0% acharam este documento útil (0 voto)
96 visualizações32 páginas

Culpabilidade

1. O documento discute os elementos da culpabilidade no Direito Penal brasileiro, incluindo imputabilidade penal, potencial consciência da ilicitude e exigibilidade de conduta diversa. 2. Aborda também os tipos de erro que podem excluir ou diminuir a culpabilidade, tais como erro de tipo, erro sobre a pessoa ou objeto, e erro determinado por terceiro. 3. Por fim, apresenta exercícios comentados e propostos para a prática dos conceitos discutidos, com o respectivo gabarito.

Enviado por

Francisco Leon
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
96 visualizações32 páginas

Culpabilidade

1. O documento discute os elementos da culpabilidade no Direito Penal brasileiro, incluindo imputabilidade penal, potencial consciência da ilicitude e exigibilidade de conduta diversa. 2. Aborda também os tipos de erro que podem excluir ou diminuir a culpabilidade, tais como erro de tipo, erro sobre a pessoa ou objeto, e erro determinado por terceiro. 3. Por fim, apresenta exercícios comentados e propostos para a prática dos conceitos discutidos, com o respectivo gabarito.

Enviado por

Francisco Leon
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Aula 03

Direito Penal p/ PRF (Policial) Pós-Edital

Autor:
Renan Araujo, Equipe Direito
Penal e Processo Penal (EC)

24 de Janeiro de 2021

10815315414 - FRANCISCO LEON LOPES DA SILVA


Renan Araujo, Equipe Direito Penal e Processo Penal (EC)
Aula 03

Sumário

CULPABILIDADE .............................................................................................................................. 2

1 Elementos .............................................................................................................................. 3

1.1 Imputabilidade penal....................................................................................................... 3

1.2 Potencial consciência da ilicitude .................................................................................... 6

1.3 Exigibilidade de conduta diversa .................................................................................... 6

ERRO ................................................................................................................................................ 8

1 Erro de tipo essencial ............................................................................................................. 8

2 Erro de tipo acidental............................................................................................................. 9

2.1 Erro sobre a pessoa (error in persona) ............................................................................. 9

2.2 Erro sobre o nexo causal ................................................................................................. 9

2.3 Erro na execução (aberratio ictus).................................................................................. 10

2.4 Erro sobre o crime ou resultado diverso do pretendido (aberratio delicti ou aberratio
criminis) ................................................................................................................................... 11

2.5 Erro sobre o objeto (error in objecto) ............................................................................ 11

3 Erro determinado por terceiro ............................................................................................. 11

4 Erro de proibição ................................................................................................................. 12

EXERCÍCIOS COMENTADOS ........................................................................................................ 13

EXERCÍCIOS PARA PRATICAR ....................................................................................................... 25

GABARITO ..................................................................................................................................... 30

Direito Penal p/ PRF (Policial) Pós-Edital 1


www.estrategiaconcursos.com.br

10815315414 - FRANCISCO
1250526
LEON LOPES DA SILVA
Renan Araujo, Equipe Direito Penal e Processo Penal (EC)
Aula 03

CULPABILIDADE
A culpabilidade nada mais é que o juízo de reprovabilidade acerca da conduta do agente,
considerando-se suas circunstâncias pessoais. Diferentemente do que ocorre nos dois primeiros
elementos (fato típico e ilicitude), onde se analisa o fato, na culpabilidade o objeto de estudo não
é o fato, mas o agente.

A teoria normativa pura considera como elementos da culpabilidade: a) imputabilidade; b)


potencial consciência da ilicitude; c) exigibilidade de conduta diversa.

Além disso, o dolo e a culpa integram o fato típico, não a culpabilidade (na teoria psicológica, o
dolo e a culpa eram elementos da culpabilidade). Todavia, o chamado dolo “normativo” que nada
mais é que a potencial consciência da ilicitude, permanece na culpabilidade.

Para a maior parte da Doutrina, a teoria normativa pura se divide em:

• Teoria extremada
• Teoria limitada

Mas o que dizem estas teorias? Basicamente, a mesma coisa. A grande diferença entre elas reside
no tratamento dispensado ao erro sobre as causas de justificação (ou causas de exclusão da
ilicitude), também conhecidas como descriminantes putativas.

A teoria extremada defende que todo erro que recaia sobrea uma causa de justificação seria
equiparado ao erro de proibição.

A teoria limitada, por sua vez, divide o erro sobre as causas de justificação (descriminantes
putativas) em:

• Erro sobre pressuposto fático da causa de justificação (ou erro de fato) – Neste caso,
aplicam-se as regras semelhantes às previstas para o erro de tipo (tem-se aqui o que
se chama de erro de tipo permissivo): se inevitável, isenta de pena; se evitável o erro,
o agente responde na forma culposa.
• Erro sobre a existência ou limites jurídicos de uma causa de justificação (erro sobre a
ilicitude da conduta) – Neste caso, tal teoria defende que devam ser aplicadas as
mesmas regras previstas para o erro de proibição, por se assemelhar à conduta
daquele que age consciência da ilicitude (chamado de erro de proibição indireto).

Em linhas gerais, portanto, a teoria extremada e a teoria limitada dizem a mesma coisa, divergindo
apenas no que toca ao tratamento que deve ser dispensado às descriminantes putativas. O CP
adota a teoria limitada.

Direito Penal p/ PRF (Policial) Pós-Edital 2


www.estrategiaconcursos.com.br

10815315414 - FRANCISCO
1250526
LEON LOPES DA SILVA
Renan Araujo, Equipe Direito Penal e Processo Penal (EC)
Aula 03

1 Elementos

1.1 Imputabilidade penal

A imputabilidade penal pode ser conceituada como a capacidade mental de entender o caráter
ilícito da conduta e de comportar-se conforme o Direito.

Existem três sistemas acerca da imputabilidade:

➢ Biológico – Basta a existência de uma doença mental ou determinada idade para que
o agente seja inimputável. É adotado no Brasil com relação aos menores de 18 anos.
Trata-se de critério meramente biológico: se o agente tem menos de 18 anos, é
inimputável.
➢ Psicológico – Só se pode aferir a imputabilidade (ou não), na análise do caso concreto,
verificando se o agente tinha capacidade, à época do fato, de entender o caráter ilícito
de sua conduta e comportar-se de acordo com este entendimento.
➢ Biopsicológico – Deve haver um fato biológico (ex.: doença mental), mas o Juiz deve
analisar no caso concreto se o agente era ou não, à época do fato, capaz de entender
o caráter ilícito da conduta e de se comportar conforme o Direito (fator psicológico).
Essa foi a teoria adotada como regra pelo nosso Código Penal.1

CUIDADO! A imputabilidade penal deve ser aferida quando do momento em que ocorreu o fato
criminoso. Assim, se A (menor com 17 anos e 11 meses de idade) atira contra B, que fica em coma
e só vem a falecer quando A já tinha mais de 18 anos, A será considerado INIMPUTÁVEL, pois no
momento do crime (momento da ação ou omissão, art. 4º do CP), era menor de 18 anos (critério
puramente biológico, adotado como EXCEÇÃO no CP).

As causas de inimputabilidade estão previstas nos arts. 26, 27 e 28 do CP. Tais artigos trazem
hipóteses em que a imputabilidade ficará afastada (inimputabilidade penal), bem como hipóteses
nas quais ela ficará apenas diminuída, mas não será afastada (semi-imputabilidade). Além disso,
trata de casos em que não será possível afastar a imputabilidade ou reconhecer semi-
imputabilidade (emoção e paixão, por exemplo).

Vamos ver, agora, este tema com mais detalhes.

1
BITENCOURT, Op. cit., p. 474.

Direito Penal p/ PRF (Policial) Pós-Edital 3


www.estrategiaconcursos.com.br

10815315414 - FRANCISCO
1250526
LEON LOPES DA SILVA
Renan Araujo, Equipe Direito Penal e Processo Penal (EC)
Aula 03

1.1.1 Menor de 18 anos

Esse é um critério meramente biológico e taxativo: se o agente é menor de 18 anos, responde


perante o ECA não se aplicando a ele o CP, nos termos do art. 27 do CP.

1.1.2 Doença mental e Desenvolvimento mental incompleto ou retardado

No caso dos doentes mentais, deve-se analisar se o agente era, ao tempo do fato criminoso,
inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito da conduta ou se era parcialmente incapaz disso.
No primeiro caso, será inimputável, ou seja, isento de pena. No segundo caso, será semi-imputável,
e será aplicada pena, porém, reduzida de um a dois terços. Por isso se diz que este é um critério
BIOPSICOLÓGICO (pois mescla os dois critérios).

Caso o agente seja inimputável, exclui-se a culpabilidade e ele é isento de pena. Se for semi-
imputável, será considerado culpável (não se exclui a culpabilidade), mas sua pena será reduzida
de um a dois terços. Assim, no caso de doença mental:

 Agente inteiramente incapaz – Inimputável (exclui a culpabilidade)


 Agente parcialmente capaz – Semi-imputável (reduz a pena de 1/3 a 2/3)

No caso de o agente ser inimputável, por ser menor de 18 anos, não há processo penal,
respondendo perante o ECA. No caso de ser inimputável em razão de doença mental, será isento
de pena (absolvido), mas o Juiz aplicará uma medida de segurança (internação ou tratamento
ambulatorial), em razão de sua periculosidade (não há culpabilidade aqui). Isso é o que se chama
de sentença absolutória imprópria.

