Protocolos Clínicos COVID-19 Marinha Brasil
Protocolos Clínicos COVID-19 Marinha Brasil
PRINCIPAIS MODIFICAÇÕES....................................................................................................4
1– INFORMAÇÕES GERAIS SOBRE A DOENÇA.....................................................................5
1.1 – INTRODUÇÃO......................................................................................................................5
1.2 – MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS INICIAIS...........................................................................5
1.3 – CLASSIFICAÇÃO DOS CASOS..........................................................................................5
1.4 – PERÍODO DE INCUBAÇÃO E TRANSMISSIBILIDADE.................................................6
1.5 – DIAGNÓSTICO.....................................................................................................................7
1.5.1 - TESTE MOLECULAR: RT-PCR EM TEMPO REAL.......................................................7
1.5.2 - TESTES SOROLÓGICOS IGM E IGG...............................................................................8
1.5.2.1 - Diretrizes Institucionais para Realização dos Testes Sorológicos para COVID 19..........8
1.5.2.2 - Interpretação dos testes sorológicos, reativo para IgG e IgM para o SARS-CoV-2, em
profissionais assintomáticos............................................................................................................9
1.5.2.3 - Interpretação dos testes sorológicos quando disponível a realização de IgG e IgM para o
SARS-CoV-2 em pacientes sintomáticos........................................................................................9
1.5.2.4 – Uso dos testes sorológicos como critérios para internação de pacientes em unidades
críticas destinadas a pacientes não infectados pela COVID -19....................................................10
1.6 - TRATAMENTO....................................................................................................................10
1.6.1 – TRATAMENTO FARMACOLÓGICO............................................................................11
1.6.1.1 – Cloroquina ou da Hidroxicloroquina..............................................................................11
1.6.1.2 – Enoxaparina....................................................................................................................13
1.6.1.3 – Corticóides + Ivermectina...............................................................................................14
1.6.1.4 – Outros Medicamentos.....................................................................................................14
1.6.2 – VENTILAÇÃO MECÂNICA INVASIVA.......................................................................14
1.7 – CRITÉRIOS DE INTERNAÇÃO........................................................................................15
1.8 – PREVENÇÃO......................................................................................................................15
1.8.1 – MEDIDAS GERAIS..........................................................................................................15
1.8.2 – IMUNIZAÇÃO..................................................................................................................15
1.8.3 – LIMPEZA E DESINFECÇÃO..........................................................................................16
1.9 - DEFINIÇÃO DE CASOS.....................................................................................................16
1.10 – DEFINIÇÃO DO TIPO DE PRECAUÇÃO.......................................................................17
1.11 – TRANSPORTE DOS CASOS SUSPEITOS OU CONFIRMADOS.................................18
1.12 – ORIENTAÇÃO PARA AFASTAMENTO E RETORNO ÀS ATIVIDADES DE
PROFISSIONAIS DE SAÚDE.....................................................................................................19
2– PROTOCOLOS DE ATENÇÃO AO SURGIMENTO DO COVID-19..................................20
2.1– FASE 1 OU FASE DE PREPARAÇÃO...............................................................................20
2.2 - FASE 2 OU FASE DE CONTENÇÃO.................................................................................20
2.3 - FASE 3 OU FASE DE PANDEMIA....................................................................................20
3 - FLUXO DE ATENDIMENTO................................................................................................22
3.1 - HOSPITAL NAVAL MARCÍLIO DIAS E HOSPITAIS DISTRITAIS..............................22
3.2 - POLICLÍNICAS, SNNF, ANP, HCM, OMFM, UMEsq E UMEM.....................................23
3.3 – FLUXO ASSISTENCIAL PARA PRIVADOS DE LIBERDADE.....................................24
3.4 - ESCOLAS E CENTROS DE INSTRUÇÃO........................................................................24
3.5 – MILITARES PROVENIENTES DE MISSÕES NO EXTERIOR.......................................25
4 – EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL - EPI......................................................25
4.1 - MÁSCARA DE PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA (respirador particulado ou N95).............25
4.2 -LUVAS...................................................................................................................................25
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4.3 - PROTETOR OCULAR OU PROTETOR DE FACE...........................................................26
4.4 - TOUCA DESCARTÁVEL...................................................................................................26
4.5 – CAPOTE/AVENTAL...........................................................................................................26
4.6 – MÁSCARA CIRÚRGICA....................................................................................................27
4.7 – MÁSCARA FACIAL DE USO NÃO PROFISSIONAL.....................................................27
5 – TRATAMENTO DE RESÍDUOS...........................................................................................27
6- MANEJO DE CORPOS NO CONTEXTO DA COVID-19.....................................................27
6.1 - OCORRÊNCIA HOSPITALAR...........................................................................................28
ANEXO A -
CRONOLOGIA DA RESPOSTA IMUNOLÓGICA DESDE O INÍCIO DA INFECÇÃO.........29
ANEXO B -
FLUXOGRAMA DE ATENDIMENTO AOS CASOS SUSPEITOS DE COVID-19.................31
ANEXO C -
PARAMENTAÇÃO E DESPARAMENTAÇÃO DO PROFISSIONAL DE SAÚDE................32
ANEXO D - COLETA DE MATERIAL PARA DIAGNÓSTICO..............................................34
ANEXO E - NOTIFICAÇÃO........................................................................................................36
ANEXO F - NOTIFICAÇÃO DE ISOLAMENTO......................................................................37
ANEXO G......................................................................................................................................38
TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO...................................................38
ANEXO H - MODELO DE TERMO DE CIÊNCIA E CONSENTIMENTO.............................39
ANEXO I - ORIENTAÇÕES PARA O MONITORAMENTO REMOTO DOS CASOS EM
ISOLAMENTO DOMICILIAR....................................................................................................41
REFERÊNCIAS.............................................................................................................................42
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PRINCIPAIS MODIFICAÇÕES
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1– INFORMAÇÕES GERAIS SOBRE A DOENÇA
1.1 – INTRODUÇÃO
Febre e sintomas respiratórios característicos de infecções das vias aéreas: tosse, espirro e
dificuldade para respirar.
Aproximadamente 80 a 85% dos casos são leves e não necessitam hospitalização, devendo
permanecer em isolamento domiciliar; 15% necessitam de internação hospitalar; e menos de 5%
precisam de internação em unidades de terapia intensiva.
A COVID-19 tem um amplo espectro de sintomas. A classificação de casos sintomáticos
adotada pela OMS é:
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Infecção do trato respiratório inferior com
algum dos seguintes sinais de gravidade:
frequência respiratória > 30 incursões
Pneumonia grave por minuto
dispnéia
SpO2 < 90% em ar ambiente
cianose
disfunção orgânica
Surgimento ou agravamento dos sintomas
respiratórios, até 1 semana do início da
doença.
