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Revista Decex

Este documento apresenta o compromisso assumido por todos os militares do Exército Brasileiro ao se incorporarem à instituição. O compromisso expressa a promessa de cumprir rigorosamente as ordens, respeitar a hierarquia, tratar com afeição os colegas e com bondade os subordinados, dedicando-se inteiramente ao serviço da Pátria.
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Este documento apresenta o compromisso assumido por todos os militares do Exército Brasileiro ao se incorporarem à instituição. O compromisso expressa a promessa de cumprir rigorosamente as ordens, respeitar a hierarquia, tratar com afeição os colegas e com bondade os subordinados, dedicando-se inteiramente ao serviço da Pátria.
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1ª Edição - 2023

EXÉRCITO BRASILEIRO
BRAÇO FORTE - MÃO AMIGA

Comandante do Exército
Gen Ex Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva

Departamento de Educação e Cultura do Exército


Gen Ex Flavio Marcus Lancia Barbosa

Diretoria do Patrimônio Histórico e Cultural do Exército


Gen Bda Luciano Antonio Sibinel

Diretor da BIBLIEx
Cel Fábio Ribeiro de Azevedo

Assessoria de Liderança e Valores Militares

Autores
Gen Bda R1 Severino de Ramos Bento da Paixão
Cel R1 Elias Ely Gomes Vitório
Cel R1 Jucenilio Evangelista da Silva
Revisão Técnica
Ten Cel R1 Ivan Xavier
Maj R1 Edgley Pereira de Paula
Profa. Dra. Débora Castilho Duran Prieto Negrão de Souza

Direção, revisão, diagramação e distribuição


BIBLIOTECA DO EXÉRCITO EDITORA (BIBLIEx)
Palácio Duque de Caxias – Praça D. de Caxias, 25
3º andar – Ala Marcílio Dias – Centro – Rio de Janeiro-RJ
CEP 20.221-260
Tel.: (21) 2519-5707

Revisão
Cel Edson de Campos Souza

Diagramação
3° Sgt Tatiane Duarte

Projeto Gráfico
3° Sgt Tatiane Duarte
LIDERANÇA E VALORES
1ª EDIÇÃO - 2023

PERENE COMPROMISSO À BANDEIRA NACIONAL 02

INCORPORANDO-ME AO EXÉRCITO BRASILEIRO 04

PROMETO CUMPRIR RIGOROSAMENTE 06

AS ORDENS DAS AUTORIDADES A QUE ESTIVER 08


SUBORDINADO

RESPEITAR OS SUPERIORES HIERÁRQUICOS 10

TRATAR COM AFEIÇÃO OS IRMÃOS DE ARMAS 12

E COM BONDADE OS SUBORDINADOS 14

E DEDICAR-ME INTEIRAMENTE AO SERVIÇO DA 16


PÁTRIA

CUJA HONRA, INTEGRIDADE E INSTITUIÇÕES DEFENDEREI 18


COM O SACRIFÍCIO DA PRÓPRIA VIDA

VALORES MILITARES 22

DEVERES MILITARES 24

ÉTICA MILITAR 26

CONSIDERAÇÕES FINAIS 28

REFERÊNCIAS 30
PERENE
COMPROMISSO À BANDEIRA NACIONAL

Tropa da PE – Fonte: site do EB


“Incorporando-me ao Exército Brasileiro, prometo cumprir rigorosamente as
ordens das autoridades a que estiver subordinado, respeitar os superiores
hierárquicos, tratar com afeição os irmãos de armas e com bondade os
subordinados e dedicar-me inteiramente ao serviço da Pátria, cuja honra,
integridade e instituições defenderei com o sacrifício da própria vida”.

(Compromisso do Soldado)

CONSIDERAÇÕES
INICIAIS

Para concretizar o ingresso no Exército Brasileiro, todos os jovens reali-


zam, em uma cerimônia militar, um juramento, um ato público muito signi-
ficativo e perene, um compromisso assumido perante seus familiares, ami-
gos, companheiros mais antigos do Exército e o símbolo maior da Pátria: a
Bandeira Nacional. Todos os militares do Exército Brasileiro, da ativa e ve-
teranos, assumiram esse compromisso, e devem honrá-lo por toda a vida.

Esse compromisso exprime valores sagrados da instituição Exército Brasi-


leiro, e norteia a ética e os deveres dos seus integrantes. A partir desse ato
solene, o compromitente garante adotar determinadas atitudes e ações que
moldarão o seu caráter militar. E essa decisão é para a vida toda, ou seja,
tanto no serviço ativo, quanto na situação de veterano.

