UNIVERSIDADE FEDERAL DE RONDÔNIA
CAMPUS DE PRESIDENTE MÉDICI
CURSO DE ZOOTECNIA
HELOISE GUEDES GAMBARINI
APROVEITAMENTO DE RESIDUOS E FABRICAÇÃO DE FARINHA A PARTIR DE
VICERAS DE RÃ-TOURO
Presidente Médici/RO
2023
HELOISE GUEDES GAMBARINI
APROVEITAMENTO DE RESIDUOS E FABRICAÇÃO DE FARINHA A PARTIR DE
VICERAS DE RÃ-TOURO
Projeto apresentado a disciplina de Metodologia
Científica e de Pesquisa do curso de Zootecnia.
Docente: Edicarlos Oliveira Queiroz
Presidente Médici/RO
2023
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO ........................................................................................................... 1
REFERENCIAL TEÓRICO ...............................................................................1.1
2 HIPOTESES....................................................................................................................................2
3 OBJETIVOS..............................................................................................................3
3.1 OBJETIVO GERAL.............................................................................................3.1
3.2 OBJETIVO ESPECÍFICOS.................................................................................3.2
4 MATERIAIS E METODOS ......................................................................................... 4
4.1 OBTENÇÃO DOS RESIDUOS...........................................................................4.1
4.2 RENDIMENTO DA FARINHA.............................................................................4.2
4.3 ANÁLISE MICROBIOLOGICA............................................................................4.3
5 CRONOGRAMA DE ATIVIDADES ............................................................................ 5
6 REFERÊNCIAS.........................................................................................................6
RESUMO
A ranicultura, é uma atividade zootécnica e econômica que vem sendo implantada no
meio rural brasileiro assim como em outros países. Seu crescimento ocorreu de forma
acelerada na última década, O desenvolvimento e a produção da rã touro desde que
chegou ao Brasil é superior que ao seu país de origem.
Esses resíduos de rã podem ser utilizados para criação de outros produtos comerciais,
desta forma, este estudo tem como objetivo o aproveitamento de subprodutos de rã-
touro para a produção de farinha que serão utilizados para criação de outros produtos.
Palavras chaves: rã touro, farinha viceras,
1 INTRODUÇÃO
A ranicultura no Brasil, teve início na década de 1930 por Tom Cyrill Harrison técnico
canadense em ranicultura, que introduziu no estado do Rio de Janeiro as primeiras
rã-touro (Rana Catesbeiana) trazidos da América do Norte (AFONSO, 2012)
A ranicultura, é uma atividade zootécnica e econômica que vem sendo implantada
no meio rural brasileiro assim como em outros países. Seu crescimento ocorreu de
forma acelerada na última década, devido as evoluções tecnológicas e,
principalmente, ao aperfeiçoamento das instalações e das técnicas de manejo
adotadas pelos produtores rurais e empresários que decidiram ingressar nesta
atividade. (CRIBB, 2013) Desde sua importação para o Brasil, a rã-touro demonstrou
ótima adaptação aos diferentes tipos climáticos brasileiros, assim como aos
diferentes manejos físicos e alimentares típicos de cada região, o que permitiu seu
cultivo nacionalmente. O desenvolvimento e a produção da rã touro desde que
chegou ao Brasil é superior que ao seu país de origem. (CRIBB, 2013)
A reciclagem animal trata-se de um processo de transformação dos resíduos e
subprodutos animal cru, que não teriam utilidades em abatedouros e seriam
descartados. Com os resíduos de rã que podem ser utilizados para criação de outros
produtos comerciais. Da rã aproveita-se praticamente tudo, os músculos, o fígado, o
corpo gorduroso, o oviduto, a pele e os rejeitos (MOURA, 2003). A temperatura e
tempo de processamento fora dos padrões recomendados podem afetam
diretamente as etapas seguintes do processo, tais como prensagem, moagem e
armazenamento, comprometendo também o produto final. (FIMACO, 2018)
Entende-se por farinha de vísceras, o produto resultante da moagem e prensagem
de vísceras de rã. A farinha de vísceras compõe diversas rações animais, tendo o
mercado pet um dos principais beneficiados. (FIMACO, 2018).
Desta forma, este estudo tem como objetivo o aproveitamento de subprodutos de rã-
touro para a produção de farinha que serão utilizados para criação de outros
produtos.
1.1 REFERENCIAL TEORICO
Os resíduos da pesca e da indústria de processamento do pescado podem ter
grande potencial como fonte proteica para uso na aquicultura, desde que
processados de maneira correta, pois, como é um material altamente perecível, por
já possuir uma microflora potencialmente deterioradora e excelente valor nutricional,
necessita de um controle maior na fase de processamento. (ABREU, et al; 2012)
A partir dessa matéria-prima é produzido os subprodutos do abatedouro que são,
farinha de vísceras, farinha de penas e óleo de vísceras. Para que chegue ao
produto final, as matériasprimas passam pelos digestores que promovem o
cozimento em altas temperaturas, com uma determinada pressão e tempo. Durante
todo o processo é realizado um rigoroso controle de 12 qualidade da produção,
monitorando a adição de aditivos, higienização do setor e equipamentos e realização
de análises físicas, químicas e microbiológica do produto final (DARIVA et. al.,
2014).
PROBLEMA DA PESQUISA
2 HIPOTESES
Espera-se haja aproveitamento desses resíduos de rã-touro para a produção de
farinha que serão utilizados para criação de outros produtos para fins comerciais.
