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Apostila 7º Ano - Geo 2º Corte

O documento discute o conceito de região e sua aplicação na regionalização do Brasil segundo o IBGE. A região é definida como uma área com características únicas que a diferenciam das áreas vizinhas e que possui uma função específica para as atividades humanas. O IBGE regionalizou o Brasil em cinco grandes regiões com base em critérios de localização geográfica e semelhanças econômicas entre os estados.
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Apostila 7º Ano - Geo 2º Corte

O documento discute o conceito de região e sua aplicação na regionalização do Brasil segundo o IBGE. A região é definida como uma área com características únicas que a diferenciam das áreas vizinhas e que possui uma função específica para as atividades humanas. O IBGE regionalizou o Brasil em cinco grandes regiões com base em critérios de localização geográfica e semelhanças econômicas entre os estados.
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GEOGRAFIA

AULA 6
Objeto de conhecimento: Regionalização do Brasil
Habilidade: (GO-EF07GE13) Compreender a importância e os diferentes critérios de regionalizar o Brasil e o estado
de Goiás, considerando os aspectos políticos, econômicos, sociais, culturais e físico-naturais.
A REGIÃO
Para que possamos compreender qualquer divisão regional ou regionalização, primeiro devemos
desenvolver nossa compreensão sobre o conceito de região. Quando observamos a etimologia desta palavra,
ou seja, a sua origem e evolução, encontramos algumas palavras em latim que a ela estão ligadas:
 regere, que significa reger. Nos traz a ideia de administrar, gerir;
 regio, que significa aquilo que pertence ao rei ou está associado a ele;
 regionis, que significa caminho reto ou direto.
A partir daí, podemos observar a essência
deste conceito na história, que estava associado ao
poder de uma autoridade que irá administrar uma
área delimitada (fronteiras, divisas, limites),
diferindo assim esta área daquelas do entorno.
APLICAÇÃO DO CONCEITO
Para entendermos então a aplicação
(utilização) da região - que basicamente é a chave
para sua compreensão - devemos imaginar um Disponível em: [Link] Acesso em 23 de abr. 2021
cenário de menor escala em que podemos aplicá-
lo. Imagine que você tenha adquirido
recentemente uma grande propriedade rural (ou
simplesmente está jogando um videogame com este tema). A primeira coisa que qualquer pessoa necessita
para compreender a real dimensão de sua propriedade é um mapa. Que será basicamente o registro das várias
informações e ocorrências da área ali representada.
Na construção deste mapa, a primeira representação será da área total da propriedade. Após a medição
de sua área total será feito o levantamento das várias características que ali residem. Informações como
relevo, solo, vegetação, animais, presença ou não de cursos d’água (rios, riachos, córregos, lagos etc.) serão
levantadas para a relação do mapa com a área
representada. Quão maior for uma área, maior
tendência a variedade de características desta.
Assim se obtém as características e a localização
destas áreas que se diferenciam com as demais.

Disponível em: [Link] Acesso em: 23 de


abr. 2023.

Deste modo temos a localização de uma


fração ou parte da área total junto as suas
características únicas, fazendo destas partes
regiões da propriedade rural. Esse processo de
1
compreensão que envolveu principalmente a localização e a caracterização das áreas desta propriedade é
conhecido como regionalização.
Primeiramente, temos algumas condições que nos impõe limites fundamentais para a compreensão
deste conceito:
 Cada região, por possuir suas próprias características, será única. Haverá semelhanças com outras
regiões, mas não serão idênticas.
 Deste modo, cada região terá a uma função específica nas atividades da sociedade. Seguindo o
exemplo anterior, cada parte - ou região - da propriedade rural estará melhor estabelecida para uma diferente
atividade. Ou seja, em função de suas características, as regiões serão avaliadas a partir dos potenciais para
atividades socioeconômicas.
Exemplo: ás áreas aplainadas próximas aos rios são melhores para a agricultura; a área de maior
altitude mais próxima as estradas de acesso a
Disponível em: [Link] Acesso em 23 de abr. 2020
propriedade rural será mais apropriada a sede da
fazenda; a mesma lógica se aplica ao confinamento das criações em curral (principalmente quando há o
reaproveitamento de rejeitos (fezes) para a obtenção de energia por meio do gás metano); áreas aplainadas e
contínuas são melhores para o pasto e a engorda do gado que não fará muito esforço pela ausência de
subidas, etc.
Observando, portanto, o processo de regionalização podemos concluir que por possuírem diferentes
características, as regiões serão divididas, agrupadas
e localizadas para melhor compreensão do
proprietário/administrador da mesma.
Dessa forma, podemos compreender a região
como um instrumento/ferramenta para os grupos que
irão administrar o território, que é outro conceito
muito importante, mas não o foco por agora. Assim,
a propriedade rural utilizada como exemplo pode ser
na verdade uma cidade, um Estado, um país ou até
mesmo um continente. A forma para se obter as
regiões daí serão as mesmas. Claro, com volume de
informações e escalas totalmente diferentes.
Para finalizarmos a compreensão da região
enquanto uma categoria de compreensão do espaço
geográfico (uma outra categoria), é necessário saber
que o espaço é dinâmico, ou seja, que a todo
momento este está em constante movimento. Deste
modo, a região, quando trabalhada sem o devido
cuidado, pode gerar alguns pré-conceitos que por
vezes determinam a visão que a sociedade tem desta,
das práticas e das pessoas que ali vivem. É um
conceito que pode ser visto em “camadas”, de forma Disponível em: [Link] em: 23 de abr. 2021
que o processo de regionalização possa dar mais
importância a alguns aspectos de interesse dos gestores/administradores do que outros igualmente
importantes.
Como exemplo, se numa pesquisa se pretende encontrar locais com características favoráveis a certas
atividades econômicas, a falta de critério (frequentemente presente na excessiva expectativa de lucro com os
resultados da pesquisa) pode levar essa pesquisa a dar mais importância sobre as características favoráveis
2
do que as desfavoráveis. Colocando um rótulo na região que pode mais se alinhar com as expectativas de
algum grupo do que com a realidade.

REGIONALIZAÇÃO DO BRASIL SEGUNDO IBGE


De acordo com a explicação anterior, as regiões brasileiras,
formadas com a separação e o agrupamento dos Estados da
federação, foram assim desenvolvidas segundos o critérios
locacionais (de localização) e socioeconômicos. Seria dizer que o
ponto de vista adotado pelos pesquisadores responsáveis sobre essa
regionalização priorizou (deu maior importância) a proximidade
dos Estados e as semelhanças econômicas entres os mesmos, os
agrupando e assim fazendo as cinco regiões que conhecemos.
Evidentemente, se os critérios mudarem, também mudarão as
regiões. Fazendo com que as diferentes regionalizações sobre o
Disponível em: território brasileiro dêem prioridade a diferentes aspectos.
[Link]
brasileiras/ Acesso em: 23 de abr de 2020
ATIVIDADES

1. Sobre o conceito de região e suas aplicações, julgue as afirmativas como verdadeiras ou falsas e marque
a única afirmativa falsa.
I. ( ) As regionalizações são construções humanas, já que são os seres humanos que determinam os limites
entre as regiões. Portanto, os limites das regiões não são estáticos.
II. ( ) Qualquer região deve ser estudada como uma unidade homogênea, ou seja, que não possua
diferenças internas e nem relação com outros espaços.
III. ( ) As regiões são importantes ferramentas de trabalho para a Geografia, porém seu estudo requer
cuidados para que não se caia em generalizações erradas ou exageradas.

2. Regionalizar o espaço significa agrupar áreas com características semelhantes.


a) Quais são as vantagens e a importância de se regionalizar uma área?
b) Quais os vários critérios que podemos usar na regionalização de uma área?

3. Aponte alguns cuidados que devem ser observados ao estudar uma região, ou ao regionalizar uma
determinada área.

3
4. No mapa-múndi expresso de acordo com a Regionalização Socioeconômica, o mundo se mostra divido
em:
(A) norte (desenvolvido) e sul (subdesenvolvido).
(B) metrópoles e colônias.
(C) primeiro mundo, segundo mundo e terceiro Mundo.
(D) países centrais e países periféricos.

5. Identifique as regiões do Brasil no mapa.

1. ______________________________________
__

2. ______________________________________
__

3. ______________________________________
__

4. ______________________________________
__

5. ______________________________________
__

6. Com base no mapa a seguir e em seus conhecimentos sobre a divisão regional brasileira realizada pelo
IBGE, assinale a alternativa correta:

(A) A quantidade de televisores no Brasil não


reflete os níveis de desenvolvimento
econômico das respectivas regiões
brasileiras.
(B) O Centro-Oeste brasileiro é a região que
possui, proporcionalmente, a menor
quantidade de televisores em suas casas.
(C) O Amapá é o único estado da região
Norte que apresenta mais de 85% de seus
domicílios com aparelhos de TV.
(D) O Nordeste é a região mais heterogênea
(com diferenças internas) em termos da
quantidade proporcional de televisores entre
os seus estados.

