Poderes Administrativos
Poderes Administrativos
ADMINISTRATIVOS
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ÍNDICE
1. PODER-DEVER DE AGIR.................................................................................................3
Definição de Poderes Administrativos..................................................................................................................... 3
Mas, ao mesmo tempo em que confere poderes, o ordenamento jurídico impõe, de
outro lado, deveres específicos para aqueles que, atuando em nome do Poder Público,
executam as atividades administrativas. São os deveres administrativos.
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Tais prerrogativas são manifestações da força do Estado, e são elas que nos apresentam as
características desse poder: a instrumentalidade, a irrenunciabilidade e a obrigatoriedade.
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2. Abuso de Autoridade
Para iniciar o tema, vamos dar um contexto histórico e entender o cenário em que a Lei
13.869/19 (atual reguladora) foi editada.
Lei 4.898/65
A lei antiga foi editada em 1965, período em que o Brasil se encontrava em um regime
ditatorial de governo. Na época, o Estado e os agentes públicos possuíam um caráter
mais intervencionista, suprimindo alguns direitos civis nas mais diversas atividades.
Por ter um texto extremamente aberto e vago, a lei 4.898/65 tornava inviável a adequação
das condutas aos tipos penais que previa. Vejamos um exemplo:
a) à liberdade de locomoção;
Entretanto, é possível afirmar que a nova lei aprimorou tecnicamente a redação anterior
e trouxe maior proteção aos agentes públicos. Os tipos penais definidos com maior
precisão impedem que qualquer ato da autoridade seja apontado como abusivo. Além
disso, a exigência do dolo específico nas condutas torna a comprovação da existência
de abuso ainda mais difícil.
Portanto, a nova lei incide para os agentes públicos somente quando praticam os atos
previstos com a intenção específica de prejudicar, obter vantagem ou satisfazer uma
vontade pessoal. A mera divergência de interpretação sobre a lei não torna a autoridade
abusiva.
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Em um de seus artigos, Guilherme Nucci destaca outro ponto benéfico em relação à lei
anterior, que é a possibilidade de reabilitação do cargo para a autoridade. Vejamos:
“De modo benevolente, a lei prevê a recuperação do direito de se tornar, outra vez, autoridade. No âmbito
do Código Penal, a perda do cargo, mandato ou função é definitiva [...]. A lei atual é favorável ao agente
público”.
Concluindo, o novo texto legal apresenta-se como uma melhora técnica do ordenamento
para tratar do assunto de abuso de autoridade, tornando os tipos penais mais objetivos
(evidentes) e garantindo à autoridade o exercício comum da sua função.
Estrutura da Lei
Um dos avanços técnicos apresentados pela Lei 13.869/19 foi a organização dos assuntos
acerca do abuso de autoridade. O texto atual elenca primeiramente as disposições gerais
e os sujeitos do crime, evidenciando quem pode ou não praticar abuso de autoridade.
Daqui, já é possível perceber que estamos tratando de um crime próprio.
A partir do art. 9º estão dispostos os crimes em espécie, onde as condutas delituosas são
especificadas e uma pena é atribuída a cada uma delas. É nesse trecho que se encontram
as maiores mudanças, tendo em vista que os tipos penais foram melhor delimitados.
Disposições Gerais
As disposições gerais da lei trazem a finalidade do texto legal e delimitam a sua aplicação.
Vamos iniciar a análise ponto a ponto:
Art. 1º Esta Lei define os crimes de abuso de autoridade, cometidos por agente público, servidor ou não,
que, no exercício de suas funções ou a pretexto de exercê-las, abuse do poder que lhe tenha sido atribuído.
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Além de mostrar o propósito da lei, o caput do art. 1º elenca mais duas informações bem
importantes: o abuso de autoridade se trata de crime próprio e pode ser cometido fora
do exercício das funções.
O crime pode ser considerado “próprio” porque a norma prescreve os sujeitos específicos
que possuem legitimidade ativa para praticar a conduta. Apenas os agentes públicos
podem cometer o abuso de autoridade, utilizando indevidamente o poder que é atribuído
a eles.
Interessante observar também que o abuso pode ocorrer no exercício da função pública
ou a pretexto de exercê-la. Isso significa que a pessoa investida de função pública
pode utilizar da sua posição para cometer um excesso, ultrapassando a razoabilidade e
prejudicando terceiros com a força do “status”. Um bom exemplo é o juiz fora da função
que ameaça ou coage terceiros para obter privilégios.
§ 1º As condutas descritas nesta Lei constituem crime de abuso de autoridade quando praticadas pelo
agente com a finalidade específica de prejudicar outrem ou beneficiar a si mesmo ou a terceiro, ou, ainda,
por mero capricho ou satisfação pessoal.
