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In 04 de 2023

O documento concede autorizações para perfuração de poços tubulares para captação de água subterrânea para fins agrícolas e industriais. Também torna públicos indeferimentos de outorgas de direito de uso da água subterrânea e concede cadastros de captação insignificante de água subterrânea.

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O documento concede autorizações para perfuração de poços tubulares para captação de água subterrânea para fins agrícolas e industriais. Também torna públicos indeferimentos de outorgas de direito de uso da água subterrânea e concede cadastros de captação insignificante de água subterrânea.

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23 de Junho de 2023

<BEGIN:1468823:36>
Diário Oficial Nº 28.526
Processo nº 2301/2022, Município: Colíder/MT, Coordenadas Geográficas
Página 36
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente - SEMA, torna público que
DATUM SIRGAS 2000 do ponto de captação: PT 01 - Lat. 10°48’59,74”S e
concedeu Autorização de Perfuração de Poço Tubular para os seguintes
Long. 55°27’08,83”W; Vazão máxima de bombeamento 1,50 m³/h por um
usuários:
período de 5,60 h/dia de bombeamento, perfazendo uma vazão máxima
de utilização de 8,40 m³/dia, durante 7 dias/semana; Finalidade de uso:
Autorização nº 192/2023: THOMAS AUGUSTO CAPELETTI, CPF:
outros usos. Província Hidrogeológica Cristalino, UPG - P-4. Validade
003.918.509-54. Processo nº 41068/2022. O poço tubular será construído
do cadastro: 22/06/2033. Fica o usuário responsável pelo atendimento ao
na Fazenda Três Cinco, zona rural do município de Nova Mutum/MT. O uso
disposto no art. 45 §2º da Lei Nacional de Saneamento Básico - Lei nº
da água será para fins: dessedentação animal. Coordenadas Geográficas
11.445/2007 e pelo art. 7º § 1º do- Decreto nº 7.217/2010.
DATUM SIRGAS 2000: PT 01 - Lat. 13°05’19.00”S e Long. 56°35’08.00”W.
A profundidade pretendida do poço é de 80 metros com diâmetro de
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente - SEMA, torna público o
revestimento 4”. A empresa perfuradora será a Água Boa Poços Ltda, e
indeferimento da solicitação de Outorga de direito de uso de água
a geóloga responsável pela elaboração do projeto, perfuração do poço
subterrânea, para Camil Cáceres Mineração LTDA, inscrito no CNPJ:
e acompanhamento da construção, será a Sra. Débora Perozzo, CREA
00.959.825/0001-38, referente ao Processo nº 3099/2022, conforme
1201163730. Essa autorização vigorará até 18 de dezembro de 2023, e
Parecer Técnico nº 1370/2023.
refere-se apenas a construção o poço tubular.
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente - SEMA, torna público o
Autorização nº 1089/2023: DUAL DUARTE ALBUQUERQUE COM. E
indeferimento da solicitação de Outorga de direito de uso de água
IND. LTDA - FILIAL, CNPJ: 24.542.953/0005-73. Processo nº 3236/2022.
subterrânea, para Camil Cáceres Mineração LTDA, inscrito no CNPJ:
O poço tubular será construído no município de Pedra Preta/MT. O uso da
00.959.825/0001-38, referente ao Processo nº 190/2023, conforme Parecer
água será para fins: Indústria. Coordenadas Geográficas DATUM SIRGAS
Técnico nº 1372/2023.
2000: PT 01 - Lat. 16°36’13,22”S e Long. 54°28’47,43”W. A profundidade <END:1468823:36>
<BEGIN:1468594:36>

pretendida do poço é de 150 metros com diâmetro de revestimento 6”. A INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 04, DE 21 DE JUNHO DE 2023.
empresa perfuradora será a Belmiro de Almeida Luciano e Cia Ltda, e a
geóloga responsável pela elaboração do projeto, perfuração do poço e Disciplina a inscrição dos Imóveis
acompanhamento da construção, será a Sra. Kelvia Araújo Oliveira, CREA Rurais na base de dados do Sistema
1200045475. Essa autorização vigorará até 21 de dezembro de 2023, e Mato-grossense de Cadastro Ambiental
refere-se apenas a construção o poço tubular. Rural - SIMCAR.

Autorização nº 1090/2023: AYLON DAVID NEVES, CPF: 169.492.691-53. A SECRETÁRIA DE ESTADO DE MEIO AMBIENTE, no uso das
Processo nº 396/2023. O poço tubular será construído na Fazenda Nossa atribuições legais que lhe confere o art. 71, inciso IV, da Constituição
Senhora do Pantanal, zona rural do município de Jangada/MT. O uso Estadual c/c a Lei Complementar nº 612, de 28 de janeiro de 2019, que
da água será para fins: agricultura. Coordenadas Geográficas DATUM dispõe sobre a organização administrativa do Poder Executivo Estadual;
SIRGAS 2000: PT 01 - Lat. 15°16’38,77”S e Long. 56°40’22,43”W. A
profundidade pretendida do poço é de 300 metros com diâmetro de Considerando os Decretos nº 1.031/2017 e 1.491/2018, que regulamentam
revestimento 6”. A empresa perfuradora será a Bonini Poços Artesianos a Lei Complementar nº 592, de 26 de maio de 2017, no que tange ao
EIRELI, e o geólogo responsável pela elaboração do projeto, perfuração
Sistema Mato-grossense de Cadastro Ambiental - SIMCAR e o Programa
do poço e acompanhamento da construção, será o Sr. Hugo Rafael Silva e
de Regularização Ambiental.
Souza, CREA 1214216307. Essa autorização vigorará até 20 de dezembro
de 2023, e refere-se apenas a construção o poço tubular.
RESOLVE:
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente - SEMA, torna pública a
Art. 1º Disciplinar a inscrição dos imóveis rurais na base de dados do
Concessão, através do Cadastro de Captação Insignificante de Água
Subterrânea para os seguintes usuários: Sistema Mato-grossense de Cadastro Ambiental Rural - SIMCAR.

VALE DO VERDE EMPREENDIMENTOS AGRÍCOLAS LTDA, CNPJ: TÍTULO I


37.527.173/0006-87, Processo nº 1720/2022, Município: Itaúba/MT DA INSCRIÇÃO DO IMÓVEL RURAL NO SIMCAR
Coordenadas Geográficas DATUM SIRGAS 2000 do ponto de captação:
PT 01 - Lat. 11°12’56,21”S e Long. 55°46’26.53”W; Vazão máxima de Art. 2º A inscrição dos imóveis rurais na base de dados do SIMCAR se dará
bombeamento 3,364 m³/h por um período de 2,7 h/dia de bombeamento, por meio do Cadastro Ambiental Rural.
perfazendo uma vazão máxima de utilização de 9,12 m³/dia, durante 7
dias/semana; Finalidade de uso: outros usos. Província Hidrogeológica CAPÍTULO I
Coberturas Indiferenciadas, UPG - A-5. Validade do cadastro: 21/06/2033. DO CADASTRO AMBIENTAL RURAL
Fica o usuário responsável pelo atendimento ao disposto no art. 45 §2º da
Lei Nacional de Saneamento Básico - Lei nº 11.445/2007 e pelo art. 7º § 1º Seção I
do- Decreto nº 7.217/2010. Dos Dados Cadastrais do Proprietário ou Possuidor Rural

GILSON PROVENSSI, CPF: 928.668.599-87, Processo nº 2417/2022, Art. 3º Para efeito de inscrição dos dados cadastrais do proprietário/
Município: Jaciara/MT, Coordenadas Geográficas DATUM SIRGAS 2000 possuidor rural, entende-se por:
do ponto de captação: PT 01 - Lat. 16°01’50,75”S e Long. 55°15’08,89”W;
Vazão máxima de bombeamento 7,4 m³/h por um período de 1,21 h/dia I - Cadastrante: Pessoa responsável pela inserção dos dados cadastrais
de bombeamento, perfazendo uma vazão máxima de utilização de 9 m³/ no SIMCAR;
dia, durante 7 dias/semana; Finalidade de uso: outros usos. Província II - Requerente/Interessado: Proprietário ou possuidor de imóvel rural
Hidrogeológica Bacia do Paraná, UPG - P-5. Validade do cadastro: inscrito no SIMCAR;
21/06/2033. Fica o usuário responsável pelo atendimento ao disposto no III - Representante Legal: Pessoa com poderes outorgados pelo proprietário
art. 45 §2º da Lei Nacional de Saneamento Básico - Lei nº 11.445/2007 e ou possuidor de móvel rural, para representá-lo, ou o inventariante em caso
pelo art. 7º § 1º do- Decreto nº 7.217/2010. de espólio;
IV - Responsável Técnico: Profissional habilitado por conselho de classe e
OLIVEIRA E TREVISAN LTDA, CNPJ: 14.979.082/0001-72, Processo nomeado pelo proprietário ou possuidor de imóvel rural, para realização de
nº 3189/2022, Município: Sinop/MT, Coordenadas Geográficas DATUM trabalhos técnicos.
SIRGAS 2000 do ponto de captação: PT 01 - Lat. 11°51’52.00”S e Long.
55°30’21.64”W; Vazão máxima de bombeamento 2 m³/h por um período
§1º A representação legal do proprietário/possuidor poderá ser comprovada
de 3 h/dia de bombeamento, perfazendo uma vazão máxima de utilização
por instrumento público ou particular de procuração.
de 6 m³/dia, durante 7 dias/semana; Finalidade de uso: outros usos.
Província Hidrogeológica Coberturas Indiferenciadas, UPG - A-5. Validade
§2º A representação legal outorgada por instrumento particular de
do cadastro: 21/06/2033. Fica o usuário responsável pelo atendimento ao
disposto no art. 45 §2º da Lei Nacional de Saneamento Básico - Lei nº procuração deverá conter reconhecimento de firma da assinatura do
11.445/2007 e pelo art. 7º § 1º do- Decreto nº 7.217/2010. proprietário/possuidor rural.

