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Protocolos Clínicos COVID-19 Marinha Brasil

Este documento apresenta os principais protocolos clínicos e terapêuticos para o novo coronavírus (COVID-19) da Marinha do Brasil, incluindo informações sobre a doença, diagnóstico, tratamento, prevenção, fluxos de atendimento e equipamentos de proteção individual. Foi atualizado com as últimas diretrizes do Ministério da Saúde sobre testes, tratamentos e notificação de casos.

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Protocolos Clínicos COVID-19 Marinha Brasil

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MARINHA DO BRASIL

DIRETORIA DE SAÚDE DA MARINHA

PROTOCOLOS CLÍNICOS E TERAPÊUTICOS NOVO CORONAVÍRUS


(COVID-19)

Este protocolo está em revisão permanente em virtude da evolução e de novas informações a


respeito do comportamento do novo coronavírus (COVID-19)
SUMÁRIO

PRINCIPAIS MODIFICAÇÕES....................................................................................................4
1– INFORMAÇÕES GERAIS SOBRE A DOENÇA.....................................................................5
1.1 – INTRODUÇÃO......................................................................................................................5
1.2 – MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS INICIAIS...........................................................................5
1.3 – CLASSIFICAÇÃO DOS CASOS..........................................................................................5
1.4 – PERÍODO DE INCUBAÇÃO E TRANSMISSIBILIDADE.................................................6
1.5 – DIAGNÓSTICO.....................................................................................................................7
1.5.1 - TESTE MOLECULAR: RT-PCR EM TEMPO REAL.......................................................7
1.5.2 - TESTES SOROLÓGICOS IGM E IGG...............................................................................8
1.5.2.1 - Diretrizes Institucionais para Realização dos Testes Sorológicos para COVID 19..........8
1.5.2.2 - Interpretação dos testes sorológicos, reativo para IgG e IgM para o SARS-CoV-2, em
profissionais assintomáticos............................................................................................................9
1.5.2.3 - Interpretação dos testes sorológicos quando disponível a realização de IgG e IgM para o
SARS-CoV-2 em pacientes sintomáticos........................................................................................9
1.5.2.4 – Uso dos testes sorológicos como critérios para internação de pacientes em unidades
críticas destinadas a pacientes não infectados pela COVID -19....................................................10
1.6 - TRATAMENTO....................................................................................................................10
1.6.1 – TRATAMENTO FARMACOLÓGICO............................................................................11
1.6.1.1 – Cloroquina ou da Hidroxicloroquina..............................................................................11
1.6.1.2 – Enoxaparina....................................................................................................................13
1.6.1.3 – Corticóides + Ivermectina...............................................................................................14
1.6.1.4 – Outros Medicamentos.....................................................................................................14
1.6.2 – VENTILAÇÃO MECÂNICA INVASIVA.......................................................................14
1.7 – CRITÉRIOS DE INTERNAÇÃO........................................................................................15
1.8 – PREVENÇÃO......................................................................................................................15
1.8.1 – MEDIDAS GERAIS..........................................................................................................15
1.8.2 – IMUNIZAÇÃO..................................................................................................................15
1.8.3 – LIMPEZA E DESINFECÇÃO..........................................................................................16
1.9 - DEFINIÇÃO DE CASOS.....................................................................................................16
1.10 – DEFINIÇÃO DO TIPO DE PRECAUÇÃO.......................................................................17
1.11 – TRANSPORTE DOS CASOS SUSPEITOS OU CONFIRMADOS.................................18
1.12 – ORIENTAÇÃO PARA AFASTAMENTO E RETORNO ÀS ATIVIDADES DE
PROFISSIONAIS DE SAÚDE.....................................................................................................19
2– PROTOCOLOS DE ATENÇÃO AO SURGIMENTO DO COVID-19..................................20
2.1– FASE 1 OU FASE DE PREPARAÇÃO...............................................................................20
2.2 - FASE 2 OU FASE DE CONTENÇÃO.................................................................................20
2.3 - FASE 3 OU FASE DE PANDEMIA....................................................................................20
3 - FLUXO DE ATENDIMENTO................................................................................................22
3.1 - HOSPITAL NAVAL MARCÍLIO DIAS E HOSPITAIS DISTRITAIS..............................22
3.2 - POLICLÍNICAS, SNNF, ANP, HCM, OMFM, UMEsq E UMEM.....................................23
3.3 – FLUXO ASSISTENCIAL PARA PRIVADOS DE LIBERDADE.....................................24
3.4 - ESCOLAS E CENTROS DE INSTRUÇÃO........................................................................24
3.5 – MILITARES PROVENIENTES DE MISSÕES NO EXTERIOR.......................................25
4 – EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL - EPI......................................................25
4.1 - MÁSCARA DE PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA (respirador particulado ou N95).............25
4.2 -LUVAS...................................................................................................................................25

- 2 de 43 - MOD 5
4.3 - PROTETOR OCULAR OU PROTETOR DE FACE...........................................................26
4.4 - TOUCA DESCARTÁVEL...................................................................................................26
4.5 – CAPOTE/AVENTAL...........................................................................................................26
4.6 – MÁSCARA CIRÚRGICA....................................................................................................27
4.7 – MÁSCARA FACIAL DE USO NÃO PROFISSIONAL.....................................................27
5 – TRATAMENTO DE RESÍDUOS...........................................................................................27
6- MANEJO DE CORPOS NO CONTEXTO DA COVID-19.....................................................27
6.1 - OCORRÊNCIA HOSPITALAR...........................................................................................28
ANEXO A -
CRONOLOGIA DA RESPOSTA IMUNOLÓGICA DESDE O INÍCIO DA INFECÇÃO.........29
ANEXO B -
FLUXOGRAMA DE ATENDIMENTO AOS CASOS SUSPEITOS DE COVID-19.................31
ANEXO C -
PARAMENTAÇÃO E DESPARAMENTAÇÃO DO PROFISSIONAL DE SAÚDE................32
ANEXO D - COLETA DE MATERIAL PARA DIAGNÓSTICO..............................................34
ANEXO E - NOTIFICAÇÃO........................................................................................................36
ANEXO F - NOTIFICAÇÃO DE ISOLAMENTO......................................................................37
ANEXO G......................................................................................................................................38
TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO...................................................38
ANEXO H - MODELO DE TERMO DE CIÊNCIA E CONSENTIMENTO.............................39
ANEXO I - ORIENTAÇÕES PARA O MONITORAMENTO REMOTO DOS CASOS EM
ISOLAMENTO DOMICILIAR....................................................................................................41
REFERÊNCIAS.............................................................................................................................42

- 3 de 43 - MOD 5
PRINCIPAIS MODIFICAÇÕES

Na introdução foram atualizados os dados estatísticos epidemiológicos nos contextos


nacional e mundial.
No subitem 1.5 foram ampliadas as orientações incluindo critérios para utilização dos testes
rápidos sorológicos, especificações de populações-alvo para testagem, bem como recomendações
a partir dos resultados obtidos, em consonância com o Boletim Epidemiológico No 8 do
Ministério da Saúde (MS).
No subitem 1.6, em consonância com a Nota Informativa (NI) No 9/2020-SE/GAB/SE/MS,
foram incluídas as recomendações para ampliação do uso da cloroquina no tratamento
farmacológico para COVID-19. Foram, ainda, acrescentadas outras recomendações para
tratamentos farmacológicos.
No item 1.8 foram inclusas orientações afetas à imunização, limpeza e desinfecção de
superfícies.
Incluído subitem 1.12 que versa sobre orientações para afastamento e retorno às atividades
de profissionais de saúde.
No subitem 2.3 foi acrescida recomendação para, quando aplicável, inserir resultados do
teste rápido durante o processo de Notificação às autoridades sanitárias.
Incluído o subitem 3.5 afeto à orientações para militares quando do regresso de missões no
exterior.
No item 4 foi atualizada a especificação de capote e acrescida descrição de máscara de uso
não profissional.
Incluído item 6 contendo orientações para o manejo de óbitos no contexto da COVID-19.
Incluído o anexo A que versa sobre a cronologia da resposta imunológica no decorrer da
infecção.
No anexo B, o fluxograma de atendimento aos casos suspeitos foi atualizado.
Atualização do anexo E, incluindo procedimentos de notificação conforme o caso.
Incluso o anexo I que versa sobre orientações para o monitoramento remoto de casos em
isolamento domiciliar.

- 4 de 43 - MOD 5
1– INFORMAÇÕES GERAIS SOBRE A DOENÇA

1.1 – INTRODUÇÃO

Em dezembro de 2019 surgiu o primeiro caso de infecção por um novo coronavírus


denominado SARS-CoV-2. O caso foi identificado na cidade de Wuhan, localizada na província
de Hubei, China.
Em 11 de março de 2020, a OMS (Organização Mundial da Saúde) reconheceu a COVID-
19 como uma pandemia, em virtude da sua disseminação pelo mundo, atingindo os 5
continentes. Ainda, segundo dados da OMS, ao final de março, foram confirmados no mundo
856.955 casos de COVID-19 e 42.089 mortes, e mais de 170 mil pessoas foram consideradas
curadas.
O Brasil realizou seu primeiro diagnóstico de COVID-19 no dia 25/02/2020 e, em
20/03/2020, o Ministério da Saúde, por meio da sua Portaria Nº 454, declarou o reconhecimento
da transmissão comunitária do novo coronavírus em todo o território nacional. Ao final da
Semana Epidemiológica número 20 de evolução da doença, no Brasil foram confirmados
202.918 casos e 13.993 mortes, sendo divulgada uma taxa de letalidade de 6,9% (dados
computados até 14/05/2020).
Face ao cenário atual, é necessário estabelecer protocolos e linhas de ação para o
enfrentamento, prevenção e controle da infecção denominada COVID-19.

