0 notas0% acharam este documento útil (0 voto) 279 visualizações56 páginas02
Segunda apostila resistor
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu,
reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF ou leia on-line no Scribd
i
RADIOTECNI pes
f COR eo
tore
Misr,
ilyINSTITUTO PADRE REUS 01
REPREBENTABAD INE COUZARIENTOS
EM ESOUEMAS ELETRIOOS
Existem dois sistemas para representar 0 cruzamento de condutores
em esquemas elétricos.
Sistema A
Quando num esquema elétrico, dois condutores, perpendiculares
entre si, sio representados como na figura a, significa que est&o interli-
gados. O uso deste sistema de representagao implica no uso da figura b
para indicar que nao existe ligagao no cruzamento.
Cruzamento a Cruzamento b
com ligagio sem ligagdo
Sistema B
Quando em um esquema elétrico, dois condutores, perpendiculares
entre si, sio representados como na figura a, significa que esto interli-
gados. O uso deste sistema de representagdo implica no uso da figura b
para indicar que nao existe ligac&o no cruzamento.
Cruzamento | = Cruzamento
sem ligagao
Em um esquema elétrico nunca se usa os dois sistemas
(Ae B) juntos.02 INSTITUTO PADRE REUS
CONVERSAD DE UNIDADES
Em eletrGnica, dificilmente vamos usar as grandezas na sua unidade
fundamental. Normalmente, utilizamos os seus muiltiplos e submuiiltiplos.
Para representarmos grandezas maiores do que a unidade, usamos
os miiltiplos. Os mais usados sao:
QUILO - O valor da unidade MEGA - O valor da unidade
fundamental ¢ multiplicado por um mil || fundamental € multiplicado por um
(x 1.000), representado pela letra "k". milhao (x 1.000.000), representado
pela letra "M".
Para representarmos grandezas menores do que a unidade, usamos
os submuiltiplos. Os mais usados sao:
MILI - O valor da unidade MICRO - O valor da unidade
fundamental € dividido por um mil | fundamental é dividido por um milhao
(1/1.000) representado pela letra "m". | (1/1.000.000), representado pela letra
wn,
NANO - O valor da unidade PICO - O valor da unidade
fundamental € dividido por um bilh@o | fundamental € dividido por um trilhio
(1/1,000.000.000), representado pela | (1/[Link].000), —_representado
letra "n". pela letra "p",
As grandezas mais empregadas em eletr6nica sio:
= KV, Vv, myn.
- A, mA, pA
Poténcia - kW, W, mW, pW
Capacitancia - F, mF, pF, nF, pF
Indutancia = - H, mH
Freqiiéncia - MHz, kHz, HzINSTITUTO PADRE REUS 03
Capacitdncia: unidade Faraday = F
Induténcia: unidade Henry = H
Freqiiéncia: unidade Hertz = Hz, serao estudadas mais adiante.
Para facilitar a conversio de unidades, podemos usar a tabela e
seguir os seguintes passos:
1° - O valor dado deveré ser distribuido, na tabela, de maneira que
cada algarismo ocupe uma coluna, sendo que o tiltimo algarismo da parte
inteira e a virgula fiquem na coluna correspondente a respectiva unidade.
O tiltimo algarismo da parte inteira de um numero é aquele que esta
4 esquerda da virgula.
Veja o exemplo:
Ma 2 Q
WV v mV wW
A mA BA
kw WwW oW AW
F oF uF oF F
ct ni
Miz kez He
| Bxemplos:04 INSTITUTO PADRE REUS
Este € 0 algarismo que i ae
: deve estar na coluna da
Ex.: 60,5 ; ‘A respectiva unidade
parte inteira a
2° - Ao transformar uma unidade, desloca-se a virgula, da coluna
em que se encontra (que é a unidade fornecida) até a coluna da unidade de-
sejada. Caso nao existam algarismos, até esta coluna, deve-se preenché-la
com 0 algarismo zero.
Exemplo: 60,5 mA equivalem a quantos A?
A mA
Esta virgula deve ser deslocada até a
coluna do "A". Como nao existem algarismos
suficientes, coloca-se zeros.
0,|0 |/6)/0 5
Logo: 60,5 mA = 0,0605 A
3° - Os zeros a direita do ultimo algarismo (diferente de zero) apés a
virgula, poderio ser cortados.
Exemplo: 0,005600 kQ = 0,0056 kQ
4° - O mesmo ocorre com os zeros que estiverem 4 esquerda do
primeiro algarismo da parte inteira.
Exemplo: 07,55V =7,55V
* Quando a parte inteira for representada somente por um algarismo
zero, este nao pode ser eliminado.
Exemplo: 0,05 m2.
este uo pode ser eliminado)INSTITUTO PADRE REUS 0s
INSTRUMENTOS BE MEDINAS
Nesta etapa do nosso curso, n&o vamos entrar em detalhes de
construgao dos instrumentos utilizados em eletrénica, mais tarde, quande
voci tiver acumulado um maior conhecimento, vamos voltar a este as-
sunto. Por enquanto, é importante que vocé saiba:
@) que os instrumentos utilizados para a medig4o de correntes, sao
chamados de amperimetros, miliamperfmetros ou microamperimetros, de-
pendendo da intensidade da corrente a ser medida. Sao ligados em série, no
circuito. Na sua ligagdo, deve ser observada a sua polaridade: um dos ter-
minais est marcado + (positivo), 0 outro - (negativo). Sao Tepresentados
pelos seguintes simbolos:
SIMBOLOS
(A) Amperimetro
(i A) Miliamperimetro
@) Microamperimetro
=
ut
ale
= 0,1A ou 100 mA
~ 100 ohmsINSTITUTO PADRE REUS
O instrumento deverd ter capacidade suficiente para medir a
| corrente que circula no circuito. Um método seguro é 0 de medir com
um instrumento cuja escala seja muito superior & corrente mdxima
que se espera no circuito, a fim de determinar a escala a ser usada. No
caso do circuito anterior, o instrumento deverd ter capacidade de medir
uma corrente de 100 mA.
Por outro lado, se o instrumento for destinado a medigé&o de
correntes muito intensas, a corrente de 100 mA mal vai provocar a de-
flexéio do ponteiro, nos dando como resultado uma leitura pouco pre-
cisa. Para uma boa precisiio, o ideal seria que 0 ponteiro deflexionasse
aproximadamente até a metade de sua escala.
5) o instrumento usado para medigiio de tens’o é 0 voltimetro. E
ligado em paralelo com 0 circuito. Seu simbolo €:
SIMBOLO
Figura 2
Também devemos observar a sua polaridade ao ligar um instrumento
deste tipo em um circuito DC. Se estiver ligado, com a polaridade inyertida, 0
ponteiro vai deflexionar para 0 outro lado, e nao teremos indicacao de leitura.
Exemplo de ligacdo de um voltimetro num circuito:INSTITUTO PADRE REUS. 07
O voltimetro deve indicar 7V. Diivida? Entao calcule a queda de
tensdo sobre R,, usando as formulas que vocé j4 conhece. Aqui, da mesma
forma que nas medidas de corrente, vocé comeca usando um instrumento
que tenha uma escala bem maior do que a tensdo que vocé espera encontrar
no circuito.
R=R,+R,
R, = 302+ 70
R, = 1002
E,=R, x1, (associagdo em
série I,=1, =1,)
E, = 702 x0,1A
E,=7V
R
c) para medidas de resisténcia, usamos o ohmimetro. Ele nos indica
os valores das resist€ncias, se esto dentro dos valores especificados pelo
fabricante, se existe continuidade em um circuito, etc. O aluno poderd estar,
neste momento, pensando porque medir os resistores, se eles j4 so identifi-
cados por faixas. Acontece 0 seguinte, por defeito num equipamento, ou
por defeito no préprio resistor eles podem alterar o seu valor. Resistores de
carvao geralmente alteram o seu valor para mais. Podem chegar até a abrir.
Uma resisténcia aberta tem resisténcia infinita, uma chave aberta tem re-
sisténcia infinita, e uma chave fechada, tem resisténcia zero.
O que entendemos por medida de continuidade, em um circuito?
Experiéncia: Vamos supor que vocé tem um fio, e suspeita que ele
esteja quebrado. Como fazer para nos certificarmos? E simples. Desligamos
no circuito, uma das pontas do fio e ligamos os terminais da ponta de prova
do ohmimetro nas pontas do fio. Se 0 mesmo apresenta continuidade, o
ohmimetro vai marcar 0 (zero) ohms, se o fio estiver interrompido, a re-
sisténcia no ohmimetro sera infinita.
Para medir uma resisténcia no circuito, também devemos desligar08 INSTITUTO PADRE REUS
pelo menos um dos terminais da resisténcia. Aplicamos as pontas de teste
do instrumento nos terminais da resisténcia e medimos o valor na escala.
