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Sobre o Autor
Diego Luís é um empreendedor residente no Brasil que adora
compartilhar conhecimento e ajudar outras pessoas no tópico
referente a natureza.
Diego é uma pessoa dedicada, que sempre se esforça ao
máximo para ir além.
Uma Mensagem de Diego
"Eu acredito que não há segredos para se tornar bem-
sucedido na vida. E eu realmente creio que o resultado do
verdadeiro sucesso na vida é proveniente do trabalho duro, da
preparação e, o mais importante de tudo, do aprendizado através
das falhas.”
Sumário
Introdução .......................................... 8
Capítulo 1: Orquídeas: Conheça as suas características ... 12
Capítulo 2: Conheça quais são os tipos principais de
orquídeas aqui no Brasil ............................... 16
Capítulo 3: As orquídeas dentro da natureza ............. 28
Capítulo 4: A produção das orquídeas pelos humanos..... 33
Capítulo 5: Onde se deve manter as orquídeas? .......... 37
Capítulo 6: As orquídeas devem ficar em quais vasos? .... 41
Capítulo 7: A rega das orquídeas ........................ 47
Capítulo 8: A adubação das orquídeas ................... 51
Capítulo 9: O substrato que vai ser utilizado importa muito
...................................................... 56
Capítulo 10: Os elementos mais necessários para se cultivar
as Orquídeas .......................................... 61
Capítulo 11: Cuidados com as orquídeas em diferentes
estações .............................................. 66
Capítulo 12: As pragas e as doenças que podem acabar
destruindo as orquídeas ............................... 73
Capítulo 13: Saiba quais os insetos que trazem benefícios
para as orquídeas ..................................... 80
Capítulo 14: Qual é a forma certa de podar as orquídeas? . 84
Capítulo 15: A floração das orquídeas ................... 88
Capítulo 16: Como saber se as orquídeas estão saudáveis? 94
.... 98
Capítulo 17: Como realizar o replantio das orquídeas?
Conclusão ........................................... 102
Introdução
Quem é amante de orquídeas sempre tem uma dúvida enorme a
respeito dessas plantas: afinal, como fazer para cuidar delas da
forma correta?
Como sabemos, a forma como cuidamos de uma planta irá afetar
diretamente a maneira como ela vai se desenvolver e se ela vai
viver ou não por muito tempo.
As orquídeas hoje estão entre as plantas preferidas dos amantes
desse ramo, que a cada dia procuram por opções que enfeitem
suas casas e tragam um novo aspecto geral para os ambientes.
Essas plantas são buscadas, justamente, por possuírem uma
variedade enorme de espécies e possuírem flores que possuem
uma delicadeza mais tradicional.
É também por conta disso que se precisa ter muito cuidado no
momento de tomar conta de uma orquídea, pois tomar decisões
equivocadas sobre elas pode fazer com que a sua planta não dure
muito tempo.
Os cuidados ideais com a sua orquídea irão permitir que ela possa
viver por um período de tempo muito maior e que floresça de
maneira mais regular.
Os ambientes da sua casa onde elas forem colocadas irão ficar
incríveis sempre que sua planta for bem cuidada.
Como há mais de 50 mil espécies diferentes de orquídeas
existentes na natureza, não é de se admirar que muitas dúvidas
ocorram a respeito dos cuidados que se deve ter com essas
plantas.
Por exemplo, existe algum tipo de vaso que é mais indicado para
essas plantas permanecerem? Qual o melhor tipo de adubo para
elas? Como deve ser feita a rega e a exposição das plantas ao sol?
As espécies existentes de orquídeas, é bem verdade, possuem
suas próprias particularidades, sendo preciso então tomar bastante
cuidado com o que você vai fazer com cada uma delas.
Entretanto, também é fato que existem alguns cuidados gerais que
podem ser aplicados a todas as espécies para garantir que elas vão
viver mais tempo e que não vão enfrentar problemas, como é o
caso do surgimento de pragas.
Nós resolvemos trazer esse e-book e selecionar dicas importantes
sobre como cuidar de orquídeas da forma certa, fazendo com que
você tenha sucesso no cultivo dessas plantas.
Não deixe de acompanhar todas essas dicas até o final para que
seja possível entender tudo sobre os cuidados com as orquídeas
que você tem em sua casa.
Boa leitura!
Capítulo 1: Orquídeas: Conheça as
suas características
O primeiro capítulo desse e-book irá tratar sobre as características
gerais das orquídeas.
Como mencionado anteriormente, você pode encontrar mais de 50
mil espécies de orquídeas, tanto aquelas que surgem na natureza
quanto às criações de laboratórios.
Sendo assim, nada mais normal do que cada uma delas possuir
características particulares e que as diferem das outras.
Apesar disso, há algumas características gerais que são bastante
singulares de todas as orquídeas e que fazem com que seja muito
importante conhecer quais são elas.
Algumas dessas características, aliás, você não vai conseguir
encontrar em nenhuma outra planta em toda a natureza, mostrando
como elas são únicas.
E quais são as principais características das orquídeas?
A seguir, veja uma lista com todas elas:
• As orquídeas são plantas com simetria lateral, o que significa
que quando colocadas em pé, os lados esquerdo e direito são
exatamente iguais
• As orquídeas possuem duas pétalas, que ficam localizadas,
em geral, no canto superior direito e esquerdo das plantas
• As orquídeas possuem outras três pétalas, que ficam nos
cantos inferiores direito e esquerdo, e outra no centro superior
• Essas plantas possuem um labelo, que fica no centro inferior,
sendo ele muito diferenciado e uma das principais
características delas
• As orquídeas crescem de forma indefinida, o que significa que
elas não tem um tempo de vida que é máximo
• A maior parte das orquídeas são epífitas, o que quer dizer que
elas apoiam-se em outras plantas, mas sem sugar a seiva
delas ou retirar qualquer tipo de nutriente
• As sementes das orquídeas são bem pequenas, sendo
praticamente sem nenhum nutriente, precisando de
características bastante específicas para que ocorra a
germinação e o crescimento, que são mais difíceis do que em
outras plantas
• A maior parte das orquídeas tem um crescimento que é
bastante frágil durante a fase infantil, e se não houver
cuidados devidos, a maioria das sementes e também das
mudas podem não chegar até a fase adulta
• Ao chegarem na vida adulta, as orquídeas apresentam, ao
menos em parte, uma resistência maior às diferentes
adversidades, possuindo flores com tamanhos e com formas
diferentes, além de cores que variam muito, e possuem uma
boa duração, desde que os devidos cuidados sejam tomados
Apresentadas todas as características principais que as orquídeas
possuem, vamos conhecer um pouco mais sobre os tipos mais
comuns dessas plantas aqui no Brasil.
Capítulo 2: Conheça quais são os tipos
principais de orquídeas aqui no Brasil
Quem decide cultivar orquídeas no Brasil tem algumas opções
diferentes dessa planta para escolher.
Existem diversos tipos que podem ser encontrados aqui no Brasil,
mas o fato é que há aqueles que são mais comuns e que estão
mais presentes nas casas brasileiras.
Por conta disso, neste capítulo nós iremos mostrar para você os
tipos principais de orquídeas que podem ser encontrados no país.
A partir do conhecimento deles e de algumas das suas
características mais importantes, ficará mais fácil para você
escolher o tipo que ache melhor e cultivá-lo da maneira mais
adequada.
Vamos conhecer quais são eles!
Phalaenopsis
O primeiro tipo de orquídea que pode ser encontrado no Brasil que
iremos falar aqui é o Phalaenopsis, um dos mais comuns entre
todos.
Você muito provavelmente já encontrou uma orquídea Phalaenopsis
por aí, principalmente nas recepções de prédios comerciais, onde
elas são muito comuns.
