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02

Segunda apostila resistor

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Juliana Hutély
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i RADIOTECNI pes f COR eo tore Misr, ily INSTITUTO PADRE REUS 01 REPREBENTABAD INE COUZARIENTOS EM ESOUEMAS ELETRIOOS Existem dois sistemas para representar 0 cruzamento de condutores em esquemas elétricos. Sistema A Quando num esquema elétrico, dois condutores, perpendiculares entre si, sio representados como na figura a, significa que est&o interli- gados. O uso deste sistema de representagao implica no uso da figura b para indicar que nao existe ligagao no cruzamento. Cruzamento a Cruzamento b com ligagio sem ligagdo Sistema B Quando em um esquema elétrico, dois condutores, perpendiculares entre si, sio representados como na figura a, significa que esto interli- gados. O uso deste sistema de representagdo implica no uso da figura b para indicar que nao existe ligac&o no cruzamento. Cruzamento | = Cruzamento sem ligagao Em um esquema elétrico nunca se usa os dois sistemas (Ae B) juntos. 02 INSTITUTO PADRE REUS CONVERSAD DE UNIDADES Em eletrGnica, dificilmente vamos usar as grandezas na sua unidade fundamental. Normalmente, utilizamos os seus muiltiplos e submuiiltiplos. Para representarmos grandezas maiores do que a unidade, usamos os miiltiplos. Os mais usados sao: QUILO - O valor da unidade MEGA - O valor da unidade fundamental ¢ multiplicado por um mil || fundamental € multiplicado por um (x 1.000), representado pela letra "k". milhao (x 1.000.000), representado pela letra "M". Para representarmos grandezas menores do que a unidade, usamos os submuiltiplos. Os mais usados sao: MILI - O valor da unidade MICRO - O valor da unidade fundamental € dividido por um mil | fundamental é dividido por um milhao (1/1.000) representado pela letra "m". | (1/1.000.000), representado pela letra wn, NANO - O valor da unidade PICO - O valor da unidade fundamental € dividido por um bilh@o | fundamental € dividido por um trilhio (1/1,000.000.000), representado pela | (1/[Link].000), —_representado letra "n". pela letra "p", As grandezas mais empregadas em eletr6nica sio: = KV, Vv, myn. - A, mA, pA Poténcia - kW, W, mW, pW Capacitancia - F, mF, pF, nF, pF Indutancia = - H, mH Freqiiéncia - MHz, kHz, Hz INSTITUTO PADRE REUS 03 Capacitdncia: unidade Faraday = F Induténcia: unidade Henry = H Freqiiéncia: unidade Hertz = Hz, serao estudadas mais adiante. Para facilitar a conversio de unidades, podemos usar a tabela e seguir os seguintes passos: 1° - O valor dado deveré ser distribuido, na tabela, de maneira que cada algarismo ocupe uma coluna, sendo que o tiltimo algarismo da parte inteira e a virgula fiquem na coluna correspondente a respectiva unidade. O tiltimo algarismo da parte inteira de um numero é aquele que esta 4 esquerda da virgula. Veja o exemplo: Ma 2 Q WV v mV wW A mA BA kw WwW oW AW F oF uF oF F ct ni Miz kez He | Bxemplos: 04 INSTITUTO PADRE REUS Este € 0 algarismo que i ae : deve estar na coluna da Ex.: 60,5 ; ‘A respectiva unidade parte inteira a 2° - Ao transformar uma unidade, desloca-se a virgula, da coluna em que se encontra (que é a unidade fornecida) até a coluna da unidade de- sejada. Caso nao existam algarismos, até esta coluna, deve-se preenché-la com 0 algarismo zero. Exemplo: 60,5 mA equivalem a quantos A? A mA Esta virgula deve ser deslocada até a coluna do "A". Como nao existem algarismos suficientes, coloca-se zeros. 0,|0 |/6)/0 5 Logo: 60,5 mA = 0,0605 A 3° - Os zeros a direita do ultimo algarismo (diferente de zero) apés a virgula, poderio ser cortados. Exemplo: 0,005600 kQ = 0,0056 kQ 4° - O mesmo ocorre com os zeros que estiverem 4 esquerda do primeiro algarismo da parte inteira. Exemplo: 07,55V =7,55V * Quando a parte inteira for representada somente por um algarismo zero, este nao pode ser eliminado. Exemplo: 0,05 m2. este uo pode ser eliminado) INSTITUTO PADRE REUS 0s INSTRUMENTOS BE MEDINAS Nesta etapa do nosso curso, n&o vamos entrar em detalhes de construgao dos instrumentos utilizados em eletrénica, mais tarde, quande voci tiver acumulado um maior conhecimento, vamos voltar a este as- sunto. Por enquanto, é importante que vocé saiba: @) que os instrumentos utilizados para a medig4o de correntes, sao chamados de amperimetros, miliamperfmetros ou microamperimetros, de- pendendo da intensidade da corrente a ser medida. Sao ligados em série, no circuito. Na sua ligagdo, deve ser observada a sua polaridade: um dos ter- minais est marcado + (positivo), 0 outro - (negativo). Sao Tepresentados pelos seguintes simbolos: SIMBOLOS (A) Amperimetro (i A) Miliamperimetro @) Microamperimetro = ut ale = 0,1A ou 100 mA ~ 100 ohms INSTITUTO PADRE REUS O instrumento deverd ter capacidade suficiente para medir a | corrente que circula no circuito. Um método seguro é 0 de medir com um instrumento cuja escala seja muito superior & corrente mdxima que se espera no circuito, a fim de determinar a escala a ser usada. No caso do circuito anterior, o instrumento deverd ter capacidade de medir uma corrente de 100 mA. Por outro lado, se o instrumento for destinado a medigé&o de correntes muito intensas, a corrente de 100 mA mal vai provocar a de- flexéio do ponteiro, nos dando como resultado uma leitura pouco pre- cisa. Para uma boa precisiio, o ideal seria que 0 ponteiro deflexionasse aproximadamente até a metade de sua escala. 5) o instrumento usado para medigiio de tens’o é 0 voltimetro. E ligado em paralelo com 0 circuito. Seu simbolo €: SIMBOLO Figura 2 Também devemos observar a sua polaridade ao ligar um instrumento deste tipo em um circuito DC. Se estiver ligado, com a polaridade inyertida, 0 ponteiro vai deflexionar para 0 outro lado, e nao teremos indicacao de leitura. Exemplo de ligacdo de um voltimetro num circuito: INSTITUTO PADRE REUS. 07 O voltimetro deve indicar 7V. Diivida? Entao calcule a queda de tensdo sobre R,, usando as formulas que vocé j4 conhece. Aqui, da mesma forma que nas medidas de corrente, vocé comeca usando um instrumento que tenha uma escala bem maior do que a tensdo que vocé espera encontrar no circuito. R=R,+R, R, = 302+ 70 R, = 1002 E,=R, x1, (associagdo em série I,=1, =1,) E, = 702 x0,1A E,=7V R c) para medidas de resisténcia, usamos o ohmimetro. Ele nos indica os valores das resist€ncias, se esto dentro dos valores especificados pelo fabricante, se existe continuidade em um circuito, etc. O aluno poderd estar, neste momento, pensando porque medir os resistores, se eles j4 so identifi- cados por faixas. Acontece 0 seguinte, por defeito num equipamento, ou por defeito no préprio resistor eles podem alterar o seu valor. Resistores de carvao geralmente alteram o seu valor para mais. Podem chegar até a abrir. Uma resisténcia aberta tem resisténcia infinita, uma chave aberta tem re- sisténcia infinita, e uma chave fechada, tem resisténcia zero. O que entendemos por medida de continuidade, em um circuito? Experiéncia: Vamos supor que vocé tem um fio, e suspeita que ele esteja quebrado. Como fazer para nos certificarmos? E simples. Desligamos no circuito, uma das pontas do fio e ligamos os terminais da ponta de prova do ohmimetro nas pontas do fio. Se 0 mesmo apresenta continuidade, o ohmimetro vai marcar 0 (zero) ohms, se o fio estiver interrompido, a re- sisténcia no ohmimetro sera infinita. Para medir uma resisténcia no circuito, também devemos desligar 08 INSTITUTO PADRE REUS pelo menos um dos terminais da resisténcia. Aplicamos as pontas de teste do instrumento nos terminais da resisténcia e medimos o valor na escala. Exemplo de utilizag&o de um