No caso de o agente ser semi-imputável, ele não será isento de pena! Será condenado a uma pena,
que será reduzida. Entretanto, a lei permite que o Juiz, diante do caso (se houver uma
periculosidade concreta que recomende a substituição), substitua a pena privativa de liberdade
por uma medida de segurança (internação ou tratamento ambulatorial).

1.1.3 Embriaguez

Segundo o CP, como regra, a embriaguez não é uma hipótese de inimputabilidade, de forma que
o agente responderá pelo crime, ou seja, será considerado IMPUTÁVEL, na forma do art. 28, II do
CP.

Assim, não importa se a embriaguez foi dolosa (o agente queria ficar embriagado) ou culposa (não
queria ficar embriagado, mas bebeu demais e ficou embriagado). O agente, nestes casos, será
considerado imputável. Trata-se da adoção da chamada “Teoria da actio Libera in causa” (ação
livre na causa), que pode aparecer em formato de sigla (ALIC).

Segundo esta Teoria, o agente deve ser considerado imputável mesmo não tendo discernimento
no momento do fato, pois tinha discernimento quando decidiu ingerir a substância. Ou seja, apesar

Direito Penal p/ PRF (Policial) Pós-Edital 4


www.estrategiaconcursos.com.br

10815315414 - FRANCISCO
1250526
LEON LOPES DA SILVA
Renan Araujo, Equipe Direito Penal e Processo Penal (EC)
Aula 03

de não ter discernimento agora (no momento do crime), tinha discernimento quando se
embriagou, ou seja, sua ação era livre na causa (tinha liberdade para decidir ingerir, ou não, a
substância).

Todavia, a embriaguez pode afastar a imputabilidade quando for acidental, ou seja, decorrente de
caso fortuito ou força maior (E mesmo assim, deve ser completa, retirando totalmente a capacidade
de discernimento do agente).

EXEMPLO: Imagine que Luciana é embriagada por Carlos (que coloca álcool em seus
drinks). Sem saber, Luciana ingere as bebidas alcoólicas e fica completamente
embriagada. Luciana sai do local em que estava e acaba por desacatar dois policiais que
a abordaram em uma blitz. Nesse caso, Luciana estava em situação de embriaguez
acidental completa, pois a embriaguez decorreu de caso fortuito e retirou
completamente o discernimento desta. Neste caso, ficará afastada a imputabilidade
penal de Luciana.

Importante destacar que o Código Penal exige que, em razão da embriaguez decorrente de caso
fortuito ou força maior, o agente esteja INTEIRAMENTE INCAPAZ de entender o caráter ilícito do
fato ou de determinar-se conforme este entendimento. Caso se trate de embriaguez acidental
parcial, o agente será considerado imputável, ou seja, responderá pelo fato praticado. Todavia,
sua pena poderá ser diminuída de um a dois terços.

 E a embriaguez preordenada? A embriaguez preordenada é aquela na qual o agente se


embriaga PARA tomar coragem e praticar o crime. Ou seja, o agente não só quer ficar embriagado,
ele quer ficar embriagado para praticar o crime. Tal embriaguez não afasta a imputabilidade do
agente, sendo, ainda, circunstância agravante da pena (a pena, portanto, será aumentada em razão
de tal fato).

Vejamos o seguinte esquema:

Direito Penal p/ PRF (Policial) Pós-Edital 5


www.estrategiaconcursos.com.br

10815315414 - FRANCISCO
1250526
LEON LOPES DA SILVA
Renan Araujo, Equipe Direito Penal e Processo Penal (EC)
Aula 03

SITUAÇÃO Embriaguez

voluntária acidental (caso


(dolosa ou preordenada fortuito ou
culposa) força maior)
CAUSA

completa parcial

imputável
imputável com causa
RESULTADO imputável + inimputável de
agravante diminuição
de pena

1.2 Potencial consciência da ilicitude

A potencial consciência da ilicitude é a possibilidade (daí o termo “potencial”) de o agente, de


acordo com suas características, conhecer o caráter ilícito do fato. Não se trata do parâmetro do
homem médio, mas de uma análise da pessoa do agente. É

Quando o agente age acreditando que sua conduta não é penalmente ilícita, comete erro de
proibição (art. 21 do CP), que veremos mais à frente.

1.3 Exigibilidade de conduta diversa

Não basta que o agente seja imputável, que tenha potencial conhecimento da ilicitude do fato, é
necessário, ainda, que o agente pudesse agir de outro modo. É necessário que esteja presente,
portanto, a exigibilidade de conduta diversa.

A exigibilidade de conduta diversa é, assim, um juízo que se faz acerca da conduta do agente, para
que se possa definir se, apesar de praticar um fato típico e ilícito, sendo imputável e conhecendo
a ilicitude de sua conduta, o agente podia, ou não, agir de outro modo. Se se conclui que não era
possível exigir do agente uma postura diferente, conforme o Direito, estará afastada a exigibilidade
de conduta diversa, havendo neste caso o que se chama de inexigibilidade de conduta diversa.

Esse elemento da culpabilidade fundamenta duas causas de exclusão da culpabilidade:

Direito Penal p/ PRF (Policial) Pós-Edital 6


www.estrategiaconcursos.com.br

10815315414 - FRANCISCO
1250526
LEON LOPES DA SILVA
Renan Araujo, Equipe Direito Penal e Processo Penal (EC)
Aula 03

 Coação MORAL irresistível – A coação mora irresistível, também chamada de “vis compulsiva”
ocorre quando uma pessoa coage moralmente outra a praticar determinado crime. Neste
caso, aquele que age sob ameaça, por exemplo, atua em situação de coação moral irresistível,
de forma que se entende que não era possível exigir de tal pessoa uma outra postura.

EXEMPLO: Alberto, mediante ameaça, obriga Poliana a furtar um veículo. Alberto afirma
que se Poliana não realizar o furto, matará seu filho. Poliana, com medo de que Alberto
cumpra a promessa e mate seu filho, pratica o furto e entrega o bem a Alberto. Nesse
caso, a conduta de Poliana é um fato típico (furto) e ilícito (não há nenhuma causa de
exclusão da ilicitude). Todavia, não se pode exigir de Poliana uma outra postura, pois
está sob ameaça de um mal gravíssimo (morte do filho).

 Obediência hierárquica – Na obediência hierárquica o agente pratica o fato em cumprimento


a uma ordem proferida por um superior hierárquico. Todavia, a ordem não pode ser
MANIFESTAMENTE ILEGAL. Se aquele que cumpre a ordem sabe que está cumprindo uma
ordem ilegal, responde pelo crime juntamente com aquele que deu a ordem.

CUIDADO! Nesse caso (obediência hierárquica), só se aplica aos funcionários públicos, não aos
particulares!

Importante destacar que somente a coação MORAL irresistível é que exclui a culpabilidade. A
coação FÍSICA irresistível não exclui a culpabilidade. A coação FÍSICA irresistível EXCLUI O FATO
TÍPICO, pois o fato não será típico por ausência de CONDUTA, já que não há voluntariedade.

EXEMPLO: José segura o braço de Maria e força a mesma a apertar o gatilho de


uma arma, disparando contra Juliana. Nesse caso, Maria não teve qualquer
voluntariedade, logo, não houve conduta. Apesar de ter sido o dedo de Maria a
apertar o gatilho, foi José quem forçou fisicamente o contato entre o dedo e o
gatilho.

Assim: coação moral irresistível, exclusão da culpabilidade; coação física irresistível, exclusão do
fato típico.

Direito Penal p/ PRF (Policial) Pós-Edital 7


www.estrategiaconcursos.com.br

10815315414 - FRANCISCO
1250526
LEON LOPES DA SILVA
Renan Araujo, Equipe Direito Penal e Processo Penal (EC)
Aula 03

ERRO

1 Erro de tipo essencial

Pode ocorrer de o agente praticar um fato previsto como crime por equívoco. O agente pratica
um fato considerado típico, mas o faz por ter incidido em erro sobre algum de seus elementos.

Trata-se do erro sobre elemento constitutivo do tipo legal de crime (ou erro de tipo).

O erro de tipo é a representação errônea da realidade, na qual o agente acredita não se verificar
a presença de um dos elementos essenciais que compõem o tipo penal.

EXEMPLO: José, 18 anos, conhece Maria, moça de apenas 13 anos, em uma boate só
para maiores. Maria mente a idade e diz que tem 18 anos. José, pela compleição física
da vítima, uma moça já desenvolvida, acredita que esta tem, de fato, 18 anos, e com ela
mantém relação sexual. Nesse caso, José teria praticado o fato descrito como crime de
estupro de vulnerável (art. 217-A do CP), na medida em que manteve relação sexual
com pessoa menor de 14 anos. Todavia, nesse caso houve erro de tipo, eis que José
incorreu em erro sobre as circunstâncias fáticas, acreditando não estar presente um dos
elementos do tipo (ser Maria menor de 14 anos).