Esse é um tipo de orquídea conhecido também como “orquídea
borboleta”, sendo ideal para cultivo em locais que são mais
quentes.
Na verdade, em qualquer temperatura que esteja acima dos 17º C
essas plantas já se dão muito bem, fazendo com que elas possam
sobreviver e se desenvolver muito bem aqui no Brasil.
Entre os diferentes tipos do gênero Phalaenopsis que são mais
comuns, é normal encontrá-las na cor roxa, que é a mais
predominante.
Apesar disso, você pode encontrar várias espécies pertencentes a
esse gênero que têm cores distintas, fazendo com que a variedade
seja enorme.
Cattleya
Mais um tipo de orquídea bastante comum aqui no Brasil é a
Cattleya, você já ouviu falar sobre ela?
A Cattleya tem como uma das suas características principais o fato
de ela ser muito vulnerável ao ataque de pragas, como é o caso dos
insetos cochonilhas e dos fungos, por exemplo.
Sendo assim, como as pragas são inimigos muito poderosos das
orquídeas, nada mais importante do que ficar atento se você optar
por esse tipo de planta.
Caso você opte por cultivar uma Cattleya, é preciso observar alguns
fatores para impedir que as pragas apareçam na planta.
Na verdade, um dos motivos que mais faz com que os fungos e as
bactérias venham a proliferar-se nesse tipo de orquídea é a questão
do excesso de umidade.
A dica é que você sempre opte por um ambiente onde exista
umidade de forma bastante moderada, o que vai evitar então que o
problema venha a surgir.
Ao mesmo tempo, é de extrema importância que você tenha
cuidado para não colocar a sua planta em um ambiente que seja
muito seco, pois isso vai gerar também um grande perigo para ela.
O que você precisa observar, em relação às orquídeas, é que na
maior parte das vezes o que se faz necessário é alcançar um
equilíbrio para evitar problemas (como nesse caso, evitando
ambientes úmidos e muito secos também).
Mais um ponto que precisa de atenção para evitar que haja a
proliferação de fungos na sua Cattleya é evitar que ela fique
próxima de outras plantas, por mais que as mesmas sejam do
mesmo gênero ou espécie dela.
Portanto, a dica é que você sempre coloque a sua orquídea
Cattleya a pelo menos uns 35 centímetros de distância de qualquer
outra planta.
Por último, é essencial também falar sobre a adubação, um fator de
extrema importância para evitar que as pragas surjam na sua
orquídea.
Você deve optar plo substrato que seja do tipo chamado NPK 20 20
20, o melhor para esse tipo de orquídea.
Esse tipo de substrato é extremamente rico em fósforo, em
nitrogênio e em potássio, o que fará muito bem à sua planta.
Coloque sempre o substrato no fundo do vaso indo até a metade
dele, instalando depois a muda e preenchendo então o restante do
espaço com mais substrato.
Dendrobium
O tipo de orquídeas mais comum aqui no Brasil é o Dendrobium,
visto que elas precisam de uma clima similar ao que temos aqui no
Brasil, tropical, o que favorece bastante o desenvolvimento da
planta.
Esse tipo de orquídea é conhecido como “olho de boneca”, pois
conta do formato que tem as suas flores.
As orquídeas Dendobrium, em geral, florescem entre o final da
primavera e o período em que se inicia o verão, ou seja, somente
uma vez por ano é que esse processo acontece.
Um ponto muito importante a ser falado sobre essas orquídeas diz
respeito ao substrato que precisa ser utilizado para ela.
Você deve sempre buscar fazer uso de substratos que sejam
altamente ricos em relação ao fósforo, como é o caso da casca de
pinus ou da fibra de coco, por exemplo, caso resolva cultivá-la em
algum vaso.
Caso você prefira fazer o cultivo dessa espécie de orquídea
diretamente em árvores, opte sempre por aquelas que têm troncos
rugosos, pois as raízes dessas orquídeas agarram-se muito mais
facilmente neste tipo de superfície.
Barkeria
Mais um tipo muito comum de orquídeas no Brasil é a Barkeria, que
tem graus de parentesco com a Epidendrum e com a Cattleya.
Esse tipo de orquídeas são plantas epífitas, possuindo longos
pseudobulbos e também folhas bastante finas e muito atraentes.
Em geral, esse tipo de orquídea tem flores roxas que são muito
vibrantes, fazendo com que muitas pessoas apaixonem-se de
primeira pelo seu aspecto visual e resolvam cultivá-las em suas
casas.
As raízes dessas orquídeas são bem longas e elas gostam muito de
ventilação, portanto, você deve cultivar de uma forma que o meio
onde ela irá ficar não venha a sufocar a planta.
Uma das características mais singulares desse tipo de orquídea é
que elas adaptam-se para passar por períodos bastante longos de
estiagem durante todo o ano.
Logo depois, elas passam a perder as folhas e os galhos ficam
secos e morrem, então é preciso que você saiba disso e tenha
paciência, pois após esse período ele vai retomar o crescimento de
forma adequada eventualmente.
Epidendrum
Por último, temos as orquídeas do tipo Epidendrum, que estão entre
aqueles gêneros mais antigos dessas plantas.
Antigamente, esse gênero incluía também todas aquelas orquídeas
epífitas, entretanto, à medida em que se tomou conhecimento sobre
os distintos tipos de orquídeas, a classificação dessas plantas
acabou ficando mais elaborada.
Portanto, enquanto algumas espécies de orquídeas que são
terrestres permanecem nesse gênero, há várias outras que foram
então transferidas para diferentes gêneros.
Por mais que tenha acontecido essa transferência de espécies do
gênero Epidendrum, ainda há mais de mil espécies que estão
inclusas nele.
Em geral, esse tipo de gênero é muito mais fácil de ser cultivado e a
maior parte das espécies que pertencem a ele têm pseudobulbos
muito altos.
Eles inclinam-se para todos os lados, produzindo assim keikis com
uma enorme frequência, o que torna essa uma característica bem
singular das orquídeas.
Além disso, as orquídeas desse tipo ainda têm um caule floral que
emerge exatamente do topo de cada um desses pseudobulbos,
durando bem mais tempo do que as próprias flores.
As flores, aliás, vão caindo e novas passam a se abrir, renovando-
se assim constantemente, e as cores das flores dessas orquídeas
que são mais comuns são as roxas, as vermelhas, as amarelas e
também as brancas.
Devido ao fato de que essas plantas produzem os keikis com uma
grande frequência, a propagação delas fica muito mais fácil.
Isso quer dizer que você pode apenas pegar o caule da planta e
depois cortá-lo em pedaços, colocando-os em um musgo esfagno
úmido e dentro de pouco tempo novas plantas desse tipo vão
crescer ali naquele local.
Portanto, é comum que essas plantas sejam cultivadas justamente
por essa maior facilidade em desenvolver-se, quando comparadas
com outros tipos.
Capítulo 3: As orquídeas dentro da
natureza
Você sabia que as orquídeas estão entre as famílias de plantas
mais numerosas do nosso planeta?
Talvez seja exatamente por isso que a gente ouça falar tanto a
respeito delas, mas isso se deve também, é claro, ao amor que as
pessoas têm por essa família.
Na natureza, ou seja, sem que haja a interferência humana na
produção das plantas, as orquídeas possuem mais do que 20 mil
espécies que podem ser encontradas ao redor do planeta.
De todas essas, em torno de 3.500 estão presentes aqui no Brasil,
mas tirando a Antártida, é possível encontrar estas plantas em
qualquer um dos continentes do globo.
Entretanto, é preciso deixar claro que o local de predominância
delas é em locais com climas tropicais, o que faz do Brasil um ótimo
local para cultivo.