Exemplo de utilizag&o de um ohmimetro, testando 0 valor de uma resistén-
cia (a energia para deflexionar o ponteiro é fornecida por uma bateria in-
terna).
Figura 3
Quando estudarmos 0 multiteste, vamos lhe dar informagdes bem
mais detalhadas sobre o funcionamento do ohmimetro. Aguarde!!!
MARNERESMT
Magnetismo € 0 poder de atragao que certos materiais possuem. E
com 0 uso do magnetismo que conseguimos grandes quantidades de energia
elétrica. A seguir, vocé vai entender como isso é feito.
IMAS sio todos os materiais dotados de magnetismo. Os imas
naturais sao aqueles encontrados na natureza, e que apresentam pro-
priedades magnéticas sem a intervengado do homem.
Mas o que é 0 magnetismo? Na verdade, nao sabemos. Sabemos
apenas, que € uma forga invisivel cujos efeitos conhecemos, e aprendemos
a utilizar.
O que é campo magnético? Ao redor de um imi existem linhas de
forga invisiveis, que deixam o im em um ponto e entram em outro ponto.INSTITUTO PADRE REUS 09
O que sao pélos? Os pontos em que as linhas de forga deixam 0 ima
© por onde entram no imi, so chamados de pélos. Num ima, vamos ter,
portanto, sempre dois pdlos. O pélo norte, por onde saem as linhas de
forga, ¢ 0 pdlo sul, por onde entramas linhas de forga.
“<— LINAS DE FORGA —> WW
Figura 4
Se vocé aproximar dois imés, de Agora, se vocé aproximar o
modo que os pélos norte fiquem de frente pélo sul de um ima com o pélo norte
um para o outro, vocé vainotaruma forgade de outro, vai notar uma forca de
repulsio entre os imas. A aproximagio de atragio.
dois pélos sul vai provocar idéntica reago
nos {mas
ae — ocean
REPULSAO ATRACAO
Figura 5
Caracteristicas das Linhas de Forca:
a) Nunca se cruzam
b)Formam um circuito fechado
c) Procuram sempre o caminho mais facil
O campo magnético € 0 espago onde atuam as linhas de forga de um ima. As
linhas de forga, logicamente, também circulam dentro do ima, completando 0 circuito
magnético; intenamente o sentido de circulaco é de sul para norte,10 INSTITUTO PADRE REUS
Blindagem Magnética
Comprovou-se que nao existem isolantes para linhas de forca
magnética, Elas passam por todas as substancias. No entanto, como as li-
nhas de forga sempre procuram o caminho mais facil, usamos essa pro-
priedade para isolar certas areas num circuito, ou num instrumento, fazendo
com que as linhas de forga circulem por uma chapa de ferro doce.
- CHAPA DE FERRO DOCE,
tiie
ai
il!
if
Hi,
i
ie
AREAS SEM
ATUACAO DAS
LINHAS DE FORCA
ht
Por
ania
i
Figura 6
A oposigao ao fluxo das linhas de forga magnética é chamada de
relutancia. O ferro doce, apresentando um caminho de baixa relutancia
para as linhas de forga, faz com que as linhas de forga circulem por ele. Nos
circuitos eletrénicos as blindagens magnéticas so muito usadas (as blin-
dagens dos transformadores de freqiiéncia intermedidria, sfo um exemplo).
Quando a blindagem for para impedir a entrada das linhas de forga,
nao ha necessidade de que os cantos sejam arredondados, pelo menos na
parte exterior, Mas, se forem para evitar a safda de linhas de forga, os can-
tos da blindagem magnética devem ser arredondados, pois as linhas de
forga facilmente escapam pelas paredes com pontas.
Foi dito, que a relutancia 6 a oposigao ao fluxo de linhas de forca
magnética. Na verdade, podemos comparar a reluténcia, num circuito
magnético, a resisténcia num circuito elétrico.
O ferro doce é um material que permite a passagem das linhas de
forga com mais facilidade do que oar.INSTITUTO PADRE REUS ul
Um processo bastante simples, para que se possa visualizar as li-
nhas de forga, consiste em espalhar limalhas de ferro sobre um pedago de
papel, que esté sobre um ima. Vai se espalhando as limalhas de ferro, aos
poucos, sobre o papel, e seré observado que elas nao se distribuirao unifor-
memente sobre a folha. As limalhas se arranjarao, de tal modo, que teremos
uma maior concentragdo nos pélos do ima, que nas outras partes do papel.
Poderemos observar, também, que as limalhas vao se espalhando em uma
série de linhas ao redor dos pélos, tomando o aspecto do campo magnético.
Figura 7
Movimentando-se um ima nas proximidades de um condutor fixo,
estando ligado a este condutor um instrumento bastante sensivel, vamos
notar que o ponteiro do instrumento vai indicar a circulagéo de uma cor-
rente.
Figura 812 INSTITUTO PADRE REUS
O movimento é necessério porque as linhas de forga do ima necessi-
tam "cortar" 0 condutor, para que aparega uma corrente elétrica. Se colocar-
mos 0 ima perto do condutor, sem movimento algum, notaremos que nao
haverd deflexao nenhuma do ponteiro.
Ao invés de movimentarmos o ima, também podemos deix4-lo fixo
€ movimentar 0 condutor. O efeito sera o mesmo. Assim, para podermos
gerar uma corrente elétrica usando o magnetismo, é necessdrio um
movimento relativo entre 0 campo magnético e o condutor.
Para aumentarmos a quantidade de energia elétrica gerada pelo
movimento de um condutor, nas proximidades de um ima, podemos:
a) Aumentar 0 comprimento do condutor que cruza as linhas de forga do ima;
para isso, podemos enrolar o condutor, formando uma bobina.
Uma bobina é formada de varias voltas do condutor. Movimentando-se a bo-
bina dentro do campo magnético, a energia gerada ser bem maior.
4) Aumentando-se a poténcia do ima.
c) Aumentando a velocidade com que 0 condutor corta 0 campo magnético.
Eletromagnetismo |RSS CTO
Acabamos de lhe explicar como um campo magnético pode gerar
uma corrente elétrica num condutor. Agora, pense um pouco. Uma corrente
elétrica, circulando por um condutor, pode gerar um campo magnético? A
resposta é afirmativa. Basta que a corrente elétrica circule por um condutor,
para que tenhamos um campo magnético, que dependeré da intensidade da
corrente. Tdéo logo cesse a corrente, desaparece também o campo
magnético. Chamamos de eletromagnetismo ao magnetismo criado pela
corrente elétrica.
I A forma do campo magnético,
em torno do condutor, é circular e €
perpendicular a diregao da corrente
que 0 produz
Figura 9INSTITUTO PADRE REUS 13
Sabendo a diregao da corrente elétrica no condutor, podemos, facil-
mente determinar a diregio do campo magnético. Para isso usamos a regra
da mio direita. Tomando o condutor com a mio direita, com o dedo polegar
apontamos para a diregdo em que circula a corrente elétrica. Os demais
dedos vao nos indicar a diregao em que circulam as linhas de forca ao redor
do condutor.
diregio da
diregao do
corrente ses
campo magnético
Figura 10
O efeito do campo magnético é maior préximo ao condutor e di-
minui 4 medida que nos afastamos deste. O isolamento do condutor nao
possui efeito algum sobre 0 campo magnético, pois j4 vimos que nao ha iso-
lante para as forgas magnéticas.
O campo magnético gerado por uma corrente elétrica ocorre em
todo o comprimento do condutor. Isto equivale dizer que o campo ter4
pouca intensidade, uma vez que estar estendido por todo o condutor.
Agora, se dermos uma volta no condutor, teremos uma maior concentragaéo
do campo magnético, dentro de um espago mais reduzido. Poderemos, em
vez de uma, colocar duas voltas do condutor, conforme mostrado na figura
11. O campo magnético resultante seré maior, pois todo o magnetismo que
produz a corrente, em cada volta, vai se somar com o magnetismo da outra,
resultando um campo magnético bem mais intenso. O condutor forma,
deste modo, uma bobina, ou solendide.
A bobina apresentard apenas um pélo sul ¢
um pélo norte. Apesar da intensidade do campo
magnético de uma bobina ser aumentada pelo
aumento da intensidade de corrente e pelo aumento
do ntimero de espiras, na pratica, a sua intensidade
ainda nao ser4 muito grande. Para aumentar a inten-
sidade do fluxo magnético, acrescentamos um
nticleo de ferro doce 4 bobina. Devido a pequena
oposigio (pequena relutancia) que o nticleo de ferro
oferece as linhas de forca, 0 seu uso vai aumentar, ¢
muito, a intensidade do campo magnético. A bobina
vai apresentar as mesmas caracteristicas de um ima. Porém, com uma diferenga bastante
significativa. Tao logo cesse de fluir corrente, 0 campo magnético deixa de existir.
