Profª Viviane Marques
ANATOMIA
DAS
ESTRUTURAS
ENVOLVIDAS
NO PROCESSO
DE
DEGLUTIÇÃO
Consultar as legendas das figuras
no livro:Netter Atlas de Anatomia Humana
Editora Elsevier. Autor: Frank H. Netter
Cavidade oral Profª Viviane Marques
Profª Viviane Marques
Aponeurose do
Músculo tensor do
Véu palatino
Músculo Palatoglosso
Músculo Palatofaríngeo
Músculos do Palato
A musculatura do palato atua na deglutição e na fala. O primeiro
a ser descrita a ação será o músculo levantador do véu
palatino que tem por função elevar o palato mole.
1) O músculo tensor do véu palatino tensiona o palato mole
esticando-o e abaixando-o pelo achatamento do seu arco.
2) O Músculo palatoglosso eleva a raiz da língua e aproxima o
arco palatoglosso de seu homônimo, fechando e separando,
deste modo, a cavidade da boca da parte oral da faringe.
3) Os músculos palatofaríngeos empurram a faringe para cima,
para frente e medialmente encurtando-a durante a deglutição.
Eles também aproximam os arcos palatofaríngeos, puxando-os
para a frente.
Suprimento nervoso: Exceto pelo músculo tensor do véu
palatino, que é inervado pelo Nervo Trigêmeo (V par); todos os
músculos do palato são supridos pelas fibras nervosas que
deixam a medula na parte craniana do Nervo Acessório e
alcançam o plexo faríngeo através do Nervo Vago.
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Nervos que inervam a língua:
IX par Sensibilidade geral
e gustativa
XII par
Motricidade
V par Sensibilidade Geral
VII par Sensibilidade
Gustativa
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Os músculos
intrínsecos da
língua promovem
uma mobilidade
altamente variada e
precisa, importante
não apenas na
função alimentar,
mas também na
fala.
Língua
• A língua é o órgão muscular relacionado ao sentido do paladar
que fica localizado na parte ventral da boca da maior parte dos
animais vertebrados e que serve para "processar" os
alimentos. Participa na formação dos fonemas da fala e é o
único músculo voluntário do corpo humano que não fadiga.
• A musculatura da língua, tanto intrínseca (músculos
longitudinal superior e inferior, transverso e vertical), como
extrínseca (músculos genioglosso, hioglosso, palatoglosso e
estiloglosso) é inervada pelo nervo hipoglosso (XII par
craniano), exceto o músculo palatoglosso, que é inervado pelo
plexo faríngeo. O músculo genioglosso é o principal depressor
da língua, evitando que esta se projete posteriormente e
obstrua a ventilação (CAMPIOTTO; LEVY; REDONDO e
BASTOS, 2005).
MÚSCULOS ESXTRÍNSECOS DA
LÍNGUA
• Genioglosso este é o músculo mais forte da língua,
faz protusão da língua.
• Palatoglosso parte da superfície inferior da
aponeurose palatina. Este músculo age como um
esfíncter separando a cavidade oral da faríngea, na
deglutição e na fala. É inervado pelo nervo vago, pelo
plexo faríngeo.
• Estiloglosso faz retração e elevação da língua.
• Hioglosso faz retração e depressão da língua.
Os músculos constritores da
faringe exercem em geral uma
ação esfinctérica e peristáltica
1
na deglutição.
1 Músculo Constritor Superior
2 Músculo Constritor Médio 2
3 Músculo Constritor Inferior é o
mais espesso dos constritores, e
consiste em 2 partes: o 3
M. Tirofaríngeo (“propulsão”) e o
M. Cricofaríngeo (“relaxamento).
Deglutição
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Deglutição
é uma ação muscular automática, no qual estão
envolvidos músculos da respiração e do trato
gastrointestinal, objetivando transporte do bolo
alimentar e limpeza do trato respiratório.
Participam na deglutição em torno de 30
músculos e seis pares de nervos cranianos:
N. Trigêmeo (V par), N.Facial (VII par),
N. Glossofaríngeo (IX par),
N. Vago (X par),
N. Acessório (XI par) e
N. Hipoglosso (XII par)
-Tratado de Fonoaudiologia / -Marchesan, I.C.
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Fases da Deglutição
Logemann em 1983, dividiu-a
em 4 fases: preparatória oral,
oral, faríngea e esofágica.
Perlman, em 1994, dividiu-a em
3 fases novamente: oral
(preparatória e transporte),
faríngea e esofágica.
Fases da Deglutição
Segundo Marchesan
1) Fase preparatória
2) Fase Oral
3) Fase Faríngea
4) Fase Esofágica
Fases da Deglutição
Segundo o Tratado de Fonoaudiologia
1) Fase antecipatória
2) Fase Oral, dividida: Captação, qualificação,
preparo (incisão, trituração e pulverização),
posicionamento e ejeção.
(Nervos cranianos V, VII, IX, XII)
3) Fase Faríngea
(Nervos Cranianos V, IX, X, XI )
4) Fase Esofágica
Fase oral
Fase Faríngea
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VÍDEO
Videoflloroscopia de la
degluticion/
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Conceito da formação
de pressão dirigida.
A soma das fases oral e faríngea origina a
pressão dirigida, que é a formação de um
tubo com quatro válvulas. No momento que o
alimento está na boca e na faringe, as quatro
válvulas devem estar fechadas, ocasionando
um aumento de pressão nessa região.
Durante a fase faríngea, o cricofaríngeo se
abre, resultando em diferencial de pressão
entre a orofaringe e o esôfago, sendo esta
pressão mais baixa que a formada na
orofaringe. Sendo assim o bolo passa da
faringe ao esôfago.
Furkim, A.M.
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BIBLIOGRAFIA
• FURKIM, Ana Maria; SANTINI, Célia Salviano. Disfagia
Orofaríngeas. São Paulo: Frôntis Editorial, 1999.
• FURKIM, Ana Maria; SILVA, Roberta Gonçalves da.
Programas de Reabilitação em Disfagia
Neurogênica. São Paulo: Frôntis Editorial, 2007
• GRAY, Donald J. Gray Anatomia. 37ª Ed.; Rio de
Janeiro: Guanabara Koogan, v.1 e 2, 1995.
• MACEDO, Filho; GOMES, Guilherme F.; FURKIM, Ana
Maria. Manual de Cuidados do Paciente com
Disfagia. São Paulo: Lovise, 2000.
• MARCHESAN, I. Fundamentos em Fonoaudiologia -
Aspectos Clínicos da Motricidade Oral. Rio de
Janeiro: Guanabara Koogan; 2005.
• FRANK H. NETTER, MD - Netter Atlas de Anatomia
Humana . Editora Elsevier.