Uma das características pelas quais as orquídeas têm a maior fama
é o fato de que elas possuem uma enorme variedade de formas, de
tamanhos e de cores em suas flores.
Em geral, elas são muito diferentes de quaisquer outras plantas que
possamos encontrar na natureza, inclusive em relação às suas
formas únicas.
A maioria das orquídeas que podem ser encontradas na natureza
são do tipo epífitas, o que quer dizer que elas vivem sempre sobre
as árvores ou ainda que nas árvores como uma forma de apoio.
Esse tipo de situação é comum porque as plantas estão sempre
buscando luz e para utilizar possíveis nutrientes que venham a
encontrar quando entram em contato com as raízes dessas árvores.
É o caso, por exemplo, do material que está em decomposição e
que pode ser encontrado nessas partes de uma planta.
Um ponto importante a ser falado sobre as orquídeas é que elas
não são plantas parasitas, então, elas não atuam ferindo nem
roubando nenhum tipo de nutrientes dessas árvores nas quais elas
ficam sobre.
As orquídeas, quando na natureza, propagam-se e conseguem se
reproduzir através das sementes, que são então carregadas pelo
próprio vento, o que difere em relação à ação humana.
O homem pode fazer a reprodução das orquídeas, para obter novos
tipos e mais unidades da planta, com uso das sementes, através da
clonagem ou ainda pela divisão das touceiras.
A reprodução via semente ou clonagem precisa ser realizada em
um laboratório que seja totalmente estéril.
Isso vai ajudar muito a maximizar o total de plantas que vão
conseguir atingir de forma efetiva a vida adulta.
A maioria das orquídeas, em qualquer lugar do mundo, possui uso
somente ornamental, isso quer dizer que elas não são usadas para
outras finalidades que não decorativas.
Entretanto, há sim um tipo que é utilizado para uma outra finalidade,
que é a Vanilla, a partir da qual é possível produzir a baunilha.
Esse sabor e esse aroma que são tão apreciados na culinária de
todo o planeta são retirados então dessas plantas, tão famosas pelo
aspecto de decoração.
Como a baunilha que é original é considerada como sendo uma
especiaria, tudo o que deriva dela é muito caro também.
Apesar disso, a baunilha derivada possui um sabor e um aroma que
são bem mais suaves, e como a maioria do que é comercializado
como baunilha hoje em dia é feito em laboratório, tudo é menos
forte.
Além da aplicação da orquídea, no caso das Vanillas, com fins
comestíveis, ela pode ser aplicada ainda, em relação a algumas
espécies, para finalidades comerciais, como para a fabricação de
diferentes medicamentos.
Capítulo 4: A produção das orquídeas
pelos humanos
Se no capítulo anterior você conheceu mais sobre as orquídeas na
natureza, aqui vamos falar um pouco sobre a produção delas pelos
humanos.
Hoje em dia, a maioria das orquídeas que nós conhecemos são
frutos da hibridização ou ainda do melhoramento genético realizado
pelo homem em laboratórios.
Na verdade, um processo não é responsável por excluir outro,
então é comum que as orquídeas passem pelo processo de
hibridização e também de melhoramento genético.
Aliás, a maioria dos tipos de orquídeas que se comercializa nos dias
atuais vem de uma combinação entre esses dois processos
realizados pelo homem.
Mas o que é cada um deles, na realidade?
Quando falamos em hibridização das orquídeas, estamos nos
referindo à prática de cruzar duas espécies distintas, de modo a
produzir dessa forma uma espécie nova, conhecida como “híbrido”.
O híbrido irá carregar algumas características que são decorrentes
das duas plantas que deram origem a ele, portanto, esse novo tipo
de orquídea é uma espécie de soma das duas “plantas-mãe”.
Em relação ao melhoramento genético, ele trata-se de uma seleção
feita com as melhores plantas durante as gerações.
Isso quer dizer que entre várias plantas, as melhores vão ser
escolhidas e então é feito um cruzamento delas com o objetivo de
que aquela nova geração que irá nascer tenha as melhores
características de cada uma delas.
Um fato que precisa ser discutido sobre esse processo é que ele
não é algo exato, portanto, ele pode acabar sendo muito repetido,
ao longo de várias gerações, até que se consiga alcançar o
resultado desejado.
Em todo o mundo, a Phalaenopsis é hoje o tipo mais vendido de
orquídea, assim como no Brasil, mas a Denphal vem ganhando
também um bom mercado no país.
Isso porque ela adapta-se muito bem ao clima aqui do Brasil, ainda
mais no caso de períodos e de locais onde as temperaturas são
mais altas.
Capítulo 5: Onde se deve manter as
orquídeas?
O primeiro assunto que vamos abordar aqui sobre como cuidar de
orquídeas é sobre onde manter essas plantas, uma dúvida muito
comum para quem está começando a cultivá-las.
A orquídea, como você deve saber, é uma planta muito relacionada
ao sol, gostando muito de receber os raios solares, mas sempre
evitando qualquer exagero.
A dica principal é deixar a sua orquídea em uma janela, pela qual
haja uma entrada de claridade que seja satisfatória.
Em geral, as orquídeas preferem sempre o sol das primeiras horas
da manhã, sendo também bastante recomendado estar trabalhando
sempre com a luminosidade de forma indireta no período da tarde.
Isso porque é nesse período do dia em que a temperatura está mais
alta, portanto, é essencial evitar colocar a sua planta diretamente
sob os raios de sol.
Uma outra forma de evitar que a sua planta sofra com o sol forte é
colocar algum tipo de barreira que filtre os raios solares, como as
telas de sombreamento ou mesmo o uso de outras plantas.
Ainda é importante, além da preocupação com o sol, que você
busque fazer uma verificação no local onde a planta vai ficar.
Você precisa observar se ele apresenta um espaço que seja
verdadeiramente fértil para o crescimento das orquídeas de forma
saudável.
Afinal, aqueles ambientes que tenham uma grande incidência de
vento ou ainda uma umidade excessiva podem acabar impactando
de forma negativa o bem-estar das suas plantas.
Nunca deixe que falte luz no espaço das suas
orquídeas
Você precisa sempre ter em mente que apesar de não ser indicado
colocar a sua orquídea sob a luz em horários mais quentes, essas
plantas realmente gostam de luz e elas não são tão delicadas a
ponto de não poderem ser expostas. Mesmo aquelas espécies que
são consideradas como sendo mais de sombra sempre vão precisar
da luz solar, mesmo que em pequena quantidade, pois só assim
elas vão poder desenvolver-se adequadamente.
Sempre prefira manter todas as orquídeas próximas das janelas ou
ainda de locais nos quais elas peguem um bom sol logo no início do
dia, no período de seis até oito da manhã. Em questão de dias será
possível perceber como haverá uma grande diferença na saúde das
suas plantas apenas com um pouco mais de luz.
Capítulo 6: As orquídeas devem ficar
em quais vasos?
Uma dúvida muito comum de quem começa a cultivar orquídeas diz
respeito aos vasos.
Afinal, deixar a sua orquídea no vaso é algo ruim?
A resposta é simples e curta: não.
Isso porque as suas orquídeas podem sim ficar em vasos sem
nenhum problema, mas há alguns pontos que devem sim ser
considerados com mais cuidado.
Por exemplo, os vasos de plástico, que são aqueles mais comuns
das plantas virem quando alguém as compram, podem levar ao
acúmulo de uma alta umidade, o que pode gerar comprometimento
da vitalidade da planta.
A melhor dica para você em termos de vasos para orquídeas é
sempre optar por um vaso que seja de cerâmica ou de barro.
Por mais que eles sejam um pouco mais caros, o fato é que eles
são mais porosos e, por conta disso, possuem uma capacidade de
drenagem bem maior.