Figura 1114 INSTITUTO PADRE REUS
Vamos construir juntos um Eletroim@? <=
Basta enrolar umas 50 voltas de fio encapado, num prego grande.
Ligue as pontas do fio numa pilha. Vocé vai notar que o prego vai apresen-
tar propriedades magnéticas, quando estiver circulando corrente pelo fio,
podendo atrair pequenos objetos metélicos, como clips, etc.
Figura 12
TENSAD E CORRENTE
ALTTERMAA
Até agora, trabalhamos apenas com fensdo e corrente continua,
isto é, aquela corrente que circula somente em uma diregio, e que é a cor-
rente fornecida pelas pilhas e baterias. A tensao continua, praticamente,
ndo € usada para iluminagao e distribuig&o de energia, existem muitas
razOes para isso. Uma das principais razdes é de que a tensio alternada
pode facilmente ser aumentada ou diminuida, empregando transformadores,
com um minimo de perdas. As tenses continuas nao podem ser alteradas
sem uma considerdvel perda de energia.
Acorrente que circula em nossa casa é corrente alternada.
Mas, o que é uma tensao alternada? A melhor maneira de fazer vocé
entender, € através de um gréfico Veja como representamos, num grafico, a
tensfo contfnua e a tensdo alternada.INSTITUTO PADRE REUS 15
E EB
A
+ +
>
o+——————__ +r ° :
ae t "B"
TENSAO CONTINUA TENSAO ALTERNADA
Figura 13
Os grdficos nos apresentam a "forma de onda" da tensdo continua e
da tensdo alternada. Formas de onda sao os graficos que nos indicam, como
a tensdo ou uma corrente se comporta num certo intervalo de tempo.
O tempo é representado na linha horizontal.
Na linha vertical, nés temos a indicag&o da amplitude, ou seja, da
intensidade da tensGo ou de uma corrente. Assim, o grafico "A" quer nos
dizer que em qualquer tempo que formos medir uma tensdo continua, seu
valor sera sempre o mesmo.
No caso de uma pilha de 1,5V, ela vai fornecer sempre esta tensio a
um circuito, desde 0 momento em que ligamos a chave do circuito, até o
momento em que o desligamos.
A tensio alternada j4 é bem diferente: est continuamente variando.
Parte de um valor zero, e vai subindo gradativamente até chegar a um valor
maximo. Chegando neste valor maximo, comega a diminuir, até chegar a
zero novamente. Ai inverte a sua direcéo e comeca a fluir em sentido con-
trério, até um valor maximo negativo, voltando novamente a zero. A forma
de onda da tensao alternada apresentada é chamada de senoidal, porque tem
a forma de uma sendide. E com essa forma de onda de tensio alternada que
vamos normalmente trabalhar, mas podemos ter formas de onda de tensao
alternada bastante diferentes desta. Para ser uma tens4o alternada, basta que
em parte do tempo a tensdo seja positiva, parte do tempo negativa, 0 que
pode ser visualizado com um osciloscépio.
a0
wo
Os valores acima da linha horizontal do grafico sito consi-
PY derados positivos; abaixo, negativos.16 INSTITUTO PADRE REUS
Podemos, ent&o, definir a tensio alternada como sendo aquela que
periodicamente inverte a sua polaridade e continuadamente varia em mag-
nitude (que € 0 mesmo que amplitude, grandeza, intensidade ou quanti-
dade).
Ciclo de uma Corrente (ou Tensdo) Alternada ou CA ===
2 0 (+)
onicavatas SEMICICLO POSITIVO (+)
© ciclo de uma CA é
formado pelo semiciclo +
€ 0 semiciclo -
t
SEMICICLO NEGATIVO (-)
UM CICLO DE UMA CA Figura 14
Chamamos de ciclo de uma corrente alternada ao conjunto dos valo-
tes positivos e negativos. Na figura 14, representamos graficamente um ci-
clo de uma tensao alternada senoidal.
Periodo de uma Corrente Alternada ===
E
A |
1
| T=PERIODO DE UMA CA
i
i
T 1
Figura 15
Chamamos de periodo de uma corrente alternada ao tempo gasto
para completar um ciclo.INSTITUTO PADRE REUS 17
Freqiiéncia de uma Corrente Alternada =m
E 0 ntimero de ciclos por segundo. A unidade de freqiiéncia é o:
ciclos
Herta Hage segundos
Os miiltiplos do Hertz si0: Quilohertz (x 1.000 Hertz)
Megahertz (x 1.000.000 Hertz).
0
£ O periodo é 0 inverso da freqiiéncia: T
Assim, se desejarmos saber qual 0 periodo de uma CA, sabendo a
sua freqiiéncia, fica facil.
Exemplo: Calcular 0 periodo de uma CA cuja freqiiéncia € 100Hz?
Fe a.
ts
No Brasil, rede de energia elétrica comercial tem a freqiiéncia pa-
drao de 60Hz. Isto quer dizer que a lampada da nossa casa, em cada
segundo, apaga 120 vezes; é tio rapido que a nossa visio nao acompanha, e
n&o notamos este fendmeno. Vocé pensou que deveria apagar 60 vezes,
porque a freqiiéncia é 60Hz? Mas observe, que para cada ciclo, a tensio
chega a um valor maximo positivo, volta a zero (neste exato momento nado
circula corrente no citcuito, a lampada est4 apagada); a partir daf a corrente
inverte 0 seu sentido, chega ao maximo negativo e volta a zero novamente.
Entao, em um ciclo, por duas vezes a corrente chegou a zero, a lampada
apagou duas vezes. Em outras palavras para cada ciclo completo, a corrente
por duas vezes passa pelo "zero".
SIMBOLO
Fonte de CA ¢ )
= 0,01 seg.18 INSTITUTO PADRE REUS
Medidas importantes de uma forma de Onda CA ===
O aluno deve acostumar-se com os termos "valor m4ximo", "valor
de pico", "valor de pico a pico", etc., de uma CA. Para um melhor entendi-
mento, vamos analisar um ciclo de uma forma de onda de tensio CA, com
alguns valores: b
-— Valor maximo positivo ou
valor de pico positivo
a
+155,5 V -4-->
Valor
de pico 0
apico
-155,5V-4_---------S 4__ Valor maximo negativo
Figura 16
Valor Maximo - Este é 0 maximo valor, que a forma de onda atinge
num semiciclo. Na figura 16, o valor maximo da tens&o alternada é 155,5V.
E também chamado de valor de pico.
Valor Pico a Pico - Esta é a variagdo que ocorre entre 0 maximo
positivo e o m4ximo negativo. No caso da figura 16, a diferenga entre o
valor maximo positivo e o valor m4ximo negativo, do ciclo completo é
311V.
Vpp = [Link]. - [Link].
Onde: Vpp = valor de pico a pico
‘[Link]. = valor maximo positivo
[Link]. = valor maximo negativo
Vpp = 155,5 - (-155,5)
Vpp = 155,5 + 155,5
Vpp = 311V
Valor Efetivo = Este valor equivale a 0,707 do valor maximo. No
caso, 0 valor efetivo da CA do grafico anterior é de 110V. E em valores
efetivos que est4 calibrada a escala dos instrumentos que medem CA. O
valor efetivo é também chamado de valor RMS.INSTITUTO PADRE REUS 19
Quando formos medir uma tens3o ou corrente CA, 0 ponteiro do
instrumento nao vai ficar vibrando, acompanhando as variagdes da CA,
como poderiamos supor. Ele é construfdo para nos indicar a tensfo ou cor-
rente efetiva. Por tensio efetiva, entendemos que é aquela que, comparada
com uma tensao DC, vai provocar o mesmo efeito térmico em um resistor.
Assim, uma tensio de 110V DC vai provocar 0 mesmo aquecimento de
uma fensdo efetiva de 110V CA, equivalendo a 0,707 de 155,5V.
Circuitos de CA contendo apenas Resisténcias ===
Muitos circuitos em que sao utilizados tensdes e correntes alter-
nadas sao constitufdos de resist€ncia pura. Para estes circuitos, permanecem
valendo as regras e leis estudadas para os circuitos de corrente continua.
Deveremos sempre usar os valores efetivos da CA, a nao ser que for espe-
cificado o contrario.
Tensao e Corrente nos Circuitos Resistivos: sao citcuitos que con-
tém apenas resisténcias puras. J4 estudamos o comportamento de uma ten-
so CA. Sobe até um m4ximo, cai a zero, cresce até um maximo negativo,
e volta novamente a zero. Num resistor, a corrente segue exatamente a ten-
s&éo: quando a tensao sobe, a corrente sobe. Quando a tensdio chega ao seu
maximo valor positivo, a corrente chega ao seu maximo valor Ppositivo.