1.2 – MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS INICIAIS

Febre e sintomas respiratórios característicos de infecções das vias aéreas: tosse, espirro e
dificuldade para respirar.

1.3 – CLASSIFICAÇÃO DOS CASOS

Aproximadamente 80 a 85% dos casos são leves e não necessitam hospitalização, devendo
permanecer em isolamento domiciliar; 15% necessitam de internação hospitalar; e menos de 5%
precisam de internação em unidades de terapia intensiva.
A COVID-19 tem um amplo espectro de sintomas. A classificação de casos sintomáticos
adotada pela OMS é:

Quadro compatível com infecção de vias aéreas superiores, sem sinais de


desidratação, dispneia, sepse ou disfunção de órgãos. Os sinais e sintomas
DOENÇA NÃO mais comuns são: febre, tosse, dor na garganta, congestão nasal, cefaleia,
COMPLICADA mal-estar e mialgia. Imunossuprimidos, idosos e crianças podem apresentar
quadro atípico

Pneumonia sem Infecção do trato respiratório inferior sem


complicações sinais de gravidade

- 5 de 43 - MOD 5
Infecção do trato respiratório inferior com
algum dos seguintes sinais de gravidade:
 frequência respiratória > 30 incursões
Pneumonia grave por minuto
 dispnéia
 SpO2 < 90% em ar ambiente
 cianose
 disfunção orgânica
Surgimento ou agravamento dos sintomas
respiratórios, até 1 semana do início da
doença.
Síndrome da angústia Pode ainda apresentar: alterações
radiológicas – opacidades bilaterais,
respiratória aguda atelectasia lobar/pulmonar ou nódulos;
edema pulmonar não explicado por
(SARA) insuficiência cardíaca ou hiper-hidratação.
DOENÇA COMPLICADA Relação PaO2/FiO2 ≤ 300 mmHg, sendo:
 leve (entre 200-300 mmHg)
 moderada (entre 100-200 mmHg)
 grave (abaixo de 100 mmHg)
Síndrome da resposta inflamatória
sistêmica com disfunção orgânica na
presença de infecção presumida ou
confirmada.
São sinais frequentes de disfunção
orgânica:
 alteração do nível de consciência
Sepse  oligúria
 taqui e/ou dispneia
 baixa saturação de oxigênio
 taquicardia
 pulso débil
 extremidades frias
 coagulopatia
 trombocitopenia
 acidose
 elevação do lactato sérico ou da
bilirrubina
Sepse acompanhada de hipotensão
[pressão arterial média (PAM) < 65
Choque séptico mmHg] a despeito de ressuscitação
volêmica adequada
1.4 – PERÍODO DE INCUBAÇÃO E TRANSMISSIBILIDADE

O período de incubação, isto é, o tempo entre a exposição ao vírus ou infecção e o


aparecimento dos sintomas, é em média de 5 a 6 dias, podendo chegar até a 14 dias. A
transmissão ocorre por meio de inalação de gotículas respiratórias (tosse, espirro), pelo contato
direto com pessoas infectadas, como tocar ou apertar as mãos, ou pelo contato com objeto ou
superfície contaminada seguido de contato com boca, nariz ou olhos sem a higienização das
mãos.
A transmissibilidade dos pacientes infectados é em média de 7 (sete) dias após o início dos
sintomas. No entanto, dados preliminares da COVID-19 sugerem que a transmissão possa
ocorrer, mesmo sem o aparecimento de sinais e sintomas. Até o momento, não há informação
suficiente que defina quantos dias anteriores ao início dos sinais e sintomas uma pessoa infectada
passa a transmitir o vírus.

- 6 de 43 - MOD 5
1.5 – DIAGNÓSTICO

O diagnóstico laboratorial pode ser realizado por meio de testes divididos em dois grupos:
os que usam amostra de sangue e detectam anticorpos (IgM e IgG) e os que usam amostras das
vias aéreas respiratórias dos pacientes, nasofaringe e orofaringe e detectam o antígeno (vírus).
A interpretação apropriada de testes diagnósticos necessita do conhecimento da
metodologia utilizada e o momento da coleta em relação ao início dos sintomas. O Polymerase
Chain Reaction – Real Time ( RT-PCR) é considerado o método padrão-ouro para o
diagnóstico.
De acordo com a realidade local, cada OMH e/ou OMFM diante sua possibilidades, deverá
envidar esforços para a realização do diagnóstico laboratorial, quando indicado. Recomenda-se
seguir as orientações de fluxo de coleta das suas respectivas Secretarias Estaduais, acionando,
sempre que possível, os serviços disponibilizados pela Vigilância Epidemiológica Municipal. Na
inviabilidade de acionamento do serviço municipal, o diagnóstico laboratorial, quando indicado,
poderá ser realizado por meios próprios ou por meio de convênios.
A testagem para diagnóstico laboratorial de SARS-CoV2 dos profissionais que atuam na
linha de frente da assistência em saúde, constituinte da tripulação das OM localizadas na sede do
Primeiro Distrito Naval, deverá ser realizada pela Escola de Saúde da Marinha mediante
agendamento.
Quando necessária, a utilização da rede complementar ao SSM, para diagnóstico
laboratorial, devem ser criteriosamente respeitadas as diretrizes estabelecidas nos subitens 1.5.1
e 1.5.2.
Não está indicada a coleta de amostras respiratórias em pacientes assintomáticos.

1.5.1 - TESTE MOLECULAR: RT-PCR EM TEMPO REAL

A detecção direta do SARS-CoV2 utiliza material obtido por coleta de amostras de


secreções respiratórias, conforme orientações contidas no anexo D:
- aspirado de nasofaringe (ANF)
- swabs combinados (nasal/oral)
- amostra de secreção respiratória inferior (escarro ou lavado traqueal ou lavado
bronco- alveolar).
O teste RT-PCR, quando coletado a partir do 3º dia de sintomas, apresenta uma
sensibilidade/positividade em torno de 63%, quando colhido em swab nasal/orofaringe, 72% no
escarro, 93% em lavado bronco alveolar e apenas 29% nas fezes e 1% no sangue. Cabe alertar
que um resultado de RT-PCR negativo não afasta o diagnóstico de COVID-19. A critério clínico,
considerar repetir RT-PCR após 48hs da coleta anterior e/ou realizar teste sorológico a partir do
7º dia de sintomas.
A coleta de amostras para confirmação laboratorial da COVID-19 pelo RT-PCR para
SARS-CoV-2 está indicada para os casos de SRAG hospitalizados e casos de doenças leve a
moderada somente sob indicação médica. Deve ser acompanhada de notificação no SIVEP-
Gripe.
Considerando o risco ocupacional, também está indicada, para profissionais de saúde que
estejam atuando em serviços de saúde em contato com pacientes de municípios com casos
confirmados de COVID-19, desde que se enquadre na definição de Síndrome Gripal (SG).

- 7 de 43 - MOD 5
1.5.2 - TESTES SOROLÓGICOS IGM E IGG

Todos os testes rápidos são do tipo ensaio imunocromático, utilizam amostras de sangue e
permitem a leitura dos resultados em 15 minutos, em média. Um exemplo de teste sorológico
rápido é mostrado no anexo D. A disponibilidade destes testes não elimina a realização do PCR
(detecção direta), quando indicado.
Os testes sorológicos procurarão a presença de anticorpos, proteínas específicas produzidas
em resposta a infecção pelo SARS-CoV-2, fato que torna o tempo de incubação um fator crucial
para a eficácia da testagem. São testes qualitativos e podem ser usados para triagem e auxílio
diagnóstico.
Os anticorpos podem ser encontrados no sangue e em outros tecidos das pessoas que
testaram positivas para a infecção pelo método RT-PCR. Quando detectados por este teste
indicam que uma pessoa teve uma resposta imune ao SARS-CoV-2, se os sintomas se
desenvolveram a partir da infecção ou se a infecção foi assintomática, podendo servir como
critério de cura e estabelecimento de imunidade ao SARS-CoV-2, quando realizados a partir do
15º dia de doença.
Os resultados dos testes de anticorpos são importantes na detecção de infecções com poucos
ou nenhum sintoma. Seu uso está indicado para pacientes pouco sintomáticos a partir do 7º
(sétimo) dia do aparecimento dos sintomas. Pode, ainda, ser utilizado na triagem de profissionais
de saúde assintomáticos e em populações que precisam ter seu retorno às atividades laborativas
com brevidade, entre eles militares, profissionais de apoio das OMH, OMFM e demais OM que
apresentem serviços de saúde.
No anexo A encontra-se uma representação gráfica da cronologia de resposta imunológica
desde o momento em que o organismo é infectado até os testes da fase de recuperação.