Quando você opta por cultivar orquídeas em um vaso, ainda há
outros fatores que necessitam de uma maior atenção, como é o
caso de haver um risco de limitação nos nutrientes que chegam até
a planta.
Você pode evitar que esse problema aconteça através da reposição
constante do adubo, garantindo que a orquídea não vai ficar
enfraquecida.
Um outro ponto é ficar bastante atento ao tamanho do vaso para a
sua orquídea, pois o melhor é que ela tenha uma altura de dois
dedos a menos que a altura da boca do seu vaso.
Escolhendo bem o vaso para sua orquídea
O momento da escolha do vaso é muito importante, pois ele vai
fazer uma enorme diferença no desenvolvimento da sua planta.
O vaso não pode ser encarado simplesmente como um suporte
para que a sua planta cresça, como muitos imaginam.
Lembre-se que o modelo que você vai escolher para o vaso e
também o material dele vai influenciar até mesmo na saúde da
planta, portanto, atente-se a isso.
A seguir, veja alguns tipos de vasos e dicas a respeito de cada um
deles:
• Vasos de plástico: esse é o tipo de vaso mais comum para
cultivar orquídeas, tanto pelo preço quanto pela facilidade de
ser encontrado. Entretanto, como não é um vaso que absorve
água, já que o plástico não é um material não poroso, isso faz
com que essa não seja uma opção ideal para as orquídeas
que necessitam de mais água. Caso opte por ele, busque
sempre aqueles que tenham furos no fundo
• Vasos de cerâmica: esses vasos seguram bem mais água na
sua orquídea, fazendo com que seja necessário uma
frequência menor de rega na planta. Eles são bem mais
pesados do que os de plástico, mas bem mais bonitos, não
necessitam usar o cachepôs
• Vasos de porcelana: esse tipo de vaso é bastante agradável
do ponto de vista estético, sendo pouco práticos para criar as
orquídeas. Isso porque não é comum que eles tenham furos
no fundo, fazendo com que a água proveniente da rega acabe
ficando acumulada, o que pode apodrecer as raízes da planta.
Caso opte por fazer uso desses vasos, sempre prefira utilizá-
los como cachepô. Isso quer dizer que o vaso estará livre para
vir a ser retirado na hora de fazer a rega e o escoamento. Se
preferir, opte por aqueles modelos vazados, seja nas laterais
ou no fundo
• Cestos vazados: esses cestos são opções excelentes para as
orquídeas epífitas, ou seja, aquelas que ficam sobre as
árvores. Afinal, as raízes da sua planta vão ficar bem
expostas ao ambiente, permitindo uma maior aeração das
raízes e que elas possam crescer livremente
• Garrafas pet: caso você prefira, há sim a opção de usar a
garrafa pet como um vaso plástico, sendo uma alternativa
bem mais barata e também mais sustentável. Sempre lembre-
se de fazer furos na garrafa, tanto no fundo quanto nas
laterais, pois isso vai garantir que o substrato possa ficar
arejado e sem que haja o acúmulo de água
Capítulo 7: A rega das orquídeas
Um outro ponto de extrema importância no cuidado de orquídeas
que iremos tratar neste capítulo diz respeito à rega dessas plantas.
Não há dúvidas de que a rega das orquídeas é considerada como
uma das dúvidas principais com relação ao cultivo delas, então é
preciso muita atenção neste ponto.
Essa dúvida se dá pelo fato de que as orquídeas são uma família
de plantas que podem ser muito afetadas de maneira negativa pela
água em excesso.
Na verdade, é mais provável que elas sejam afetadas pela
presença excessiva de água do que pela escassez, então você
precisa saber fazer a rega da forma certa.
Colocar uma quantidade de água que seja correta para a sua planta
é algo fundamental para evitar problemas e que as raízes venham a
apodrecer, por exemplo.
Nos meses do ano que são mais quentes, você precisa ter uma boa
rotina em relação à rega da orquídea, em geral duas vezes na
semana.
Essa quantidade de rega irá evitar problemas como um acúmulo de
água dentro do vaso, nos meses de verão e primavera, enquanto
que no inverno e no outono a dica é sempre regar uma vez por
semana.
Você pode realizar um “teste” bastante simples para saber se a sua
orquídea realmente precisa de água ou não.
Para isso, tudo o que você vai precisar é colocar o dedo um pouco
mais do que 2 centímetros logo abaixo da superfície do vaso da
planta. Caso você tire o dedo e ele esteja limpo, então isso significa
que a planta vai precisar de mais água.
Já se você tirar e o seu dedo vier sujo de terra, isso quer dizer que
há muita água ali e não é necessário fazer a rega da planta naquele
momento.
Por último, se o seu dedo voltar totalmente seco e apenas com
algumas sujeirinhas, isso significa que a rega da sua planta está da
forma ideal.
Dito tudo isso, fica muito claro que a regra principal em relação à
rega das orquídeas é: jamais exagere, pois isso acabará excedendo
a quantidade de água e trazendo problemas.
Você precisa ter em mente que cada espécie de orquídea irá
precisar de uma frequência maior ou menor de rega, mas como não
há como discutir cada uma delas, a dica principal é manter-se na
regra geral.
Lembre-se de considerar também todos os fatores da região onde
você mora, como a temperatura do local e a umidade do ar, pois
isso impacta também na quantidade de rega necessária.
As orquídeas são plantas que não gostam nenhum pouco da
umidade constante no substrato, mas o medo das pessoas que as
cultivam de deixar ele seco pode acabar afetando a saúde da sua
planta.
Com todas as dicas dadas aqui, ficará muito mais fácil para você
acertar na rega da sua orquídea.
Capítulo 8: A adubação das orquídeas
A adubação das orquídeas é um tema que não pode deixar de ser
falado aqui em relação a como cuidar dessas plantas.
Aliás, a questão do uso do adubo correto pode fazer uma diferença
enorme para a saúde da planta, que pode acabar sofrendo com
dificuldades de desenvolvimento.
Se você tem reparado que a sua orquídea tem se mostrado sem
presença de flores e com um baixo crescimento, isso pode estar
relacionado diretamente com a adubação da planta. Os adubos
possuem substâncias necessárias para a sua orquídea, sendo as
que ela não pode produzir por conta própria ou captar diretamente
da água.
Esses adubos, que podem ser tanto orgânicos quanto químicos,
então estão sob a sua responsabilidade e você deve servi-los para
as suas plantas a cada período de tempo específico. Uma ideia
muito eficaz é sempre ter uma pequena trouxa de adubo dentro de
um tecido poroso, que lhe permita assim colocá-lo facilmente no
vaso da planta.
Depois disso, tudo o que você precisa é aguar sobre essa trouxa de
tecido para que ela possa então liberar esse adubo, que vai ser
dissolvido pouco a pouco para a sua planta. A adubação correta da
sua orquídea é mais do que fundamental para que se garanta o
bem-estar da planta e para que seja possível recuperar os seus
nutrientes.
A dica principal para colocar esse procedimento em prática é fazê-lo
com seus próprios fertilizantes, voltados para cultivo de orquídeas,
e realizar esse processo a cada mês. Opte sempre por adubos que
possuam minerais importantes para a sua planta, como o fósforo, o
nitrogênio e o potássio, pois eles são sempre uma boa pedida.
Esses são elementos importantes que ajudam a complementar
muito bem o cultivo da sua planta e mantém assim a vitalidade da
sua orquídea.
Você precisa ter em mente que há alguns nutrientes que a sua
orquídea exige para que possa desenvolver-se, mas eles não
podem estar em quantidades grandes. Da mesma forma que
acontece com a água, se você colocar muito desses nutrientes, a
planta irá absorver tudo e isso vai levar à morte dela.
