Higiene e Segurança na Doação de Alimentos
Higiene e Segurança na Doação de Alimentos
ÂMBITO
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MANUAL DE HIGIENE E SEGURANÇA ALIMENTAR
ÍNDICE
RESUMO
1_ ENQUADRAMENTO 4
2_ CONTAMINAÇÃO DE ALIMENTO 5
3_ ENTIDADES DOADORAS 7
3.1 RESPONSABILIDADES 7
3.2. QUE ALIMENTOS PODEM/DEVEM SER DOADOS. 8
3.2.1. ALIMENTOS DE ELEVADO RISCO 8
3.2.2. ALIMENTOS RECOLHIDOS EM BUFFETS 9
3.2.3. ALIMENTOS COM DATA DE VALIDADE ULTRAPASSADA 9
4_ TRANSPORTE 11
4.1. CARACTERÍSTICAS DOS VEÍCULOS 11
4.2. CARACTERÍSTICAS DOS VEÍCULOS 12
4.3. CARACTERÍSTICAS DOS VEÍCULOS 14
5_ ENTIDADES RECETORAS 15
5.1. RESPONSABILIDADES 15
5.1.1. DOCUMENTAÇÃO 16
5.1.2. RASTREABILIDADE 16
5.1.3. REQUISITOS MÍNIMOS DE RASTREABILIDADE 17
5.2. RECEÇÃO DOS ALIMENTOS 17
5_ ENTIDADES RECETORAS 20
5.3. ARMAZENAMENTO 20
5.4 DISTRIBUIÇÃO 22
5.4. DISTRIBUIÇÃO 24
5.6. HIGIENE 25
5.6.1. MANIPULADOR 25
6_ REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS 32
7_ ANEXOS 33
8_ BOAS PRÁTICAS EM CONTEXTO DO PERÍODO “ALERTA COVID-19” 37
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1_ ENQUADRAMENTO
A doação de alimentos insere-se num contexto de solidariedade social adquirindo por isso uma relevância
acrescida, no âmbito da Segurança dos Alimentos, uma vez que os seus beneficiários pertencem muitas
vezes a grupos de risco como doentes crónicos, imunodeprimidos, idosos e crianças. Estes grupos
requerem particular vigilância, pelo que os mecanismos de salvaguarda dos seus interesses têm de ser
redobrados, por forma a diminuir a possibilidade de contraírem infecções e intoxicações alimentares.
Muito embora as Entidade Sociais/Instituições não façam parte do alvo principal das regras impostas pelos
Regulamentos Comunitários, que estabelecem requisitos de higiene, são-lhes igualmente aplicáveis as
regras e princípios fixados, mas com a necessária flexibilidade na sua aplicação. Só desta forma é
garantida a segurança dos géneros alimentícios que, embora excedentes, não colocam em causa a saúde
dos consumidores.
As regras e princípios mencionados neste Manual, não são mais do que boas práticas de higiene e
requisitos de segurança dos alimentos, que aplicadas por cada interveniente da cadeia de doação
(Entidade Doadora; Entidade Recetora e Utente).
Deste modo, os intervenientes da cadeia de doação adquirem um papel social importantíssimo: não
só porque participam no combate ao desperdício alimentar, mas também na garantia de que os
alimentos chegam saudáveis e seguros a quem mais necessita.
-REGULAMENTO 178/2002
-REGULAMENTO (CE) NO 852/2004
-EU GUIDELINES ON FOOD DONATION
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2_ CONTAMINAÇÃO DE ALIMENTOS
O QUE TORNA UM ALIMENTO CONTAMINADO?
QUE CONSEQUÊNCIAS PODEM ESSES ALIMENTOS PROVOCAR NA SAÚDE
HUMANA?
Os alimentos, por si só e principalmente quando são manipulados, representam, não só um excelente meio
para os microrganismos se multiplicarem, podendo por isso constituir um excelente veículo de transmissão
de doenças, como toxinfeções alimentares,
Toxinfeção alimentar: doença alimentar provocada pela ingestão de alimentos e/ou água contaminada por
microrganismos e suas toxinas, podendo manifestar-se em poucas horas ou após vários dias.
