Aula 057 Prótese Fixa – Núcleos Intrarradiculares
A primeira alternativa de núcleo que foi desenvolvido foi o pivô. Na década de 60 os pivôs foram substituídos por
André Ribeiro – Turma 65
núcleos metálicos individualizados.
Para a restauração de DENTES EXTREMAMENTE DANIFICADOS se faz necessária a realização do TRATAMENTO
ENDODÔNTICO e a confecção de um RETENTOR INTRARRADICULAR, que
tem a finalidade de proporcionar condições adequadas de retenção para
a restauração definitiva que será construída sobre ele.
A DEFINIÇÃO dos retentores intrarradiculares é que são elementos
protéticos constituídos por um PINO INTRARRADICULAR que busca
retenção no interior do conduto dental, a fim de proporcionar suporte
adequado para uma restauração coronária através de um MUNHÃO. O
munhão que dá a retenção para a coroa protética.
REQUISITOS PARA COLOCAR NÚCLEOS INTRARRADICULARES:
o TRATAMENTO ENDODÔNTICO PRÉVIO E SATISFATÓRIO
o SUPORTE ÓSSEO ADEQUADO
o NÃO TER SENSIBILIDADE NO DENTE
o AUSÊNCIA DE FÍSTULA
o NÃO TER LESÃO APICAL
o AUSÊNCIA DE BOLSA PERIODONTAL
o NÃO TER MOBILIDADE DENTAL
O RETRATAMENTO DE CANAL se dá através da quantidade de dias que o paciente está com o canal exposto. Se
tiver MAIS DE 30 DIAS com o CANAL EXPOSTO, se retrata. Se caso houver menos tempo de exposição, não se
retrata. Se conversa com o paciente e pergunta se tinha uma coroa no dente e averigua quanto tempo a coroa
caiu.
PARÂMETROS/FATORES PARA OS RETENTORES INTRARRADICULARES:
o COMPRIMENTO
o DIÂMETRO
o INCLINAÇÃO
o CARACTERÍSTICA SUPERFICIAL.
O COMPRIMENTO:
o A DESOBTURAÇÃO DO CONDUTO DEVE ATINGIR 2/3 DO COMPRIMENTO DO REMANESCENTE DENTAL.
Pega o remanescente, divide em 3 partes, e 2 delas tem que estar desobturada.
o O comprimento equivalente do pino intrarradicular deve ser de pelo menos METADE DO SUPORTE ÓSSEO
DA RAIZ.
o O TAMANHO DO PINO tem que ser IGUAL OU MAIOR DO QUE A COROA CLÍNICA.
o Tem que ter no mínimo 4mm DE MATERIAL OBTURADOR NO ÁPICE DO DENTE.
Figura ao lado:
o O pino intrarradicular corresponde a letra B. esse
pino tem que ter 2/3 do remanescente dental que é
o D. Então o B tem que ser igual ou maior que 2/3 de
D. Se tiver menos que isso, já tem perda de retenção
e a mecânica já fica desfavorável.
o O pino tem que ter pelo menos a METADE DO
SUPORTE ÓSSEO DA RAIZ que corresponde a letra F.
Então a letra E tem que ser pelo menos a ½ de F.
o O tamanho do pino tem que ser igual ou maior do
que a coroa. Então o B tem que ser igual ou maior do
que A para se ter braço de potência e resistência.
o A letra C que é o ttm endodôntico, tem que ter no
mínimo 4mm.