Sempre que você for em uma loja que seja especializada no cultivo
de plantas, procure conversar com quem está vendendo a respeito
dos melhores produtos para adubar a sua orquídea. Uma forma de
fazer uma boa adubação é dissolver o adubo que você fez ou
comprou em água e então ir borrifando ele sobre a terra, pouco a
pouco.
Mais uma dica importante é que você pulverize a sua orquídea
utilizando água pelo menos uns 15 minutos antes de fazer a
aplicação do adubo, seja qual for a forma escolhida.
Tipos de adubo para orquídeas
Existem muitos adubos que você pode utilizar para orquídeas, por
isso resolvemos trazer alguns que são mais comuns e que podem
fazer uma enorme diferença nos resultados obtidos:
• ADUBO 20-20-20: esse é um tipo de adubo utilizado
basicamente com a finalidade de manutenção da sua planta
• ADUBO 30-10-10: é um adubo muito indicado para auxiliar no
crescimento da planta, principalmente quando ela é jovem ou
ainda quando você for fazer o replantio da sua orquídea
• ADUBO 10-30-20: esse adubo é muito indicado para que você
acelere a floração da sua planta de uma maneira eficaz
• ADUBO 08-45-14: esse é mais um adubo que faz uma
enorme diferença para que você promova uma melhor
floração e um enraizamento da planta
No caso do uso de adubo orgânico, que muitas pessoas ainda não
sabem bem como usar, o processo pode demorar mais, pois é
necessário esperar a matéria entrar em decomposição, mas seu
uso é bem mais simples.
Capítulo 9: O substrato que vai ser
utilizado importa muito
O uso do substrato correto faz tanta diferença no cultivo de uma
orquídea quanto um bom adubo e a rega correta.
É por conta disso que nós iremos tratar sobre esse ponto aqui neste
capítulo, para que você entenda exatamente qual a melhor opção
para suas plantas.
Na verdade, você tem muitas opções disponíveis no mercado em
relação aos substratos que podem vir a ser utilizados como base
para o crescimento das orquídeas.
Você precisa pensar muito bem na escolha do melhor substrato,
considerando o melhor para a saúde da sua planta e para o
desenvolvimento dela.
O substrato considerado como ideal para a sua orquídea permite
que as raízes da sua planta fiquem muito bem arejadas e que
retenham a quantidade correta de umidade.
Dessa forma, é essencial que a escolha do seu substrato dependa
também de qual foi o modelo de vaso que você optou por fazer o
cultivo da sua planta.
Um exemplo é se você optou pelos vasos feitos de cerâmica, pois
esse tipo acumula mais água, então é importante que a sua escolha
seja por um substrato bem mais seco.
Os substratos tratam-se de suplementos muito importantes para
qualquer planta, e como as orquídeas são espécies bem mais
sensíveis, há a necessidade de nutrientes bastante especiais para o
seu desenvolvimento.
Isso serve de aviso para que você saiba que a escolha do substrato
ideal precisa ser feita com o máximo de atenção e evitando erros.
Mas quais são as melhores opções de substratos que especialistas
recomendam para o cultivo das orquídeas?
A seguir, você vai ver uma lista mostrando os principais e isso vai
lhe permitir cuidar dessas plantas da melhor forma:
• Carvão vegetal: uma dica importante que você deve conhecer
é que misturar o carvão vegetal com o substrato da sua planta
ajuda a reter líquidos, evitando assim uma absorção de água
exagerada pelas raízes da orquídea
• Casca de pinus: esse tipo de substrato é importante para as
orquídeas porque ele ajuda a simular o ambiente natural das
árvores rugosas, onde esse tipo de planta costuma crescer.
Isso acontece porque a casca de pinus tem uma rugosidade
bem parecida com esse tipo de tronco
• Casca de pinheiro: mais um substrato excelente e popular
para os mais diferentes tipos de orquídeas, ele permite que as
raízes possam desenvolver-se adequadamente e de forma
eficaz
• Fibra de coco: esse é um substrato muito usado dentro das
atividades agrícolas e também nos cultivos caseiros. O uso da
fibra de coco traz uma enorme capacidade de absorção da
umidade. Assim, utilizar essas fibras vai permitir que as raízes
das suas orquídeas possam beneficiar-se da água sempre
que elas precisarem
• Pedras: as pedras são substratos importantes porque elas
atuam diretamente na drenagem do solo. No caso de utilizá-
las no fundo do vaso, ela vai evitar assim que haja qualquer
tipo de retração de água nas raízes das orquídeas
A escolha do tipo de substrato correto vai fazer uma enorme
diferença no cuidado das orquídeas, por isso é importante conhecer
bem a respeito de cada um deles antes de tomar a sua decisão
final.
Capítulo 10: Os elementos mais
necessários para se cultivar as
Orquídeas
As orquídeas, como já mencionado anteriormente, necessitam de
alguns elementos que são muito importantes em seu cultivo.
No total, podemos citar 13 elementos que se fazem extremamente
necessários no cultivo dessas plantas e conhecer a respeito deles
irá permitir que você tenha sucesso nessa tarefa.
Mas quais seriam então esses 13 elementos? Na lista a seguir,
você irá conhecer mais a respeito deles:
• Fósforo: esse trata-se de um elemento que é extremamente
rico em energia, sendo possível distribuí-la pela planta. O
fósforo vai fazer uma diferença enorme no florescimento e no
crescimento da raiz, então quando ocorre a falta dele, isso vai
gerar problemas na coloração da sua planta, que apresentará
tonalidades azuis e verdes
• Nitrogênio: mais um elemento de muita importância para que
a sua planta possa crescer da forma adequada. A falta desse
elemento gera o amarelamento das folhas da orquídea, até
que elas venham a cair. No caso do excesso de nitrogênio,
ele também vai prejudicar diretamente o florescimento da sua
planta
• Potássio: esse elemento auxilia muito na produção de amido e
de açúcar, além de estar diretamente relacionado com o
crescimento das raízes. O seu excesso, assim como a
deficiência, pode ser bastante prejudicial para a orquídea. No
caso do excesso do elemento, o que pode acontecer é que
outros vão acabar tendo escassez, gerando vários problemas
Os três elementos que vimos até agora são aqueles que fazem uma
grande diferença para a sua planta e que não podem faltar se você
pretende que ela tenha um bom desenvolvimento.
Apesar de serem os que exigem mais atenção, você também vai
precisar ficar de olho aberto em relação a esses outros elementos
listados a seguir:
• Boro: esse trata-se de um elemento muito importante no
transporte do açúcar e no caso de haver falta dele, isso pode
resultar em problema de florescimento
• Cálcio: esse é um elemento que tem uma função muito
importante em relação à permeabilidade das paredes
celulares das plantas. Quando a planta tem deficiência dele,
isso pode acabar gerando um mau crescimento das plantas,
sendo possível observar o problema por meio das tonalidades
escuras que surgem nos extremos da planta
• Cobre: esse é um elemento que conta com proteínas que
possuem muitos elétrons em seu cloroplasto. A carência do
cobre pode ser identificada nas novas folhas da planta, que
tendem a apresentar manchas, além de um coloração azul
esverdeada e ainda podem murchar
• Cloro: esse é um elemento essencial para que aconteça todo
o processo de quebra das moléculas orgânicas da água,
então se houver falta dele, isso vai resultar em folhas murchas
• Enxofre: mais um ótimo elemento que conta com um papel
muito forte na fotossíntese, pois ele atua diretamente sobre o
metabolismo das proteínas e do oxigênio. No caso de haver
carência desse elemento, isso pode gerar o baixo
desenvolvimento das raízes
• Ferro: esse elemento se faz necessário para que ocorra a
fotossíntese correta da clorofila, então a deficiência pode
ocasionar a falta da presença de clorofila nas folhas
• Magnésio: o elemento magnésio se faz muito importante na
produção das proteínas e das clorofilas, então a carência dele
pode gerar manchas nas folhas, o que é um problema enorme
para a estética da planta
• Manganês: esse elemento é essencial para a ativação do
metabolismo do nitrogênio, sendo que você pode identificar o
problema por meio das bordas esverdeadas nas folhas e das
manchas amareladas
• Molibdênio: esse elemento tem um papel crucial no
metabolismo do nitrogênio e do potássio, sendo que a sua
deficiência leva a um problema com o florescimento da planta
• Zinco: o último entre os elementos mais importantes é o zinco,
que ajuda na ativação das enzimas, e a carência dele
atrapalha o florescimento da planta
Capítulo 11: Cuidados com as
orquídeas em diferentes estações
Os cuidados com as orquídeas envolvem também saber tomar
conta dessas plantas dentro das diferentes estações do ano.