Mapa da porcentagem de domicílios com televisão no território nacional


Fonte do mapa: IBGE. Atlas Geográfico Escolar. 6ª ed. Rio de Janeiro:
IBGE, 2012. p.124.

4
7. Durante o Estado Novo (1937-1945), foi criado o Conselho Nacional de Geografia, que deu origem ao
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE. Uma das atribuições do IBGE era produzir
estatísticas básicas sobre a população brasileira, por meio de Censos (determinação do número de pessoas
em uma dada

região, discriminando sexo, idade, naturalidade, estado civil, profissão etc.; censo demográfico). Também
caberia ao Instituto produzir informações cartográficas, bem como propor e instituir uma regionalização do
território brasileiro. As figuras a seguir dizem respeito a dois momentos históricos da regionalização do
território brasileiro.

Disponível em: [Link] Acesso em: 27 de abr. de 2020

a) Em qual critério podemos pensar que foi utilizado para instituir a regionalização do território brasileiro
em 1940? Explique o porquê.
b) Qual a principal finalidade do Estado brasileiro ao regionalizar o seu território?
c) Em 1988 o Estado do Tocantins foi criado. Tocantins foi desmembrado de qual Estado? Por que ele foi
inserido na região Norte do Brasil?

8. Na ciência geográfica, o conceito de região está associado a ideia de diferenciação de áreas. Com base
nessa afirmação, explique o que podemos entender por regionalização.

5
Respostas Aula 6
01. Alternativa II
02.
a) Nos permite estudar os países em conjunto; nos faz entender como um fenômeno se distribui no espaço
geográfico; facilita a administração das políticas públicas.
b) Critérios como: formações vegetais, os tipos de clima, o IDH (condição socioeconômica), a religião, os
idiomas, a distribuição e localização das terras emersas, etc.
03. A região é uma construção humana, portanto, é permeada de valores humanos, opiniões e pontos de
vistas; os limites não são estáticos, ou seja, os limites que separam uma região podem mudar com o passar
do tempo, de acordo com as necessidades ou pontos de vista humanos. A região não é homogênea, ela
apresenta diferenças internas, e relação com outros lugares e não podemos generalizar, para que não se faça
exageros.
04. Alternativa A
05. Respostas: 1 – Centro-Oeste, 2 – Nordeste, 3 – Norte, 4 – Sudeste, 5 – Sul
06. Alternativa D
07.
a) A divisão regional do Brasil foi feita em 1940 a partir da geografia física, como se fazia na época,
tentando definir cada grande região brasileira a partir dos fatos físicos, destacando entre eles as principais
características. 
b) O IBGE elabora a divisão regional do Brasil visando organizar o conhecimento sobre o país, promover
programas, políticas e estabelecer um quadro nacional oficial para as informações estatísticas.
c) Ele foi desmembrado do estado de Goiás, ele pertence a região Norte por apresentar características físicas,
humanas e econômicas que se assemelham aos estados dessa região, um exemplo floresta Amazônica -
vegetação predominante no estado do Tocantins
08. Regionalização é o processo onde ocorre a divisão de um determinado território em partes, de acordo
com suas caraterísticas, e objetiva a compreensão e a administração desta parte em função de suas
particularidades e diferenças com as demais partes (regiões).

6
AULA 7
Objeto de conhecimento: Características e dinâmica da população brasileira: Densidade demográfica
Habilidade: (EF07GE04-A) Analisar a distribuição espacial da população brasileira, considerando os indicadores
socioeconômicos, a diversidade étnico-cultural e racial, de sexo/gênero e de idade nas regiões brasileiras.

DEMOGRAFIA

A Demografia é uma área do conhecimento que estuda a dinâmica das populações sejam elas humanas
ou não. Significa, literalmente, “estudo do povo”, pois esta palavra é a junção de "demos" (povo) e "grafia"
(escrita, descrição). Também é chamada de “Geografia da População”, por se relacionar estreitamente com a
Geografia. Graças a demografia sabemos que a população da Terra é de 7260 bilhões de habitantes e pode
chegar a 10 bilhões por volta do ano 2200.
No Brasil, o "Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)" é o encarregado por coletar e
analisar os dados demográficos.

Conceito de Demografia
A demografia baseia-se em dados estatísticos, para analisar, organizar e fornecer informações sobre a
população de um território.
Os dados demográficos permitem um mapeamento das dimensões das estruturas sociais e entender a
distribuição dos seres vivos pelo planeta. Igualmente, coleta informações socioculturais, econômicas,
étnicas, acerca da sociedade como um todo ou de um grupo específico.
Estudar as populações é essencial para atender às suas necessidades. Através dos dados demográficos é
possível saber, por exemplo, quantas escolas devem ser construídas em determinada zona.
Contudo, essas informações são também utilizadas por outros campos do saber com objetivo de
aperfeiçoar a atuação do Estado em diversos seguimentos sociais.

Dados Demográficos
Os principais dados e conceitos demográficos são:
● População: indivíduos que habitam um determinado território.
● Taxa de Natalidade: número de bebês nascidos.
● Taxa de Fecundidade: média de filhos por mulher durante seu período fértil.
● Taxa de Mortalidade: número de pessoas que morrem.
● População Absoluta: índice geral da população de um determinado território.
● Densidade Demográfica: percentual que mede o número de habitantes em certa área (hab/km2).
● Crescimento Vegetativo: aponta o crescimento populacional, determinado pela taxa de natalidade,
subtraída à taxa de mortalidade.
● Crescimento Migratório: porcentagem do crescimento populacional num território, determinado pela
taxa de imigração (pessoas que chegam), subtraída à taxa de emigração (pessoas que se mudam).

Mapa demográfico
Com os dados demográficos são elaborados mapas e gráficos que permitem visualizar a dinâmica
populacional. O mapa apresentado retrata a densidade populacional no Brasil e também podemos distinguir
os limites entre os estados da federação.

7
No entanto, a informação mais importante está expressa na
legenda e nas cores. Em violeta vemos os estados brasileiros que
têm a densidade populacional mais alta; e em verde e amarelo,
aqueles que possuem uma densidade populacional menor.
Por isso, quanto mais escura for a cor, mais densidade
populacional terá este estado. Por outro lado, a cor amarela,
indica baixa densidade populacional nesta unidade da federação
brasileira.
Mapa demográfico do Brasil, segundo os dados do Censo de 2010 (IBGE) (adaptado)

Origem da demografia
O estudo da demografia se intensificou após a explosão
demográfica provocada pela Revolução Industrial durante os
séculos XVIII e XIX.
No século XVIII, porém, Malthus já havia estudado aspectos sobre o crescimento populacional e seus
perigos para a economia dos países.
No entanto, foi o francês Achille Guillard (1799-1876), com a obra “Elementos de Estatística Humana
ou Demografia Comparada” (1855), que usou o termo “demografia” pela primeira vez.
Em termos teóricos, o estudo da demografia se divide em três abordagens:
● Demografia histórica: análise das informações demográficas ao longo do tempo;
● Demografia analítica: responsável pela elaboração metodológica e fornecimento de dados;
● Demografia política: a aplicação dos estudos anteriores em políticas públicas voltadas para o controle
populacional e melhorias na qualidade de vida da sociedade.
Texto disponível em: [Link] Acesso em 14 de mai. 2020.

Distribuição da população brasileira


Há muita gente no Brasil! O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou as
estimativas da população. Pela data de referência de 1º
de julho de 2019, o Brasil tem uma população total de
210.147.125 pessoas. Mas como o nosso país possui
uma área territorial de 8,5 milhões de km², significa que
nós temos uma média de mais ou menos 25 pessoas
para cada quilômetro quadrado, ou seja, tem espaço
para todo mundo!
O grande problema é que a população brasileira
distribui-se irregularmente pelo nosso território. E o que
isso quer dizer? Isso significa que algumas regiões
concentram mais pessoas, enquanto em outras há mais
espaço sobrando, até porque precisamos de lugares em
que a natureza esteja mais preservada, livre de cidades,
grandes fazendas e outras atividades humanas.
Se observarmos o mapa (próxima página), podemos
notar como ocorre a distribuição da população
brasileira:
8
Como podemos ver, a distribuição da população Mapa da distribuição da população brasileira pelo território
brasileira é muito limitada às zonas litorâneas do país.
Isso se deve a motivos históricos e geográficos, que vêm desde os tempos de colonização até os períodos
posteriores. Por exemplo: a grande concentração econômica e política do Brasil no Sudeste brasileiro,