Quando a tensio comega a decrescer, a corrente também comeca a de-
crescer. Dizemos ent&o, que a corrente est4 em fase com a tensio. Um
grafico que mostra a corrente e a tensao em fase pode ser visto a seguir.
Figura 17
As amplitudes das formas de onda néo necessitam ser
iguais; para estar em fase, devem ter a mesma Sreqiiéncia e atingir
os pontos de valor maximo, de valor zero, e de valor minimo, ao
mesmo tempo.20 INSTITUTO PADRE REUS
INDUTANGIA
J4 estudamos que uma corrente elétrica, circulando por um con-
dutor, produzird um campo magnético e encontrar4 uma resisténcia elétrica
oferecida pelo condutor, quando houver variag&o na intensidade da cor-
rente. A essa propriedade fisica do condutor de procurar se opor 4 variagéo
na intensidade de corrente que por ele passa, dé-se 0 nome de indutancia.
Quanto maior for a induténcia, maior seré a oposigao a essa mudanga na
corrente.
A indutancia existe em qualquer circuito, e seu efeito é sentido toda
vez que a corrente varia. O simbolo para representar a indutdncia € a letra
"L", e a indutancia é medida em Henrys. Para aumentarmos a indutancia
em um circuito, utilizamo-nos de indutores, que nada mais so do que bobi-
nas.
SIMBOLO DE UMA BOBINA
BOBINA COM
BOBINA COM NOCLEO DE BOBINACOM
NOCLEO DE AR
FERRITE
AJUSTAVEL
Foi dito que o efeito da indutdncia
aparece pelas variacées do campo magnético.
Para uma melhor compreenséo, vamos estudar 0
circuito da figura 18.
Figura 18
No momento em que fechamos a chave, a corrente circula pelo cir-
cuito constituido de uma bobina. Forma-se um campo magnético com as
suas linhas de forga. Agora, af é que ocorre um fen6meno muito interes-INSTITUTO PADRE REUS 21
sante € que vocé deve procurar entender. No momento em que a chave é
ligada, a corrente demora um tempo, apesar de muitissimo pequeno, para
partir do zero até o seu valor normal determinado pela resisténcia 6hmica
do circuito, no caso, determinada apenas pelo valor da resisténcia do fio da
bobina, muito pequena. Enquanto a corrente est4 aumentando, de zero até
este valor normal, o campo magnético est4 se expandindo. A expansio
desse campo magnético vai fazer com que aparega na bobina uma forga ele-
tromotriz chamada de auto-indugio, que se opde a tensao produzida pela
pilha. Em outras palavras, o campo magnético em expansfo tende a gerar
uma forga que se opde a forga que gerou o campo magnético. Parece com-
plicado, mas é exatamente o que acontece.
Quando a corrente atinge o seu valor normal, 0 campo magnético
no mais se expande, fica fixo, e nao mais é gerada a forca eletromotriz de
auto-indugdo. Mas qualquer variagio na corrente elétrica vai fazer com que
ela apareca novamente. Vocé deve ter observado que a corrente continua,
por se apresentar normalmente constante, s6 vai fazer aparecer o efeito da
indutancia no momento em que ligamos ou desligamos o circuito. Agora, se
aplicarmos uma corrente alternada num circuito com alta indutancia, esta
corrente vai ser afetada pela indutancia durante todo o tempo, uma vez que
a corrente alternada est4 sempre variando.
‘Vocé também pode raciocinar, em termos da indutfncia num cir-
cuito, da seguinte maneira: a induténcia sempre se opde ads variagées da
corrente no circuito. Se a freqiiéncia aumenta, a indutancia tende a
aumenté-la. Se a freqiiéncia diminui, a indutancia tende a diminui-la.
Qualquer fator que modifica o campo magnético também vai alterar
a indutancia de um circuito. Basta vocé colocar um niicleo de ferro em uma
bobina com niicleo de ar, que vocé vai alterar a sua indutncia.
Para medirmos a indutancia de uma bobina, necessitamos de instru-
mentos especiais, de laboratério. B uma medida pouco comum em oficinas,
justamente por isso. A titulo de ilustrag&o, vamos apenas lhe dizer que sao
muitos os fatores que alteram a indutancia de uma bobina. Podemos desta-
car o ntimero de espiras, 0 espagamento entre as espiras, o diametro de bo-
bina, a qualidade da substancia em que est4 enrolada a bobina, o diametro
do fio, o nimero de camadas, o tipo de enrolamento e finalmente a forma22 INSTITUTO PADRE REUS
da bobina. Nao vamos nos preocupar muito em determinar a indutancia de
uma bobina. Vocé vai notar que para o trabalho técnico em radio, isso no
ser4 muito importante. O que vocé deve saber, e ter sempre em mente, €
que qualquer fator que venha a aumentar a intensidade do campo
magnético, aumentard a indutancia.
Indutor com Indutor com Indutor feito
bobina trangada niicleo toroidal sobre um resistor
Figura 19a Figura 196 Figura 19¢
Figura 19d Figura 19e Figura 19f
Indutor com nticleo Indutor selado com Indutor sem nucleo
ajustavel de ferrite nticleo de ferrite
Figura 20a Figura 20
Indutor (reator) de lampada fluorescente _Indutor com niicleo laminado (semelhante a
um transformador, mas com 2 fios apenas).
Reaténcialhdutida
Chamamos de reatancia indutiva a oposig&éo que apresenta uma bo-
bina 4 passagem de uma corrente alternada. Representamos a reatdncie
indutiva pelas letras "X,".INSTITUTO PADRE REUS 23
Matematicamente, a reatancia indutiva pode ser calculada pela
seguinte formula:
X,=2xaxfxL
Sendo que m € uma constante cujo valor é 3,14,
Logo X; = 6,28 x fx L
Onde: /f = freqiiéncia da corrente alternada, em hertz
L = indutancia da bobina, em Henrys
X,, = reatincia indutiva, em ohms
O que esta férmula nos diz de importante, e que devemos guardar, é
© seguinte: a reatancia indutiva aumenta com a freqiiéncia da corrente alter-
nada € com o aumento da indutancia da bobina.
a2
oF
Nos os de corrente continua, a reatdncia indutiva é zero,
X, = 6,28 x fx L = 6,28 xOxL=0
A corrente num circuito indutivo apresenta ent&o duas oposigGes:
uma € a resisténcia Ghmica do circuito, outra a reatancia indutiva. A
oposicao total ao fluxo de uma corrente alternada é chamada de impedén-
cia.
Relagdo entre a Tensdo e a Corrente em um
Circuito [ndutiv0
A reatancia indutiva, como ja foi visto, nao somente limita o
fluxo de corrente num circuito de CA, como também tende a retardar seu
crescimento, ou sua queda.
‘Tensio Corrente
{= de tensfio
360°
B Figura 2124 INSTITUTO PADRE REUS
Defasagem entre a tensdo e a corrente num circuito indutivo de CA.
Na letra A da figura 21, uma onda senoidal de tensao é aplicada a
uma indutancia pura. A corrente no circuito também segue a forma da onda
senoidal, entretanto, é necessdrio determinar-se, precisamente, 0 atraso no
tempo entre o ponto de tensio maxima e o momento em que a corrente
atinge seu maximo valor, ou seja, a defasagem entre a tensAo e a corrente.
Locando-se a tensfo e a corrente num circuito indutivo, através de
um grafico e sob a forma de ondas senoidais, tal como na figura 21,
observa-se que a corrente é nula, quando a tenséo aplicada é mdxima, ou
maxima quando esta é nula. Conseqiientemente, diz-se que a corrente est4
atrasada em relacdo a tensdo de 90°,
Ainda da observacao da figura 21 conclui-se que, quando a tensao
aplicada é nula, nao ha oposi¢ao (Corrente Maxima) e quando a tensdo apli-
cada € maxima, ha uma oposigaio maxima (Corrente Nula), ou seja, hd uma
-tensGo induzida, na diregdo oposta, que nada mais é senio a forga contra-
eletromotriz (Feem).
-Associacéo de Indutores em S€Fi¢ itt
oli ly Ls Ln Ly
OTT — WHIM 000 —_ Wo = WHIT —
Figura 22
A férmula empregada para calcular a indutancia total da associagao
‘€ semelhante a usada para resistores em série.
L,=L,+L, +L; +...+L,
Exemplo: Calcular a indutancia total de uma associagdo em série de
ts indutores cujos valores so 40uH, 80H, 100uH.
L=L,+bL,+Lh,
L, = 40uH + 80uH + 100uUH
L, = 220pHINSTITUTO PADRE REUS 6
Associagdo de Indutores em Paralelo mss:
---- Figura 23
A indutancia total de um circuito contendo dois ou mais indutores,
associados em paralelo é calculada da mesma maneira que é aplicado para
resistores em paralelo ou para capacitores em série.