Como ficou bem claro, as orquídeas sobrevivem bem a
temperaturas bastante específicas, precisando então sempre estar
em um bom equilíbrio para que possam manter-se bonitas e com
saúde.
Para garantir um cuidado ainda maior com essas plantas, a dica é
sempre tomar algumas precauções bastante especiais de acordo
com cada uma das estações do ano.
Afinal, nós sabemos como o clima pode mudar bastante entre uma
estação e outra, então o entendimento desse ponto vai evitar que a
sua orquídea possa sofrer e acabe perdendo sua vitalidade ao
longo do ano.
Considerando qual o clima atual que está fazendo, você vai precisar
dar uma atenção maior ou não para sua planta, então isso deixa
claro como faz uma enorme diferença saber como cultivar a
orquídea em cada estação.
Vamos entender então quais são esses cuidados em cada uma
delas.
Quais cuidados devemos ter com as orquídeas
na Primavera?
Primeiramente, vamos compreender quais são os cuidados
necessários com as orquídeas durante o período da primavera.
Nessa estação do ano, as orquídeas terão muito mais folhas, o que
implica no fato de que elas vão precisar também de mais nutrição,
em comparação com outras estações do ano.
É nesse momento em que você precisa dar uma atenção bem maior
para a sua planta, garantindo que ela receba todos os nutrientes
que vai precisar.
Você precisa adubá-la da forma certa na primavera, garantindo
assim uma maior oferta de nutrientes, o que vai ajudar a manter a
sua planta mais saudável.
Além disso, a rega com mais frequência também é uma ação muito
importante que você precisa ficar atento, pois é normal que a sua
orquídea acabe secando bem mais rápido na primavera.
Portanto, quanto mais rápido ela seca, maior vai ser a quantidade
de água que a planta irá precisar, mas é claro que você deve tomar
cuidado para não exagerar.
Você precisa tomar muito cuidado nesse momento, realizando o
chamado teste com palito de sorvete, o que significa certificar-se de
que é a hora correta ou não de molhar a planta na primavera.
Como tomar cuidado com as orquídeas no
verão?
Uma outra estação que exige bastante atenção nos cuidados com
as orquídeas, bem mais do que a primavera, é o verão, pois corre-
se um risco grande de que a sua planta tenha a saúde afetada
nesse período do ano.
Você pode vir a precisar molhar a sua planta praticamente todos os
dias, caso isso se mostre necessário.
Por outro lado, caso ocorram muitas chuvas, você deverá evitar
estar molhando a orquídea, pois haverá um aumento na umidade,
gerando mais riscos assim de que a sua planta acabe armazenando
muita água.
Nesse período do ano, mais do que em qualquer outro, se faz
essencial que você fique muito atento a todos os sinais que a sua
planta está dando, o que ajudará na manutenção da saúde dela.
Como ter cuidados com as orquídeas no
Outono?
Em comparação com as outras duas estações vistas anteriormente,
no outono não há a necessidade de que você preocupe-se tanto
com os cuidados com a sua planta.
Afinal, essa é uma estação do ano no qual o cultivo das orquídeas
exige bem menos preocupações, então você vai poder ficar mais
tranquilo e aproveitar bem esse momento em que a sua planta
estará saudável e segura.
Nessa estação do ano, inclusive, você vai poder reduzir a
quantidade de rega e também de adubo para a planta, o que retira
de cima de você algumas obrigações muito importantes nos
cuidados com a orquídea.
Como cuidar bem das orquídeas durante o
Inverno?
Aqui se torna importante mais uma vez estar bastante atento aos
cuidados que se mostram necessários para as suas orquídeas.
O Brasil é um país imenso e o clima varia muito, então você
precisará avaliar como ele está em sua cidade nesse período do
ano.
Isso porque em algumas cidades brasileiras, durante o inverno, as
temperaturas caem bastante, então é essencial manter a sua
orquídea aquecida em certas situações.
A temperatura da sua planta nunca deverá estar abaixo dos 10º,
portanto, o seu objetivo deverá ser manter a sua planta em
constante equilíbrio.
Há quem acredite que a redução da temperatura faz com que seja
necessário mais água para a planta, ao passo que as orquídeas
estão também em um período de descanso no inferno.
Sendo assim, caso você acabe regando elas mais do que o
necessário, isso pode trazer problemas para a planta e o mesmo
vale para a adubação dela.
Pense que o umedecimento da planta em conjunto com uma
temperatura mais baixa pode acabar gerando um apodrecimento
das suas raízes de forma bem mais rápida.
Capítulo 12: As pragas e as doenças
que podem acabar destruindo as
orquídeas
Um assunto que merece uma grande atenção e um capítulo
especial é sobre as pragas e as doenças capazes de destruir as
suas orquídeas.
Você precisa tomar cuidados bastante especiais com esse tipo de
problema, pois evitará que sérios danos sejam causados às suas
plantas.
Os cuidados mais adequados às orquídeas garante que pragas
como insetos e fungos não acabem destruindo de uma vez a sua
planta e afetem a saúde delas de maneira permanente.
De todos os problemas que podem acometer uma orquídea, o pior é
a presença dos fungos, que podem ser considerados como os
vilões principais desse tipo de planta.
Por mais que você tenha o máximo de cuidado, o fato é que
existem várias espécies de pragas que podem gerar danos sérios
para a sua planta, como é o caso dos pulgões, dos caracóis, dos
besouros, entre vários outros.
É por conta disso que a sua apresentação precisa ser redobrada,
para que todos os cuidados específicos sejam tomados, ainda mais
após a presença de uma dessas pragas ser confirmada.
Há muitas maneiras bastante naturais de evitar a presença das
pragas ou de combatê-las, evitando assim o uso excessivo de
química na planta.
Na realidade, o seu objetivo deve ser sempre fazer o mínimo
possível de uso dos produtos químicos nas plantas, já que esse tipo
de produto causa sim muitos problemas para qualquer planta.
Para que você possa livrar-se de forma eficaz de qualquer tipo de
praga que prejudique sua orquídea, a primeira coisa a fazer é
identificar qual o problema
Afinal, você deve ter em mente que cada tipo de praga possui uma
forma diferente pela qual você pode eliminá-la.
Por isso, a seguir nós vamos mostrar uma lista com as pragas e as
doenças mais comuns que surgem nas orquídeas, de modo que
você possa compreender de maneira mais aprofundada esse
assunto!
Pulgões
Os pulgões são muito menores do que qualquer inseto, entretanto,
podem ser considerados com uma das piores pragas existentes
para atacar a sua planta.
Esse tipo de praga pode ser encontrada nos mais diferentes tipos
de cores, como pretos, amarelo e branco.
Os pulgões são pragas que preferem as folhas mais novas, já que
eles sugam todos os nutrientes que a sua planta irá precisar,
gerando sérios prejuízos a ela.