ohmimetro, testando 0 valor de uma resistén- cia (a energia para deflexionar o ponteiro é fornecida por uma bateria in- terna). Figura 3 Quando estudarmos 0 multiteste, vamos lhe dar informagdes bem mais detalhadas sobre o funcionamento do ohmimetro. Aguarde!!! MARNERESMT Magnetismo € 0 poder de atragao que certos materiais possuem. E com 0 uso do magnetismo que conseguimos grandes quantidades de energia elétrica. A seguir, vocé vai entender como isso é feito. IMAS sio todos os materiais dotados de magnetismo. Os imas naturais sao aqueles encontrados na natureza, e que apresentam pro- priedades magnéticas sem a intervengado do homem. Mas o que é 0 magnetismo? Na verdade, nao sabemos. Sabemos apenas, que € uma forga invisivel cujos efeitos conhecemos, e aprendemos a utilizar. O que é campo magnético? Ao redor de um imi existem linhas de forga invisiveis, que deixam o im em um ponto e entram em outro ponto. INSTITUTO PADRE REUS 09 O que sao pélos? Os pontos em que as linhas de forga deixam 0 ima © por onde entram no imi, so chamados de pélos. Num ima, vamos ter, portanto, sempre dois pdlos. O pélo norte, por onde saem as linhas de forga, ¢ 0 pdlo sul, por onde entramas linhas de forga. “<— LINAS DE FORGA —> WW Figura 4 Se vocé aproximar dois imés, de Agora, se vocé aproximar o modo que os pélos norte fiquem de frente pélo sul de um ima com o pélo norte um para o outro, vocé vainotaruma forgade de outro, vai notar uma forca de repulsio entre os imas. A aproximagio de atragio. dois pélos sul vai provocar idéntica reago nos {mas ae — ocean REPULSAO ATRACAO Figura 5 Caracteristicas das Linhas de Forca: a) Nunca se cruzam b)Formam um circuito fechado c) Procuram sempre o caminho mais facil O campo magnético € 0 espago onde atuam as linhas de forga de um ima. As linhas de forga, logicamente, também circulam dentro do ima, completando 0 circuito magnético; intenamente o sentido de circulaco é de sul para norte, 10 INSTITUTO PADRE REUS Blindagem Magnética Comprovou-se que nao existem isolantes para linhas de forca magnética, Elas passam por todas as substancias. No entanto, como as li- nhas de forga sempre procuram o caminho mais facil, usamos essa pro- priedade para isolar certas areas num circuito, ou num instrumento, fazendo com que as linhas de forga circulem por uma chapa de ferro doce. - CHAPA DE FERRO DOCE, tiie ai il! if Hi, i ie AREAS SEM ATUACAO DAS LINHAS DE FORCA ht Por ania i Figura 6 A oposigao ao fluxo das linhas de forga magnética é chamada de relutancia. O ferro doce, apresentando um caminho de baixa relutancia para as linhas de forga, faz com que as linhas de forga circulem por ele. Nos circuitos eletrénicos as blindagens magnéticas so muito usadas (as blin- dagens dos transformadores de freqiiéncia intermedidria, sfo um exemplo). Quando a blindagem for para impedir a entrada das linhas de forga, nao ha necessidade de que os cantos sejam arredondados, pelo menos na parte exterior, Mas, se forem para evitar a safda de linhas de forga, os can- tos da blindagem magnética devem ser arredondados, pois as linhas de forga facilmente escapam pelas paredes com pontas. Foi dito, que a relutancia 6 a oposigao ao fluxo de linhas de forca magnética. Na verdade, podemos comparar a reluténcia, num circuito magnético, a resisténcia num circuito elétrico. O ferro doce é um material que permite a passagem das linhas de forga com mais facilidade do que oar. INSTITUTO PADRE REUS ul Um processo bastante simples, para que se possa visualizar as li- nhas de forga, consiste em espalhar limalhas de ferro sobre um pedago de papel, que esté sobre um ima. Vai se espalhando as limalhas de ferro, aos poucos, sobre o papel, e seré observado que elas nao se distribuirao unifor- memente sobre a folha. As limalhas se arranjarao, de tal modo, que teremos uma maior concentragdo nos pélos do ima, que nas outras partes do papel. Poderemos observar, também, que as limalhas vao se espalhando em uma série de linhas ao redor dos pélos, tomando o aspecto do campo magnético. Figura 7 Movimentando-se um ima nas proximidades de um condutor fixo, estando ligado a este condutor um instrumento bastante sensivel, vamos notar que o ponteiro do instrumento vai indicar a circulagéo de uma cor- rente. Figura 8 12 INSTITUTO PADRE REUS O movimento é necessério porque as linhas de forga do ima necessi- tam "cortar" 0 condutor, para que aparega uma corrente elétrica. Se colocar- mos 0 ima perto do condutor, sem movimento algum, notaremos que nao haverd deflexao nenhuma do ponteiro. Ao invés de movimentarmos o ima, também podemos deix4-lo fixo € movimentar 0 condutor. O efeito sera o mesmo. Assim, para podermos gerar uma corrente elétrica usando o magnetismo, é necessdrio um movimento relativo entre 0 campo magnético e o condutor. Para aumentarmos a quantidade de energia elétrica gerada pelo movimento de um condutor, nas proximidades de um ima, podemos: a) Aumentar 0 comprimento do condutor que cruza as linhas de forga do ima; para isso, podemos enrolar o condutor, formando uma bobina. Uma bobina é formada de varias voltas do condutor. Movimentando-se a bo- bina dentro do campo magnético, a energia gerada ser bem maior. 4) Aumentando-se a poténcia do ima. c) Aumentando a velocidade com que 0 condutor corta 0 campo magnético. Eletromagnetismo |RSS CTO Acabamos de lhe explicar como um campo magnético pode gerar uma corrente elétrica num condutor. Agora, pense um pouco. Uma corrente elétrica, circulando por um condutor, pode gerar um campo magnético? A resposta é afirmativa. Basta que a corrente elétrica circule por um condutor, para que tenhamos um campo magnético, que dependeré da intensidade da corrente. Tdéo logo cesse a corrente, desaparece também o campo magnético. Chamamos de eletromagnetismo ao magnetismo criado pela corrente elétrica. I A forma do campo magnético, em torno do condutor, é circular e € perpendicular a diregao da corrente que 0 produz Figura 9 INSTITUTO PADRE REUS 13 Sabendo a diregao da corrente elétrica no condutor, podemos, facil- mente determinar a diregio do campo magnético. Para isso usamos a regra da mio direita. Tomando o condutor com a mio direita, com o dedo polegar apontamos para a diregdo em que circula a corrente elétrica. Os demais dedos vao nos indicar a diregao em que circulam as linhas de forca ao redor do condutor. diregio da diregao do corrente ses campo magnético Figura 10 O efeito do campo magnético é maior préximo ao condutor e di- minui 4 medida que nos afastamos deste. O isolamento do condutor nao possui efeito algum sobre 0 campo magnético, pois j4 vimos que nao ha iso- lante para as forgas magnéticas. O campo magnético gerado por uma corrente elétrica ocorre em todo o comprimento do condutor. Isto equivale dizer que o campo ter4 pouca intensidade, uma vez que estar estendido por todo o condutor. Agora, se dermos uma volta no condutor, teremos uma maior concentragaéo do campo magnético, dentro de um espago mais reduzido. Poderemos, em vez de uma, colocar duas voltas do condutor, conforme mostrado na figura 11. O campo magnético resultante seré maior, pois todo o magnetismo que produz a corrente, em cada volta, vai se somar com o magnetismo da outra, resultando um campo magnético bem mais intenso. O condutor forma, deste modo, uma bobina, ou solendide. A bobina apresentard apenas um pélo sul ¢ um pélo norte. Apesar da intensidade do campo magnético de uma bobina ser aumentada pelo aumento da intensidade de corrente e pelo aumento do ntimero de espiras, na pratica, a sua intensidade ainda nao ser4 muito grande. Para aumentar a inten- sidade do fluxo magnético, acrescentamos um nticleo de ferro doce 