sobretudo nos séculos XVIII e XIX, fez com que a maior parte dos habitantes do país se concentrasse nessa
região.
Em números gerais, a distribuição da população brasileira efetua-se da seguinte forma, de acordo com
os dados do Censo Demográfico de 2010:
● Sudeste: como já dissemos, é a região mais populosa do Brasil, com mais de 80 milhões de habitantes,
com 42% da população brasileira e 87 habitantes para cada quilômetro quadrado. É muita gente no
mesmo lugar! Para se ter uma ideia, se consideramos a cidade de São Paulo e a sua região metropolitana,
temos mais habitantes (19 milhões) do que o Centro-Oeste inteiro!
● Nordeste: é a segunda região mais populosa, com quase 54 milhões de pessoas e 27,7% da população do
nosso país. Ao todo, são mais de 34 pessoas para cada quilômetro quadrado.
● Sul: a terceira região mais populosa do Brasil, com 27
milhões de habitantes. Como a sua área é menor entre
as regiões brasileiras, a sua densidade populacional
(habitantes por quilômetro quadrado) é de 47,8
hab/km².
● Norte: é a quarta mais populosa, ganhando somente do
Centro-Oeste brasileiro. Sua população é de 16 milhões
de pessoas, mas podemos dizer que essa é a região mais
“vazia” do país, pois é a maior e apresenta muito espaço
sobrando... Ao todo, sua densidade demográfica é de
quatro habitantes para cada quilômetro!
● Centro-Oeste: é a última colocada e possui 14,5
milhões de pessoas, com uma densidade demográfica de
8,6 hab/km². Mesmo assim, temos grandes cidades
Projeção da visão noturna do território brasileiro visto do
nessa região, sendo Brasília e Goiânia as maiores delas. espaço
Disponível em: [Link] Acesso em: 20 de mai. 2020.

ATIVIDADES

1. O cálculo para encontrar a taxa da densidade demográfica de um território é bastante simples. Basta
dividir o número de habitantes pela área em quilômetros quadrados (hab/Km2). Deste modo, para melhor
compreendermos este conceito, façamos o seguinte exercício em uma escala menor: em uma sala de aula do
sexto ano do fundamental com 30 m2 (metros quadrados) há 28 estudantes. Já na sala do nono ano do
fundamental há 35 estudantes, porém, esta sala possui 50 metros quadrados. A partir destes dados responda:
a) com base no cálculo de densidade demográfica (neste caso, número de estudantes divididos por metros
quadrados), qual é a sala mais densa (cheia)?
b) quais são as principais ocorrências em um ambiente com pouco espaço e mais denso neste caso das salas
de aula?

9
2. Observe as imagens a seguir.

Disponível em: [Link]


[Link] Acesso em: 18 de mai. 2020.
A verticalização é um processo urbanístico que consiste na construção de grandes e inúmeros edifícios
(prédios) e costuma resultar na densificação populacional. Partindo da compreensão da densificação
populacional, responda:
a) o que ocorre em relação a quantidade de água e esgoto nesta situação?
b) o trânsito de pessoas e automóveis é mais fluido em um ambiente verticalizado como o da imagem? Por
quê?

3. Observe a imagem a seguir.

10
Disponível em: [Link] Acesso em: 18 de mai. 2020.

Topo: representa a população idosa.
● Corpo: representa a população adulta.
● Base: representa a população jovem.
● Eixo horizontal: corresponde à quantidade de pessoas (em valor absoluto ou em porcentagem).
● À esquerda, estão as mulheres. À direita, estão os homens.
● Eixo vertical: corresponde às faixas de idade.

3. Observe as mudanças das pirâmides etárias e responda:


a) o que ocorreu com a população idosa (topo) no Brasil ao longo dos anos? Por que?
b) o que ocorreu atualmente com a população infantil no Brasil? Quais são os principais comportamentos
que levam a essa consequência?

4. Quando falamos que um lugar é ___________________, estamos dizendo que sua população total é
grande. Ao dizer que um local está ___________________, significa que a disponibilidade de recursos, ou a
sua distribuição, não é suficiente para atender o contingente populacional. E, por fim, quando um lugar é
___________________, significa que há uma grande quantidade de habitantes por m².
A alternativa que completa as lacunas do texto acima é:
(A) superpovoado, precarizado, massificado.
(B) populoso, superpovoado, densamente povoado.
(C) densamente povoado, precarizado, densamente povoado.
(D) superpovoado, precarizado, super-habitado.

5. Observe a imagem.

A forma da pirâmide etária indica que, na década de 1980, o Brasil


(A) apresentava elevados índices de natalidade e mortalidade
(B) era composto com uma população predominantemente idosa

11
(C) obteve sucessão nas políticas sanitárias e de controle da mortalidade
(D) sofria exageradamente com os baixos índices de fertilidade
Pirâmide etária brasileira durante a década de 1980
(Fonte: IBGE, Projeção da População.
Disponível em: [Link]

6. Leia a manchete a seguir.


14,5% dos brasileiros moram fora do estado em que nasceram, diz IBGE
“Minas Gerais, Bahia, São Paulo e Paraná são os que mais perdem naturais.
35,4% da população reside em município diferente daquele em que nasceu.”
Disponível em: [Link] Acesso em 18 de mai.
2020.

De acordo com seus conhecimentos sobre correntes migratórias, responda: as migrações populacionais
destes estados citados ocorrem pelo mesmo motivo? Quais populações estariam sendo “repelidas” e quais
estariam sendo “atraídas”?

7. A qual fato histórico se pode atribuir um maior povoamento do país próximo ao seu litoral?

8. Pesquise: o que foi a marcha para o oeste no Brasil?

9. A população brasileira é distribuída de maneira uniforme dentro do território? Explique.

10. Observando as densidades demográficas das diferentes regiões do Brasil pode-se dizer que o país é
populoso, porém, pouco povoado. Por que isto ocorre?

12
Respostas Aula 7
1. a) Sexto ano - 28 estudantes divididos em 30 metros quadrados = 0.93 estudantes por metros quadrados
(m2). Nono ano - 35 estudantes divididos em 50 metros quadrados = 0.7 estudantes por m2. A maior
densidade está no sexto ano.
b) A falta de espaço e o excesso de pessoas pode acarretar grande tumulto, barulho e estresse por aqueles
que ali estão.
2. a) Com a grande quantidade de pessoas morando em um local verticalizado, aquele mesmo espaço pode
consumir até 50 vezes mais água e produzir essa mesma quantidade de esgoto e lixo que uma área de
tamanho correspondente e não-verticalizada.
b) Por mais pessoas habitarem estes espaços, o trânsito de pessoas e veículos sempre será mais restrito e
congestionado, por reflexo - também - do espaço ser mais fragmentado.
3. a) A população idosa no Brasil aumentou (proporcionalmente) em função da melhoria (mesmo que
mínima) dos serviços de assistência social e sanitária, de modo que o acesso (universal) a saúde proveu a
esta parte da população meios para o tratamento de doenças, somado ao melhor acesso sobre os
medicamentos necessários para as mesmas. A longevidade varia de região para região e também entre
zonas urbanas e rurais.
b) A população infantil diminuiu em função dos novos comportamentos observados como típicos da vida
moderna. A mudança na configuração familiar, a concorrência, a entrada da mulher do mercado de
trabalho, os métodos contraceptivos, a instabilidade financeira e as crises econômicas, o planejamento
etc., levam a um novo contexto social onde um menor número de filhos melhor enquadra sobre este
contexto.
4. Alternativa B.
5. Alternativa A.
6. A diferente situação socioeconômica e ambiental destes estados nos leva a diferentes interpretações, onde
os estados do Sudeste e Sul perdem população por motivos diferentes dos da Bahia, o estado do nordeste.
Em um primeiro momento, se espera do estudante (por mais esteriotipado o seja) uma reflexão sobre os
fatores de repulsão do nordeste, aos quais estes sejam inevitáveis para este caso, enquanto que para os
demais estados, em sua grande maioria, as populações migrem por motivos de procura de um melhor
trabalho ou melhores oportunidades. Motivos menos urgentes quando comparados com os movimentos
migratórios do Nordeste.
7. A colonização portuguesa se deu por meio de caravelas que atracavam nas praias brasileiras. De modo que
todo o desenvolvimento da sociedade, seja camponesa ou urbana, se deu próximo ao litoral.
8. A chamada Marcha para o Oeste foi um projeto desenvolvido pelo governo de Getúlio Vargas durante a
ditadura do Estado Novo. Esse projeto foi criado com o intuito de promover a integração econômica e o
crescimento populacional das regiões Norte e Centro-Oeste do Brasil.

13
9. Embora seja o quinto país com maior população absoluta do planeta, o Brasil possui uma distribuição
irregular de sua população, que fica concentrada no litoral e na porção centro-sul do país. Essa
irregularidade faz com que a densidade demográfica seja baixa.
10. O Brasil é tido como um país populoso em virtude do seu grande número de habitantes (192.304.735),
considerado como o quinto país mais populoso do planeta. Porém, seu território é considerado pouco
povoado, consequência de sua grande extensão territorial (8.514.876 km².). Os dados de povoamento são
obtidos através da densidade demográfica, que consiste na divisão dos números da população absoluta
(total) pela área. Realizando esse cálculo, fica evidente que o Brasil possui uma área muito grande para
sua população, com densidade demográfica de 22,5 habitantes por quilômetro quadrado. Sendo, portanto,
pouco povoado (ou seja, a população se aglomera nos centros urbanos!).

