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Análise de Dados na Gestão Escolar

O documento discute a análise exploratória de dados para apresentação de informação na gestão escolar. Ele explica que a análise exploratória de dados envolve o estudo dos dados de todas as perspectivas possíveis para extrair toda a informação. Também descreve os objetivos gerais e específicos do trabalho, que é compreender a análise exploratória de dados na gestão escolar, e apresenta uma revisão da literatura sobre o tema.

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rogerio fernando
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Análise de Dados na Gestão Escolar

O documento discute a análise exploratória de dados para apresentação de informação na gestão escolar. Ele explica que a análise exploratória de dados envolve o estudo dos dados de todas as perspectivas possíveis para extrair toda a informação. Também descreve os objetivos gerais e específicos do trabalho, que é compreender a análise exploratória de dados na gestão escolar, e apresenta uma revisão da literatura sobre o tema.

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Belmiro Yahaia
Bertina Tomas
Ernestina Jaime
Lidia Adelino
Anelda A. Haqui
Hermina Maria Augusto Rumeque
Femida A. Ali
João José Matias
Justina Arminda Orlando
Rosa Maria Manuel
Análise exploratória de dados para apresentação de informação na gestão escolar

Curso de Licenciatura em Ensino Básico

Universidade Rovuma

Extensão de Cabo delgado

2023
1

Belmiro Yahaia
Bertina Tomas
Ernestina Jaime
Lidia Adelino
Anelda A. Haqui
Hermina Maria Augusto Rumeque
Femida A. Ali
João José Matias
Justina Arminda Orlando
Rosa Maria Manuel
Análise exploratória de dados para apresentação de informação na gestão escolar

Curso de Licenciatura em Ensino Básico

Trabalho em grupo de carácter avaliativo a


ser entregue ao docente da cadeira de SIGE,
Leccionado no Curso de Licenciatura em
Ensino Básico, 4oAno, 1o semestre sob
orientação por: MA Rosário Teófilo

Universidade Rovuma

Extensão de Cabo delgado

2023
2

Índice
1. Introdução..................................................................................................................3

1.1. Objectivos...........................................................................................................3

1.1.1. Objectivo Geral...............................................................................................3

1.1.2. Objectivos Específicos....................................................................................3

1.2. Metodologia........................................................................................................3

2. Revisão da Literatura.................................................................................................4

2.1. Analise Exploratório...............................................................................................4

2.2. Dados......................................................................................................................5

2.3. Dados brutos...........................................................................................................5

2.4. Gestão e gestão escolar...........................................................................................6

3. Conclusão...................................................................................................................8

4. Referencias Bibliograficas.........................................................................................9
3

1. Introdução
O presente trabalho tem como tema análise exploratória de dados para apresentação
de informação na gestão escolar. Portanto a gestão escolar tem sido alvo de diversas
discussões na actualidade. Entre essas temáticas estão as formas de gestão escolar que
alcançam maior autonomia e legitimidade. Entretanto, observa-se que, em relação à
gestão escolar, as pesquisas deixam uma lacuna a ser preenchida, sobre o quotidiano da
gestão e dos sujeitos que compõem a comunidade escolar.

1.1. Objectivos
Para Marconi & Lakatos (2002:24) “toda pesquisa deve ter um objetivo determinado
para saber o que se vai procurar e o que se pretende alcançar.

1.1.1. Objectivo Geral


Para Andrade (2009) o objetivo geral está ligado ao tema de pesquisa.

 Compreender acerca da análise exploratória de dados para apresentação de


informação na gestão escolar.

1.1.2. Objectivos Específicos


De acordo com Marconi & Lakatos (2003:219) os objetivos específicos “apresentam
caráter mais concreto. [...], permitindo, de um lado, atingir o objetivo geral e, de outro,
aplicá-lo a situações particulares.

