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Estudo sobre Orações Relativas em Português

Este documento apresenta um resumo sobre orações relativas em três partes: 1. Define orações relativas e explica sua classificação em orações relativas com antecedente expresso (restritivas e explicativas) e sem antecedente expresso. 2. Descreve os pronomes relativos e sua função em orações, incluindo pronomes com preposição. 3. Discutem conceitos, estrutura e emprego de orações relativas na língua portuguesa com base em referências teóricas.
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Estudo sobre Orações Relativas em Português

Este documento apresenta um resumo sobre orações relativas em três partes: 1. Define orações relativas e explica sua classificação em orações relativas com antecedente expresso (restritivas e explicativas) e sem antecedente expresso. 2. Descreve os pronomes relativos e sua função em orações, incluindo pronomes com preposição. 3. Discutem conceitos, estrutura e emprego de orações relativas na língua portuguesa com base em referências teóricas.
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Alfeu Piquiuane Maunze

Erdita Alfiado Mutuque

Orações Relativas

Licenciatura em Ensino Básico

Universidade-Save

Massinga

2023
2

Alfeu Piquiuane Maunze

Erdita Alfiado Mutuque

Orações Relativas

Licenciatura em Ensino Básico

Trabalho de pesquisa da cadeira de Língua


Portuguesa a ser apresentado na Faculdade de
Educação e Psicologia para efeitos de avaliação.

Docente: MSc. Jonas Alfiado Manhice

Universidade-Save

Massinga

2023

Índice
3

CAPITULO I.................................................................................................................4

1.Introdução...................................................................................................................4

1.1.Objectivos................................................................................................................4

1.1.1.Objectivo Geral.....................................................................................................4

1.1.2.Objectivos Específicos..........................................................................................4

1.2.Metodologia.............................................................................................................4

CAPITULO II: REVISÃO DA LITERATURA............................................................5

2.1.Orações Relativas....................................................................................................5

2.2.Classificação das orações relativas..........................................................................5

2.2.1.Orações relativas com antecedente expresso........................................................6

2.2.1.1.Orações relativas restritivas...............................................................................6

2.2.1.2.Orações relativas explicativas............................................................................7

2.2.1.3.Orações relativas apositivas...............................................................................8

2.2.2.Orações relativas sem antecedente expresso........................................................8

2.3.Pronomes Relativos.................................................................................................9

2.3.1.Função dos Pronomes Relativos.........................................................................10

2.3.2.Pronomes relativos com preposição...................................................................11

3.Conclusão..................................................................................................................12

4.Referências Bibliográficas........................................................................................13
4

CAPITULO I

1.Introdução

Este trabalho debruça sobre as Orações Relativas, descrita em conceitos, estrutura e


caracterização a partir da empregabilidade na língua portuguesa. O reconhecimento das
formas de expressão existentes na língua portuguesa e a capacidade de adequá-las a
diversos contextos comunicativos são habilidades essenciais ao orador proficiente de
língua. Entretanto, o emprego apropriado das orações relativas revela um domínio
sofisticado dos recursos disponíveis na língua, assim como proporciona ao falante
possibilidade de interagir com mais eficácia em situações as quais prevêem um maior
monitoramento na escrita e na fonética. A sintaxe e a semântica das orações relativas
são um rico objecto de estudo para a linguística. Sob diferentes abordagens teóricas, em
distintas épocas da evolução do pensamento linguístico, as orações relativas demandam
de um fenómeno altamente produtivo nas línguas naturais, que se manifesta em diversos
graus de complexidade morfo-sintáctica e semântico-pragmática

1.1.Objectivos

1.1.1.Objectivo Geral

 Compreender as abordagens teóricas referentes as Orações Relativas a partir da


sua estrutura, sintaxe e semântica.

1.1.2.Objectivos Específicos

 Descrever a classificação das Orações Relativas;


 Caracterizar a estrutura e função dos pronomes relativos em orações;
 Explicar a empregabilidade das Orações Relativas em diversos contextos
linguísticos.