É importante perceber que existem fatores, do meio envolvente e fontes de contaminação, que facilitam
ou inibem a multiplicação dos microrganismos nos alimentos. O controlo desses fatores por parte de todos
os intervenientes da cadeia de doação é de extrema importância na manutenção da higiene e segurança
dos alimentos.
Temperaturas entre os 15ºC e 40ºC são as que mais contribuem para o desenvolvimento de
microrganismos, pelo que a manutenção de alimentos a essas temperaturas é desaconselhada. A
humidade influencia também o desenvolvimento microbiano uma vez que a presença de água facilita a
absorção de nutrientes por parte dos microrganismos.
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O Homem é um dos principais fatores de contaminação, uma vez que representa um meio de transporte de
microrganismos sempre que entra em contacto com os alimentos. Todas as superfícies e utensílios, uma
vez que estão expostos ao ambiente, são naturalmente fontes de contaminação. Também os alimentos de
alto risco (alimentos que se tornam impróprios para consumo rapidamente) e os alimentos crus (que são
consumidos sem qualquer confeção) são considerados fontes de contaminação uma vez que estão mais
sujeitos a serem contaminados e/ou a representarem um meio de desenvolvimento microbiano mais
favorável.
Ao longo deste manual, todos os procedimentos e regras de boas práticas de higiene e segurança dos
alimentos funcionam, de um modo geral, como controlo e prevenção dos parâmetros acima descritos, por
forma a limitar significativamente possíveis
problemas alimentares.
O cumprimento rigoroso destas práticas por parte dos voluntários, principalmente os que manipulam os
alimentos, é de extrema importância, sendo a responsabilidade, sensibilidade, formação e motivação
de todos os intervenientes da doação, valores elementares de uma boa política de prevenção.
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3_ ENTIDADES DOADORAS
QUAIS AS SUAS RESPONSABILIDADES?
QUE ALIMENTOS PODEM DOAR?
3.1 RESPONSABILIDADES
A responsabilidade primordial de uma entidade doadora é a de garantir que os alimentos se encontram
próprios para consumo (são seguros) e tenham sido preparados, confeccionados e conservados de
acordo com as boas práticas de higiene e produção, até ao momento da sua entrega. Neste sentido, tem
o dever de apresentar documentos que comprovem o cumprimento de requisitos e de informações
relativas aos géneros alimentícios que irá doar:
DECLARAÇÃO DE INFORMAÇÕES
RESPONSABILIDADE, ONDE CONSTEM DOS GÉNEROS
INFORMAÇÕES RELATIVAS À:
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ALIMENTO QUE
NÃO PODE SER - Quando não se verificam os requisitos, ou não se tem a certeza do
DOADO seu cumprimento.
O produtor destes alimentos poderá identificar qual o intervalo de tempo em que devem ser consumidos,
tendo em conta as condições de produção e conservação dos mesmos, até ao momento da doação.
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ALIMENTOS DE BUFFETS
O tempo de exposição não deverá ser superior a 3 horas, no entanto, caso não sejam asseguradas
as temperaturas recomendadas, esse período não deve ser superior a 2 horas.
Este tipo de alimentos deve ser consumido, no máximo, nas 12 horas seguintes à sua recolha, desde
que conservado em refrigeração:
- Se for recolhido ao almoço, deverá ser consumido no jantar do próprio dia;
- Se for recolhido ao jantar, deverá ser consumido ao almoço do dia seguinte.
Carne e peixe fresco, entre outros. (Exceção Carne e peixe fresco, entre outros. (Exceção
feita aos hortícolas e frutas embaladas) feita aos hortícolas e frutas embaladas)
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A doação deste tipo de alimentos só pode ser feita se o consumidor for informado de tal e se o
responsável pela doação garantir que o produto responde às características gerais de legislação
alimentar e em particular as relativas à sua segurança.
Nos casos em que a data de durabilidade mínima foi ultrapassada e de alimentos não pré-embalados
cuja data é omissa, terá de ser feita uma avaliação visual.
Operador económico atribui um prazo limite Caso esse operador não o tenha definido,
para o seu consumo (conhece as condições em deverá a instituição que o entrega ao utente
que foram produzidos e mantidos até à sua definir essa data
doação. limite de consumo.