 Explicar acerca da análise exploratória de dados para apresentação de informação na


gestão escolar;
 Identificar o que consiste análise exploratória de dados para apresentação de
informação na gestão escolar.
 Descrever a análise de dados;

1.2. Metodologia
Gil (2008) diz que metodologia descreve os procedimentos a serem seguidos na
realização da pesquisa. Para se realizar a pesquisa recorrermos numa leitura
interpretativa de obras diversas que abordam o assunto e usaremos alguns artigos
disponibilizados na internet.
4

2. Revisão da Literatura

2.1. Analise Exploratório


A analise exploratória de dados e uma filosofia que consiste
[...] no estudo dos dados a partir de todas as perspectivas e com todas
as ferramentas possíveis, incluindo as já existentes. O propósito e
extrair toda a informação possível, gerar novas hipóteses no sentido de
construir conjecturas sobre as observações que dispomos.
(BATANERO; ESTEPA & GODINO, 1991, p.2).
Nesta perspectiva, busca-se identificar quais conceitos e ideias constituem a base para a
aplicação e implementação dessa filosofia, focando o trabalho com a Estatística na
Escola Básica. Neste sentido, deve-se considerar a utilidade, para os alunos, dos
conceitos e procedimentos que serão então desenvolvidos. Para estes autores, o trabalho
com a filosofia da Analise Exploratória de Dados, precisa:
 O possibilitar a geração de situações de aprendizagem contextualizadas em
temas que sejam de interesse para o aluno;
 O lançar mão de um forte apoio as representações gráficas (que facilitam a
percepção da variabilidade no conjunto de dados observados);
 O empregar, preferencialmente, as estatísticas de ordem (que aportam maior
facilidade na atribuição de significado pelo aluno da Escola Básica);
 O utilizar diferentes escalas de categorização das variáveis para o estudo dos
dados observados;
 Não utilizar (pois não e necessário) ferramentas matemáticas complexas.
Desta forma, para o trabalho nessa filosofia, e necessário, como afirmado acima, que o
aluno possa perceber a problematização envolvida na colecta das informações (que ele
mesmo pode fazer). Este e o cerne da atribuição de significado para os resultados
obtidos nos cálculos estatísticos visando a análise, pois, somente dessa forma, o aluno
poderá conceber o correcto significado aos valores encontrados.
Para Gal (2002), as informações estatísticas podem ser representadas, basicamente, em
três formatos: língua natural, símbolos ou números e tabelas ou gráficos; usualmente,
utilizam-se combinações de mais de uma destas formas. Vê-se, assim, o reforço da
necessidade do contexto escolhido para o nível dos alunos, uma vez que precisam
analisar e interpretar tais representações adequadamente. Este autor aponta que outros
pesquisadores mostram que documentos com mensagens matemáticas, ou estatísticas,
apresentam o uso de termos específicos que podem ser interpretados erroneamente em
seu significado coloquial. Alerta, ainda, que as mensagens podem conter jargões
5

estatísticos, o que pode provocar ambiguidade. A partir dessas colocações, pode-se


inferir a necessidade de um trabalho apurado, na introdução da Analise Exploratória
como componente curricular da Escola Básica, visando não apenas o uso adequado de
tais termos, mas, também, a preparação do sujeito para uma leitura adequada, nos
diversos contextos da vida particular ou profissional.
Para que se implemente tal componente curricular, Gal (2002) aponta cinco elementos
que são assumidos como conhecimentos estatísticos de base:
 O conhecimento da razão da necessidade dos dados e como estes podem ser
produzidos;
 A familiaridade com termos e ideias básicos da estatística descritiva;
 A familiaridade com termos e ideias básicos da representação gráfica e tabular;
 A compreensão de noções básicas de probabilidade;
 O conhecimento de métodos de obtenção de inferências ou conclusões
estatísticas.
Neste contexto, e fácil perceber a importância do papel do professor na organização e
gestão das actividades que permitam aos alunos a construção dos conceitos e das
ferramentas necessárias a Analise Exploratória de Dados.

2.2. Dados
Gal (2002), são as informações inerentes às variáveis que caracterizam os elementos
que constituem a população ou a amostra em estudo. Os dados obtidos em pesquisas
devem ser analisados e interpretados com o auxílio de métodos estatísticos. Na primeira
etapa deve-se fazer uma análise descritiva que consiste na organização e descrição dos
dados, na identificação de valores que representem o elemento típico e, na quantificação
da variabilidade presente nos dados.