4 bobina. Devido a pequena oposigio (pequena relutancia) que o nticleo de ferro oferece as linhas de forca, 0 seu uso vai aumentar, ¢ muito, a intensidade do campo magnético. A bobina vai apresentar as mesmas caracteristicas de um ima. Porém, com uma diferenga bastante significativa. Tao logo cesse de fluir corrente, 0 campo magnético deixa de existir. Figura 11 14 INSTITUTO PADRE REUS Vamos construir juntos um Eletroim@? <= Basta enrolar umas 50 voltas de fio encapado, num prego grande. Ligue as pontas do fio numa pilha. Vocé vai notar que o prego vai apresen- tar propriedades magnéticas, quando estiver circulando corrente pelo fio, podendo atrair pequenos objetos metélicos, como clips, etc. Figura 12 TENSAD E CORRENTE ALTTERMAA Até agora, trabalhamos apenas com fensdo e corrente continua, isto é, aquela corrente que circula somente em uma diregio, e que é a cor- rente fornecida pelas pilhas e baterias. A tensao continua, praticamente, ndo € usada para iluminagao e distribuig&o de energia, existem muitas razOes para isso. Uma das principais razdes é de que a tensio alternada pode facilmente ser aumentada ou diminuida, empregando transformadores, com um minimo de perdas. As tenses continuas nao podem ser alteradas sem uma considerdvel perda de energia. Acorrente que circula em nossa casa é corrente alternada. Mas, o que é uma tensao alternada? A melhor maneira de fazer vocé entender, € através de um gréfico Veja como representamos, num grafico, a tensfo contfnua e a tensdo alternada. INSTITUTO PADRE REUS 15 E EB A + + > o+——————__ +r ° : ae t "B" TENSAO CONTINUA TENSAO ALTERNADA Figura 13 Os grdficos nos apresentam a "forma de onda" da tensdo continua e da tensdo alternada. Formas de onda sao os graficos que nos indicam, como a tensdo ou uma corrente se comporta num certo intervalo de tempo. O tempo é representado na linha horizontal. Na linha vertical, nés temos a indicag&o da amplitude, ou seja, da intensidade da tensGo ou de uma corrente. Assim, o grafico "A" quer nos dizer que em qualquer tempo que formos medir uma tensdo continua, seu valor sera sempre o mesmo. No caso de uma pilha de 1,5V, ela vai fornecer sempre esta tensio a um circuito, desde 0 momento em que ligamos a chave do circuito, até o momento em que o desligamos. A tensio alternada j4 é bem diferente: est continuamente variando. Parte de um valor zero, e vai subindo gradativamente até chegar a um valor maximo. Chegando neste valor maximo, comega a diminuir, até chegar a zero novamente. Ai inverte a sua direcéo e comeca a fluir em sentido con- trério, até um valor maximo negativo, voltando novamente a zero. A forma de onda da tensao alternada apresentada é chamada de senoidal, porque tem a forma de uma sendide. E com essa forma de onda de tensio alternada que vamos normalmente trabalhar, mas podemos ter formas de onda de tensao alternada bastante diferentes desta. Para ser uma tens4o alternada, basta que em parte do tempo a tensdo seja positiva, parte do tempo negativa, 0 que pode ser visualizado com um osciloscépio. a0 wo Os valores acima da linha horizontal do grafico sito consi- PY derados positivos; abaixo, negativos. 16 INSTITUTO PADRE REUS Podemos, ent&o, definir a tensio alternada como sendo aquela que periodicamente inverte a sua polaridade e continuadamente varia em mag- nitude (que € 0 mesmo que amplitude, grandeza, intensidade ou quanti- dade). Ciclo de uma Corrente (ou Tensdo) Alternada ou CA === 2 0 (+) onicavatas SEMICICLO POSITIVO (+) © ciclo de uma CA é formado pelo semiciclo + € 0 semiciclo - t SEMICICLO NEGATIVO (-) UM CICLO DE UMA CA Figura 14 Chamamos de ciclo de uma corrente alternada ao conjunto dos valo- tes positivos e negativos. Na figura 14, representamos graficamente um ci- clo de uma tensao alternada senoidal. Periodo de uma Corrente Alternada === E A | 1 | T=PERIODO DE UMA CA i i T 1 Figura 15 Chamamos de periodo de uma corrente alternada ao tempo gasto para completar um ciclo. INSTITUTO PADRE REUS 17 Freqiiéncia de uma Corrente Alternada =m E 0 ntimero de ciclos por segundo. A unidade de freqiiéncia é o: ciclos Herta Hage segundos Os miiltiplos do Hertz si0: Quilohertz (x 1.000 Hertz) Megahertz (x 1.000.000 Hertz). 0 £ O periodo é 0 inverso da freqiiéncia: T Assim, se desejarmos saber qual 0 periodo de uma CA, sabendo a sua freqiiéncia, fica facil. Exemplo: Calcular 0 periodo de uma CA cuja freqiiéncia € 100Hz? Fe a. ts No Brasil, rede de energia elétrica comercial tem a freqiiéncia pa- drao de 60Hz. Isto quer dizer que a lampada da nossa casa, em cada segundo, apaga 120 vezes; é tio rapido que a nossa visio nao acompanha, e n&o notamos este fendmeno. Vocé pensou que deveria apagar 60 vezes, porque a freqiiéncia é 60Hz? Mas observe, que para cada ciclo, a tensio chega a um valor maximo positivo, volta a zero (neste exato momento nado circula corrente no citcuito, a lampada est4 apagada); a partir daf a corrente inverte 0 seu sentido, chega ao maximo negativo e volta a zero novamente. Entao, em um ciclo, por duas vezes a corrente chegou a zero, a lampada apagou duas vezes. Em outras palavras para cada ciclo completo, a corrente por duas vezes passa pelo "zero". SIMBOLO Fonte de CA ¢ ) = 0,01 seg. 18 INSTITUTO PADRE REUS Medidas importantes de uma forma de Onda CA === O aluno deve acostumar-se com os termos "valor m4ximo", "valor de pico", "valor de pico a pico", etc., de uma CA. Para um melhor entendi- mento, vamos analisar um ciclo de uma forma de onda de tensio CA, com alguns valores: b -— Valor maximo positivo ou valor de pico positivo a +155,5 V -4--> Valor de pico 0 apico -155,5V-4_---------S 4__ Valor maximo negativo Figura 16 Valor Maximo - Este é 0 maximo valor, que a forma de onda atinge num semiciclo. Na figura 16, o valor maximo da tens&o alternada é 155,5V. E também chamado de valor de pico. Valor Pico a Pico - Esta é a variagdo que ocorre entre 0 maximo positivo e o m4ximo negativo. No caso da figura 16, a diferenga entre o valor maximo positivo e o valor m4ximo negativo, do ciclo completo é 311V. Vpp = [Link]. - [Link]. Onde: Vpp = valor de pico a pico ‘[Link]. = valor maximo positivo [Link]. = valor maximo negativo Vpp = 155,5 - (-155,5) Vpp = 155,5 + 155,5 Vpp = 311V Valor Efetivo = Este valor equivale a 0,707 do valor maximo. No caso, 0 valor efetivo da CA do grafico anterior é de 110V. E em valores efetivos que est4 calibrada a escala dos instrumentos que medem CA. O valor efetivo é também chamado de valor RMS. INSTITUTO PADRE REUS 19 Quando formos medir uma tens3o ou corrente CA, 0 ponteiro do instrumento nao vai ficar vibrando, acompanhando as variagdes da CA, como poderiamos supor. Ele é construfdo para nos indicar a tensfo ou cor- rente efetiva. Por tensio efetiva, entendemos que é aquela que, comparada com uma tensao DC, vai provocar o mesmo efeito térmico em um resistor. Assim, uma tensio de 110V DC vai provocar 0 mesmo aquecimento de uma fensdo efetiva de 110V CA, equivalendo a 0,707 de 155,5V. Circuitos de CA contendo apenas Resisténcias === Muitos circuitos em que sao utilizados tensdes e correntes alter- nadas sao constitufdos de resist€ncia pura. Para estes circuitos, permanecem valendo as regras e leis estudadas para os circuitos de corrente continua. Deveremos sempre usar os valores efetivos da CA, a nao ser que for espe- cificado o contrario. Tensao e Corrente nos Circuitos Resistivos: sao citcuitos que con- tém apenas resisténcias puras. J4 estudamos o comportamento de uma ten- so CA. Sobe até um m4ximo, cai a zero, cresce até um maximo negativo, e volta novamente a zero. Num resistor, a corrente segue exatamente a ten- s&éo: quando a tensao sobe, a corrente sobe. Quando a tensdio chega ao seu maximo valor positivo, a corrente chega ao seu maximo valor Ppositivo. Quando a tensio comega a decrescer, a corrente também comeca a de- crescer. Dizemos ent&o, que a corrente est4 em fase com a tensio. Um grafico que mostra a corrente e a tensao em fase pode ser visto a seguir. Figura 17 As amplitudes das formas de onda néo necessitam ser iguais; para estar em fase, devem ter a mesma Sreqiiéncia e atingir os pontos de valor maximo, de valor zero, e de valor minimo, ao mesmo tempo. 