Síndrome da angústia Pode ainda apresentar: alterações
radiológicas – opacidades bilaterais,
respiratória aguda atelectasia lobar/pulmonar ou nódulos;
edema pulmonar não explicado por
(SARA) insuficiência cardíaca ou hiper-hidratação.
DOENÇA COMPLICADA Relação PaO2/FiO2 ≤ 300 mmHg, sendo:
leve (entre 200-300 mmHg)
moderada (entre 100-200 mmHg)
grave (abaixo de 100 mmHg)
Síndrome da resposta inflamatória
sistêmica com disfunção orgânica na
presença de infecção presumida ou
confirmada.
São sinais frequentes de disfunção
orgânica:
alteração do nível de consciência
Sepse oligúria
taqui e/ou dispneia
baixa saturação de oxigênio
taquicardia
pulso débil
extremidades frias
coagulopatia
trombocitopenia
acidose
elevação do lactato sérico ou da
bilirrubina
Sepse acompanhada de hipotensão
[pressão arterial média (PAM) < 65
Choque séptico mmHg] a despeito de ressuscitação
volêmica adequada
1.4 – PERÍODO DE INCUBAÇÃO E TRANSMISSIBILIDADE
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1.5 – DIAGNÓSTICO
O diagnóstico laboratorial pode ser realizado por meio de testes divididos em dois grupos:
os que usam amostra de sangue e detectam anticorpos (IgM e IgG) e os que usam amostras das
vias aéreas respiratórias dos pacientes, nasofaringe e orofaringe e detectam o antígeno (vírus).
A interpretação apropriada de testes diagnósticos necessita do conhecimento da
metodologia utilizada e o momento da coleta em relação ao início dos sintomas. O Polymerase
Chain Reaction – Real Time ( RT-PCR) é considerado o método padrão-ouro para o
diagnóstico.
De acordo com a realidade local, cada OMH e/ou OMFM diante sua possibilidades, deverá
envidar esforços para a realização do diagnóstico laboratorial, quando indicado. Recomenda-se
seguir as orientações de fluxo de coleta das suas respectivas Secretarias Estaduais, acionando,
sempre que possível, os serviços disponibilizados pela Vigilância Epidemiológica Municipal. Na
inviabilidade de acionamento do serviço municipal, o diagnóstico laboratorial, quando indicado,
poderá ser realizado por meios próprios ou por meio de convênios.
A testagem para diagnóstico laboratorial de SARS-CoV2 dos profissionais que atuam na
linha de frente da assistência em saúde, constituinte da tripulação das OM localizadas na sede do
Primeiro Distrito Naval, deverá ser realizada pela Escola de Saúde da Marinha mediante
agendamento.
Quando necessária, a utilização da rede complementar ao SSM, para diagnóstico
laboratorial, devem ser criteriosamente respeitadas as diretrizes estabelecidas nos subitens 1.5.1
e 1.5.2.
Não está indicada a coleta de amostras respiratórias em pacientes assintomáticos.
- 7 de 43 - MOD 5
1.5.2 - TESTES SOROLÓGICOS IGM E IGG
Todos os testes rápidos são do tipo ensaio imunocromático, utilizam amostras de sangue e
permitem a leitura dos resultados em 15 minutos, em média. Um exemplo de teste sorológico
rápido é mostrado no anexo D. A disponibilidade destes testes não elimina a realização do PCR
(detecção direta), quando indicado.
Os testes sorológicos procurarão a presença de anticorpos, proteínas específicas produzidas
em resposta a infecção pelo SARS-CoV-2, fato que torna o tempo de incubação um fator crucial
para a eficácia da testagem. São testes qualitativos e podem ser usados para triagem e auxílio
diagnóstico.
Os anticorpos podem ser encontrados no sangue e em outros tecidos das pessoas que
testaram positivas para a infecção pelo método RT-PCR. Quando detectados por este teste
indicam que uma pessoa teve uma resposta imune ao SARS-CoV-2, se os sintomas se
desenvolveram a partir da infecção ou se a infecção foi assintomática, podendo servir como
critério de cura e estabelecimento de imunidade ao SARS-CoV-2, quando realizados a partir do
15º dia de doença.
Os resultados dos testes de anticorpos são importantes na detecção de infecções com poucos
ou nenhum sintoma. Seu uso está indicado para pacientes pouco sintomáticos a partir do 7º
(sétimo) dia do aparecimento dos sintomas. Pode, ainda, ser utilizado na triagem de profissionais
de saúde assintomáticos e em populações que precisam ter seu retorno às atividades laborativas
com brevidade, entre eles militares, profissionais de apoio das OMH, OMFM e demais OM que
apresentem serviços de saúde.
No anexo A encontra-se uma representação gráfica da cronologia de resposta imunológica
desde o momento em que o organismo é infectado até os testes da fase de recuperação.
1.5.2.1 - Diretrizes Institucionais para Realização dos Testes Sorológicos para COVID 19
O teste sorológico para detecção de anticorpos IgM e IgG para o SARS-CoV-2 está
indicado nas situações a seguir:
A - Testagem nos profissionais assintomáticos de saúde e de apoio à prestação de serviços de
saúde, desde que atuantes na linha de frente da assistência direta aos pacientes suspeitos ou
confirmados para COVID-19, a fim da detecção precoce de transmissores assintomáticos, com
intervalo mínimo de 60 (sessenta) dias entre as coletas;
B – Testagem nos profissionais das alas de internação com pacientes não suspeitos, para
detecção precoce de possíveis portadores assintomáticos, passíveis de transmitir a doença aos
pacientes internados, não portadores de COVID-19, com intervalo mínimo de 60 (sessenta) dias
entre as coletas;
C - Como critérios para internação de pacientes em unidades de terapia intensiva destinadas aos
pacientes não infectados pela COVID-19, com pelo menos 7 dias de sintomas;
D – Para realização de procedimentos cirúrgicos eletivos, especialmente em pacientes
oncológicos e portadores de patologias cardiovasculares que não podem aguardar a resolução da
atual pandemia, devido a gravidade da sua doença;
E – Para pacientes hospitalizados com forte suspeita de infecção por COVID-19, com resultado
não detectado por PCR realizado, desde que estejam com sintomas há mais de 7 dias de
evolução; e
F – Para internação de pacientes com suspeita de COVID19, quando houver mais de 7 dias de
sintomas, fim autorizar a internação em áreas de coorte para aqueles com presença do resultado
IgM positivo. Mantem-se a necessidade da coleta do RT-PCR.