Existem também indicadores que sugerem a deterioração do produto e que justificam a sua
imediata rejeição, como por exemplo latas ou embalagens que se apresentem:
- Opadas;
- Enferrujadas;
- Danificadas;
- Sujas;
- Abertas;
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4_ TRANSPORTE
QUE MATERIAIS SÃO NECESSÁRIOS PARA EFETUAR A RECOLHA? QUE TIPOS DE VEÍCULOS
PODEM SER USADOS E QUAIS AS TEMPERATURAS A RESPEITAR?
A higiene na manipulação dos alimentos, através das boas práticas, bem como o transporte à temperatura
adequada, são requisitos de extrema importância e devem ser cumpridos à risca por todos os
intervenientes da cadeia de doação, a começar pela recolha e acondicionamento dos alimentos doados.
2- Capacidade térmica do material: Capacidade que o material apresenta para manter a temperatura
constante .
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Nota: Todos os alimentos devem ser transportados em malas/sacos térmicos, com exceção do
pão, bolos secos ou tubérculos.
Apesar do uso de viaturas particulares ser desaconselhado, pode ser realizado para curtos espaços de
tempo ou distâncias.
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diferentes géneros alimentícios, deverá existir, sempre que necessário, uma efetiva separação
dos produtos
- Proceder sempre a uma limpeza adequada entre os carregamentos, para evitar o risco de
contaminação
- A colocação e a proteção dos géneros alimentícios dentro dos veículos e/ou contentores
devem ser de modo a minimizar o risco de contaminação
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37º 99º
Não deixa alimentos crus ou cozidos à temperatura ambiente
pois bactérias e microrganismos se multiplicam
rapidamente nesta temperatura 28º 82º
5º 41º
0º 32º
-18º 32º
Temperatura de congelamento ou inferior.
Deste modo, as temperaturas ideais de transporte dependem não só do tipo de alimento, mas
também do estado em que se encontram no momento da doação.
PRODUTOS TEMPERATURA (RECOMENDADA) DESVIO (ACEITÁVEL)
Refeições quentes 65ºC -5ºC
Refrigerados 5ºC +3ºC
Congelados -12ºC +3ºC
Ultracongelados -18ºC +3ºC
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5_ ENTIDADES RECETORAS
QUAIS AS SUAS RESPONSABILIDADES?
QUAIS OS CUIDADOS A TER NA RECEÇÃO, ARMAZENAMENTO E DISTRIBUIÇÃO
DOS ALIMENTOS DOADOS?
COMO DEVE SER FEITA A MANIPULAÇÃO DOS ALIMENTOS E A HIGIENIZAÇÃO
DAS INSTALAÇÕES?
5.1. RESPONSABILIDADES
Uma entidade recetora terá de garantir as necessárias condições de conservação e higiene dos
alimentos doados, ao longo de todas as etapas da sua atividade.
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5.1.1. DOCUMENTAÇÃO
É boa prática a entidade recetora emitir e disponibilizar à entidade doadora uma Declaração de
Responsabilidade em como se compromete a assegurar o transporte, conservação e distribuição dos
géneros alimentícios doados.
No entanto devem ser fornecidas todas as indicações de consumo referentes aos alimentos que
não são consumidos na própria Entidade.
Sempre que solicitado pelas autoridades competentes terá de fazer prova, através de evidência
documental, em como assegura o cumprimento de todos os procedimentos que garantem a segurança
dos alimentos doados (ver capítulo 6.).
5.1.2. RASTREABILIDADE
No caso de uma Entidade Recetora, esta deverá ter documentos que identifiquem a doação dos bens
alimentares, não sendo, contudo obrigada a assegurar a rastreabilidade interna, nem a identificar o
utente final.
É aconselhado também identificar todos os processos que o alimento sofre, como refrigeração ou
aquecimento, desde que chega à entidade recetora até ao utente que o consome.
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Antes da distribuição e entrega ao utente deverá ser elaborado um registo onde constem as seguintes
informações:
- UTENTE
- ALIMENTO DESTA FORMA É POSSÍVEL EFETUAR
- ENTIDADE DOADORA A LIGAÇÃO ENTRE A ENTIDADE DOADORA
- DATA DE ENTREGA E O BEM DOADO AO SEU
Sempre que existam alimentos doados que sejam rejeitados, deverá ser efetuado esse registo,
indicando:
- IDENTIFICAÇÃO DO PRODUTO;
- DATA DA DOAÇÃO/DATA DA REJEIÇÃO;
- PESO/UNIDADES;
- MOTIVO DA REJEIÇÃO.