Este trecho da lei torna evidente que o abuso de autoridade é um crime de dolo específico,
que necessita de um elemento subjetivo do agente para ser configurado.
A autoridade que é sujeito ativo do crime, deve possuir a intenção manifesta (notória,
inegável) de:
" Prejudicar alguém: Causar algum tipo de dano, prejuízo, dor ou sofrimento para outra pessoa
através dos atos pertinentes à função pública ou baseando-se nela;
" Obter vantagem: Conseguir para si ou para outrem algum tipo de proveito, benefício ou utilida-
de através do uso incorreto da função pública ou baseando-se nela;
" Realizar capricho ou satisfação pessoal: Atingir como finalidade um prazer interno decorrente
do “status quo” das prerrogativas do cargo ou função pública que ocupa.
A ação penal que pretende punir o sujeito por abuso de autoridade deve demonstrar,
portanto, que o agente praticou a conduta visando esses três resultados, tendo-os como
objetivos ou finalidade.
Logo, pode-se afirmar que o tipo penal não admite a modalidade culposa.
Finalmente, o §2º:
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Esta norma protege e garante a situação natural de divergência na interpretação de leis
e na avaliação de fatos ou provas por autoridades.
É comum ao Direito a atividade de interpretar um texto legal e dar sentido à ele. Assim
como é regular observar os fatos e tentar enquadrá-los na lei. Por este motivo, não há que
se falar em abuso de autoridade quando uma determinada autoridade age de maneira
diversa de outra autoridade.
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3. Vinculação e Discricionariedade
Poder Discricionário
O poder discricionário é o conjunto de prerrogativas apresentadas aos agentes públicos
que possibilitam a eleição de uma conduta, dentre as possíveis pela lei, que melhor
atenda ao interesse público.
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Tratando-se o ato administrativo de uma manifestação tão adstrita à legalidade, o
Judiciário pode exercer controle sobre ele? É uma situação delicada, pois envolve a
separação dos poderes e as atribuições específicas, tanto do Poder Judiciário de apreciar
situações que envolvam ameaça à legalidade ou uma violação de fato, quanto do Poder
Administrativo de gerenciar recursos a fim de que o interesse público seja alcançado.
Neste sentido, quanto ao mérito administrativo em si, não há possibilidade de haver um
controle judicial, pois é uma manifestação pura do poder administrativo; já em relação
à adequação deste ao disposto em lei, sim, pode e deve haver intervenção judicial se
necessário.
Poder Vinculativo
Apesar da nomenclatura de “poder”, esta espécie de atribuição do Poder Administrativo
mais se assemelha a um dever, pois se entende que, nesta hipótese, a Administração
Pública não dispõe de liberdade para exercer um juízo de conveniência e oportunidade.
A vinculação restringe o ato do administrador podando sua discricionariedade. Haverá,
então, nos casos de atos vinculativos, apenas uma opção de comportamento a ser
adotado no ordenamento jurídico, e ele deve ser concretizado em estrita conformidade
com o disposto.
Na verdade, vê-se que o ato vinculado não confere ao administrador qualquer prerrogativa
de direito público, configurando-se mais como restrição que como poder administrativo.
Também por isto, nota-se que o controle de legalidade feito pelo Judiciário ao ato
vinculativo tem muito mais efetividade do que o feito ao ato discricionário, pois pode
aquele ser verificado mais objetivamente, já que todos os elementos do ato têm previsão
na lei. Sendo assim, havendo adequação entre ato e texto legal, aquele será válido; não
havendo esta adequação, estaremos diante de vício de legalidade e haverá provável
invalidação do ato.
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4. Poder Disciplinar
É o poder do Estado de aplicar sanções a quem estiver vinculado à Administração
Pública. Dá-se este poder seja em relações contratuais, seja em relações hierárquicas. Sua
manifestação acontece a partir do momento em que a dinâmica entre a Administração
e aquele que exerce o papel de administrador não se encontra nas condições ideais
firmadas. Na maioria das vezes, realiza-se dentro da própria estrutura administrativa
(sistema punitivo interno). O poder disciplinar não pode incidir sobre o particular que
não está vinculado à Administração Pública.
Pela sua natureza punitiva, faz-se necessário que as hipóteses que a ensejam sejam
respaldadas por um procedimento específico e justo ao sujeito sancionado. Devem ser
observados os princípios da ampla defesa e do devido processo legal para que o caráter
punitivo não seja precursor de injustiças e desproporcionalidades. A este procedimento,
dá-se o nome de Processo Administrativo Disciplinar.