1.2.Metodologia

Para elaboração do trabalho científico, norteou-se com base na consulta bibliográfica de


obras como Kury (2000). Novas lições de análise sintática. Bechara (2000). Moderna
gramática portuguesa. E Cunha & Cintra (1997). Nova gramática do português
contemporâneo, para descrição da revisão da literatura, organização, análise e
compilação dos dados, com base nas normas de publicação da Universidade Save.
5

CAPITULO II: REVISÃO DA LITERATURA

2.1.Orações Relativas

Segundo Bechara (2000, p. 465) define as orações relativas, como sendo as orações que
apresentam como transpositor um pronome relativo, como adjectivas, pela equivalência
semântica e sintáctica com o adjectivo equivalente, funcionando, num nível inferior,
como adnominal de um substantivo. Semelhante de Kury (2000, p. 78), quando
apresenta as orações adjectivas como orações subordinadas que têm valor de adjectivo e
exercem a função de adjunto adnominal de um substantivo ou pronome antecedente.

É uma oração subordinada porque apresenta traços específicos que torna fácil a
identificação da construção e seus traços são:

 A presença de um relativo (os relativos são que, o qual, quem, onde, cujo),
precedido às vezes de uma preposição.
 Presença de uma estrutura oracional aparentemente incompleta logo apos o
relativo;
 Articulação de um elemento nominal (parte de um NP) + a estrutura oracional
mencionada, formando uma sequência que é um NP; o elemento nominal inicial
nem sempre está presente (Kury (2000).

Ex: [O gato [que]ª [ lambeu meu queijo]b ]c era angorá.

A presença da sequência lambeu meu queijo, que vem logo após o relativo e tem a
estrutura de uma oração incompleta (falta o sujeito) e (c) presença da sequência o gato
que lambeu meu queijo, que é formada de um elemento nominal (o gato), seguido de
que mais a estrutura oracional, e que é um NP (no caso, é o sujeito de era) (Idem,
2000).

2.2.Classificação das orações relativas

De acordo com Ribeiro (1919) as adjectivas dividem-se em ampliativas ou explicativas


e restritivas ou determinativas. A ideia da explicativa é acrescentar ao sujeito em toda a
extensão, e da restritiva é determinar e limitar a extensão do sujeito. Enquanto a
incidente ampliativa pode cercear-se da frase sem quebra de sentido, sem alterar a
verdade e o sentido da principal, a incidente restritiva, bem ao revés, cerceada da frase,
quebra-lhe o sentido, alterando a verdade da principal.
6

Conforme Bechara (2000, p. 467), as orações adjectivas, tratadas neste trabalho como
relativas, apresentam-se subdivididas em adjectiva explicativa e restritiva.

2.2.1.Orações relativas com antecedente expresso

Segundo Cunha & Cintra (1997), as relativas com antecedente integram o grupo das
subordinadas adjectivas. Este tipo de orações subordinadas são assim classificadas
porque, as funções que desempenham são comparáveis às exercidas por adjectivos.
Estes morfemas estão associados a uma expressão já referida anteriormente, à qual se dá
o nome de antecedente (O menino e O João em (11) e (12) respectivamente).

As primeiras, com antecedente expresso, são tradicionalmente consideradas de dois


tipos: as relativas restritivas e as relativas explicativas. As explicativas podem ser
explicativas de nome, quando anaforicamente retomam um SN já mencionado, ou
explicativas de frase, quando retomam anaforicamente uma frase (Cunha & Cintra,
1997).

 10. O menino que está doente tem olhos azuis.


 O menino doente tem olhos azuis.
 11. O João, que faz hoje anos, recebeu uma grande prenda.
 O João, aniversariante, recebeu uma grande prenda.
 12. Quem vai ao mar perde o lugar (Idem, 1997).

2.2.1.1.Orações relativas restritivas

Restritivas: apresentam como de uma classe o substantivo antecedente, a qual delimitam


ou definem mais claramente; por isso mesmo são indispensáveis à significação cabal de
toda a oração complexa, que, sem elas, pode não fazer sentido, ou tê-lo incompleto e até
absurdo. Na fala, ligam-se ao antecedente SEM PAUSA. Portanto, não se isolam, na
escrita, por vírgula (Kury, 2000).

Segundo Brito & Duarte (2003), as relativas restritivas são orações que identificam ou
determinam referencialmente o antecedente.