RECEÇÃO
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O responsável pela receção dos géneros alimentícios deverá fazer um controlo desses alimentos
considerando alguns requisitos de higiene:
Nota: O controlo da temperatura aplica-se apenas a alimentos que exijam condições de conservação sob
temperatura controlada.
- PRODUTOS REFRIGERADOS
No caso de doação direta por parte de empresas do setor alimentar (transporte efetuado pela Entidade
Doadora):
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Considera-se género alimentício pré-embalado, uma unidade de venda constituída pelo alimento
e pela embalagem em que foi acondicionado antes de ser apresentado para venda, de tal modo que
o conteúdo não possa ser alterado sem que a embalagem seja aberta ou modificada. Pelo contrário,
os alimentos não pré-embalados, apresentam-se à venda sem acondicionamento prévio.
Estes tipos de alimentos devem estar devidamente rotulados, contendo as seguintes menções
obrigatórias:
- A lista de ingredientes;
- Data de validade;
- Quantidade líquida;
- Declaração nutricional;
- Indicação do lote;
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5.3. ARMAZENAMENTO
ALIMENTOS PRÉ-EMBALADOS
CARACTERÍSTICAS A
ALIMENTO MOTIVOS DE REJEIÇÃO
VERIFICAR/CONTROLAR
Latas opadas, enferrujadas,
danificadas, sujas ou abertas.
Produtos entalados Presença de
(Grão, feijão, atum, ...) sinais de pragas (fezes e/ou
urina) ou resíduos de pragas
mortas.
Estado de higiene e Enchidos - Sinais evidentes
conservação; de deterioração do produto,
nomeadamente com camada
superficial de bolores.
Rotulagem;
Fiambre - Sinais evidentes de
alteração do produto,
Data de validade; Produtos de Charcutaria
nomeadamente com presença
(Enchidos, fiambre, queijos)
de manchas verdes e perda da
sua cor natural.
Características dos produtos
(quando possível); Queijo - Sinais evidentes de
deterioração do produto,
nomeadamente com bolores
Temperatura (quando no interior.
aplicável).
Falta de integridade da
embalagem; Presença de
sinais de pragas (fezes e/ou
Produtos Secos (Leguminosas
urina) ou resíduos de pragas
secas, farinha, açúcar, arroz,
mortas na embalagem.
massas, ...)
Sinais evidentes de
deterioração do produto
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ALIMENTOS PRÉ-EMBALADOS
CARACTERÍSTICAS A
ALIMENTO MOTIVOS DE REJEIÇÃO
VERIFICAR/CONTROLAR
Presença de sinais de pragas (fezes e/ou
urina) ou resíduos de pragas mortas na
embalagem.
Presença de quaisquer corpos
Hortofrutícolas estranhos, nomeadamente madeira,
parasitas, cordas.
Características não próprias dos produtos
ou com sinais de deterioração do produto
(podridão).
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CARACTERÍSTICAS A
ALIMENTO MOTIVOS DE REJEIÇÃO
VERIFICAR/CONTROLAR
Características não próprias do
produto, nomeadamente
Sopa
espuma, viscosidade alterada e
Cor; odor a azedo.
Características não próprias do
Refeição confecionadas produto, nomeadamente
Odor;
(quentes ou frias) alteração da cor e odor a
azedo.
Textura; Características não próprias do
Salgados produto, nomeadamente cor ou
textura alterada, odor a azedo.
Corpos estranhos;
Características não próprias do
Produtos de pastelaria
produto, nomeadamente
(frescos ou secos)
Viscosidade; presença de bolores.
Características não próprias do
produto, nomeadamente
Temperatura; Pão presença de bolores e/ou
deterioração do produto
(podridão ).
Estado do material de
acondicionamento. Características não próprias do
produto, nomeadamente
Produtos hortofrutícolas
alteração da cor, odor a azedo
e bolores.
Sempre que detetados motivos de rejeição, deve-se proceder à rejeição dos alimentos, como medida
cautelar, por forma a garantir um elevado nível de proteção
da saúde humana.