LIDERANÇA E VALORES 3
“Incorporando-me ao
Exército Brasileiro”

Compromisso do Soldado à Bandeira Nacional– Fonte: site do EB


Incorporar é inserir-se em um corpo, ou seja, tornar-se um membro desse
corpo. O indivíduo passa a fazer parte do Exército de Caxias, uma forte ir-
mandade de guerreiros, que possuem os mesmos valores militares e vestem
o mesmo uniforme.

O jovem militar, seja homem ou mulher, após sua formação básica, nor-
malmente serve à Pátria em uma organização militar, onde deverá desenvol-
ver o espírito de corpo, espírito esse que une os membros da Força em prol
da missão.

Ao fazer o juramento, o compromitente decide adotar uma mudança nos


seus comportamentos, sentimentos e atitudes, uma vez que traz consigo uma
cultura própria, moldada pela educação proporcionada pelos seus familia-
res, pelo ambiente em que estava convivendo e por suas próprias convicções
individuais.

As peculiaridades da vida militar, contrastando com a vida pregressa do


recém-incorporado, promovem uma dificuldade de adaptação. Frequente-
mente ocorre um choque de cultura, exigindo do iniciante um esforço para
internalizar o ethos militar. Como maneira de favorecer esse processo de
adaptação, a instrução militar reserva um breve período de internato. Durante
essa fase, o recém-ingresso passa a ter uma maior convivência em coletivi-
dade, desenvolvendo em si uma das manifestações do valor militar, que é o
espírito de corpo, existente em uma fração militar, seja ela pelotão, batalhão
ou corpo de Exército, firmando laços de camaradagem entre os irmãos de
armas.

Nessa fase inicial, também são internalizadas as manifestações do valor


militar.

LIDERANÇA E VALORES 5
“...prometo cumprir
rigorosamente...”

Tropa em forma na AMAN – Fonte: site do EB


O Exército Brasileiro é uma instituição de caráter permanente, organizado
com base na hierarquia e na disciplina. Ao ingressar nas Forças Armadas,
o militar promete obedecer a severas normas disciplinares e a estritos prin-
cípios hierárquicos, que condicionam toda a sua vida pessoal e profissional.

Garante não apenas cumprir, mas cumprir com rigor as ordens, ou seja,
com ênfase. Não se trata apenas de cumprir, mas fazê-lo nos mínimos de-
talhes, com firmeza, de maneira rígida, buscando, sempre que possível, a sua
plenitude e perfeição. Isso remete à máxima de que “o que deve ser feito
merece ser bem feito”.

LIDERANÇA E VALORES 7
“...as ordens das
autoridades a que
estiver subordinado...”

Formatura militar – Fonte: site do EB


A hierarquia e a disciplina são conceitos que traduzem o exato cum-
primento do dever e o respeito à cadeia de comando, composta por
autoridades, em todos os escalões da estrutura da Força.

Todo militar tem uma autoridade que lhe é superior e cujas ordens deve
cumprir. A autoridade ocupa um cargo na estrutura organizacional da Força.

Na Academia Militar das Agulhas Negras, escola de formação dos ofi-


ciais do Exército Brasileiro, o dístico “Cadete! Ides comandar, aprendei
a obedecer”, estampado em bronze na parede frontal do seu pátio de
formatura, afirma que, para comandar, é preciso, primeiro, praticar a obe-
diência. Dessa forma, o futuro comandante poderá conhecer e liderar me-
lhor os seus comandados.

“As Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela


Aeronáutica, são instituições nacionais permanentes e regulares,
organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autorida-
de suprema do Presidente da República, e destinam-se à defesa da
Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qual-
quer destes, da lei e da ordem.” (Art. 142 da Constituição Federal)

LIDERANÇA E VALORES 9
“...respeitar os
superiores
hierárquicos...”

Solenidade no Pátio das Batalhas QG Ex – Fonte: site do EB


O Exército Brasileiro está organizado em círculos e cadeias hierárqui-
cas, que reproduzem uma escala de comando e respeito. As posições dentro
dessa escala hierárquica são obtidas por meio de conquistas decorrentes da
antiguidade e/ou do mérito no desempenho da função militar.

O posto e a graduação são impessoais. Assim, o respeito aos superiores


hierárquicos, mais do que preito e obediência, expressa o reconhecimento da
ordenação sagrada da autoridade, representada na hierarquia. É, por-
tanto, um dever.

