: Os métodos de resolução citados anteriormente nas resoluções


esperadas param uma equação de 2º grau.

Neste problema, há a possibilidade do aluno modificar as medidas da altura e da largura,


ele pode inclusive, se não ler correctamente o enunciado, invertê-las! Ele pode
considerar o enunciado que mostra que a largura é igual a x +10, porém ele pode
considerar a altura como x−10, invertendo a informação do enunciado. Caso essa
inversão de informações ocorra, o resultado da equação do 2º grau será modificado. Ou
seja, em vez de pensar as medidas do quadro assim:

Ele poderia pensar as medidas do quadro assim:


O resultado esperado é que o aluno considere a informação do enunciado e que a largura
do rectângulo (quadro) seja modelada como x +10. Teríamos a equação x ( x +10 ) =600 e
após efectuar a multiplicação do x , x 2+ 10 x=600 e por fim x 2+ 10 x−600=0 .

Ao resolver o problema da forma esperada, ou seja, resolvendo a equação quadrática,


x 2+ 10 x−600=0 . As raízes da equação serão 20 e −30. Mas a altura não pode ser
expressa por um número negativo, logo a altura dos quadros deve ser de 20 cm.

ANÁLISE DOS PROBLEMAS – PRIMEIRA FASE

Para validação dos instrumentos de colecta de dados foi realizada uma aplicação de
questionário contendo problemas conducente as equações quadráticas (instrumentos de
colecta de dados para a pesquisa), com quarenta alunos da 10ª Classe dividos em grupo
de dois a dois no momento em que lhes foi ministrado o conteúdo curricular equações
quadráticas, cujos protocolos escritos serão analisados a seguir. Para preservar a
identidade dos alunos em cada grupo, estes foram nomeados por grupo A1, A2, A3 ate
A20.

Resoluções dos problemas resolvidos pelos alunos nos grupos

As resoluções dos problemas realizadas pelos alunos dos estão descritas a seguir e
também apresentamos extratos de soluções diferenciadas que foram apresentadas:

Problema 1: O triplo do quadrado de número de filhos de Sr Marcos é igual a 63


menos 12 vezes o número de filhos.

a) Quantos filhos têm o Sr Marcos?

A1, A2 e A3: denominaram o número a ser encontrado pela incógnita x e resolveram


correctamente o problema.
A4: O aluno não resolveu o problema utilizando uma equação de 1º grau e apresentou
esta resolução:
A1 e A2: Montaram a equação corretamente, resolvendo a parte aritmética e a parte
algébrica, chegando às raízes corretas. Porém ao responder a idade do irmão de Caio,
somaram as duas raízes (8 + (- 1) = 7), chegando à idade de 7 anos quando o correto
seria 8 anos.
A3: Montou a equação corretamente, resolvendo a parte aritmética e a parte algébrica,
chegando às raízes corretas. Mas não respondeu qual era a idade do irmão de Caio.
A4: Montou a equação corretamente, resolvendo a parte aritmética e a parte algébrica,
chegando às raízes corretas. Respondeu que a idade do irmão de Caio é de 8 anos.

Problema 2:O Dias gosta de plantar flores no seu quintal, dispõe de uma área perto de
uma parede, onde pretende construir um canteiro de área rectangular, que pretende
vedar utilizando 40m de arame e como ainda não decidiu as dimensões do canteiro faz
o seguinte desenho.

a) Quais devem ser as dimensões do canteiro de modo que a sua área seja 200m2?

?
A1: montou as duas equações que seriam as do sistema de equações, porém não o
resolveu, não solucionando o problema.
A2 e A4: Não resolveram o problema. Resposta em branco.
A3: Não desenvolveu uma resolução aritmética, nem algébrica, conforme o seguinte
extrato:

Problema 4: Uma galeria de arte vai organizar um concurso de pintura em


aquarela e faz as seguintes exigências:
- a área de cada quadro deve ter 600 cm²;
- os quadros precisam ser retangulares e a largura de cada um deve ter 10 cm a
mais que a altura.
Qual deve ser a altura dos quadros?

Lembre que a área do retângulo é igual a largura vezes a altura.


A1, A2 e A4: Não resolveram o problema. Resposta em branco.
A3: Tentou resolver o problema, conforme o seguinte extrato:

Figura 4 – Resolução do aluno A3 – Problema 4

Fonte: extratos das resoluções dos alunos – Fase 1

O aluno desenhou o quadro e usou uma medida citada no problema, usou 10 cm para ser
a largura e tentar resolver o problema, mas a informação do problema era que a largura
media x + 10 cm e a altura media x, logo não chegou ao resultado correto.

Notemos que essa resolução pode nos levar a algumas conclusões, como a que o aluno
não compreendeu o enunciado do problema, ou que não havia ainda resolvido nenhum
problema parecido e não tinha um conhecimento anterior para resolver este problema ou
ainda que o aluno simplesmente utilizou os dados do enunciado para chegar a uma
resolução qualquer, não importando o quão disparatado fosse o resultado.