1.5.2.1 - Diretrizes Institucionais para Realização dos Testes Sorológicos para COVID 19

O teste sorológico para detecção de anticorpos IgM e IgG para o SARS-CoV-2 está
indicado nas situações a seguir:
A - Testagem nos profissionais assintomáticos de saúde e de apoio à prestação de serviços de
saúde, desde que atuantes na linha de frente da assistência direta aos pacientes suspeitos ou
confirmados para COVID-19, a fim da detecção precoce de transmissores assintomáticos, com
intervalo mínimo de 60 (sessenta) dias entre as coletas;
B – Testagem nos profissionais das alas de internação com pacientes não suspeitos, para
detecção precoce de possíveis portadores assintomáticos, passíveis de transmitir a doença aos
pacientes internados, não portadores de COVID-19, com intervalo mínimo de 60 (sessenta) dias
entre as coletas;
C - Como critérios para internação de pacientes em unidades de terapia intensiva destinadas aos
pacientes não infectados pela COVID-19, com pelo menos 7 dias de sintomas;
D – Para realização de procedimentos cirúrgicos eletivos, especialmente em pacientes
oncológicos e portadores de patologias cardiovasculares que não podem aguardar a resolução da
atual pandemia, devido a gravidade da sua doença;
E – Para pacientes hospitalizados com forte suspeita de infecção por COVID-19, com resultado
não detectado por PCR realizado, desde que estejam com sintomas há mais de 7 dias de
evolução; e
F – Para internação de pacientes com suspeita de COVID19, quando houver mais de 7 dias de
sintomas, fim autorizar a internação em áreas de coorte para aqueles com presença do resultado
IgM positivo. Mantem-se a necessidade da coleta do RT-PCR.

- 8 de 43 - MOD 5
A interpretação dos testes sorológicos correta impõe-se como forma de não gerar perda
desnecessária de força de trabalho, ocasionar realização inadequada dos exames de PCR e como
contribuição para diagnóstico precoce em casos assintomáticos, reduzindo a transmissão dentro
do ambiente hospitalar.
Para pacientes sintomáticos o exame laboratorial padrão-ouro é o aspirado de nasofaringe e
orofaringe, com realização do PCR em tempo real para o SARS-CoV-2, entre o 3º e o 7º dia de
sintomas. Após o 8º dia de sintomas, a realização do teste sorológico pode ser indicada em
formas moderadas a graves da doença, porém sob forte suspeita clínica um resultado não
reagente pode não excluir a COVID-19.
Em pacientes que já apresentaram sintomas anteriormente e diagnóstico laboratorial para
COVID-19 confirmado por PCR, que tenham completado o tempo recomendado de isolamento,
e se encontram assintomáticos há mais de 3 dias, o teste sorológico possui valor apenas para
detecção de IgG, como forma de provável caso de cura com imunidade, não sendo orientado a
sua realização de forma rotineira.

1.5.2.2 - Interpretação dos testes sorológicos, reativo para IgG e IgM para o SARS-CoV-2,
em profissionais assintomáticos

IgM IgG INTERPRETAÇÃO


Não reagente Não reagente sem infecção pelo SARS-CoV-2.
Provável infecção anterior e critério de cura.
Não reagente Reagente
Caso confirmado e Curado
Reagente Reagente Provável infecção curada. Caso Confirmado.
Reagente Não reagente Infecção em atividade. Caso Confirmado.

1.5.2.3 - Interpretação dos testes sorológicos quando disponível a realização de IgG e IgM
para o SARS-CoV-2 em pacientes sintomáticos

IgM IgG INTERPRETAÇÃO OBS


Não Não Sem infecção pelo SARS- Avaliar necessidade de novos
reagente reagente CoV-2. exames laboratoriais.
Provável infecção anterior
Não
Reagente e critério de cura. Caso
reagente
confirmado e Curado
Internar ou permanecer internado
Infecção em atividade.
Reagente Reagente em ala destinada a casos
Caso Confirmado.
confirmados.
Internar ou permanecer internado
Não Infecção em atividade.
Reagente em ala destinada a casos
reagente Caso Confirmado.
confirmados.

- 9 de 43 - MOD 5
1.5.2.4 – Uso dos testes sorológicos como critérios para internação de pacientes em
unidades críticas destinadas a pacientes não infectados pela COVID -19

A realização de teste sorológico é uma importante ferramenta a ser utilizada como critério
de admissão em todos os pacientes assintomáticos encaminhados para internação nas áreas a
seguir:
-Unidade Coronariana;
-Unidade de Terapia Intensiva não COVID-19;
-Unidade de Internação da Obstetrícia;
-Unidades próprias para Imunossuprimidos como Oncologia, Hematologia, Unidade de
Transplante de Medula Óssea (UTMO), Geriatria, Paciente portadores de HIV/AIDS.
Tal procedimento tem por o objetivo evitar a entrada de pacientes infectados
assintomáticos nessas unidades, devendo ser realizado rastreio preventivo a cada 15 dias de
tempo de permanência nas mesmas.
Caso ocorra soroconversão, os pacientes deverão ser imediatamente transferidos para
áreas destinadas a pacientes com COVID-19.

1.6 - TRATAMENTO

As medidas terapêuticas visam a manutenção das funções vitais do enfermo e o suporte


clínico adequado. Recomenda-se:
- Oxigenoterapia suplementar – iniciar com fluxo de 5l/min, objetivando manter a
SpO2 ≥ 90%. Em gestantes manter SpO2 entre 92-95%. Em crianças, manter SpO2 ≥ 94%.
Monitorar com oxímetro de pulso;
- Antimicrobianos empíricos serão avaliados individualmente;
- Quando indicado4, iniciar precocemente oseltamivir, com as doses indicadas nos
protocolos existentes para o tratamento de influenza;
- Hidratação venosa – reposição volêmica adequada com cristaloides. Cuidado com a
hiper-hidratação, pois pode piorar a oxigenação por congestão pulmonar;
- Controle das comorbidades pré-existentes, principalmente doenças pulmonares,
cardíacas, hipertensão arterial sistêmica e diabetes;
- Monitorar sinais clínicos que indiquem evolução para gravidade e necessidade de
terapia intensiva; e
- Havendo necessidade de terapia intensiva, os protocolos para sepse e/ou SARA
nortearão a conduta.

4
Grávidas em qualquer idade gestacional, puérperas até duas semanas após o parto (incluindo as que
tiveram aborto ou perda fetal); adultos ≥ 60 anos; crianças < 5 anos (sendo que o maior risco de
hospitalização é em menores de 2 anos, especialmente as menores de 6 meses com maior taxa de
mortalidade); população indígena aldeada ou com dificuldade de acesso; indivíduos menores de 19 anos
de idade em uso prolongado de ácido acetilsalicílico (risco de síndrome de Reye); indivíduos que
apresentem pneumopatias (incluindo asma); pacientes com tuberculose de todas as formas (há evidências
de maior complicação e possibilidade de reativação); cardiovasculopatias (excluindo hipertensão arterial
sistêmica); nefropatias; hepatopatias; doenças hematológicas (incluindo anemia falciforme); distúrbios
metabólicos (incluindo diabetes mellitus); transtornos neurológicos e do desenvolvimento que podem
comprometer a função respiratória ou aumentar o risco de aspiração (disfunção cognitiva, lesão medular,
epilepsia, paralisia cerebral, síndrome de Down, acidente vascular encefálico – AVE ou doenças
neuromusculares); imunossupressão associada a medicamentos (corticóide ≥ 20 mg/dia por mais de duas

- 10 de 43 - MOD 5
semanas, quimioterápicos, inibidores de TNF-alfa); neoplasias, HIV/AIDS; obesidade (especialmente
aqueles com índice de massa corporal – IMC ≥ 40 em adultos); nos casos com sinais de gravidade e de
Síndrome Respiratória Aguda Grave.

1.6.1 – TRATAMENTO FARMACOLÓGICO

Até a presente data, inexistem indicações de terapia farmacológica específica para o


tratamento da COVID-19. Contudo, fruto de vários estudos em busca de alternativas
terapêuticas, diversas informações acerca de resultados positivos são descritos a seguir.

1.6.1.1 – Cloroquina ou da Hidroxicloroquina

O MS, por meio da Nota Informativa (NI) Nº 9/2020-SE/GAB/SE/MS, publicou orientações


para ampliação do tratamento medicamentoso, de forma precoce, em pacientes com diagnóstico
de COVID-19, acordo critérios clínicos a seguir:

- Classificação dos Sinais e Sintomas:


SINAIS E SINAIS E SINTOMAS MODERADOS SINAIS DE GRAVIDADE
SINTOMAS LEVES
Anosmia Tosse persistente + febre persistente diária Síndrome Respiratória Aguda
Ageusia OU Grave – Síndrome Gripal que
Coriza Tosse persistente + piora progressiva de apresente:
Diarreia outro sintoma relacionado a COVID-19 Dispneia/desconforto respiratório
Dor abdominal (adinamia, prostração, hiporexia, diarreia) persistente no Tórax
Febre Mialgia OU OU
Tosse Pelo menos um dos sintomas acima + pressão persistente no Tórax
Fadiga presença de fator de risco OU
Cefaleia saturação de O2 menor que 95%
em ar ambiente
OU
coloração azulada de lábios ou
rosto

- Orientação de Tratamento Conforme a Classificação dos Sinais e Sintomas:


O uso das medicações está condicionado à avaliação médica presencial, com realização de
anamnese, exame físico e exames complementares quando indicados, a critério médico.