AUTO POSTO SÃO VICENTE LTDA, CNPJ: 06.100.908/0001-53, §3º A representação legal de pessoas jurídicas que decorrer de estatuto

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23 de Junho de 2023
social será comprovada com cópia da ata de eleição e posse.
Diário Oficial definido na partilha.
Nº 28.526 Página 37

§4º Os instrumentos de procuração deverão conter poderes gerais de §7º Em sendo o imóvel rural de titularidade de usufrutuário ou superficiário,
representação perante a Secretaria de Estado de Meio Ambiente - SEMA/ para cadastramento no SIGA, deverá comprovar a constituição do ato
MT, e específicos quando se referir a assinatura de termo de compromisso mediante a apresentação de Escritura Pública, devidamente registrada no
para regularização de passivo. Cartório de Registro de Imóveis.
Seção II
§5º O representante legal poderá substabelecer os poderes a ele outorgados Dos Dados Cadastrais do Imóvel Rural
se tal possibilidade estiver expressamente prevista na procuração recebida
do proprietário/possuidor rural. Art. 5º A inscrição do imóvel rural na base de dados do SIMCAR, por meio
do Cadastro Ambiental Rural - CAR, deve se fazer acompanhar de todos
§6º Não serão aceitas representações legais lastreadas em instrumentos os documentos que atestem a posse/propriedade do seu titular, bem como
de procuração com prazo de validade vencido. resumo explicativo acerca destes, a fim de permitir a correta compreensão
e análise das informações declaradas.
§7º A representação técnica deverá ser comprovada mediante apresentação
de ART - Anotação de Responsabilidade Técnica, TRT - Termo de §1º O interessado deverá realizar o resumo explicativo do projeto e dos
Responsabilidade Técnica ou outro documento equivalente emitido por documentos apresentados, que comprovam a posse ou propriedade,
Conselho de Classe; exigindo-se procuração apenas quando cumular a estabelecendo a relação entre ambos.
representação legal.
§2º A certidão de inteiro teor da matrícula, necessária para comprovação
Art. 4º O proprietário/possuidor rural, seu representante legal e/ou do domínio do imóvel rural, deverá conter data de expedição inferior a 90
responsável técnico, antes de efetuar a inscrição do imóvel rural na base de (noventa) dias da data de inscrição ou retificação do CAR no SIMCAR,
dados do SIMCAR, deverão se cadastrar no Sistema Integrado de Gestão ficando o proprietário responsável pela atualização do CAR, se houver
Ambiental - SIGA. alteração na situação jurídica do imóvel até a análise pelo setor técnico
competente.
§1º Em sendo o imóvel rural de titularidade de pessoa física, para
cadastramento no SIGA, deverá apresentar os seguintes documentos e §3º Quando a aferição da propriedade ou posse rural depender da análise
informações: de documento diverso dos elencados na lei e decreto que regem a matéria,
este deverá ser inserido no CAR com a devida exposição dos motivos que
I - RG e do CPF; justifiquem a sua pertinência e relação com o imóvel cadastrado.
II - Comprovante de endereço atualizado, com data não superior a 90
(noventa) dias, contados da data de protocolo do CAR; §4º Havendo divergência acerca das bases de referência deverá ser
III - telefone celular e endereço de e-mail para recebimento de comunicados apresentado laudos técnicos que a contraponham, acompanhados da
e notificações. Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) ou documento equivalente
emitido pelo respectivo Conselho de Classe com a descrição da atividade
§2º Em havendo mais de um proprietário ou possuidor para o imóvel rural, específica.
todos deverão ser identificados e cadastrados no SIGA, sendo dispensada
a identificação dos respectivos cônjuges, independente do regime de bens. §5º Não será exigida a autenticação dos documentos apresentados,
ficando o proprietário/possuidor do imóvel responsável pela autenticidade
§3º Em sendo o imóvel rural de titularidade de pessoa jurídica, para e veracidade destes.
cadastramento no SIGA, deverá apresentar os seguintes documentos:
Art. 6º Quando for essencial a juntada de decisão judicial para inscrição no
I - Sociedade Limitada (LTDA): Certidão simplificada da Junta Comercial CAR, além da sua cópia, deverá ser juntada a certidão emitida pelo Juízo
ou Contrato Social com a última alteração, registrados na Junta Comercial; atestando a vigência e fase processual.
cartão do CNPJ e do comprovante de localização do estabelecimento; cópia
do RG e CPF do Administrador (aquele que está nomeado no contrato ou Parágrafo único. A certidão emitida pelo Juízo deverá ter expedição inferior
ato próprio de designação); a 90 (noventa) dias da data de inscrição da propriedade ou posse rural
no SIMCAR, ficando o interessado responsável por informar posterior
II - Sociedade Anônima (S/A): Estatuto Social e a última alteração, ata de provimento judicial que a modifique, impondo a alteração da situação do
eleição da atual Diretoria, ambos registrados no Cartório de Registro de CAR.
Pessoas Jurídicas na Junta Comercial; cartão do CNPJ e do comprovante
de localização do estabelecimento; RG e CPF do Diretor (ou aquele que Art. 7º A inscrição das glebas públicas, assentamentos rurais ou
estiver definido como administrador); parcelamentos do solo rural que contenham imóveis rurais pertencentes
à agricultura familiar no CAR deverá ser feita, preferencialmente, pelos
III - Fundação ou Associação: Estatuto Social e a última alteração, ata de órgãos fundiários competentes, sem prejuízo da inscrição dos imóveis
eleição da atual Diretoria, ambos registrados no Cartório de Registro de rurais, pelos beneficiários ou seus sucessores.
Pessoas Jurídicas; cartão do CNPJ e do comprovante de localização do
estabelecimento; RG e CPF do Diretor (ou aquele que estiver definido como Art. 8º Quando o imóvel rural incidir parcialmente em Unidade de
representante); Conservação, estadual ou federal, de categoria de proteção integral ou
uso sustentável de posse e domínio público, pendente de regularização
IV - Empresa individual: Registro de Empresa; cartão do CNPJ e do fundiária, deverão ser realizadas inscrições distintas no SIMCAR, da área
comprovante de localização do estabelecimento; RG e CPF do interessado. incidente sobre a UC, para fins de compensação ambiental, e daquela
localizada fora dos seus limites.
§4º Em sendo o imóvel rural de titularidade de Espólio, para cadastramento
no SIGA, deverá apresentar: §1º Para fins de cadastramento, nos casos em que não houver
desmembramento de matrícula, poderá ser utilizada a mesma matrícula
I - Certidão de óbito; em ambos os cadastros, devendo ser realizada a devida justificativa e
II - Inventário Judicial, extrajudicial ou arrolamento. explicação acerca do fracionamento.