A indutancia total é igual ao inverso da soma dos inversos dos
indutores.
Lae
Supondo o exercicio 18 deste polfgrafo, onde:
L, = 10 mH L,=20mH L,=20mH
Aplicando a férmula teremos:
L,= /
if, d i
10 * 20-* 20
Resolvendo o M.M.C. entre os denominadores teremos:
10, 20, 20 | 2
5, 10, 10} 2
3, 5, 5] 5
Wii
O Menor Miltiplo Comum (M.M.C.) =2x2x5=20
Teremos entio:
1 1
here a
20 20
1,4 5 1, 20 20
Se Lez 30 Logo: Lepr ey Ls p=SmH26 INSTITUTO PADRE REUS
CAPACITANDIA -
Anteriormente, vimos que a indutancia é a propriedade de um cir-
cuito em se opor a variagao de corrente e a reatancia indutiva € a oposic¢io
ao fluxo de corrente alternada.
Define-se capacitincia como sendo a propriedade fisica que um cir-
cuito elétrico apresenta de se opor a variaco de tensiio.
A capacitancia possui um efeito oposto ao da indutancia, isto pode
ser verificado quando aplicamos uma tensaéo a um circuito contendo in-
dutancia, caso em que surge, de imediato, uma oposi¢ao que ocasiona um
atraso no crescimento da corrente através da bobina. Entretanto, quando se
aplica uma tens&o a um circuito contendo capacitncia, a corrente alcanga
um valor m4ximo quase instantaneamente decrescendo, em seguida, grada-
tivamente a medida que a oposig&o aumenta, até anular-se. Além disto, se a
tens&o aplicada € removida, a corrente causada pela mesma permanece
armazenada durante algum tempo e pode ser posteriormente usada (0 ar-
mazenamento se daria por tempo indeterminado se a poeira e a umidade
existente no ar ambiente nao provocassem a descarga e se 0 dielétrico fosse
um perfeito isolante).
Estudo do Capacitor a eee
a) DEFINICAO: Capacitor é um dispositivo que tem a propriedade
de armazenar carga elétrica, possuindo a propriedade da capacitancia.
Esse armazenamento de energia pelo capacitor feito até atingir
determinado instante, em que a devolve ao circuito.
SIAYTTEHO)
if SpINSTITUTO PADRE REUS 27
b) CONSTITUICAO: O capacitor é constituido por duas placas de
material condutor, separadas por um dielétrico ou material isolante
qualquer (figura 24).
Entre as placas de um capacitor ligado a um circuito existe um
campo eletrostético, porque as duas placas estarao em potenciais diferen-
tes, e o dielétrico impede que os elétrons se transfiram da placa de potencial
mais baixo (-) para a de potencial mais alto (+).
TOM. <—$ Condutor
MATERIAL ISOLANTE!
ToT <— Condutor
- atin Figura 24
Segdo de um capacitor basico oe
O capacitor nao oferece imediata oposig¢ao ou reagdo a uma tensio
aplicada (a corrente flui) e oferece uma reag4o maxima, quando a tensio é
retirada (capacitor carregado).
Assim, podemos considerar que 0 capacitor sempre oferece uma
oposigao retardada a tensao, isto é, acumula a energia elétrica do circuito,
quando a tensao é removida. >
Essa energia pode ser devolvida no circuito, desde que seja rompida
a tensaio existente entre as placas do capacitor (ou seja, a tensdéo do
dielétrico), permitindo a passagem dos elétrons de uma placa para outra. A
tens&o em que se rompe 0 dielétrico, isto 6, em que o dielétrico passa a ser
condutor, é denominada "tensdo de ruptura"’.
c) COMPORTAMENTO DO CAPACITOR, EM CC E CA
1 - Em CC: Como vimos, a fun¢o do capacitor em um circuito é
armazenar energia, isto é, ele é carregado, conservando em suas placas,
quantidades iguais e opostas de cargas. Podemos, entao dizer que, devido a
essa caracteristica de separagao das cargas nas placas que se mantém em
potenciais diferentes (pois 0 dielétrico nao permite que haja o equilibrio de28 INSTITUTO PADRE REUS
potenciais), 0 capacitor age como um circuito aberto, em relagao a uma
fonte de CC. Isto pode ser observado quando ligamos um capacitor a uma
fonte de CC; a corrente alcanga um valor méximo quase instantaneamente,
caindo depois, rapidamente, até anular-se, no momento em que o capacitor
se carregar completamente. As curvas a seguir mostram, graficamente, 0
que acima foi dito.
+E
pai By Grdficos da Ee I, num
circuito capacitivo
a ke
0 ‘Tempe Figura 25
A causa deste fato € a oposigio oferecida pela FCEM (fora contra-
eletromotriz) a tensdo aplicada ao circuito; essa FCEM originada num ca-
pacitor sé atingiré um valor maximo depois que ele estiver completamente
carregado. Assim, no capacitor carregado, cessa a agao da tensao aplicada
ao circuito e, em conseqiiéncia, anula-se a corrente por ela originada.
Comportamento do capacitor, em CC
Capacitor parcialmente carregado
bSee f +
| Figura 26
Capacitor completamente carregado com a tensio EINSTITUTO PADRE REUS 29
E importante observar que, depois que o capacitor tiver sido
py carregado, e desligada a fonte de CC, ou seja, cortada a tensdo do cir-
cuito, sua carga vai se extinguindo aos poucos, devido a Corrente de
Fuga através do dielétrico. Porém, a carga fica retida durante um certo
tempo, durante o qual é perigoso a vida humana manusear o capacitor
carregado (principalmente se a carga for realizada com uma diferenca
de potencial de 1.000 V ou mais). Um contato acidental com os termi-
nais de um capacitor carregado envolve 0 mesmo risco que 0 contato
com qualquer outra fonte de voliagem do mesmo valor. Deve-se, por-
tanto, antes de manusear capacitores carregados, dissipar sua carga,
curto-circuitando seus terminais por meio de um fio condutor isolado.
2 - Em CA: Como ja vimos, h4 um retardamento no estabelecimen-
to da FCEM em um capacitor. Este retardamento € de grande importancia
num circuito de CA, pois que, em tal circuito, a corrente est, periodi-
camente, mudando de sentido. Sabemos também, que o capacitor se car-
rega, conservando quantidades iguais e opostas de carga em cada placa.
Assim, se ligarmos um capacitor a um circuito de CA, como esta circula
ora num sentido, ora noutro, teremos as placas do capacitor com cargas ora
positivas, ora negativas, conforme a variacao periddica do sentido da cor-
rente. Observa-se que, embora a CA circule ora num sentido, ora noutro, no
circuito onde est intercalado o capacitor, os elétrons nao passam de uma
placa para a outra, no interior do mesmo; o que na realidade ocorre, é que o
fluxo dos elétrons se desloca ora para uma placa, ora para outra, através
do condutor que liga as placas. Tudo se passa conforme é mostrado na
figura 27.
Comportamento do capacitor, em CA
A B
—
o—o—_ >
Interruptor +FTensio
Corrente meinen
ae i
Capacitor se carregando é Tensao inversa
I Corrente _ _ _ _|_
+ tataee ee eaten,
Capacitor carregado30 INSTITUTO PADRE REUS
Em A da figura 27, vemos 0 circuito de carga do capacitor, assim
que a tensdo é aplicada. Em B da figura 27, o circuito foi aberto por meio
do interruptor, e a polaridade da fonte de energia foi trocada; em con-
seqliéncia, o capacitor encontra-se agora carregado com uma tensao inversa
(de polaridade inversa) 4 da fonte de energia, por ter acumulado em suas
placas a energia do circuito anterior, antes que este fosse aberto e invertida
a polaridade da fonte de energia. Uma vez ligado novamente o circuito,
fechando-se o interruptor, (letra C da figura 27), a corrente circularé em
sentido inverso ao anterior, 0 que vai ocasionar deslocamento de elétrons da
placa que se encontrava mais negativa para a placa mais positiva (descarga
do capacitor), até 0 momento em que esta se tornar4 carregada negati-
vamente, e aquela, positivamente (capacitor completamente carregado). |
Sendo a CA definida como aquela que periodicamente muda de sen-
tido, podemos dizer que, num circuito de CA, onde se acha um capacitor,
tudo se passa como foi visto acima, apenas ressaltando que as mudangas de
polaridade da fonte de energia e conseqiientes cargas e descargas do capaci-
tor serao feitas em fragdes de segundos. Podemos assim, dizer que 0 capaci-
tor dé passagem 4 CA, de modo que tudo se passa como se isso de fato
acontecesse.
Podemos concluir:
d) UNIDADE DE MEDIDA DOS CAPACITORES: Verificou-se,
experimentalmente, que havia uma relagao constante entre a carga deposi-
tada nas placas de um capacitor e a tensdo aplicada no circuito.