O erro de tipo pode ser:

 Escusável – Quando o agente erra sobre as circunstâncias fáticas, desconhecendo um dos


elementos do tipo penal, e este erro não pode ser atribuído sequer a uma culpa de sua parte.
Ou seja, trata-se de um erro justificável, escusável, desculpável ou inevitável. Nesse caso, fica
afastado o fato típico, eis que se afasta o dolo e também se afasta qualquer possibilidade de
punição a título culposo. O agente não será responsabilizado criminalmente.
 Inescusável – Ocorre quando o agente incorre em erro sobre elemento essencial do tipo, mas
poderia, mediante um esforço mental razoável, não ter agido desta forma, de maneira que o
erro pode ser atribuído a culpa de sua parte. Nesse caso, afasta-se o dolo, mas é possível a
punição na forma culposa (desde que haja previsão de punição para esta conduta na forma
culposa).

Existe, ainda, o que se convencionou chamar de “erro de tipo permissivo”. O que é isso? O erro
de “tipo permissivo” é o erro sobre os pressupostos fáticos de uma causa de justificação
(excludente de ilicitude). Assim, o erro de “tipo permissivo” seria, basicamente, uma descriminante

Direito Penal p/ PRF (Policial) Pós-Edital 8


www.estrategiaconcursos.com.br

10815315414 - FRANCISCO
1250526
LEON LOPES DA SILVA
Renan Araujo, Equipe Direito Penal e Processo Penal (EC)
Aula 03

putativa por erro de fato (erro sobre os pressupostos fáticos que autorizariam o agente a atuar
amparado pela excludente de ilicitude).

2 Erro de tipo acidental

O erro de tipo acidental nada mais é que um erro na execução do fato criminoso ou um desvio no
nexo causal da conduta com o resultado2. Pode se apresentar de diversas formas:

2.1 Erro sobre a pessoa (error in persona)

Aqui o agente pratica o ato contra pessoa diversa da pessoa visada, por confundi-la com a pessoa
que deveria ser o alvo do delito. Neste caso, o erro não isenta de pena, e o agente responde como
se tivesse praticado o crime CONTRA A PESSOA VISADA. Essa previsão está no art. 20, §3° do
CP.

Aqui o sujeito executa perfeitamente a conduta, ou seja, não existe falha na execução do delito. O
erro está em momento anterior (na representação mental da vítima).

Ex.: João quer matar seu pai, pois está com raiva em razão da partilha dos bens de sua
mãe. João fica na espreita e, quando vê uma pessoa chegar, acreditando ser seu pai,
mira bem no crânio e lasca um balaço certeiro, fazendo com que a vítima caia
desfalecida. Após, verifica que a pessoa não era seu pai, mas seu tio.

Neste caso o agente responderá como se tivesse praticado o delito contra seu pai (pessoa visada)
e não pelo homicídio contra seu tio. Trata-se da teoria da equivalência.

2.2 Erro sobre o nexo causal

No erro sobre o nexo causal o agente alcança o resultado efetivamente pretendido, mas em razão
de um nexo causal diferente daquele que o agente planejou. Pode ser de duas espécies:

 Erro sobre o nexo causal em sentido estrito - Aqui o agente, com um só ato, provoca o
resultado pretendido (mas com nexo causal diferente). Ex.: José dispara dois tiros contra
Maria, visando sua morte. Maria, em razão dos disparos, cai na piscina, e morre por
afogamento. O agente responde pelo que efetivamente ocorreu (morte por afogamento).3
 Dolo geral ou aberratio causae - Aqui temos o que se chama de dolo geral ou por erro
sucessivo. É o engano no que se refere ao meio de execução do delito. Ocorre quando o
agente, acreditando já ter ocorrido o resultado pretendido, prática outro ato, mas ao final

2
GOMES, Luiz Flavio. BIANCHINI, Alice. Op. cit., p. 376
3
Por todos, GOMES, Luiz Flavio. BIANCHINI, Alice. Curso de Direito Penal. JusPodivm. Salvador, 2015, p. 380

Direito Penal p/ PRF (Policial) Pós-Edital 9


www.estrategiaconcursos.com.br

10815315414 - FRANCISCO
1250526
LEON LOPES DA SILVA
Renan Araujo, Equipe Direito Penal e Processo Penal (EC)
Aula 03

verifica que este último foi o que provocou o resultado (Ex.: O agente atira contra a vítima,
visando sua morte. Acreditando que a vítima já morreu, atira o corpo num rio, visando sua
ocultação. Mais tarde, descobre-se que esta última conduta foi a que causou a morte da
vítima, por afogamento, pois ainda estava viva). O agente responde pelo crime
originalmente previsto (homicídio doloso consumado4), tendo sido adotada a teoria unitária
(ou princípio unitário).

2.3 Erro na execução (aberratio ictus)

Aqui o agente atinge pessoa diversa daquela que fora visada, não por confundi-la, mas por erro
ou acidente na execução (ex.: José, querendo acertar Maria, desfere um tiro. José erra o alvo e
acerta Teresa, que passava perto do local).

A aberratio ictus pode decorrer, também, de mero acidente durante a execução do delito (não
houve má execução pelo infrator, mas mero acidente) (ex.: José atira em Maria, acerta o tiro, mata
Maria, mas a bala atravessa o corpo da vítima, atinge um barril de querosene, que explode e mata
Pedro).

No caso de erro na execução, assim como no erro sobre a pessoa, não há isenção de pena,
respondendo o agente como se tivesse atingido a vítima visada, na forma do art. 73 do CP.

No que tange às consequências, o erro na execução pode ser de duas ordens:

 Erro sobre a execução com unidade simples (Aberratio ictus de resultado único) - O agente
atinge somente a pessoa diversa daquela visada. Neste caso, responde como se tivesse
atingido a pessoa visada (e não aquela efetivamente atingida), da mesma forma como ocorre
no erro sobre a pessoa (Ex.: José quer lesionar Maria, mas acaba errando ao atirar a pedra
e acerta Joana, que estava grávida. Nesse caso, José responderá por lesão corporal,
levando-se em conta as condições de Maria, não de Joana. Logo, não haverá a agravante
de ter sido praticado o crime contra mulher grávida, pois Maria não estava grávida).

 Erro sobre a execução com unidade complexa (Aberratio ictus de resultado duplo) - O
agente atinge a vítima não visada, mas atinge também a vítima originalmente pretendida.
Nesse caso, responde pelos dois crimes, em concurso formal (ex.: José quer lesionar Maria,
e atira contra ela uma pedra. Todavia, além de acertar Maria, a pedra acaba acertando
também Paulo, que passava na hora. Neste caso, José responde pelos dois crimes).

4
GRECO, Rogério. Curso de Direito Penal. Volume 1. Ed. Impetus. Niterói-RJ, 2015, p. 360

Direito Penal p/ PRF (Policial) Pós-Edital 10


www.estrategiaconcursos.com.br

10815315414 - FRANCISCO
1250526
LEON LOPES DA SILVA
Renan Araujo, Equipe Direito Penal e Processo Penal (EC)
Aula 03

2.4 Erro sobre o crime ou resultado diverso do pretendido (aberratio delicti ou


aberratio criminis)

Aqui o agente pretendia cometer um crime, mas, por acidente ou erro na execução, acaba
cometendo outro. Aqui há uma relação de pessoa x coisa (ou coisa x pessoa). Na aberratio ictus
há uma relação de pessoa x pessoa. Pode ser de duas espécies:

Se o agente atinge apenas o resultado NÃO PRETENDIDO, temos a chamada “unidade simples”.
O agente responde apenas por um delito, da seguinte forma:

▪ Pessoa visada, coisa atingida – Responde pelo dolo em relação à pessoa (ex.: José atira uma
pedra em Maria e acaba quebrando uma vidraça. Responde por lesão corporal tentada,
apenas).
▪ Coisa visada, pessoa atingida – Responde apenas pelo resultado ocorrido em relação à
pessoa (ex.: José, querendo quebrar uma vidraça, atira uma pedra, mas erra e acerta Maria,
causando-lhe lesão corporal. Responde apenas por lesão corporal).

Quando o agente atinge tanto o alvo quanto a coisa ou pessoa não pretendida, aplica-se a mesma
regra do erro na execução: atingindo ambos os bens jurídicos (o pretendido e o não pretendido)
responderá por AMBOS OS CRIMES, em CONCURSO FORMAL (art. 70 do CP).

2.5 Erro sobre o objeto (error in objecto)

Aqui o agente incide em erro sobre a COISA visada, sobre o objeto material do delito.

Ex.: O agente pretende subtrair uma valiosa obra de arte. Entra à noite na
residência mas acaba furtando um quadro de pequeno valor, por confundir com a
obra pretendida.

O CP não previu esta hipótese de erro, mas diante de sua possibilidade fática, a Doutrina se
debruçou sobre o tema. Uma vez ocorrendo erro sobre o objeto, não há qualquer relevância para
fins de afastamento do do dolo ou da culpa, bem como não se afasta a culpabilidade. O agente
responderá pelo delito. A doutrina majoritária sustenta que o agente deve responder pela conduta
efetivamente praticada (independentemente da coisa visada). Assim, no exemplo anterior, o
agente responderia pelo furto do quadro de pequeno valor (e não pelo furto da obra de arte
valiosa).

3 Erro determinado por terceiro

No erro determinado (ou provocado) por terceiro o agente erra porque alguém o induz a isso.