LIDERANÇA E VALORES 11
“...tratar com afeição
os irmãos de armas...”

Operação Conjunta Ágata – Fonte: site do EB


O tratamento dentro da caserna é baseado na camaradagem, ou seja, em
comportamentos que estimulam a coesão do grupo, uma relação de com-
panheirismo essencial para o desenvolvimento do espírito de corpo.

O termo “irmãos de armas” estende o significado da camaradagem para


além dos muros dos quartéis das OM do Exército, envolvendo os irmãos a
quem o Estado lhes outorga o direito de empregar armas em seu serviço,
como os integrantes das outras Forças Singulares e das Forças Auxiliares e
Agências.

Dessa forma, tratar com afeição os irmãos de armas tanto promove a


união entre todas as Armas, Quadros e Serviços do Exército Brasileiro, quan-
to consolida o respeito e a camaradagem com os membros das Forças
coirmãs.

Afinal, a expressão militar do Poder de uma Nação é dissuasória quando


suas Forças Armadas são unidas.

LIDERANÇA E VALORES 13
“...e com bondade os
subordinados...”

Inspeção para o salto paraquedista – Fonte: site do EB


Todo militar na posição de chefe deve ter afeição por seus subordinados.
Sabe que a bondade para com os subordinados conquista os seus corações.

Sabe “conversar” com cada um deles separadamente e conhece os


lados bons de todos. De cada um dos seus homens e mulheres, sabe fazer-
-se não apenas um camarada, mas um amigo, no qual se tem confiança, a
quem se vem contar espontaneamente suas “pequenas histórias”, e a quem
se respeita sempre e se obedece sem hesitar. Assim, o chefe conhece as
suas alegrias, preocupações e necessidades.

No Exército, portanto, cabe aos comandantes em todos os escalões preo-


cuparem-se com os seus comandados, buscando respeitá-los, serem justos,
disciplinadores e bons exemplos.

É importante lembrar que ninguém vai conseguir liderar unicamente pela


força do regulamento. Não é esse modelo que criará vínculos afetivos entre
líderes e liderados, mas uma série de atitudes e comportamentos, dentre eles
a preocupação com o bem-estar e a segurança de seus subordinados.

O chefe mantém o foco na missão, e sabe que precisa da união e moti-


vação dos seus liderados para cumpri-la com eficiência e eficácia, por isso
faz a sua parte para que seus subordinados se sintam valorizados.

O líder tem o cuidado de conhecer os seus homens, compreendê-los e


torná-los melhores. É atencioso para com seus subordinados, procurando
elevá-los.

LIDERANÇA E VALORES 15
“... e dedicar-me
inteiramente ao
serviço da Pátria...”

Exercício de Defesa Externa – Fonte: site do EB


O Militar é o “Profissional do Dever”. Não trabalha por interesse, nem para
granjear louvores. Trabalha por amor à profissão, devotamento, consciente
da importância da sua contribuição para a segurança e para a paz, satisfa-
ção pelo trabalho bem feito, com entusiasmo profissional para “Servir”.

A dedicação exclusiva é uma das características da profissão militar. Ela


se traduz em atividade continuada, inteiramente devotada e com dedicação
e fidelidade à Pátria. O militar, na ativa, permanece à disposição do serviço
da Pátria, a qualquer momento e sem limites de horários, nas organizações
militares onde serve.

Não ignora que, para cumprir o seu dever, é necessário fazer mais que o
seu dever. Por isso, busca sempre o autoaperfeiçoamento, de forma a estar
sempre pronto para novos desafios.

‘‘O militar se mantém disponível para o serviço ao longo das 24 horas


do dia, sem direito a reivindicar qualquer remuneração complementar,
compensação de qualquer ordem ou cômputo de serviço especial.’’
(Manual – O Exército Brasileiro, 4.2.4)

LIDERANÇA E VALORES 17
“... cuja honra, integridade
e instituições defenderei
com o sacrifício da
própria vida.”

A sentinela no Pelotão Especial de Fronteira – Fonte: site do EB


Na parte final do juramento, o soldado compromete-se em defender a
honra, integridade e instituições da Pátria, colocando a sua própria vida em
risco, se necessário for.

Honra é princípio, dentro da ética militar, que leva alguém a ter uma
conduta proba, virtuosa, corajosa, e que lhe permite gozar de bom conceito
junto à sociedade. Ainda, o conceito de honra relaciona-se a mostrar consi-
deração especial, a respeitar e a valorizar.