20 INSTITUTO PADRE REUS INDUTANGIA J4 estudamos que uma corrente elétrica, circulando por um con- dutor, produzird um campo magnético e encontrar4 uma resisténcia elétrica oferecida pelo condutor, quando houver variag&o na intensidade da cor- rente. A essa propriedade fisica do condutor de procurar se opor 4 variagéo na intensidade de corrente que por ele passa, dé-se 0 nome de indutancia. Quanto maior for a induténcia, maior seré a oposigao a essa mudanga na corrente. A indutancia existe em qualquer circuito, e seu efeito é sentido toda vez que a corrente varia. O simbolo para representar a indutdncia € a letra "L", e a indutancia é medida em Henrys. Para aumentarmos a indutancia em um circuito, utilizamo-nos de indutores, que nada mais so do que bobi- nas. SIMBOLO DE UMA BOBINA BOBINA COM BOBINA COM NOCLEO DE BOBINACOM NOCLEO DE AR FERRITE AJUSTAVEL Foi dito que o efeito da indutdncia aparece pelas variacées do campo magnético. Para uma melhor compreenséo, vamos estudar 0 circuito da figura 18. Figura 18 No momento em que fechamos a chave, a corrente circula pelo cir- cuito constituido de uma bobina. Forma-se um campo magnético com as suas linhas de forga. Agora, af é que ocorre um fen6meno muito interes- INSTITUTO PADRE REUS 21 sante € que vocé deve procurar entender. No momento em que a chave é ligada, a corrente demora um tempo, apesar de muitissimo pequeno, para partir do zero até o seu valor normal determinado pela resisténcia 6hmica do circuito, no caso, determinada apenas pelo valor da resisténcia do fio da bobina, muito pequena. Enquanto a corrente est4 aumentando, de zero até este valor normal, o campo magnético est4 se expandindo. A expansio desse campo magnético vai fazer com que aparega na bobina uma forga ele- tromotriz chamada de auto-indugio, que se opde a tensao produzida pela pilha. Em outras palavras, o campo magnético em expansfo tende a gerar uma forga que se opde a forga que gerou o campo magnético. Parece com- plicado, mas é exatamente o que acontece. Quando a corrente atinge o seu valor normal, 0 campo magnético no mais se expande, fica fixo, e nao mais é gerada a forca eletromotriz de auto-indugdo. Mas qualquer variagio na corrente elétrica vai fazer com que ela apareca novamente. Vocé deve ter observado que a corrente continua, por se apresentar normalmente constante, s6 vai fazer aparecer o efeito da indutancia no momento em que ligamos ou desligamos o circuito. Agora, se aplicarmos uma corrente alternada num circuito com alta indutancia, esta corrente vai ser afetada pela indutancia durante todo o tempo, uma vez que a corrente alternada est4 sempre variando. ‘Vocé também pode raciocinar, em termos da indutfncia num cir- cuito, da seguinte maneira: a induténcia sempre se opde ads variagées da corrente no circuito. Se a freqiiéncia aumenta, a indutancia tende a aumenté-la. Se a freqiiéncia diminui, a indutancia tende a diminui-la. Qualquer fator que modifica o campo magnético também vai alterar a indutancia de um circuito. Basta vocé colocar um niicleo de ferro em uma bobina com niicleo de ar, que vocé vai alterar a sua indutncia. Para medirmos a indutancia de uma bobina, necessitamos de instru- mentos especiais, de laboratério. B uma medida pouco comum em oficinas, justamente por isso. A titulo de ilustrag&o, vamos apenas lhe dizer que sao muitos os fatores que alteram a indutancia de uma bobina. Podemos desta- car o ntimero de espiras, 0 espagamento entre as espiras, o diametro de bo- bina, a qualidade da substancia em que est4 enrolada a bobina, o diametro do fio, o nimero de camadas, o tipo de enrolamento e finalmente a forma 22 INSTITUTO PADRE REUS da bobina. Nao vamos nos preocupar muito em determinar a indutancia de uma bobina. Vocé vai notar que para o trabalho técnico em radio, isso no ser4 muito importante. O que vocé deve saber, e ter sempre em mente, € que qualquer fator que venha a aumentar a intensidade do campo magnético, aumentard a indutancia. Indutor com Indutor com Indutor feito bobina trangada niicleo toroidal sobre um resistor Figura 19a Figura 196 Figura 19¢ Figura 19d Figura 19e Figura 19f Indutor com nticleo Indutor selado com Indutor sem nucleo ajustavel de ferrite nticleo de ferrite Figura 20a Figura 20 Indutor (reator) de lampada fluorescente _Indutor com niicleo laminado (semelhante a um transformador, mas com 2 fios apenas). Reaténcialhdutida Chamamos de reatancia indutiva a oposig&éo que apresenta uma bo- bina 4 passagem de uma corrente alternada. Representamos a reatdncie indutiva pelas letras "X,". INSTITUTO PADRE REUS 23 Matematicamente, a reatancia indutiva pode ser calculada pela seguinte formula: X,=2xaxfxL Sendo que m € uma constante cujo valor é 3,14, Logo X; = 6,28 x fx L Onde: /f = freqiiéncia da corrente alternada, em hertz L = indutancia da bobina, em Henrys X,, = reatincia indutiva, em ohms O que esta férmula nos diz de importante, e que devemos guardar, é © seguinte: a reatancia indutiva aumenta com a freqiiéncia da corrente alter- nada € com o aumento da indutancia da bobina. a2 oF Nos os de corrente continua, a reatdncia indutiva é zero, X, = 6,28 x fx L = 6,28 xOxL=0 A corrente num circuito indutivo apresenta ent&o duas oposigGes: uma € a resisténcia Ghmica do circuito, outra a reatancia indutiva. A oposicao total ao fluxo de uma corrente alternada é chamada de impedén- cia. Relagdo entre a Tensdo e a Corrente em um Circuito [ndutiv0 A reatancia indutiva, como ja foi visto, nao somente limita o fluxo de corrente num circuito de CA, como também tende a retardar seu crescimento, ou sua queda. ‘Tensio Corrente {= de tensfio 360° B Figura 21 24 INSTITUTO PADRE REUS Defasagem entre a tensdo e a corrente num circuito indutivo de CA. Na letra A da figura 21, uma onda senoidal de tensao é aplicada a uma indutancia pura. A corrente no circuito também segue a forma da onda senoidal, entretanto, é necessdrio determinar-se, precisamente, 0 atraso no tempo entre o ponto de tensio maxima e o momento em que a corrente atinge seu maximo valor, ou seja, a defasagem entre a tensAo e a corrente. Locando-se a tensfo e a corrente num circuito indutivo, através de um grafico e sob a forma de ondas senoidais, tal como na figura 21, observa-se que a corrente é nula, quando a tenséo aplicada é mdxima, ou maxima quando esta é nula. Conseqiientemente, diz-se que a corrente est4 atrasada em relacdo a tensdo de 90°, Ainda da observacao da figura 21 conclui-se que, quando a tensao aplicada é nula, nao ha oposi¢ao (Corrente Maxima) e quando a tensdo apli- cada € maxima, ha uma oposigaio maxima (Corrente Nula), ou seja, hd uma -tensGo induzida, na diregdo oposta, que nada mais é senio a forga contra- eletromotriz (Feem). -Associacéo de Indutores em S€Fi¢ itt oli ly Ls Ln Ly OTT — WHIM 000 —_ Wo = WHIT — Figura 22 A férmula empregada para calcular a indutancia total da associagao ‘€ semelhante a usada para resistores em série. L,=L,+L, +L; +...