O tratamento do problema com pulgões se dá através do uso de
inseticidas, mas a nossa indicação é sempre que você busque por
uma receita mais natural que funcione sem afetar diretamente a sua
planta.
Vespas
Mais um tipo de inseto muito prejudicial para qualquer orquídea,
pois as vespas depositam os seus ovos diretamente na raiz da sua
planta.
Isso faz com que novas vespas sejam geradas, ocasionando assim
a multiplicação delas na orquídea, sendo que a forma certa de
eliminar esse tipo de praga é retirando a parte que foi afetada por
ela.
Fungos
Por outro lado, os fungos tratam-se de uma doença que é muito
comum nas orquídeas, ocasionando manchas escuras, de
colorações distintas, como é o caso do preto.
Quanto maiores ficam essas manchas, mais elas destroem a planta,
portanto, a dica é fazer o corte dessas partes que estão afetadas e
então queimá-las.
Caracóis
Agora temos aqui os caracóis que alimentam-se das orquídeas,
podendo ser encontrados, em geral, nas raízes das plantas.
É possível conseguir identificar essas pragas facilmente assim que
perceber que a sua planta apresenta alguns furos pequenos.
Cochonilhas
As cochonilhas tratam-se de uma espécie que exige uma
preocupação extrema com que faz o cultivo de orquídeas, já que
elas se reproduzem de maneira bastante rápida, podendo ocasionar
a morte da planta em pouco tempo.
Esse tipo de inseto costuma alimentar-se principalmente das raízes
das orquídeas, sendo que ao longo desse processo criam uma
camada que torna bem mais difícil a sua eliminação.
As cochonilhas são insetos que implantam-se tão bem nessas
plantas que uma dica muito importante é fazer o replantio dela para
conseguir ter uma melhor visão a respeito de onde é que elas estão
presentes para eliminá-las.
Atenção aos gafanhotos: o caso deles é diferente
Um último ponto importante a ser falado nesse capítulo diz respeito
aos gafanhotos, que são não considerados como sendo uma praga.
Apesar desse tipo de entendimento, é fato que os gafanhotos são
capazes sim de prejudicar as orquídeas.
Isso porque esses insetos depositam os seus ovos no solo, o que
faz com que assim que os novos gafanhotos nasçam comecem a
alimentar-se das plantas.
Como ele é um inseto muito grande, fica muito fácil conseguir
identificar a presença dele na orquídea, assim como a sua retirada
também é menos complicada.
Capítulo 13: Saiba quais os insetos que
trazem benefícios para as orquídeas
Você viu no capítulo anterior como muitos insetos são verdadeiras
pragas para as plantas, ocasionando sérios problemas para elas.
Entretanto, o que poucos sabem é que alguns insetos são benéficos
para as orquídeas e conhecer quais são eles é muito importante.
Como você deve saber, nós vivemos dentro de uma cadeia
alimentar, havendo dependência dos seres para que eles possam
sobreviver e isso não seria nada diferente em relação às plantas.
Assim, da mesma maneira que algumas pragas podem prejudicar
muito as orquídeas, há também insetos que ajudam na proteção
delas, inclusive protegendo das pragas vistas anteriormente.
Portanto, é essencial que você conheça mais sobre os insetos
capazes de trazer benefícios para as suas plantas, porque pode
acontecer de você vir a eliminar alguns que estejam sendo
vantajosos para a orquídea.
Na verdade, enquanto esse inseto estava protegendo ou ajudando
na prevenção de pragas contra a sua planta, a eliminação dele
pode ocasionar sérios problemas futuros.
A lista a seguir servirá para mostrar a você quais são esses insetos
que trazem vantagens e não prejuízos para a sua orquídea.
• Joaninha: esses insetos são apaixonantes, tanto pela beleza e
fofura que possuem, mas também pelos benefícios
ocasionados para as plantas, trazendo uma boa ajuda para as
orquídeas. Isso acontece porque as joaninhas alimentam-se
de certas pragas responsáveis por prejudicar a sua planta
• Aranhas: em geral, as aranhas são mal vistas pela maioria
das pessoas, mas é fato que elas podem sim ser muito
importantes para as orquídeas, assim como são as joaninhas.
As aranhas também são predadoras naturais de determinadas
pragas altamente prejudiciais para as orquídeas
• Libélula: mais um inseto que é responsável por alimentar-se
de determinadas pragas, um diferencial dela em relação aos
outros dois insetos vistos anteriormente é que a libélula possui
uma visão que é excelente, podendo assim avistar as pragas
mais facilmente
Capítulo 14: Qual é a forma certa de
podar as orquídeas?
A poda das orquídeas é mais um ponto importante do cuidado e
cultivo dessas plantas, então é essencial falar sobre esse processo
aqui.
Até o momento, você já conheceu possíveis pragas que podem
ocasionar problemas para a sua orquídea, levando até mesmo ao
apodrecimento dela, erando hastes que ficam secas e folhas
murchas
Sendo assim, quando esse tipo de problema acontece com a
orquídea, o melhor a fazer é podar da forma certa para garantir que
ela vai continuar sempre crescendo de maneira totalmente saudável
e bastante bonita.
A primeira coisa que você precisa ter em mente é que os
instrumentos que irá utilizar para o corte precisam sempre estar
muito bem esterilizados.
Esse é um ponto de extrema importância em relação à poda das
orquídeas, pois se eles não estiverem realmente limpos, podem
ocasionar o surgimento de bactérias para a planta, levando à morte
dela.
Um ponto importante a ser debatido é que você poderá podar as
orquídeas somente nas situações que citamos anteriormente.
Saiba que podar a planta de qualquer forma, sem que realmente
exista necessidade, pode machucá-la bastante.
Portanto, busque sempre cortar uma parte da sua planta apenas
quando ela realmente estiver bem danificada e jamais corte
qualquer parte que esteja em ótimas condições, pois isso vai evitar
muitos problemas futuros.
Se você perceber que existe uma parte que está completamente
danificada, deverá cortá-la por completa, sempre com o corte o
máximo próximo possível da base.
Em relação às raízes, se você estiver observando que elas estão
com uma cor mais escura, então se mostra necessário fazer a
retirada da planta do vaso.
A partir daí, você vai poder fazer o replantio, o que vai auxiliar a
evitar problemas caso a planta fosse mantida dentro do mesmo
vaso que antes.
Você deve sempre lembrar-se de cortar somente aquelas raízes
que estão realmente danificadas, apresentando um aspecto mole,
enrugado e uma coloração marrom.
Por último, há ainda um ponto essencial que você precisa ter em
mente que é podar a planta apenas durante o período de repouso,
ou seja, quando as flores estão caindo.
Caso você opte por fazer a poda sem ser nesse período, isso pode
ocasionar sérios problemas para a sua planta.
Capítulo 15: A floração das orquídeas
A floração das orquídeas é mais um assunto que exige um capítulo
apenas para ele, pois há muito o que ser debatido sobre ele.
Por exemplo, sabia que uma dica que os especialistas dão é que
você tenha diferentes plantas com períodos de floração distintos?
Tudo isso você vai ver a seguir de forma mais detalhada!
Você deve ter plantas com épocas de floração
distintas
Uma dica que é bem valiosa para quem deseja sempre ter uma
casa bastante florida, durante todo o ano, com orquídeas é ter
plantas que possuam períodos de floração diferentes.
Isso vai fazer com que ao mesmo tempo em que você está
dedicando seu tempo para aquelas plantas que preparam-se para
florir, haverá outras já floridas para embelezar a sua casa.
Além disso, no próximo mês você já vai ter uma planta diferente
florida e isso pode se repetir ao longo dos 12 meses do ano.
Como é possível saber em qual época do ano
uma orquídea dá flores?