2.3. Dados brutos


Qualquer pesquisa é baseada em levantamento ou colecta de dados. Os dados são
obtidos directamente da pesquisa, sem terem passados por nenhum processo de síntese
ou análise. Por exemplo, os 50 valores, em decibéis, de nível de ruído de tráfego em
certo cruzamento estão apresentados a seguir:
6

58,0 62,5 65,0 67,0 68,3 65,0 66,4 58,0 67,0 67,0 62,5 62,5 66,4 66,4 65,0 65,0 60,2
60,2 60,2 60,2 59,5 59,5 59,5 65,0 66,4 66,4 66,4 60,2 62,5 67,0 67,0 67,0 70,1 70,1
71,9 70,1 67,0 66,4 66,4 68,3 68,3 68,3 65,0 65,0 62,5 62,5 65,0 65,0 68,3 71,9

Apesar de todos estes valores terem sido obtidos em de nível de ruído de tráfego em
certo cruzamento, nota-se uma grande variação nos resultados. Assim, os métodos
estatísticos são fundamentais para o estudo de situações em que a variabilidade é
inerente.

2.4. Gestão e gestão escolar


Originário do latim gestione, o conceito de gestão refere-se à acção e ao efeito de gerir
ou de administrar. Muitas concepções foram dadas para o tema no decorrer dos anos.
Andrade (2001), no Dicionário de sinónimos da língua portuguesa, alerta que, embora a
palavra portuguesa gestão, em seu sentido original, expresse a acção de dirigir, de
administrar e de gerir a vida, os destinos, as capacidades das pessoas, uma parcela da
sociedade compreende gestão como funções burocráticas, destituídas de uma visão
humanística, e como uma acção voltada à orientação do planejamento, da distribuição
de bens e da produção desses bens.
Segundo Garay (2011), gestão é o processo de dirigir a organização e, a partir daí, tomar
decisões levando em consideração as demandas do ambiente e os recursos disponíveis.
Garay explica ainda que gestão está relacionada ao chamado processo administrativo,
definido por Fayol, em 1916, como o ato de planejar, organizar, dirigir e controlar os
recursos da empresa, para que os objectivos sejam alcançados.
Inicia-se, a partir daqui, o estudo específico do conceito de gestão escolar. Será utilizado
o termo gestão escolar em detrimento de administração escolar, partindo-se da
compreensão de que são termos distintos, ao se tratar de educação.
Para Santos Filho (1998), administração traz, no caso da educação, uma concepção
técnica, hierarquizada e fragmentada, baseada no poder e na autoridade. O autor prefere
a utilização de gestão escolar, que leva ao conceito de compartilhamento de ideias,
participação de todos no processo de organização e funcionamento da escola.
Bordignon & Gracindo (2000) compreendem que gerenciar uma escola é diferente de
gerenciar outras organizações sociais, devido à sua finalidade, estrutura pedagógica e às
relações internas e externas.
7

Libâneo (2007) também prefere a utilização do termo gestão escolar quando se associa à
escola, e trabalha com a concepção sociocrítica de gestão escolar. Nessa concepção, a
gestão escolar também é engendrada como um sistema que agrega pessoas,
“considerando o carácter intencional de suas acções e as interacções sociais que
estabelecem entre si e com o contexto sociopolítico, nas formas democráticas de tomada
de decisões” (LIBÂNEO, 2007, p. 324). Compreende-se que o processo de tomada de
decisões dá-se colectivamente, possibilitando aos membros do grupo discussão e
deliberação conjunta. Assim, o gestor escolar, na dimensão política, exerce o princípio
da autonomia, que requer vínculos mais estreitos com a comunidade educativa, os pais,
as entidades e organizações paralelas à escola. Gestão é então a actividade pela qual se
mobilizam meios e procedimentos para atingir os objectivos da organização e envolve
aspectos gerenciais e técnico-administrativos.
O princípio da gestão democrática inclui a participação activa de todos os professores e
da comunidade escolar como um todo, de forma a garantir qualidade para todos os
alunos. O processo de gestão deve coordenar a dinâmica do sistema de ensino como um
todo e de coordenação nas escolas em específico. Indo além, discute a importância da
articulação das directrizes e políticas educacionais públicas, e acções para
implementação dessas políticas e dos projectos pedagógicos das escolas.
Esse projecto deve estar compromisso com os princípios da democracia e com um
ambiente educacional autónomo, de participação e compartilhamento, com tomada
conjunta de decisões e efectivação de resultados, acompanhamento, avaliação e retorno
de informações. Por fim, precisa apresentar transparência através da demonstração
pública de seus processos e resultados (LÜCK, 2007).
8