§5º Será exigido RG, CPF e comprovante de endereço do Inventariante, §2º A inscrição da área inserida na unidade de conservação terá como
e petição inicial do inventário protocolada em Cartório, para o caso de finalidade a compensação ambiental nos termos da legislação vigente e
Inventário Extrajudicial ou arrolamento; e RG, CPF e comprovante de conterá informações acerca da vegetação nativa, hidrografia, área de
endereço do Inventariante, e o Termo de Compromisso do Inventariante preservação permanente e área de uso antropizado do solo.
para inventário Judicial ou arrolamento.
§3º A inscrição da área inserida na unidade de conservação conterá as
§6º Quando concluído o inventário deverão ser retificados os cadastros seguintes informações, além daquelas já previstas na norma:
ambientais rurais para alteração do proprietário/possuidor conforme

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I - a localização em face da unidade de conservação que estiver inserida;
Nº 28.526
Seção II
Página 38
II - a indicação de se tratar de área passível de regularização fundiária por Das Disposições Gerais de Análise
compensação em UC.
Art. 14 A análise técnica do CAR consiste na apreciação de todas as etapas
§4º A inscrição do imóvel rural incidente fora da área da unidade de do SIMCAR, dispostas em forma de abas no sistema, sendo elas: Objetivo,
conservação comporá quadro de áreas próprio, em conformidade com a Propriedade, Interessado, Responsável Técnico, Dominialidade, Resumo.
legislação e indicar o CAR da porção dentro da UC.
§1º No processo de análise do CAR, não se atestará a autenticidade,
§5º O disposto no presente artigo não se aplica aos imóveis que não veracidade e/ou legitimidade dos documentos apresentados, competindo
estejam pendentes de regularização fundiária. ao analista averiguar apenas a relação de pertinência dos documentos
anexados pelo proprietário/possuidor do imóvel, cabendo a este a
Art. 9º A inscrição da área inserida integralmente em unidade de conservação responsabilidade pela autenticidade, veracidade e legitimidade destes.
conterá as seguintes informações, além daquelas já previstas na norma:
§2º O CAR migrado da base de dados do SICAR, cujo projeto não tiver sido
I - a localização em face da unidade de conservação que estiver inserida;
retificado para atender à nova metodologia do SIMCAR, será suspenso nos
II - a indicação de se tratar de área passível de regularização fundiária por
moldes do art. 21, parágrafo único, do Decreto 1.031/2017.
compensação em UC.
§3º Quando houver inserção de novo CAR sobre área já cadastrada e
CAPÍTULO II
migrada da base de dados do SICAR, ainda não retificado para atender
DA DISTRIBUIÇÃO E ANÁLISE TÉCNICA DO CADASTRO AMBIENTAL
à nova metodologia do SIMCAR, um dos cadastros deverá ser cancelado,
RURAL
preferencialmente o mais recente, nos moldes do art. 18, III, “c”, do Decreto
1.031/2017.
Seção I
Da Distribuição no Sistema Mato-grossense de Cadastro Ambiental
§4º Quando se fizer necessário promover o cancelamento do CAR registrado
Rural (SIMCAR)
no SICAR ou SIMCAR, antes de 31 de dezembro de 2020, por problemas
de sistema, poderão ser concedidos os benefícios do Código Florestal,
Art. 10 A distribuição dos cadastros para análise e validação será
devendo ficar registrado no novo CAR a justificativa fundamentada.
automaticamente realizada pelo sistema aos analistas, considerando a
ordem cronológica, a ordem de prioridade e o nível de complexidade, nos §5º O CAR que não apresentar os documentos indispensáveis para a sua
termos dos arts. 19 e 20 do Decreto Estadual nº 1.031/2017. análise, de acordo com a Lei Complementar Estadual nº 592, de 26 de maio
de 2017, será indeferido, nos moldes do art. 18, §4º, do Decreto 1.031/2017.
Parágrafo único. A distribuição será realizada nos termos do caput,
considerando as filas de análise já existentes, a saber: baixo de 4 (quatro) §6º A retificação do CAR, mediante pedido de indeferimento pelo interessado,
Módulos Fiscais, de 4 (quatro) a 15 (quinze) Módulos Fiscais, acima de 15 para inserção de documentos, correção de dados e informações, antes
(quinze) Módulos Fiscais e outras que venham a ser criadas. do início da análise técnica pelo setor competente, poderá contar com
o aproveitamento da taxa paga, desde que devidamente requerida no
Art. 11 Na hipótese de atribuição manual de análise prioritária, a que se SIMCAR.
refere os §§ 1º, 2º e 3º, do art. 20, do Decreto Estadual nº 1.031/2017,
deverão ser adotados os seguintes procedimentos: Art. 15 A análise dos cadastros ambientais rurais inseridos no SIMCAR
observará o disposto nas legislações estadual e federal, bem como os
§1º Nas hipóteses do art. 20, §§1º e 2º, a solicitação será realizada por padrões de uniformização estabelecidos pela Secretaria de Estado de Meio
meio eletrônico SIGADOC às autoridades mencionadas nos referidos Ambiente - SEMA/MT.
parágrafos, mediante justificativa a ser anexada ao sistema SIMCAR pela
Superintendência de Regularização e Monitoramento Ambiental - SRMA, Art. 16 A SEMA poderá solicitar esclarecimentos e complementações, em
para instrução da distribuição manual. decorrência da conferência dos documentos e análise das informações
lançadas no SIMCAR.
§2º O Secretário Adjunto de Gestão Ambiental ao tomar conhecimento de
áreas embargadas ou desmatadas após 22/07/2008, sem autorização, § 1º O pedido de esclarecimento e complementação deverá ser encaminhado
determinará a priorização de análise dos respectivos cadastros, mediante de forma integral, salvo se as informações prestadas não permitirem a
a inserção da justificativa prevista no art. 20, § 3º, do Decreto 1.031/2017, conclusão de todas as etapas de análise do SIMCAR, hipótese em que
com o objetivo de promover a célere regularização dos passivos ambientais. poderá ser emitido novo ofício de pendência.

Art. 12 A distribuição do CAR torna o analista prevento para conclusão da § 2º Os itens aprovados no cadastro não serão modificados ou reanalisados,
análise, podendo ser realizada a redistribuição em caso de afastamento salvo se forem anexadas informações ou edição de polígonos já enviados,
que alterem as condições da aprovação anterior; ou se verificados erros na
por remoção, desligamento, mudança da fila de análise, licença, férias,
análise anterior, devidamente justificados.
impedimento ou suspeição, devendo ser registrada a devida justificativa e
comprovação.
§ 3º A resposta ao ofício de pendência deverá ser realizada de forma integral
no sistema SIMCAR, podendo o interessado realizar pedido justificado
Art. 13 Quando houver sobreposição entre imóveis rurais na base do
de prorrogação por igual período conforme art. 50 do Decreto Estadual
SIMCAR poderá ser realizada a análise conjunta dos cadastros, a ser
1.031/2017, uma única vez, englobando todas as pendências que exigirem
realizada pelo analista prevento, assim considerado o que primeiro iniciou a
maior prazo para cumprimento.
apreciação de um dos CAR’s nela envolvidos, excetuada a justaposição por
deslocamento de imagem. § 4º A SEMA poderá reiterar uma única vez o ofício de pendência,
requerendo esclarecimentos e complementações em decorrência dos
§1º A vinculação de todos os cadastros sobrepostos deverá ser solicitada novos dados apresentados para atendimento do ofício, devendo justificar
pelo analista prevento, à Coordenadoria de Cadastro Ambiental Rural técnica e fundamentadamente os motivos da reiteração.
(CCRAR), com base no art. 30, §1º, do Decreto nº 1.031/2017, para análise
conjunta. § 5º O cadastro será indeferido se não houver atendimento de todas as
pendências após a reiteração da pendência, de que trata o parágrafo
§2º Será promovida a distribuição manual, ao Analista prevento, dos CAR´s anterior.
envolvidos na sobreposição, ainda pendentes de distribuição e, nos casos
do cadastro já distribuídos a outro analista, será efetivada a redistribuição § 6º Quando a complementação vier acompanhada de laudos técnicos com
ao analista prevento mediante justificativa, visando exclusivamente análise ART emitidos, a reprovação deverá ser motivada tecnicamente.
da sobreposição.
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23 de Junho de 2023
CAPÍTULO III
Diário Oficial Nº 28.526 Página 39
Art. 20 As áreas de preservação permanente de reservatórios artificiais
DAS ÁREAS PROTEGIDAS DO IMÓVEL RURAL decorrentes de barramento, ou de represamento de cursos d’águas naturais,
deverão ser vetorizadas corretamente e definidas conforme licenciamento
Seção I ambiental.
Da Composição do Quadro de Áreas do Imóvel Rural
§ 1º As áreas de preservação permanente dos reservatórios artificiais
Art. 17 A planta a que se refere o art. 7º, IV, da LC nº 592/2017 deve decorrentes de barramento ou represamento, ainda não definidas no
externar a composição do quadro de áreas do imóvel rural na base de dados licenciamento ambiental, deverá observar as faixas estabelecidas no art.
geoespacial do SIMCAR, mediante a indicação das seguintes camadas: 34-A do Decreto 1031/2017.