+L, Exemplo: Calcular a indutancia total de uma associagdo em série de ts indutores cujos valores so 40uH, 80H, 100uH. L=L,+bL,+Lh, L, = 40uH + 80uH + 100uUH L, = 220pH INSTITUTO PADRE REUS 6 Associagdo de Indutores em Paralelo mss: ---- Figura 23 A indutancia total de um circuito contendo dois ou mais indutores, associados em paralelo é calculada da mesma maneira que é aplicado para resistores em paralelo ou para capacitores em série. A indutancia total é igual ao inverso da soma dos inversos dos indutores. Lae Supondo o exercicio 18 deste polfgrafo, onde: L, = 10 mH L,=20mH L,=20mH Aplicando a férmula teremos: L,= / if, d i 10 * 20-* 20 Resolvendo o M.M.C. entre os denominadores teremos: 10, 20, 20 | 2 5, 10, 10} 2 3, 5, 5] 5 Wii O Menor Miltiplo Comum (M.M.C.) =2x2x5=20 Teremos entio: 1 1 here a 20 20 1,4 5 1, 20 20 Se Lez 30 Logo: Lepr ey Ls p=SmH 26 INSTITUTO PADRE REUS CAPACITANDIA - Anteriormente, vimos que a indutancia é a propriedade de um cir- cuito em se opor a variagao de corrente e a reatancia indutiva € a oposic¢io ao fluxo de corrente alternada. Define-se capacitincia como sendo a propriedade fisica que um cir- cuito elétrico apresenta de se opor a variaco de tensiio. A capacitancia possui um efeito oposto ao da indutancia, isto pode ser verificado quando aplicamos uma tensaéo a um circuito contendo in- dutancia, caso em que surge, de imediato, uma oposi¢ao que ocasiona um atraso no crescimento da corrente através da bobina. Entretanto, quando se aplica uma tens&o a um circuito contendo capacitncia, a corrente alcanga um valor m4ximo quase instantaneamente decrescendo, em seguida, grada- tivamente a medida que a oposig&o aumenta, até anular-se. Além disto, se a tens&o aplicada € removida, a corrente causada pela mesma permanece armazenada durante algum tempo e pode ser posteriormente usada (0 ar- mazenamento se daria por tempo indeterminado se a poeira e a umidade existente no ar ambiente nao provocassem a descarga e se 0 dielétrico fosse um perfeito isolante). Estudo do Capacitor a eee a) DEFINICAO: Capacitor é um dispositivo que tem a propriedade de armazenar carga elétrica, possuindo a propriedade da capacitancia. Esse armazenamento de energia pelo capacitor feito até atingir determinado instante, em que a devolve ao circuito. SIAYTTEHO) if Sp INSTITUTO PADRE REUS 27 b) CONSTITUICAO: O capacitor é constituido por duas placas de material condutor, separadas por um dielétrico ou material isolante qualquer (figura 24). Entre as placas de um capacitor ligado a um circuito existe um campo eletrostético, porque as duas placas estarao em potenciais diferen- tes, e o dielétrico impede que os elétrons se transfiram da placa de potencial mais baixo (-) para a de potencial mais alto (+). TOM. <—$ Condutor MATERIAL ISOLANTE! ToT <— Condutor - atin Figura 24 Segdo de um capacitor basico oe O capacitor nao oferece imediata oposig¢ao ou reagdo a uma tensio aplicada (a corrente flui) e oferece uma reag4o maxima, quando a tensio é retirada (capacitor carregado). Assim, podemos considerar que 0 capacitor sempre oferece uma oposigao retardada a tensao, isto é, acumula a energia elétrica do circuito, quando a tensao é removida. > Essa energia pode ser devolvida no circuito, desde que seja rompida a tensaio existente entre as placas do capacitor (ou seja, a tensdéo do dielétrico), permitindo a passagem dos elétrons de uma placa para outra. A tens&o em que se rompe 0 dielétrico, isto 6, em que o dielétrico passa a ser condutor, é denominada "tensdo de ruptura"’. c) COMPORTAMENTO DO CAPACITOR, EM CC E CA 1 - Em CC: Como vimos, a fun¢o do capacitor em um circuito é armazenar energia, isto é, ele é carregado, conservando em suas placas, quantidades iguais e opostas de cargas. Podemos, entao dizer que, devido a essa caracteristica de separagao das cargas nas placas que se mantém em potenciais diferentes (pois 0 dielétrico nao permite que haja o equilibrio de 28 INSTITUTO PADRE REUS potenciais), 0 capacitor age como um circuito aberto, em relagao a uma fonte de CC. Isto pode ser observado quando ligamos um capacitor a uma fonte de CC; a corrente alcanga um valor méximo quase instantaneamente, caindo depois, rapidamente, até anular-se, no momento em que o capacitor se carregar completamente. As curvas a seguir mostram, graficamente, 0 que acima foi dito. +E pai By Grdficos da Ee I, num circuito capacitivo a ke 0 ‘Tempe Figura 25 A causa deste fato € a oposigio oferecida pela FCEM (fora contra- eletromotriz) a tensdo aplicada ao circuito; essa FCEM originada num ca- pacitor sé atingiré um valor maximo depois que ele estiver completamente carregado. Assim, no capacitor carregado, cessa a agao da tensao aplicada ao circuito e, em conseqiiéncia, anula-se a corrente por ela originada. Comportamento do capacitor, em CC Capacitor parcialmente carregado bSee f + | Figura 26 Capacitor completamente carregado com a tensio E INSTITUTO PADRE REUS 29 E importante observar que, depois que o capacitor tiver sido py carregado, e desligada a fonte de CC, ou seja, cortada a tensdo do cir- cuito, sua carga vai se extinguindo aos poucos, devido a Corrente de Fuga através do dielétrico. Porém, a carga fica retida durante um certo tempo, durante o qual é perigoso a vida humana manusear o capacitor carregado (principalmente se a carga for realizada com uma diferenca de potencial de 1.000 V ou mais). Um contato acidental com os termi- nais de um capacitor carregado envolve 0 mesmo risco que 0 contato com qualquer outra fonte de voliagem do mesmo valor. Deve-se, por- tanto, antes de manusear capacitores carregados, dissipar sua carga, curto-circuitando seus terminais por meio de um fio condutor isolado. 2 - Em CA: Como ja vimos, h4 um retardamento no estabelecimen- to da FCEM em um capacitor. Este retardamento € de grande importancia num circuito de CA, pois que, em tal circuito, a corrente est, periodi- camente, mudando de sentido. Sabemos também, que o capacitor se car- rega, conservando quantidades iguais e opostas de carga em cada placa. Assim, se ligarmos um capacitor a um circuito de CA, como esta circula ora num sentido, ora noutro, teremos as placas do capacitor com cargas ora positivas, ora negativas, conforme a variacao periddica do sentido da cor- rente. Observa-se que, embora a CA circule ora num sentido, ora noutro, no circuito onde est intercalado o capacitor, os elétrons nao passam de uma placa para a outra, no interior do mesmo; o que na realidade ocorre, é que o fluxo dos elétrons se desloca ora para uma placa, ora para outra, através do condutor que liga as placas. Tudo se passa conforme é mostrado na figura 27. Comportamento do capacitor, em CA A B — o—o—_ > Interruptor +FTensio Corrente meinen ae i Capacitor se carregando é Tensao inversa I Corrente _ _ _ _|_ + tataee ee eaten, Capacitor carregado 30 INSTITUTO PADRE REUS Em A da figura 27, vemos 0 circuito de carga do capacitor, assim que a tensdo é aplicada. Em B da figura 27, o circuito foi aberto por meio do interruptor, e a polaridade da fonte de energia foi trocada; em con- seqliéncia, o capacitor encontra-se agora carregado com uma tensao inversa (de polaridade inversa) 4 da fonte de energia, por ter acumulado em suas placas a energia do circuito anterior, antes que este fosse aberto e invertida a polaridade da fonte de energia. Uma vez ligado novamente o circuito, fechando-se o interruptor, (letra C da figura 27), a corrente circularé em sentido inverso ao anterior, 0 que vai ocasionar deslocamento de elétrons da placa que se encontrava mais negativa para a placa mais positiva (descarga do capacitor), até 0 momento em que esta se tornar4 carregada negati- vamente, e aquela, positivamente (capacitor completamente carregado). | Sendo a CA definida como aquela que periodicamente muda de sen- tido, podemos dizer que, num circuito