Art. 143. A autoridade que tiver ciência de irregularidade no serviço público é obrigada a promover a sua
apuração imediata, mediante sindicância ou processo administrativo disciplinar, assegurada ao acusado
ampla defesa.(Lei 8112/90)
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Sindicância Investigativa Sindicância Contraditória
Não dispõe de previsão legal, é fruto de uma A sindicância contraditória nada mais é que
intepretação sistemática da lei 9.784/99 que permite o rito acima apresentado, no qual há espaço
que o Poder Público investigue possíveis condutas para a ampla defesa e para o contraditório do
ilícitas. Por não haver contraditório, não terá pena investigado, e se prevê a aplicação de sanção.
aplicada. Ao final da apuração, a sindicância será Dá-se o prazo impróprio de 30 dias para que ela
extinta e, caso haja ilícito, deverá ser instaurado um se desenvolva, com prorrogação de mais 30 dias
PAD ou uma sindicância contraditória. se necessário.
Inicialmente, o procedimento deve ser instaurado assim que a autoridade tiver ciência
do ato a ser investigado. Após a instauração, será designada uma comissão processante
composta por três servidores estáveis que não disponham de vínculos familiares até o
terceiro grau com o acusado; em seguida, dá-se inicio a apuração.
Art. 147. Como medida cautelar e a fim de que o servidor não venha a influir na apuração da irregularidade,
a autoridade instauradora do processo disciplinar poderá determinar o seu afastamento do exercício do
cargo, pelo prazo de até 60 (sessenta) dias, sem prejuízo da remuneração.
Parágrafo único. O afastamento poderá ser prorrogado por igual prazo, findo o qual cessarão os seus
efeitos, ainda que não concluído o processo.(Lei 8112/90)
Ou seja, o ilícito praticado na seara administrativa e investigado nesta não impede que o
agente público seja penalizado pelo mesmo fato nas esferas cível e criminal. A exceção
recai nesta última nos casos de absolvição por ausência de autoria ou pela inexistência
do fato, situações nas quais há desmonte da construção de mérito pretendida e alegada.
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5. Poder Regulamentar
O poder regulamentar típico é a atribuição da Administração Pública de editar atos
normativos com a finalidade de complementação de leis, visando a que elas sejam
efetivamente aplicadas. A estes atos normativos damos o nome de regulamentos
executivos.
IV - sancionar, promulgar e fazer publicar as leis, bem como expedir decretos e regulamentos para sua fiel
execução; (CFRB 88)
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e
aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança
e à propriedade, nos termos seguintes:
II - ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei;
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Não existe regulamento executivo sem uma lei anterior a qual ele deseje regular.
Agora veremos como esta espécie normativa se comporta em sua função atípica, ou
seja, criando normas/obrigações de fato, agindo como fonte de Direito.
a) organização e funcionamento da administração federal, quando não implicar aumento de despesa nem
criação ou extinção de órgãos públicos;
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Como podemos notar, apesar da autorização, a Constituição impõe condições à
realização do ato a fim de garantir a excepcionalidade dele e de impedir sua utilização
com fins arbitrários e ilegais.
(STJ - REsp: 584798 PE 2003/0157195-7, Relator: Ministro LUIZ FUX, Data de Julgamento: 04/11/2004,
T1 - PRIMEIRA TURMA, Data de Publicação: 06/12/2004)
Nesta esteira, vejamos que tipos de controle podem ser exercidos sobre o Poder
Regulamentar:
" O artigo 49, V da Constituição Federal permite que haja controle legislativo dos atos abusivo,
sendo possível que o Congresso Nacional suste o ato quando ele exorbitar sua zona de atuação.
Esse controle é fruto do sistema de freios e contrapesos que gerenciam a dinâmica das funções
típicas e atípicas dos Poderes Estatais Legislativo, Executivo e Judiciário.
" O controle judicial sempre será possível quando houver ofensa à lei. Mas seu controle apenas se
dará quanto à adequação do regulamento à lei que o autoriza e aos fins a que se determina, e nunca
à materialidade do ato administrativo, como já visto. Deverá ser um juízo de simplesmente legalida-
de sobre a situação. O panorama se modifica quando falamos de decretos autônomos: aqui, por
possuírem características de lei primária, e sendo frutos de determinação constitucional, serão alvos
de controle de constitucionalidade.
" O controle administrativo manifesta-se também pelo poder de autotutela, que permite a revisão
dos atos de ofício pela própria Administração Pública.
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6. Poder Hierárquico
Há doutrinas (Carvalho Filho, por exemplo) que entendem que o poder hierárquico não
seria de fato um poder, por não haver de maneira clara a prerrogativa necessária para
configurar um poder. Mas, para fins didáticos, assumiremos que o poder hierárquico é
um poder de fato.
