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Ação Popular contra Contratos Superfaturados

Um cidadão move uma ação popular para anular contratos celebrados pela Autarquia Municipal AM que apresentam indícios de superfaturamento e fraude. O autor pede liminar para suspender a execução dos contratos no valor de R$500.000 e condenação dos réus ao pagamento de danos.
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Ação Popular contra Contratos Superfaturados

Um cidadão move uma ação popular para anular contratos celebrados pela Autarquia Municipal AM que apresentam indícios de superfaturamento e fraude. O autor pede liminar para suspender a execução dos contratos no valor de R$500.000 e condenação dos réus ao pagamento de danos.
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Nomes: Helena Kich, Lídia Ritter e Rafaela Andreola

EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) JUIZ(A) DE DIREITO DA XX


VARA DA FAZENDA PÚBLICA DA COMARCA DE PORTO ALEGRE/RS

FRANCISCO, brasileiro, solteiro, portador do RG


XXXXXXXXXX, inscrito no CPF sob o nº [Link]-XX,
com endereço eletrônico XXXX, residente e domiciliado na
Rua XXX, nº XXX, bairro XXX, CEP XXX, na cidade de
XXXX/RS, por intermédio de seu procurador signatário,
conforme procuração em anexo (doc.1), vem,
respeitosamente, perante a presença de Vossa Excelência,
propor a presente

AÇÃO POPULAR
COM PEDIDO LIMINAR

com base no artigo 5º, inciso LXXIII, da Constituição Federal


de 1988, em face da Autarquia AM, com sede em Porto
Alegre/RS (qualificação completa), do Presidente da Autarquia
AM (qualificação completa) e da Multinacional MN (qualificação
completa), pelos fatos e fundamentos expostos a seguir.

1. DOS FATOS

Em razão de denúncias de irregularidades em contratos administrativos


celebrados pela Autarquia Municipal AM, com sede em Porto Alegre/RS, o
Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul abre inquérito civil para apurar
os fatos, com colheita de provas robustas de superfaturamento e fraude nos últimos
contratos celebrados pela referida autarquia. Tais fatos e grande parte das provas
foram divulgados na imprensa e o cidadão Francisco, indignado, se inteira mais
sobre o acontecido, ficando ciente de que estes contratos, cujo objeto tem o valor
somado de R$500.000,00, foram realizados nos últimos 02 anos com a
multinacional MN e ainda estão em fase de execução. Obtém, também, documentos
que comprovam, ainda mais, a fraude e a lesão, além de evidenciarem a
participação direta do presidente da Autarquia AM nos malfeitos.
Francisco, cidadão do referido município, revoltado pelo descaso com a
moralidade administrativa e com o patrimônio público, vem ajuizar a presente Ação
Popular para obter a anulação dos contratos em questão, fazer cessar de imediato a
sua execução e ressarcir os cofres públicos.

2. DOS FUNDAMENTO JURÍDICOS

2.1. LEGITIMIDADE

A legitimidade ativa de Francisco decorre do fato de ser cidadão em gozo


pleno de seus direitos, conforme dispõe o Artigo 5º, inciso LXXIII, da CRFB/88 e
Artigo 1º, caput e parágrafo 3º, da Lei nº 4.717/65:

LXXIII - qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que
vise a anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o
Estado participe, à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao
patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, salvo comprovada má-fé,
isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência;

Assim, levando em conta a ilegalidade e lesividade que serão demonstradas


a seguir, é legítimo o autor para constar no polo ativo da presente ação.
A legitimidade passiva do presidente da autarquia AM e da autarquia
municipal decorre do fato de terem praticado atos contrários às regras e princípios
de boa administração pública, prejudicando o erário, e obtendo benefícios
diretamente do ato impugnado, nos termos do Artigo 6º, caput e parágrafo 3º, da Lei
nº 4.717/65.
A multinacional MN também é legitimada passiva pelo fato de ser a
beneficiária, já que os contratos superfaturados foram feitos com ela, nos termos do
Artigo 6º, caput, da Lei nº 4.717/65.

2.3. CABIMENTO
A Ação Popular é cabível quando o objeto da ação é a proteção do
patrimônio público e da moralidade administrativa, conforme artigo 5o, inciso LXXIII,
da Constituição Federal de 1988, e artigo 1o, da Lei no 4.717/65. No presente caso,
o superfaturamento e a fraude dos contratos culminaram em prejuízo ao erário.

2.4) DIREITO

Os contratos firmados afrontam a moralidade administrativa e a legalidade


em razão do superfaturamento, apresentando grande lesividade para o patrimônio
público, conforme artigo 3° e artigo 4°, inciso III, alínea “c”, ambos da Lei no
4.717/65.
No art. 37, caput, da Constituição Federal, constam os princípios da
administração pública, destacando o da legalidade e moralidade:

Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes


da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos
princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e
eficiência e, também, ao seguinte

Para a proteção do patrimônio público, faz-se imperiosa a anulação do


contrato administrativo, por ilegalidade do objeto, inexistência de motivos e desvio
de finalidade, nos termos do artigo 2°, alínea “c”, “d” e “e”, da Lei no 4.717/65, e a
reparação dos danos causados, na medida do prejuízo causado ao erário, conforme
artigo 11, da Lei no 4.717/65.

2.5) MEDIDA LIMINAR

Estão presentes os requisitos fumus boni juris e o periculum in mora,


autorizadores para a concessão da medida cautelar, pois o dinheiro público será
direcionado ao pagamento de valores superfaturados com possível sumiço de
recursos públicos, conforme o artigo 5°, parágrafo 4°, da Lei no 4.717/1965 e art.
300 do Código de Processo Civil.

Fixadas essas premissas, e em vista do contexto antes delineado, não há


dúvidas de que os requisitos normativos necessários à concessão da medida liminar
estão presentes, fazendo-se imperativa a anulação, de pronto, dos contratos.
V. DOS PEDIDOS

Ante o exposto, requer-se:


I) O recebimento desta inicial;
II) A concessão de medida liminar para a suspensão dos contratos
administrativos superfaturados, conforme o artigo 5°, parágrafo 4°, da Lei n°
4.717/1965;
III) A citação dos Réus para contestar, no prazo de 20 (vinte) dias, sob pena
de revelia, conforme artigo 7°, inciso I, alínea “a”, e inciso IV, da Lei n°
4.717/1965;
IV) A intimação do representante do Ministério Público, conforme artigo 7°,
inciso I, alínea “a”, da Lei no 4.717/1965;
V) A requisição, às entidades indicadas na petição inicial, dos documentos
que tiverem sido referidos nesta ação, bem como a de outros que se lhe
afigurem necessários ao esclarecimento dos fatos, ficando prazos de 15
(quinze) a 30 (trinta) dias para o atendimento, conforme artigo 7°, inciso I,
alínea “b”, da Lei n° 4.717/1965;
VI) A produção de todos os meios de prova em direito admitidos;
g) A juntada do título de eleitor, para a comprovação da condição de cidadão;
VII) A procedência do pedido, dando efeitos definitivos à liminar, com a
determinação de anulação dos contratos administrativos superfaturados;
VIII) A condenação dos réus ao pagamento de perdas e danos, custas,
honorários advocatícios e demais despesas ao autor, conforme os artigos 11
e 12, ambos da Lei n° 4.717/1965.

Valor da Causa: R$ 500.000,00 reais nos termos do art. 292, II, do CPC

Nestes termos, pede e espera deferimento.

XXXXX, XXX de XXX de XXX


Advogado XXX
OAB/XXX

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