Direito Penal p/ PRF (Policial) Pós-Edital 11


www.estrategiaconcursos.com.br

10815315414 - FRANCISCO
1250526
LEON LOPES DA SILVA
Renan Araujo, Equipe Direito Penal e Processo Penal (EC)
Aula 03

Nesse caso, só responde pelo delito aquele que provoca o erro. Entende-se que há, aqui, uma
modalidade de autoria mediata, na qual o autor mediato (agente provocador) utiliza o autor
imediato (agente provocado, aquele que comete o erro) como mero instrumento para seu intento
criminoso.

Ex.: Determinado médico, querendo a morte do paciente, entrega ao enfermeiro


(dolosamente) uma dose de veneno, e o induz a ministra-lo ao paciente, alegando tratar-
se de um sedativo. O enfermeiro, sem saber do que se trata, confiando no médico,
ministra o veneno. O paciente morre. Nesse caso, somente o médico (aquele que
provocou o erro) responde pelo homicídio (neste caso, doloso).

4 Erro de proibição

A culpabilidade (terceiro elemento do conceito analítico de crime) é formada por alguns elementos,
dentre eles, a potencial consciência da ilicitude, que é a possibilidade de o agente, de acordo com
suas características, conhecer o caráter ilícito do fato. Quando o agente age acreditando que sua
conduta não é ilícita, comete erro de proibição (art. 21 do CP).

EXEMPLO: Um cidadão do interior do país, pessoa bem simples e de pouca instrução


formal, encontra um bem (relógio de ouro, por exemplo) e fica com ele para si.
Entretanto, mal sabe ele que essa conduta é crime, estando prevista no CP (apropriação
de coisa achada). Vejamos:
Art. 169 - Parágrafo único - Na mesma pena incorre: (...) II - quem acha coisa alheia
perdida e dela se apropria, total ou parcialmente, deixando de restituí-la ao dono ou
legítimo possuidor ou de entregá-la à autoridade competente, dentro no prazo de 15
(quinze) dias.

Assim, o agente, diferentemente do que ocorre no erro de tipo, representa perfeitamente a


realidade fática (Sabe que a coisa não é sua, é uma coisa que foi perdida por alguém), mas acredita
que sua conduta é lícita (acredita que pode se apropriar da coisa achada).

O erro de proibição pode ser:

➢ Escusável – Nesse caso, era impossível àquele agente, naquele caso concreto, saber
que sua conduta era contrária ao Direito. Nesse caso, exclui-se a culpabilidade e o
agente é isento de pena.
➢ Inescusável – Nesse caso, o erro do agente quanto à proibição da conduta não é tão
perdoável, pois era possível, mediante algum esforço, entender que se tratava de
conduta ilícita (contrária ao direito). Assim, permanece a culpabilidade, respondendo
pelo crime, com pena diminuída de um sexto a um terço.

Direito Penal p/ PRF (Policial) Pós-Edital 12


www.estrategiaconcursos.com.br

10815315414 - FRANCISCO
1250526
LEON LOPES DA SILVA
Renan Araujo, Equipe Direito Penal e Processo Penal (EC)
Aula 03

O erro de proibição pode ser direto (que é a hipótese mencionada) ou indireto. O erro de proibição
indireto ocorre quando o agente atua acreditando que existe uma causa de justificação que o
ampare. Contudo, não confundam o erro de proibição indireto com o erro de tipo permissivo.
Ambos se referem à existência de uma causa de justificação (excludente de ilicitude), mas há uma
diferença fundamental entre eles:

• Erro de tipo permissivo – O agente atua acreditando que, no caso concreto, estão
presentes os requisitos fáticos que caracterizam a causa de justificação e, portanto, sua
conduta seria justa. Ex.: José atira contra seu filho, de madrugada, pois acreditava
tratar-se de um ladrão (acreditava que as circunstâncias fáticas autorizariam agir em
legítima defesa).
• Erro de proibição indireto – O agente atua acreditando que existe, EM ABSTRATO,
alguma descriminante (causa de justificação) que autorize sua conduta. Trata-se de erro
sobre a existência e/ou limites de uma causa de justificação em abstrato. Erro,
portanto, sobre o ordenamento jurídico. Ex.: José é portador de glaucoma, e compra
pequena quantidade de maconha para fins medicinais. José sabe que, a princípio, a
conduta de ter pequena quantidade de droga é fato típico, mas acredita que há
excludente de ilicitude no seu caso, por ter glaucoma (a lei não prevê isso).

EXERCÍCIOS COMENTADOS
1. (CESPE - 2019 - TJ-SC - JUIZ SUBSTITUTO - ADAPTADA) No chamado aberratio ictus,
quando, por acidente ou erro no uso dos meios de execução, em vez de vitimar a pessoa que
pretendia ofender, o agente atingir pessoa diversa, consideram-se as condições e qualidades não
da vítima, mas da pessoa que o agente pretendia atingir.

COMENTÁRIOS

Item correto, pois neste caso se adota a teoria da equivalência, prevista no art. 20, §3º, e aplicável
à aberratio ictus por força do art. 73 do CP: ou seja, levam-se em conta as condições pessoais da
vítima VISADA, não as da vítima efetivamente atingida.

GABARITO: Correta

2. (CESPE - 2019 - SEFAZ-RS - AUDITOR FISCAL DA RECEITA ESTADUAL - BLOCO I) A conduta


típica será inteiramente desculpável e será excluída a culpabilidade quando o erro inevitável recair
sobre
a) a lei.
b) a pessoa.
c) a ilicitude do fato.

Direito Penal p/ PRF (Policial) Pós-Edital 13


www.estrategiaconcursos.com.br

10815315414 - FRANCISCO
1250526
LEON LOPES DA SILVA
Renan Araujo, Equipe Direito Penal e Processo Penal (EC)
Aula 03

d) a eficácia do meio empregado.


e) as condições pessoais da vítima.

COMENTÁRIOS

Haverá exclusão da culpabilidade quando o agente incorrer em erro inevitável sobre a ilicitude do
fato, ou seja, erro de proibição inevitável, na forma do art. 21 do CP.

GABARITO: Letra C

3. (CESPE – 2019 – DPE-DF – DEFENSOR PÚBLICO) Considerando o Código Penal brasileiro,


julgue o item a seguir, com relação à aplicação da lei penal, à teoria de delito e ao tratamento
conferido ao erro.
Para a teoria limitada da culpabilidade, o erro de agente que recaia sobre pressupostos fáticos de
uma causa de justificação configura erro de tipo permissivo.

COMENTÁRIOS

Item correto. A teoria limitada da culpabilidade, adotada pelo CP, diferencia as descriminantes
putativas em dois grupos.

▪ Erro sobre pressuposto fático da causa de justificação (ou erro de fato) – Neste caso,
aplicam-se as mesmas regras previstas para o erro de tipo (tem-se aqui o que se chama de
ERRO DE TIPO PERMISSIVO).
▪ Erro sobre a existência ou limites jurídicos de uma causa de justificação (erro sobre a ilicitude
da conduta) – Neste caso, tal teoria defende que devam ser aplicadas as mesmas regras
previstas para o erro de PROIBIÇÃO, por se assemelhar à conduta daquele que age
consciência da ilicitude (aqui há o chamado erro de proibição indireto).

GABARITO: CERTO

4. (CESPE – 2019 – TJ-DFT – TITULAR DE SERVIÇOS DE NOTAS E DE REGISTROS –


PROVIMENTO – ADAPTADA) O erro sobre a ilicitude do fato exclui o dolo da conduta, visto que
permite a punição do fato a título de culpa, quando escusável.

COMENTÁRIOS

Item errado, pois neste caso temos erro de proibição, que é causa de exclusão da culpabilidade,
se INEVITÁVEL; se evitável, reduz a pena de 1/6 a 1/3, na forma do art. 21 do CP.

GABARITO: Errada

Direito Penal p/ PRF (Policial) Pós-Edital 14


www.estrategiaconcursos.com.br

10815315414 - FRANCISCO
1250526
LEON LOPES DA SILVA
Renan Araujo, Equipe Direito Penal e Processo Penal (EC)
Aula 03

5. (CESPE - 2019 - TJ-SC - JUIZ SUBSTITUTO - ADAPTADA) De acordo com a teoria da


culpabilidade adotada pelo Código Penal, todo erro que recai sobre uma causa de justificação
configura erro de proibição.

COMENTÁRIOS

Item errado. A teoria limitada da culpabilidade, adotada pelo CP, diferencia as descriminantes
putativas em dois grupos.

Erro sobre pressuposto fático da causa de justificação (ou erro de fato) – Neste caso, aplicam-se as
mesmas regras previstas para o erro de tipo (tem-se aqui o que se chama de ERRO DE TIPO
PERMISSIVO).

Erro sobre a existência ou limites jurídicos de uma causa de justificação (erro sobre a ilicitude da
==1314de==

conduta) – Neste caso, tal teoria defende que devam ser aplicadas as mesmas regras previstas para
o erro de PROIBIÇÃO, por se assemelhar à conduta daquele que age consciência da ilicitude (aqui
há o chamado erro de proibição indireto).

GABARITO: Errada

6. (CESPE - 2019 - TJ-SC - JUIZ SUBSTITUTO - ADAPTADA) O erro sobre elemento constitutivo
do tipo penal exclui o dolo, se inevitável, ou diminui a pena de um sexto a um terço, se evitável.