O DIÂMETRO:
o Quando se fala em diâmetro do pino, tem que se pensar nos prós e contras. Quanto MAIOR O DIÂMETRO
DO PINO, MAIOR SERÁ SUA RESISTENCIA E RETENÇÃO porque será maior a superfície de contato.
o Vale um pino ultra resistente ou um pino adequado a estrutura remanescente que dá mais resistência
para a raiz ou para o pino? Para a raiz. Se for ter fratura, que frature o pino.
o Quanto MAIOR O PINO, MAIOR O ENFRAQUECIMENTO DA RAIZ pq para se ter um pino mais volumoso
tem que ampliar a desobturação alargando o conduto intrarradicular, deixando as paredes mais delgadas
e quanto mais fina for a parede, mais frágil a estrutura
dental.
o O DIÂMETRO IDEAL É EQUIVALENTE A 1/3 MÉDIO-
CENTRAL NO SENTIDO VESTÍBULO-LINGUAL ou palatino
E TAMBÉM NO SENTIDO MESIO-DISTAL (figura ao lado).
o Deve existir NO MÍNIMO 1mm DE TECIDO RADICULAR
ENTRE AS PAREDES DO CANAL E A SUPERFÍCIE EXTERNA
DA RAIZ. Da desobturação até a parte em contato com o
ligamento periodontal.
o O FORMATO DA ABERTURA DO CONDUTO DEVE SER
OVALADO no sentido VESTÍBULO LINGUAL/PALATINO,
para evitar que o PINO ROTACIONE.
o A região do TERÇO APICAL DEVE APRESENTAR PELO MENOS 1mm de diâmetro para que o metal
apresente resistência satisfatória. Mais fino que isso o pino fica frágil na parte apical e não vai ter a
resistência necessária.
A INCLINAÇÃO:
o Avalia-se a INCLINAÇÃO DAS PAREDES. Quanto mais
inclinadas forem as paredes, menor será a retenção do
pino.
o Quanto MAIS PARALELAS AS PAREDES, MAIOR SERÁ A
RETENÇÃO DO PINO.
o Porém, se forem muito paralelas, haverá uma
concentração de tensão e elas precisam ser LEVEMENTE
INCLINADAS. Lembrar da odontoplastia de uma coroa total
que também tem que ser levemente inclinada.
o Dependendo da INTENSIDADE do ESFORÇO, pode gerar um EFEITO DE CUNHA que pode levar a FRATURA
DENTAL.
AS CARACTERÍSTICAS SUPERFICIAIS DOS PINOS:
o Os pinos PRÉ-FABRICADOS podem apresentar
diferentes tipos de superfícies como LISOS,
SERRILHADOS ou em FORMA DE PARAFUSO.
o Os NÚCLEOS METÁLICOS FUNDIDOS devem de
preferência apresentar sua SUPERFÍCIE LISA e NÃO
DEVEM SER POLIDAS para aumentar a retenção da
parte intrarradicular durante a cimentação.
Na radiografia é avaliado:
o 1º: onde estão os dentes;
o 2º: avaliar onde está a abertura do conduto;
o 3ª: avaliar o comprimento das raízes;
o 4º: checar se existe lesões apicais ou não.
Portanto, de acordo com os fatores citados acima, a radiografia ao lado não
se mantém nenhum dos dentes.
Complicações:
o Se tem um pino dentro da raiz, o que pode acontecer é uma FRATURA RADICULAR quando se tem uma
sobrecarga. Na hora que se tem a incidência da carga oclusal, se tiver uma espessura muito fina das
paredes pode ter uma fratura radicular. Isso se tiver um desgaste muito amplo e uma espessura muito
fina da raiz.
o Para se visualizar a linha de fratura se pega um instrumental (cureta, hollemback, etc.) e com cuidado se
introduz no interior do conduto e se dá uma LEVE FORÇADA na raiz para checar se ela afasta para se
evidenciar a fratura. É importante ter cuidado pq senão o próprio CD pode fraturar acidentalmente.
TIPOS DE RETENTORES INTRARRADICULARES:
o NÚCLEO METÁLICO FUNDIDO
o NÚCLEO DE PREENCHIMENTO + PINOS PRÉ-FABRICADOS
Existem os pinos METÁLICOS e os NÃO METÁLICOS. Os pinos não metálicos (fibra de vidro ou fibra de quartzo)
são os mais utilizados na odontologia.