- 8 de 43 - MOD 5
A interpretação dos testes sorológicos correta impõe-se como forma de não gerar perda
desnecessária de força de trabalho, ocasionar realização inadequada dos exames de PCR e como
contribuição para diagnóstico precoce em casos assintomáticos, reduzindo a transmissão dentro
do ambiente hospitalar.
Para pacientes sintomáticos o exame laboratorial padrão-ouro é o aspirado de nasofaringe e
orofaringe, com realização do PCR em tempo real para o SARS-CoV-2, entre o 3º e o 7º dia de
sintomas. Após o 8º dia de sintomas, a realização do teste sorológico pode ser indicada em
formas moderadas a graves da doença, porém sob forte suspeita clínica um resultado não
reagente pode não excluir a COVID-19.
Em pacientes que já apresentaram sintomas anteriormente e diagnóstico laboratorial para
COVID-19 confirmado por PCR, que tenham completado o tempo recomendado de isolamento,
e se encontram assintomáticos há mais de 3 dias, o teste sorológico possui valor apenas para
detecção de IgG, como forma de provável caso de cura com imunidade, não sendo orientado a
sua realização de forma rotineira.
1.5.2.2 - Interpretação dos testes sorológicos, reativo para IgG e IgM para o SARS-CoV-2,
em profissionais assintomáticos
1.5.2.3 - Interpretação dos testes sorológicos quando disponível a realização de IgG e IgM
para o SARS-CoV-2 em pacientes sintomáticos
- 9 de 43 - MOD 5
1.5.2.4 – Uso dos testes sorológicos como critérios para internação de pacientes em
unidades críticas destinadas a pacientes não infectados pela COVID -19
A realização de teste sorológico é uma importante ferramenta a ser utilizada como critério
de admissão em todos os pacientes assintomáticos encaminhados para internação nas áreas a
seguir:
-Unidade Coronariana;
-Unidade de Terapia Intensiva não COVID-19;
-Unidade de Internação da Obstetrícia;
-Unidades próprias para Imunossuprimidos como Oncologia, Hematologia, Unidade de
Transplante de Medula Óssea (UTMO), Geriatria, Paciente portadores de HIV/AIDS.
Tal procedimento tem por o objetivo evitar a entrada de pacientes infectados
assintomáticos nessas unidades, devendo ser realizado rastreio preventivo a cada 15 dias de
tempo de permanência nas mesmas.
Caso ocorra soroconversão, os pacientes deverão ser imediatamente transferidos para
áreas destinadas a pacientes com COVID-19.
1.6 - TRATAMENTO
4
Grávidas em qualquer idade gestacional, puérperas até duas semanas após o parto (incluindo as que
tiveram aborto ou perda fetal); adultos ≥ 60 anos; crianças < 5 anos (sendo que o maior risco de
hospitalização é em menores de 2 anos, especialmente as menores de 6 meses com maior taxa de
mortalidade); população indígena aldeada ou com dificuldade de acesso; indivíduos menores de 19 anos
de idade em uso prolongado de ácido acetilsalicílico (risco de síndrome de Reye); indivíduos que
apresentem pneumopatias (incluindo asma); pacientes com tuberculose de todas as formas (há evidências
de maior complicação e possibilidade de reativação); cardiovasculopatias (excluindo hipertensão arterial
sistêmica); nefropatias; hepatopatias; doenças hematológicas (incluindo anemia falciforme); distúrbios
metabólicos (incluindo diabetes mellitus); transtornos neurológicos e do desenvolvimento que podem
comprometer a função respiratória ou aumentar o risco de aspiração (disfunção cognitiva, lesão medular,
epilepsia, paralisia cerebral, síndrome de Down, acidente vascular encefálico – AVE ou doenças
neuromusculares); imunossupressão associada a medicamentos (corticóide ≥ 20 mg/dia por mais de duas
- 10 de 43 - MOD 5
semanas, quimioterápicos, inibidores de TNF-alfa); neoplasias, HIV/AIDS; obesidade (especialmente
aqueles com índice de massa corporal – IMC ≥ 40 em adultos); nos casos com sinais de gravidade e de
Síndrome Respiratória Aguda Grave.
- 11 de 43 - MOD 5
FASE
( acordo nº de dias a contar do início dos sintomas )
PACIENTES
ADULTOS 1 2 3
1º AO 5º DIA 6º AO 14º DIA APÓS 14º DIA
Difosfato de Cloroquina
D1: 500mg 12/12h (300mg de cloroquina
base)
D2 ao D5: 500mg 24/24h (300mg de
cloroquina base)
+
Azitromicina 500mg
SINAIS E Prescrever medicamento
1x ao dia, durante 5 dias
SINTOMAS LEVES sintomático
OU
Sulfato de Hidroxicloroquina
D1: 400mg 12/12h
D2 ao D5: 400mg 24/24h
+
Azitromicina 500mg
1x ao dia, durante 5 dias
FASE
( acordo nº de dias a contar do início dos sintomas )
PACIENTES
ADULTOS 1 2 3
1º AO 5º DIA 6º AO 14º DIA APÓS 14º DIA
Considerar a Internação Hospitalar
- Afastar outras causas de gravidade
- Avaliar presença de infecção bacteriana
- Considerar imunoglobina humana
- Considerar anticoagulação
- Considerar corticoterapia
Difosfato de Cloroquina
D1: 500mg 12/12h (300mg de cloroquina
base)
SINAIS E
D2 ao D5: 500mg 24/24h (300mg de
SINTOMAS X- X- X
cloroquina base)
MODERADOS
+
Azitromicina 500mg
1x ao dia, durante 5 dias
OU
Sulfato de Hidroxicloroquina
D1: 400mg 12/12h
D2 ao D5: 400mg 24/24h
+
Azitromicina 500mg
1x ao dia, durante 5 dias
- 12 de 43 - MOD 5
FASE
( acordo nº de dias a contar do início dos sintomas )
PACIENTES
ADULTOS 1 2 3
1º AO 5º DIA 6º AO 14º DIA APÓS 14º DIA
Internação Hospitalar
- Afastar outras causas de gravidade
- Avaliar presença de infecção bacteriana
- Considerar imunoglobina humana
- Considerar anticoagulação
SINAIS E - Considerar pulsoterapia com corticóide
SINTOMAS
GRAVES Sulfato de Hidroxicloroquina
D1: 400mg 12/12h
D2 ao D5: 400mg 24/24h
+
Azitromicina 500mg
1x ao dia, durante 5 dias
1.6.1.2 – Enoxaparina
Estudos recentes evidenciam o uso desse medicamento, de acordo com critérios médicos,
com o objetivo de obter anticoagulação profilática ou plena, reduzindo os fenômenos
tromboembólicos a nível pulmonar, em especial.