6.2.3 Análises das respostas dos alunos na primeira fase

Ao resolverem a lista das equações, os alunos acertaram praticamente todas as equações


de 1º grau. Um dos alunos cometeu um erro aritmético. Os procedimentos algébricos, ao
utilizarem o método de desfazer, foram corretos. Pelas categorias de análise então,
podemos verificar que os alunos tiveram atividade algébrica algorítmica ao resolverem
as equações pedidas.

Já nas equações de 2º grau, houve três erros de alunos diferentes. Porém um erro foi
aritmético (acreditamos que por falta de atenção), um na substituição de coeficientes na
fórmula do delta e outro na fórmula de Bhaskara, apesar dos procedimentos de
resolução das fórmulas estarem corretos. Estes alunos podem não ter conseguido utilizar
os símbolos de forma adequada, talvez possuam compreensões incompletas dos
conceitos envolvidos.

Aqui percebemos a fragmentação dos conceitos matemáticos aprendidos na álgebra


escolar e como este distanciamento entre os tópicos interfere na compreensão deste
conteúdo pelo aluno e também que nesta fragmentação, na estrutura cognitiva do aluno,
este conceito se torna apenas um tópico descontextualizado, sem sentido. Há uma
manipulação correta do algoritmo, mas a substituição errada dos coeficientes, sem a
percepção do erro pelo aluno, revela a mecanização do procedimento. Ele sabe o que
faz, mas não sabe o porquê de fazer isso.

Já quando passamos para a lista de enunciados, nos deparamos com o que os autores nos
dizem das dificuldades que o aluno tem de construir o pensamento algébrico. Nas
equações de 1º grau, quando as informações do problema eram diretas, a maioria dos
alunos resolveu as equações sem grandes problemas, ou seja, mostraram atividade
algébrica algorítmica nas resoluções das equações. Porém, quando o problema era um
pouco mais “aprimorado”, ou seja, com informações dispostas de forma não direta,
houve dificuldades, e não apresentaram atividade algébrica conceitual.

Apenas um dos alunos não usou equação de 1º grau para resolver o problema 1,
efetuando o cálculo de maneira totalmente aritmética, a partir das informações do
problema, do fim para o início, ou seja, a princípio há uma compreensão incompleta do
conceito de equação de 1º grau ou talvez nem isso. Já o problema 3 foi resolvido
corretamente por todos, utilizando a equação de 1º grau esperada, então há atividade
algébrica algorítmica, pois era um problema de aplicação direta da equação.

No problema 2, por exemplo, apesar de haver várias possibilidades de resolução, apenas


um dos quatro alunos tentou resolver montando um sistema de equações de 1º grau,
porém não chegou a resolvê-lo, mostrando então provavelmente uma compreensão
incompleta do conteúdo, ou seja, ele mostrou que percebe que a resposta pode ser um
sistema de equações, mas como não compreendeu o conceito, não sabe como resolver
este sistema, mais um resultado da fragmentação do conhecimento da álgebra escolar. O
aluno que chegou ao resultado esperado, utilizou círculos e traços, mas de maneira não
muito explícita, não estabelecendo uma relação entre o enunciado e a equação
equivalente, ou seja, aparenta não ter compreendido o conceito de equações de 1º grau.

Quanto aos problemas que envolviam como solução esperada uma equação de 2º grau, o
resultado foi semelhante. O problema 5, que fornecia informações mais diretas,
aplicadas imediatamente e formando uma equação de 2º grau, pareceu que
algebricamente foi resolvido com mais facilidade, pois foi resolvido por todos os alunos
que encontraram as duas raízes corretas da equação, apesar de só um acertar a resposta
do problema. Os alunos apresentaram atividade algébrica algorítmica, mas
aparentemente não houve compreensão do enunciado do problema, pois ou não
apresentaram a resposta do problema, ou somaram as duas raízes, o que mostra não
entendimento do que seja uma raiz. Somente um aluno respondeu corretamente.

Já no problema 4 foi percebida uma maior dificuldade de resolução. As informações não


estavam dispostas de forma direta e exigiam um grau de interpretação maior do aluno,
talvez até um desenho para que ele pudesse visualizar com mais clareza o que estava
sendo pedido. Apenas um aluno se aventurou a resolver o problema, e o fez de modo
totalmente equivocado.
Talvez aqui também coubesse uma entrevista com estes alunos, para compreender qual
foi realmente a dificuldade que eles tiveram, uma vez que na resolução algorítmica da
equação equivalente à que deveria ter sido utilizada neste problema, três dos quatro
alunos acertaram. Num primeiro momento, pode-se dizer que os alunos têm a
compreensão algorítmica de equações de 2º grau, mas não conceitual, pois não
resolveram os problemas de maneira esperada, utilizando as equações de 1º e 2º graus.
Ao resolverem a lista de problemas, quando os dados do enunciado não eram de
utilização direta e exigiam uma maior interpretação para se chegar a uma forma de
resolução (nos problemas 2 e 4), os alunos parecem não ter conseguido alcançar o
resultado almejado, a maioria deixando as respostas em branco. Ou seja, somada a
dificuldade de interpretação há a dificuldade de enxergar o problema de modo
algébrico.
Pode-se então, à primeira vista, dizer que os alunos que participaram da primeira
atividade e resolveram as duas listas mecanizaram os procedimentos algorítmicos, pois
demonstraram atividade algébrica algorítmica no momento que conseguiram resolver as
equações da lista, mas não construíram o conhecimento referente aos conceitos
matemáticos envolvidos nas equações de 1º e 2º graus, não mostraram atividade
algébrica conceitual, pois a maioria teve dificuldades para resolver os problemas e não
perceberam que a resolução partia de equações.
Verificamos então que a aplicação das listas, num primeiro momento para quatro
alunos, evidencia os processos resolutivos, tanto algoritmicamente quanto
conceitualmente. Como percebido, não foram utilizadas as categorias de análise
advindas da aproximação interpretativa entre as categorias, pois para ter parâmetros
para o uso destas categorias, seriam necessárias as entrevistas com os alunos, o que não
estava previsto para esta fase e ocorreu na seguinte.