NÚCLEO METÁLICO FUNDIDO:
o Antes de ser fabricado, esse núcleo
precisa ter uma confecção de um padrão
de resina acrílica. Primeiramente se faz
todo o formato do retentor
intrarradicular fundido EM RESINA
ACRÍLICA e depois essa resina acrílica será
incluída dentro de um material de
revestimento que será posteriormente
eliminado para que seja incorporado e
realizada a fundição depois. Resumindo: a
resina acrílica será substituída por liga
metálica.
o Existem DUAS TÉCNICAS:
TÉCNICA DIRETA: MODELA-SE NA BOCA.
TÉCNICA INDIRETA: molda-se O CONDUTO DO PACIENTE, envia para o laboratório e o técnico
fará a modelagem.
o Depois de obtido o padrão de resina acrílica, ele
SERÁ FUNDIDO, depois de fundido fará a prova na
boca e se estiver tudo ok o CD faz a CIMENTAÇÃO do
retentor.
CLASSIFICAÇÃO DAS TÉCNICAS DE NÚCLEOS METÁLICOS
FUNDIDOS (NMF):
o TÉCNICA DIRETA:
É OBTIDA ATRAVÉS DA MODELAGEM
(diretamente na boca do paciente), modela
o formato do pino intrarradicular. Depois
que o padrão de resina acrílica for realizado,
que é feita com uma resina do tipo duralay
vermelha (para diferenciar da cor do dente no qual promove um CONTRASTE).
o TÉCNICA INDIRETA
É NECESSÁRIO MOLDAR O CONDUTO DO PACIENTE e após moldar esse conduto, envia o
material para o laboratório. No lab o técnico vaza em um modelo de gesso e sobre o modelo de
gesso ele faz a modelagem do padrão de resina acrílica para posteriormente fundir. A moldagem
se faz através do silicone de adição (zetalab). Pode fazer em silicone de condensação mas tem que
vazar imediatamente pq ela não tem uma grande estabilidade dimensional quanto a silicone de
adição. A silicone de adição tem uma estabilidade dimensional melhor do que a de condensação
pq ela não forma o SUBPRODUTO ÁLCOOL ETÍLICO, como na de condensação. Também pode ser
utilizado o POLIÉTER que também tem uma boa estabilidade dimensional.
o VANTAGENS DA TÉCNICA DIRETA:
Maior controle sobre a forma final do NMF
Confecção do NMF para dentes isolados. (Quando se tem uma indicação para NMF, geralmente
se indica a técnica direta. Quando se tem a necessidade de modificar a INCLINAÇÃO DA COROA,
quando a raiz mesializa ou distaliza no qual é preciso compensar o formato do munhão e também
é indicada a TÉCNICA DIRETA).
Necessidade de modificar a inclinação da coroa clínica
Minimiza erros na confecção do NMF pq o CD já determina o formato final. Só se envia para o
laboratório e eles precisam fazer apenas a fundição no padrão que o CD enviou.
o DESVANTAGEM DA TÉCNICA DIRETA:
Maior tempo clínico
o A técnica indireta, que é a técnica da moldagem tem a vantagem de somente moldar e envia direto para
o laboratório. Lá, os técnicos confeccionam e enviam o NMF de volta. Porém, durante esses
procedimentos no laboratório, podem acontecer algumas falhas.
PASSO A PASSO DA TÉCNICA DIRETA (seguir na figura):
o MODELAGEM!!!!
o Se utilizar essa técnica, se trabalha DIRETAMENTE NA BOCA.
o O PRIMEIRO PROCEDIMENTO A SER INDICADO PARA O PACIENTE É REALIZAÇÃO DA ENDODONTIA DO
DENTE PROPOSTO.