Os pacientes hospitalizados devem ser anticoagulados de forma profilática ou plena de
acordo com a dosagem de D-dímero, conforme a seguir:
- 13 de 43 - MOD 5
SITUAÇÃO RECOMENDAÇÃO CONSIDERAÇÕES
Enoxaparina profilática 1mg por/kg/dia,via subcutânea (SC)
Enoxaparina dose plena 1mg por/kg de 12/12h via SC se D-dímero > 3.000
Até o momento, não existem evidências clínicas ou estudos robustos suficientes que
permitam tecer recomendações quanto ao uso de Nitazoxanida, antagonistas do receptor de
endotelina (ex. Bosentana), IECA (captopril) e BRAs (losartana), inibidores de JAK (ex.
baricitinibe), Tocilizumab, interferon e soro de plasma convalescente. O uso destas terapias está
associado somente a protocolos de pesquisa clínica.
- 14 de 43 - MOD 5
Deve ser realizada seguindo os protocolos específicos para COVID-19, baseados em
entubação orotraqueal oportuna, usando técnicas de sedação rápida (lidocaína e bloqueadores
neuromusculares são as principais drogas a serem utilizadas). Não usar benzodiazepínicos na
indução. O compartilhamento de ventiladores não está recomendado neste momento, de acordo
com as orientações vigentes no País.
Pneumonia grave
Sepse
Choque séptico
5
O Hospital Naval Marcílio Dias é a unidade de referência para a internação dos usuários do SSM na sua área de
abrangência. Os Hospitais dos demais Distritos Navais farão a gestão dos casos (internação nas próprias instalações
ou em unidades de referência da área), de acordo com as disponibilidades e capacidades locais.
1.8 – PREVENÇÃO
- Evitar contato próximo com pessoas que apresentem infecções respiratórias agudas;
- Lavar frequentemente as mãos, especialmente após contato direto com pessoas doentes ou
com o ambiente contaminado, antes de se alimentar e após tossir ou espirrar;
- Usar lenço descartável para higiene nasal, descartando-o em lixo comum em seguida;
- Cobrir nariz e boca, com lenço ou face interna do braço, ao espirrar ou tossir;
- Usar máscara de uso não profissional nos deslocamentos necessários;
- Evitar tocar nas mucosas dos olhos;
- Não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas;
- Manter os ambientes bem ventilados; e
- Evitar contato próximo com animais selvagens e animais doentes em fazendas ou criações.
1.8.2 – IMUNIZAÇÃO
- 15 de 43 - MOD 5
Manter o calendário vacinal em dia, em especial para vacina da influenza de forma a evitar
infecções que poderiam ser confundidas com a COVID-19 ou mesmo que poderiam debilitar o
organismo e agravar uma possível infecção pelo agente causador da doença.
- 16 de 43 - MOD 5
Caso que se enquadre na definição de suspeito e apresente
resultado laboratorial negativo para SARS-CoV2 ou
CASO DESCARTADO
confirmação laboratorial para outro agente etiológico.
Laboratorial: Caso de SG ou SGAG com resultado
positivo:
1) RT-PCR em tempo real, pelo protocolo
Charité com resultado detectável para SARS-CoV-2; e/ou
2) teste rápido ou sorologia clássica para
COVID-19, com resultado positivo para anticorpos IgM
e/ou IgG. Em amostra coletada após o sétimo dia de
início dos sintomas.
CASO CONFIRMADO
Clínico-epidemiológico: histórico de contato próximo9
ou domiciliar, nos últimos 7 dias antes do aparecimento
dos sintomas, com caso confirmado laboratorialmente
para COVID-19, que apresente febre e/ou sintomas
respiratórios, e para o qual não foi possível realizar a
investigação laboratorial específica.
Casos em isolamento domiciliar: casos confirmados que
passaram por 14 dias em isolamento domiciliar, a contar
da data de início dos sintomas E que estão assintomáticos
CASO CURADO
há, no mínimo, 72 horas.
Casos em internação hospitalar: diante da avaliação
médica.
9
Pessoa que reside ou trabalha na mesma casa/ambiente. Devem ser considerados os residentes da mesma casa,
colegas de dormitório, creche e alojamento. Obs: A avaliação do grau de exposição do contato deve ser
individualizada, considerando-se o ambiente e o tempo de exposição. Não há recomendação de afastamento para
pessoas assintomáticas contactantes com caso confirmado não domiciliar.
- 17 de 43 - MOD 5
Afastamento temporário em domicílio com
ambiente privativo ou por Coorte para todos os casos de
SG leve, que não possuam indicação de internação, por
período máximo de 14 dias a partir do início dos
sintomas, podendo se estender por igual período
dependendo dos resultados laboratoriais.
Casos descartados independente dos sintomas
ISOLAMENTO DOMICILIAR podem ser retirados do isolamento hospitalar ou
domiciliar.
Faz-se necessário fornecimento de atestado médico até o
fim do afastamento, bem como do Termo de
consentimento conforme anexo G.
Não há recomendação de afastamento para pessoas
assintomáticas contactantes com caso confirmado não
domiciliar.
Viajante internacional propõe-se o isolamento
domiciliar por 07 dias, a partir da data de desembarque,
ISOLAMENTO VOLUNTÁRIO
orientando que procure a unidade de saúde em caso de
febre E tosse OU dispneia.
11
Em virtude da Portaria MS Nº 454 de 20MAR20 que declara, em todo o território nacional, o estado de
transmissão comunitária do coronavírus, considera-se como área endêmica passível de quarentena, SOMENTE os
países estrangeiros, a fim de mitigar o ingresso de militares com sintomas associados à COVID-19, cujo agente
patológico seja de cepa diferente à existente no Brasil.