AULA 8
Objeto de conhecimento: Impactos socioambientais
Habilidade: Essencial: (EF07GE06-A) Problematizar como a produção, a circulação e o consumo de mercadorias provocam
impactos socioambientais e contribuem para desigual distribuição de riquezas, em diferentes lugares.

A sociedade de consumo situa-se em uma perspectiva econômica que vem apresentando sinais de
esgotamento, o que avoluma o número de críticas.
A sociedade de consumo é um termo bastante utilizado para a compreensão do desenvolvimento do
sistema capitalista, que se intensificou ao longo do século XX notadamente nos Estados Unidos e que,
posteriormente, espalhou-se – e ainda vem se espalhando – pelo mundo. Nesse sentido, o desenvolvimento
econômico e social é notado pelo aumento do consumo, que resulta em lucro ao comércio e às grandes
empresas, gerando mais empregos, aumentando a renda das famílias, o que faz aumentar ainda mais o
consumo. Um rompimento com esse modelo representaria uma crise, pois a renda familiar diminuiria, o
desemprego irá se elevar e o acesso a necessidades básicas seria mais dificultado.
Uma das grandes críticas
ao sistema capitalista são as
condições desse modelo. Suas
raízes estão ligadas ao processo
da Revolução Industrial, mas
foi o surgimento do American
Way of Life (algo como “jeito
americano de viver”) em 1910,
nos Estados Unidos, que
intensificou esse problema. A
consequência foi uma crise de
superprodução das fábricas,
que ficaram com grandes
estoques de produtos sem um
mercado consumidor capaz de
consumi-los, gerando a crise de
1929. Na época, para combater
os efeitos da crise, o governo
O cartaz expressa o “American Way of Life”, enquanto a população carece de recursos durante a
crise. [Link]
ensinou

14
desenvolveu formas de intervir na economia e provocar o seu movimento em um plano chamado New Deal
(Novo Acordo).
Consequentemente, para que as fábricas continuassem produzindo em massa (grandes quantidades) e
os produtos se disseminassem no território, foram estabelecidos modelos de desenvolvimento voltados a
melhoria de renda (das famílias) e no crédito facilitado (pelos bancos) com o objetivo de ampliar ainda mais
o consumo.
Com isso, a crise econômica do século XX teve fim, mas um problema ainda maior se estabeleceu,
pois, o consumo pelo consumo é uma maneira incompatível e ineficaz de manter o desenvolvimento das
sociedades. Tal movimento não se modificou mesmo com a retomada do modelo econômico neoliberal
(que prega a não intervenção do Estado na economia) a partir da década de 1970 em todo o mundo.
As críticas sobre a sociedade de consumo direcionam-se não apenas pela perspectiva (ponto de vista)
econômica, mas também pelo viés ambiental. Afinal, um dos efeitos do consumismo é a ampliação da

exploração dos recursos naturais para a geração de matérias-primas voltadas à fabricação de mais e mais
mercadorias. Estimativas (pesquisas e estatísticas) apontam que seriam necessários quatro planetas e meio
para garantir os recursos naturais para a humanidade caso todos os países mantivessem o mesmo nível de
consumo dos EUA.
Com isso, há a devastação das florestas e o esgotamento até mesmo dos recursos renováveis, tais
como a água própria para o consumo, as florestas e o solo. Além disso, os recursos não renováveis vão
contando os dias para a escassez completa, tais como as reservas de
petróleo e de diversos minérios utilizados para a fabricação dos mais
diferentes produtos utilizados pela sociedade.
Um dos aspectos mais criticados referentes à sociedade de
consumo é a obsolescência programada – ou obsolescência planejada
–, que se trata da produção de mercadorias elaboradas para serem
rapidamente descartadas, fazendo com que o consumidor compre um
novo produto em breve. Assim, aumenta-se o consumo, mas também
aumenta a demanda por recursos naturais e maximiza a produção de
lixo, elevando ainda mais o problema ambiental decorrente desse
processo.
Com isso, além da adoção de políticas sociais de controle ao
consumismo exagerado, é preciso encontrar comportamentos
econômicos diferentes ao do desenvolvimento voltado ao consumo.
Entretanto, faz-se necessária também a promoção de políticas de
reciclagem, além da reutilização ou reaproveitamento dos A intensiva geração de lixo é um dos principais
produtos não mais utilizados, contendo, assim, a geração de lixo e problemas da sociedade de consumo atual.
a demanda desenfreada por matérias-primas.
Os impactos ambientais no Brasil surgiram desde o desmatamento para extração do pau-brasil pelos
portugueses durante a colonização. Os impactos começaram a se agravar entre 1930 e 1970, com a
industrialização e urbanização. Contudo, no país as políticas ambientais demoraram a surgir. A primeira lei
ambiental brasileira foi promulgada somente em 1981, com a Política Nacional de Meio Ambiente.
A proteção ambiental é princípio expresso na Constituição Federal (art 225), que dispõe sobre o
reconhecimento do direito a um meio ambiente sadio como uma extensão ao direito à vida, seja pelo aspecto
da própria existência física e saúde dos seres humanos, seja quanto à dignidade desta existência, medida pela
qualidade de vida.

15
O direito a um meio ambiente preservado impõe ao Poder Público e à coletividade a responsabilidade
pela proteção ambiental.
Dentre os principais impactos ambientais causados pela atividade humana, principalmente pelas
empresas, podemos citar a diminuição dos mananciais, extinção de espécies, inundações, erosões, poluição,
mudanças climáticas, destruição da camada de ozônio, chuva ácida, agravamento do efeito estufa e
destruição de habitats. Esses impactos acarretam o aumento do número de doenças na população e em outros
seres vivos e afeta a qualidade de vida.
Disponível em: [Link]
Leitura complementar (opcional): [Link]
Acesso em: 25 de ago. 2020.

ATIVIDADES
1. Leia o texto a seguir.
Hoje acabam todos os recursos naturais gerados para 2014
A partir de hoje a Terra entra no vermelho. Segundo dados
da Global Footprint Network - GFN (Rede de Rastros Global), uma
organização de pesquisa que mede o rastro ecológico do homem no
planeta, em menos de 8 meses esgotamos todos os recursos que a
natureza é capaz de oferecer de forma sustentável no período de
um ano.
Este 19 de agosto é o dia da Sobrecarga da Terra (em inglês,
Overshoot Day). Isto significa que pelo resto do ano, vamos manter
um desequilíbrio ecológico: reduziremos nossas reservas naturais e
Disponível em: [Link]
aumentaremos ainda mais a quantidade de CO2 (dióxido de carbono) Acesso em: 10 de mai. 2021.
lançado na atmosfera [...].
De acordo com os cálculos da GFN, seria necessário 1,5 planeta para produzir os recursos ecológicos
necessários para equilibrar o atual impacto ecológico mundial.
(Beatriz de Souza. Revista Exame, 19/08/2014 - editado).

Assinale a melhor medida possível para a solução ou a diminuição do problema apontado pelo texto acima:
(A) Conscientizar as pessoas a abandonarem o consumo de matérias-primas em geral.
(B) Criar tecnologias que façam com que o homem não utilize mais recursos naturais.
(C) Os 3 R’s: reduzir o consumo, reaproveitar os produtos que consumimos e reciclar o lixo.
(D) Reflorestar somente o que for desmatado e recuperar rapidamente os solos erodidos.

2. Leia o texto a seguir.


Entenda o que é obsolescência programada
Conforme usamos um produto, é natural que este sofra desgastes e se torne antigo com o passar do
tempo. O que não é natural é que a própria fabricante planeje o envelhecimento de um produto, ou seja,
programar quando determinado objeto vai deixar de ser útil e parar de funcionar, apenas para aumentar o
consumo.
Apesar do avanço tecnológico, que resultou na criação de uma diversidade de materiais disponíveis
para produção e consumo, hoje nossos eletrodomésticos são piores, em questão de durabilidade, do que há
16
50 anos. Os produtos são fáceis de comprar, mas são desenhados para não durar. Por esta razão, o
consumidor sofre para dar a eles uma destinação final adequada e ainda se vê obrigado a comprar outro
produto.
(Fonte: <[Link] Acesso em 21 fev. 2013.)

Tendo seus estudos e esse pequeno texto como referência, responda o que se pede.
a) Descreva um objeto usado no seu dia a dia no qual você perceba a obsolescência programada e explique
porque esse objeto é desenhado para não durar.
b) A obsolescência programada está vinculada à forma de funcionar do sistema capitalista. Para essa
vinculação é importante que se saiba os princípios do capitalismo, como por exemplo, a acumulação do
capital. Faça uma pesquisa e dê um outro exemplo de princípio capitalista e o explique (vide a leitura
complementar).