- 11 de 43 - MOD 5
FASE
( acordo nº de dias a contar do início dos sintomas )
PACIENTES
ADULTOS 1 2 3
1º AO 5º DIA 6º AO 14º DIA APÓS 14º DIA
Difosfato de Cloroquina
D1: 500mg 12/12h (300mg de cloroquina
base)
D2 ao D5: 500mg 24/24h (300mg de
cloroquina base)
+
Azitromicina 500mg
SINAIS E Prescrever medicamento
1x ao dia, durante 5 dias
SINTOMAS LEVES sintomático
OU
Sulfato de Hidroxicloroquina
D1: 400mg 12/12h
D2 ao D5: 400mg 24/24h
+
Azitromicina 500mg
1x ao dia, durante 5 dias

FASE
( acordo nº de dias a contar do início dos sintomas )
PACIENTES
ADULTOS 1 2 3
1º AO 5º DIA 6º AO 14º DIA APÓS 14º DIA
Considerar a Internação Hospitalar
- Afastar outras causas de gravidade
- Avaliar presença de infecção bacteriana
- Considerar imunoglobina humana
- Considerar anticoagulação
- Considerar corticoterapia

Difosfato de Cloroquina
D1: 500mg 12/12h (300mg de cloroquina
base)
SINAIS E
D2 ao D5: 500mg 24/24h (300mg de
SINTOMAS X- X- X
cloroquina base)
MODERADOS
+
Azitromicina 500mg
1x ao dia, durante 5 dias
OU
Sulfato de Hidroxicloroquina
D1: 400mg 12/12h
D2 ao D5: 400mg 24/24h
+
Azitromicina 500mg
1x ao dia, durante 5 dias

- 12 de 43 - MOD 5
FASE
( acordo nº de dias a contar do início dos sintomas )
PACIENTES
ADULTOS 1 2 3
1º AO 5º DIA 6º AO 14º DIA APÓS 14º DIA
Internação Hospitalar
- Afastar outras causas de gravidade
- Avaliar presença de infecção bacteriana
- Considerar imunoglobina humana
- Considerar anticoagulação
SINAIS E - Considerar pulsoterapia com corticóide
SINTOMAS
GRAVES Sulfato de Hidroxicloroquina
D1: 400mg 12/12h
D2 ao D5: 400mg 24/24h
+
Azitromicina 500mg
1x ao dia, durante 5 dias

Em virtude da ausência de estudos científicos que comprovem o beneficio inequívoco


dessas medicações para o tratamento da COVID-19, fica a critério do médico a sua prescrição,
sendo necessária também a vontade declarada do paciente, conforme anexo H.
A Sociedade Brasileira de Cardiologia recomenda a realização de Eletrocardiograma no
primeiro, terceiro e quinto dias do tratamento com cloroquina ou hidroxicloroquina em
associação eventual com azitromicina. Desta forma, e a critério médico, deve-se evitar tal
prescrição na impossibilidade de adequado monitoramento eletrocardiográfico.
Está contra-indicado o uso da hidroxicloroquina em gestantes, portadores de
retinopatia/maculopatia secundária ao uso do fármaco já diagnosticada, hipersensibilidade ao
fármaco, miastenia grave, em associação com amiodarona e flecainida. Há interação moderada
da hidroxicloroquina com: digoxina (monitorar), ivabradina e propafenona, etexilato de
dabigatrana (reduzir dose de 220 mg para 110 mg), edoxabana (reduzir dose de 60 mg para 30
mg). Há interação leve com verapamil (diminuir dose) e ranolazina.
Cloroquina deve ser evitada em associação com: clorpromazina, clindamicina,
estreptomicina, gentamicina, heparina, indometacina, tiroxina, isoniazida, digitálicos e deve ser
usada com precaução em portadores de doenças cardíacas, hepáticas ou renais, hematoporfiria e
doenças mentais.
Cada comprimido de Difosfato de Cloroquina de 250 mg equivale a 150 mg de cloroquina
base. A dose diária máxima de cloroquina base não deve exceder 25mg/Kg.

1.6.1.2 – Enoxaparina

Estudos recentes evidenciam o uso desse medicamento, de acordo com critérios médicos,
com o objetivo de obter anticoagulação profilática ou plena, reduzindo os fenômenos
tromboembólicos a nível pulmonar, em especial.
Os pacientes hospitalizados devem ser anticoagulados de forma profilática ou plena de
acordo com a dosagem de D-dímero, conforme a seguir:

- 13 de 43 - MOD 5
SITUAÇÃO RECOMENDAÇÃO CONSIDERAÇÕES
Enoxaparina profilática 1mg por/kg/dia,via subcutânea (SC)
Enoxaparina dose plena 1mg por/kg de 12/12h via SC se D-dímero > 3.000

Também devem ser empregadas as seguintes medidas durante o tratamento quando


realizado:
1 - Avaliar plaquetas e função renal diariamente.
2 - Na alta hospitalar, considerar o tratamento utilizado (dose profilática ou dose plena) e os
critérios de risco (obesidade, vasculopatia, neoplasia, internação prolongada em terapia
intensiva, trombose venosa profunda prévia, trombofilia e terapia hormonal) para prescrição
médica de anticoagulante. Para pacientes que receberam enoxaparina profilática, a alta deve
ser sem prescrição de anticoagulante. Já para aqueles que receberam enoxaparina dose plena, a
alta deve ser com anticoagulante de acordo com risco avaliado.
- Baixo risco (sem nenhum critério de risco citado acima): anticoagulante oral;
- Alto risco: enoxaparina.

1.6.1.3 – Corticóides + Ivermectina

Os corticóides (Metilprednisolona) têm mostrado importantes benefícios em estudos


observacionais, em situações específicas.
Considerar o uso de metilprednisolona para pacientes com piora do quadro respiratório,
principalmente hipoxemia, e/ou piora radiológica (aumento do infiltrado), a partir do D7 de
sintomas. Nessa indicação, iniciar antibioticoterapia e profilaxia para estrongiloidíase com
Ivermectina 200mcg/kg via oral, dose única.
A metilprednisolona NÃO está indicada para uso rotineiro, principalmente nas fases
iniciais da doença, isto é, antes de 7 dias do início de sintomas.

SITUAÇÃO RECOMENDAÇÃO CONSIDERAÇÕES


Piora do quadro respiratório, 1 Metilprednisolona 0,5 – Seu uso NÃO está indicado
principalmente hipoxemia e/ou 1,0 mg/kg de 24/24h EV, de forma rotineira,
piora radiológica (aumento do por até 5 dias principalmente antes do D7 de
infiltrado aparecimento dos sintomas

1.6.1.4 – Outros Medicamentos

Até o momento, não existem evidências clínicas ou estudos robustos suficientes que
permitam tecer recomendações quanto ao uso de Nitazoxanida, antagonistas do receptor de
endotelina (ex. Bosentana), IECA (captopril) e BRAs (losartana), inibidores de JAK (ex.
baricitinibe), Tocilizumab, interferon e soro de plasma convalescente. O uso destas terapias está
associado somente a protocolos de pesquisa clínica.

1.6.2 – VENTILAÇÃO MECÂNICA INVASIVA

- 14 de 43 - MOD 5
Deve ser realizada seguindo os protocolos específicos para COVID-19, baseados em
entubação orotraqueal oportuna, usando técnicas de sedação rápida (lidocaína e bloqueadores
neuromusculares são as principais drogas a serem utilizadas). Não usar benzodiazepínicos na
indução. O compartilhamento de ventiladores não está recomendado neste momento, de acordo
com as orientações vigentes no País.

1.7 – CRITÉRIOS DE INTERNAÇÃO

DOENÇA NÃO No momento do atendimento hospitalar/triagem, serão orientados a manter


COMPLICADA isolamento domiciliar com a observação de cuidados específicos.
Internação5 em apartamento ou enfermaria,
Pneumonia sem observadas as recomendações de isolamento e
complicações uso de Equipamento
de Proteção Individual (EPI).

Pneumonia grave

DOENÇA Síndrome respiratória aguda


COMPLICADA grave (SRAG)
Internação em unidade de terapia intensiva.

Sepse

Choque séptico

5
O Hospital Naval Marcílio Dias é a unidade de referência para a internação dos usuários do SSM na sua área de
abrangência. Os Hospitais dos demais Distritos Navais farão a gestão dos casos (internação nas próprias instalações
ou em unidades de referência da área), de acordo com as disponibilidades e capacidades locais.

1.8 – PREVENÇÃO

1.8.1 – MEDIDAS GERAIS

- Evitar contato próximo com pessoas que apresentem infecções respiratórias agudas;
- Lavar frequentemente as mãos, especialmente após contato direto com pessoas doentes ou
com o ambiente contaminado, antes de se alimentar e após tossir ou espirrar;
- Usar lenço descartável para higiene nasal, descartando-o em lixo comum em seguida;
- Cobrir nariz e boca, com lenço ou face interna do braço, ao espirrar ou tossir;
- Usar máscara de uso não profissional nos deslocamentos necessários;
- Evitar tocar nas mucosas dos olhos;
- Não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas;
- Manter os ambientes bem ventilados; e
- Evitar contato próximo com animais selvagens e animais doentes em fazendas ou criações.

1.8.2 – IMUNIZAÇÃO

- 15 de 43 - MOD 5
Manter o calendário vacinal em dia, em especial para vacina da influenza de forma a evitar
infecções que poderiam ser confundidas com a COVID-19 ou mesmo que poderiam debilitar o
organismo e agravar uma possível infecção pelo agente causador da doença.