Essa relagado constante denomina-se "capacidade", sendo represen-
tada pela letra "'C"', e serve para medir a agao do capacitor no circuito.
Designando-se por "Q" a carga de uma das placas do capacitor
(que é a propria carga do capacitor, j4 que a carga eletrostatica acumul:
numa placa do capacitor é igual e oposta a existente na outra placa) eINSTITUTO PADRE REUS 31
"E" tensio aplicada ao circuito, podemos exprimir, matematicamente, a
telagdo que nos da a capacidade de um capacitor.
= 2
B c-¥$
A unidade de medida da Capacidade é 0 Farad, que pode ser de-
finido como sendo a capacidade de um capacitor que, tendo aplicada entre
suas placas uma diferenga de potencial de 7 Volt, armazena uma carga de
1 Coulomb, ou seja:
COULOMB
Panay = SOC
Esta unidade, entretanto, é muito grande para emprego pratico, por
isso, normalmente é utilizado seu sub-miltiplo, o Microfarad (1pF = 10-6F),
Accapacidade da terra, por exemplo, é de apenas 700 F. Supondo um
capacitor de placas quadradas, para se ter a capacidade de 1 FARAD, cada
placa teria do lado 10.620 metros. Em circuitos de Comunicagées, 0
proprio Microfarad é, as vezes, um valor muito elevado, sendo substitufdo
pelo Micromicrofarad (1puF = 10-6uF = 10-12F).
e) CONVERSAO DAS UNIDADES DE CAPACITANCIA:
de uF para nF - mova a virgula decimal 3 casas para a direita.
Exemplo: 0,1 wF = 100nF
<2
¥ Ao invés de 0,1 uF, poderd estar estampado no corpo do
y
capacitor apenas .1 F (0 ponto esté eraieplenda a wai):
ee ——
de uF para pF - mova a virgula decimal 6 casas para a direita.
Exemplos: 0,22 \\F = 220.000 pF ou
.22 uF = 220.000 pF
de nF para pF - mova a virgula decimal 3 casas para a direita.
Exemplo: 4,7 nF = 4.700 pFEs INSTITUTO PADRE REUS
de pF para nF - mova a virgula decimal 3 casas para a esquerda.
Exemplo: 5.600 pF = 5,6 nF
de pF para uF - mova a virgula decimal 6 casas para a esquerda.
Exemplo: 5.600 pF = 0,0056 wF ou .0056 1F
de nf para pF - mova a virgula decimal 3 casas para a esquerda.
Exemplo: 4,7 nF = 0,0047 pF ou .0047 uF
Tolerancia de um capacitor - nos da a indicagio dos valores
maximo e minimo da capacitancia real de um capacitor; por exemplo, um
capacitor de 4.700 pF de capacitancia nominal com tolerancia de 10%, quer
nos dizer que a sua capacitancia real poderé estar situada entre 4.700 - 470
= 4.230 pF e 4.100 + 470 = 5.170 pF
ff) REATANCIA CAPACITIVA: No capacitor, a FCEM opée-se &
variagao da voltagem ou variagao de potencial; em conseqiiéncia, opde-se
também 8 variacdo da corrente. A essa oposi¢ao do capacitor 4 variagéo de
corrente, dé-se 0 nome de "reatdncia capacitiva", cujo simbolo € "X¢",
sendo sua unidade de medida o "OHM".
No pardgrafo anterior, foram vistas algumas consideragdes sobre a
lei de Coulomb aplicada aos capacitores, bem como a variag&o propor-
cional da intensidade de corrente, em fungio dos valores da capacidade e da
variacao de tensao (Formula /=C = ah
Num circuito de CA, essa rapidez de variagao da tensao é regulada
pela velocidade angular da tensao aplicada, sendo essa velocidade expressa
em radianos, é igual ao produto 2nf.
Em conseqiiéncia, como a reaténcia capacitiva opée-se a variagao
da corrente, seu valor sera inversamente proporcional aos fatores que in-INSTITUTO PADRE REUS 33,
fluem diretamente no valor da intensidade de corrente. Em conseqiiéncia a
expressao que nos dard a reatancia capacitiva sera:
X= reatancia, em OHMS
2n= 6,28
f= freqiiéncia, em Hz
C= capacidade, em Farads
Da férmula, concluimos que, quanto maior a freqiiéncia ou o valor
da capacidade, menor ser4 a reaté@ncia capacitiva. E 0 que nos mostra 0
grafico a seguir.
Variago da Reatancia Capacitiva
Sou C Figura 28
Podemos, ento, dizer que nas baixas freqiiéncias 0 capacitor tende
a agir como um circuito aberto, pois a corrente que o atravessa é reduzida, e
nas altas freqiiéncias ele tende a se comportar como um simples condutor,
ou um curto-circuito. Esta é a raz4o por que os capacitores utilizados nas
baixas freqiiéncias tem, geralmente, um valor alto de capacidade (séo medi-
dos em 1F) e os utilizados nas altas freqiiéncias so, geralmente, de baixa
capacidade (medidos em pip! F).
g) CORRENTE E TENSAO ATRAVES DE UM CAPACITOR;
DEFASAGEM: A tensao desenvolvida através de um capacitor é, por de-
finig&o, uma tensdo oposta a tensdo aplicada ao circuito (isto porque, 4
medida que o capacitor se carrega, a tensdo desenvolvida através dele vai
aumentando, enquanto que a tensio aplicada ao circuito vai baixando, até
anular-se completamente, quando nao houver mais corrente circulando no34, INSTITUTO PADRE REUS
Circuito, ou seja, quando o capacitor estiver completamente carregado). Em
conseqtiéncia, podemos dizer que existe uma defasagem de 180° entre essas
duas tensdes ou que a tensdo através do capacitor é uma FCEM que se
opGe a tensao aplicada (FCEM).
Tenséio e corrente num circuito capacitive
‘Tensao no Capacitor
‘Tensio Aplicada Figura 29
No grafico acima vemos que, quando a tensao através do capacitor é
nula, a corrente € mdxima e quando a tensao através do capacitor €
mdxima, a corrente é nula. Assim, num capacitor, a corrente aparece de-
fasada de 90°, em avango sobre a tensao aplicada.
Tensdo de trabalho de um capacitor - (WDC - work direct current)
é sempre abaixo da tensao de ruptura. E a tensio de funcionamento normal
do capacitor. Geralmente est4 estampada no corpo do mesmo. E conve-
niente observar que sempre poderemos usar um capacitor com tensdo de
trabalho muito superior 4 tenséo méxima utilizada no circuito, sem
problema nenhum. Nao implica em nenhuma alteracdo no circuito. O que
acontece € que normalmente um capacitor cuja tensao de trabalho é alta,
tem tamanho maior do que um outro capacitor, de mesmo valor de ca-
pacitancia, s6 que com tensdo de trabalho menor. Assim, se num circuito a
tensdo maxima é de SOV, podemos usar capacitores com tensio de trabalho
no minimo de SOV, podendo ser de 100, 200, 300 ou mais volts sem
problema algum; (a nio ser o problema do tamanho j4 mencionado).
Fugas nos capacitores - chamamos de fuga de um capacitor a cor-
rente que flui de uma placa para outra através do dielétrico. Quando 0
vazamento € muito grande, provoca aquecimento, e este aquecimento
destréi 0 isolamento diminuindo a capacitancia. Os capacitores atuais apre-
sentam fuga muito pequena, sendo praticamente desprezivel, com excegaoINSTITUTO PADRE REUS 35
dos capacitores eletroliticos, que pela propria natureza da sua construgao,
apresentam sempre uma pequena fuga.
CODIGO DE VALORES DOS CAPACITORES
O cédigo de cores para capacitores é 0 método utilizado para a
identificagao de valores, tolerancia e tensdo de trabalho dos capacitores.
Além da identificagao, facilita sua localizagéo em um circuito
elétrico quando houver necessidade de substitui-lo.
Normalmente a interpretag&o do cédigo de valores dos capacitores
terdo suas unidades representadas em pico-farady (pF).
Quando em um capacitor houver uma inscrigaéo numérica, precedida
de um ponto, indicaré o valor do capacitor em: décimo, centésimo ou
milésimo de micro-farady.
Exemplos: 1uF; .01uF; .001 uF.
Quando em um capacitor, somente houver a inscrigio de um
ntimero, este corresponderd ao seu valor em pF.
Exemplos: 10 = 10 pF; 34 = 34 pF.
CODIGO PARA CAPACITORES TUBULARES OU EM FORMA
DE DISCO
Esse método consiste em apresentar anéis conc€ntrico no corpo do
capacitor a partir de um dos seus terminais se for do tipo tubular ou da
extremidade superior se for em forma de disco.
Para determinar o valor do capacitor vocé devera interpretar a
leitura da esquerda para a direita, se tubular ou de cima para baixo se for
disco.