COMENTÁRIOS

Item errado, pois o erro sobre elemento do tipo afasta o dolo e a culpa, se inevitável; se evitável,
exclui apenas o dolo, autorizando a punição a título culposo, desde que previsto em lei. Esta é a
previsão do art. 20 do CP:

Art. 20 - O erro sobre elemento constitutivo do tipo legal de crime exclui o dolo,
mas permite a punição por crime culposo, se previsto em lei. (Redação dada pela
Lei nº 7.209, de 11.7.1984)

GABARITO: Errada

7. (CESPE - 2019 - MPE-PI - PROMOTOR DE JUSTIÇA SUBSTITUTO) Em relação à estrutura


analítica do crime, o juízo da culpabilidade avalia
a) a prática da conduta.
b) as condições pessoais da vítima.
c) a existência do injusto penal.
d) a reprovabilidade da conduta

Direito Penal p/ PRF (Policial) Pós-Edital 15


www.estrategiaconcursos.com.br

10815315414 - FRANCISCO
1250526
LEON LOPES DA SILVA
Renan Araujo, Equipe Direito Penal e Processo Penal (EC)
Aula 03

e) a contrariedade do fato ao direito.

COMENTÁRIOS

A culpabilidade representa um juízo de reprovação relativo à conduta, considerando-se as


circunstâncias do agente no momento do fato (sua imputabilidade penal, liberdade de vontade,
etc.).

GABARITO: Letra D

8. (CESPE - 2018 - SEFAZ-RS - TÉCNICO TRIBUTÁRIO DA RECEITA ESTADUAL - PROVA 2) É


causa de exclusão da culpabilidade
a) a embriaguez preordenada.
b) o erro de tipo invencível.
c) o agir sob violenta emoção.
d) a embriaguez culposa.
e) o erro de proibição escusável.

COMENTÁRIOS

Dentre as alternativas trazidas, apenas a letra E traz uma causa de exclusão da culpabilidade, que
é o erro de proibição escusável (ou inevitável), na forma do art. 21 do CP.

GABARITO: Letra E

9. (CESPE - 2018 - MPU - ANALISTA DO MPU – DIREITO) Cada um do item a seguir apresenta
uma situação hipotética seguida de uma assertiva a ser julgada, a respeito da aplicação e da
interpretação da lei penal, do concurso de pessoas e da culpabilidade.
Joaquim, penalmente imputável, praticou, sob absoluta e irresistível coação física, crime de
extrema gravidade e hediondez. Nessa situação, Joaquim não é passível de punição, porquanto a
coação física, desde que absoluta, é causa excludente da culpabilidade.

COMENTÁRIOS

Item errado, pois a coação FÍSICA irresistível é causa de exclusão do fato típico (por ausência de
conduta, já que o agente não controla os movimentos corporais), e não causa de exclusão da
culpabilidade (que é excluída, dentre outras situações, pela coação MORAL irresistível).

GABARITO: ERRADO

Direito Penal p/ PRF (Policial) Pós-Edital 16


www.estrategiaconcursos.com.br

10815315414 - FRANCISCO
1250526
LEON LOPES DA SILVA
Renan Araujo, Equipe Direito Penal e Processo Penal (EC)
Aula 03

10. (CESPE – 2018 – STJ – TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA) Pessoas doentes
mentais, que tenham dezoito ou mais anos de idade, mesmo que sejam inteiramente incapazes de
entender o caráter ilícito da conduta criminosa ou de determinar-se de acordo com esse
entendimento, são penalmente imputáveis.

COMENTÁRIOS

Item errado, pois neste caso o agente será considerado inimputável em razão da doença mental,
na forma do art. 26 do CP, pois em razão da doença não possuía discernimento algum no momento
do fato.

Portanto, a AFIRMATIVA ESTÁ ERRADA.

11. (CESPE – 2018 – STJ – TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA) A embriaguez


completa provocada por caso fortuito é causa de inimputabilidade do agente.

COMENTÁRIOS

Item correto, pois a embriaguez completa acidental é causa de inimputabilidade penal, na forma
do art. 28, §1º do CP. A embriaguez decorrente de caso fortuito é uma das espécies de embriaguez
acidental (a outra é a embriaguez decorrente de força maior).

Portanto, a AFIRMATIVA ESTÁ CORRETA.

12. (CESPE – 2018 – ABIN – OFICIAL DE INTELIGÊNCIA – ÁREA 01) À luz do Código Penal,
julgue o item que se segue.
Comprovado que o acusado possui desenvolvimento mental incompleto e que não era
inteiramente capaz de entender o caráter ilícito de sua conduta, é cabível a condenação com
redução de pena.

COMENTÁRIOS

Item correto, pois neste caso o agente não será considerado inimputável. O agente será
considerado semi-imputável, de forma que será condenado, mas o Juiz poderá reduzir a pena, de
um a dois terços, na forma do art. 26, § único do CP. A questão trata do agente que NÃO ERA
INTEIRAMENTE CAPAZ (ou seja, era parcialmente capaz). Há uma diferença enorme entre ser
inteiramente incapaz (zero discernimento = inimputável) e não ser inteiramente capaz (parcial
discernimento = semi-imputável).

Portanto, a AFIRMATIVA ESTÁ CORRETA.

Direito Penal p/ PRF (Policial) Pós-Edital 17


www.estrategiaconcursos.com.br

10815315414 - FRANCISCO
1250526
LEON LOPES DA SILVA
Renan Araujo, Equipe Direito Penal e Processo Penal (EC)
Aula 03

13. (CESPE – 2018 – STM – ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA) No que tange aos
institutos penais das excludentes de ilicitude e de culpabilidade e da imputabilidade penal, julgue
o próximo item.
A embriaguez acidental, proveniente de força maior ou caso fortuito, exclui a culpabilidade, ainda
que o sujeito ativo possuísse, ao tempo da ação, parcial capacidade de entender o caráter ilícito
do fato que praticou.

COMENTÁRIOS

Item errado, pois a embriaguez acidental até pode excluir a imputabilidade penal, desde que o
agente, em razão de tal embriaguez, seja inteiramente incapaz de, no momento do fato, entender
o caráter ilícito da conduta ou de determinar-se de acordo com este entendimento, na forma do
art. 28, §1º do CP.

Portanto, a AFIRMATIVA ESTÁ ERRADA.

14. (CESPE – 2018 – STM – ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA) No que tange aos
institutos penais das excludentes de ilicitude e de culpabilidade e da imputabilidade penal, julgue
o próximo item.
Preenchidos os requisitos legais, a coação irresistível e a obediência hierárquica são causas
excludentes de culpabilidade daquele que recebeu ordem para cometer o fato, mantendo-se
punível o autor da coação ou da ordem.

COMENTÁRIOS

Item correto, pois esta é a exata previsão contida no art. 22 do CP:

Art. 22 - Se o fato é cometido sob coação irresistível ou em estrita obediência a


ordem, não manifestamente ilegal, de superior hierárquico, só é punível o autor da
coação ou da ordem. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)

Vale ressaltar que a Banca deu margem para anulação, já que a coação MORAL irresistível afasta a
culpabilidade. A coação FÍSICA irresistível afasta o fato típico (ausência de conduta punível). Ao
não especificar a qual tipo de coação estava se referindo, a questão deu margem para anulação.

Portanto, a AFIRMATIVA ESTÁ CORRETA.

15. (CESPE – 2018 – STM – ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA) Acerca dos institutos
do erro de tipo, do erro de proibição e do concurso de pessoas, julgue o item subsequente.

Direito Penal p/ PRF (Policial) Pós-Edital 18


www.estrategiaconcursos.com.br

10815315414 - FRANCISCO
1250526
LEON LOPES DA SILVA
Renan Araujo, Equipe Direito Penal e Processo Penal (EC)
Aula 03

A descriminante putativa por erro de proibição, na hipótese de suposição errônea acerca de causa
excludente de ilicitude, é considerada erro de proibição indireto e gera as mesmas consequências
do erro de proibição direto.

COMENTÁRIOS

Item correto, pois neste caso temos descriminante putativa em razão de equívoco do agente
quanto à existência, limites ou interpretação acerca da causa excludente de ilicitude. Não se trata,
aqui, de um erro “de fato”, mas de um erro acerca da norma. Temos, portanto, erro de proibição
indireto (agente sabe que o fato é típico, mas por erro normativo, acredita que sua conduta não é
ilícita). O erro de proibição indireto recebe o mesmo tratamento dispensado ao erro de proibição
direto, ou seja, se inevitável, exclui a culpabilidade; se evitável, reduz a pena de um sexto a um
terço, na forma do art. 21 do CP.

Portanto, a AFIRMATIVA ESTÁ CORRETA.

16. (CESPE – 2018 – STM – ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA) Acerca dos institutos
do erro de tipo, do erro de proibição e do concurso de pessoas, julgue o item subsequente.
O erro de proibição evitável exclui a culpabilidade.

COMENTÁRIOS

Item errado, pois o erro de proibição só exclui a culpabilidade se for inevitável; se evitável, é apenas
causa de redução de pena (reduz a pena de um sexto a um terço), na forma do art. 21 do CP.

Portanto, a AFIRMATIVA ESTÁ ERRADA.