Ex: O menino que não gostava de ler comprou um livro.

De entre um grupo de referentes possíveis (o menino que não gostava de ler, o que
gostava de ler, o que gostava de jogar futebol, o que gostava de andar de bicicleta...) é
7

seleccionado um (o menino que não gostava de ler) sobre o qual é feita uma predicação
(comprou um livro) (Brito & Duarte, 2003).

2.2.1.2.Orações relativas explicativas

Segundo Kury (2000), as orações explicativas: exprimem o sentido geral do substantivo


antecedente; têm o valor aproximado de um aposto explicativo ou atributivo; sua
eliminação, por isso, não traz, em princípio, prejuízo lógico, mas principalmente
estilístico, ao sentido geral. Na fala, isolam-se do antecedente por uma pausa indicada
na escrita por vírgula.

Conforme Bechara (2000, p. 467), a adjectiva explicativa alude a uma particularidade


que não modifica a referência do antecedente e, por ser mero apêndice, aparece marcada
por pausa em relação ao antecedente. Na escrita, é assinalada por adequado sinal de
pontuação, em geral, entre vírgulas, podendo ser dispensada sem prejuízo total da
mensagem, conforme exemplo: O homem, que vinha a cavalo, parou defronte da igreja.

Nessa construção, percebe-se que a oração adjectiva apenas está caracterizando o


homem e que só havia um homem vindo. Já na construção:

Ex: O homem que vinha a cavalo parou defronte da igreja,

Pressupõe-se que havia mais de um homem e que apenas aquele que vinha a cavalo
parou defronte da igreja. Essa oração chama-se restritiva.

As orações relativas explicativas são orações que não contribuem para a construção da
identificação do referente contido no antecedente. O referente é identificado,
determinado e definido por outros meios, nomeadamente pela expressão nominal
antecedente (Brito & Duarte, 2003).

Ex: João, que não gostava de ler, comprou um livro.

Lisboa, que é a capital de Portugal, é muito grande.

As relativas explicativas (que não gostava de ler e que é a capital de Portugal) contêm
uma informação adicional ou suplementar, que geralmente é do conhecimento do
interlocutor, acerca dos referentes (João e Lisboa respectivamente) já determinados em
si mesmos, porque são nomes próprios com unicidade referencial (Brito & Duarte,
2003).
8

2.2.1.3.Orações relativas apositivas

Uma vez que a relativa apositiva expressa uma informação suplementar e que o seu
referente está já pré-determinado, esta oração apresenta um carácter parentético. Este
carácter é traduzido pela presença, na escrita, de vírgulas ou traços e, na oral, de uma
pausa entre o SN antecedente e a relativa (Brito & Duarte, 2003).

Para Perini (2001, p. 156), as construções relativas apositivas têm estrutura sintática
semelhante à das nãoapositivas, com algumas diferenças, a saber:

a) Só as apositivas se separam por vírgula do resto da frase;


b) Só as apositivas podem ocorrer com o relativo o qual sem preposição;
c) Só as apositivas admitem as construções múltiplas, resultantes da movimentação
de um NP que contém relativo modificador para o início da oração, conforme o
exemplo:

Ex: O uniforme, do qual o Ministério especifica o feitio dos bolsos.

O uniforme, dos bolsos do qual o Ministério especifica o feitio.

O uniforme, o feitio dos bolsos do qual o Ministério especifica (Perini, 2001).

2.2.2.Orações relativas sem antecedente expresso

As orações relativas sem antecedente expresso são também denominadas como relativas
substantivas, uma vez que desempenham as funções dos substantivos (Brito & Duarte,
2003).

O autor defende a ideia de que as orações subordinadas substantivas complectivas


nominais deveriam ser classificadas como orações adjectivas por compreender que
funcionam como modificadoras de substantivos e adjectivos, mediante o concurso da
preposição (Bechara, 2000, p. 468).