o FAZ-SE A DESOBTURAÇÃO (2/3 DO COMPRIMENTO DO REMANESCENTE DENTAL, pelo menos METADE
DO SUPORTE ÓSSEO, DEIXANDO 4mm DE MATERIAL OBTURADOR.) Inicia-se essa desobturação com um
material aquecido (PONTA RHEIN), que não pode ser a mesma da endodontia. Depois usa
INSTRUMENTOS ROTATÓRIOS (BROCAS LARGO 1, 2 e 3). Faz-se o ALISAMENTO DAS PAREDES DO
CONDUTO DOS 2/3 COM LIMA HEDSTROEM #80.
o Então a desobturação será realizada em 3 - passos: 1 com o uso de metais aquecidos; 2 – com materiais
rotatórios; 3 – acabamento manual com lima hedstroem.
o Usa o PINJET (pino pré-fabricado plástico) que AUXILIA NA CONFECÇÃO DO CONDUTO/PADRÃO DE
RESINA ACRÍLICA pq ele é INSERIDO DENTRO DO CONDUTO (FIGURA ACIMA). Prova o PINJET.
o Utiliza um PINCEL DE PONTA FINA PARA LUBRIFICAR O INTERIOR DO CONDUTO (LUBRIFICANTE GEL
AQUOSO – KY, pq o aquoso NÃO INTERFERE NA POLIMERIZAÇÃO DA RESINA ACRÍLICA) (figura acima).
o Após a lubrificação, SE LEVA A RESINA ACRÍLICA NO INTERIOR DO CONDUTO (pode ser levada de 2
maneiras: 1 – com a técnica do pincel; 2 – ou a técnica da bolinha de resina);
o Depois de levar a resina dentro do conduto, PEGA O PINJET E INTRODUZ NO INTERIOR DO CONDUTO,
(pode marcar com um retroprojetor na região da entrada do conduto para saber o quanto deve introduzir
o pinjet).
o Agora se faz a PARTE DO MUNHÃO. Acrescenta-se resina acrílica (figura abaixo) num formato um pouco
maior do que é necessário preparando-a num formato adequado. Dica: a margem é uma das REFERENCIAS
para adição da resina acrílica. Se cobrir a margem com gengiva, fica sem referência e não se enxerga nada
do dente e dá trabalho para preparar o munhão. DEVE-SE DEIXAR A BORDA DO TÉRMINO EXPOSTA para
se ter REFERÊNCIA DE ONDE SE COLOCA A PONTA DIAMANTADA COM IRRIGAÇÃO para confeccionar o
munhão adequadamente.
o Deixa a resina polimerizar por completo, retira do conduto, checa para ver se não há nenhuma bolha, caso
não haja ARMAZENA DENTRO DE UM RECIPIENTE COM AGUA e envia para o laboratório para FUNDIÇÃO.
o Depois de receber, prova na boca e se tiver bem adaptado já pode cimentar. Confecciona uma coroa
provisória para o paciente.
PASSO A PASSO DA TÉCNICA INDIRETA:
o É INDICADA para MÚLTIPLOS PREPAROS INTRARRADICULARES (prótese fixa com pônticos) no qual É
NECESSÁRIO PARALELISMO ENTRE OS ELEMENTOS DENTÁRIOS. É preciso um EIXO DE INSERÇÃO. Esse
sistema é enviado para o laboratório e o técnico, com o delineador, consegue realizar o paralelismo entre
os munhões.
o Essa técnica é a SOLUÇÃO PARA CANAIS DIVERGENTES. Se tiver dentes com 2 condutos divergentes, é
difícil realizar a modelagem. Então envia para o laboratório no qual há um tempo hábil para trabalhar no
modelo.
o Tem as DESVANTAGENS que é o MAIOR CUSTO (laboratorial e clínico) e os POSSÍVEIS ERROS NO
LABORATÓRIO.
o Na técnica indireta a DESOBTURAÇÃO É IGUAL com os MESMOS PROCEDIMENTOS DA TÉCNICA DIRETA
(ver acima a técnica direta). Resumidamente se inicia com a ponta rhein aquecida; depois a broca largo
na sequência 1, 2 e 3; e depois a lima headstrom.