5.4 DISTRIBUIÇÃO
É importante perceber quais condições necessárias à conservação dos alimentos doados, e garantir
que o armazenamento cumpre essas condições.
Dependendo das características dos alimentos doados, os mesmos podem ser armazenados em
ambientes frescos e secos, ou um ambiente refrigerado ou congelados.
.
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-Alimentos: Enlatados, massas, leguminosas secas, produtos desidratados, leite uht, entre outros;
- Características: Ambiente fresco, seco e bem ventilado; Sempre limpo e arrumado, dotado de
estrados e prateleiras.
-Alimentos: Qualquer alimento tem de estar acondicionado em recipiente estanque com tampa,
identificados com conteúdo e data de consumo.
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Uma vez que os alimentos devem chegar o mais brevemente possível ao consumidor, a congelação
deverá ser um processo ausente do funcionamento habitual da cadeia de doação. Contudo,
poderão existir excedentes alimentares em grande quantidade, que não terão escoamento, podendo
escassear noutra altura.
Nota: O controlo de temperaturas dos equipamentos de frio deverá ser realizado duas vezes ao
dia, antes do início da laboração e no fim, fazendo esse registo em modelo próprio, que fará parte
integrante dos procedimentos de segurança alimentar.
5.4. DISTRIBUIÇÃO
A distribuição de alimentos doados pode ser feita de três maneiras distintas:
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5.6. HIGIENE
5.6.1. MANIPULADOR
Qualquer pessoa que manipule produtos alimentares pode transmitir doenças aos
consumidores, veiculadas através dos alimentos. Sempre que uma pessoa sofra ou seja
portadora de s doenças que possam contaminar os alimentos estará interdita de manipular
alimentos e entrar em locais onde se manuseiem géneros alimentícios
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Importa referir que o uso de luvas não é obrigatório. É sempre preferível as mãos corretamente
higienizadas em detrimento do uso de luvas uma vez que aumenta a sensibilidade do manipulador.
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5.5.2 INSTALAÇÕES
A higiene das instalações, bem como dos materiais e equipamentos onde se manipulam e são
usados alimentos, constitui um requisito preponderante para que os géneros alimentares não sejam
sujeitos a contaminações.
TETOS
- Contruídos de forma a não provocar queda de partículas sobre os alimentos.
PAREDES
- De fácil limpeza e mantidas em bom estado de conservação.
PAVIMENTOS
- Materiais impermeáveis, não absorventes, não tóxicos, de fácil limpeza e mantidos em bom estado
de conversação.
PORTAS E JANELAS
- As portas de zonas de laboração deverão estar sempre fechadas e munidas com mola de retorno;
- As janelas com abertura para o exterior deverão estar munidas de redes mosquiteiras, facilmente
removíveis para limpeza.
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- Limpeza e desinfeção das superfícies onde os alimentos são manipulados (tábuas de corte,
bancadas, recipientes, etc.) e dos utensílios de cozinha;
Por forma a garantir que todas as partes do estabelecimento sejam adequadamente higienizadas é
aconselhada a elaboração de um Plano de Higienização (capítulo 6) onde constem os seguintes
parâmetros:
MEDIDAS DE MONITORIZAÇÃO
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No setor alimentar as pragas mais comuns, com relevância para a saúde pública, podem-se agrupar
em várias classes:
ROEDORES
INSETOS RASTEJANTES
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INSETOS VOADORES
Mosca Mosquito
AVES
A transmissão de doenças ao homem é feita através do contacto direto com a praga e seus
excrementos ou através do consumo de alimentos por estas contaminados.
Conjuntivites, infecções respiratórias, leishmaniose, febre hemorrágica, são alguns exemplos
de doenças transmitidas por pragas.
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MANUAL DE HIGIENE E SEGURANÇA ALIMENTAR
Existem também medidas para detetar/eliminar as pragas que possam ter tido acesso ao interior
do estabelecimento:
O controlo de pragas terá de fazer parte dos procedimentos de segurança alimentar de uma cadeia de
doação. Menosprezar ou não controlar adequadamente esse perigo poderá colocar em risco a saúde
dos colaboradores e consumidores/utentes.