Dessa maneira, o compromitente dispõe-se a enfrentar sacrifícios, agindo


com conduta ilibada para preservar o bem maior de um povo, que é a Pátria,
mantendo a honra do bom nome da sua nação, bem como a preservação
da soberania nacional.

Os militares do Exército Brasileiro possuem entusiasmo e sentem-se hon-


rados em cumprir a nobre missão de zelar pela manutenção do território na-
cional, seguindo o exemplo de nossos antepassados que defenderam o solo
pátrio das invasões estrangeiras e, hoje, esse legado é mantido pelas fiéis
sentinelas que guarnecem as fronteiras nos diferentes rincões do país.

“Sei que morro, mas o meu sangue e o de meus companheiros ser-


virá de protesto solene contra a invasão do solo de minha Pátria.”
(Tenente Antônio João, Patrono do Quadro Auxiliar de Oficiais,
na Epopeia de Dourados)

LIDERANÇA E VALORES 19
Combatente Paraquedista – Fonte: site do EB
A expressão “cuja honra, integridade e instituições” diz respeito à honra
da Pátria, à integridade do território nacional e às instituições que compõem
o Estado Brasileiro. O militar compromete-se a defender, com o sacrifício
da própria vida, a existência e o funcionamento dessas instituições, contra
quaisquer ameaças ou ataques. Essas instituições nacionais são estruturas
ou mecanismos de ordem social, que se destinam a dirigir, regular, legislar e
proporcionar o bem comum nacional.

Herói da FEB – Solenidade de Declaração dos novos Aspirantes da AMAN - Fonte: AMAN
VALORES
MILITARES

Tropa em formação – Fonte: site do EB


Pessoas com os mesmos valores se unem, por isso é tão importante a in-
ternalização dos valores militares previstos no Estatuto dos Militares. A união
dos membros do corpo militar depende dessa energia chamada “valor
militar”.

Os valores são princípios permanentes que sintetizam a essência da insti-


tuição. São fundamentos que unem pessoas em torno de pensamentos co-
muns e proporciona-lhes senso de direção diante das constantes mudanças
do cotidiano.

Como a profissão das armas exige disciplina e sacrifícios que podem até
colocar a vida em risco, o militar valoriza determinados princípios fundamen-
tais que lhe são imprescindíveis e imprescritíveis.

O Estatuto dos Militares, em seu Art. 27, apresenta como manifestações


essenciais do valor militar:

1 - o patriotismo, traduzido pela vontade inabalável de cumprir o dever


militar (o apego ao cumprimento das missões) e pelo solene juramento de
fidelidade à Pátria até com o sacrifício da própria vida;
2 - o civismo e o culto das tradições históricas, participando com en-
tusiasmo das solenidades militares;
3 - a fé na missão elevada das Forças Armadas, com a defesa intran-
sigente dos poderes constitucionais, da lei e da ordem;
4 - o espírito de corpo, orgulho do militar pela organização onde serve,
refletindo o grau de coesão e camaradagem entre os militares;
5 - o amor à profissão das armas e o entusiasmo com que é exercida,
com a prática consciente dos deveres e da ética militares; e
6 - o aprimoramento técnico-profissional, com a busca contínua da
capacitação pessoal.

LIDERANÇA E VALORES 23
DEVERES
MILITARES

Instrução de montanhismo – Fonte: site do EB


Os deveres militares ligam o indivíduo à Pátria e ao Exército Brasileiro; ema-
nando de um conjunto de vínculos racionais, bem como morais, que ligam o
militar à Pátria e ao seu serviço, e compreendem, essencialmente:

1 - a dedicação e a fidelidade à Pátria, cuja honra, integridade e institui-


ções devem ser defendidas mesmo com o sacrifício da própria vida;
2 - o culto aos Símbolos Nacionais;
3 - a probidade e a lealdade em todas as circunstâncias;
4 - a disciplina e o respeito à hierarquia;
5 - o rigoroso cumprimento das obrigações e das ordens; e
6 - a obrigação de tratar o subordinado dignamente e com urbanidade.

LIDERANÇA E VALORES 25
ÉTICA
MILITAR

Guarda-Bandeira em formatura militar – Fonte: site do EB


A ética está no domínio do indivíduo, ou seja, o militar deve decidir, de
per si, a agir de acordo com padrões esperados de um militar do Exér-
cito de Caxias.