Cabe a observação que os alunos do 9º ano, ao resolverem as listas, estavam aprendendo


o conteúdo relativo a equações de 2º grau. Após esta fase, as listas foram validadas para
aplicação com os demais participantes da pesquisa, os alunos do 1º ano do Ensino
Médio.

6.3 ANÁLISE DOS EXERCÍCIOS E PROBLEMAS – SEGUNDA FASE

6.3.1 Classificação e análise das resoluções organizadas por atividade – Segunda


fase

Apresentamos agora acertos e erros apresentados por atividade desenvolvida com os


alunos participantes da pesquisa. Nos gráficos, os dados estão demonstrados tanto por
número de alunos quanto por percentual, tanto nos erros quanto nos acertos.
Os 25 alunos do 1º ano do Ensino Médio, no momento da resolução das listas, não
estavam aprendendo nenhum conteúdo referente a equações. Estavam terminando o ano
letivo, ou seja, nosso interesse se fixou nos conceitos referentes a equações polinomiais
de 1º e 2º graus que ficaram ancorados na estrutura cognitiva dos alunos e as relações
construídas a partir destes conceitos.

Cabe lembrar que nesta pesquisa, os erros são indicadores da natureza da aprendizagem
da Álgebra referente a equações de 1º e 2º graus, ou seja, os erros podem indicar
compreensões incompletas relativas à construção dos conhecimentos aritméticos e
algébricos, bem como se os alunos possuem ou não atividade algébrica algorítmica e
atividade algébrica conceitual, categorizadas anteriormente para análise dos dados
coletados.

EQUAÇÃO 4: Resolva a equação x² + 10x - 600 = 0.

Nesta atividade 15 alunos acertaram e 10 erraram.


Os erros apresentados foram:
- um aluno apresentou resolução errada, direta, sem cálculo;
- quatro alunos cometeram erros ao calcular o delta: um na multiplicação do -4ac, outro
na substituição dos dados da equação na fórmula e dois erraram no sinal no -4ac;
- três alunos erraram na fórmula de Bhaskara: um o sinal – b, outro na radiciação e o
último no sinal da raiz;
- um aluno utilizou o método de desfazer das equações de 1º grau;

- um aluno deixou a questão em branco.

A maioria dos alunos apresentou atividade algébrica algorítmica, o restante cometeu


erros de falta de atenção e aritméticos ao utilizar as fórmulas do delta e Bhaskara. Dois
alunos não souberam resolver a questão.
PROBLEMA 4: Uma galeria de arte vai organizar um concurso de pintura em aquarela
e faz as seguintes exigências:
- a área de cada quadro deve ter 600 cm²;
- os quadros precisam ser retangulares e a largura de cada um deve ter 10 cm a mais que
a altura.

Qual deve ser a altura dos quadros? Lembre que a área do retângulo é igual a largura
vezes a altura.

13 alunos acertaram a resolução.


- seis alunos utilizaram a equação de 2º grau esperada;
- seis alunos resolveram geometricamente;

- um aluno acertou, mas com uma resolução incoerente.


Gráfico 12 – Métodos de resolução utilizados pelos alunos que acertaram o problema –
Problema 4

Fonte: dados da pesquisa

12 alunos erraram ou não responderam.


- três alunos cometeram erros de natureza geométrica;

- três alunos não desenvolveram a resolução ou deixaram em branco;

- um aluno errou a raiz do delta na fórmula de Bhaskara;


- dois alunos utilizaram o método de desfazer usado nas equações de 1º grau ;
- dois alunos erraram ao interpretar o problema;

- um aluno cometeu erro aritmético na distributiva ao montar a equação de 2º grau.