17. (CESPE – 2018 – PC-MA – ESCRIVÃO) A imputabilidade é definida como


a) a capacidade mental, inerente ao ser humano, de, ao tempo da ação ou da omissão, entender
o caráter ilícito do fato e de determinar-se de acordo com esse entendimento.
b) a contrariedade entre o fato típico praticado por alguém e o ordenamento jurídico, capaz de
lesionar ou expor a perigo de lesão bens jurídicos penalmente protegidos.
c) a reprovabilidade ou o juízo de censura que incide sobre a formação e a exteriorização da
vontade do responsável pela conduta criminosa.
d) a obediência às formas e aos procedimentos exigidos na criação da lei penal e, principalmente,
na elaboração de seu conteúdo normativo.
e) a necessidade de que a conduta reprovável se encaixe no modelo descrito na lei penal vigente
no momento da ação ou da omissão.

COMENTÁRIOS

Direito Penal p/ PRF (Policial) Pós-Edital 19


www.estrategiaconcursos.com.br

10815315414 - FRANCISCO
1250526
LEON LOPES DA SILVA
Renan Araujo, Equipe Direito Penal e Processo Penal (EC)
Aula 03

A imputabilidade pode ser definida como a capacidade mental do agente para, no momento do
fato, entender o caráter ilícito do fato e de determinar-se de acordo com esse entendimento.

Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA A.

18. (CESPE – 2018 – PC-MA – INVESTIGADOR) A prática de crime em decorrência de coação


moral irresistível configura
a) inexigibilidade de conduta diversa.
b) excludente de antijuridicidade.
c) inimputabilidade penal.
d) circunstância atenuante de pena.
e) atipicidade da conduta.

COMENTÁRIOS

A coação moral irresistível é uma situação que afasta a culpabilidade do agente, ante a
inexigibilidade de conduta diversa, ou seja, a ausência de exigibilidade de conduta diversa. O
Direito, neste caso, entende que não se poderia exigir do agente uma postura diferente.

Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA A.

19. (CESPE – 2018 – PC-MA – MÉDICO LEGISTA) Luiz cometeu um crime e, em sua defesa,
alegou embriaguez. Após as investigações e perícias cabíveis, foi reconhecida a hipótese de
exclusão da imputabilidade.
Nessa situação hipotética, a exclusão da imputabilidade deveu-se ao fato de se tratar de uma
embriaguez
a) acidental ou fortuita incompleta.
b) preordenada.
c) não acidental culposa.
d) não acidental voluntária.
e) acidental ou fortuita completa.

COMENTÁRIOS

A única hipótese em que a embriaguez exclui a imputabilidade penal, de acordo com o CP, ocorre
no caso de embriaguez acidental completa, ou seja, em razão de tal embriaguez, o agente é
inteiramente incapaz de, no momento do fato, entender o caráter ilícito da conduta ou de
determinar-se de acordo com este entendimento, na forma do art. 28, §1º do CP.

Direito Penal p/ PRF (Policial) Pós-Edital 20


www.estrategiaconcursos.com.br

10815315414 - FRANCISCO
1250526
LEON LOPES DA SILVA
Renan Araujo, Equipe Direito Penal e Processo Penal (EC)
Aula 03

A letra E está correta, embora a embriaguez fortuita já seja uma espécie de embriaguez acidental
(a outra é a embriaguez decorrente de força maior).

Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA E.

20. (CESPE – 2017 – PM-AL – SOLDADO) A respeito da aplicação da lei penal, do crime e da
imputabilidade penal, julgue o item a seguir.
Situação hipotética: Um indivíduo que, ao tempo que praticou ação ou omissão, era inteiramente
capaz de entender o caráter ilícito do fato. Posteriormente veio a ser afetado por doença mental.
Assertiva: Nesse caso, esse indivíduo é isento de pena.

COMENTÁRIOS

Item errado, pois a imputabilidade penal deve ser aferida levando-se em conta o discernimento do
agente no momento da conduta. Assim, se no momento da conduta o agente era inteiramente
CAPAZ de entender o caráter ilícito do fato, deve ser considerado IMPUTÁVEL.

Portanto, a AFIRMATIVA ESTÁ ERRADA.

21. (CESPE – 2017 – TRF1 – TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA) José, com vinte
anos de idade, e seu primo, Pedro, de quinze anos de idade, saíram para conversar em um bar.
José, que estava ingerindo bebida alcoólica, ficou muito bêbado rapidamente em razão do efeito
colateral provocado por medicamento de que fazia uso. Pedro, percebendo o estado de
embriaguez do primo, fez que este praticasse um ato que sabia ser tipificado como delituoso.
A respeito dessa situação hipotética e considerando o concurso de pessoas e a imputabilidade
penal, julgue o item que se segue.
José não poderá ser punido pelo crime que cometeu porque se encontrava em estado em
embriaguez decorrente de caso fortuito, hipótese de isenção de pena.

COMENTÁRIOS

Item errado, pois neste caso temos embriaguez culposa, já que o agente não tomou as cautelas
necessárias, tendo ingerido bebida alcóolica mesmo sabendo que estava fazendo uso de
determinado medicamento. O agente, portanto, responderá pelo fato delituoso, não há
inimputabilidade penal, na forma do art. 28, II do CP.

A embriaguez, aqui, não decorreu de mero acidente, em relação ao qual o agente NÃO TEVE
CULPA, pois o agente sabia que estava usando o medicamento e sabia que estava ingerindo
bebida alcóolica. Ainda que o agente não soubesse, exatamente, quais os efeitos dessa
combinação, deveria ter pesquisado, tomado as cautelas necessárias para não se embriagar.

Direito Penal p/ PRF (Policial) Pós-Edital 21


www.estrategiaconcursos.com.br

10815315414 - FRANCISCO
1250526
LEON LOPES DA SILVA
Renan Araujo, Equipe Direito Penal e Processo Penal (EC)
Aula 03

É inaceitável, portanto, entender-se ter havido mero “caso fortuito”, quando a narrativa evidencia
a ocorrência de culpa por parte do agente.

A Banca, todavia, ANULOU a questão (inicialmente considerou como correta, o que é um absurdo.
Depois, para não dar “o braço a torcer”, ao invés de inverter o gabarito, anulou a questão).

Portanto, a QUESTÃO FOI ANULADA.

22. (CESPE – 2016 - PC/PE – POLÍCIA CIENTÍFICA – DIVERSOS CARGOS) Constitui causa que
exclui a imputabilidade a
A) embriaguez preordenada completa proveniente da ingestão de álcool.
B) embriaguez acidental completa proveniente da ingestão de álcool.
C) embriaguez culposa completa proveniente da ingestão de álcool.
D) emoção.
E) paixão.

COMENTÁRIOS

A emoção e a paixão não excluem a imputabilidade penal, nos termos do art. 28, I do CP. Da
mesma forma, a embriaguez preordenada não exclui a imputabilidade, sendo, inclusive, uma
agravante (art. 62, I, “L” do CP). A embriaguez culposa também não exclui a imputabilidade penal
do agente (art. 28, II do CP).

Por fim, a embriaguez ACIDENTAL (decorrente de caso fortuito ou força maior) completa (aquela
que retira completamente do agente a capacidade de entender o caráter ilícito do fato ou de
determinar-se de acordo com este entendimento) é causa de exclusão da imputabilidade penal,
nos termos do art. 28, §1º do CP.

Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA B.

23. (CESPE – 2016 - PC/PE – AGENTE DE POLÍCIA - ADAPTADA) A inexigibilidade de conduta


diversa e a inimputabilidade são causas excludentes de ilicitude.

COMENTÁRIOS

Item errado, pois a inimputabilidade e a inexigibilidade de conduta diversa são causas de exclusão
da culpabilidade.

Portanto, a AFIRMARTIVA ESTÁ ERRADA.

24. (CESPE – 2016 - PC/PE – AGENTE DE POLÍCIA - ADAPTADA) O erro de proibição é causa
excludente de ilicitude.

Direito Penal p/ PRF (Policial) Pós-Edital 22


www.estrategiaconcursos.com.br

10815315414 - FRANCISCO
1250526
LEON LOPES DA SILVA
Renan Araujo, Equipe Direito Penal e Processo Penal (EC)
Aula 03

COMENTÁRIOS

Item errado, pois o erro de proibição é causa de exclusão da culpabilidade, já que afasta a potencial
consciência da ilicitude.

Portanto, a AFIRMARTIVA ESTÁ ERRADA.

25. (CESPE – 2016 - PC/PE – AGENTE DE POLÍCIA - ADAPTADA) A embriaguez, quando culposa,
é causa excludente de imputabilidade.

COMENTÁRIOS

Item errado, pois a embriaguez voluntária (dolosa ou culposa) não exclui a imputabilidade penal,
nos termos do art. 28, II do CP.

Portanto, a AFIRMARTIVA ESTÁ ERRADA.

26. (CESPE – 2016 - PC/PE – AGENTE DE POLÍCIA - ADAPTADA) A emoção e a paixão são causas
excludentes de imputabilidade, como pode ocorrer nos chamados crimes passionais.

COMENTÁRIOS

Item errado, pois nem a emoção nem a paixão são causas de exclusão da imputabilidade penal,
nos termos do art. 28, I do CP.

Portanto, a AFIRMARTIVA ESTÁ ERRADA.

27. (CESPE – 2016 - PC/PE – AGENTE DE POLÍCIA - ADAPTADA) A embriaguez não exclui a
imputabilidade, mesmo quando o agente se embriaga completamente em razão de caso fortuito
ou força maior.

COMENTÁRIOS

Item errado, pois quando o agente está completamente embriagado, e esta embriaguez é
decorrente de caso fortuito ou força maior, há exclusão da imputabilidade penal, nos termos do
art. 28, §1º do CP.

