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Fábulas de Amizade e Esperteza

A história apresenta nove fábulas curtas que ensinam lições de vida como a importância da amizade, da precaução e da esperteza. As fábulas retratam interações entre animais e como eles lidam com situações de perigo ou conflito.
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Fábulas de Amizade e Esperteza

A história apresenta nove fábulas curtas que ensinam lições de vida como a importância da amizade, da precaução e da esperteza. As fábulas retratam interações entre animais e como eles lidam com situações de perigo ou conflito.
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6.

Os viajantes e o urso
Dois homens viajavam juntos quando, de repente, surgiu um urso de dentro da
floresta e parou diante deles, urrando.

Um dos homens tratou de subir na árvore mais próxima e agarrar-se aos ramos.
O outro, vendo que não tinha tempo para esconder-se, deitou-se no chão,
esticado, fingindo de morto, porque ouvira dizer que os ursos não tocam em
homens mortos.

O urso aproximou-se, cheirou o homem deitado, e voltou de novo para a


floresta.

Quando a fera desapareceu, o homem da árvore desceu apressadamente e disse


ao companheiro:

— Vi o urso a dizer alguma coisa no teu ouvido. Que foi que ele disse?

Disse que eu nunca viajasse com um medroso.

A história dos viajantes e do urso fala de dois amigos que tiveram dois
comportamentos completamente diferentes diante da situação de perigo:
um subiu às pressas na árvore e o outro se fingiu de morto. Embora fossem
amigos e viajassem juntos, na hora do aperto cada um correu para um
lado.

Apesar do final feliz - de os dois terem se salvado -, a história registra a lição


de que é na hora do perigo que conhecemos os verdadeiros amigos.

7. O leão e o javali
Num dia muito quente, um leão e um javali chegaram juntos a um poço.
Estavam com muita sede e começaram a discutir para ver quem beberia
primeiro.

Nenhum cedia a vez ao outro. Já iam atracar-se para brigar, quando o leão
olhou para cima e viu vários urubus voando.

— Olhe lá! — disse o leão. — Aqueles urubus estão com fome e esperam para ver
qual de nós dois será derrotado.

— Então, é melhor fazermos as pazes — respondeu o javali. — Prefiro ser seu


amigo a ser comida de urubus.
Quantas vezes já não ouvimos casos de inimigos que afinal viraram amigos
por causa de um inimigo em comum? Esse é o resumo da história do leão e
javali, inimigos naturais que iam acabar tirando a vida um do outro numa
briga boba, para ver quem beberia a água do poço primeiro.

Quando viram o futuro negro - os urubus que sobrevoavam a região -


acharam melhor fazer as pazes do que correrem o risco de virarem carniça
e serem devorados pelos urubus.

Espertos, o leão e o javali acabaram salvando a própria pele.

A historinha breve nos ensina que, diante de um perigo maior, é melhor


esquecer as pequenas rivalidades.

8. A cigarra e as formigas
Num belo dia de inverno as formigas estavam tendo o maior trabalho para secar
suas reservas de trigo. Depois de uma chuvarada, os grãos tinham ficado
completamente molhados. De repente, apareceu uma cigarra:

— Por favor, formiguinhas, me dêem um pouco de trigo! Estou com uma fome
danada, acho que vou morrer.

As formigas pararam de trabalhar, coisa que era contra os princípios delas, e


perguntaram:

— Mas por quê? O que você fez durante o verão? Por acaso não se lembrou de
guardar comida para o inverno?

— Para falar a verdade, não tive tempo — respondeu a cigarra. — Passei o verão
cantando!

— Bom. Se você passou o verão cantando, que tal passar o inverno dançando? —
disseram as formigas, e voltaram para o trabalho dando risada.
A cigarra e as formigas é das histórias infantis mais tradicionais do mundo
ocidental. A breve fábula nos ensina a sermos precavidos, a pensarmos no
futuro.

Com as formigas aprendemos que é preciso planejar e se prevenir para os


dias mais complicados que poderão surgir.

A cigarra, irresponsável, só pensou no próprio bem-estar aproveitando o


verão e não se planejou para os dias de inverno. Com fome, precisou pedir
ajuda para as formigas, que souberam ser maduras e trabalhadoras, mas
não foram solidárias porque escolheram não partilhar o trigo.

9. O lobo e o burro
Um burro estava comendo quando viu um lobo escondido espiando tudo que ele
fazia. Percebendo que estava em perigo, o burro imaginou um plano para salvar
a sua pele.

Fingiu que era aleijado e saiu mancando com a maior dificuldade. Quando o
lobo apareceu, o burro todo choroso contou que tinha pisado num espinho
pontudo.

— Ai, ai, ai! Por favor, tire o espinho de minha pata! Se você não tirar, ele vai
espetar sua garganta quando você me engolir.
O lobo não queria se engasgar na hora de comer seu almoço, por isso quando o
burro levantou a pata ele começou a procurar o espinho com todo cuidado.
Nesse momento o burro deu o maior coice de sua vida e acabou com a alegria do
lobo.

Enquanto o lobo se levantava todo dolorido, o burro galopava satisfeito para


longe dali.

Em O lobo e o burro lemos a esperteza do burro que, sabendo da sua


fraqueza diante do lobo, usou da sabedoria para conseguir salvar a
própria pele.

Malandro, o burro - que não era nada ignorante - arranjou uma desculpa
convincente para o lobo se colocar numa posição vulnerável.

Quando percebeu que poderia vencer o lobo com um coice, o burro não
pestanejou e se livrou da situação de risco em que se encontrava.

A breve historinha nos ensina que, por um lado, podemos vencer situações
adversas com perspicácia e, por outro lado, que devemos desconfiar
sempre de favores inesperados.

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