3. Vivemos numa sociedade extremamente consumista, havendo grande utilização dos recursos naturais e
degradação ambiental. Com os atuais modos de produção e consumo, é possível alcançar o desenvolvimento
sustentável? Por quê?

4. A expressão “american way of life” (“estilo de vida americano”) marcou um determinado período da
História contemporânea. Em relação às questões que contribuem para o entendimento dessa expressão e ao
período a que se referem, assinale a alternativa incorreta.
(A) Refere-se ao consumismo acelerado e ao crescimento industrial norte-americano, estimulados pelo forte
protecionismo a partir da década de 1920.
(B) O cinema e os programas de TV americanos foram importantes veículos do american way of life. Assim,
as pessoas de diferentes lugares do mundo conheceram as casas da classe média americana com seus
modernos carros e eletrodomésticos.
(C) O estilo americano de vida, sobretudo o poder de consumo, espalhou-se aos diferentes lugares do
mundo, sendo adotado e adaptado pelas mais diferentes culturas, inclusive a brasileira.
(D) Expressão usada para se referir à Guerra da Secessão Americana (guerra civil histórica entre norte
liberal e sul escravista).

5. A grave crise econômico-financeira que atingiu o mundo capitalista, na década de 30, tem suas origens
nos Estados Unidos. A primeira medida governamental que procurou, internamente, solucionar essa crise foi
o "New Deal", adotado por Roosevelt, em 1933. Uma das medidas principais desse programa foi o (a):
(A) encerramento dos investimentos governamentais em obras de infraestrutura.
(B) fim do planejamento e da intervenção do Estado na economia.
(C) política de estímulo à criação de novos empregos.
(D) redução dos incentivos à produção agrícola.

6. Qual foi o principal fator que resultou na crise de 1929? Como governo participou deste processo?
Explique.

7. Explique as principais críticas à sociedade de consumo.

8. De acordo com a ideia da obsolescência programada, cite produtos cotidianos que se inserem neste
processo.

9. Cite formas de reciclagem/reaproveitamento que promovam a redução do consumismo desenfreado.

17
Respostas Aula 8
1. O texto apresenta o problema da escassez dos recursos naturais frente à sua cada vez maior exploração
econômica. Nesse sentido, faz-se necessário conter essa exploração a partir da redução da demanda por
elas na sociedade. Entre as alternativas apontadas, a que melhor se ajusta a essa preocupação é a adoção
da política dos 3Rs: reduzir o consumo; reaproveitar os materiais e produtos ao invés de descartá-los e
reciclar o máximo de lixo possível, pois a reciclagem proporciona uma menor necessidade de explorar
ainda mais os elementos da natureza para a fabricação de novas mercadorias. Alternativa correta: letra C.
2. a) Resposta: Na sociedade contemporânea possuímos uma série de produtos que possuem uma pequena
vida útil. Por exemplo: celular. O celular é um aparelho para telecomunicação que segue a os princípios
da obsolescência programada, ou seja, os materiais utilizados na sua confecção são de baixa resistência,
logo a durabilidade da maioria dos aparelhos celulares é diminuta.
b) Resposta: O capitalismo possui muitos princípios, exemplo: Propriedade privada do meio de produção,
remuneração da força de trabalho, relação entre a oferta e a procura, livre concorrência e como já foi dito,
a acumulação do capital que em princípio, o dono do capital quer produzir pelo menor custo e vender pelo
maior preço. A base do capitalismo está na acumulação cada vez maior de capital, para empregá-lo em
atividades lucrativas. O lucro é a diferença entre o custo de produção e o preço de venda do produto.
3. Para ser alcançado, o desenvolvimento sustentável depende de planejamento e do reconhecimento de que
os recursos naturais são finitos. Essa forma de desenvolvimento socioeconômico pressupõe a utilização
de formas mais racionais de exploração da natureza. Portanto, para que seja realizado o desenvolvimento
econômico aliado à preservação ambiental, faz-se necessário a utilização racional dos recursos naturais,
redução do uso de matérias primas, aumento da reutilização e reciclagem, utilização de fontes energéticas
renováveis, entre outros fatores.
4. Alternativa D - Única alternativa que não se relaciona ao estilo de vida e consumo norte-americano
5. Alternativa C - Novos empregos significavam o contínuo ciclo de produção e consumo.
6. Foi uma crise de superprodução das fábricas, que ficaram com grandes estoques de produtos sem um
mercado consumidor capaz de absorvê-los, gerando a crise de 1929. Na época, para combater os efeitos
da crise, o governo desenvolveu formas de intervir na economia e provocar o seu aquecimento em um
plano chamado New Deal (Novo Acordo).
7. Acumulação de renda e crescimento da pobreza; exploração indiscriminada de recursos naturais e
impactos ambientais; aumento estrutural do desemprego; obsolescência programada, etc.
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8. Televisores, aparelhos de som, celulares/smartphones, notebooks, máquinas de lavar, videogames, etc.
9. É esperado que o estudante faça apontamentos no seguinte sentido: permanecer com o mesmo produto
tecnológico ao máximo de tempo permitido, repondo peças e fazendo manutenção em produtos
danificados; eliminando da vida diária a utilização de produtos descartáveis, como garrafas, copos,
talheres, etc. Reutilização de objetos e roupas usadas, assim como da água utilizada nas atividades diárias.

AULA 9
Objeto de conhecimento: Desigualdade social do trabalho
Habilidade: (EF07GE05-A) Distinguir as diferentes formas de organização do trabalho desde o Mercantilismo até o
Capitalismo Contemporâneo.

DO MERCANTILISMO AO CAPITALISMO

O Mercantilismo foi o conjunto de ideias e práticas


econômicas, desenvolvidas na Europa no séc. XV, durante a
Idade Moderna.
Segundo o mercantilismo, a fonte de riqueza de uma nação
se baseava no comércio com o mercado exterior e no acúmulo
de metais preciosos.
Principais características do mercantilismo:
Controle estatal da economia
Os reis, com o apoio da burguesia mercantil, foram
assumindo o controle da economia nacional, visando fortalecer
ainda mais o poder central e obter os recursos necessários para
expandir o comércio.
Dessa forma, o controle estatal da economia tornou-se a
base do mercantilismo.
Disponível em: [Link] Acesso em: 26 de abr. 2022 - Adaptado

Balança comercial favorável


Consistia na ideia de que a riqueza de uma nação estava associada a sua capacidade de exportar mais do
que importar.
Para que as exportações superassem sempre as importações (superávit), era necessário que o Estado se
ocupasse com o aumento da produção e na busca de mercados externos para a venda dos seus produtos.

19
Monopólio
Os governos, interessados numa rápida acumulação de capital, estabeleceram monopólio sobre as
atividades mercantis e manufatureiras, tanto na metrópole como nas colônias.
Donos do monopólio, o Estado concedia à burguesia, através das Companhias de Comércio, o direito de
explorar o comércio de pessoas escravizadas, a venda de produtos agrícolas, etc.
A burguesia, favorecida pela concessão exclusiva, comprava pelo preço mais baixo o que os colonos
produziam e vendiam pelo preço mais alto tudo o que os colonos necessitavam. Dessa forma, a economia
colonial funcionava como um complemento da economia da metrópole.
Protecionismo
Protecionismo significa proteger o mercado interno de um país.
Através do aumento das tarifas alfandegárias, que elevava os preços dos produtos importados, os
governos garantiam o mercado interno para os produtores nacionais.
O protecionismo também ocorria através da proibição de se exportar matérias-primas que favorecessem
o crescimento industrial do país concorrente.
Metalismo
Os mercantilistas defendiam a ideia de que a riqueza de um país era medida pela quantidade de ouro e
prata que possuíssem.
Por isso, houve a busca por regiões na América onde fosse possível extrair estes metais preciosos.

Fases do Mercantilismo
Ao longo de três séculos, os pensadores mercantilistas foram mudando sua opinião a respeito do que
faria a riqueza de uma nação. Por isso, identificamos três fases das práticas mercantilistas:
Mercantilismo metalista, séc. XVI
No século XVI, vigorava o
mercantilismo metalista. A Espanha é o
melhor exemplo desta fase, pois enriqueceu
com o ouro e a prata, explorados no
continente americano, mas como não
desenvolveu a agricultura e a indústria,
passou a importar produtos pagos com ouro
e prata.
Como as importações superavam as
exportações (déficit), a economia espanhola
no século XVII, entrou numa crise que
durou um longo período.

Disponível em: [Link] Acesso em: 26 de abr. 2022 - Adaptado

Mercantilismo comercial, séc. XVI


Portugal foi o país que demonstrou maior flexibilidade na aplicação do mercantilismo. No século XVI,
com a descoberta do caminho marítimo para as Índias, pois em prática o mercantilismo comercial,
comprando e revendendo mercadorias do Oriente.
Com a exploração das terras americanas, se tornou o pioneiro do mercantilismo de plantagem, baseado
na produção de açúcar destinada ao mercado internacional.
No século XVIII, com o ouro de Minas Gerais, praticou o mercantilismo metalista.