I - ATP - área total da propriedade; § 2º Nos barramentos ou represamentos naturais ou artificiais, com
II - APP - área de preservação permanente; superfície até 1 (um) hectare, fica dispensada a reserva da faixa de
III - APPD - área de preservação permanente degradada;
proteção, conforme previsto no § 4º, do art. 4º, da Lei nº 12.651/2012.
IV - ARL - área de reserva legal;
V - ARLD - área de reserva legal degradada;
Art. 21 As atividades consideradas de utilidade pública, interesse social e
VI - AC - área consolidada;
baixo impacto, passíveis de licenciamento ambiental, quando exercidas em
VII - AUR - áreas de uso restrito;
Área de Preservação Permanente, devem apresentar a licença que autoriza
VIII - AUAS - área de uso antropizado do solo;
IX - AVN - área de vegetação nativa; o exercício da atividade nesse local.
X - AVR - área de vegetação em regeneração;
XI - AERLC - área de excedente de reserva legal para compensação. § 1º A apresentação de licença ambiental que autorize o exercício das
atividades mencionadas no caput, dispensa a assinatura de TCR para
§1º A vetorização das áreas acima identificadas deve observar as bases recuperação dessa área, aplicando-se para esses casos a exigências
de referências oficiais de hidrografia, de identificação de tipologia e de uso contidas no licenciamento ambiental.
consolidado, constantes do SIMCAR.
§ 2º Nos casos em que não for apresentada a licença ambiental deverá ser
§2º A composição do quadro de áreas deve ser detalhada pelo interessado, apresentado PRADA para recuperação da área.
mediante inserção no CAR de documento que explique a identificação das
áreas de preservação permanente, bem como a forma de cálculo, fixação Art. 22 As aberturas de pequenas vias de acesso interno, pontes e
do percentual e delimitação da área de reserva legal. pontilhões, quando necessárias a travessias de um curso d’agua;
implantação de corredor de acesso de pessoas e animais para obtenção
§3º A discordância ou divergência com qualquer das informações oficiais de água; construção e manutenção de aceiros; consideradas eventuais e
constantes da base de dados geoespacial do SIMCAR, implicará na de baixo impacto, conforme definido no art. 3º, inciso X, alínea a, da Lei nº
apresentação de laudo técnico, assinado por profissional devidamente 12.651/2012, não serão identificadas como passivo ambiental de área de
habilitado pelo respectivo Conselho de Classe. preservação permanente ou reserva legal.

§4º Considera-se AERLC - Área de Excedente de Reserva Legal para § 1º Para fins de aplicação da regra disposta no caput, considera-se de
Compensação:
baixo impacto:
I - aquela que superar o índice de Reserva Legal de 50% (cinquenta por
I - vias de acesso interno de no máximo 6 m (seis metros) de largura;
cento) de cobertura florestal, na propriedade que não suprimiu a vegetação
II - pontes e pontilhões de até 20 metros de comprimento e no máximo 6
nos percentuais previstos para Amazônia Legal, pela legislação em vigor à
época, consoante prevê o art. 68, §2º da Lei nº 12.651/2012; metros de largura;
III - a implantação de corredor de animais para obtenção de água de até 6
II - o excedente decorrente da soma da APP com reserva legal de que trata (seis) metros de largura, com distância mínima de 2 km em linha reta entre
o art. 15, §2º da Lei nº 12.651/2012; os corredores.

III - excedente de vegetação nativa que voluntariamente vier a ser definido § 2º Excetuam-se da regra disposta no caput as atividades que excederem
para fins de compensação. os parâmetros legais admitidos para as atividades mencionadas.

§ 5º Quando se tratar de AERLC constituída voluntariamente em área § 3º Não se aplica a regra do caput quando tratar-se de nascentes, conforme
passível de conversão da vegetação nativa para uso do solo, a alteração de art. 8º, §1º da Lei nº 12.651/2012.
sua destinação será realizada por meio de retificação do CAR.
Art. 23 Quando existir divergência entre a declaração e a análise da SEMA,
Art. 18 As áreas dos imóveis rurais inseridas integralmente no interior acerca da hidrografia, o proprietário/possuidor deverá retificar o CAR ou
de unidade de conservação de proteção integral não serão consideradas anexar laudo técnico, com Anotação de Responsabilidade Técnica (ART),
na composição do quadro de áreas, devendo ser vetorizadas apenas as nos termos do Termo de Referência Padrão (TRP).
camadas área total da propriedade - ATP, área de vegetação nativa - AVN,
hidrografia, área de preservação permanente e área de uso antropizado do § 1º A SEMA avaliará se o Laudo Técnico atendeu os requisitos exigidos
solo - AUAS. no TRP.

Seção II
§2º A hidrografia será vetorizada conforme o laudo técnico apresentado,
Das Áreas de Preservação Permanente - APP
quando constatado que foi atendido o Termo de Referência Padrão, ficando
o profissional responsável pela veracidade das informações técnicas
Art. 19 As áreas de preservação permanente do imóvel rural, deverão
apresentadas.
atender aos parâmetros da Lei Federal nº 12.651, de 25 de maio de 2012,
da Lei Complementar nº 592/2017 e outras normas específicas.
§3º Quando o laudo técnico não atender aos requisitos do TRP, a delimitação
§ 1º O cômputo da APP na Reserva Legal, quando preenchidos os requisitos da hidrografia e o quadro de áreas do imóvel rural deverão ser retificados
do art. 15 da Lei nº 12.651/2012, é facultativo, podendo o proprietário/ para se adequar às bases do SIMCAR e/ou as adequações solicitadas pela
possuidor optar por uma das modalidades de regularização da reserva equipe técnica da SEMA.
legal.
§4º Quando a hidrografia verificada nos limites do imóvel diferir daquela
§ 2º As faixas de recomposição, estabelecidas no art. 61-A da Lei Federal nº descrita no georreferenciamento, deverá o proprietário/possuidor rural
12.651/2012, não se aplicam aos imóveis desmembrados e/ou desmatados ajustar a vetorização das hidrografias identificadas na área por meio de
após 22 de julho de 2008. levantamentos de campo, bases de referências e/ou imagens de satélite de
acordo com a realidade do imóvel.
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23 de Junho de 2023
Seção III
Diário Oficial Nº 28.526 Página 40
legal entre 80% (oitenta por cento) até 50% (cinquenta por cento).
Das Áreas de Reserva Legal
Art. 31 Os proprietários ou possuidores de imóveis rurais, na Amazônia
Art. 24 A área de reserva legal a ser lançada na planta do SIMCAR, Legal, e seus herdeiros necessários que possuam índice de Reserva Legal
deverá atender aos parâmetros da Lei Federal n° 12.651/2012 e da Lei maior que 50% (cinquenta por cento) de cobertura florestal e não realizaram
Complementar nº 592/2017, devendo ser registrada no SIMCAR, e, a supressão da vegetação nos percentuais previstos pela legislação em
facultativamente, averbada à margem da matrícula do imóvel. vigor à época, poderão utilizar a área excedente de Reserva Legal também
para fins de constituição de servidão ambiental, Cota de Reserva Ambiental
Art. 25 A fixação do percentual de reserva legal com parâmetro em tipologia - CRA e outros instrumentos congêneres previstos nesta Lei.
diferente da indicada na base de referência do SIMCAR, deverá se fazer
acompanhar do Relatório Técnico de Identificação de Tipologia Vegetal ou §1º Os proprietários ou possuidores de imóveis rurais poderão provar essas
do Parecer Técnico de Vistoria de Tipologia Vegetal já emitido pela SEMA, situações por imagem de satélite e documentos tais como a descrição de
conforme preceitua o art. 39, do Decreto nº 1.031/2017. fatos históricos de ocupação da região, registros de comercialização, dados
agropecuários da atividade, contratos e documentos bancários relativos à
Art. 26 O interessado que registrar percentual de reserva legal com produção, e por todos os outros meios de prova em direito admitidos.
parâmetro em tipologia diferente da indicada na base de referência do
SIMCAR, deverá anexar: §2º As áreas de excedente de Reserva Legal decorrentes da ausência de
desmate nos percentuais previstos na legislação vigente há época, serão
I - Relatório Técnico de Identificação de Fitofisionomias, nos termos da vetorizadas como “área de excedente de reserva legal para compensação”.
legislação vigente; ou
§3º Os imóveis já cadastrados sem a identificação da AERLC poderão
II - Documentos emitidos pela SEMA, sob a égide da legislação anterior, promover essa correção enquanto estiver em análise, e para os casos de
que comprovem a definição dos percentuais de reserva legal, sendo eles: cadastros já validados poderá ser realizada a retificação.