3. Conclusão
O uso crescente dos Sistemas de Informação nas instituições e muito mais na escola
aumenta o volume e a complexidade dos dados disponíveis dentro das organizações,
exigindo das instituições esforço para gerir e principalmente transformar esse volume
crescente de dados em informações capazes de influenciar as decisões institucionais.
Nesse cenário, os métodos tradicionais de acesso e manipulação dos dados nem sempre
são suficientes, sendo necessário o uso de técnicas de visualização como ferramenta
para análise, compreensão e comunicação desses dados.
Destacam que para a geração de novos conhecimentos a partir dos dados existentes,
pode-se traçar linhas de comparação dos dados por meio de representações gráficas que
podem simplificar até mesmo dados complexos.
Os pontos positivos dos sistemas acessados pelos gestores em geral são a padronização
e confiabilidade dos dados disponibilizados e o ponto negativo é a dificuldade de
operação dos sistemas, sendo necessário mapear e sistematizar os sistemas para poder
utilizá-los.
Nesse contexto, os sistemas utilizados pelos gestores para obtenção das informações são
considerados complexos, sendo mais apropriados aos níveis operacionais e nem sempre
conseguem encontrar as informações em sua plenitude, sendo necessário cruzar uma
informação com outras, para daí então gerar uma informação. Outro destaque são as
últimas mudanças que houve em alguns sistemas, as quais dificultaram o acesso à
informação.
9

4. Referencias Bibliograficas
ANDRADE, M.M. (2009). Introdução à Metodologia do Trabalho Científico:
Elaboração de Trabalhos na Graduação. 9. ed. São Paulo: Atlas

ANDRADE, Belisário H. C. L. (2011). Dicionário de sinónimos da língua portuguesa.


Elfez,

BATANERO C.; ESTEPA A. & GODINO J.D. (1991). Analisis exploratorio de datos:
sus posibilidades en la ensenanza secundaria. Suma, 9, 25-31.
BORDIGNON, G & GRACINDO, R. V. (2000). Gestão da educação: o município e a
escola. In: FERREIRA, Naura Syria Carapeto; AGUIAR, Márcia Ângela da S. (Org.).
Gestão da educação: impasses, perspectivas e compromissos. São Paulo: Cortez, 2000.
p. 147-176.
GAL, I. (2002). Adults’ statistical literacy: meanings, components, responsibilities.
International Statistical Review, Netherlands: ISI, v. 70, n.1, p. 1-50, abr.
GARAY, A. (2011). Gestão. In: CATTANI, António David; HOZLMANN, Lorena
(Org.). Dicionário de trabalho e tecnologia. 2. ed. Porto Alegre: Zouk,
GIL, A, C. (2008). Métodos e Técnica de Pesquisa Social. 7ªed.). São Paulo: Martins
font

GARCIA, S. R. DE O. (2000). O fio da história: A génese da formação profissional


no Brasil. Reunião Anual da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em
Educação (Anped).

LIBÂNEO, J. C. (2007). A organização e a gestão da escola: teoria e prática. Goiânia:


Alternativa,
LÜCK, H. (2007). Gestão educacional: uma questão paradigmática. Petrópolis: Vozes,

MARCONI, M.A. & LAKATOS, E.M. (2002). Técnicas de Pesquisa: Planejamento,


Execução de Pesquisas, Amostragens e Técnicas de Pesquisas, Elaboração, Análise e
Interpretação de Dados. 5. ed. São Paulo: Atlas
SANTOS FILHO, J. C. dos. (1998). Democracia institucional na escola: discussão
teórica. Revista de Administração Educacional, Recife, v. 1, n. 2, p. 41-101, jan./jun.

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