Toda a equipe envolvida no transporte dos casos suspeitos ou confirmados de infecção pelo
vírus SARS-CoV2 deverá observar os seguintes cuidados:
a) o paciente deverá fazer uso constante de máscara cirúrgica;
b) a composição da equipe em contato com o paciente deverá ser limitada ao mínimo
necessário de profissionais;
c) todos os integrantes da equipe de saúde deverão fazer uso do EPI completo
(avental, óculos de proteção, luvas de procedimento e máscara N95), conforme especificado na
alínea o do subitem 2.3 e item 4 deste documento;
d) no caso do transporte realizado em aeronaves, o fiel deverá fazer uso da máscara
N95 ou equivalente, exceto se as condições do vôo e as características da aeronave resultarem na
manutenção de contato próximo, menor que 2 metros e por período prolongado, quando deverá
fazer uso também do KIT-IRV (ver alínea q do subitem 2.3);
e) empregar ambulâncias cabinadas, mantendo fechadas as vigias ou outras
comunicações com o motorista durante o transporte. O uso de EPI por pilotos e motoristas
somente será necessário se estes participarem das manobras de embarque e desembarque dos
- 18 de 43 - MOD 5
pacientes, ou se necessitarem manter contato próximo por outros motivos (ver alínea q do
subitem 2.3);
f) não é necessário o envelopamento de ambulâncias e aeronaves, que deverão sofrer
desinfecção/procedimentos de limpeza de superfícies ao término da missão, utilizando álcool a
70% ou solução de hipoclorito de sódio a 1%;
g) notificar previamente a OMH ou unidade de saúde para onde o caso suspeito ou
confirmado está sendo levado; e
h) após o transporte e a entrega do paciente à equipe responsável pelo seu
recebimento, os EPI deverão ser imediatamente retirados conforme orientações contidas no
anexo C e descartados em local apropriado, de acordo com o item 5 deste protocolo, com
subsequente lavagem e higienização das mãos.
- 19 de 43 - MOD 5
Cardiopatias graves ou descompensados (insuficiência cardíaca, cardiopatia
isquêmica)
Pneumopatias graves ou descompensados (asma moderada/grave, DPOC)
Imunodepressão
Doenças renais crônicas em estágio avançado (graus 3, 4 e 5)
Diabetes mellitus, conforme juízo clínico
Doenças cromossômicas com estado de fragilidade imunológica
Gestação de alto risco
Nestes casos, recomenda-se que, na impossibilidade de afastamento, estes profissionais não
deverão realizar atividades de assistência a pacientes suspeitos ou confirmados de Síndrome
Gripal. Preferencialmente, deverão ser mantidos em atividades administrativas, suporte,
assistência nas áreas onde NÃO são atendidos pacientes suspeitos ou confirmados de Síndrome
Gripal. O profissional de saúde que se enquadre nas condições de risco deve alertar seu chefe
imediato para que sejam tomadas as providências cabíveis.
- 20 de 43 - MOD 5
ocasião do acesso a organizações militares a fim de mitigar a possibilidade de ingresso de
pessoas com sintomas associados à COVID-19 e como forma de identificar novos casos.
c) A critério epidemiológico do número de casos confirmados entre a tripulação de
cada OM, manter o monitoramento dos servidores que atuam na linha de frente da assistência em
saúde, sobretudo nos atendimentos de triagem e urgência/emergência, adotando o controle de
temperatura corporal com duas verificações diárias. Servidores cujos valores de temperatura
apresentarem-se superiores a 37,3ºC deverão ser encaminhados para avaliação médica. Incluem-
se os profissionais de saúde e os de apoio às atividades assistenciais.
d) Adotar como, medida não-farmacológica, o isolamento domiciliar dos militares
com sintomas respiratórios (tosse seca, dor de garganta ou dificuldade respiratória), devendo
permanecer em isolamento pelo período máximo de 14 (quatorze) dias.
A medida de isolamento doméstico, para militares, somente poderá ser
determinada por prescrição médica.
e) A prescrição médica de isolamento domiciliar deverá ser acompanhada do termo
de consentimento livre e esclarecido, assinado pelo paciente e pelo médico assistente.
f) As OM prestadoras de qualquer tipo de assistência em saúde devem manter
Protocolo que contemple orientações a serem implementadas em todas as etapas de limpeza e
desinfecção de superfícies.
g) Importante ressaltar que, nesta fase, em função da predominância da transmissão
comunitária no país, o diagnóstico clínico prevalece sobre o diagnóstico laboratorial.
h) Releva-se a importância do conhecimento das medidas disseminadas por esse
protocolo. Os Departamentos, Divisões ou Seções de Saúde de todas as OM, respeitando suas
limitações técnicas e infraestruturais, deverão realizar o atendimento para triagem segundo
critérios clínicos e definição de conduta para os casos leves de COVID-19. Proceder a
notificação imediata, de todos os casos suspeitos, às autoridades sanitárias, conforme orientações
no anexo E deste documento. Em seguida, notificar à DSM e à Clinica de DIP do HNMD por
intermédio de mensagem. Para o militar da ativa, incluir a OM onde serve na informação da
mensagem de notificação, fazendo constar as devidas recomendações técnico-administrativas
como, por exemplo, tempo de convalescença.
Para os casos não graves deverá ser prescrito o isolamento domiciliar por período
mínimo de 14 (quatorze) dias a partir do início dos sintomas, a fim de controlar os sintomas e
evitar possível disseminação do vírus. Necessidades de reavaliação deverão estar a cargo das
OM que originaram as recomendações iniciais em todas as fases de atenção à COVID-19. Para
os casos em isolamento domiciliar, a OMH ou OMFM da área deverá realizar o monitoramento,
de forma remota até a alta do isolamento, conforme as orientações do anexo I.
i) Os casos que extrapolem a capacidade das OM mencionadas no item anterior,
deverão ser encaminhados às unidades responsáveis pelo atendimento básico de saúde.
j) Caso seja necessário, a Clínica de DIP ou a UTQ do HNMD poderão ser utilizadas
para possível internação hospitalar de casos mais graves, após contato telefônico com a Chefia
de Plantão da Emergência (21 99966-8817), seguindo as alterações de transporte do ítem 1.11.
k) Quando realizado o teste sorológico rápido, acordo critérios definidos no subitem
1.5.2, informar o resultado em campo específico durante o procedimento de notificação
conforme orientações contidas no anexo E.
l) Medidas extraordinárias poderão ser avaliadas de acordo com a necessidade de
cada OM, sempre sob supervisão e orientação técnica da DSM.
m) Nesta fase, o isolamento domiciliar dos sintomáticos respiratórios é a medida
mais eficaz para contenção da COVID-19.
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n) Todos os esforços das diversas equipes de saúde deverão ser realizados no
combate à COVID-19.
o) Search And Rescue (SAR): Por ocasião dos acionamentos de meios navais nos
incidentes SAR que não possuam clínica e histórico compatível, poderão ser seguidos os
procedimentos habituais. Para realização do SAR de casos clinicamente suspeitos, as equipes de
saúde deverão estar equipadas, durante manobras aéreas ou em embarcações miúdas, com o EPI
especificado para o isolamento respiratório viral (KIT-IRV), composto pelos seguintes itens:
- luvas cirúrgicas
- óculos de proteção
- máscara N95 ou equivalente
- traje tipo Tyvek macacão com capuz
Quando o SAR envolver o emprego de aeronave, o Fiel da aeronave deverá usar a
máscara N95 ou equivalente, durante todo o voo. No caso de lanchas, baleeiras ou outras
embarcações miúdas, toda a tripulação deverá estar paramentada com o KIT-IRV.