A substantivação de orações originariamente adjectivas, de acordo com Bechara (2000,


p. 468), dá-se o apagamento do antecedente dos relativos quem e que e a presença do
artigo, se o antecedente, pela situação do discurso, é conhecido dos interlocutores ou se
lhe quer dar certo ar de generalização, como nos exemplos a seguir:

 O homem que cala e ouve não dissipa o que sabe, e aprende o que ignora;
 Para quem não tem juízo os maiores bens da vida se convertem em gravíssimos
males.
9

A oração relativa sem antecedente transposta a substantiva pode ser de novo transposta
a adjetiva com o concurso de preposição, geralmente de e funcionar como modificador
de substantivo (Idem, 2000).

Ex: O maior trabalho dos que governam é tolerar os importunos.

A oração substantivada os que governam, mediante a preposição em dos que governam,


passa a exercer função própria de adjectivo como modificador do substantivo trabalho.
Também a oração relativa transposta a substantiva pode, com o concurso de preposição,
passar a exercer papel de advérbio e, assim, funcionar como adjunto circunstancial,
dessa forma:

 Nenhum senhorio é tão absoluto como o que conferem os povos aos tiranos de
sua escolha (comparativa);
 O livro foi escrito por quem não se esperava (agente da passiva) (Bechara,
2000).

2.3.Pronomes Relativos

De acordo com Cunha & Cintra (2001, p. 342) e Bechara (2000, p. 171) afirmam que os
pronomes relativos são assim chamados porque se referem, de regra geral, a um termo
anterior, o antecedente e servem de elo subordinante da oração que iniciam.

Variáveis Invariáveis

Masculino Feminino

O qual Os quais A qual As quais Que

Cujo Cujos Cuja Cujas Quem

Quanto Quantos _____ Quantas Onde

Fonte: Cunha e Cintra (2001).

Lembramos, aqui, que “quando” é visto, como um relativo, como na oração.

Ex: No tempo quando os animais ainda falavam...


10

2.3.1.Função dos Pronomes Relativos

Segundo Bechara (2000),os pronomes desempenham sempre uma função sintáctica nas
orações a que pertencem define as funções de cada relativo, conforme seguem:

a) Que-não precedido de preposição necessária: pode exercer as funções de sujeito,


objecto directo ou predicativo;
b) Que-precedido de preposição necessária: pode exercer as funções de objecto
indirecto, complemento relativo6, adjunto adverbial ou agente da passiva;
c) Quem-sempre em referência a pessoas ou coisas personificadas: só se emprega
precedido de preposição, e exerce as seguintes funções sintácticas: objecto
directo, objecto indirecto, complemento relativo, adjunto adverbial, agente da
passiva;
d) Cujo (s), cuja (s) – precedidos ou não de preposição – valem sempre “do qual,
da qual, dos quais, das quais” (caso em que a preposição de tem sentido de
posse) e funcionam como adjunto adnominal do substantivo seguinte com o qual
concordam em género e número. Observação: em lugar de em que, de que e a
que, nas referências a lugar, empregam-se respectivamente onde, donde e aonde,
que funcionam como adjunto adverbial ou complemento relativo (Bechara,
2000, p. 487).
e) O qual – e flexões que concordam em género e número com o antecedente:
substitui que e dá à expressão mais ênfase. Para maior vigor ou clareza, pode-se
até repetir o antecedente depois de o qual. É mais comum a substituição de que
por o qual depois de preposição ou locução prepositiva de duas ou mais sílabas.
Dizemos indiferentemente de que, ou do qual, com que ou com o qual, a que ou
ao qual, sem que ou sem o qual, mas só ocorrem apesar do qual, conforme o
qual, segundo o qual, entre o qual, fora dos quais, perante os quais, etc. A razão
se deve ao movimento rítmico da oração e a uma necessidade expressiva que
exigem um vocábulo tónico (como o qual), e não átono (como que).

Bechara (2000, p. 171) ressalta que o pronome relativo que desempenha dois papéis
gramaticais: além de sua referência ao antecedente como pronome relativo, funciona
também como transpositor de oração originariamente independente a adjectivo e aí
exerce função de adjunto adnominal deste mesmo antecedente.