Apesar de vários alunos acertarem a resposta do problema, não há demonstração de
atividade algébrica pela maioria dos alunos, pois somente oito alunos utilizaram a
equação de 2º grau correspondente para resolver ou tentar solucionar o problema.
Outros alunos usaram propriedades geométricas do retângulo (ou do triângulo
retângulo) para resolver por dedução, ao multiplicarem 30 X 20 obtiveram 600 e assim
responderam o problema. Assim sendo, a maioria dos alunos não demonstrou possuir
atividade algébrica conceitual.
Gráfico 13 – Percentual de acertos e erros – Problema 4

Fonte: dados da pesquisa

6.3.2 Análise das resoluções dos problemas de cada dupla

Abaixo estão descritas as resoluções dos problemas descritas por cada dupla de alunos,
seguidas da análise dos dados que deram origem à selecção dos alunos para a entrevista.

O questionário foi aplicado aos 40 alunos da 10ª Classe do ensino básico geral e
estiveram devido dois a dois, e pertencentes à segunda fase da pesquisa. Cinco deles não
apresentaram para as pesquisadoras o Termo de Compromisso Livre e Esclarecido
(TCLE) devidamente assinado pelos pais. Assim, esses cinco alunos, mesmo
apresentando soluções originais ou inesperadas, não puderam estar entre os
seleccionados para entrevista.

A dupla de alunos A01


A dupla A01, na resolução do problema 1, modelou correctamente, resolveu e chegando
ao resultado correcto a dupla mostrou que tem conhecimento na matéria; no problema 2,
a dupla não expressa correctamente a expressão algébrica do problema , colocando como a
área do quadrado desprezando o valor do terreno ao lado e considerando somente a área
total do como mencionado na questão. Esse erro foi cometido por doze alunos. Uma das
dificuldades que o aluno teve em resolver a questão foi que ele desconhece que a área de
um quadrado é a base vezes a altura, fazendo com que acredite que por um quadrado a área
total deveria ser dividida por quatro.

Muitos dos alunos que resolveram as equações correctamente revelaram dificuldade em


verificar a solução das mesmas, não compreendendo o que a solução representava na
equação

No problema 4, a dupla fez o desenho do quadro, mas colocou a altura como 10cm
(dado do problema). Começou a resolver o problema usando a fórmula de área do
triângulo rectângulo (base x altura dividido por 2). Provavelmente não entendeu o que o
problema pedia, ou não conseguiu escrever em linguagem matemática e por isso não
resolveu.

Este aluno foi seleccionado para entrevista, porque apresentou soluções que chamaram
nossa atenção pelo seu modo de resolver os problemas apresentados.

A dupla A02
No problema 1, a dupla teve dificuldades de interpretação do problema, no momento de
escrevê-lo em linguagem matemática. “O triplo do quadrado de número de filhos Sr
Marcos é igual a 63 menos o 12 vezes número de filhos” escreveu raiz de 10 menos 20
igual a 40. Presumimos que o aluno pegou o 5 (do “cinco vezes”) e colocou numa raiz,
multiplicou por dois (do “o dobro”) e diminuiu da raiz de 10 e ficou igual a 40, que é o
dobro de 20.
Parece ter dificuldades aritméticas, que pelo referencial teórico são compreensões
incompletas. Tem dificuldades na interpretação dos problemas, na hora de transpor da
linguagem formal para a linguagem matemática, além de não possuir atividade algébrica
conceitual. Parece não possuir nem atividade algébrica algorítmica, nem atividade
algébrica conceitual. Ou não tem compreensão do que seja uma equação.
No problema 2, a dupla nem tentou resolver o problema, deixou em branco. O problema
3 a dupla aplicou a fórmula da área do quadrado acho resultado directamente.
Além destas dificuldades, verifiquei que alguns alunos têm também alguma dificuldade
a fatorizar polinómios. Durante as aulas dei a conhecer aos alunos dois processos de
factorização de polinómios: colocar um fator comum em evidência e o recurso aos casos
notáveis da multiplicação de polinómios.
Este aluno foi selecionado para entrevista pela resolução apresentada nas listas de
equações e de problemas.

ALUNO A03
Resolveu todas as atividades algorítmicas, demonstrando ter competência para resolver
equações de 1º e 2º graus algoritmicamente. Porém, não acertou a atividade 2,
provavelmente por falta de atenção, pois o fez 4 y + 26 – 2 y = 16 (em vez de escrever
46, escreveu 16). Na atividade 5, esqueceu do sinal de menos em uma das respostas,
obtendo 1 no lugar de – 1.
Nos problemas, resolveu corretamente primeiro e o terceiro, mas no segundo escreveu
10 X 4 = 40 e 3 X 2 = 6, obtendo 10 carros e 3 motos, porém escreveu à caneta acima
de várias contas feitas a lápis e apagadas. No problema 4, chegou na resolução usando
área = base X altura, chegando em 0 = h² + 10 – 600, calculou o delta baseado nessa
expressão, assumindo que o 10 seria o coeficiente b, acertou o problema. Resolveu o
problema 5 corretamente, mas cometeu o mesmo erro de sinal da atividade 5.
Os únicos problemas com resposta foram o 1, 2 e 3. Os outros foram resolvidos, mas a
resposta ao problema não foi dada.

Parece ter atividade algébrica algorítmica e conceitual para equações de 1º grau com
uma variável (desde que essa variável não dependa de outra, por exemplo, x em relação
à y) e para equações de 2º grau, porém precisa prestar mais atenção ao resolver para não
cometer pequenos equívocos como os que apareceram nas resoluções. Talvez tenha
compreensão incompleta de números inteiros e suas operações.