20
Mercantilismo industrial, séc. XVII
Na França, o mercantilismo estava voltado para o desenvolvimento de manufaturas de luxo para atender
a nobreza e o mercado espanhol. Da mesma forma, procurou expandir suas companhias de comércio, bem
como a construção naval.
Essa política econômica ficou conhecida como mercantilismo industrial ou colbertismo, referência ao
ministro Colbert, quem mais a incentivou.
Origem do Mercantilismo
O mercantilismo começou a surgir na Baixa Idade Média (X a XV), época em que teve início o processo
de formação das monarquias nacionais.
Porém, foi somente na Idade Moderna (XV a XVIII) que ele se firmou como política econômica
nacional e atingiu o seu desenvolvimento.
Ao passo que as monarquias europeias foram se firmando como Estados modernos, os reis recebiam o
apoio da burguesia comercial, que buscava a expansão do comércio para fora das fronteiras do país.
Além disso, o Estado lhe concedia o monopólio das atividades mercantis e defendia o comércio nacional
e colonial da interferência de grupos estrangeiros.
Disponível em: [Link] Acesso em: 26 de abr. 2022 - Adaptado

O CAPITALISMO

O capitalismo é um sistema econômico e social baseado no direito à propriedade privada, no lucro e na


acumulação de capital.
A palavra capital vem do latim capitale e significa "cabeça", no qual
faz alusão às cabeças de gado, ou seja, uma das medidas de riqueza nos
tempos antigos. Atualmente, capital está relacionado diretamente com o
dinheiro ou crédito.
Também conhecido como economia de mercado, o capitalismo opera
através das leis da livre iniciativa, da livre concorrência e das leis da
oferta e da procura.
Surgiu no século XV, na passagem da Idade Média para a Idade
Moderna, a partir da decadência do sistema feudal e do nascimento de
uma nova classe social, a burguesia.
O sistema capitalista se consolidou a partir das revoluções burguesas
ocorridas nos séculos XVII e XVIII e, da revolução industrial, que
[Link]/hxJ06
instituiu um novo modo de produção.

Características do Capitalismo
O capitalismo se assenta no pensamento liberal e é orientado por alguns fatores determinantes:

 O direito à propriedade privada, compreendido como um direito natural dos seres humanos.
 A livre iniciativa;
 A livre concorrência;
 A lei do mercado (oferta e procura);
 O lucro como o objetivo principal da produção;
 A possibilidade de acumulação de riquezas;
 A instituição do trabalho assalariado no lugar da servidão;
 O controle dos sistemas produtivos por parte de proprietários privados e do Estado. 21
Para Adam Smith, um dos principais pensadores do liberalismo, o sistema capitalista é o único que pode
funcionar por ter como base a necessidade natural dos indivíduos de atender os seus interesses próprios.
Fases do Capitalismo
Podemos dizer que o capitalismo está dividido, historicamente, em quatro fases. São elas:

 Capitalismo Comercial ou Mercantil (pré-  Capitalismo Financeiro ou Monopolista;


capitalismo);  Capitalismo Informacional ou Tecnológico.
 Capitalismo Industrial ou Industrialismo;
Disponível em [Link] Acesso em 26 de abr. 2022 - Adaptado

DIVISÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO: DIT

A DIT (Divisão Internacional do Trabalho) é a distribuição da produção econômico-industrial e


internacional. 
Considerando que é impossível que um único país seja potencialmente produtor de todas as
mercadorias, dividem-se os campos de especialização produtiva pelas diversas partes da Terra.
A DIT passou por algumas fases, essas obedeceram à dinâmica econômica e política do período
histórico em que elas existiram. Veja o quadro:

Esquema ilustrativo simplificado das fases da DIT


PRIMEIRA DIT
Durante o final do século XV e ao longo do século XVI, período de início das grandes navegações e de
expansão da civilização europeia pelo mundo, o capitalismo encontrava-se em sua fase inicial, chamada de
capitalismo comercial (mercantilismo). Esse período era caracterizado pela manufatura (produção manual)
a partir da extração de matérias-primas e pelo acúmulo de minérios e metais preciosos por parte das nações
(metalismo).
Com isso, aqueles locais colonizados pelos países
europeus exerciam a função de produzir, a partir da
exploração de seus recursos naturais, os metais
preciosos e as matérias-primas utilizados pelas
metrópoles. Um exemplo é o do Brasil, em que
Portugal extraía o Pau-Brasil para a produção de vários
tipos de produtos.
22
SEGUNDA DIT
Durante o século XVI – mas principalmente a partir do século XVII – essa divisão do trabalho sofreu
algumas poucas e sensíveis alterações. Com a Primeira e a Segunda Revolução Industrial, as colônias e os
países subdesenvolvidos passaram a fornecer também
produtos agrícolas, assim como vários tipos de minerais A maioria das indústrias automobilísticas é, na verdade,
responsável apenas pela montagem dos carros.
e especiarias. Nesse período, por exemplo, o Brasil se
viu marcado pela monocultura da cana-de-açúcar (século XVI) e exploração de ouro (século XVII).
 

TERCEIRA DIT OU “NOVA DIT”

A partir do século XX, com a Revolução Técnico-Científica-Informacional e a consolidação do


Capitalismo Financeiro, temos a expansão das grandes multinacionais pelo mundo. Isso acarretou na
mudança da Divisão Internacional do Trabalho, que passou a ser conhecida também por Nova DIT.
Nesse período, os países subdesenvolvidos também realizaram os seus processos tardios de
industrialização. Só que, diferentemente da industrialização dos países desenvolvidos, essa aconteceu a partir
da abertura do mercado financeiro desses países e pela instalação de empresas Multinacionais ou Globais,
oriundas, quase sempre, de países desenvolvidos.
Além disso, assistiu-se também a uma segmentação do
mercado produtivo. Para buscar isenções de impostos e
rápido acesso a matérias-primas nos países
subdesenvolvidos, as multinacionais distribuíram o seu
processo produtivo por todo o globo terrestre. Um carro, por
exemplo, tem o seu motor produzido no México, os para-
choques na Argentina, o Chassi na Coreia do Sul e a
montagem realizada no Brasil.
Com isso, surgiu a denominação de “indústrias A Divisão Internacional do Trabalho se intensifica com os
avanços tecnológicos informacionais
maquiladoras”, pois não havia produção de nenhum material
nelas, mas apenas a montagem oriunda da produção de peças de diversos setores do mundo.
Convém ressaltar que a produção industrial continua sendo realizada majoritariamente pelos países
desenvolvidos, ou com o capital oriundo desses países. Apenas o local da produção é que mudou, mas todo o
capital dessas empresas retorna aos seus países de origem. Essa migração das multinacionais se deve pela
busca de mão de obra abundante nos países pobres e por maiores oportunidades de explorarem os recursos
naturais.
Disponível em: [Link] Acesso em: 19 de ago. 2020.

Atividades

1. Explique o conceito e caracterize a Divisão Internacional do Trabalho (DIT).

2. Observe as colunas abaixo e relacione as informações.


Coluna 1 Coluna 2
1. ( ) Exportação de cana-de-açúcar do Brasil para Portugal no
I. Primeira Divisão Internacional
século XVII.
do Trabalho
2. ( ) Produção e exportação de café no período da República
II. Segunda Divisão Internacional
23
Velha.
3. ( ) Exploração de ouro no território brasileiro por Portugal no
do Trabalho
século XVIII.
III. Nova Divisão Internacional do
4. ( ) Instalação da fábrica da Suzuki no Brasil.
Trabalho
5. ( ) Compra de produtos industrializados britânicos pelo Brasil no
final do século XIX.

3. Leia o título da reportagem abaixo.

A Guerra Fiscal é um fenômeno relativamente recente na história econômica brasileira e está


intrinsecamente relacionada à Nova DIT. Explique essa relação, conceituando Guerra Fiscal e descrevendo a
lógica da Nova Divisão Internacional do Trabalho.
4. Por quais motivos as empresas multinacionais (ou transnacionais) migram e dividem seus processos
produtivos e diferentes lugares do mundo?

5. Leia o texto a seguir.


“A industrialização ampliou a divisão do trabalho dentro da unidade de produção (a fábrica) e no interior
da sociedade de cada país. Ao mesmo tempo, estabeleceu a Divisão Internacional do Trabalho entre os
países industriais e as regiões fornecedoras de produtos agrícolas e minerais”.
(LUCCI, E. A. et. al. Território e sociedade no mundo globalizado: Geografia Geral e do Brasil. Ensino Médio. Editora Saraiva, 2005. p.56).

Assinale a alternativa que NÃO expressa uma característica da Divisão Internacional do Trabalho (DIT).