As linhas coloridas possuem os seguintes significados:
I°- Representa o primeiro algarismo
2°. Representa o segundo algarismo
3°- Representa o terceiro algarismo
4°. Indica 0 multiplicador, ou seja, a quantidade de zeros
5° - Indica a tolerdncia, ou seja, 0 quanto poderd variar do valor
original
6° - Indica a tensdo de trabalho (tenséo nominal)36 INSTITUTO PADRE REUS.
Capacitores Tubulares de Papel
eee Joann Dourado Verde
o
A
2600 pF = 0,0026 F aa
Dourado = 5% de tolerancia
‘Verde = 500 V CC de tenstio nominal
ACITORES
Tipos de Capacitores mmnmnzsnncemumsnmns
O niimero de familias de capacitores é atualmente bastante elevado,
cada qual possuindo , antagens inerentes aos materiais e processos de fabri-
cagaéo empregados. Essas vantagens determinam quais aplicagdes serdo
preenchidas por determinada familia.
A seguir relacionamos as principais familias de capacitores, suas
aplicagdes e parametros mais significativos.
CAPACITORES ELETROLITICOS - sio capacitores geralmente
feitos com placas de aluminio, em que 0 dielétrico é formado pela acao de
uma corrente elétrica CC, formando uma finissima pelicula de 6xido iso-
lante. Como o 6xido é muito fino, este tipo de capacitor tem pequeno
tamanho para um alto valor de capacitancia (consideramos capacitanciasSTITUTO PADRE REUS 37
maiores do que 1yF capacitfncias grandes). Sao construfdos para ca-
_ pacitancias desde 1uF até 5.000uF ou capacitancias ainda maiores.
Aplicados normalmente em fontes de corrente continua com regu-
lador série ou fontes chaveadas, "by-pass" de baixa freqiiéncia, acopla-
mento de baixa freqiiéncia, etc. Sao utilizados em freqiiéncias de até
30kHz.
Formato de capacitores eletroliticos: o fabricante sempre indica 0
terminal positivo (ou negativo). Geralmente, a propria caneca de aluminio é
a armadura negativa.
No corpo de alguns eletroliticos, é comum encontrarmos as seguin-
tes indicag6es: 22/100; neste caso, 22 é o valor da capacitancia em pF; 100
€a tensio de trabalho (em volts).
Figura 31
Em outros tipos, estarao indicadas a capacitfncia em uF, e a tensaio
em volts, normalmente.
Exemplo: 220yF, 25 Volts.
Um cuidado todo especial que devemos ter com este tipo de capaci-
tor, € que s6 podem ser utilizados em CC, pois uma das placas tem que ser
sempre positiva; é um capacitor polarizado.
Por esta mesma razdo, estes capacitores sdo encontrados sempre
com suas polaridades marcadas através dos sinais (+) e (-) ou com as abre-
viacgdes "POS" e ''NEG", a fim de que sejam ligados ao circuito de acordo
com a polaridade indicada no esquema.
SIMBOLO38 INSTITUTO PADRE REUS
CAPACITORES DE TANTALO - Também sao capacitores ele-
troliticos, sé que muito menores que os eletroliticos de alumfnio. Sao utili-
zados em circuitos especiais que exijam grande estabilidade de capacitancia
com © tempo e temperatura. O limite de tenséo normal situa-se aproximada-
mente em torno dos 125V, enquanto que os eletroliticos de aluminio sao
fabricados para tenses até 700V aproximadamente,
Figura 32
CAPACITORES DE POLIESTER E POLICARBONATO - Sio
geralmente aplicados em circuitos de atraso, acoplamento entre estégios de
baixa freqiiéncia, filtros RC para freqiiéncia de até 1 Mhz, "timers" e
"by-pass" de baixa freqiiéncia. Dependendo da capacitancia e do tipo de
construgao podem ser utilizados em freqiiéncias de até 10 MHz (capacitan-
cias maiores implicam em capacitores com maior indutncia série equiva-
lente, limitando a freqiiéncia de utilizagao).
CODIGO PARA CAPACITORES DE POLIESTER
METALIZADOS:
1° - Representa o primeiro algarismo
2° - Representa o segundo algarismo
3° - Indica o multiplicador, ou seja, a quantidade de zeros
4° - Indica a tolerancia, ou seja, o quanto poder variar do seu valor
original
5° - Indica a tensfo de trabalho (tens’o nominal)INSTITUTO PADRE REUS 39
Capacitores de Poliéster Metalizado
1° ALGARISMO ———______ a7)
2° ALGARISMO ——————> |e
——
N° DE ZEROS
TOLERANCIA———” S477) Figura 93
om
TENSAO NOM
PRETO 0 + 20%
MARROM_1_1 0
VERMELHO 22 00 250
LARANJA 33. 000 -AMARELO = 4
‘AMARELO 44 0000 400 VIOLETA= 7
VERDE 5500000 LARANJA= 000
AZUL 6 6 Gv ‘PRETO = 20%
IOLA CET 17 "AMARELO=___400V
CINZA 8 8 47000 pF
&
BRANCO 99 Five ee
CAPACITANCIA EM pF 0,047 [WF
+ 20% 400 V nom.
0,047 1F (47 nF) 0,047 F (47 nF)
< Amarelo
= Violeta Oe,
~ Laranja
CAPACITORES PLATE
120 pF 120pF
A -<_-
Figura 94
CAPACITORES STYROFLEX (dielétrico de poliestireno): sio
utilizados principalmente em circuitos onde sao exigidas baixas perdas.
Além disso, possuem coeficiente de temperatura negativo e constante,
sendo adequados para circuitos ressonantes utilizando bobinas com nticleo
de ferrite. Nesses circuitos, devido aos nticleos de ferrite terem coeficiente
de temperatura positivo, consegue-se uma grande estabilidade da freqiién-40 INSTITUTO PADRE REUS
cia de ressonancia com a temperatura.
So empregados também no acoplamento entre estaégios de alta
freqiiéncia ¢ filtros RC. O coeficiente de temperatura (0.,) indica a variagao
de capacitancia por °C.
Exemplo: N150 significa que 0 coeficiente de temperatura € nega-
tivo ¢ igual a variacao de 150 x 10°C.
Para cAlculo de variag&o de capacitancia em fungao da temperatura
deve-se utilizar a formula C, = C, + 01, (@, - 0,) C, onde:
- C, 6a capaciténcia 4 temperatura 0,
- C, 6a capacitdncia A temperatura 0,
- &, €0 coeficiente de temperatura
Figura 35
CAPACITORES CERAMICOS: sao divididos em duas classes a
saber:
Classe 1: Apresenta baixa constante dielétrica, capacitancia inde-
pendente da freqiiéncia, baixo fator de perdas, coeficiente de temperatura
controlado e com variagao praticamente linear. Utilizados normalmente em
circuitos ressonantes (existem coeficientes de temperatura: NPO, NO75,
220, N330, N470, N750, P030, ete.).
, COEFICIENTE DE TEMPERATURA, PARA CAPACITORES
CERAMICOS:
PRETO
MARROM
VERMELHO
LARANJA.
AMARELO = -220.. (N220)ITUTO PADRE REUS 41
weserssareen, (N330)
. (N470)
.» (N750)
(P030)
Classe 2: Apresenta alta constante dielétrica e, portanto, possibili-
dade de se obter elevada capacitancia por unidade de volume. Nessa classe
permitem-se maiores perdas dielétricas e maior instabilidade da capacitan-
cia com a temperatura. Utilizados normalmente em filtragem, acoplamento
e aplicagées gerais.
CODIGO DE TOLERANCIA’ PARA CAPACITORES
CERAMICOS (cap. Disco):
Normalmente em um dos lados do capacitor tipo disco. esté
impresso um carimbo que dificilmente se apaga. contendo as seguintes
informagées:
Marca ...... : MIAL
Valor da capacitancia ....... em pF quando nao especiticado
Tolerancia ......... -o expressa pela letra,
Tensio nominal ~. expressa em Volis
Tabela referente uw tolerdncia:
Capacitincia
= ou > gue 10 pF
01 pF
0,25 pF
0S pF
2 pF
de + 80% a 20%
de +100% a 0%
WNUZ ROUTAN AD42 INSTITUTO PADRE REUS
A capacitincia impressa no corpo de um capacitor de
cerdmica normalmente é em pF. Assim, poderemos encontrar um ca-
pacitor com as seguintes caracteristicas: 2.200 K (trata-se de um ca-
Pacitor com 2.200 pF; 0 K nio 6, neste caso, elemento multiplicador
Por 1.000); ou ULSO (trata-se de um capacitor de 150 pF), etc.
As letras podem indicar a tolerdncia, tensdo de trabalho, etc.
Depende muito do fabricante.
