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Modalidades e Funções da Consciência

1) A consciência é descrita como a intuição que o espírito tem de seus estados e atos, conduzindo sentimentos de remorso quando se age contra valores morais. 2) A consciência possui modalidades como a consciência do mundo, do corpo e de si, e formas como espontânea e reflexiva. 3) A consciência moral é um juízo da razão que ordena o bem e o mal, e sua origem e desenvolvimento foram debatidos por teorias históricas.

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Modalidades e Funções da Consciência

1) A consciência é descrita como a intuição que o espírito tem de seus estados e atos, conduzindo sentimentos de remorso quando se age contra valores morais. 2) A consciência possui modalidades como a consciência do mundo, do corpo e de si, e formas como espontânea e reflexiva. 3) A consciência moral é um juízo da razão que ordena o bem e o mal, e sua origem e desenvolvimento foram debatidos por teorias históricas.

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37- O que é consciência?

Consciência

Segundo LALANDE consciência é a intuição mais ou menos clara ou completa, que o


espírito tem dos seus estados e dos seus actos.

Em termos psicológicos a Consciência é descrita como conduzindo os sentimentos de


remorso, quando o indivíduo age contra seus valores morais.

a) Descreva as modalidades da consciência.

Modalidade da consciência
 Consciência do mundo;
 Consciência do corpo;
 Consciência de si ou do eu;

Características fundamentais da consciência


a) Mobilidade: os estados da consciência surgem, fluem e sucedem-se sem interrupção em
nós. (W. JAMES & P. PSYCHOLOGIE: 196)
b) Irreversibilidade: um estado de consciência que desaparece não regressa idêntico ao que
foi, isto é, um mesmo objecto não nos dá indefinidamente a mesma sensação.
c) Continuidade: a consciência de um momento sente-se sempre solidária da consciência
que a precede, como elementos do mesmo eu.
d) A continuidade compreende qualidades comuns aos de consciência sendo: contacto,
intimidade, presença.

b) Quais as funções da consciência?


Elaborado por grupo de estudantes do 1° ano, curso de licenciatura em Ensino Básico – 2012, sob
orientação do dr. Artur A. Chanjale
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As funções de selecção e síntese


 A selecção:
A consciência não se interessa igualmente pelos diversos elementos do seu conteúdo,
acolhe um e rejeita outros.

Segundo JAMES, pensar é fazer selecções.

Visto que, quer se trate do mundo dos objectos (uns solicitam, a nossa atenção enquanto outros
nos passam despercebidos), do mundo das nossas lembranças (umas são evocadas outras
esquecidas), ou do conjunto das nossas reacções (entre as possíveis, escolhemos as mais
convenientes).

 Síntese:
A síntese é inseparável da selecção. A interpretação de um objecto, a compreensão de
uma situação, supõem sempre a síntese entre dados actuais e uma experiencia anterior do
sujeito.
 Pelas duas funções de selecção e síntese, a consciência é essencialmente para o homem
um órgão da adaptação a vida, e é condicionada por certos factores:

O interesse: consciência orienta-se sempre segundo a linha do seu maior interesse.

O desajustamento: quanto maior for a desproporção existente entre as nossas necessidades e


tendências, e os meios de que dispomos para satisfaze-las mais aguda é a consciência da
situação.

c) Quais as formas da consciência


A consciência pode assumir duas formas fundamentais:

 Consciência espontânea;
 Consciência reflexiva.

Consciência espontânea - é a intuição imediata que o sujeito tem dos seus estados ou da sua
experiência, sem contudo se aprender como um “eu” ou “consciência de si”, distinta desses
estados ou dessa experiência, pois, a consciência espontânea corresponde a um estádio de
confusão ou sincrese.
Elaborado por grupo de estudantes do 1° ano, curso de licenciatura em Ensino Básico – 2012, sob
orientação do dr. Artur A. Chanjale
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Consciência reflexiva - é o conhecimento dos fenómenos ou dados de experiência, por um


sujeito que se aprende como algo independente e distinto deles.

Na consciência reflexiva, o sujeito tem a dupla intuição de uma consciência de si e consciência


do outro:

a) A consciência do mundo – a criança nos primeiros tempos não se conhece como distinta
dos objectos, está no mundo mas não se distingue dele, esta é a fase chamada de
consciência sincrética ou espontânea.

O adulto tem do mundo uma consciência reflexiva: está no mundo e conhece-se como distinto
dele. Em suma sou a testemunha ou a consciência do mundo, consciência espontânea ou
perceptiva.

b) Consciência do corpo – a criança não distingue inicialmente o seu eu corpóreo do eu


psíquico, também aqui existe, portanto, a fase da consciência espontânea, de indistinção
entre o conhecente e o conhecido.
c) Consciência do eu – considerada em relação com a nossa vida íntima, chama-se
consciência espontânea aquela que não se distingue dos seus próprios estados, por isso
lhe chamam também consciência concomitante ou primeira.

Ao contrário, a consciência reflexiva resulta de uma diferenciação do eu com os seus próprios


estados, por isso, lhe chamam também consciência desdobrada ou segunda.

Consciência moral
Segundo a doutrina católica é um juízo da razão que ordena o homem a praticar o bem e evitar o
mal. A consciência, presente no íntimo de qualquer pessoa é indissociável à dignidade humana,
pois permite a qualquer pessoa avaliar a qualidade moral dos actos realizados ou ainda por
realizar, permitindo assim assumir a responsabilidade porque possui liberdade para escolher
entre o bem e o mal.
A igreja católica, diz que quem escutar correctamente a sua consciência moral “pode ouvir a voz
de Deus que lhe fala”.
O papa Bento XVI defende que a consciência “ é a expressão da acessibilidade e da força
vinculadora da verdade”.

Elaborado por grupo de estudantes do 1° ano, curso de licenciatura em Ensino Básico – 2012, sob
orientação do dr. Artur A. Chanjale
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É necessário que a consciência siga três normas mais gerais e importantes acerca da conduta
moral humana:
1. Nunca é permitido fazer o mal porque daí deriva um bem.
2. A chamada regra de ouro: tudo quanto quiserdes que os homens vos façam, fazei-lho vós
também.
3. A caridade: passa sempre pelo respeito do próximo e da sua consciência, embora isto não
signifique aceitar como um bem aquilo que é objectivamente um mal.

A consciência moral, origem e desenvolvimento


Até ao século XVIII predominaram as teorias morais que defendem que esta consciência é inata,
sendo portanto anterior a qualquer experiência.

Na época contemporânea, predominam teorias que afirmam que a mesma é adquirida em


sociedade na nossa relação com os outros. Estas teorias foram defendidas por pensadores tão
como K. Marx, F. Engels, F. Nietzsche, E. Durkheim ou S. Freud.

Elaborado por grupo de estudantes do 1° ano, curso de licenciatura em Ensino Básico – 2012, sob
orientação do dr. Artur A. Chanjale

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