1.8.3 – LIMPEZA E DESINFECÇÃO

Os Hospitais, Policlínicas e Ambulatórios devem elaborar um Plano de Desinfecção, a ser


cumprido de forma rotineira nas áreas comuns que possuam elevado trânsito e concentração de
pessoas, conforme orientação do Protocolo para a Desinfecção de Organizações Militares contra
a COVID-19 do CDefNBQR-MB.

1.9 - DEFINIÇÃO DE CASOS

a)- Caso Suspeito

Considerando o cenário atual, com o reconhecimento de transmissão comunitária em todo o


território nacional já declarado pelo MS, tanto os pacientes com resfriado, como com síndrome
gripal podem ter COVID-19. Entende-se por transmissão comunitária a ocorrência de casos
autóctones sem vínculo epidemiológico a um caso confirmado, em área definida, ou se for
identificado um resultado laboratorial positivo sem relação com outros casos na iniciativa
privada ou na rotina de vigilância de doenças respiratórias ou a transmissão se mantiver por 5
(cinco) ou mais cadeias de transmissão.

Indivíduo que apresente coriza, tosse e dor de


RESFRIADO
garganta, SEM febre.
Indivíduo que apresente febre de início súbito,
mesmo que referida, acompanhada de tosse
ou dor de garganta ou dificuldade respiratória
SÍNDROME GRIPAL (SG)
e pelo menos um dos seguintes sintomas:
cefaleia, mialgia ou artralgia, na ausência de
outro diagnóstico específico.
Paciente com dispneia, desconforto
SÍNDROME GRIPAL COM SINAIS DE
respiratório, saturação de O2 menor que 95%
GRAVIDADE
ou exacerbação de doença preexistente.
SG que apresente: dispneia/desconforto
respiratório OU pressão persistente no tórax
SÍNDROME RESPIRATÓRIA AGUDA
OU saturação de O2 menor que 95% em ar
GRAVE (SRAG)
ambiente OU coloração azulada dos lábios ou
rosto.

b) – Outras Definições de Casos

- 16 de 43 - MOD 5
Caso que se enquadre na definição de suspeito e apresente
resultado laboratorial negativo para SARS-CoV2 ou
CASO DESCARTADO
confirmação laboratorial para outro agente etiológico.
Laboratorial: Caso de SG ou SGAG com resultado
positivo:
1) RT-PCR em tempo real, pelo protocolo
Charité com resultado detectável para SARS-CoV-2; e/ou
2) teste rápido ou sorologia clássica para
COVID-19, com resultado positivo para anticorpos IgM
e/ou IgG. Em amostra coletada após o sétimo dia de
início dos sintomas.
CASO CONFIRMADO
Clínico-epidemiológico: histórico de contato próximo9
ou domiciliar, nos últimos 7 dias antes do aparecimento
dos sintomas, com caso confirmado laboratorialmente
para COVID-19, que apresente febre e/ou sintomas
respiratórios, e para o qual não foi possível realizar a
investigação laboratorial específica.
Casos em isolamento domiciliar: casos confirmados que
passaram por 14 dias em isolamento domiciliar, a contar
da data de início dos sintomas E que estão assintomáticos
CASO CURADO
há, no mínimo, 72 horas.
Casos em internação hospitalar: diante da avaliação
médica.
9
Pessoa que reside ou trabalha na mesma casa/ambiente. Devem ser considerados os residentes da mesma casa,
colegas de dormitório, creche e alojamento. Obs: A avaliação do grau de exposição do contato deve ser
individualizada, considerando-se o ambiente e o tempo de exposição. Não há recomendação de afastamento para
pessoas assintomáticas contactantes com caso confirmado não domiciliar.

1.10 – DEFINIÇÃO DO TIPO DE PRECAUÇÃO

De acordo com a Portaria n° 356, de 11MAR2020, do Ministério da Saúde, a medida de


isolamento somente poderá ser determinada por prescrição médica ou por recomendação do
agente de vigilância epidemiológica, por um prazo máximo de 14 dias, podendo se estender por
até igual período, conforme o resultado laboratorial que comprove o risco de transmissão.
Quando prescrita por ato médico, deverá ser efetuada, preferencialmente, em domicílio, podendo
ser feito em Hospitais Públicos ou Privados, conforme recomendação médica, a depender do
estado clínico do paciente.

Segregação de indivíduos assintomáticos, oriundos


de áreas endêmicas11, assim como contactantes de pessoas
sintomáticas, para observação, durante o período máximo
QUARENTENA de incubação da doença (14 dias), para evitar a
disseminação.
Faz-se necessário o preenchimento da Notificação
de Isolamento conforme anexo F

- 17 de 43 - MOD 5
Afastamento temporário em domicílio com
ambiente privativo ou por Coorte para todos os casos de
SG leve, que não possuam indicação de internação, por
período máximo de 14 dias a partir do início dos
sintomas, podendo se estender por igual período
dependendo dos resultados laboratoriais.
Casos descartados independente dos sintomas
ISOLAMENTO DOMICILIAR podem ser retirados do isolamento hospitalar ou
domiciliar.
Faz-se necessário fornecimento de atestado médico até o
fim do afastamento, bem como do Termo de
consentimento conforme anexo G.
Não há recomendação de afastamento para pessoas
assintomáticas contactantes com caso confirmado não
domiciliar.
Viajante internacional propõe-se o isolamento
domiciliar por 07 dias, a partir da data de desembarque,
ISOLAMENTO VOLUNTÁRIO
orientando que procure a unidade de saúde em caso de
febre E tosse OU dispneia.

Reclusão hospitalar dos casos suspeitos ou


confirmados de infecção, que preencham os critérios de
INTERNAÇÃO HOSPITALAR
internação a fim de evitar que outros indivíduos sejam
infectados.

11
Em virtude da Portaria MS Nº 454 de 20MAR20 que declara, em todo o território nacional, o estado de
transmissão comunitária do coronavírus, considera-se como área endêmica passível de quarentena, SOMENTE os
países estrangeiros, a fim de mitigar o ingresso de militares com sintomas associados à COVID-19, cujo agente
patológico seja de cepa diferente à existente no Brasil.

1.11 – TRANSPORTE DOS CASOS SUSPEITOS OU CONFIRMADOS

Toda a equipe envolvida no transporte dos casos suspeitos ou confirmados de infecção pelo
vírus SARS-CoV2 deverá observar os seguintes cuidados:
a) o paciente deverá fazer uso constante de máscara cirúrgica;
b) a composição da equipe em contato com o paciente deverá ser limitada ao mínimo
necessário de profissionais;
c) todos os integrantes da equipe de saúde deverão fazer uso do EPI completo
(avental, óculos de proteção, luvas de procedimento e máscara N95), conforme especificado na
alínea o do subitem 2.3 e item 4 deste documento;
d) no caso do transporte realizado em aeronaves, o fiel deverá fazer uso da máscara
N95 ou equivalente, exceto se as condições do vôo e as características da aeronave resultarem na
manutenção de contato próximo, menor que 2 metros e por período prolongado, quando deverá
fazer uso também do KIT-IRV (ver alínea q do subitem 2.3);
e) empregar ambulâncias cabinadas, mantendo fechadas as vigias ou outras
comunicações com o motorista durante o transporte. O uso de EPI por pilotos e motoristas
somente será necessário se estes participarem das manobras de embarque e desembarque dos

- 18 de 43 - MOD 5
pacientes, ou se necessitarem manter contato próximo por outros motivos (ver alínea q do
subitem 2.3);
f) não é necessário o envelopamento de ambulâncias e aeronaves, que deverão sofrer
desinfecção/procedimentos de limpeza de superfícies ao término da missão, utilizando álcool a
70% ou solução de hipoclorito de sódio a 1%;
g) notificar previamente a OMH ou unidade de saúde para onde o caso suspeito ou
confirmado está sendo levado; e
h) após o transporte e a entrega do paciente à equipe responsável pelo seu
recebimento, os EPI deverão ser imediatamente retirados conforme orientações contidas no
anexo C e descartados em local apropriado, de acordo com o item 5 deste protocolo, com
subsequente lavagem e higienização das mãos.

1.12 – ORIENTAÇÃO PARA AFASTAMENTO E RETORNO ÀS ATIVIDADES DE


PROFISSIONAIS DE SAÚDE

O profissional de saúde com suspeita de Síndrome Gripal deve afastar-se do trabalho


imediatamente.
Não há recomendação de afastamento para profissional de saúde contactante com caso
confirmado não domiciliar.
O retorno do profissional deve seguir a recomendação a seguir:
DISPONIBILIDADE DE TESTE NO CONDIÇÃO DE RETORNO AO OBSERVAÇÕES
MOMENTO DO AFASTAMENTO TRABALHO
Teste negativo – Retorno imediato,
se profissional assintomático
Teste positivo - profissional deverá
Teste disponível (RT-PCR)
cumprir 14 dias de isolamento
domiciliar, a contar do início dos
sintomas
Teste negativo ou IgG reativa –
Retorno imediato, se profissional
assintomático
Teste positivo com infecção em
Teste disponível (sorológico rápido)
atividade - profissional deverá
cumprir 14 dias de isolamento
domiciliar, a contar do início dos
sintomas
Mínimo de 72 horas assintomático E Usar máscara
mínimo de 7 dias após o início dos cirúrgica ao retornar
sintomas ao trabalho,
Teste indisponível
mantendo o seu uso
por até 14 dias do
início dos sintomas

Afastamento de profissional de saúde em grupo de risco.