a) Parecer Técnico de Vistoria de Tipologia Vegetal; e/ou Art. 32 Não deve ser identificada como área de reserva legal degradada, a
b) Parecer Técnico de aprovação da LAU - Licença Ambiental atividade eventual de construção e manutenção de aceiros.
Única; e/ou
c) Termo de Averbação de Reserva Legal. Parágrafo único. Quando o cadastrante for realizar o desenho da reserva
legal, deverá incluir o aceiro.
§ 1º Se houver supressão de vegetação nativa na área objeto do Relatório
Técnico de Identificação de Tipologia Vegetal, após a apresentação Art. 33 No que consiste a reserva legal os percentuais serão aplicados
ao órgão ambiental e antes da emissão do parecer técnico conclusivo; de acordo com a base de referência do RADAM Brasil ou outros estudos
a sua análise pelo setor técnico da SEMA restará prejudicada, devendo devidamente homologados e publicados como base oficial do Estado.
ser apresentado novo Relatório Técnico de Identificação de Tipologia ou
retificado o cadastro para fazer constar a tipologia indicada na base oficial Parágrafo único. Quando for apresentado no licenciamento ambiental
de referência (RADAMBRASIL). estudo detalhado de inventário florestal, que apresente fitofisionomia
divergente daquela contida nas bases de referência utilizadas para aprovar
§2º Para imóveis rurais com mais de uma tipologia vegetal identificada o CAR, o analista do licenciamento ambiental deverá solicitar ao interessado
no Relatório Técnico de Identificação de Tipologia Vegetal e aprovada no que promova a retificação do CAR; suspendendo o licenciamento até a
Parecer Técnico de Vistoria de Tipologia Vegetal, a fixação da área de conclusão desta.
reserva legal total considerará o percentual proporcional de cada uma das
tipologias. Subseção I
Da Análise da Área de Reserva Legal em Imóveis Rurais
§3º Nos imóveis rurais com mais de uma tipologia vegetal a reserva legal Desmembrados
poderá ser localizada independente da tipologia vegetal, desde que, atenda
os critérios do art. 14 da Lei nº 12.651/2012. Art. 34 Quando o imóvel for desmembrado após a edição do Código
Florestal, Lei nº 12.651 de 25/05/2012, será exigida a matrícula anterior ao
Art. 27 A instituição de reserva legal em condomínio entre imóveis rurais desmembramento, para efeito de fixação dos percentuais e localização da
deverá se fazer acompanhar do instrumento a que se refere o art. 41, §2º, reserva legal exigida no art. 12, da mencionada Lei.
do Decreto nº 1.031/2017, após a aprovação da SEMA/MT.
Parágrafo único. Fica dispensada a apresentação de matrículas de imóveis
Art. 28 A reserva legal instituída voluntariamente em percentual superior ao desmembrados anteriormente a edição do Código Florestal, Lei nº 12.651
estabelecido no art. 12 da Lei nº 12.651/2012, poderá ser retificada para o de 25/05/2012, excetuados os casos previstos nos arts. 61-A, 61-B e 67 da
mínimo legal. mencionada Lei, caso em que deverão ser apresentadas matrículas que
retratem o desmembramento anterior a 22 de julho de 2008.
Parágrafo único. A retificação não será admitida nos casos em que a área
estiver sendo utilizada para fins de compensação ambiental em qualquer Art. 35 Nos casos em que os imóveis rurais possuíam, anteriormente ao
de suas modalidades. desmembramento, Área de Vegetação Nativa - AVN em 100% da sua área,
deverão ser adotados os seguintes critérios de análise:
Art. 29 A redução da reserva legal para até 50% (cinquenta por cento),
para fins de recomposição de passivo, a que se refere o art. 45, caput, do I- Quando os imóveis rurais, originados do desmembramento, possuírem
Decreto nº 1.031/2017, aplica-se aos imóveis que, em 25 de maio de 2012, titularidade ou posse diferentes, a análise ocorrerá individualmente
apresentarem percentual inferior ao estabelecido no inciso I, do artigo 12 da para a aplicação do art. 12º da Lei Federal nº 12.651 de 25 de maio de
Lei nº 12.651/2012. 2012, independentemente se ocorreram ou não alterações na vegetação
após o desmembramento, hipótese em que a recuperação de APPs e/ou
Art. 30 A redução da reserva legal para 50% (cinquenta por cento), para fins recomposição da ARL serão tratadas de forma individual para cada Imóvel
de recomposição de passivo, será aplicada aos Municípios do art.45, § 1°, desmembrado;
do Decreto 1.031/2017.
II- Quando os imóveis rurais, originados do desmembramento, possuírem
§1º Para fins de obtenção da redução para 50%, o déficit de reserva legal a mesma titularidade ou posse, a análise poderá ocorrer individualmente
deverá ser recomposto ou regenerado no próprio imóvel. ou de forma conjunta para a aplicação do art. 12º da Lei Federal nº 12.651
de 25 de maio de 2012, se na ocasião da análise do CAR as áreas ainda
§2º Na hipótese de o proprietário/possuidor optar por compensação, quando possuírem AVN em 100% da área;
cabível, deverá compensar até o limite de no mínimo 80% de reserva legal.
III- Quando os imóveis rurais, originados do desmembramento, possuírem a
§3º Permanecerão com o percentual em que se encontram, os imóveis mesma titularidade ou posse, a análise ocorrerá obrigatoriamente de forma
rurais que apresentarem, até 25 de maio de 2012, percentual de reserva conjunta entre todos os imóveis para a aplicação do art. 12º da Lei Federal

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nº 12. 651 de 25 de maio de 2012, caso ocorreram alterações na vegetação abertura.
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em percentual superior ao permitido pela legislação.
§ 4º Caso apenas parte dos imóveis, originados do desmembramento,
Parágrafo Único. Independentemente se todos ou apenas parte dos estiverem cadastrados no SIMCAR e, hipoteticamente, existirem áreas
imóveis, originados do desmembramento, estiverem cadastrados no passíveis de abertura em análise individual, independentemente se
SIMCAR, as análises ocorrerão sem prejuízo para os imóveis cadastrados possuam ou não a mesma titularidade ou posse; não havendo a constituição
atendendo os critérios anteriores. de ARL em condomínio, a localização da ARL será mantida conforme sua
localização original antes do desmembramento, mesmo sem a devida
Art. 36 Nos casos em que os imóveis rurais possuíam, anteriormente ao constituição de ARL em condomínio, sendo a análise realizada de forma
desmembramento, 100% da sua área desmatada, a análise dos imóveis individual aplicando o art. 12º da Lei Federal nº 12.651 de 25 de maio de
originados do desmembramento ocorrerá preferencialmente de forma 2012.
conjunta, independentemente se possuam ou não a mesma titularidade ou
posse. § 5º Nas hipóteses desse artigo, a análise individual poderá definir a
área passível de exploração, observada a proporcionalidade do imóvel
Parágrafo único. Independentemente se todos ou apenas parte dos desmembrado em face da reserva legal exigida.
imóveis rurais originados do desmembramento estiverem cadastrados no
SIMCAR, as análises ocorrerão sem prejuízos para os imóveis cadastrados, §6º Quando o imóvel rural originado do desmembramento não possuir
hipótese em que a recuperação de APPs e o estabelecimento, localização, percentual proporcional de área passível para abertura em seus limites,
compensação ou recomposição da ARL serão tratadas de forma individual o excedente será distribuído equitativamente para as demais áreas
para cada Imóvel. desmembradas.
Art.39 Nos casos em que os imóveis rurais possuíam, anteriormente ao
Art. 37 Nos casos em que os imóveis rurais possuíam, anteriormente ao desmembramento, déficit de ARL, a análise dos imóveis, originados do
desmembramento, o percentual de ARL exigido à época, sem excedente desmembramento, ocorrerá preferencialmente de forma conjunta in-
de AVN, a análise dos imóveis originados do desmembramento ocorrerá dependentemente se possuam ou não a mesma titularidade ou posse.
preferencialmente de forma conjunta, independentemente se possuam ou
não a mesma titularidade ou posse. §1º São vedadas novas supressões para todos os Imóveis originados do
desmembramento de área que possuía o déficit de percentual de ARL
§1º São vedadas novas supressões para todos os Imóveis originados do exigido à época.
desmembramento de área que possuía o percentual de ARL exigido à
época, sem excedente de AVN. § 2º Caso qualquer imóvel rural, originado do desmembramento, possua
alteração na vegetação de forma ilegal posterior ao desmembramento, a
§ 2º A ARL deve ser constituída preferencialmente em condomínio, entre recuperação de APPs e/ou a recomposição da ARL serão tratadas de forma
todos os imóveis rurais originados do desmembramento, para fins de sua individual para cada Imóvel desmembrado.
localização antes do desmembramento.
§3º Caso apenas parte dos imóveis rurais, originados do desmembramento,
§ 3º Não havendo a constituição de ARL em condomínio, a localização da ARL estiverem cadastrados no SIMCAR e/ou, hipoteticamente, existir áreas
será mantida conforme sua localização original antes do desmembramento, passíveis de abertura em análise individual, independentemente se
mesmo sem a devida constituição de ARL em condomínio. possuam ou não a mesma titularidade ou posse, deverá, preferencialmente,
ser constituída ARL em condomínio entre todos os imóveis originados do
§ 4º Caso qualquer imóvel rural, originado do desmembramento, possua desmembramento, em virtude da fragmentação da ARL original, com o fim
alteração na vegetação de forma ilegal posterior ao desmembramento, a de estabelecer a localização da ARL existente antes do desmembramento.
responsabilização da recuperação de APPs e/ou a recomposição da ARL
serão tratadas de formas individuais para cada imóvel rural desmembrado, §4º Não havendo a constituição de ARL em condomínio, a localização da ARL
de acordo com a ARL original antes do desmembramento. será mantida conforme sua localização original antes do desmembramento,
mesmo sem a devida constituição de ARL em condomínio, sendo a análise
§ 5º Quando apenas parte dos imóveis rurais, originados do realizada de forma individual.
desmembramento, estiverem cadastrados no SIMCAR e/ou,
hipoteticamente, existir áreas passíveis de abertura em análise individual, § 5º Considerando o déficit de ARL antes do desmembramento, o déficit
independentemente se possuam ou não a mesma titularidade ou posse, individual para cada imóvel rural, originado do desmembramento, atenderá o
são vedadas novas supressões, evitando assim que áreas não passíveis critério de proporcionalidade da sua respectiva área, sendo a compensação
de abertura sejam alteradas. e/ou recomposição da ARL tratadas de forma individual concomitantemente
com a recuperação de APPs.
Art. 38 Nos casos em que os imóveis rurais possuíam, anteriormente
ao desmembramento, área passível de abertura, a análise dos imóveis Seção IV
originados do desmembramento ocorrerá preferencialmente de forma Das Áreas de Uso Restrito
conjunta, independentemente se possuam ou não a mesma titularidade ou
posse. Art. 40 As áreas de pantanais, planícies pantaneiras e declividade com
inclinação entre 25° e 45°, consideradas de uso restrito no imóvel rural,
§ 1º Caso qualquer imóvel rural, originado do desmembramento, possua devem estar identificadas e convergir com a base de referência constante
alteração na vegetação de forma ilegal posterior ao desmembramento, a do SIMCAR.
recuperação de APPs e/ou a recomposição da ARL serão tratadas de forma
individual para cada imóvel desmembrado, de acordo com a ARL original §1º A análise acerca das atividades de exploração ecologicamente
antes do desmembramento. sustentável exercidas nas áreas de uso restrito identificadas no CAR, será
realizada pelo setor de licenciamento ambiental, a quem compete definir
§ 2º Caso todos os imóveis rurais, originados do desmembramento, se há áreas a serem recuperadas, para posterior informação no CAR, não
possuam áreas passíveis de abertura, independentemente de possuírem ou impedindo sua validação.
não a mesma titularidade ou posse, a análise ocorrerá de forma individual
considerando a aplicação do art. 12º da Lei Federal nº 12.651 de 25 de §2º Se a análise do CAR verificar o exercício de atividade em área de
maio de 2012. uso restrito, decorrente de atividade passível de licenciamento ambiental,
deverá ser encaminhada comunicação interna à Superintendência de
§ 3º Caso apenas parte dos imóveis rurais, originados do desmembramento, Licenciamento, para averiguação da regularidade do exercício da atividade
tenham áreas passíveis de abertura, independentemente de possuírem ou adoção das medidas de notificação e/ou autuação, sem prejuízo da
ou não a mesma titularidade ou posse, deverá, preferencialmente, ser finalização da análise do CAR.
constituída ARL em condomínio entre todos os imóveis originados do
desmembramento, em virtude da fragmentação da ARL original, com o intuito Art. 41 As demais áreas úmidas serão identificadas no CAR com essa
de estabelecer a localização da ARL existente antes do desmembramento característica para fins de monitoramento e controle das atividades a serem
e consequentemente a devida localização das áreas de fato passíveis de licenciadas.

