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Porque É Livre e de Bons Costumes

O documento discute os ideais da maçonaria de ser livre e de bons costumes. Ele define esses termos e explica que um verdadeiro maçom deve cultivar a liberdade interior, virtudes como fraternidade e solidariedade, e evitar vícios e comportamentos imorais. O documento também lista várias qualidades que um bom maçom deve ter, como lealdade, nobreza, e não humilhar os fracos.
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Porque É Livre e de Bons Costumes

O documento discute os ideais da maçonaria de ser livre e de bons costumes. Ele define esses termos e explica que um verdadeiro maçom deve cultivar a liberdade interior, virtudes como fraternidade e solidariedade, e evitar vícios e comportamentos imorais. O documento também lista várias qualidades que um bom maçom deve ter, como lealdade, nobreza, e não humilhar os fracos.
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PORQUE É LIVRE E DE BONS COSTUMES

Ir.’. Nery Saturnino Dutra, Apr.·. M.·. (1998)

O ideal dos homens livres e de bons costumes, que a sublime Ordem ensina, mostra que
a finalidade da Maçonaria é, desde épocas mais remotas, dedicar-se ao aprimoramento espiritual
e moral da Humanidade, pugnando pelos direitos dos homens e pela Justiça, pregando o amor
fraterno, procurando congregar esforços para uma maior e mais perfeita compreensão entre os
homens, afim de que se estabeleçam os laços indissolúveis de uma verdadeira fraternidade, sem
distinção de raças nem de crenças, condição indispensável para que haja realmente paz e
compreensão entre os povos.

No mundo da atualidade, conturbado pela incompreensão e pela ganância, mais do que


nunca é necessário que brilhe no coração dos Irmãos a flama do ideal maçônico; que os obreiros,
almas que se ornam pela bondade, forças que se unem pelo amor, vontades que se harmonizam
pelo desejo de espalhar luz sobre seus semelhantes, tornando-os bons e caritativos, sejam
orientados e guiados na trajetória que os leva a perfectibilidade.

Livre, palavra derivada do latim, em sentido amplo quer significar tudo o que se mostra
isento de qualquer condição, constrangimento, subordinação, dependência, encargo ou restrição.

A qualidade ou condição de livre, assim atribuído a qualquer coisa, importa na liberdade


de ação a respeito da mesma, sem qualquer oposição, que não se funde em restrição de ordem
legal e, principalmente moral.

Em decorrência de ser livre, vem a liberdade, que é faculdade de se fazer ou não fazer o
que se quer, de pensar como se entende, de ir e vir a qualquer parte, quando e como se queira,
exercer qualquer atividade, tudo conforme a livre determinação da pessoa, quando não haja regra
proibitiva para a prática do ato ou não se institua princípio restritivo ao exercício da atividade.

Bem verdade é que a maçonaria é uma escola de aperfeiçoamento moral, onde o homem
vai aprimorar-se em benefício dos semelhantes, desenvolvendo qualidades que o possibilitam
ser, cada vez mais, útil à coletividade. Não nos esqueçamos, porém, que, de uma pedra impura
jamais conseguiremos fazer um brilhante, por maior que sejam nossos esforços.
O conceito maçônico de homem livre é diferente, é bem mais elevado do que o conceito
jurídico. Para ser homem livre, não basta ter liberdade de locomoção, para ir aqui ou ali.

Goza de liberdade o homem que não é escravo de suas paixões vis, que não se deixa
dominar pela torpeza dos seus instintos de fera humana.

Não é homem livre, não desfruta da verdadeira liberdade, quem está escravizado a vícios.

Não é homem livre aquele que é dominado pelo jogo, que não consegue libertar-se de
suas tentações.

Não é homem livre quem se enchafurda no vício, degrada-se, condena-se por si mesmo,
sacrifica voluntariamente a sua liberdade, porque os seus baixos instintos se sobrepuseram às
suas qualidades, anulando-as.

Maçom livre é o que dispõe da necessária força moral para evitar todos os vícios que
infamam, que desonram e que degradam.