ALUNO A04
Resolveu corretamente as equações de 1 a 3. Na equação 4 não conseguiu encontrar o
delta, pois não somou 2400 + 100, e sim multiplicou (possivelmente por falta de
atenção). Parou a resolução ai. Na equação 5 encontrou corretamente o delta, mas ao
calcular as raízes, fez16/2 = 1, logo errou esta raiz, mas encontrou a outra corretamente.
Ao resolver o problema 1, montou a equação corretamente, mas não utilizou o método
de desfazer, parece ter usado o método de esconder, escreveu 8.3 – 6 = 18, 24 – 6 = 18 e
fez as contas ao lado. No problema 2, tentou resolver por tentativa e erro, mas chegou
ao resultado errado de 11 carros e 2 motos, que dá mais do que 46 rodas. Resolveu o
problema três por regra de três, obtendo 2x=600, com resultado x = 300. O problema 4
foi resolvido, aparentemente, ao perceber que 20 e 30 seriam as medidas que
resultariam numa área de 600 cm² e que seria o correto, pois 30 tem 10 cm a mais que
20. Não conseguiu montar o problema 5, escreveu x² – d = 5 x^8, depois apagou a
expressão x² – dobro = 5, escreveu = (5.x) + 8, depois 5x +8 e não terminou o problema.
Parece não ter compreendido o enunciado do problema 5. Os problemas acertados
tinham respostas.
Parece ter atividade algébrica algorítmica embora tenha problemas de falta de atenção
ao resolver a parte aritmética, resultante da compreensão incompleta das equações de 2º
grau. Não possui atividade algébrica conceitual. Compreensão incompleta ao não
conseguir resolver de maneira algébrica os problemas 1, 2, 3 e 4.
ALUNO A05
Acertou as equações 1,2 e 3. Errou a equação 4 por não acertar a fórmula do delta
(escreveu 100 – 2. - 600 + 1 → 100 + 1200 → 1300, com resposta de não existe raiz de
1300, x = conjunto vazio). Acertou a equação 5.
Acertou o problema 1 e o 3, utilizando a equação correspondente. O problema 2 foi por
tentativa e erro (risquinhos divididos pelas rodas de cada veículo), mas chegou a 11
carros e 1 moto. Obtendo total diferente dos 13 veículos do enunciado. Fez o problema
4 corretamente, mas errou a raiz do delta, chegando a 25 em vez de 50. Dai errou as
raízes. No problema 5 montou a equação corretamente, mas errou fazendo o – 2 x – 5 x
= - 3 x. E cometeu chegou a delta 41, alegando novamente que não existe raiz de 41, x =
conjunto vazio. Somente deu resposta aos problemas 1, 2 e 3.
Parece resolver corretamente equações de 1º grau e problemas de montagem direta que
envolvam estas equações. O mesmo ocorre com as equações de 2º grau, porém erra os
resultados por falta de atenção ao escrever a fórmula e nas contas aritméticas por
compreensão incompleta de números inteiros e suas operações e erros de procedimento
por má compreensão do conceito de variáveis.
ALUNO A06
Acertou todas as atividades algorítmicas.
O problema 1 foi resolvido corretamente pela equação. Fez o problema 2 por tentativa e
acertou a resposta. Errou o problema 3 (fez regra de três) e resolveu o problema 4
encontrando dois números que multiplicados resultaram em 600, no caso 20 e 30,
respondendo corretamente que a altura é 20 cm. Utilizou equação e acertou o problema
5. Respondeu todos os problemas.
Possui atividade algébrica algorítmica. Nos problemas, usou as equações
correspondentes somente em dois, um referente à equação de 1º grau e um referente à
equação de 2º grau.
Aluno selecionado para entrevista para que possamos compreender o porquê das suas
soluções.

ALUNO A07
No problema 1, a dupla modelou correctamente o problema 3 x 2=63−12 x o embora
tenha montado a equação correctamente, passou 63−12 x lado com o mesmo sinal,
obtendo assim a equação

No problema 2, a dupla não resolveu e deixou em branco correta.

Errou o problema 1, embora tenha montado a equação corretamente, passou o – 6 para o


outro lado com o mesmo sinal, obtendo 3x = 12 em lugar de 3x = 18, tendo como
resposta x = 4.

A dupla não resolveu o problema 2, deixou em branco. Cometeu o mesmo erro da


equação 3 no problema 3. Montou a equação corretamente no problema 4, mas usou a
fórmula da área, como base X altura para resolver. Definiu a=600, x+10=base, x = h.

No problema 4, a dupla fez h.b = a → x.(x+10) = a → 10x + x² = 600 → x + x² = 60 →


x² = 60 e não terminou.
No problema 5 montou a equação corretamente e a resolveu. Errou na fórmula de
Bhaskara, pois considerou o coeficiente b = 2 (do começo da montagem da equação) e
não b = - 7 (equação final).