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CAPITULO IV
Diário Oficial máximo 90 (noventa) dias.
Nº 28.526 Página 42
DAS ÁREAS CONSOLIDADAS
§ 3º As provas apresentadas serão analisadas conjuntamente, e valoradas
Art. 42 Para o cadastro ambiental rural será considerada consolidada, a consoante a sua capacidade de demonstrar a consolidação da área objeto
área do imóvel rural que demonstre ocupação antrópica preexistente a 22 de de análise.
Art. 45 A SEMA irá publicar Termos de Referência Padrão para orientar a
julho de 2008, com edificações, benfeitorias ou atividades agrossilvipastoris,
elaboração dos Laudos Técnicos de que trata esse capítulo, no prazo de 15
admitida, neste último caso, a adoção do regime de pousio de 5 (cinco) dias a contar da publicação do presente normativo.
anos. Parágrafo único. A análise do CAR e de Laudos Técnicos de áreas
consolidadas será realizada com base em Procedimento Operacional
§ 1º Não configura o uso consolidado da área, a ocorrência de queimada ou Padrão da SEMA.
exploração florestal eventual, conforme classificação utilizada pelo Instituto
Nacional de Pesquisas Espaciais - INPE, sem a existência de edificações,
Seção I
benfeitorias ou exercício de atividade agrossilvipastoril, existentes até 22
de julho de 2008. Das Sobreposições
§ 2º O manejo de vegetação campestre por pastoreio extensivo do gado
nas pastagens nativas, não configura o uso consolidado da área, salvo nos Art. 46 Antes da inscrição do imóvel rural na base de dados do SIMCAR, o
locais onde existia edificações, benfeitorias, antropização da vegetação interessado deverá observar a ocorrência de justaposição por deslocamento
nativa com substituição por gramínea exótica e/ou exercício de outras de imagens ou sobreposição com outros perímetros de imóveis rurais já
atividades agrossilvipastoris. cadastrados.
§ 3º Os canais de drenagem não se consolidam, sendo obrigatória a sua
regularização, nos termos da legislação vigente. §1º Deve-se evitar, se possível, o lançamento na base de dados do
§ 4º A supressão a corte raso de vegetação é considerada benfeitoria, para SIMCAR de planta em justaposição e/ou sobreposição com outro perímetro
fins de verificação da área consolidada, desde que possua essa condição
de imóvel rural já cadastrado.
em 22 de julho de 2008, excluídas as áreas que, na referida data, estejam
em processo de regeneração há mais de 5 (cinco) anos, nos termos do
Decreto nº 1.031/2017, art. 2º, inciso XIII. §2º Para dirimir eventuais deslocamentos de imagem, antes da inscrição
§ 5º A supressão da vegetação em área regenerada sem a autorização do do imóvel rural na base do SIMCAR, deve-se consultar as imagens do
órgão ambiental, ensejará na cobrança de reposição florestal e lavratura de satélite SPOT 5, com resolução espacial de 2,5m, com cenas de 2007 a
auto de infração, observada a prescrição, neste último caso. 2009, disponibilizado pela SEPLAG em http://imagens.seplan.mt.gov.br/
§ 6º A área com exercício da atividade agrossilvipastoril implantada até 22 arcgis/rest/services, como também utilizar SIGEF e Acervo INCRA, com os
de julho de 2003, que se encontre em regime de pousio no marco temporal imóveis georreferenciados.
do Código Florestal, será considerada como consolidada.
§ 7º A eventual limpeza de área realizada no período superior ao pousio Art. 47 Quando da inscrição do imóvel rural na base do SIMCAR, poderão
de 5 (cinco) anos e inferior a 10 (dez) anos, sem a autorização do órgão
ser constadas as seguintes sobreposições:
ambiental, ensejará na lavratura de auto de infração, observada a prescrição.
§ 8º A área definida como consolidada, nos termos do que estabelece o
Código Florestal, não perde essa condição, salvo se voluntariamente I - entre imóveis rurais;
requerida pelo proprietário/possuidor sua recategorização. II - de imóveis rurais com assentamentos de reforma agrária;
§9º Eventual regeneração da área consolidada sujeita o proprietário/ III - de imóveis rurais com terras indígenas interditadas ou declaradas;
possuidor a obtenção de autorização de supressão de vegetação, conforme IV - de imóveis rurais com unidades de conservação.
parâmetros contidos na legislação vigente, e cumprimento da reposição
florestal obrigatória. § 1º Não será considerada sobreposição a que se refere os incisos I e II
§ 10º A emissão de autorização para nova supressão de vegetação em área quando a justaposição não ultrapassar 0,5% (meio por cento) da extensão
consolidada, depende de regularização ambiental do imóvel, com validação do menor imóvel rural sobreposto, e desde que esse percentual não
do CAR e efetiva regularização da reserva legal.
ultrapasse 0,25 hectares.
§ 11º O descumprimento do termo de compromisso ensejará a suspensão do
CAR e da autorização eventualmente emitida, e demais sanções cabíveis. § 2º A sobreposição referida no inciso III deste artigo será causa impeditiva
de validação das informações declaradas no CAR, exceto se decorrente
Art. 43 A vetorização de área consolidada em desacordo com a base de de decisão judicial ou de georreferenciamento certificado e averbado à
referência de uso consolidado do SIMCAR, deverá vir acompanhada de margem da matrícula imobiliária, após o ato de declaração da TI.
Laudo Técnico contendo interpretação das imagens de satélites, inclusive
com utilização de ferramentas de apoio, a exemplo do SATVeg (https://www. § 3º A sobreposição referida no inciso IV, quando se tratar de unidade de
satveg.cnptia.embrapa.br/satveg/login.html), bem como outras informações conservação de proteção integral e de uso sustentável de domínio público,
relevantes para análise e, se for o caso, adequação da base. será admitida exclusivamente para fins de compensação de reserva legal,
podendo também ser permitida a exploração econômica por força de
§ 1º O Laudo deverá atender o termo referência padrão e as normas contidas
na presente instrução normativa, apresentando dinâmica de desmatamento decisão judicial, enquanto pendente de regularização fundiária.
e ocupação da área, e eventuais documentos que possuam relação direta
com o uso da área questionada. Art. 48 Em ocorrendo a justaposição e/ou sobreposição do imóvel a ser
cadastrado com outro já lançado na base de dados do SIMCAR, o CAR
§ 2º Quando o analista do CAR aprovar a vetorização de área consolidada deverá ser instruído com os seguintes documentos:
apresentada pelo Responsável técnico/Interessado, em divergência com a
base homologada, deverá encaminhar Comunicação Interna a CGMA para I - decisão judicial, liminar ou de mérito;
atualização da Base de referência, antes de finalização da análise. II - matrícula do imóvel rural, com memorial descritivo georreferenciado
certificado pelo INCRA e averbado nas margens da matrícula;
Art. 44 Os proprietários ou possuidores de imóveis rurais poderão provar
III - matrícula do imóvel rural e memorial descritivo georreferenciado,
a consolidação da área por todos os outros meios de prova em direito
admitidos; com uso de imagens de satélite e outras ferramentas de apoio, devidamente certificado pelo INCRA;
bem como por documentos, tais como a descrição de fatos históricos de IV - matrícula do imóvel;
ocupação antrópica, registros de comercialização, dados agrossilvipastoris V - declaração pública consensual de divisa.
da atividade, contratos e documentos relativos à produção ou atividade
antrópica realizada na área objeto de divergência, perícias e outras provas §1º A decisão judicial, a que se refere o inciso I, deve ser anexada ao CAR,
produzidas em juízo. juntamente com a certidão emitida pelo Juízo atestando a vigência e fase
processual.
§ 1º Serão considerados documentos aptos a demonstrar a consolidação §2º A certidão emitida pelo Juízo deverá ter expedição inferior a 90 (noventa)
da área em análise, os atos administrativos emitidos de forma válida pela dias da data de inscrição do imóvel rural no SIMCAR, ficando o interessado
Secretaria de Estado de Meio Ambiente ou outros órgãos ambientais,
responsável por informar ulterior provimento judicial que a modifique.
seguindo os procedimentos da época, quando tenham reconhecido área
de supressão, autorizado a exploração da área ou a abertura de vegetação.
Art. 49 Constatada a sobreposição entre propriedades/posses rurais, será
§2º Será admitida a utilização de prova pericial produzida judicialmente, realizada notificação de todos os envolvidos na sobreposição; provendo
desde que tenha sido emitida decisão judicial terminativa acolhendo a a sequência na análise do cadastro que apresentar a documentação com
perícia, acompanhada de certidão de objeto e pé, com validade de no maior relevância nos termos do artigo 22 da Lei Complementar nº 592/2017.