3 OBJETIVOS
3.1 Objetivo Geral
Produzir farinha a partir dos resíduos de rã-touro.
2.2 Objetivos Específicos
• Aproveitar os resíduos de rã que seriam descartados em lugares indevidos;
• Obter as farinhas de vísceras de rã-touro
• Obter análise química e microbiológica da farinha de rã touro;
• Quantificar os aeróbios mesofilos totais;
3 MATERIAIS E MÉTODOS
O experimento será realizado no Laboratório de Tecnologia de Produtos de Origem
Animal, Na Universidade Federal de Rondônia no campus Presidente Medici, entre
outubro 2022 e fevereiro de 2023.
3.1 Obtenção dos resíduos
Os resíduos de rãs serão obtidos em agroindústria familiar localizada na cidade de
Rolim de Moura, esses resíduos serão transportados em caixas térmicas para o
Laboratório de Tecnologia de Produtos de Origem Animal presente no campus da
UNIR-Presidente Medici para serem armazenados em freezer -18°C, até serem
utilizados.
Será pesado 2,5 kg de resíduos de rã, após isso os resíduos serão autoclavados e
peneirados. Após, serão colocados em formas e levados em estufa com umidade de
ar em 60°C para secagem. Os resíduos secos serão triturados em moinho e levados
a uma prensa manual para retirada de parte da gordura, depois a massa será
peneirada para obter a farinha de vísceras.
3.2 Rendimento da farinha de vísceras
Rendimento da farinha g/kg
Vísceras Frescas 2,5 kg
Pós autoclave e estufa 60 graus 788 g
Perda de gordura 199 g
Rendimento farinha pós-prensagem 23, 59 g
Fonte: De autoria própria
3.3 Composição Centesimal
A composição centesimal, será realizada em duplicata para determinar os
teores de umidade, proteína bruta, extrato etéreo e cinzas na farinha.
Umidade será utilizado o método gravimétrico com o uso da estufa a
105°C por 12 horas, será pesado 5 gramas de cada amostra com 3
repetições, essas amostras serão aquecidas novamente durante 3 horas
e pesadas;
Proteína bruta será empregado o método Micro-Kjedahl (IAL,2008). Esse
método é dividido em três etapas: digestão, destilação e titulação. realiza
a mudança do nitrogênio da amostra em sulfato de amônio através da
digestão com ácido sulfúrico e após destilação com liberação de amônia;
Extrato etéreo (lipídeos) será utilizado a metodologia de Adolfo Lutz (IAL,
2008) onde serão pesadas de cada amostra entre 2 e 5 g em cartucho de
soxhlet, que irá realizar o processo no extrator; e
Cinzas será utilizado a metodologia de Adolfo Lutz (IAL, 2008), onde
pesara 5 a 10 gramas de cada amostra em uma capsula que tenha sido
aquecida em mufla a 550 °C, e resfriada em dessecador após será pesada
por cerca de 4 horas.
3.4 Análise microbiológica
A bancada de trabalho será desinfetada com álcool 70% e todos os utensílios que
serão usados serão esterilizados.
Para cada 25 gramas de farinha foram preparadas diluições, sendo cada um diluídos
com 225 mL de solução salina. Com diluições até 10-3. Será empregado o
plaqueamento em superfície em duplicata, 0,1 mL de cada diluição será inoculado em
placa de Petri em meio cultura Nutrient Agar esterilizado. As placas serão incubadas
a 35 °C por até 48 horas. Após o tempo necessário, será feita a contagem das
colônias, segundo Silva et al (2007). Os resultados foram comparados às
recomendações de Andriguetto et al. (1998). Valores elevados de colônia podem
indicar que houve contaminação da matéria-prima.
4 CRONOGRAMA DE ATIVIDADES
Atividades
Planejamento
Orçamento dos materiais
Início do projeto Outubro de 2022
Fim do projeto Fevereiro de 2023
REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS
1- AFONSO, André. Segmentos da Aquicultura In Ranicultura se consolida com
cadeia produtiva operando em rede interativa. Revista: visão agrícola dez 2012.
3- CRIBB, André et al. Manual técnico de ranicultura In Considerações Iniciais e
Breve Histórico da Ranicultura no Brasil. Brasília-DF: Embrapa, 2013.
4- MOURA, Onofre. A rã e o uso potencial de seus derivados na indústria de
alimentos. Revista Panorama da aquicultura, Laranjeiras- RJ, dez 2003.
5- PROPEQ: Projeto e Pesquisa em Engenharia Química. Você sabe qual é a
importância das farinhas de origem animal? 27 de julho de 2021. Disponível em:
[Link] Campinas-SP
6- FIMACO: Fatores que afetam a qualidade de farinha de vísceras na indústria de
subprodutos. Outubro de 2018 Disponível em: [Link]
visceras-na-industria-de-subprodutos/. Lontras-SC
7- ABREU, L. F; Ribeiro,S.C.A.; Araujo. E. A. F . Processo Agroindustrial:
Elaboração de Farinha de Resíduos de Tambaqui (Colossoma macropomum) para
Uso como Ingrediente de Rações de Pescado. Belem-PA, Circular técnica: agosto
de 2012.
8- DARIVA, B.P; Oliveira, L.M; Lima, D.V. A utilização de resíduos de abatedouro de
frango para a produção de farinha. Viçosa, 2014.