Portanto, a AFIRMARTIVA ESTÁ ERRADA.

28. (CESPE – 2016 - PC/PE – AGENTE DE POLÍCIA - ADAPTADA) São inimputáveis os menores
de dezoito anos de idade, ficando eles, no entanto, sujeitos ao cumprimento de medidas
socioeducativas e(ou) outras medidas previstas no ECA.

COMENTÁRIOS

Direito Penal p/ PRF (Policial) Pós-Edital 23


www.estrategiaconcursos.com.br

10815315414 - FRANCISCO
1250526
LEON LOPES DA SILVA
Renan Araujo, Equipe Direito Penal e Processo Penal (EC)
Aula 03

Item correto, pois esta é a exata previsão do art. 27 do CP.

Portanto, a AFIRMATIVA ESTÁ CORRETA.

29. (CESPE – 2016 - PC/PE – ESCRIVÃO DE POLÍCIA - ADAPTADA) Situação hipotética: João,
namorado de Maria e por ela apaixonado, não aceitou a proposta dela de romper o compromisso
afetivo porque ela iria estudar fora do país, e resolveu mantê-la em cárcere privado. Assertiva:
Nessa situação, a atitude de João enseja o reconhecimento da inimputabilidade, já que o seu
estado psíquico foi abalado pela paixão.

COMENTÁRIOS

Item errado, pois a emoção e a paixão não são capazes de afastar a imputabilidade penal, nos
termos do art. 28, I do CP.

Portanto, a AFIRMARTIVA ESTÁ ERRADA.

30. (CESPE – 2016 - PC/PE – ESCRIVÃO DE POLÍCIA - ADAPTADA) Situação hipotética: Elizeu
ingeriu, sem saber, bebida alcoólica, pensando tratar-se de medicamento que costumava guardar
em uma garrafa, e perdeu totalmente sua capacidade de entendimento e de autodeterminação.
Em seguida, entrou em uma farmácia e praticou um furto. Assertiva: Nesse caso, Elizeu será isento
de pena, por estar configurada a sua inimputabilidade.

COMENTÁRIOS

Item correto, pois neste caso temos uma hipótese de embriaguez completa proveniente de caso
fortuito, ou seja, uma embriaguez acidental que retirou completamente do agente a capacidade
de discernimento. Assim, o agente será considerado inimputável, nos termos do art. 28, §1º do
CP.

Portanto, a AFIRMATIVA ESTÁ CORRETA.

31. (CESPE – 2016 - PC/PE – ESCRIVÃO DE POLÍCIA - ADAPTADA) Situação hipotética: Paulo foi
obrigado a ingerir álcool por coação física e moral irresistível, o que afetou parcialmente o controle
sobre suas ações e o levou a esfaquear um antigo desafeto. Assertiva: Nesse caso, a retirada parcial
da capacidade de entendimento e de autodeterminação de Paulo não enseja a redução da sua
pena no caso de eventual condenação.

COMENTÁRIOS

Direito Penal p/ PRF (Policial) Pós-Edital 24


www.estrategiaconcursos.com.br

10815315414 - FRANCISCO
1250526
LEON LOPES DA SILVA
Renan Araujo, Equipe Direito Penal e Processo Penal (EC)
Aula 03

Item errado, pois em se tratando de embriaguez acidental que retira PARCIALMENTE o


discernimento do agente, tal agente será considerado imputável, mas terá sua pena diminuída,
nos termos do art. 28, §2º do CP.

Portanto, a AFIRMARTIVA ESTÁ ERRADA.

32. (CESPE – 2016 - PC/PE – ESCRIVÃO DE POLÍCIA - ADAPTADA) Situação hipotética: Em uma
festa de aniversário, Elias, no intuito de perder a inibição e conquistar Maria, se embriagou e,
devido ao seu estado, provocado pela imprudência na ingestão da bebida, agrediu fisicamente o
aniversariante. Assertiva: Nessa situação, Elias não será punido pelo crime de lesões corporais por
ausência total de sua capacidade de entendimento e de autodeterminação.

COMENTÁRIOS

Item errado, pois a embriaguez voluntária (dolosa ou culposa) não exclui a imputabilidade penal,
nos termos do art. 28, II do CP.

Portanto, a AFIRMARTIVA ESTÁ ERRADA.

EXERCÍCIOS PARA PRATICAR

1. (CESPE - 2019 - TJ-SC - JUIZ SUBSTITUTO - ADAPTADA) No chamado aberratio ictus,


quando, por acidente ou erro no uso dos meios de execução, em vez de vitimar a pessoa que
pretendia ofender, o agente atingir pessoa diversa, consideram-se as condições e qualidades não
da vítima, mas da pessoa que o agente pretendia atingir.

2. (CESPE - 2019 - SEFAZ-RS - AUDITOR FISCAL DA RECEITA ESTADUAL - BLOCO I) A conduta


típica será inteiramente desculpável e será excluída a culpabilidade quando o erro inevitável recair
sobre
a) a lei.
b) a pessoa.
c) a ilicitude do fato.
d) a eficácia do meio empregado.

Direito Penal p/ PRF (Policial) Pós-Edital 25


www.estrategiaconcursos.com.br

10815315414 - FRANCISCO
1250526
LEON LOPES DA SILVA
Renan Araujo, Equipe Direito Penal e Processo Penal (EC)
Aula 03

e) as condições pessoais da vítima.


3. (CESPE – 2019 – DPE-DF – DEFENSOR PÚBLICO) Considerando o Código Penal brasileiro,
julgue o item a seguir, com relação à aplicação da lei penal, à teoria de delito e ao tratamento
conferido ao erro.
Para a teoria limitada da culpabilidade, o erro de agente que recaia sobre pressupostos fáticos de
uma causa de justificação configura erro de tipo permissivo.

4. (CESPE – 2019 – TJ-DFT – TITULAR DE SERVIÇOS DE NOTAS E DE REGISTROS –


PROVIMENTO – ADAPTADA) O erro sobre a ilicitude do fato exclui o dolo da conduta, visto que
permite a punição do fato a título de culpa, quando escusável.

5. (CESPE - 2019 - TJ-SC - JUIZ SUBSTITUTO - ADAPTADA) De acordo com a teoria da


culpabilidade adotada pelo Código Penal, todo erro que recai sobre uma causa de justificação
configura erro de proibição.

6. (CESPE - 2019 - TJ-SC - JUIZ SUBSTITUTO - ADAPTADA) O erro sobre elemento constitutivo
do tipo penal exclui o dolo, se inevitável, ou diminui a pena de um sexto a um terço, se evitável.

7. (CESPE - 2019 - MPE-PI - PROMOTOR DE JUSTIÇA SUBSTITUTO) Em relação à estrutura


analítica do crime, o juízo da culpabilidade avalia
a) a prática da conduta.
b) as condições pessoais da vítima.
c) a existência do injusto penal.
d) a reprovabilidade da conduta
e) a contrariedade do fato ao direito.

8. (CESPE - 2018 - SEFAZ-RS - TÉCNICO TRIBUTÁRIO DA RECEITA ESTADUAL - PROVA 2) É


causa de exclusão da culpabilidade
a) a embriaguez preordenada.
b) o erro de tipo invencível.
c) o agir sob violenta emoção.
d) a embriaguez culposa.
e) o erro de proibição escusável.

9. (CESPE - 2018 - MPU - ANALISTA DO MPU – DIREITO) Cada um do item a seguir apresenta
uma situação hipotética seguida de uma assertiva a ser julgada, a respeito da aplicação e da
interpretação da lei penal, do concurso de pessoas e da culpabilidade.

Direito Penal p/ PRF (Policial) Pós-Edital 26


www.estrategiaconcursos.com.br

10815315414 - FRANCISCO
1250526
LEON LOPES DA SILVA
Renan Araujo, Equipe Direito Penal e Processo Penal (EC)
Aula 03

Joaquim, penalmente imputável, praticou, sob absoluta e irresistível coação física, crime de
extrema gravidade e hediondez. Nessa situação, Joaquim não é passível de punição, porquanto a
coação física, desde que absoluta, é causa excludente da culpabilidade.

10. (CESPE – 2018 – STJ – TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA) Pessoas doentes
mentais, que tenham dezoito ou mais anos de idade, mesmo que sejam inteiramente incapazes de
entender o caráter ilícito da conduta criminosa ou de determinar-se de acordo com esse
entendimento, são penalmente imputáveis.

11. (CESPE – 2018 – STJ – TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA) A embriaguez


completa provocada por caso fortuito é causa de inimputabilidade do agente.

12. (CESPE – 2018 – ABIN – OFICIAL DE INTELIGÊNCIA – ÁREA 01) À luz do Código Penal,
julgue o item que se segue.
Comprovado que o acusado possui desenvolvimento mental incompleto e que não era
inteiramente capaz de entender o caráter ilícito de sua conduta, é cabível a condenação com
redução de pena.
13. (CESPE – 2018 – STM – ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA) No que tange aos
institutos penais das excludentes de ilicitude e de culpabilidade e da imputabilidade penal, julgue
o próximo item.
A embriaguez acidental, proveniente de força maior ou caso fortuito, exclui a culpabilidade, ainda
que o sujeito ativo possuísse, ao tempo da ação, parcial capacidade de entender o caráter ilícito
do fato que praticou.
14. (CESPE – 2018 – STM – ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA) No que tange aos
institutos penais das excludentes de ilicitude e de culpabilidade e da imputabilidade penal, julgue
o próximo item.
Preenchidos os requisitos legais, a coação irresistível e a obediência hierárquica são causas
excludentes de culpabilidade daquele que recebeu ordem para cometer o fato, mantendo-se
punível o autor da coação ou da ordem.