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23 de Junho de 2023 Diário Oficial
§1º A sobreposição entre um ‘CAR em análise’ e um ‘CAR validado’, na base
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de dados geoespaciais do órgão ambiental, deverá observar os seguintes Seção II
procedimentos: Da Revisão dos Termos de Ajustamento de Conduta Firmados

I - Se a sobreposição for total entre o ‘CAR em análise’ e o ‘CAR validado’, Art. 55 O termo de ajustamento de conduta de recuperação de áreas
e a documentação apresentada no ‘CAR em análise’ não superar degradadas ou de compensação do déficit de reserva legal (TAC/TCC),
hierarquicamente os documentos apresentados no ‘CAR validado’, o ‘CAR firmado sob a égide da revogada Lei nº 4.771/1965, poderá ser readequado
em análise’ será cancelado. aos atuais parâmetros da Lei nº 12.651/2012, desde que o signatário ou seu
sucessor facultativamente requeira a revisão.
II - Se a sobreposição for parcial entre o ‘CAR em análise’ e o ‘CAR
validado’, e a documentação apresentada no ‘CAR em análise’ não superar § 1º A inscrição no SIMCAR e adesão voluntária ao Programa de
hierarquicamente os documentos apresentados no ‘CAR validado’, será Regularização Ambiental, representa solicitação de revisão e/ou aditamento
emitida notificação ao proprietário/possuidor do ‘CAR em análise’ para do termo anteriormente firmado, aos parâmetros da Lei nº 12.651/2012.
proceder a devida retificação;
§ 2º Na ausência de pedido de revisão mediante a inscrição no SIMCAR e
III - Se, nas hipóteses dos incisos anteriores, a documentação apresentada adesão voluntária ao Programa de Regularização Ambiental, o TAC/TCC,
no ‘CAR em análise’ superar hierarquicamente os documentos apresentados firmado nos moldes da Lei nº 4.771/1965, será exigido nos termos em que
no ‘CAR validado’, será emitida notificação ao proprietário/possuidor do foi firmado.
‘CAR validado’ para se manifestar no prazo de 15 (quinze dias) sob pena de
suspensão e, sendo o caso, posterior cancelamento. § 3º Nos casos de alienação do imóvel, o atual proprietário/possuidor é
considerado sucessor das obrigações do TAC/TCC, por conseguinte, a
Seção II inscrição no SIMCAR e adesão ao PRA realizada pelo novo proprietário/
Da Notificação para Apresentar o Licenciamento possuidor atende o disposto no presente artigo.

Art. 50 Quando constatada a implantação de barramento artificial sem o Art. 56 Os TAC’s ou TCC’s anteriores à Lei nº 12.651/2012, que estejam
devido licenciamento ambiental, será definida a APP conforme critérios vencidos e descumpridos, serão cobrados/executados judicialmente nos
contidos no art. 34-A do Decreto 1.031/2017 e encaminhada comunicação termos em que foram assinados, salvo se o signatário inscrever-se no CAR
interna à Secretária Adjunta de Licenciamento Ambiental e Recursos e aderir ao PRA, no sistema SIMCAR.
Hídricos para adoção das medidas de regularização e fiscalização, sem
prejuízo da finalização da análise e validação do CAR. Art. 57 A assinatura de novo TAC/TCC em substituição ao TAC/TCC anterior
extingue a obrigação consignado no TAC/TCC antigo.
Art. 51 Se na análise do CAR for identificada degradação ambiental
causada pelo exercício de atividade passível de licenciamento ambiental § 1º A substituição e extinção da obrigação principal do TAC/TCC anterior
sem a competente licença, deverá ser encaminhada comunicação interna à acarreta a extinção das obrigações acessórias de pagar juros moratórios e
Superintendência de Fiscalização, para adoção das medidas de notificação cláusula penal.
e/ou autuação, sem prejuízo da finalização da análise e validação do CAR.
§ 2º A assinatura do novo TAC/TCC em substituição ao anterior não
Parágrafo único. Quando o setor de licenciamento ambiental identificar prejudica as multas por descumprimento do TAC anterior, previstas no art.
alteração ou implantação de medida de conservação que altere as áreas do 48 e art. 83 do Decreto nº 6.514/2008.
CAR validado deve promover informação ao CAR.
§ 3º Após a assinatura do novo TAC/TCC, suspende-se, na esfera
CAPÍTULO V
administrativa, as multas aplicadas por supressão irregular de vegetação
DOS TERMOS DE COMPROMISSO DE REGULARIZAÇÃO AMBIENTAL
em áreas de preservação permanente, de reserva legal e de uso restrito
que foram cometidas antes de 22/07/2008.
Art. 52 As obrigações de fazer do Termo de Ajustamento de Conduta - TAC
e Termo de Compromisso de Compensação - TCC, relativas à regeneração,
§ 4º A extinção da obrigação mediante assinatura de novo TAC/TCC ocorre
à recomposição e à compensação são imprescritíveis.
desde que alcance a regularização de todo passivo existente no imóvel no
momento da assinatura.
Parágrafo único. Independentemente de quando houve o vencimento do
TAC/TCC, o instrumento de ajuste não prescreve em relação às obrigações
Seção III
de fazer. Da Quitação e Execução dos Termos de Ajustamento de Conduta

Seção I Art. 58 Os termos de compensação e/ou desoneração das obrigações


Dos Termos de Compromisso de Compensação e Ajustamento de de recompor a reserva legal serão considerados cumpridos após a
Conduta Firmados sob a égide da legislação anterior transferência definitiva do domínio da área ofertada em compensação.