o Prova o PINJET até onde desobturou, faz a MARCAÇÃO COM A CANETA NA REGIÃO DA ENTRADA DO
CONDUTO, LUBRIFICA.
o Existe a POSSIBILIDADE DE UTILIZAR OU NÃO O PINJET. Essa técnica mostra utilizando o pinjet.
o Lubrifica o interior, leva o MATERIAL DE MOLDAGEM COM A LENTULO COM CUIDADO PARA NÃO
QUEBRAR A LENTULO DENTRO DO CONDUTO (checa-se o lado que a baixa rotação está – tem que ser
anti-horário – que expulsa o material). O material também pode ser levado ao conduto através de uma
seringa de elastômero e caso esteja utilizado um silicone de adição que já vem com uma pistola com uma
ponta fina. A lentulo só é utilizada para retirar o ar que, por ventura, está dentro do conduto.
o Feito isso, pode LEVAR O PINJET EM POSIÇÃO
o Agora põe o silicone na região acima do pinjet. Caso for o silicone de ADIÇÃO, será em DOIS PASSOS: terá
o material PESADO e o FLUIDO.
o No esquema evidencia o uso de POLIÉTER. Esse material tem uma só consistência e é levado em posição
através de uma moldeira individual para que se utilize menos material. Caso queira usar uma moldeira de
estoque, é utilizado o silicone de adição.
o MOLDOU E OBTEVE O MOLDE. Envia para o laboratório que vai VAZAR O GESSO em que vai trabalhar. No
gesso, o técnico vai fazer a modelagem do pino como se fosse a técnica direta como mostra a figura abaixo
o O formato do munhão é dado pelo técnico, portanto ele necessita ter uma noção de preparo em
odontoplastia.
o É enviado de volta para o CD, se faz a prova na boca para verificar se está bem adaptado e caso estiver,
cimenta e confecciona uma coroa provisória.
Quando se desobtura, caso um dente tenha 21mm, precisa desobturar 2/3 do remanescente dentário, que é
14mm. Sobra 7mm de obturação no qual pode acrescentar 3mm de desobturação depois. Na pratica, se mede
(21mm do comprimento do remanescente em que precisa desobturar 17mm – 14 + 3 para deixar os 4mm) SE
INICIA COM 15mm na PONTA RHEIN, entrando nos 15mm, se conseguir, radiografa e verifica se falta realmente
3mm para se remover. Caso na radiografia mostre que falte realmente 3mm, complementa-se. Isso se faz devido
a radiografia ter uma BREVE DISTORÇÃO dependendo da incidência e do ângulo da película radiográfica. Se for
logo com os 17mm e faz uma radiografia mais bem realizada que a anterior, pode ser que não haja mais os 4mm
de material obturador que deveria ter sobrado. Caso isso aconteça, se REOBTURA levando um pouco mais de
guta-percha no ápice.
Tem que ter uma régua transparente; mede na radiografia; vê quanto tem o remanescente dental; faz o cálculo
dos 2/3; e vê quanto falta para chegar aos 4mm. Do COMPRIMENTO TOTAL SE DESOBTURA 2mm AQUÉM. Então
faz a radiografia novamente; está no rumo certo, aí então complementa os 2mm.
Não é utilizado ISOLAMENTO ABSOLUTO. O paciente TEM QUE UTILIZAR O EXPANDEX para que não contamine
o conduto. O paciente deve estar sempre de boca aberta e ter o cuidado do dente em trabalho estar sempre seco.