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e não pode surgir nas hipóteses de competência exclusiva do órgão inferior, hipótese
na qual haveria irregularidade. A temporalidade e a competência compartilhada são
requisitos essenciais de validade para o ato de avocação e servem de limitações a este.
São tidos como limites também a competência para decisão de Recurso Hierárquico e
para a edição de atos normativos. Isto porque a avocação é um fenômeno tratado em
caráter de excepcionalidade e completamente voltado à manifestação da hierarquia da
Administração Pública. Sendo ambas as competências diretamente ligadas a aspectos
sensíveis da atuação administrativa, tem-se como necessário o respeito a estas, de forma
que seja mantida a legitimidade das manifestações provenientes delas e que a avocação
não seja um instrumento de abuso de poder e arbitrariedades.
Súmula 510/STF
Praticado o ato por autoridade, no exercício de competência delegada, contra ela cabe o mandado de
segurança ou a medida judicial.
Ou seja, para fins de responsabilização objetiva em sede judicial, o órgão a ser denunciado
será o delegado, como meio de garantir a boa-fé da relação, já que criada e estabelecida
por este, bem como forma de firmar a abrangência da competência.
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7. Poder de Polícia
É o poder que mais revela a máxima da supremacia do interesse público sobre o interesse
particular. Nele, podemos visualizar também a força estatal e suas atribuições para
suprimir certas liberdades individuais dos administrados.
O poder de polícia é:
Art. 78. Considera-se poder de polícia atividade da administração pública que, limitando ou disciplinando
direito, interêsse ou liberdade, regula a prática de ato ou abstenção de fato, em razão de intêresse público
concernente à segurança, à higiene, à ordem, aos costumes, à disciplina da produção e do mercado,
ao exercício de atividades econômicas dependentes de concessão ou autorização do Poder Público, à
tranqüilidade pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos individuais ou coletivos. (Redação dada
pelo Ato Complementar nº 31, de 1966)
Parágrafo único. Considera-se regular o exercício do poder de polícia quando desempenhado pelo órgão
competente nos limites da lei aplicável, com observância do processo legal e, tratando-se de atividade que
a lei tenha como discricionária, sem abuso ou desvio de poder.(CTN)
A definição do poder de polícia está no Código Tributário Nacional porque este poder
é meio de manutenção e controle de tributação. A escolha desta localização normativa
é estratégica para garantir a efetividade da norma e impedir ações abusivas, pois que
há, no poder de tributação do Estado, uma espécie de esbulho praticada por este ao
patrimônio do particular, motivo pelo qual há maior necessidade de boa regulamentação
e controle.
Talvez seja o mais instrumental dos poderes administrativos, pois os efeitos são os mais
explícitos e palpáveis para os administrados. O impacto é mais sentido, pois sempre
trata de restrições de diretos dos particulares como forma de favorecer o interesse da
coletividade. Por lidar com tais situações que restringem direitos, o campo de atuação
do poder de polícia é muito bem definido; nenhuma ação pode ser realizada se não for
para atender a um interesse público primário.
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Este poder é tão singular que dispõe de atributos exclusivos:
" Discricionariedade – margem legal de atuação da Administração para dispor sobre a conveniên-
cia e a oportunidade do ato a ser realizado.
" Autoexecutoriedade – não se exige autorização judicial para validar a atuação do poder de
polícia. Aliás, a Administração não depende de autorização de qualquer outro Poder, desde que a lei
autorize o administrador a praticar o ato de forma imediata e dentro dos limites de sua atuação.
" Coercibilidade – é a imperatividade da ação diante dos administrados, independentemente da
anuência deles. Decorrente do ius imperii estatal, há de ser desempenhada de forma a obrigar todos
os administrados à obediência de atos e normas administrativos.
Art. 1º Prescreve em cinco anos a ação punitiva da Administração Pública Federal, direta e indireta, no
exercício do poder de polícia, objetivando apurar infração à legislação em vigor, contados da data da
prática do ato ou, no caso de infração permanente ou continuada, do dia em que tiver cessado.
§1o Incide a prescrição no procedimento administrativo paralisado por mais de três anos, pendente de
julgamento ou despacho, cujos autos serão arquivados de ofício ou mediante requerimento da parte
interessada, sem prejuízo da apuração da responsabilidade funcional decorrente da paralisação, se for o
caso.
§2o Quando o fato objeto da ação punitiva da Administração também constituir crime, a prescrição reger-
se-á pelo prazo previsto na lei penal. (Lei 9873/99)
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