Condições de risco:
 Idade igual ou superior a 60 anos

- 19 de 43 - MOD 5
 Cardiopatias graves ou descompensados (insuficiência cardíaca, cardiopatia
isquêmica)
 Pneumopatias graves ou descompensados (asma moderada/grave, DPOC)
 Imunodepressão
 Doenças renais crônicas em estágio avançado (graus 3, 4 e 5)
 Diabetes mellitus, conforme juízo clínico
 Doenças cromossômicas com estado de fragilidade imunológica
 Gestação de alto risco
Nestes casos, recomenda-se que, na impossibilidade de afastamento, estes profissionais não
deverão realizar atividades de assistência a pacientes suspeitos ou confirmados de Síndrome
Gripal. Preferencialmente, deverão ser mantidos em atividades administrativas, suporte,
assistência nas áreas onde NÃO são atendidos pacientes suspeitos ou confirmados de Síndrome
Gripal. O profissional de saúde que se enquadre nas condições de risco deve alertar seu chefe
imediato para que sejam tomadas as providências cabíveis.

2– PROTOCOLOS DE ATENÇÃO AO SURGIMENTO DO COVID-19

Didaticamente, a preparação e o enfrentamento para a atual Pandemia foi divido em 3 fases.

2.1– FASE 1 OU FASE DE PREPARAÇÃO

Implementada e mantida durante o período sem transmissão sustentada da COVID-19 no


Brasil, em que os casos reportados referiam-se aos importados, relacionados a viajantes oriundos
de países determinados pelo Ministério da Saúde.

2.2 - FASE 2 OU FASE DE CONTENÇÃO

Iniciada com o reconhecimento, pelas autoridades sanitárias, da transmissão sustentada no


País, Estado ou Cidade específica.
Entende-se por transmissão sustentada ou autóctone, quando houver a confirmação de
notificação de 5 (cinco) ou mais casos em determinada área sem história de viagens.

2.3 - FASE 3 OU FASE DE PANDEMIA.

Iniciada no momento em que os critérios de diagnóstico clínico prevalecem sobre


diagnóstico laboratorial. Nessa fase a transmissão sustentada está instalada e os exames para
definição do agente etiológico perdem valor frente a necessidade de envidar todos os esforços
para enfrentamento à COVID-19.
Ações implementadas:
a) Suspender os atendimentos eletivos em saúde (perícias médicas, consultas,
cirurgias, procedimentos e tratamentos), exceto os de urgência, emergência, os oncológicos e de
outras especialidades que, a critério médico, não possam ser adiados. A desospitalização também
é medida primordial a ser adotada no HNMD e nas OMH, visando disponibilidade ampla de
leitos, tanto de enfermaria quanto de terapia intensiva. Os ambulatórios, das diversas
especialidades médicas, devem manter mínima condição de atendimento a pacientes com
patologias agudas ou descompensação de doenças crônicas.
b) Adotar, sempre que possível, o controle de temperatura corporal,
preferencialmente por meio de termômetro infravermelho, dos tripulantes e visitantes por

- 20 de 43 - MOD 5
ocasião do acesso a organizações militares a fim de mitigar a possibilidade de ingresso de
pessoas com sintomas associados à COVID-19 e como forma de identificar novos casos.
c) A critério epidemiológico do número de casos confirmados entre a tripulação de
cada OM, manter o monitoramento dos servidores que atuam na linha de frente da assistência em
saúde, sobretudo nos atendimentos de triagem e urgência/emergência, adotando o controle de
temperatura corporal com duas verificações diárias. Servidores cujos valores de temperatura
apresentarem-se superiores a 37,3ºC deverão ser encaminhados para avaliação médica. Incluem-
se os profissionais de saúde e os de apoio às atividades assistenciais.
d) Adotar como, medida não-farmacológica, o isolamento domiciliar dos militares
com sintomas respiratórios (tosse seca, dor de garganta ou dificuldade respiratória), devendo
permanecer em isolamento pelo período máximo de 14 (quatorze) dias.
A medida de isolamento doméstico, para militares, somente poderá ser
determinada por prescrição médica.
e) A prescrição médica de isolamento domiciliar deverá ser acompanhada do termo
de consentimento livre e esclarecido, assinado pelo paciente e pelo médico assistente.
f) As OM prestadoras de qualquer tipo de assistência em saúde devem manter
Protocolo que contemple orientações a serem implementadas em todas as etapas de limpeza e
desinfecção de superfícies.
g) Importante ressaltar que, nesta fase, em função da predominância da transmissão
comunitária no país, o diagnóstico clínico prevalece sobre o diagnóstico laboratorial.
h) Releva-se a importância do conhecimento das medidas disseminadas por esse
protocolo. Os Departamentos, Divisões ou Seções de Saúde de todas as OM, respeitando suas
limitações técnicas e infraestruturais, deverão realizar o atendimento para triagem segundo
critérios clínicos e definição de conduta para os casos leves de COVID-19. Proceder a
notificação imediata, de todos os casos suspeitos, às autoridades sanitárias, conforme orientações
no anexo E deste documento. Em seguida, notificar à DSM e à Clinica de DIP do HNMD por
intermédio de mensagem. Para o militar da ativa, incluir a OM onde serve na informação da
mensagem de notificação, fazendo constar as devidas recomendações técnico-administrativas
como, por exemplo, tempo de convalescença.
Para os casos não graves deverá ser prescrito o isolamento domiciliar por período
mínimo de 14 (quatorze) dias a partir do início dos sintomas, a fim de controlar os sintomas e
evitar possível disseminação do vírus. Necessidades de reavaliação deverão estar a cargo das
OM que originaram as recomendações iniciais em todas as fases de atenção à COVID-19. Para
os casos em isolamento domiciliar, a OMH ou OMFM da área deverá realizar o monitoramento,
de forma remota até a alta do isolamento, conforme as orientações do anexo I.
i) Os casos que extrapolem a capacidade das OM mencionadas no item anterior,
deverão ser encaminhados às unidades responsáveis pelo atendimento básico de saúde.
j) Caso seja necessário, a Clínica de DIP ou a UTQ do HNMD poderão ser utilizadas
para possível internação hospitalar de casos mais graves, após contato telefônico com a Chefia
de Plantão da Emergência (21 99966-8817), seguindo as alterações de transporte do ítem 1.11.
k) Quando realizado o teste sorológico rápido, acordo critérios definidos no subitem
1.5.2, informar o resultado em campo específico durante o procedimento de notificação
conforme orientações contidas no anexo E.
l) Medidas extraordinárias poderão ser avaliadas de acordo com a necessidade de
cada OM, sempre sob supervisão e orientação técnica da DSM.
m) Nesta fase, o isolamento domiciliar dos sintomáticos respiratórios é a medida
mais eficaz para contenção da COVID-19.

- 21 de 43 - MOD 5
n) Todos os esforços das diversas equipes de saúde deverão ser realizados no
combate à COVID-19.
o) Search And Rescue (SAR): Por ocasião dos acionamentos de meios navais nos
incidentes SAR que não possuam clínica e histórico compatível, poderão ser seguidos os
procedimentos habituais. Para realização do SAR de casos clinicamente suspeitos, as equipes de
saúde deverão estar equipadas, durante manobras aéreas ou em embarcações miúdas, com o EPI
especificado para o isolamento respiratório viral (KIT-IRV), composto pelos seguintes itens:
- luvas cirúrgicas
- óculos de proteção
- máscara N95 ou equivalente
- traje tipo Tyvek macacão com capuz
Quando o SAR envolver o emprego de aeronave, o Fiel da aeronave deverá usar a
máscara N95 ou equivalente, durante todo o voo. No caso de lanchas, baleeiras ou outras
embarcações miúdas, toda a tripulação deverá estar paramentada com o KIT-IRV.
Nos casos em que os resgates forem realizados por navio, o paciente deverá ser
mantido em um local predeterminado, em isolamento pleno. O contato com a vítima, quando a
bordo do navio, será restrito à equipe de saúde, sempre portando o EPI padronizado: gorro,
óculos, máscara N95, capote manga longa, luvas de procedimento e propé. Tão logo possível,
deverá ser priorizado o acionamento de aeronave para proceder a transferência do paciente para o
continente.
p) Patrulha Naval e abordagem de navios estrangeiros. Os militares que realizarão
abordagem nos navios provenientes de regiões com transmissão local do COVID-19, deverão
fazer uso de máscaras N95 ou equivalente. Se confirmada a presença de casos suspeitos, deverá
ser avaliada a real necessidade da abordagem ao Navio. Caso a autoridade marítima considere
imprescindível, deverá ser utilizado o KIT-IRV descrito no item anterior.

3 - FLUXO DE ATENDIMENTO

Fica estabelecido que o Hospital Naval Marcílio Dias é a unidade de referência para a
internação dos usuários do SSM na sua área de abrangência. Os Hospitais dos demais Distritos
Navais farão a gestão dos casos (internação nas próprias instalações ou em unidades de
referência da área) de acordo com as disponibilidades e capacidades locais.

