Rimas, Luís de Camões
Século XVI:
Idade Média -> Lírica tradicional Renascentismo Idade Moderna -> Lírica
Clássica
A primeira parte o mote é um conjunto de versos ou então apenas o verso que nos
dá a ideia inicial ao poema.
Este conjunto de versos pode ser ditado popular, mas a ideia fundamental é que do
problema é que origina ideia para desenvolvimento do poema que vem a seguir.
Voltas/glosas versos que sucedem o mote, são agrupados em grupos formando
estrofes. Recuperam a ideia imposta pelo mote, podendo até repeti-lo e desenvolvê-lo
Estes tipos de poemas escritos na forma tradicional podem ter ou 5 ou 7 sílabas
métricas.
Redondilha menor uma redondilha maior e são escritos segundo a medida velha
ISTO significa que dentro desta medida velha podemos ter 4 tipos de poema, os 2
primeiros com mote e os 2 últimos sem mote
2 primeiros são as:
Cantigas: composições com mote de quatro ou cinco veros e voltas/glosas de 8 a 10
versos.
Vilancetes: composições com mote de 2 a 3 versos e voltas/glosas de 7 versos.
OS últimos 2 são as:
Farsas: composições sem mote, com apenas 1 estrofe com 8 ou mais versos.
Trovas: composições sem mote, com número variável de estrofes.
Estrutura e Estilo
Forma Clássica (moderna):
Sonetos maior relevância no estudo Camoniano.
Composição poética 14 versos, distribuídos por duas quadras iniciais e 2 tercetos;
Decassilábicos (10 sílabas métricas)
Rima Interpolada (ABBA), emparelhada (AABB) ou cruzada (ABAB)
Temáticas:
Representação da Amada representação do ser feminino como aquele que ama e é
amado por Luís de Camões.
Domina completamente o sujeito poético.
Amada Renascentista/Clássica: figura angelical, inacessível e distante, do ponto de
vista físico é uma figura de cabelo louro, olhos azuis, pele branca.
Amada Tradicional: Pele mais morena, podendo até ser negra, cabelos escuros e
olhos escuros, mas que transmite ao poeta uma curiosidade, considera uma figura
amável, um ser que lhe transmite serenidade.
Reflexão sobre o amor (reflexão amorosa):
Algo negativa dominado completamente pelo amor que sente pelas suas amadas,
causando-lhe um eterno sofrimento, saudade, angústia...
Amor Platónico muito distante, contemplativo, frio e pouco afetuoso.
Amor Paixão embora que muito intenso, pouco duradouro, que leva o sujeito
poético a um sentimento e autotortura.
Representação da natureza:
surge como confidente, espaço onde podemos estar em paz e fazer as suas
reflexões, aparece bastante vezes descrita durante a sua obra. E como espaço onde se
dá o amor.
Reflexão sobre a vida pessoal:
Teve uma infância que considera feliz.
Porém o presente traz-lhe o contrário, uma revolta devido à sua miséria, pobreza e
desacreditação das suas obras, recorda a sua infância com angústia, sentindo
recorrentemente desejos de vingança e remorso e mesmo tentação de morte, vive em
autotortura.
Sente falta de reconhecimento pelas suas obras.
Tema do Desconcerto
tem como origem a vida infortuna do autor enquanto cidadão de uma sociedade
que considera altamente desequilibrada, com injustiças sociais, em que os mais
afortunados são cada vez mais beneficiados e os menos favorecidos são cada vez mais
prejudicados e angustiados (seria o seu caso) e não percebe como inverter este ciclo.
isso causa o tal “desconcerto” ao autor que não compreende a desarmonia do ser
humano. A sua limitação, por ser impotente perante a passagem do tempo, perante a
morte e o destino.
Tema da Mudança
relaciona -se com o anterior devido à forma cíclica e renovadora com que a natureza
revela os seus processos, a mudança natural é completamente independente da vida
humana, o ser humano nasce, cresce e morre sem qualquer exceção, algo
incompreensível para o poeta.
A mudança que o Homem experiência leva-o a cenários de desesperança,
fragilidade e instabilidade, o que torna este ato de reflexão crítica, por parte de
Camões, um ato frustrante.