O aluno tem atividade algébrica algorítmica, embora erre algumas divisões. Quando os
problemas resultam numa equação já pelo enunciado, consegue chegar à equação, mas
erra a parte aritmética. Os problemas que não resultam diretamente numa equação, que
exigem uma elaboração anterior, não foram resolvidos ou foram resolvidos de maneira
equivocada, talvez por compreensão incompleta de números naturais e suas operações.

ALUNO A08
Na Equação 1 teve erro aritmético ao passar um elemento aritmético para o outro lado
da igualdade da equação, errando o resultado final. Na equação 2, erro de sinal ao passar
um número para o outro lado da igualdade, ou seja, problema aritmético novamente. Na
equação 3, resolução correta. Na equação 4, foi resolvendo corretamente até o cálculo
das raízes, mas obteve raízes incorretas, pois fez 10 – 50 = 40 → 40/2 = 20. Na equação
5 fez x² – 2x – 5 x – 8 (não usou a igualdade e foi resolvendo) → x² – 3x – 8 (adição
incorreta de termos semelhantes), obteve delta = 41 e não continuou a resolução.
No problema 1, resolveu por regra de três. No problema 2, foi efetuando somas de 13,
primeiro quatro somas (carros) obtendo 52 rodas e depois duas somas (motos) obtendo
29 rodas. Diminuiu 29 de 52, obteve 23, somou com 23, obteve 46 e chegou à
conclusão que havia 23 carros no estacionamento. Resolveu o problema 3 também por
regra de 3. O problema 4 foi resolvido usando o dado que a área é igual à largura vezes
a altura. Chegou à medida do lado = 20, resultando em altura = 30. No problema 5, fez
5 + 3 = 8 , 5 – 8 = 3, e que Caio tem 3 anos (não o irmão de Caio).
O aluno possui compreensão incompleta de números naturais e suas operações e
também de erros de procedimento com origens na má compreensão ou falta de
compreensão do conceito de variáveis. Não possui atividade algébrica conceitual.

ALUNO A09

Acertou todas as equações, com resoluções perfeitas.


Acertou o problema 1 pelo método de esconder, chegou à conclusão que o número era
8, pois 8.3 = 24 e 24 – 6 = 18. Tentou resolver o problema 2, mas apagou e deixou em
branco. Acertou o problema 3. No problema 4, percebeu que 20X30=600, mas deu
como resposta 30 cm, que é a largura, não a altura do retângulo. No problema 5, passou
as informações do problema para linguagem matemática corretamente, mas interpretou
a informação dada no enunciado do problema como 5 (x-8), não 5x – 8, chegando à
equação x² – 7x – 40 = 0. Não finalizou o cálculo do delta e não seguiu com a resolução
do problema.
Tem atividade algébrica algorítmica, mas dificuldades com o conceito de equações
quando o problema não é de resolução direta.
ALUNO A10
Acertou todas as equações e todos os problemas, escrevendo as respostas corretamente.
Foi um dos únicos alunos que colocou o delta junto com a fórmula de Bhaskara. O
aluno demonstra ter atividade algorítmica e algébrica, pois conseguiu resolver as
equações e solucionar os problemas de acordo com o esperado e por isso não foi
selecionado para entrevista.
ALUNO A11
Acertou todas as equações.
Na atividade dos problemas, só não acertou o problema 2. Há contas apagadas em seu
protocolo. Começou a resolver por tentativa e erro, mas não chegou a um resultado. O
aluno conseguiu resolver as equações e solucionar os problemas de acordo com o
esperado e por isso não foi selecionado para entrevista.
ALUNO A12
Errou a equação 2 por falta de atenção, pois copiou a equação = 48, não 46. Não
resolveu a equação 4, pois também faltou atenção com o coeficiente c = - 600, obtendo
delta de – 2300. Na fórmula de Bhaskara, colocou raiz de 2300 (não negativo), indicou
as setas, mas não resolveu. Também errou a equação 5 por falta de atenção ao copiar,
novamente esquecendo o sinal do coeficiente c, obtendo delta 17 e achou raiz de 17 =
4,3, mas não resolveu a fórmula de Bhaskara, deixando as setas indicadas sem resposta.
No problema 1, fez 8 . 3 = 24 e 24 – 6 = 18, dando resposta que pensou no número 8.
No problema 2, colocou a resposta direto, 10 carros e 3 motos sem fazer nenhuma
conta. Fez o problema 3 usando a equação e acertou. Fez um desenho do quadro no
problema 4 mas não resolveu. No problema 5, fez x² – 2x = 40 => x² – x = 40/2 => -x² =
20 => -x = raiz de 20 => x = 4.
O aluno foi selecionado para entrevista, mas não estava apto à pesquisa pela falta de
TCLE.
ALUNO A13
Acertou as equações 1 e 2. Errou ao dividir 300/3 na equação 3, obtendo x = 85.
Acertou a equação 4 e na 5 errou uma raiz, fazendo -2/2 = -2.
Acertou o problema 1. Acertou o problema 2, mas usou bolinhas para contar as rodas,
agrupando de quatro em quatro e depois de dois em dois para obter 10 carros e três
motos. Acertou o problema 3. Errou o problema 4, pois usou os dados do problema
como se estivesse calculando o perímetro, não a área. Fez 10 + x + x = 600 → 2x = 600
– 10 → 2x = 590 → x = 295. Acertou o problema 5, mas errou o sinal de uma raiz (na
conta fez certo). Não deu resposta para esse problema.
O aluno apresenta atividade algébrica algorítmica. Já os problemas que exigiam um
pouco mais de interpretação não foram resolvidos. Tem compreensão incompleta de
números inteiros e suas operações.
ALUNO A14
Acertou as equações de 1 a 4. Ao resolver a equação 5, fez – b = - 7, logo as raízes
ficaram com sinais invertidos.