(A) Os países desenvolvidos exportam produtos tecnológicos e os países subdesenvolvidos exportam


matérias-primas.
(B) A formação da DIT está relacionada, principalmente, com os eventos ligados ao colonialismo.
(C) Conferências internacionais são anualmente realizadas para se definir qual tipo de produto cada país
produzirá no contexto do comércio internacional.
(D) A Divisão Internacional do Trabalho envolve, entre outras questões, as relações desiguais entre o norte
desenvolvido e o sul subdesenvolvido nos campos político e econômico.

6. Assinale qual dos fenômenos abaixo NÃO representa uma consequência das atuais condições da Divisão
Internacional do Trabalho:
(A) Intensificação da Globalização e dos meios tecnológicos.
(B) Desconcentração das riquezas mundiais.
(C) Expansão das grandes corporações para todo o mundo.
(D) Enfraquecimento das leis ambientais em países periféricos.

24
7. A chamada “Divisão Internacional do Trabalho” é dividida em algumas fases. Uma delas, conhecida
como fase clássica, exprime uma relação entre
(A) países capitalistas e países socialistas.
(B) países desenvolvidos e países não desenvolvidos.
(C) países exportadores de petróleo e países não desenvolvidos.
(D) países socialistas e países produtores de bens primários.

8. “O Mercantilismo foi o conjunto de ideias e práticas econômicas, desenvolvidas na Europa no séc. XV,


durante a Idade Moderna.”
Agora, após a breve introdução do que foi o Mercantilismo, mencione abaixo a sua origem.

9. Ao longo de três séculos, os pensadores mercantilistas foram mudando sua opinião a respeito do que faria
a riqueza de uma nação. Sendo assim, aponte as três fases do processo mercantilista de mercado, citando
suas principais características.

10. Com base no que vimos em aula sobre o sistema capitalista, faça uma lista abaixo mencionando suas
principais características e também suas principais fases ao longo da história.
Respostas Aula 9
1. A Divisão Internacional do Trabalho (DIT) é a distribuição comercial da produção de mercadorias e
matérias-primas envolvendo os países do globo terrestre. A DIT se caracteriza por reproduzir as
condições estruturais e econômicas dos diversos Estados do mundo, em que os países desenvolvidos
costumam seguir uma determinada tendência em comum e os subdesenvolvidos ou países colonizados
seguem uma tendência outra. 
2. 1. (I) – A exportação de matérias-primas e produtos primários pelas colônias para as metrópoles, como foi
o caso da colonização do Brasil por Portugal, é representativa da Primeira Divisão Internacional do
Trabalho.
2. (II) – A Segunda Divisão Internacional do trabalho caracterizou-se pela produção de produtos agrícolas
e primários pelos países subdesenvolvidos (como o Brasil) e a fabricação de produtos industrializados
pelas grandes potências do período (como a Inglaterra).
3. (I) - O período colonial, indicativo da Primeira Divisão do Trabalho, proporcionou a exploração e
produção de metais preciosos para as grandes metrópoles, o que impulsionou o desenvolvimento de
algumas destas.
4. (III) – A instalação de multinacionais, buscando matérias-primas abundantes e mão de obra barata, é
característica da Terceira DIT ou Nova DIT.
5. (II) – Ao passo que compravam matérias-primas e produtos primários dos países subdesenvolvidos, os
países ricos exportavam para eles os seus produtos industrializados. Essas características demarcaram a
Segunda DIT.
3. A Guerra Fiscal é a disputa entre as diversas regiões ou estados de um país para atrair a instalação de
empresas estrangeiras, através da redução ou isenção de impostos. A instalação dessas empresas em
países subdesenvolvidos, como o Brasil, faz-se em busca de leis ambientais mais permissivas, mão de
obra barata e matéria-prima abundante. Tal configuração está relacionada à Nova DIT, em que as
empresas multinacionais se deslocam para as mais diversas partes do mundo, produzindo produtos
industrializados que são novamente destinados, preferencialmente, aos países centrais. No caso do Brasil,
os estados da federação por vezes fazem disputa (com isenções e facilidades) para atraírem empresas de
outros estados.

25
4. Essa migração das multinacionais se deve pela busca de mão de obra abundante nos países pobres e por
maiores oportunidades de explorarem os recursos naturais.
5. Alternativa C. Conferências internacionais são anualmente realizadas para se definir qual tipo de produto
cada país produzirá no contexto do comércio internacional
6. Alternativa B. Desconcentração das riquezas mundiais.
7. Alternativa B A Divisão Internacional do Trabalho clássica é dividida em países desenvolvidos
(especializados na produção de tecnologia e bens de produção) e países não desenvolvidos
(especializados na produção de matéria-prima).
8. O mercantilismo começou a surgir na Baixa Idade Média (X a XV), época em que teve início o processo
de formação das monarquias nacionais.
Porém, foi somente na Idade Moderna (XV a XVIII) que ele se firmou como política econômica nacional
e atingiu o seu desenvolvimento.

9. Mercantilismo metalista, séc. XVI - No século XVI, vigorava o mercantilismo metalista. A Espanha é
o melhor exemplo desta fase, pois enriqueceu com o ouro e a prata, explorados no continente americano,
mas como não desenvolveu a agricultura e a indústria, passou a importar produtos pagos com ouro e
prata.
Mercantilismo comercial, séc. XVI - Portugal foi o país que demonstrou maior flexibilidade na
aplicação do mercantilismo. No século XVI, com a descoberta do caminho marítimo para as Índias, pois
em prática o mercantilismo comercial, comprando e revendendo mercadorias do Oriente.
Mercantilismo industrial, séc. XVII - Na França, o mercantilismo estava voltado para o
desenvolvimento de manufaturas de luxo para atender a nobreza e o mercado espanhol. Da mesma forma,
procurou expandir suas companhias de comércio, bem como a construção naval.
10. O capitalismo é um sistema econômico e social baseado no direito à propriedade privada, no lucro e na
acumulação de capital. Suas fases são:
- Capitalismo Comercial;
- Industrial;
- Financeiro;
-Informacional.

26
AULA 10
Objeto de conhecimento: Introdução a regionalização do Brasil
Habilidade: (GO-EF07GE14) Comparar e analisar as diferentes propostas de divisão regional do Brasil, elaboradas
tanto por órgãos do poder público federal quanto por pesquisadores/estudiosos da ciência geográfica.

INTRODUÇÃO A REGIONALIZAÇÃO DO BRASIL

O Brasil é dividido em Estados e Regiões. A


regionalização, proposta em 1969, foi elaborada pelo
IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), e
sua implantação efetiva vigorou a partir de 1° de janeiro
de 1970. Para consolidar a divisão do país, o IBGE
tomou como base os aspectos naturais, embora tenha
levado em conta os fatores humanos ao formar o
Sudeste. Foram criadas as seguintes Regiões:

Centro-Oeste
Constituída por Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do
Sul e Distrito Federal, totaliza uma área de 1.604 852
km2 que abriga aproximadamente 14 milhões de
pessoas.

Nordeste
A região caracterizada pela seca ocupa uma área de 1.556.001 km2, onde vivem aproximadamente 53
milhões de pessoas. É composta pelos estados da Bahia, Sergipe, Pernambuco, Alagoas, Paraíba, Rio Grande
do Norte, Ceará, Piauí e Maranhão.

27
Norte
Formada pelos estados do Acre, Tocantins, Amazonas, Roraima, Rondônia, Pará e Amapá. O território é
constituído por uma área de 3.851 560 km2, ocupada por aproximadamente 15,8 milhões de pessoas.

Sudeste
Região onde vivem cerca de 80,3 milhões de habitantes distribuídos em uma área de 927. 286 km2. O
sudeste é constituído por quatro estados, são eles: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo.

Sul
Ocupa uma extensão territorial de 575. 316 km2, onde se encontram distribuídos cerca de 27,3 milhões de
habitantes. A menor das regiões brasileiras é formada pelos estados do Paraná, Rio Grande do Sul e Santa
Catarina.

REGIONALIZAÇÃO GEOECONÔMICA DO TERRITÓRIO BRASILEIRO


"Além da divisão regional brasileira composta
por cinco macrorregiões (Sul, Sudeste, Centro-
Oeste, Norte e Nordeste), existe outra divisão do
território nacional (ainda não oficial). Essa outra
proposta de regionalização tem como critérios os
aspectos naturais e, principalmente, os
socioeconômicos, são as chamadas regiões
geoeconômicas do Brasil.
Essa divisão estabelece três regiões
geoeconômicas – a Amazônia, o Nordeste e o
Centro-Sul. Os estados que integram essas regiões
apresentam várias características em comum, no
entanto, é necessário ressaltar que não há
homogeneidade, sendo que cada unidade
apresenta peculiaridades socioeconômicas.
Conforme essa proposta de regionalização do
território brasileiro, o norte de Minas Gerais faz
parte do complexo regional nordestino, o extremo
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sul do Mato Grosso pertence à região Centro-Sul
e o restante do seu território faz parte da região da
Amazônia, a porção oeste do Maranhão integra-se à Amazônia, e o extremo sul do Tocantins pertence à
região Centro-Sul.