Uma dúvida comum que quem cultiva orquídeas possui em relação
à floração é saber em qual época do ano as plantas dão flores.
A verdade é que não há uma data que seja exata, apesar de haver
o conhecimento de que algumas plantas dão flores apenas no mês
de janeiro, enquanto outras florescem em junho, por exemplo.
Na verdade, a época da floração da sua planta poderá ser
adiantada ou atrasada, a depender de diferentes fatores, como é o
caso do clima da sua região e ainda a forma de plantio da orquídea.
Uma dica importante é que você compre orquídea que já esteja
florida no período em que suas plantas atuais não têm flores.
Isso vai ajudar você a ter uma maior certeza sobre a idade certa
para ela florescer, preenchendo assim esse período com a
presença de uma planta nova.
Durante o período da floração
As orquídeas são plantas que necessitam bastante de tranquilidade.
Portanto, se não há recomendação de que ao longo do ano você
faça a troca de lugar dessas plantas, evitando assim mudar a
posição delas com relação ao sol, na época da floração é preciso
ainda mais tranquilidade.
Saiba que até mesmo os mínimos incômodos que você ocasionar
em sua orquídea já serão mais do que suficientes para que a
floração dela seja abortada.
Jamais você deve realizar o transplante da planta de um
determinado vaso para um outro durante esse período de floração.
Esse transplante serviria apenas para retirar as energias da planta,
que não conseguiria sequer fixar as suas raízes nesse novo vaso.
Uma outra dica é não borrifar nada nas flores de forma direta, seja
água ou ainda adubos, já que isso pode levar ao surgimento de
fungos de forma mais fácil.
Como essa praga afeta muito o desenvolvimento das plantas, é
preciso muito cuidado para não haver nenhum tipo de problema.
Você precisa ter em mente o seguinte: quanto maiores os cuidados
que tiver com as flores, maiores vão ser as chances de ter elas
sempre por perto durante todo o ano.
E quando a floração acaba?
Com a fase de floração das orquídeas tendo acabado, o próximo
passo é retomar a sua adubação e a rega da planta de maneira
correta.
Mas o que se deve fazer com a haste, que é aquele cabo pequeno
que restou da flor? Será que é preciso podá-la?
Existe quem diga que o ideal é podar, enquanto outros são contra a
poda, mas há casos distintos em que cada ação seria a mais
recomendada.
No caso de ela estar visivelmente seca, sem que haja uma chance
de que uma nova floração ocorra, opte por podar a haste rente à
terra.
Se ela ainda tiver verde, o que significa que está viva, deixe a haste
no lugar ou pode a partir do 3º nó, de baixo para cima.
Capítulo 16: Como saber se as
orquídeas estão saudáveis?
Uma dúvida muito comum de quem cultiva orquídeas é saber se
elas realmente estão saudáveis ou não.
Como é possível fazer isso?
Um dos melhores indicativos de que uma planta está sim saudável
é se a sua orquídea apresenta-se florida, mas isso vale apenas
para os períodos de floração.
Naqueles períodos em que as plantas, naturalmente, não
apresentam flores, há outras formas de saber se elas estão ou não
saudáveis.
Alguns sinais disso são:
• As folhas de aspecto amarelado sinalizam que há um excesso
de água ou que existe uma falta de nutrientes, enquanto que
folhas muito escuras indicam uma luminosidade baixa
• As folhas enrugadas e com bulbos encolhidos indicam que
existe falta de água, sendo preciso então dar um reforço nas
regas
• As cochonilhas são bem frequentes nas orquídeas, então
sempre que perceber a presença delas, você deve fazer uso
de uma pequena escova que esteja embebida em uma
mistura de água e de sabão de coco. Coloque essa escova
diretamente naquelas partes que forem atacadas
• As folhas presentes em uma orquídea que está saudável
possui um tom de verde que é bem vivo, e a coloração é
similar a de folhas de alface
• As folhas de orquídeas que estão amareladas podem
significar que ela está tomando sol em excesso
• As manchas circulares que tenham tonalidades de marrom, o
que inclui as bordas de cor amarela, ou ainda os anéis de
coloração avermelhada podem indicar sinal de problemas
ocasionados pelos fungos
• O aspecto da folha da orquídea permite a você saber se a
planta está ou não desidratada, sofrendo com a presença de
doenças ou se recebe muito sol
• Observe o aspecto das folhas para saber se não há muitos
problemas, como se elas estão mais longas do que deveriam,
o que é um sinal claro de que falta luz para elas
• As folhas mais longas significam que a planta está tentando
“esticar-se” para conseguir encontrar mais luz
• As folhas enrugadas são um sinal de que há muita umidade
no ambiente e que elas estão desidratadas
Capítulo 17: Como realizar o replantio
das orquídeas?
O replantio de orquídeas é mais um passo importante sobre o qual
você deve estar muito atento para cultivar esse tipo de planta.
A primeira coisa a se fazer é comprar a sua orquídea, e então
verificar a forma como ela foi plantada, para saber se há a
necessidade de replantá-la.
Veja se a planta não apresenta doenças, que podem ser
observadas como manchas nas folhas, algumas partes podres, ou
ainda se o substrato não está muito velho e se as raízes não estão
apodrecendo.
Após fazer uma verificação e encontrar qualquer um desses
problemas, a forma correta e se proceder é pelo replantio da
orquídea.
Você precisa definir em qual vaso vai replantar a orquídea, de
acordo com o tipo mais ideal para ela.
A dúvida sobre o vaso é comum, sendo mais normal encontrar
aqueles de plásticos, de barro ou de madeira nas lojas
especializadas.
Na verdade, todos os vasos direcionados para orquídeas realmente
valem a pena, mas o que vai afetar mesmo é o tempo que você tem
disponível para dedicar-se ao plantio.
Isso porque há certos vasos que acabam mantendo a umidade por
um período de tempo bem maior, como os de plásticos, enquanto
existem outros que geram uma secagem bem mais rápida.
Mais um ponto importante sobre o replantio de orquídeas é definir
um vaso que tenha um bom tamanho para a planta.
Jamais escolha um vaso grande demais, optando por aqueles que
tenham uns 2 centímetros a mais do que o tamanho da orquídea.
Os pratos dos vasos existem com a finalidade de não deixar a água
que está presente no vaso escorrer.
Não há nenhum problema em fazer uso deles no vasos, mas é
preciso tomar certos cuidados também com esse item.
Isso porque a água parada no prato pode atrair os insetos e ainda
permanecer infiltrada diretamente na base da orquídea, o que pode
gerar o apodrecimento das raízes.
Após isso, há alguns pontos importantes a serem considerados
sobre o replantio de orquídeas em vasos:
• Sempre que for remover uma planta, procure molhar muito
bem ela para garantir que as raízes irão absorver água e vão
ficar bem mais soltas, facilitando assim a remoção dela
• Você deve lavar muito bem o vaso a ser usado para orquídea,
bem como definir qual é o melhor tamanho para a planta
• Use uma tesoura esterilizada para retirar todas as raízes que
se apresentarem secas e mortas
• Use o substrato mais adequado para garantir um bom
desenvolvimento da orquídea replantada, preenchendo o vaso
com uso dele
Com essas dicas, ficará bem mais fácil garantir um correto replantio
da sua orquídea e garantir assim que ela será uma planta saudável
e bonita.
Conclusão
Este e-book foi feito com o objetivo de auxiliar você com as mais
importantes dicas a respeito de como realizar os cuidados
essenciais com a sua orquídea, garantindo uma planta mais
saudável e mais bonita.
Esperamos que o conteúdo oferecido aqui realmente tenha ajudado
você a aprender mais sobre como fazer o cultivo correto das
orquídeas, o que vai garantir a você realizar os cuidados adequados
para ter ótimos resultados.