Nos casos em que os resgates forem realizados por navio, o paciente deverá ser
mantido em um local predeterminado, em isolamento pleno. O contato com a vítima, quando a
bordo do navio, será restrito à equipe de saúde, sempre portando o EPI padronizado: gorro,
óculos, máscara N95, capote manga longa, luvas de procedimento e propé. Tão logo possível,
deverá ser priorizado o acionamento de aeronave para proceder a transferência do paciente para o
continente.
p) Patrulha Naval e abordagem de navios estrangeiros. Os militares que realizarão
abordagem nos navios provenientes de regiões com transmissão local do COVID-19, deverão
fazer uso de máscaras N95 ou equivalente. Se confirmada a presença de casos suspeitos, deverá
ser avaliada a real necessidade da abordagem ao Navio. Caso a autoridade marítima considere
imprescindível, deverá ser utilizado o KIT-IRV descrito no item anterior.
3 - FLUXO DE ATENDIMENTO
Fica estabelecido que o Hospital Naval Marcílio Dias é a unidade de referência para a
internação dos usuários do SSM na sua área de abrangência. Os Hospitais dos demais Distritos
Navais farão a gestão dos casos (internação nas próprias instalações ou em unidades de
referência da área) de acordo com as disponibilidades e capacidades locais.
- 22 de 43 - MOD 5
- O uso de antimicrobianos e do antiviral oseltamivir será avaliado caso a caso;
- Os casos que necessitem de suporte intensivo deverão, preferencialmente, ser alocados em
quartos individuais;
- Para os pacientes internados, coletar no mínimo um par de hemocultura, hemograma,
bioquímica básica, proteína C reativa (PCR), gasometria arterial com lactato e radiografia de
tórax. A realização de tomografia computadorizada de tórax deve ser realizada de forma rotineira
para todos os casos moderados e graves da doença. Está estabelecida como medida de avaliação
da extensão do comprometimento pulmonar, do prognóstico e, na fase tardia da doença, de
possíveis complicações e sequelas relacionadas à COVID-19;
- Limitar o deslocamento dos pacientes com diagnóstico firmado de COVID-19, ou casos
suspeitos, ao estritamente necessário. Caso imprescindível, notificar os setores envolvidos,
definir um percurso prévio e manter máscara cirúrgica no paciente durante todo o transporte.
Profissionais de saúde devem utilizar paramentação completa com máscara cirúrgica ou
equivalente (observar nota contida no item 4), óculos, avental e luvas;
- Uso da máscara N95 ou equivalente pelos profissionais de saúde durante a assistência
aos pacientes com diagnóstico firmado de COVID-19, ou aos casos suspeitos, em procedimentos
que possam gerar aerossóis (como por exemplo, procedimentos que induzem a tosse, intubação
ou aspiração traqueal, ventilação invasiva e não invasiva, ressuscitação cardiopulmonar,
ventilação manual antes da intubação, indução de escarro, coletas de amostras nasotraqueais);
- A equipe de saúde deverá ser treinada e exclusiva para o suporte dos casos;
- Atenção ao descarte adequado de resíduos e limpeza do ambiente;
- Transportar amostras biológicas em recipientes à prova de vazamento;
- Acompanhar o fluxo em Unidades de Terapia Intensiva por meio de monitoramento e
registro diário do número de admissões e altas relacionadas ao COVID-19;
- Os Hospitais Distritais, com exceção do HNMD, deverão realizar o monitoramento dos
casos considerados leves, onde foram instituídas medidas de isolamento domiciliar, conforme
orientações contidas no anexo.
- Nos locais de atendimento dos usuários deverão ser afixados, em pontos de fácil
visualização, cartazes contendo informações sobre formas de transmissão e prevenção;
- Identificar os pacientes em risco de ter infecção pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2)
antes ou imediatamente após a chegada ao estabelecimento de saúde;
- Implementar procedimentos de triagem para detectar pacientes sob investigação para o
novo coronavírus (SARS-CoV-2) durante ou antes do registro do paciente, garantindo que todos
os pacientes sejam questionados sobre a presença de sintomas de uma infecção respiratória ou
contato com possíveis pacientes com o novo coronavírus (SARS-CoV-2);
- Nos casos suspeitos, proceder a notificação, acordo anexo E deste protocolo;
- A realização da confirmação laboratorial deverá seguir os critérios estabelecidos no
subitem 1.5 deste Protocolo;
- Definir conduta clínica:
1) pacientes sem sinais de gravidade deverão ser encaminhados para seu domicílio a
fim de manter isolamento até o término dos sintomas (14 dias a partir do início dos sintomas
podendo ser renovada por igual período), devendo cumprir as seguintes orientações:
a) Não se deslocar para trabalho, escola ou outra atividade pública;
b) Caso seja necessário o uso de transporte, usar máscara durante todo o trajeto,
mantendo as janelas abertas.
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c) Caso seja possível, o paciente deve ficar em um quarto com banheiro de forma
privativa no domicílio e com contato restrito aos outros moradores. Caso seja necessário algum
contato com familiar e/ou equipe de saúde, usar máscara cirúrgica (sempre que possível,
substituir a cada 4 horas).
d) Não compartilhar pratos, copos, talheres, toalhas e roupas de cama com outros
familiares.
e) Higienizar de forma frequente as mãos com água e sabão ou friccionando com
solução alcoólica.
f) Ao tossir e/ou espirrar, cobrir a boca e o nariz com lenço descartável ou manga
da camisa/face interna do braço.
g) Limpar regularmente as superfícies com álcool a 70% ou solução de hipoclorito
de sódio (1 colher de sopa para 1 litro de água).
h) Informar o paciente sobre os sinais e sintomas de alerta e orientá-lo a retornar
para atendimento em caso de piora do quadro clínico.
2) pacientes com gravidade (presença de consolidação alveolar em imagem, sinais de
sepse e/ou insuficiência respiratória aguda) deverão ser removidos aos hospitais de referência.
- Realizar o monitoramento dos casos considerados leves, para os quais foram instituídas
medidas de isolamento domiciliar, conforme orientações contidas no anexo.