PINOS PRÉ-FABRICADOS:
o Há uma tendência que os pinos fundidos sejam substituídos pelos pré-fabricados por serem mais versáteis,
por terem um módulo de elasticidade mais próximo da estrutura dental. E, com isso, a CHANCE DE TER
UMA FRATURA RADICULAR É MENOR. Se caso haver uma fratura, se fratura o pino e não a raiz.
o PRIMEIRAMENTE TEM QUE SELECIONAR O PINO. Essa seleção será de acordo com o FORMATO DO
CONDUTO/TAMANHO DO DENTE.
o O DIAMETRO DO PINO SERÁ DE ACORDO COM O DIAMETRO DO CONDUTO.
o REQUISITOS DOS PINOS:
SELAMENTO APICAL ADEQUADO;
COMPRIMENTO ADEQUADO;
LARGURA ADEQUADA;
ESTRUTURA REMANESCENTE.
o Tenta-se selecionar o pino que estiver sempre o MAIS
JUSTO POSSÍVEL DENTRO DO CONDUTO.
o Atualmente, há alguns pinos que tem um sistema de
broca específica. Essa broca (teria quase a mesma
função da broca largo) tem o MESMO FORMATO DO
PINO. Fazendo o preparo com essa broca, o pino fica
perfeitamente adaptado. A grande vantagem desse
sistema é DIMINUIR A LINHA DE CIMENTAÇÃO.
o A cartela transparente (template) serve para levar em
cima da radiografia para visualizar o formato do conduto
e o diâmetro do pino a ser utilizado.
o Para PREPARAR O PINO JÁ O RECORTA NO COMPRIMENTO
CORRETO. Isso é realizado pq se cimentar e recortar depois, há
vibração em cima da cimentação e pode soltar depois.
o Faz a LIMPEZA DO PINO COM ÁCIDO FOSFÓRICO 37%. Isso faz
com que haja uma LIMPEZA (desengordura o pino). Lava-se após
em agua corrente. PODE APLICAR UM SILANO que alguns
trabalhos indicam que AUMENTA A RETENÇÃO COM O
CIMENTO RESINOSO. Espera o silano secar (1 a 2 minutos).
o Em alguns sistemas de retenção há a POSSIBILIDADE DE APLICAÇÃO DE SISTEMA ADESIVO E EM OUTROS
NÃO. No interior do conduto, dependendo do sistema de cimento resinoso, pode fazer a APLICAÇÃO DO
ÁCIDO FOSFÓRICO e em outros não. Se for o 200, que é AUTOCONDICIONANTE NÃO SE FAZ APLICAÇÃO
DO ÁCIDO pq ele remove o cálcio e diminui a retenção do cimento dentro do conduto.
o LAVA, SUGA, SECA COM UM CONE DE PAPEL. Para saber se está seco, entra com o cone de papel, tira e
bate com a ponta numa placa de vidro. Se a ponta do cone de papel dobrar, quer dizer que ainda está
úmido. Se a ponta não dobrar, quer dizer que está seco.
o Faz o SISTEMA ADESIVO, se precisar. Remove o excesso.
o Leva o CIMENTO RESINOSO COM UMA SERINGA CENTRIX (pode usar a lentulo mas não é recomendável
pq a lentulo leva calor ao cimento que acelera a reação de polimerização).
o Leva o PINO EM POSIÇÃO. Aguarda a polimerização química inicial do cimento, que é em torno de 3 a 7
minutos e depois FOTOPOLIMERIZA O RESTANTE.
o Se o CONDUTO ESTIVER MUITO AMPLO, se faz o PINO ANATÔMICO, ou seja, se INDIVIDUALIZA o pino
para o conduto, funcionando semelhante. Isso se faz introduzindo o pino mais amplo, faz todos os passos
anteriormente descritos, mas fotopolimeriza somente 5 segundos retirando o pino em seguida. Então
fotopolimeriza o restante fora da boca do paciente, individualizando o pino. Depois faz os passos para
cimentar o pino no conduto.
Para objetivo dessa síntese precisa saber:
o O que é núcleo intrarradicular e quando indicar seu uso;
o Saber qual material se deve utilizar;
o Saber os requisitos e configurações;
o Saber como confeccionar nas técnicas:
Técnica Direta
Técnica Indireta
Com pinos pré-fabricados.
Leitura recomendável para essa síntese: PEGORARO et al., Capítulo 5.