O supremo ideal de liberdade é livrar-se de todas as propensões para o mal, despojar-se


de todas as tendências condenáveis, sair do caminho das sombras e seguir pela estrada que
conduz à prática do bem, que aproxima o homem da perfeição intangível.

Ser livre é ir mais além, é buscar outro espaço, outras dimensões, é ampliar a órbita da
vida. É não estar acorrentado. É não viver obrigatoriamente entre quatro paredes.

Sendo livre e por consequência, desfrutando de liberdade, o homem deve, sempre pautar
sua vida pelos preceitos dos bons costumes, que é expressão, também derivada do latim e usada
para designar o complexo de regras e princípios impostos pela moral, os quais traçam a norma
de conduta dos indivíduos em suas relações domésticas e sociais, para que estas se articulem
seguindo as elevadas finalidades da própria vida humana.

Os bons costumes, referem-se mais propriamente à honestidade das famílias, ao recato


das pessoas e a dignidade ou decoro social.

A ideia e o sentido dos bons costumes não se afastam da ideia ou sentido de moral, pois,
os princípios eu os regulam são, inequivocamente, fundados nela.
O bom maçom, livre e de bons costumes, não confunde liberdade, que é direito sagrado,
com abuso que é defeito.

O bom maçom, livre e de bons costumes, crê em Deus, ser supremo que nos orienta para
o bem e nos desvia do mal.

O bom maçom, livre e de bons costumes, é leal. Quem não é leal com os demais, é desleal
consigo mesmo e trai os seus mais sagrados compromissos.

O bom maçom, livre e de bons costumes, cultiva a fraternidade, porque ela é a base
fundamental da maçonaria, porque só pelo culto da fraternidade poderemos conseguir uma
humanidade menos sofredora.

O bom maçom, livre e de bons costumes, recusa agradecimentos porque se satisfaz com
o prazer de haver contribuído para amparar um semelhante.

O bom maçom, livre e de bons costumes, não se abate, jamais se desmanda, não se revolta
com as derrotas, porque vencer ou perder são contingências da vida do homem.

O bom maçom, livre e de bons costumes, é nobre na vitória e sereno se vencido, porque
sabe triunfar sobre os seus impulsos, dominando-os.

O bom maçom, livre e de bons costumes, pratica o bem porque sabe que é amparando o
próximo, sentindo suas dores, que nos aperfeiçoamos.

O bom maçom, livre e de bons costumes, abomina o vício, porque este é o contrário da
virtude, que ele deve cultivar.

O bom maçom, livre e de bons costumes, é amigo da família, porque ela é a base
fundamental da humanidade. O mau chefe de família não tem qualidades morais para ser maçom.

O bom maçom, livre e de bons costumes, não humilha os fracos, os inferiores, porque é
covardia, e a maçonaria não é abrigo de covardes.

O bom maçom, livre e de bons costumes, trata fraternalmente os demais para não trair os
seus juramentos de fraternidade.
O bom maçom, livre e de bons costumes, não se desvia do caminho da moral, quem dele
se afasta, incompatibiliza-se com os objetivos da maçonaria.

O bom maçom, o verdadeiro maçom, não se envaidece, não alardeia suas qualidades, não
vê no auxílio ao semelhante um gesto excepcional, porque este é um dever de solidariedade
humana, cuja prática constitui um prazer. Não promete senão o que pode cumprir. Uma promessa
não cumprida pode provocar inimizade. Não odeia, o ódio destrói, só a amizade constrói.

O homem que se embriaga é indigno de ser maçom, porque ser ébrio é ser de maus
costumes e quem é escravo da bebida, não é livre e o maçom deve ser livre e de bons costumes.

Finalmente, o verdadeiro maçom, não investe contra a reputação de outro, porque tal
fazer é trair os sentimentos de fraternidade.

O maçom, o verdadeiro maçom, não tem apego aos cargos, porque isto é cultivar a
vaidade, sentimento mesquinho, incompatível com a elevação dos sentimentos que o bom
maçom deve cultivar.

Os vaidosos buscam posições em que se destaquem; os verdadeiros maçons buscam o


trabalho em que façam destacar a maçonaria.

O valor da existência de um maçom é julgado pelos seus atos, pelo exercício do bem.

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