15. (CESPE – 2018 – STM – ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA) Acerca dos institutos
do erro de tipo, do erro de proibição e do concurso de pessoas, julgue o item subsequente.
A descriminante putativa por erro de proibição, na hipótese de suposição errônea acerca de causa
excludente de ilicitude, é considerada erro de proibição indireto e gera as mesmas consequências
do erro de proibição direto.

16. (CESPE – 2018 – STM – ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA JUDICIÁRIA) Acerca dos institutos
do erro de tipo, do erro de proibição e do concurso de pessoas, julgue o item subsequente.
O erro de proibição evitável exclui a culpabilidade.
17. (CESPE – 2018 – PC-MA – ESCRIVÃO) A imputabilidade é definida como

Direito Penal p/ PRF (Policial) Pós-Edital 27


www.estrategiaconcursos.com.br

10815315414 - FRANCISCO
1250526
LEON LOPES DA SILVA
Renan Araujo, Equipe Direito Penal e Processo Penal (EC)
Aula 03

a) a capacidade mental, inerente ao ser humano, de, ao tempo da ação ou da omissão, entender
o caráter ilícito do fato e de determinar-se de acordo com esse entendimento.
b) a contrariedade entre o fato típico praticado por alguém e o ordenamento jurídico, capaz de
lesionar ou expor a perigo de lesão bens jurídicos penalmente protegidos.
c) a reprovabilidade ou o juízo de censura que incide sobre a formação e a exteriorização da
vontade do responsável pela conduta criminosa.
d) a obediência às formas e aos procedimentos exigidos na criação da lei penal e, principalmente,
na elaboração de seu conteúdo normativo.
e) a necessidade de que a conduta reprovável se encaixe no modelo descrito na lei penal vigente
no momento da ação ou da omissão.

18. (CESPE – 2018 – PC-MA – INVESTIGADOR) A prática de crime em decorrência de coação


moral irresistível configura
a) inexigibilidade de conduta diversa.
b) excludente de antijuridicidade.
c) inimputabilidade penal.
d) circunstância atenuante de pena.
e) atipicidade da conduta.

19. (CESPE – 2018 – PC-MA – MÉDICO LEGISTA) Luiz cometeu um crime e, em sua defesa,
alegou embriaguez. Após as investigações e perícias cabíveis, foi reconhecida a hipótese de
exclusão da imputabilidade.
Nessa situação hipotética, a exclusão da imputabilidade deveu-se ao fato de se tratar de uma
embriaguez
a) acidental ou fortuita incompleta.
b) preordenada.
c) não acidental culposa.
d) não acidental voluntária.
e) acidental ou fortuita completa.

20. (CESPE – 2017 – PM-AL – SOLDADO) A respeito da aplicação da lei penal, do crime e da
imputabilidade penal, julgue o item a seguir.
Situação hipotética: Um indivíduo que, ao tempo que praticou ação ou omissão, era inteiramente
capaz de entender o caráter ilícito do fato. Posteriormente veio a ser afetado por doença mental.
Assertiva: Nesse caso, esse indivíduo é isento de pena.

21. (CESPE – 2017 – TRF1 – TÉCNICO JUDICIÁRIO – ÁREA ADMINISTRATIVA) José, com vinte
anos de idade, e seu primo, Pedro, de quinze anos de idade, saíram para conversar em um bar.

Direito Penal p/ PRF (Policial) Pós-Edital 28


www.estrategiaconcursos.com.br

10815315414 - FRANCISCO
1250526
LEON LOPES DA SILVA
Renan Araujo, Equipe Direito Penal e Processo Penal (EC)
Aula 03

José, que estava ingerindo bebida alcoólica, ficou muito bêbado rapidamente em razão do efeito
colateral provocado por medicamento de que fazia uso. Pedro, percebendo o estado de
embriaguez do primo, fez que este praticasse um ato que sabia ser tipificado como delituoso.
A respeito dessa situação hipotética e considerando o concurso de pessoas e a imputabilidade
penal, julgue o item que se segue.
José não poderá ser punido pelo crime que cometeu porque se encontrava em estado em
embriaguez decorrente de caso fortuito, hipótese de isenção de pena.
22. (CESPE – 2016 - PC/PE – POLÍCIA CIENTÍFICA – DIVERSOS CARGOS) Constitui causa que
exclui a imputabilidade a
A) embriaguez preordenada completa proveniente da ingestão de álcool.
B) embriaguez acidental completa proveniente da ingestão de álcool.
C) embriaguez culposa completa proveniente da ingestão de álcool.
D) emoção.
E) paixão.
23. (CESPE – 2016 - PC/PE – AGENTE DE POLÍCIA - ADAPTADA) A inexigibilidade de conduta
diversa e a inimputabilidade são causas excludentes de ilicitude.

24. (CESPE – 2016 - PC/PE – AGENTE DE POLÍCIA - ADAPTADA) O erro de proibição é causa
excludente de ilicitude.

25. (CESPE – 2016 - PC/PE – AGENTE DE POLÍCIA - ADAPTADA) A embriaguez, quando culposa,
é causa excludente de imputabilidade.

26. (CESPE – 2016 - PC/PE – AGENTE DE POLÍCIA - ADAPTADA) A emoção e a paixão são causas
excludentes de imputabilidade, como pode ocorrer nos chamados crimes passionais.

27. (CESPE – 2016 - PC/PE – AGENTE DE POLÍCIA - ADAPTADA) A embriaguez não exclui a
imputabilidade, mesmo quando o agente se embriaga completamente em razão de caso fortuito
ou força maior.

28. (CESPE – 2016 - PC/PE – AGENTE DE POLÍCIA - ADAPTADA) São inimputáveis os menores
de dezoito anos de idade, ficando eles, no entanto, sujeitos ao cumprimento de medidas
socioeducativas e(ou) outras medidas previstas no ECA.

29. (CESPE – 2016 - PC/PE – ESCRIVÃO DE POLÍCIA - ADAPTADA) Situação hipotética: João,
namorado de Maria e por ela apaixonado, não aceitou a proposta dela de romper o compromisso
afetivo porque ela iria estudar fora do país, e resolveu mantê-la em cárcere privado. Assertiva:
Nessa situação, a atitude de João enseja o reconhecimento da inimputabilidade, já que o seu
estado psíquico foi abalado pela paixão.

Direito Penal p/ PRF (Policial) Pós-Edital 29


www.estrategiaconcursos.com.br

10815315414 - FRANCISCO
1250526
LEON LOPES DA SILVA
Renan Araujo, Equipe Direito Penal e Processo Penal (EC)
Aula 03

30. (CESPE – 2016 - PC/PE – ESCRIVÃO DE POLÍCIA - ADAPTADA) Situação hipotética: Elizeu
ingeriu, sem saber, bebida alcoólica, pensando tratar-se de medicamento que costumava guardar
em uma garrafa, e perdeu totalmente sua capacidade de entendimento e de autodeterminação.
Em seguida, entrou em uma farmácia e praticou um furto. Assertiva: Nesse caso, Elizeu será isento
de pena, por estar configurada a sua inimputabilidade.

31. (CESPE – 2016 - PC/PE – ESCRIVÃO DE POLÍCIA - ADAPTADA) Situação hipotética: Paulo foi
obrigado a ingerir álcool por coação física e moral irresistível, o que afetou parcialmente o controle
sobre suas ações e o levou a esfaquear um antigo desafeto. Assertiva: Nesse caso, a retirada parcial
da capacidade de entendimento e de autodeterminação de Paulo não enseja a redução da sua
pena no caso de eventual condenação.

32. (CESPE – 2016 - PC/PE – ESCRIVÃO DE POLÍCIA - ADAPTADA) Situação hipotética: Em uma
festa de aniversário, Elias, no intuito de perder a inibição e conquistar Maria, se embriagou e,
devido ao seu estado, provocado pela imprudência na ingestão da bebida, agrediu fisicamente o
aniversariante. Assertiva: Nessa situação, Elias não será punido pelo crime de lesões corporais por
ausência total de sua capacidade de entendimento e de autodeterminação.

GABARITO

1. CORRETA 16. ERRADA 31. ERRADA


2. ALTERNATIVA C 17. ALTERNATIVA A 32. ERRADA
3. CORRETA 18. ALTERNATIVA A
4. ERRADA 19. ALTERNATIVA E
5. ERRADA 20. ERRADA
6. ERRADA 21. ANULADA
7. ALTERNATIVA D 22. ALTERNATIVA B
8. ALTERNATIVA E 23. ERRADA
9. ERRADA 24. ERRADA
10. ERRADA 25. ERRADA
11. CORRETA 26. ERRADA
12. CORRETA 27. ERRADA
13. ERRADA 28. CORRETA
14. CORRETA 29. ERRADA
15. CORRETA 30. CORRETA

Direito Penal p/ PRF (Policial) Pós-Edital 30


www.estrategiaconcursos.com.br

10815315414 - FRANCISCO
1250526
LEON LOPES DA SILVA

Você também pode gostar