Art. 53 Em havendo Termo de Compromisso de Regularização Ambiental § 1º O compromissado deve apresentar certidão de inteiro teor da matrícula
para o imóvel rural a ser inscrito no SIMCAR, firmado sob a égide da do imóvel com o registro da doação ao Estado da área ofertada em
legislação anterior, deverá ser solicitado documento que ateste a conclusão compensação.
ou extinção do compromisso firmado, para registro no CAR.
§ 2º Formalizada a doação nos termos do § 1º, será publicada a quitação
da obrigação no DOE.
§1º Constatada a quitação do Termo de Compromisso ou a inexistência
de passivos ambientais em conformidade com a legislação vigente, será Art. 59 A regeneração e recuperação de área será atestada por relatório
registrada a situação no parecer final, para efeito de validação do CAR sem técnico que demonstre o cumprimento da obrigação.
pendência de regularização.
Parágrafo único. Comprovada a regeneração e/ou recuperação da área
§2º Na ausência do termo de quitação, o parecer deverá indicar a objeto do termo de compromisso, será publicada no DOE a certidão de
necessidade de ser apresentado relatório de monitoramento ou indicação cumprimento.
de protocolo já realizado, para análise e deliberação sobre a extinção do
instrumento firmado. Art. 60 Identificado o inadimplemento de TAC/TCC, deverá ser elaborado
documento que ateste concretamente o objeto do descumprimento,
§3º Existindo passivo ambiental a ser regularizado, deverão constar no confirmados por vistoria ou por imagens de satélite, quando tratar-se de
parecer as obrigações que serão objeto de novo termo de compromisso. recuperação de área.

Art. 54 As propriedades rurais que, na data de 22/07/2008, detinham área Parágrafo único. O Interessado poderá solicitar vistoria técnica para
de até 04 módulos fiscais, estão isentas da cobrança do TAC/TCC por constatação da recuperação da área, efetuando o pagamento da respectiva
déficits de reserva legal existentes até 22/07/2008. taxa.

GOVERNO DO ESTADO DE MATO GROSSO Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão - SEPLAG - Imprensa Oficial - IOMAT
23 de Junho de 2023 Diário Oficial
Art. 61 As penalidades por descumprimento do TAC/TCC estão sujeitas à
Nº 28.526
CAPÍTULO VII
Página 44
prescrição quinquenal da pretensão punitiva e à prescrição quinquenal da JUNTA REVISORA
pretensão da executória.
Art. 67 Será constituída Junta Revisora com objetivo de dirimir dúvidas e
§ 1º O reconhecimento da prescrição pode ocorrer de ofício no âmbito conflitos derivados da regularização ambiental dos imóveis rurais do Estado
administrativo.
de Mato Grosso, bem como estabelecer padrões interpretativos de análise
técnica.
§ 2º As infrações do art. 48 e do art. 83 do Decreto nº 6.514/2008 são de
caráter permanente.
Parágrafo único. Somente será objeto de análise as situações que não
§ 3° A cobrança dos valores da cláusula penal e da multa de mora sujeita-se estejam abarcadas pela legislação ou gerem posicionamentos técnicos
à prescrição quinquenal do Decreto nº 20.910/1932. distintos acerca do mesmo objeto.

Art. 62 A multa do art. 48 do Decreto nº 6.514/2008 deve ser computada Art. 68 A Junta Revisora será composta por 6 (seis) analistas de meio
sobre a área que persiste degradada e que ainda seja considerada APP ou ambiente nomeados por portaria, e presidido pelo Secretário Adjunto da
reserva legal pela Lei nº 12.651/2012. área.

Art. 63 Antes do envio do TAC/TCC inadimplido para execução judicial, o


§1º A reunião da junta será solicitada pelo coordenador do CAR e convocada
órgão deverá compelir o signatário a cumprir o termo mediante a execução
das seguintes medidas: pelo presidente.

I - Deverá notificar o proprietário ou possuidor rural para regularizar a §2º A convocação será acompanhada de relatório que identifique o tema,
situação ambiental de seu imóvel, no prazo de até 90 (noventa) dias; seus fundamentos técnicos e jurídicos e o objeto a ser analisado pela junta
revisora.
II - Suspensão do CAR com base no Art. 26, § 2° da Lei n. 592/2017;
§3º A junta revisora se reunirá em até 5 dias após o envio da convocação,
III - Suspensão das licenças e autorizações cujo o CAR ativo seja podendo ser por meio presencial ou por vídeo conferência.
pressuposto, conforme art. 27, da Lei n. 592/2017;
Art. 69 Poderão ser convidados técnicos de outros setores da SEMA ou
IV - Aplicação de multas e embargo/interdição de obras/atividades na área
do TAC/TCC. de outros órgãos que possuam conhecimento do assunto específico para
contribuições.
Parágrafo único. Se o prazo de cumprimento do TAC/TCC transcorreu
quando o imóvel estava sob domínio do antigo proprietário, o atual Art. 70 A decisão da junta pode dirimir situações específica bem como
proprietário não deve ser penalizado. elaborar parecer técnico ou nota técnica para aplicação nas análises.

Art. 64 O envio para promoção da execução judicial do TAC/TCC demanda Art. 71 As decisões serão emitidas por maioria dos integrantes da Junta
que o procedimento esteja instruído com os seguintes documentos: Revisora, exercendo o presidente o voto de minerva em caso de empate.

I - Notificação do compromissado e/ou do seu representante legal para


Art. 72 As notas técnicas deverão ser disponibilizadas aos usuários
caracterizar a mora;
II - Parecer técnico com a extensão da área que atualmente persiste externos.
degradada;
III - Certidão de que não há documento referente ao processo aguardando Art. 73 Após a deliberação pelos membros, a controvérsia será dirimida
análise. por meio de orientação constante em ata, a qual será encaminhada aos
analistas, para adoção do entendimento em casos análogos.
§ 1º Enquanto o processo de regularização ambiental estiver em curso e
sem qualquer notificação pendente de cumprimento, a reparação do dano CAPÍTULO VIII
ambiental está sendo buscada, logo não subsiste interesse em propor ação DAS DISPOSIÇÕES FINAIS
de cobrança da obrigação do TAC/TCC.
Art. 74 No processo de análise do CAR, os analistas estão vinculados
§ 2º Os casos em que a regeneração natural estiver em estágio avançado e
a recomposição da área não demandar interferência antrópica, a execução aos posicionamentos jurídicos-normativos do órgão, bem como os
do TAC/TCC pode ser dispensada, em relação a essas obrigações. pareceres, manifestações e orientações jurídico normativas expedidas pela
Procuradoria-Geral do Estado, sendo vedada a aplicação de entendimento
§ 3º O setor técnico deverá verificar se as alterações nos limites de APP’s diverso ou que amplie de forma não fundamentada sua interpretação.
ou no cômputo das APP’s em reserva legal, segundo a Lei nº 12.651/2012,
zeraram o passivo ambiental. Art. 75 O imóvel rural que tiver toda sua área ocupada exclusivamente por
empreendimento de abastecimento público e geração de energia elétrica,
CAPÍTULO VI fica dispensado de obtenção do CAR, ficando a definição da área de
DA RETIFICAÇÃO DO CAR
preservação permanente a cargo do licenciamento ambiental, consoante
previsão dos arts. 3º, 5º, 8º e 12, §§ 6º e 7º, da Lei nº 12.651/2012.
Art. 65 A retificação do CAR, a pedido do interessado, para inserção de
documentos, correção de dados e informações, antes do início da análise
técnica pelo setor competente, poderá contar com o aproveitamento da taxa Art. 76 Fica revogada a Instrução Normativa nº 03, de 25 de março de
paga, desde que devidamente requerida no SIMCAR. 2022.

§1º Caso a taxa não se reporte ao imóvel rural em análise, deverá ser Art. 77 Esta Instrução Normativa entra em vigor na data de sua publicação.
recolhida nova taxa.
Registre-se, publique-se e cumpra-se.
§2º Poderá ser reaproveitada, por uma única vez, a taxa referente ao
processo de licenciamento ambiental único arquivado, desde que não tenha Cuiabá/MT, 21 de junho de 2023.
ocorrido a análise pelo órgão ambiental à época.
MAUREN LAZZARETTI
Art. 66 A retificação de cadastro ambiental rural já validado, somente será
Secretária de Estado de Meio Ambiente
permitida mediante a apresentação dos motivos para tal requerimento.
<END:1468594:44>
SEMA/MT
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