3.1 - HOSPITAL NAVAL MARCÍLIO DIAS E HOSPITAIS DISTRITAIS

Face as características da fase 3, ou de pandemia, recomenda-se:


- Nos locais de atendimento dos usuários deverão ser afixados, em pontos de fácil
visualização, cartazes contendo informações sobre formas de transmissão e prevenção;
- Nos casos suspeitos, proceder a notificação conforme o anexo E deste protocolo;
- A realização da confirmação laboratorial deverá seguir os critérios estabelecidos no
subitem 1.5 deste Protocolo;
- Definir conduta clínica:
a) pacientes sem sinais de gravidade deverão ser encaminhados para seu domicílio a
fim de manter isolamento até o término dos sintomas (10 dias), retornando para atendimento em
caso de piora clínica; e
b) pacientes com gravidade (presença de consolidação alveolar em imagem, sinais de
sepse e/ou insuficiência respiratória aguda) deverão ser internados e mantidos em leito de
isolamento, com as precauções já citadas, até a alta hospitalar.

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- O uso de antimicrobianos e do antiviral oseltamivir será avaliado caso a caso;
- Os casos que necessitem de suporte intensivo deverão, preferencialmente, ser alocados em
quartos individuais;
- Para os pacientes internados, coletar no mínimo um par de hemocultura, hemograma,
bioquímica básica, proteína C reativa (PCR), gasometria arterial com lactato e radiografia de
tórax. A realização de tomografia computadorizada de tórax deve ser realizada de forma rotineira
para todos os casos moderados e graves da doença. Está estabelecida como medida de avaliação
da extensão do comprometimento pulmonar, do prognóstico e, na fase tardia da doença, de
possíveis complicações e sequelas relacionadas à COVID-19;
- Limitar o deslocamento dos pacientes com diagnóstico firmado de COVID-19, ou casos
suspeitos, ao estritamente necessário. Caso imprescindível, notificar os setores envolvidos,
definir um percurso prévio e manter máscara cirúrgica no paciente durante todo o transporte.
Profissionais de saúde devem utilizar paramentação completa com máscara cirúrgica ou
equivalente (observar nota contida no item 4), óculos, avental e luvas;
- Uso da máscara N95 ou equivalente pelos profissionais de saúde durante a assistência
aos pacientes com diagnóstico firmado de COVID-19, ou aos casos suspeitos, em procedimentos
que possam gerar aerossóis (como por exemplo, procedimentos que induzem a tosse, intubação
ou aspiração traqueal, ventilação invasiva e não invasiva, ressuscitação cardiopulmonar,
ventilação manual antes da intubação, indução de escarro, coletas de amostras nasotraqueais);
- A equipe de saúde deverá ser treinada e exclusiva para o suporte dos casos;
- Atenção ao descarte adequado de resíduos e limpeza do ambiente;
- Transportar amostras biológicas em recipientes à prova de vazamento;
- Acompanhar o fluxo em Unidades de Terapia Intensiva por meio de monitoramento e
registro diário do número de admissões e altas relacionadas ao COVID-19;
- Os Hospitais Distritais, com exceção do HNMD, deverão realizar o monitoramento dos
casos considerados leves, onde foram instituídas medidas de isolamento domiciliar, conforme
orientações contidas no anexo.

3.2 - POLICLÍNICAS, SNNF, ANP, HCM, OMFM, UMEsq E UMEM

- Nos locais de atendimento dos usuários deverão ser afixados, em pontos de fácil
visualização, cartazes contendo informações sobre formas de transmissão e prevenção;
- Identificar os pacientes em risco de ter infecção pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2)
antes ou imediatamente após a chegada ao estabelecimento de saúde;
- Implementar procedimentos de triagem para detectar pacientes sob investigação para o
novo coronavírus (SARS-CoV-2) durante ou antes do registro do paciente, garantindo que todos
os pacientes sejam questionados sobre a presença de sintomas de uma infecção respiratória ou
contato com possíveis pacientes com o novo coronavírus (SARS-CoV-2);
- Nos casos suspeitos, proceder a notificação, acordo anexo E deste protocolo;
- A realização da confirmação laboratorial deverá seguir os critérios estabelecidos no
subitem 1.5 deste Protocolo;
- Definir conduta clínica:
1) pacientes sem sinais de gravidade deverão ser encaminhados para seu domicílio a
fim de manter isolamento até o término dos sintomas (14 dias a partir do início dos sintomas
podendo ser renovada por igual período), devendo cumprir as seguintes orientações:
a) Não se deslocar para trabalho, escola ou outra atividade pública;
b) Caso seja necessário o uso de transporte, usar máscara durante todo o trajeto,
mantendo as janelas abertas.

- 23 de 43 - MOD 5
c) Caso seja possível, o paciente deve ficar em um quarto com banheiro de forma
privativa no domicílio e com contato restrito aos outros moradores. Caso seja necessário algum
contato com familiar e/ou equipe de saúde, usar máscara cirúrgica (sempre que possível,
substituir a cada 4 horas).
d) Não compartilhar pratos, copos, talheres, toalhas e roupas de cama com outros
familiares.
e) Higienizar de forma frequente as mãos com água e sabão ou friccionando com
solução alcoólica.
f) Ao tossir e/ou espirrar, cobrir a boca e o nariz com lenço descartável ou manga
da camisa/face interna do braço.
g) Limpar regularmente as superfícies com álcool a 70% ou solução de hipoclorito
de sódio (1 colher de sopa para 1 litro de água).
h) Informar o paciente sobre os sinais e sintomas de alerta e orientá-lo a retornar
para atendimento em caso de piora do quadro clínico.
2) pacientes com gravidade (presença de consolidação alveolar em imagem, sinais de
sepse e/ou insuficiência respiratória aguda) deverão ser removidos aos hospitais de referência.
- Realizar o monitoramento dos casos considerados leves, para os quais foram instituídas
medidas de isolamento domiciliar, conforme orientações contidas no anexo.

3.3 – FLUXO ASSISTENCIAL PARA PRIVADOS DE LIBERDADE

- O militar privado de liberdade, sob a responsabilidade do Presídio da Marinha, será


conduzido por escolta para o HCM, definido para triar e encaminhar os casos de suspeita de
contaminação de militares da ativa pelo SARS-CoV-2;
- Caso o militar seja classificado como caso suspeito para COVID-19 e não requeira
internação hospitalar, será conduzido para isolamento no Presídio da Marinha em condições
equivalentes às recomendadas para isolamento domiciliar, preferencialmente em local privado e
bem ventilado. Caso não seja possível, separar um mesmo local para os casos que necessitem o
isolamento domiciliar, mantendo uma distância mínima de 1 metro entre suas camas. Restringir
ao máximo o número de acessos a essa área, inclusive por visitantes, com o objetivo de se
conseguir um maior controle da movimentação de pessoas, evitando-se o tráfego indesejado e o
cruzamento desnecessário de pessoas e serviços;
- Se necessária a internação, o HCM realizará o transporte do paciente para o HNMD
seguindo as orientações contidas no subitem 1.11.

3.4 - ESCOLAS E CENTROS DE INSTRUÇÃO

- Disponibilizar condições para higiene das mãos e manter bem ventilados os ambientes
com maior aglomeração de pessoas;
- Observar e divulgar as ações contidas no subitem 1.8, no tocante às medidas de prevenção;
- Os indivíduos que apresentarem sintomas respiratórios deverão ser encaminhados para
avaliação médica e a conduta estabelecida de acordo com o seu quadro clínico;
- Os casos considerados graves deverão ser encaminhados para o hospital de referência da
área, de acordo com o subitem 1.7;
- As pessoas que tiverem contato direto com casos suspeitos deverão ser observadas quanto
ao surgimento de sintomas. Não há recomendação de afastamento para contactante com caso
confirmado não domiciliar; e

- 24 de 43 - MOD 5
- A critério do titular da OM, em conjunto com seus COMIMSUP e orientação da DSM, as
atividades escolares poderão ser suspensas por período a ser determinado, a fim de contenção do
número de casos.

3.5 – MILITARES PROVENIENTES DE MISSÕES NO EXTERIOR

- Militares que retornarem de missões de países com transmissão local reconhecida deverão
permanecer em quarentena por um período de até 14 dias;
- Estes militares deverão ser orientados quanto as possíveis formas de transmissão e
prevenção, evitando assim, risco de transmissão, inclusive para familiares;
- Os militares assintomáticos deverão ser orientados que, caso apresentem sintomas
compatíveis com a COVID-19, entrem em contato com uma Organização Militar de Saúde, de
acordo com o item 3.2 deste Protocolo;
- Os casos suspeitos e confirmados, que não possuam indicação de internação, serão
afastados temporariamente, devendo permanecer em domicílio com ambiente privativo, de
acordo com a prescrição médica;
- Os casos graves deverão ser removidos, a critério médico, aos hospitais de referência.