de CA, onde se acha um capacitor, tudo se passa como foi visto acima, apenas ressaltando que as mudangas de polaridade da fonte de energia e conseqiientes cargas e descargas do capaci- tor serao feitas em fragdes de segundos. Podemos assim, dizer que 0 capaci- tor dé passagem 4 CA, de modo que tudo se passa como se isso de fato acontecesse. Podemos concluir: d) UNIDADE DE MEDIDA DOS CAPACITORES: Verificou-se, experimentalmente, que havia uma relagao constante entre a carga deposi- tada nas placas de um capacitor e a tensdo aplicada no circuito. Essa relagado constante denomina-se "capacidade", sendo represen- tada pela letra "'C"', e serve para medir a agao do capacitor no circuito. Designando-se por "Q" a carga de uma das placas do capacitor (que é a propria carga do capacitor, j4 que a carga eletrostatica acumul: numa placa do capacitor é igual e oposta a existente na outra placa) e INSTITUTO PADRE REUS 31 "E" tensio aplicada ao circuito, podemos exprimir, matematicamente, a telagdo que nos da a capacidade de um capacitor. = 2 B c-¥$ A unidade de medida da Capacidade é 0 Farad, que pode ser de- finido como sendo a capacidade de um capacitor que, tendo aplicada entre suas placas uma diferenga de potencial de 7 Volt, armazena uma carga de 1 Coulomb, ou seja: COULOMB Panay = SOC Esta unidade, entretanto, é muito grande para emprego pratico, por isso, normalmente é utilizado seu sub-miltiplo, o Microfarad (1pF = 10-6F), Accapacidade da terra, por exemplo, é de apenas 700 F. Supondo um capacitor de placas quadradas, para se ter a capacidade de 1 FARAD, cada placa teria do lado 10.620 metros. Em circuitos de Comunicagées, 0 proprio Microfarad é, as vezes, um valor muito elevado, sendo substitufdo pelo Micromicrofarad (1puF = 10-6uF = 10-12F). e) CONVERSAO DAS UNIDADES DE CAPACITANCIA: de uF para nF - mova a virgula decimal 3 casas para a direita. Exemplo: 0,1 wF = 100nF <2 ¥ Ao invés de 0,1 uF, poderd estar estampado no corpo do y capacitor apenas .1 F (0 ponto esté eraieplenda a wai): ee —— de uF para pF - mova a virgula decimal 6 casas para a direita. Exemplos: 0,22 \\F = 220.000 pF ou .22 uF = 220.000 pF de nF para pF - mova a virgula decimal 3 casas para a direita. Exemplo: 4,7 nF = 4.700 pF Es INSTITUTO PADRE REUS de pF para nF - mova a virgula decimal 3 casas para a esquerda. Exemplo: 5.600 pF = 5,6 nF de pF para uF - mova a virgula decimal 6 casas para a esquerda. Exemplo: 5.600 pF = 0,0056 wF ou .0056 1F de nf para pF - mova a virgula decimal 3 casas para a esquerda. Exemplo: 4,7 nF = 0,0047 pF ou .0047 uF Tolerancia de um capacitor - nos da a indicagio dos valores maximo e minimo da capacitancia real de um capacitor; por exemplo, um capacitor de 4.700 pF de capacitancia nominal com tolerancia de 10%, quer nos dizer que a sua capacitancia real poderé estar situada entre 4.700 - 470 = 4.230 pF e 4.100 + 470 = 5.170 pF ff) REATANCIA CAPACITIVA: No capacitor, a FCEM opée-se & variagao da voltagem ou variagao de potencial; em conseqiiéncia, opde-se também 8 variacdo da corrente. A essa oposi¢ao do capacitor 4 variagéo de corrente, dé-se 0 nome de "reatdncia capacitiva", cujo simbolo € "X¢", sendo sua unidade de medida o "OHM". No pardgrafo anterior, foram vistas algumas consideragdes sobre a lei de Coulomb aplicada aos capacitores, bem como a variag&o propor- cional da intensidade de corrente, em fungio dos valores da capacidade e da variacao de tensao (Formula /=C = ah Num circuito de CA, essa rapidez de variagao da tensao é regulada pela velocidade angular da tensao aplicada, sendo essa velocidade expressa em radianos, é igual ao produto 2nf. Em conseqiiéncia, como a reaténcia capacitiva opée-se a variagao da corrente, seu valor sera inversamente proporcional aos fatores que in- INSTITUTO PADRE REUS 33, fluem diretamente no valor da intensidade de corrente. Em conseqiiéncia a expressao que nos dard a reatancia capacitiva sera: X= reatancia, em OHMS 2n= 6,28 f= freqiiéncia, em Hz C= capacidade, em Farads Da férmula, concluimos que, quanto maior a freqiiéncia ou o valor da capacidade, menor ser4 a reaté@ncia capacitiva. E 0 que nos mostra 0 grafico a seguir. Variago da Reatancia Capacitiva Sou C Figura 28 Podemos, ento, dizer que nas baixas freqiiéncias 0 capacitor tende a agir como um circuito aberto, pois a corrente que o atravessa é reduzida, e nas altas freqiiéncias ele tende a se comportar como um simples condutor, ou um curto-circuito. Esta é a raz4o por que os capacitores utilizados nas baixas freqiiéncias tem, geralmente, um valor alto de capacidade (séo medi- dos em 1F) e os utilizados nas altas freqiiéncias so, geralmente, de baixa capacidade (medidos em pip! F). g) CORRENTE E TENSAO ATRAVES DE UM CAPACITOR; DEFASAGEM: A tensao desenvolvida através de um capacitor é, por de- finig&o, uma tensdo oposta a tensdo aplicada ao circuito (isto porque, 4 medida que o capacitor se carrega, a tensdo desenvolvida através dele vai aumentando, enquanto que a tensio aplicada ao circuito vai baixando, até anular-se completamente, quando nao houver mais corrente circulando no 34, INSTITUTO PADRE REUS Circuito, ou seja, quando o capacitor estiver completamente carregado). Em conseqtiéncia, podemos dizer que existe uma defasagem de 180° entre essas duas tensdes ou que a tensdo através do capacitor é uma FCEM que se opGe a tensao aplicada (FCEM). Tenséio e corrente num circuito capacitive ‘Tensao no Capacitor ‘Tensio Aplicada Figura 29 No grafico acima vemos que, quando a tensao através do capacitor é nula, a corrente € mdxima e quando a tensao através do capacitor € mdxima, a corrente é nula. Assim, num capacitor, a corrente aparece de- fasada de 90°, em avango sobre a tensao aplicada. Tensdo de trabalho de um capacitor - (WDC - work direct current) é sempre abaixo da tensao de ruptura. E a tensio de funcionamento normal do capacitor. Geralmente est4 estampada no corpo do mesmo. E conve- niente observar que sempre poderemos usar um capacitor com tensdo de trabalho muito superior 4 tenséo méxima utilizada no circuito, sem problema nenhum. Nao implica em nenhuma alteracdo no circuito. O que acontece € que normalmente um capacitor cuja tensao de trabalho é alta, tem tamanho maior do que um outro capacitor, de mesmo valor de ca- pacitancia, s6 que com tensdo de trabalho menor. Assim, se num circuito a tensdo maxima é de SOV, podemos usar capacitores com tensio de trabalho no minimo de SOV, podendo ser de 100, 200, 300 ou mais volts sem problema algum; (a nio ser o problema do tamanho j4 mencionado). Fugas nos capacitores - chamamos de fuga de um capacitor a cor- rente que flui de uma placa para outra através do dielétrico. Quando 0 vazamento € muito grande, provoca aquecimento, e este aquecimento destréi 0 isolamento diminuindo a capacitancia. Os capacitores atuais apre- sentam fuga muito pequena, sendo praticamente desprezivel, com excegao INSTITUTO PADRE REUS 35 dos capacitores eletroliticos, que pela propria natureza da sua construgao, apresentam sempre uma pequena fuga. CODIGO DE VALORES DOS CAPACITORES O cédigo de cores para capacitores é 0 método utilizado para a identificagao de valores, tolerancia e tensdo de trabalho dos capacitores. Além da identificagao, facilita sua localizagéo em um circuito elétrico quando houver necessidade de substitui-lo. Normalmente a interpretag&o do cédigo de valores dos capacitores terdo suas unidades representadas em pico-farady (pF). Quando em um capacitor houver uma inscrigaéo numérica, precedida de um ponto, indicaré o valor do capacitor em: décimo, centésimo ou milésimo de micro-farady. Exemplos: 1uF; .01uF; .001 uF. Quando em um capacitor, somente