Ele ainda alerta que o transpositor relativo que difere do transpositor conjunção
integrante porque este não exerce função sintáctica na oração em que está inserido,
11

enquanto o relativo sempre exerce função sintáctica, acumulando o papel de reintroduzir


o antecedente a que se refere e a função, de acordo com a estrutura da oração na qual
está inserido. O que pode vir antecedido do demonstrativo o ou da palavra coisa ou
equivalente, que resumem a expressão ou oração a que o relativo se refere e, por vezes,
o antecedente do que não vem expresso. Nas orações adjectivas explicativas, o pronome
que, com antecedente substantivo, pode ser substituído por o qual (a qual, os quais, as
quais). Esta substituição pode ser um recurso de estilo, isto é, pode ser aconselhada pela
clareza, pela eufonia, pelo ritmo do enunciado. Mas há casos em que a língua exige o
emprego da forma o qual.

O mesmo autor (op. cit., p. 199) indica o uso de O QUAL (e flexões) em lugar de QUE,
principalmente quando o relativo se acha afastado do seu antecedente e o uso deste
último possa dar margem a mais de uma interpretação. E, em geral, substitui-se QUE
por O.

(A) QUAL, depois de preposição ou locução prepositiva de mais de duas sílabas.

2.3.2.Pronomes relativos com preposição

Segundo Bechara (2000, p. 466), o pronome relativo é precedido por preposição quando
exerce a função de complemento relativo, ou seja, quando reintroduz um argumento
marcado por um índice preposicional.

Ex: O livro [de que gostas] está esgotado.

De que gostas equivale por gostas do livro e do livro funciona como complemento
relativo do núcleo verbal gostas. A preposição que introduz esse complemento relativo
constitui uma extensão do signo léxico verbal e a sua escolha depende da norma
estabelecida pela tradição.

Segundo Bechara (2000, p. 296), “ela não exerce nenhum outro papel que não seja ser
índice da função gramatical de termo que ela introduz”, que tanto pode ser um
complemento relativo ou um adjunto adnominal.

Ex: Aldenora gosta de Belo Horizonte.

O homem de coragem.
12

3.Conclusão

Contudo, as orações relativas são proposições que conservam não dependência lógica,
mas gramatical com a proposição a que se subordinam. São denominadas de incidentes
porque fazem parte de outra, ampliando ou restringindo-lhe alguns dos termos,
exercendo a função de adjectivo, modificando um substantivo ou uma palavra que
representa as mesmas funções dessa categoria gramatical, que não pode ser modificada
senão por adjectivos.

As orações relativas ao bastante usadas em expressões quotidianas, sendo em frases


subordinadas introduzidas por um pronome ou advérbio relativo baseadas em pronomes
relativos como que, quem, quando, quanto, onde os pronomes relativos expressam os
aspectos semânticos de seus antecedentes na frase. Outrossim, são distinguidas em
orações explicativas, onde as explicativas são pronunciadas com pausa marcada ou
entonação suspensiva, embora as restritivas não apresentam. Ou seja, são distinguidas
em orações com e sem antecedente expresso. Denominam-se orações sem antecedente
expresso ou orações relativas livres as construções que não possuem um núcleo nominal
modificado pela sentença relativa, sendo caracterizadas pela ausência de um
antecedente explícito e correspondem por si só a um sintagma nominal.
13

4.Referências Bibliográficas

Bechara, Evanildo. (2000). Moderna gramática portuguesa. 37. ed. rev. e ampl. Rio de
Janeiro: Lucerna.

Brito, A. M. & Duarte, I. (2003). Orações relativas e construções aparentadas. In M. H.


Mateus et al., Gramática da língua portuguesa. 5ª Ed. Lisboa, Caminho. P. 653
694.

Cunha, C. & Cintra, L. (1997). Nova gramática do português contemporâneo. 13ª Ed.
Lisboa: Sá da Costa.

Kury, Adriano da Gama. (2000). Novas lições de análise sintática. 9. ed. São Paulo:
Ática.

_______________(2001). Lindley. Nova gramática do português contemporâneo. 3. ed.


Rio de Janeiro: Nova fronteira.

Perini, Mário A. (2001). Gramática descritiva do português. 4. ed. São Paulo: Ática.

Torres, N. (2007). Pirilampo 3. Língua portuguesa. 3ª Ed. Edições Nova Gaia.

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