Cesena) an)
Figura 36
CODIGO DE CORES PARA O CAPACITOR "PIN - UP"
1° algarismo
2° algarismo
Multiplicador Tolerancia
O cédigo de cores para os dois algarismos seré o mesmo utilizado
para o cédigo de cores para resistores.
O cédigo para o multiplicador tera s6 trés cores:
MARROM, VERMELHO E LARANIA.
A tolerancia, se PRETO, corresponde a +20%.
CAPACITORES SEMI-FIXOS - So capacitores que permitem:
ajuste do valor da sua capacitancia, através de um parafuso, que altera a’
distancia entre duas placas condutoras isoladas por uma folha de mica.
Nesta categoria temos os trimmers, com capacitancia méxima em torno
30 pF, ¢ os padders, com capacitancia méxima em torno de 500 pF.INSTITUTO PADRE REUS 43
Figura 37
TRIMMER
CAPACITORES VARIAVEIS - Sao constituidos de dois jogos: de
placas de metal, sendo um conjunto fixo, e outro mével, sendo usado o
proprio ar como elemento isolante (dielétrico). Podem ser simples ou du-
plos. B um capacitor deste tipo que normalmente usamos para sintonizar as
diferentes estagdes num receptor de radio.
SIMBOLO
Figura 38
Tragos interrompidos, interligando as duas secdes do capacitor
varidvel, indicam que as duas segGes so acionadas pelo mesmo comando.
Vimos alguns tipos de capacitores utilizados em radio. Na verdade,
existem muitos outros e a cada dia que passa, novos tipos sao langados no
mercado, mas com 0 correr do tempo, na sua carreira profissional, o aluno
ird se acostumando com eles sem muito esforgo.
Associacdo de Capacitores em Série ===.
O efeito de ligarmos capacitores em série ou paralelo é oposto ao
ligarmos resisténcias em série ou paralelo. Ligaco em série de resistores
aumenta a resisténcia total. Mas para capacitores ligados em série, diminui
a capacitancia total de tal modo, que a capacitancia resultante seré menor
do que o menor dos capacitores da associagao.44 INSTITUTO PADRE REUS
A formula que nos possibilita achar a capacitancia resultante numa
associacao de capacitores em série é parecida com a férmula para 0 célculo
de resistores em paralelo.
A capacitancia total é igual ao inverso da soma dos inversos dos
capacitores que fazem parte da associagdo. O valor da capacitancia total
ter4 seu valor menor que o menor capacitor da associa¢io.
Para C, seu inverso é
Para C, seu inverso é
Para C, seu inverso é
Para C, seu inverso €
ge Sle Sh. Op
Sendo assim para todos os capacitores que participarem da
associagao.
O numerador "1" representa 0 inverso.
Supondo no exemplo: para C, = 80NF; C, = 48 UF; C; = 30 uF;
C, = 60 pF:
C1 Gz C3 C4
Figura 39
Aplicando a férmula tem-se:INSTITUTO PADRE REUS
45
Resolvendo o M.M.C. entre os denominadores teremos:
80, 48, 30, 60
40, 24, 15, 30
20, 12, 15, 15
10, 6, 15,15
5, 3518
5, 1, 5, 5
Ly ds de 1
WBWNNNN
O Menor Multiplo Comum (M.M.C.) = 2x 2x2x2x3x5=240.
Teremos entio:
1 1
C= Seeeeea = 20°
240 240
1,20
Se Cpa
area D240
Loge. Gree ae
Dee4oi
c= 30 =r
Cy = 80 pF
Cy =48 pF
= C3=30yF
C4= 60 nF
‘ Figura 40
A capacitincia total do circuito é de 12 uF.
Associagdo de Capacitores em Paralelo ===
Neste caso, a capacitincia total aumenta. O célculo da capacitancia
total é muito simples: basta somarmos as capacitancias de todos os capaci-
tores que esto em paralelo:
C,=C,+C,+C,
C,= 10uF + 10uF + 10nF
C,=30uF I
Formula para obter a capacitancia total
numa associagao em paralelo
C)=10HF | C)=10NF
—
C3 = 10UF
Figura 4146 INSTITUTO PADRE REUS
TESTE DOS CAPACITORES ELETROLITICOS - Podemos
determinar 0 estado do capacitor, detectando se ele se encontra em bom
estado, aberto ou em curto.
Para capacitores a partir de 1 mF (microfarad) o multimetro deve
ser colocado na escala mais alta da resisténcia: R x 100 ou R x 1k pelo
menos.
Zere o instrumento (ajuste zero) e encoste as ponteiras do
instrumento nos terminais do capacitor de maneira que a ponteira vermelha
esteja no pdlo positivo do capacitor e a preta no seu pdlo negativo.
Se o ponteiro for até a regido das baixas resisténcias (em torno de
zero) e depois com menor velocidade yoltar para a regido das altas
resisténcias ou até mesmo marcando infinito, € porque o capacitor se
encontra em bom estado. A resisténcia encontrada deverd ser maior que 1
mega (> que 1.000.000 ohms).
Se o ponteiro se deslocar para a regio das baixas resisténcias
(menor que 10k = 10.000 ohms) e ficar estacionado nesta regiaio, é porque o
capacitor se encontra em curto ou com grandes fugas.
Se 0 ponteiro nfo se move, ficando no infinito ou na regifio de
resisténcias muito altas é porque o capacitor est aberto.
Se o ponteiro for até a regiao das baixas resisténcias e depois voltar,
estacionando em valores entre 500k e 2M, é porque ele esté com fuga.
ca
A velocidade com que 0 ponteiro se desloca, durante a prova
de um capacitor eletrolitico, depende do valor do capacitor.
- ——___—
CONDICAO DO CAPACITOR
de zero e volta ao infinito Bom
zero e volta marcando
aTITUTO PADRE REUS 47
OUTROS CAPACITORES DE 10 nF AI mF - Esta prova é valida
para capacitores de poliéster, de polipropileno, de papel e para todos os
demais tipos comuns com aplicagao em eletrénica.
Selecione o instrumento para a escala mais alta que possuir (no
minimo R x 1k ou Rx 10k).
Zere o multimetro e encoste as ponteiras do instrumento nos
terminais do capacitor.
“eo
eS) E importante que o capacitor esteja fora do circuito, além de
th
py evitar que os dedos encostem seus terminais ou nas pone ae ag
_instrumento.
Se o ponteiro mover-se ligeiramente para a direita, por frago de
segundos, para depois voltar ao infinito, é porque esta em bom estado. O
movimento serd tio menos perceptivel quanto menor for o valor do
capacitor.
Se o ponteiro nao se mover, é porque o capacitor se encontra aberto.
Se o ponteiro mover-se até marcar definitivamente uma baixa
resisténcia ou zero é porque se encontra em curto.
Se o ponteiro mover-se ligeiramente e voltar, marcando um valor de
resisténcia entre 5 MQ e 10 MQ, é porque o capacitor se encontra com
fugas. Os valores tolerados variam muito, mas em geral se forem inferiores
a5 MQ. ocapacitor nao deve ser empregado.
RESUMO48 INSTITUTO PADRE REUS
CAPACITORES VARIAVEIS - Este tipo de teste tem o objetivo de
verificar a existéncia de curto-circuito entre as armaduras, j4 que em vista
da faixa pequena de capacitancia que estes componentes apresentam, nado
podemos ter qualquer tipo de informagées sobre abertura ou seu valor.
PROCEDIMENTO BASICO
1
2: Zereo instrumento.
*Coloque o multimetro na escala mais baixa de resisténcias: Rx1 ou Rx10.
3. Encoste as pontas de prova do instrumento nos terminais do capacitor
varidvel: armadura fixa e armadura mével, Se 0 capacitor possuir mais de uma segéo,
[Link] teste nas outras segdes.
4. Anote os valores encontrados de resisténcia medida em todo 0 giro do
varidvel.
As leituras encontradas deverao ser interpretadas da seguinte
maneira:
* Se abrindo e fechando totalmente o capacitor varidvel, a
resisténcia lida nao varia, mantendo-se no infinito, é porque o varidvel esta
em bom estado.
* Se abrindo e fechando totalmente o capacitor varidvel, a
resisténcia lida se mantém em zero ohms, é porque as placas do capacitor
esto em curto-circuito, Nesta se¢ao o capacitor nao poders ser utilizado.
* Se abrindo ou fechando totalmente o capacitor variavel, a
resisténcia varia bruscamente em certos pontos. Passando de zero ohms
para o infinito e vice-versa, significa que o capacitor apresenta alguns
pontos em curto-circuito. Ou seja, que nestes pontos de variagdes as placas
estdéo raspando umas nas outras. O capacitor também nado podera ser
utilizado.
-
Em alguns casos a variagio de resistencia poderd ser aco
i panhada de ruido de raspar das placas umas nas outra