houver a inscrigio de um ntimero, este corresponderd ao seu valor em pF. Exemplos: 10 = 10 pF; 34 = 34 pF. CODIGO PARA CAPACITORES TUBULARES OU EM FORMA DE DISCO Esse método consiste em apresentar anéis conc€ntrico no corpo do capacitor a partir de um dos seus terminais se for do tipo tubular ou da extremidade superior se for em forma de disco. Para determinar o valor do capacitor vocé devera interpretar a leitura da esquerda para a direita, se tubular ou de cima para baixo se for disco. As linhas coloridas possuem os seguintes significados: I°- Representa o primeiro algarismo 2°. Representa o segundo algarismo 3°- Representa o terceiro algarismo 4°. Indica 0 multiplicador, ou seja, a quantidade de zeros 5° - Indica a tolerdncia, ou seja, 0 quanto poderd variar do valor original 6° - Indica a tensdo de trabalho (tenséo nominal) 36 INSTITUTO PADRE REUS. Capacitores Tubulares de Papel eee Joann Dourado Verde o A 2600 pF = 0,0026 F aa Dourado = 5% de tolerancia ‘Verde = 500 V CC de tenstio nominal ACITORES Tipos de Capacitores mmnmnzsnncemumsnmns O niimero de familias de capacitores é atualmente bastante elevado, cada qual possuindo , antagens inerentes aos materiais e processos de fabri- cagaéo empregados. Essas vantagens determinam quais aplicagdes serdo preenchidas por determinada familia. A seguir relacionamos as principais familias de capacitores, suas aplicagdes e parametros mais significativos. CAPACITORES ELETROLITICOS - sio capacitores geralmente feitos com placas de aluminio, em que 0 dielétrico é formado pela acao de uma corrente elétrica CC, formando uma finissima pelicula de 6xido iso- lante. Como o 6xido é muito fino, este tipo de capacitor tem pequeno tamanho para um alto valor de capacitancia (consideramos capacitancias STITUTO PADRE REUS 37 maiores do que 1yF capacitfncias grandes). Sao construfdos para ca- _ pacitancias desde 1uF até 5.000uF ou capacitancias ainda maiores. Aplicados normalmente em fontes de corrente continua com regu- lador série ou fontes chaveadas, "by-pass" de baixa freqiiéncia, acopla- mento de baixa freqiiéncia, etc. Sao utilizados em freqiiéncias de até 30kHz. Formato de capacitores eletroliticos: o fabricante sempre indica 0 terminal positivo (ou negativo). Geralmente, a propria caneca de aluminio é a armadura negativa. No corpo de alguns eletroliticos, é comum encontrarmos as seguin- tes indicag6es: 22/100; neste caso, 22 é o valor da capacitancia em pF; 100 €a tensio de trabalho (em volts). Figura 31 Em outros tipos, estarao indicadas a capacitfncia em uF, e a tensaio em volts, normalmente. Exemplo: 220yF, 25 Volts. Um cuidado todo especial que devemos ter com este tipo de capaci- tor, € que s6 podem ser utilizados em CC, pois uma das placas tem que ser sempre positiva; é um capacitor polarizado. Por esta mesma razdo, estes capacitores sdo encontrados sempre com suas polaridades marcadas através dos sinais (+) e (-) ou com as abre- viacgdes "POS" e ''NEG", a fim de que sejam ligados ao circuito de acordo com a polaridade indicada no esquema. SIMBOLO 38 INSTITUTO PADRE REUS CAPACITORES DE TANTALO - Também sao capacitores ele- troliticos, sé que muito menores que os eletroliticos de alumfnio. Sao utili- zados em circuitos especiais que exijam grande estabilidade de capacitancia com © tempo e temperatura. O limite de tenséo normal situa-se aproximada- mente em torno dos 125V, enquanto que os eletroliticos de aluminio sao fabricados para tenses até 700V aproximadamente, Figura 32 CAPACITORES DE POLIESTER E POLICARBONATO - Sio geralmente aplicados em circuitos de atraso, acoplamento entre estégios de baixa freqiiéncia, filtros RC para freqiiéncia de até 1 Mhz, "timers" e "by-pass" de baixa freqiiéncia. Dependendo da capacitancia e do tipo de construgao podem ser utilizados em freqiiéncias de até 10 MHz (capacitan- cias maiores implicam em capacitores com maior indutncia série equiva- lente, limitando a freqiiéncia de utilizagao). CODIGO PARA CAPACITORES DE POLIESTER METALIZADOS: 1° - Representa o primeiro algarismo 2° - Representa o segundo algarismo 3° - Indica o multiplicador, ou seja, a quantidade de zeros 4° - Indica a tolerancia, ou seja, o quanto poder variar do seu valor original 5° - Indica a tensfo de trabalho (tens’o nominal) INSTITUTO PADRE REUS 39 Capacitores de Poliéster Metalizado 1° ALGARISMO ———______ a7) 2° ALGARISMO ——————> |e —— N° DE ZEROS TOLERANCIA———” S477) Figura 93 om TENSAO NOM PRETO 0 + 20% MARROM_1_1 0 VERMELHO 22 00 250 LARANJA 33. 000 -AMARELO = 4 ‘AMARELO 44 0000 400 VIOLETA= 7 VERDE 5500000 LARANJA= 000 AZUL 6 6 Gv ‘PRETO = 20% IOLA CET 17 "AMARELO=___400V CINZA 8 8 47000 pF & BRANCO 99 Five ee CAPACITANCIA EM pF 0,047 [WF + 20% 400 V nom. 0,047 1F (47 nF) 0,047 F (47 nF) < Amarelo = Violeta Oe, ~ Laranja CAPACITORES PLATE 120 pF 120pF A -<_- Figura 94 CAPACITORES STYROFLEX (dielétrico de poliestireno): sio utilizados principalmente em circuitos onde sao exigidas baixas perdas. Além disso, possuem coeficiente de temperatura negativo e constante, sendo adequados para circuitos ressonantes utilizando bobinas com nticleo de ferrite. Nesses circuitos, devido aos nticleos de ferrite terem coeficiente de temperatura positivo, consegue-se uma grande estabilidade da freqiién- 40 INSTITUTO PADRE REUS cia de ressonancia com a temperatura. So empregados também no acoplamento entre estaégios de alta freqiiéncia ¢ filtros RC. O coeficiente de temperatura (0.,) indica a variagao de capacitancia por °C. Exemplo: N150 significa que 0 coeficiente de temperatura € nega- tivo ¢ igual a variacao de 150 x 10°C. Para cAlculo de variag&o de capacitancia em fungao da temperatura deve-se utilizar a formula C, = C, + 01, (@, - 0,) C, onde: - C, 6a capaciténcia 4 temperatura 0, - C, 6a capacitdncia A temperatura 0, - &, €0 coeficiente de temperatura Figura 35 CAPACITORES CERAMICOS: sao divididos em duas classes a saber: Classe 1: Apresenta baixa constante dielétrica, capacitancia inde- pendente da freqiiéncia, baixo fator de perdas, coeficiente de temperatura controlado e com variagao praticamente linear. Utilizados normalmente em circuitos ressonantes (existem coeficientes de temperatura: NPO, NO75, 220, N330, N470, N750, P030, ete.). , COEFICIENTE DE TEMPERATURA, PARA CAPACITORES CERAMICOS: PRETO MARROM VERMELHO LARANJA. AMARELO = -220.. (N220) ITUTO PADRE REUS 41 weserssareen, (N330) . (N470) .» (N750) (P030) Classe 2: Apresenta alta constante dielétrica e, portanto, possibili- dade de se obter elevada capacitancia por unidade de volume. Nessa classe permitem-se maiores perdas dielétricas e maior instabilidade da capacitan- cia com a temperatura. Utilizados normalmente em filtragem, acoplamento e aplicagées gerais. CODIGO DE TOLERANCIA’ PARA CAPACITORES CERAMICOS (cap. Disco): Normalmente em um dos lados do capacitor tipo disco. esté impresso um carimbo que dificilmente se apaga. contendo as seguintes informagées: Marca ...... : MIAL Valor da capacitancia ....... em pF quando nao especiticado Tolerancia ......... -o expressa pela letra, Tensio nominal ~. expressa em Volis Tabela referente uw tolerdncia: Capacitincia = ou > gue 10 pF 01 pF 0,25 pF 0S pF 2 pF de + 80% a 20% de +100% a 0% WNUZ ROUTAN AD 42 INSTITUTO PADRE REUS A capacitincia impressa no corpo de um capacitor de cerdmica normalmente é em pF. Assim, poderemos encontrar um ca- pacitor com as seguintes caracteristicas: 2.200 K (trata-se de um ca- Pacitor com 2.200 pF; 0 K nio 6, neste caso, elemento multiplicador Por 1.000); ou ULSO (trata-se de um capacitor de 150 pF), etc. As letras podem indicar a tolerdncia, tensdo de trabalho, etc. Depende muito do fabricante. Cesena) an) Figura 