A atitude do militar é pautada pelos compromissos solenes por si assumi-


dos e pode ser desdobrada em duas situações: a de cidadão e a de militar,
esta voltada para a sua Instituição e aquela para a sociedade. Assim, os atos
que se referem a sua conduta como pessoa dizem respeito a sua honra pes-
soal. E aqueles derivados de seu procedimento como militar se relacionam
com o chamado pundonor militar, o código de conduta específico da pro-
fissão. Por exemplo, o sentimento do dever refere-se à sua interface com a
Instituição. Já o decoro da classe, por sua vez, está ligado à projeção de sua
imagem ante a sociedade.

Ética militar, portanto, é o conjunto de regras ou padrões que estimula o


profissional militar a agir de acordo com o sentimento do dever, a honra
pessoal, o pundonor militar e o decoro da classe, conforme cita o Art. 28
do Estatuto dos Militares (E1-80).

LIDERANÇA E VALORES 27
CONSIDERAÇÕES
FINAIS

O Perene Compromisso de todo soldado junto à Bandeira Nacional ultra-


passa os limites do tempo do serviço ativo, permanecendo na situação de
veterano, configurando-se, assim, em um juramento à Nação Brasileira.
As origens do Exército Brasileiro, em Guararapes, unindo brasileiros de dife-
rentes etnias por um objetivo comum, expulsar o invasor, fez surgir o compro-
misso de amor à Pátria brasileira.

Ao longo da história do Brasil, nos principais fatos políticos da nação, o


militar brasileiro sempre cumpriu com suas obrigações constitucionais, man-
tendo a nação unida, soberana e democrática.

A Constituição Federal define as Forças Armadas como instituições regu-


lares, nacionais e permanentes e estabelece a hierarquia e a disciplina como
bases de sua organização, alicerces da cadeia de comando e fiadoras de
sua exclusiva subordinação ao Estado.

O soldado brasileiro, aqui no seu sentido amplo, sem distinção de posto


ou graduação, no serviço ativo ou como veterano, ao refletir sobre o “Com-
promisso do Soldado à Bandeira Nacional”, assumido no início de sua
carreira, reafirma a responsabilidade eterna de zelar por esses preceitos aqui
apresentados. Cabe a esse soldado ter confiança no seu comandante, em
todos os níveis, e manter o estado de prontidão necessário ao cumprimento
de suas missões.
Por fim, vale relembrar a notória frase do General de Divisão Octávio Costa,
herói da Força Expedicionária Brasileira:

“A carreira militar não é uma atividade inespecífica e descartá-


vel, um simples emprego, uma ocupação. É um ofício absorven-
te e exclusivista, que nos condiciona e autolimita até o fim. Ela não
nos exige as horas de trabalho da lei, mas todas as horas da vida,
nos impondo também nossos destinos. A farda não é uma veste,
que se despe com facilidade e até com indiferença, mas uma ou-
tra pele, que adere à própria alma, irreversivelmente, para sempre.”

Soldado de Caxias, fiel ao Compromisso à Bandeira, mantenha no alto


do mastro o melhor do Ideal Militar que norteará a sua vida e a conduta
castrense.

LIDERANÇA E VALORES 29
REFERÊNCIAS

BRASIL. ESTATUTO DOS MILITARES. Disponível em: [Link]


Acesso em: 23 fev 2023.

BRASIL. EXÉRCITO BRASILEIRO. CADERNOS DE LIDERANÇA MILITAR: HOMENAGEM AO GEN.


OCTÁVIO COSTA. DECEx. Vol. 1, n. 1, 1º Semestre de 2022. Rio de Janeiro: BIBLIEx, 2022.

BRASIL. EXÉRCITO BRASILEIRO. CARTILHA 2: VALORES E ÉTICA PROFISSIONAL VERSÃO PROVI-


SÓRIA – DPHCEx. Disponível em: [Link]
-valores-e-tradicoes-prvt. Acesso em: 23 fev 2023.

BRASIL. EXÉRCITO BRASILEIRO. MANUAL DE FUNDAMENTOS (EB20-MF-10.101). O EXÉRCITO BRA-


SILEIRO. 1ª Edição (Portaria nº 12-EME, de 29 de janeiro de 2014). Brasília: EME, 2014.

BRASIL. EXÉRCITO BRASILEIRO. VADE-MECUM (VM-10). VALORES, DEVERES E ÉTICA MILITARES.


1ª EDIÇÃO (Portaria nº 156, de 23 abril 2002, Comandante do Exército). BRASÍLIA: SGE, 2002.
Tropa – Fonte: site do EB
PRESERVANDO VALORES, FORJANDO LÍDERES!

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