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6_ REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS
Rotulagem e Datas de Validade dos Produtos Alimentares (2017) Doar Alimentos em Segurança,
Direção Geral de Alimentação e Veterinária.
Higiene e Segurança Alimentar na Doação de Alimentos (2015) Manual de formação, Rede Alimentar.
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MANUAL DE HIGIENE E SEGURANÇA ALIMENTAR
7_ ANEXOS
Exemplos de templates de documentação referida no manual:
RASTREABALIDDE
ALIMENTOS DOADOR DATA DE ENTREGA UTENTE
Complemento
Conduto
Sopa
Géneros
Complemento
Conduto
Sopa
Géneros
Complemento
Conduto
Sopa
Géneros
Complemento
Conduto
Sopa
Géneros
Complemento
Conduto
Sopa
Géneros
Complemento
Conduto
Sopa
Géneros
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PLANO DE HIGIENIZAÇÃO
ÁREA, EQUIPAMENTO
EQUIPAMENTO AÇÃO PRODUTO DE MÉTODO FREQUÊNCIA MONITORIZAÇÃO RESPONSAVEL
OU UTENSÍLIO HIGIENIZAÇÃO
LEGENDA DE PARÂMETROS:
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TEMPERATURA TEMPERATURA
DATA INICIAL DA FINAL DA RESPONSÁVEL
ATIVIDADE (ºC) ATIVIDADE (ºC)
A leitura das temperaturas de armazenamento deverá ser realizada duas vezes ao dia, com um
maior intervalo de tempo possível entre elas.
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MANUAL DE HIGIENE E SEGURANÇA ALIMENTAR
ESTADO DO
ALIMENTO TEMPERATURA
DATA DOADOR TRANSPORTADO REGISTADA RESPONSÁVEL
(REFRIGERADO/ (ºC)
AQUECIDO)
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MANUAL DE HIGIENE E SEGURANÇA ALIMENTAR
Deve, no entanto, ser possível continuar a Doação de alimentos, pois as entidades doadoras continuam
a produzir e as pessoas que carecem destes alimentos não poderão ser esquecidas.
Assim, as normas de higiene que se aplicam no âmbito da segurança dos alimentos, já conhecidas
e implementadas, devem agora ser reforçadas, durante o processo da preparação, de
acondicionamento e de entrega dos alimentos, de modo a não se promover riscos desnecessários e
evitáveis.
Como primeira nota, realça-se a informação de que os voluntários não poderão pôr em risco esta tão
nobre atividade, pelo que, caso tenham estado em contacto com um positivo ou mesmo suspeito, não
deverão desenvolver qualquer actividade no âmbito da doação dos alimentos, devendo sim, permanecer
em casa e articular diretamente com o SNS, ligando para SNS24 – 808242424, seguindo as
recomendações NOVO CORONAVÍRUS | COVID-19.
No caso de não haver nenhuma contra-indicação, isto é, se não manifestarem qualquer tipo de sintomas
de infeção respiratória (tosse, febre ou dificuldade em respirar) poderão assim comparecer na Instituição,
e seguir as normas abaixo.
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MANUAL DE HIGIENE E SEGURANÇA ALIMENTAR
Nesta sequência, identificam-se abaixo ações que podem evitar disseminações do vírus COVID-19,
nomeadamente:
Durante a preparação/acondicionamento dos alimentos:
§ Promover a lavagem das mãos sempre à entrada e à saída do local onde se preparam e
acondicionam os alimentos;
• Promover a lavagem das mãos várias vezes, usando sabonete liquido;
• Não abrir torneiras com a mão; sempre que possível, utilizar partes do corpo que não se levam
à cara (antebraço, cotovelo, e pé, se a torneira for accionada com o pé);
• Esfregar as mãos com o sabonete líquido, demorando pelo menos 20 segundos durante a
lavagem;
• Secar sempre as mãos com toalhete de papel não reutilizável ou ar quente. Prever caixotes
para colocar toalhetes já usados, perto dos lavatórios;
• Se houver necessidade levar a mão à cara, lavá-la sempre previamente, nas condições acima
identificadas;
• Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos;
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§ Regresso à instituição
• Lavar as mãos nos moldes já transmitidos;
• Manter as regras de higiene e etiqueta respiratória.
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