- Disponibilizar condições para higiene das mãos e manter bem ventilados os ambientes
com maior aglomeração de pessoas;
- Observar e divulgar as ações contidas no subitem 1.8, no tocante às medidas de prevenção;
- Os indivíduos que apresentarem sintomas respiratórios deverão ser encaminhados para
avaliação médica e a conduta estabelecida de acordo com o seu quadro clínico;
- Os casos considerados graves deverão ser encaminhados para o hospital de referência da
área, de acordo com o subitem 1.7;
- As pessoas que tiverem contato direto com casos suspeitos deverão ser observadas quanto
ao surgimento de sintomas. Não há recomendação de afastamento para contactante com caso
confirmado não domiciliar; e
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- A critério do titular da OM, em conjunto com seus COMIMSUP e orientação da DSM, as
atividades escolares poderão ser suspensas por período a ser determinado, a fim de contenção do
número de casos.
- Militares que retornarem de missões de países com transmissão local reconhecida deverão
permanecer em quarentena por um período de até 14 dias;
- Estes militares deverão ser orientados quanto as possíveis formas de transmissão e
prevenção, evitando assim, risco de transmissão, inclusive para familiares;
- Os militares assintomáticos deverão ser orientados que, caso apresentem sintomas
compatíveis com a COVID-19, entrem em contato com uma Organização Militar de Saúde, de
acordo com o item 3.2 deste Protocolo;
- Os casos suspeitos e confirmados, que não possuam indicação de internação, serão
afastados temporariamente, devendo permanecer em domicílio com ambiente privativo, de
acordo com a prescrição médica;
- Os casos graves deverão ser removidos, a critério médico, aos hospitais de referência.
4.2 -LUVAS
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o paciente está isolado, utilizando-se a técnica correta. Devem ser descartadas imediatamente
após o uso. Não devem ser utilizadas duas luvas para o atendimento dos pacientes, esta ação não
garante maior segurança à assistência. O uso de luvas NÃO substitui a higiene das mãos.
Os óculos de proteção (ou protetor de face) devem ser exclusivos de cada profissional
responsável pela assistência e utilizados quando houver risco de exposição a respingos de
sangue, secreções corporais e excreções.
Por se tratar de EPI não descartável, após seu uso, deve passar por processo de limpeza e
posterior desinfecção. Para a limpeza, utilizar água e sabão/detergente e, para a desinfecção,
sugere-se álcool a 70%, hipoclorito de sódio a 1% ou outro desinfetante recomendado pelo
fabricante.
Óculos convencionais (de grau) não devem ser usados como protetor ocular, uma vez que
não protegem a mucosa ocular de respingos. Os profissionais de saúde que usem óculos de grau
devem usar sobre estes os óculos de proteção ou protetor de face.
A touca deve ser utilizada pelo profissional de saúde em situações de risco de geração de
aerossol no atendimento a pacientes suspeitos ou confirmados. Deve ser descartada como resíduo
infectante.
4.5 – CAPOTE/AVENTAL
O capote ou avental deve ser utilizado durante toda a manipulação do paciente suspeito ou
confirmado, ou na manipulação de qualquer material ou equipamento utilizado pelo paciente
(catéteres, sondas, circuito, equipamento ventilatório e outros) além de no contato com
superfícies próximas ao leito, a fim de evitar a contaminação da pele e roupa do profissional.
Deve ser de mangas longas, punho de malha ou elástico com abertura posterior, com gramatura
mínima de 30g/m2. Além disso, deve ser confeccionado com material de boa qualidade, não
alergênico e resistente; proporcionar barreira antimicrobiana efetiva e permitir a execução de
atividades com conforto.
O capote ou avental sujo deve ser removido após a realização do procedimento.
Utilizar, preferencialmente, avental descartável. Em caso de avental de tecido, este deve ser
reprocessado em lavanderia hospitalar.
- 26 de 43 - MOD 5
4.6 – MÁSCARA CIRÚRGICA
Deverá ser utilizada pelo paciente com diagnóstico firmado para COVID-19 e casos
suspeitos, durante o atendimento e transporte. Assim como pelos profissionais de saúde durante
o atendimento de paciente suspeito ou confirmado.
Conforme atualização da Nota Técnica 04/2020, emitida em 31MAR20 pela ANVISA, a
máscara cirúrgica não deve ser sobreposta à máscara N95 ou equivalente, pois além de não
garantir proteção de filtração ou de contaminação, também pode levar ao desperdício de mais um
EPI, o que não é recomendável em um cenário de escassez.
Não é indicado o uso desta máscara nas dependências do hospital, sem que seja no
atendimento direto ao paciente.
5 – TRATAMENTO DE RESÍDUOS
- 27 de 43 - MOD 5
6.1 - OCORRÊNCIA HOSPITALAR
- Remover os tubos, drenos e cateteres do corpo com cuidado, devido a possibilidade de
contato com os fluidos corporais. O descarte de todo o material e rouparia deve ser feito
imediatamente e em local adequado;
- Higienizar e tapar/bloquear os orifícios de drenagem de feridas e punção de cateter com
cobertura impermeável;
- Limpar as secreções nos orifícios orais e nasais com compressas;
- Tapar/bloquear orifícios naturais (boca, nariz, ouvido, ânus) para evitar extravasamento de
fluidos corporais;
- Limitar o reconhecimento do corpo a um único familiar/responsável;
- Durante a embalagem, que deve ocorrer no local de ocorrência do óbito, manipular o corpo
o mínimo possível, evitando procedimentos que gerem gases ou extravasamento de fluidos
corpóreos;
- Preferencialmente, identificar o corpo com nome, número do prontuário, data de
nascimento, nome da mãe e CPF, utilizando esparadrapo, com letras legíveis, fixado na região
torácica;
- É essencial descrever no prontuário dados acerca de todos os sinais externos e marcas de
nascença/tatuagens, órteses, próteses que possam identificar o corpo.
- Quando possível, a embalagem do corpo deve seguir três camadas:
1ª: Enrolar o corpo com lençóis;
2ª: Colocar o corpo em saco impermeável próprio (esse deve impedir que haja vazamento de
fluidos corpóreos);
3ª: Colocar o corpo em um segundo saco (externo) e desinfetar com álcool a 70%, solução
clorada 0,5% a 1% ou outro saneante regularizado pela Anvisa, compatível com o material do
saco. Colocar etiqueta com identificação do falecido.
- Identificar o saco externo de transporte com informação relativa ao risco biológico:
COVID-19, agente biológico classe de risco 3;
- Recomenda-se usar a maca de transporte do corpo apenas para esse fim. Em caso de
reutilização de maca, deve-se desinfetá-la com álcool a 70%, solução clorada 0,5% a 1% ou
outro saneante regularizado pela ANVISA;
Na chegada ao necrotério, alocar o corpo em compartimento refrigerado e sinalizado como
COVID-19, agente biológico classe de risco 3.