36 CODIGO DE CORES PARA O CAPACITOR "PIN - UP" 1° algarismo 2° algarismo Multiplicador Tolerancia O cédigo de cores para os dois algarismos seré o mesmo utilizado para o cédigo de cores para resistores. O cédigo para o multiplicador tera s6 trés cores: MARROM, VERMELHO E LARANIA. A tolerancia, se PRETO, corresponde a +20%. CAPACITORES SEMI-FIXOS - So capacitores que permitem: ajuste do valor da sua capacitancia, através de um parafuso, que altera a’ distancia entre duas placas condutoras isoladas por uma folha de mica. Nesta categoria temos os trimmers, com capacitancia méxima em torno 30 pF, ¢ os padders, com capacitancia méxima em torno de 500 pF. INSTITUTO PADRE REUS 43 Figura 37 TRIMMER CAPACITORES VARIAVEIS - Sao constituidos de dois jogos: de placas de metal, sendo um conjunto fixo, e outro mével, sendo usado o proprio ar como elemento isolante (dielétrico). Podem ser simples ou du- plos. B um capacitor deste tipo que normalmente usamos para sintonizar as diferentes estagdes num receptor de radio. SIMBOLO Figura 38 Tragos interrompidos, interligando as duas secdes do capacitor varidvel, indicam que as duas segGes so acionadas pelo mesmo comando. Vimos alguns tipos de capacitores utilizados em radio. Na verdade, existem muitos outros e a cada dia que passa, novos tipos sao langados no mercado, mas com 0 correr do tempo, na sua carreira profissional, o aluno ird se acostumando com eles sem muito esforgo. Associacdo de Capacitores em Série ===. O efeito de ligarmos capacitores em série ou paralelo é oposto ao ligarmos resisténcias em série ou paralelo. Ligaco em série de resistores aumenta a resisténcia total. Mas para capacitores ligados em série, diminui a capacitancia total de tal modo, que a capacitancia resultante seré menor do que o menor dos capacitores da associagao. 44 INSTITUTO PADRE REUS A formula que nos possibilita achar a capacitancia resultante numa associacao de capacitores em série é parecida com a férmula para 0 célculo de resistores em paralelo. A capacitancia total é igual ao inverso da soma dos inversos dos capacitores que fazem parte da associagdo. O valor da capacitancia total ter4 seu valor menor que o menor capacitor da associa¢io. Para C, seu inverso é Para C, seu inverso é Para C, seu inverso é Para C, seu inverso € ge Sle Sh. Op Sendo assim para todos os capacitores que participarem da associagao. O numerador "1" representa 0 inverso. Supondo no exemplo: para C, = 80NF; C, = 48 UF; C; = 30 uF; C, = 60 pF: C1 Gz C3 C4 Figura 39 Aplicando a férmula tem-se: INSTITUTO PADRE REUS 45 Resolvendo o M.M.C. entre os denominadores teremos: 80, 48, 30, 60 40, 24, 15, 30 20, 12, 15, 15 10, 6, 15,15 5, 3518 5, 1, 5, 5 Ly ds de 1 WBWNNNN O Menor Multiplo Comum (M.M.C.) = 2x 2x2x2x3x5=240. Teremos entio: 1 1 C= Seeeeea = 20° 240 240 1,20 Se Cpa area D240 Loge. Gree ae Dee4oi c= 30 =r Cy = 80 pF Cy =48 pF = C3=30yF C4= 60 nF ‘ Figura 40 A capacitincia total do circuito é de 12 uF. Associagdo de Capacitores em Paralelo === Neste caso, a capacitincia total aumenta. O célculo da capacitancia total é muito simples: basta somarmos as capacitancias de todos os capaci- tores que esto em paralelo: C,=C,+C,+C, C,= 10uF + 10uF + 10nF C,=30uF I Formula para obter a capacitancia total numa associagao em paralelo C)=10HF | C)=10NF — C3 = 10UF Figura 41 46 INSTITUTO PADRE REUS TESTE DOS CAPACITORES ELETROLITICOS - Podemos determinar 0 estado do capacitor, detectando se ele se encontra em bom estado, aberto ou em curto. Para capacitores a partir de 1 mF (microfarad) o multimetro deve ser colocado na escala mais alta da resisténcia: R x 100 ou R x 1k pelo menos. Zere o instrumento (ajuste zero) e encoste as ponteiras do instrumento nos terminais do capacitor de maneira que a ponteira vermelha esteja no pdlo positivo do capacitor e a preta no seu pdlo negativo. Se o ponteiro for até a regido das baixas resisténcias (em torno de zero) e depois com menor velocidade yoltar para a regido das altas resisténcias ou até mesmo marcando infinito, € porque o capacitor se encontra em bom estado. A resisténcia encontrada deverd ser maior que 1 mega (> que 1.000.000 ohms). Se o ponteiro se deslocar para a regio das baixas resisténcias (menor que 10k = 10.000 ohms) e ficar estacionado nesta regiaio, é porque o capacitor se encontra em curto ou com grandes fugas. Se 0 ponteiro nfo se move, ficando no infinito ou na regifio de resisténcias muito altas é porque o capacitor est aberto. Se o ponteiro for até a regiao das baixas resisténcias e depois voltar, estacionando em valores entre 500k e 2M, é porque ele esté com fuga. ca A velocidade com que 0 ponteiro se desloca, durante a prova de um capacitor eletrolitico, depende do valor do capacitor. - ——___— CONDICAO DO CAPACITOR de zero e volta ao infinito Bom zero e volta marcando a TITUTO PADRE REUS 47 OUTROS CAPACITORES DE 10 nF AI mF - Esta prova é valida para capacitores de poliéster, de polipropileno, de papel e para todos os demais tipos comuns com aplicagao em eletrénica. Selecione o instrumento para a escala mais alta que possuir (no minimo R x 1k ou Rx 10k). Zere o multimetro e encoste as ponteiras do instrumento nos terminais do capacitor. “eo eS) E importante que o capacitor esteja fora do circuito, além de th py evitar que os dedos encostem seus terminais ou nas pone ae ag _instrumento. Se o ponteiro mover-se ligeiramente para a direita, por frago de segundos, para depois voltar ao infinito, é porque esta em bom estado. O movimento serd tio menos perceptivel quanto menor for o valor do capacitor. Se o ponteiro nao se mover, é porque o capacitor se encontra aberto. Se o ponteiro mover-se até marcar definitivamente uma baixa resisténcia ou zero é porque se encontra em curto. Se o ponteiro mover-se ligeiramente e voltar, marcando um valor de resisténcia entre 5 MQ e 10 MQ, é porque o capacitor se encontra com fugas. Os valores tolerados variam muito, mas em geral se forem inferiores a5 MQ. ocapacitor nao deve ser empregado. RESUMO 48 INSTITUTO PADRE REUS CAPACITORES VARIAVEIS - Este tipo de teste tem o objetivo de verificar a existéncia de curto-circuito entre as armaduras, j4 que em vista da faixa pequena de capacitancia que estes componentes apresentam, nado podemos ter qualquer tipo de informagées sobre abertura ou seu valor. PROCEDIMENTO BASICO 1 2: Zereo instrumento. *Coloque o multimetro na escala mais baixa de resisténcias: Rx1 ou Rx10. 3. Encoste as pontas de prova do instrumento nos terminais do capacitor varidvel: armadura fixa e armadura mével, Se 0 capacitor possuir mais de uma segéo, [Link] teste nas outras segdes. 4. Anote os valores encontrados de resisténcia medida em todo 0 giro do varidvel. As leituras encontradas deverao ser interpretadas da seguinte maneira: * Se abrindo e fechando totalmente o capacitor varidvel, a resisténcia lida nao varia, mantendo-se no infinito, é porque o varidvel esta em bom estado. * Se abrindo e fechando totalmente o capacitor varidvel, a resisténcia lida se mantém em zero ohms, é porque as placas do capacitor esto em curto-circuito, Nesta se¢ao o capacitor nao poders ser utilizado. * Se abrindo ou fechando totalmente o capacitor variavel, a resisténcia varia bruscamente em certos pontos. Passando de zero ohms para o infinito e vice-versa, significa que o capacitor apresenta alguns pontos em curto-circuito. Ou seja, que nestes pontos de variagdes as placas estdéo raspando umas nas outras. O capacitor também nado podera ser utilizado. - Em alguns casos a variagio de resistencia poderd ser aco i panhada de ruido de raspar das placas umas nas outra

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