Acertou o problema 1, mas não respondeu a pergunta do problema. No problema 2


parece ter usado tentativa e erro. Achou 4.10 + 2.3 = 46, mas não deu uma resposta ao
problema também. Acertou o problema 3. Resolveu os problemas 4 e 5 corretamente,
mas não respondeu às perguntas dos problemas.

O aluno possui atividade algébrica algorítmica e conceitual.

ALUNO A15
Acertou as equações 1, 2 e 3. Errou as equações 4 e 5. Na 4, errou a raiz de delta (fez
raiz de 2500 = 25) e os sinais das raízes (na soma) após a fórmula de Bhaskara (usou a
regra de sinais para multiplicação). Na 5, já errou o sinal ao somar – 2x com – 5x ,
obtendo + 7x (erro soma termos semelhantes usando regra de sinal da multiplicação).
Errou o delta, pois fez -4 . 1 . - 8 = +24. Dai errou as raízes e de novo usou regra de
sinais da multiplicação na soma dos números.
Acertou os problemas 1 e 3. Tentou resolver o problema 2 baseado nas rodas dos carros,
fez várias contas: multiplicou as rodas de cada veículo por 13, somou os dois resultados,
dividiu o resultado por 13 e obteve 6. O problema 4 teve resposta correta, mas a raíz -30
apareceu positiva. Parece não ter cometido o mesmo procedimento das equações.
Apresentou o mesmo raciocínio de interpretação do aluno A09 no problema 5 (fez 5 (x
+ 8)), não errou os sinais e parou após encontrar a equação x² – 7x – 40.
O aluno foi selecionado para entrevista, mas não estava apto pela falta de TCLE.
ALUNO A16
Acertou as equações de 1º grau. Não sabe lidar com equações de 2º grau, usa o modo de
desfazer para resolvê-las, apesar de escrever a fórmula de Bhaskara na lateral da folha, o
aluno simplesmente ignora o x² ao resolver ou o transforma em x.x e trata isoladamente.
Acertou o problema 2, mas foi por tentativa e erro. No problema 3 fez desenhos e a
resposta correta apareceu “magicamente” ao lado. Não desenvolveu uma equação,
somente fez a divisão 300 / 4 = 75.
No problema 4, utilizando as informações do enunciado, chamou a largura de x e a
altura de y, fazendo a conta 10 + x . y = 600 => 10x.y = 600 e não seguiu em frente,
mas colocou as medidas 20 e 30 corretamente no retângulo que representa o quadro.
No problema 5, também fez (x – 8).5 obtendo x² – 7x = 40, e novamente tratou a
equação pelo método de desfazer e não conseguiu resolver.
O aluno foi selecionado para entrevista, mas não estava apto pela falta de TCLE.
ALUNO A17
Acertou todas as equações.
Errou o problema 1, escreveu 3x / 6 = 18, obtendo x = 36, o “subtrai 6” virou quociente.
Acertou o problema 2 (tentativa) e fez o 3 corretamente. Fez o problema 4 baseado na
fórmula da área. b.h=600 → 10x = 300 (?) → x = 30. Escreveu os valores corretos no
retângulo. No problema 5, fez raiz de x – 2x = 5x + 8 e escreveu o irmão de Caio tem x
anos, fim.
Tem atividade algébrica algorítmica. Não conseguiu resolver o problema 5, cujo
enunciado já determina a fórmula de 2º grau. Parece ter dificuldades de interpretação.
O aluno foi escolhido para entrevista, mas não estava apto a ser utilizado na pesquisa
pela falta de TCLE.
ALUNO A18
Acertou todas as equações.
Usou a equação esperada no problema 1 e acertou. O problema 2 foi por tentativa. O
problema 3 não teve um desenvolvimento. Só escreveu que 1 bola = 2 maçãs de 150g
cada e chegou à conclusão que x = 1200g (escrito ao lado 1kg 200g), pode não ter
interpretado o problema ou entendido que a cada bola corresponderiam 2 maçãs.
No problema 4, percebeu que 600 = 20 X 30 e respondeu corretamente. Acertou a
equação e a resposta do problema 5.
O aluno apresenta atividade algébrica algorítmica e atividade algébrica conceitual,
embora tenha demonstrado alguma dificuldade na interpretação de problemas.
ALUNO A19
Acertou a equação 1. Não soube fazer a distributiva na equação 2 e errou. Acertou as
equações 3, 4 e 5.
Usou o método de esconder para resolver o problema 1 e acertou. Fez várias tentativas
de resolução no problema 2, não usando equações, e acabou dando resposta de 8 carros
e 7 motos. Errou o problema 3, respondeu que cada bolinha tem 37,5g, pois dividiu 150
por 4 direto. No problema 4, desenhou o retângulo e colocou direto as medidas 60 no
comprimento e 10 na altura, mas respondeu que a altura era 60 cm. No problema 5, foi
resolvendo aos pedaços, fez x² → anos, embaixo do x² escreveu .- 2 e abaixo disso
“irmão de Caio”. Ao lado dessa conta, escreveu “menos o dobro”, abaixo 5 e então +8.
Obteve resposta 13, pois deve ter somado 5+8.
O aluno demonstra ter atividade algébrica algorítmica, mas não atividade algébrica
conceitual.
ALUNO A20
Acertou a equação 1. Na equação 2, fez 4 y + 2. – 13 y (não usou a distributiva,
multiplicou os números dentro dos parênteses) → 4 y + 26 y = 46 obtendo → 30 y = 46
→ y = 1. Acertou a equação 3 e a 4. Na equação 5 errou, pois esqueceu de mudar o sinal
do 5 x ao passá-lo para o outro lado, obtendo b = 3. Logo errou o delta e não prosseguiu
com a resolução.
No problema 1, multiplicou 37 por 3 e obteve 111. Dividiu por 6 e obteve 18.
Respondeu que o número é o 37. No problema 2, fez 13 X 4 = 52 e 10 X 4 = 40,
escrevendo como resposta carros 10 e motos 3. No problema 3, dividiu direto 300 por 4
e obteve x = 75 g. No problema 4 desenhou um retângulo com largura 10 cm e altura 60
cm. Multiplicou 10 por 60 e obteve a área. Respondeu que a altura era 60 cm. Não
resolveu o problema 5.