- 28 de 43 - MOD 5
ANEXO A
- 29 de 43 - MOD 5
RESULTADOS DOS TESTES INTERPRETAÇÃO
Fase inicial da infecção. Se após 14 dias
PCR+; IgM - e IgG - permanecer assintomático, considerar como
caso curado ou recuperado.
PCR+; IgM + e IgG - Fase ativa da infecção
PCR+; IgM + e IgG+ Fase tardia da infecção ou caso curado
PCR+; IgM – e IgG+ Fase tardia da infecção ou caso curado
PCR -; IgM + e IgG - Fase ativa da infecção
PCR -; IgM - e IgG+ Infecção passada – Caso curado ou recuperado
Fase de recuperação; provável PCR falso
PCR -; IgM+ e IgG+
negativo
Se assintomático, considerar caso descartado.
PCR -; IgM+ e IgG+
Se sintomático, avaliar novos exames
- 30 de 43 - MOD 5
ANEXO B
SERVIÇO DE TRIAGEM
Fornecer máscara cirúrgica
orientando sua colocação. Caso
N
S
Suspeito? ATENDIMENTO MÉDICO
Orientar higienização das mãos
e etiqueta respiratória
N
CONFIRMADA
ATENDIMENTO MÉDICO SG?
ÁREA COVID-19
S
ESTRATIFICAR GRAVIDADE SG
SG GRAVE SG LEVE
NOTIFICAÇÃO IMEDIATA
Transporte apropriado Via formulário pelo eSUS-VE
https://notifica.saude.gov.br
- 31 de 43 - MOD 5
ANEXO C
- 32 de 43 - MOD 5
Observação: Para remover a máscara, retire-a pelos elásticos, tomando bastante cuidado para
não tocar na superfície interna e acondicione em um saco ou envelope de papel com os elásticos
para fora, para facilitar a retirada da máscara. Nunca coloque a máscara já utilizada em um saco
plástico, pois ela poderá ficar úmida e potencialmente contaminada.
- 33 de 43 - MOD 5
ANEXO D
- 34 de 43 - MOD 5
Acondicionamento da amostra
- 35 de 43 - MOD 5
ANEXO E
NOTIFICAÇÃO
1 - NOTIFICAÇÃO
O que notificar ? - Casos de SG e de SRAG hospitalizado ou óbito por SRAG, independente da
hospitalização, que atendam a definição de caso.
2 - RESPONSABILIDADE
Quem deve notificar? - Profissionais de saúde dos Departamentos ou Divisões de Saúde das
OMFM, OMPH, das Policlínicas, das OMH e de qualquer outra OM sede que seja responsável
pelo atendimento, em todo o território nacional, segundo legislação nacional vigente.
3- PRAZO
Quando notificar? - Devem ser notificados dentro do prazo de 24 horas a partir da suspeita
inicial do caso ou óbito.
4- PROCEDIMENTO
Como notificar?
5 – OUTRAS INFORMAÇÕES
Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde Nacional (CIEVS)
a) Telefone: 0800 644 6645;
b) e-Mail: [email protected]
- 36 de 43 - MOD 5
ANEXO F
NOTIFICAÇÃO DE ISOLAMENTO
Fundamentação:________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________
Nome do profissional
_____________________________________________________________________________
Assinatura/carimbo
_____________________________________________________________________________
Nome
_____________________________________________________________________________
Assinatura
- 37 de 43 - MOD 5
ANEXO G
___________________________________________________________________________
Nome
____________________________________________________________________________
Assinatura
_____________________________________________________________________________
Nome do médico(a)
____________________________________________________________________________
Assinatura / carimbo com CRM-UF
- 38 de 43 - MOD 5
ANEXO H
1 - DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO
Fui devidamente informado(a), em linguagem clara e objetiva pelo(a) médico(a), de que as
avaliações médicas ou laboratoriais revelaram possibilidade ou comprovação de diagnóstico:
COVID-19 causada pelo coronavírus SARS-COV-2.
E com base neste diagnóstico me foi orientado o seguinte tratamento/procedimento:
Cloroquina ou Hidroxicloroquina em associação com Azitromicina.
- 39 de 43 - MOD 5
Esta autorização é dada ao(à) médico(a) abaixo identificado(a), bem como ao(s) seu(s)
assistente(s) e/ou outro(s) profissional(is) por ele selecionado(s).
Tive a oportunidade de esclarecer todas as minhas dúvidas relativas ao(s) procedimento(s),
após ter lido e compreendido todas as informações deste documento, antes de sua assinatura.
Apesar de ter entendido as explicações que me foram prestadas, de terem sido esclarecidas
todas as dúvidas e estando plenamente satisfeito(a) com as informações recebidas, reservo-me o
direito de revogar este consentimento antes que o(s) procedimento(s), objeto deste documento, se
realize(m).
⧠ Paciente ⧠ Responsável
Nome:__________________________________________________________
Assinatura: ______________________________________________________
_____________________________________________________________________________
Nome do médico(a)
____________________________________________________________________________
Assinatura / carimbo com CRM-UF
- 40 de 43 - MOD 5
ANEXO I
- 41 de 43 - MOD 5
REFERÊNCIAS
- 42 de 43 - MOD 5
HUANG, Chaolin; et. al. Clinicalfeaturesofpatientsinfectedwith 2019 novel coronavirus in
Wuhan, China. The Lancet. 24 de Janeiro, 2020.
LI, Qun; et. al. EarlyTransmission Dynamics in Wuhan, China, of Novel Coronavirus–Infected
Pneumonia. The New England Journal of Medicine. Original Article. 29 de Janeiro, 2020.
MUNSTER, Vincent J.; et. al. A Novel CoronavirusEmerging in China — Key Questions for
ImpactAssessment. The New England Journal of Medicine. ED. Perspective - A Novel
CoronavirusEmerging in China. 26 de Janeiro, 2020.
OMS – Organização Mundial de Saúde. Advice on the use of masks the community, during
home care and in healthcare settings in the context of the novel coronavirus (2019-nCoV)
outbreak: Interim guidance. 29 de Janeiro, 2020.
RUBIN, Eric J; et. al. Medical Journalsandthe 2019-nCoV Outbreak. The New England
Journal of Medicine. Editorial. 28 de Janeiro, 2020.
ZHU, Na; et. al. A Novel CoronavirusfromPatientswith Pneumonia in China, 2019. Brief Report.
The New EnglandJournalof Medicine. 24 de Janeiro, 2020.
- 43 de 43 - MOD 5