1 – Amazônia
Compreende toda a extensão da floresta Amazônica localizada em território brasileiro. Integrada por
todos os estados da região Norte, além do Mato Grosso (exceto sua porção sul) e oeste do Maranhão. É uma
região que apresenta baixa densidade demográfica.

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As atividades econômicas desenvolvidas são: a agropecuária, que constitui o setor econômico mais
importante, extrativismo vegetal, mineração e o setor industrial, com destaque para a zona industrial de
Manaus.

2 – Centro-Sul
O complexo regional do Centro-Sul corresponde a quase um terço do território nacional, compreende
aos estados das regiões Sul e Sudeste (exceto o extremo norte de Minas Gerais), ao estado de Goiás, Mato
Grosso do Sul, extremo sul do Mato Grosso e extremo sul do Tocantins.
É o complexo regional mais desenvolvido economicamente, abriga a maior parte do parque industrial,
das áreas de atividades agrícolas mais modernas, dos bancos, mercados de capitais, empresas transnacionais,
comércios e universidades do país. É extremamente urbanizado.

3 – Nordeste
O complexo regional do Nordeste vai desde a porção leste do Maranhão até o norte de Minas Gerais,
incluindo todos os estados nordestinos. Abrange cerca de 30% do território nacional.
É a região onde ocorreu o processo de povoamento do país. Possui grandes contrastes naturais e
socioeconômicos entre as áreas litorâneas, mais urbanizadas, industrializadas e desenvolvidas
economicamente, e o interior com predomínio de clima semiárido e grandes problemas sociais.
As principais atividades econômicas desenvolvidas nesse complexo regional são:
Meio Norte – extrativismo vegetal, agricultura tradicional de algodão, cana-de-açúcar e arroz.
Sertão – pecuária extensiva e de corte, agricultura (milho, feijão e cana-de-açúcar) e o cultivo irrigado de
frutas e flores. Nas áreas litorâneas ocorre a extração de sal. Também há a presença de indústrias (polo têxtil
e de confecções).
Zona da Mata – predominam as grandes propriedades agrícolas que praticam a monocultura canavieira
destinada para a exportação do açúcar. Além da cana, ocorre o cultivo do cacau e do fumo. Destaca-se
também a produção de sal marinho, principalmente no Rio Grande do Norte.
Agreste – a principal atividade econômica nos trechos mais secos do agreste é a pecuária extensiva; nos
trechos mais úmidos é a agricultura de subsistência e a pecuária leiteira."

Disponível em: [Link] Acesso em: 22 mai. 2022


[Link] Acesso em: 22 mai. 2022

ATIVIDADES

1. O Brasil é dividido em Estados e Regiões. A regionalização, proposta em 1969, foi elaborada por que
órgão estatal brasileiro?

2. O processo de Regionalização de uma área, pode ocorrer mediante vários critérios como: aspectos
naturais, política, cultura, etnia, dentre outros. Mencione abaixo quais os critérios adotados para que essa
regionalização de 1969 pudesse ocorrer.

3. Agora, mencione abaixo o nome das cinco regiões geopolíticas do território brasileiro.

4. Dentre as cinco regiões brasileiras citadas por você acima, qual delas é a menor em dimensões territoriais?

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5. Analise a imagem abaixo, em seguida marque a alternativa que corresponde às regiões geoeconômicas do
território brasileiro obedecendo as seguintes numerações.

(A) 1- Amazônia; 2- Nordeste; 3- Centro-Sul;


(B) 1- Nordeste; 2- Centro-Sul; 3- Amazônia;
(C) 1- Centro-Norte; 2- Centro-Sul; 3- Agreste;
(D) 1- Amazônia; 2- Centro-Sul; 3- Nordeste.

6. Dentre as principais características da subregião nordestina, qual a alternativa abaixo compreende as


características da subregião AGRESTE.
(A) extrativismo vegetal, agricultura tradicional de algodão, cana-de-açúcar e arroz.
(B) a principal atividade econômica nos trechos mais secos do agreste é a pecuária extensiva; nos trechos
mais úmidos é a agricultura de subsistência e a pecuária leiteira.
(C) pecuária extensiva e de corte, agricultura (milho, feijão e cana-de-açúcar) e o cultivo irrigado de frutas e
flores. Nas áreas litorâneas ocorre a extração de sal. Também há a presença de indústrias (polo têxtil e de
confecções).
(D) predominam as grandes propriedades agrícolas que praticam a monocultura canavieira destinada para a
exportação do açúcar. Além da cana, ocorre o cultivo do cacau e do fumo. Destaca-se também a produção de
sal marinho, principalmente no Rio Grande do Norte.

7. Quanto à divisão regional brasileira em regiões geoeconômicas, todas as afirmativas são verdadeiras,
exceto:
(A) Foi elaborada com base na formação histórica econômica do Brasil.
(B) Trata-se de uma divisão regional não-oficial.
(C) Os limites não coincidem com os limites dos Estados.
(D) Tem como objetivo o levantamento de dados estatísticos para análise da realidade social e econômica da
região.

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Respostas Aula 10
1. A regionalização proposta em 1969 foi elaborada pelo órgão estatal IBGE (Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística)
2. O critério adotado pelo IBGE foram os aspectos naturais que abrigam cada estado brasileiro, como, por
exemplo, a vegetação: Mata Amazônica, Cerrado, Caatinga, Mata Atlântica, Pampas.
3. Norte; Nordeste; Centro-Oeste; Sudeste e Sul
4. A região Sul é a menor dentre as cinco regiões geopolíticas do Brasil ocupando uma extensão territorial de
575. 316 km2, onde se encontram distribuídos cerca de 27,3 milhões de habitantes.
5. Alternativa D - 1- Amazônia; 2- Centro-Sul; 3- Nordeste.
6. Alternativa B - a principal atividade econômica nos trechos mais secos do agreste é a pecuária extensiva;
nos trechos mais úmidos é a agricultura de subsistência e a pecuária leiteira.
7. Alternativa D - Tem como objetivo o levantamento de dados estatísticos para análise da realidade social e
econômica da região.
4121 7733 9118 5152

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Common questions

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The regionalization of Brazil in 1940 was primarily based on physical geography. This approach tried to define each major Brazilian region according to physical features, emphasizing their main characteristics . The choice of physical geography as the criterion reflects the era's prevalent emphasis on natural features to understand and organize regional divisions .

During the colonial period, under the First Division International du Travail, colonized territories were exploited for their natural resources and used to produce raw materials and precious metals for European metropolises. This exploitation was part of the mercantilist policy, driven by the Europeans' need to accumulate wealth through metalism and raw materials extraction .

Regionalization is the process of dividing a territory based on specific criteria to understand and manage it effectively. It involves recognizing differences in areas and is significant for territorial administration as it aids in policy formulation, resource allocation, and socio-economic development by highlighting regional disparities and needs .

Capitalism is characterized by private property rights, profit maximization, wealth accumulation, and wage labor. Historically, it evolved through Commercial Capitalism, with a focus on trade; Industrial Capitalism, characterized by industrial production; Financial Capitalism, marked by financial and monopolistic institutions; and Informational Capitalism, which emphasizes information technology and globalization .

The initial regionalization strategy in Brazil, such as that in 1940, predominantly utilized geographical criteria. Over time, the approach evolved to incorporate socio-economic factors, leading to the concept of geoeconomic regions. These regions are based on both natural and socio-economic criteria, acknowledging internal differences and the need for tailored policy applications .

Demographic characteristics provide insights into population distribution in Brazil by highlighting how age, sex, and ethnicity impact socio-economic development. Such factors influence regional labor markets, educational needs, and cultural dynamics, allowing for targeted policies that cater to the distinct needs and potentials of each demographic group .

The Brazilian government regionalized its territory to organize knowledge about the country, facilitate the administration of public policies, and establish an official framework for statistical information. This effort enables the state to implement programs and policies effectively across different regions .

Population density in Brazil varies significantly, with the Southeast having the highest density, influenced by urbanization and economic opportunities. The North, despite its large area, has the lowest density due to extensive forest areas and less infrastructure. Socio-economic factors, urban development, historical settlement patterns, and geographic characteristics significantly contribute to these differences .

Tocantins was included in the Northern region of Brazil due to its physical, human, and economic characteristics that resemble those of other Northern states. Some of these include the presence of the Amazon Forest, which is a predominant vegetation type in Tocantins, aligning it with the natural and environmental features of the North .

Within the New Division International du Travail, subdeveloped countries have seen the introduction of multinational companies seeking natural resources and cheap labor. This movement places these countries within global production chains but often under unequal terms, which can lead to environmental strain due to permissive regulations and exacerbated socio-economic disparities .

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