O aluno foi escolhido para entrevista, mas não estava apto pela falta de TCLE.
16
0,75% 0,70%
14
12
Dupla de alunos

10 0,40 0,40%
8 %
0,35% 0,35% 0,30%
6 0,25 0,25% 0,25
% %
4
2 0% 0% 0% 0%
0
Problemas 1a) 2a) 3a) 4a)

Nivel de acertos nos problemas Modelagem correcta de problemas


Tentattivas de resolver os problemas Deixadas em branco

No gráfico 1, destacaremos o número de respostas das duplas dos alunos na


classificação que fizemos, nas quais mencionaremos nível de acertos de problemas,
modelagem correcta de problemas, tentativa de resolver problemas e citaremos os
problemas em branco, sempre que forem relevantes esses dados e com seus respectivos
percentuais.
No problema 1, das 20 duplas de alunos, apenas 25% das duplas de alunos
responderam o problema 1 de forma considerada certa, 35% das duplas de alunos
modelaram correctamente o problema, 40% das duplas de alunos tentaram resolver o
problema em causa e aproximadamente 0% das duplas de alunos que não resolveram
esse problema.
Na análise do problema 2, podemos observar que não houve nem um acerto das duplas
de alunos e nenhuma modelagem correcta do problema, utilizando o percentual temos
aproximadamente 25% das duplas de alunos tentaram resolver o problema e 75% das
duplas de alunos deixaram o problema em branco.
No problema 3, tiveram um total de aproximadamente 35% de acerto consideravelmente
das duplas de alunos, e 40% das duplas de alunos modelaram correctamente o
problema, 25% das duplas de alunos tentaram resolver o problema em destaque e 0%
das duplas de alunos que não resolveram esse problema.
No problema 4, não houve nenhuma dupla que acerto e que modelou correctamente o
problema tendo a percentagem de 0% respectivamente, 30% das duplas tentaram
resolver o problema e 70% optaram por deixar em branco.
De acordo com o gráfico podemos observar também que nos problemas 2 e 4, os alunos
não as responderam de forma que podessem ser consideradas correctas ou uma
modelagem correcta, pois nesses problemas os alunos relataram que sentiram
dificuldades ao interpretar os problemas de linguagem corrente pra linguagem algébrica,
por não terem o hábito de resolver situações problemas, muitos optaram por deixar em
branco.
Desta forma das 20 duplas de alunos, cerca 75% das duplas de alunos deixaram o
problema 2 em branco, um pouco mais de 70% das duplas de alunos deixaram o
problema 4 em branco.
Podemos observar também que as questões 1 e 3, foram as questões pelas quais as
duplas de alunos tiveram uma maior porcentagem na tentativa de resolver os problemas,
nos quais 40% das duplas de alunos tentaram resolver o problema 1 e 25% das duplas
de alunos tentaram resolver o problema 3. Isso pode indicar que as equações estão
sendo ensinadas tão somente por cálculos sem ligação com questões contextualizada,
fazendo com que desta forma os alunos sintam grandes dificuldades em utilizar a
interpretação como ferramenta na resolução de problemas.

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