4 – EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL - EPI

4.1 - MÁSCARA DE PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA (respirador particulado ou N95)

Deverá ser utilizada por todos os profissionais de saúde envolvidos no atendimento à


pacientes suspeitos e confirmados para COVID-19, durante procedimentos com risco de gerar
aerossol, tais como: nebulização, macronebulização, ventilação não invasiva, ventilação
mecânica, intubação, traqueostomia, coleta de swabs e exame de orofaringe. Tem eficácia
mínima na filtração de 95% de partículas de até 0,3μ (tipo N95, N99, N100, PFF2 ou PFF3). A
máscara de proteção respiratória deve ser de uso individual e estar apropriadamente ajustada à
face. A forma de uso, manipulação e armazenamento devem seguir as recomendações do
fabricante.
Com base na atualização da Nota Técnica Nº 4, emitida pela ANVISA, em 31MAR2020,
EXCEPCIONALMENTE, em situações de escassez, a máscara N95 ou equivalente poderá ser
reutilizada pelo mesmo profissional (várias vezes durante o mesmo plantão, até 12h), desde que
cumpridos passos obrigatórios para a retirada da máscara sem a contaminação do seu interior,
descritos no anexo C.
As OM onde haja necessidade de utilização da máscara N95 ou equivalente, deverão
insituir, por meio da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar, protocolo contendo
orientações sobre o uso, retirada, acondicionamento, avaliação da integridade, tempo de uso e
critérios para descarte das máscaras N95/PFF2 ou equivalente, com os profissionais de saúde
como público alvo.
Com objetivo de minimizar a contaminação da máscara N95 ou equivalente, se houver
disponibilidade, pode ser usado um protetor facial (face shield).

4.2 -LUVAS

O uso de luvas de procedimentos pelo profissional de saúde é obrigatório para qualquer


contato com paciente suspeito ou confirmado de forma a reduzir a possibilidade de transmissão
da COVID-19. As luvas devem ser colocadas e retiradas sempre dentro do quarto ou área em que

- 25 de 43 - MOD 5
o paciente está isolado, utilizando-se a técnica correta. Devem ser descartadas imediatamente
após o uso. Não devem ser utilizadas duas luvas para o atendimento dos pacientes, esta ação não
garante maior segurança à assistência. O uso de luvas NÃO substitui a higiene das mãos.

4.3 - PROTETOR OCULAR OU PROTETOR DE FACE

Os óculos de proteção (ou protetor de face) devem ser exclusivos de cada profissional
responsável pela assistência e utilizados quando houver risco de exposição a respingos de
sangue, secreções corporais e excreções.
Por se tratar de EPI não descartável, após seu uso, deve passar por processo de limpeza e
posterior desinfecção. Para a limpeza, utilizar água e sabão/detergente e, para a desinfecção,
sugere-se álcool a 70%, hipoclorito de sódio a 1% ou outro desinfetante recomendado pelo
fabricante.
Óculos convencionais (de grau) não devem ser usados como protetor ocular, uma vez que
não protegem a mucosa ocular de respingos. Os profissionais de saúde que usem óculos de grau
devem usar sobre estes os óculos de proteção ou protetor de face.

4.4 - TOUCA DESCARTÁVEL

A touca deve ser utilizada pelo profissional de saúde em situações de risco de geração de
aerossol no atendimento a pacientes suspeitos ou confirmados. Deve ser descartada como resíduo
infectante.

4.5 – CAPOTE/AVENTAL

O capote ou avental deve ser utilizado durante toda a manipulação do paciente suspeito ou
confirmado, ou na manipulação de qualquer material ou equipamento utilizado pelo paciente
(catéteres, sondas, circuito, equipamento ventilatório e outros) além de no contato com
superfícies próximas ao leito, a fim de evitar a contaminação da pele e roupa do profissional.
Deve ser de mangas longas, punho de malha ou elástico com abertura posterior, com gramatura
mínima de 30g/m2. Além disso, deve ser confeccionado com material de boa qualidade, não
alergênico e resistente; proporcionar barreira antimicrobiana efetiva e permitir a execução de
atividades com conforto.
O capote ou avental sujo deve ser removido após a realização do procedimento.
Utilizar, preferencialmente, avental descartável. Em caso de avental de tecido, este deve ser
reprocessado em lavanderia hospitalar.

- 26 de 43 - MOD 5
4.6 – MÁSCARA CIRÚRGICA

Deverá ser utilizada pelo paciente com diagnóstico firmado para COVID-19 e casos
suspeitos, durante o atendimento e transporte. Assim como pelos profissionais de saúde durante
o atendimento de paciente suspeito ou confirmado.
Conforme atualização da Nota Técnica 04/2020, emitida em 31MAR20 pela ANVISA, a
máscara cirúrgica não deve ser sobreposta à máscara N95 ou equivalente, pois além de não
garantir proteção de filtração ou de contaminação, também pode levar ao desperdício de mais um
EPI, o que não é recomendável em um cenário de escassez.
Não é indicado o uso desta máscara nas dependências do hospital, sem que seja no
atendimento direto ao paciente.

4.7 – MÁSCARA FACIAL DE USO NÃO PROFISSIONAL

Máscara de uso não hospitalar - confeccionada respeitando as características e orientações


gerais para máscaras faciais de uso não profissional emanadas pela ANVISA - está indicada para
todos os militares e servidores civis, cotidianamente, desde que não estejam envolvidos em
atividades assistenciais de saúde.
A máscara não hospitalar não fornece total proteção contra infecções, mas, pelo potencial
bloqueio da transmissão de gotículas, reduz a sua incidência.
Seu uso está contra-indicado para profissionais de saúde durante a sua atuação, pacientes
contaminados ou suspeitos (com sintomas), pessoas que cuidam de paciente contaminados,
crianças menores de 2 anos, pessoas com problemas respiratórios ou inconscientes, incapacitadas
ou incapazes de remover a máscara sem assistência e demais casos contraindicados pelo
profissional de saúde.

5 – TRATAMENTO DE RESÍDUOS

Os resíduos provenientes da assistência a pacientes suspeitos ou confirmados da infecção


COVID-19 devem ser enquadrados na categoria A1 (RDC/ANVISA 222 de 28 de março de
2018). Os resíduos devem ser acondicionados em saco branco leitoso, identificados pelo símbolo
de substância infectante. Estes sacos devem ser substituídos quando atingirem dois terços (⅔), ou
pelo menos 1 vez a cada 48h, e tratados antes da disposição final ambientalmente adequada.

6- MANEJO DE CORPOS NO CONTEXTO DA COVID-19

Como o SARS-COV2 é transmitido por contato, é fundamental que os profissionais sejam


protegidos da exposição a sangue e fluidos corporais infectados, objetos ou outras superfícies
ambientais contaminadas.
Os velórios de pacientes confirmados/suspeitos da COVID-19 NÃO são recomendados
devido à aglomeração de pessoas em ambientes fechados. Nesse caso, o risco de transmissão
também está associado ao contato entre familiares e amigos. Essa recomendação deverá ser
observada durante os períodos com indicação de isolamento social e quarentena.
Em caso de demanda familiar por translado intermunicipal ou interestadual de restos
mortais, ou de repatriação, recomenda-se cremação, uma vez que cinzas humanas não estão
sujeitas a controle sanitário e atendem a proibição de prestação de serviço de conservação de
restos mortais humanos em que o óbito tenha tido, como causa, doença infecciosa de acordo com
grau de contágio estabelecido por critério da OMS e do MS.

- 27 de 43 - MOD 5
6.1 - OCORRÊNCIA HOSPITALAR
- Remover os tubos, drenos e cateteres do corpo com cuidado, devido a possibilidade de
contato com os fluidos corporais. O descarte de todo o material e rouparia deve ser feito
imediatamente e em local adequado;
- Higienizar e tapar/bloquear os orifícios de drenagem de feridas e punção de cateter com
cobertura impermeável;
- Limpar as secreções nos orifícios orais e nasais com compressas;
- Tapar/bloquear orifícios naturais (boca, nariz, ouvido, ânus) para evitar extravasamento de
fluidos corporais;
- Limitar o reconhecimento do corpo a um único familiar/responsável;
- Durante a embalagem, que deve ocorrer no local de ocorrência do óbito, manipular o corpo
o mínimo possível, evitando procedimentos que gerem gases ou extravasamento de fluidos
corpóreos;
- Preferencialmente, identificar o corpo com nome, número do prontuário, data de
nascimento, nome da mãe e CPF, utilizando esparadrapo, com letras legíveis, fixado na região
torácica;
- É essencial descrever no prontuário dados acerca de todos os sinais externos e marcas de
nascença/tatuagens, órteses, próteses que possam identificar o corpo.
- Quando possível, a embalagem do corpo deve seguir três camadas:
1ª: Enrolar o corpo com lençóis;
2ª: Colocar o corpo em saco impermeável próprio (esse deve impedir que haja vazamento de
fluidos corpóreos);
3ª: Colocar o corpo em um segundo saco (externo) e desinfetar com álcool a 70%, solução
clorada 0,5% a 1% ou outro saneante regularizado pela Anvisa, compatível com o material do
saco. Colocar etiqueta com identificação do falecido.
- Identificar o saco externo de transporte com informação relativa ao risco biológico:
COVID-19, agente biológico classe de risco 3;
- Recomenda-se usar a maca de transporte do corpo apenas para esse fim. Em caso de
reutilização de maca, deve-se desinfetá-la com álcool a 70%, solução clorada 0,5% a 1% ou
outro saneante regularizado pela ANVISA;
Na chegada ao necrotério, alocar o corpo em compartimento refrigerado e sinalizado como
COVID-19, agente biológico classe de risco 3.

- 28 de 43 - MOD 5
ANEXO A

CRONOLOGIA DA RESPOSTA IMUNOLÓGICA DESDE O INÍCIO DA INFECÇÃO

- 29 de 43 - MOD 5
RESULTADOS DOS TESTES INTERPRETAÇÃO
Fase inicial da infecção. Se após 14 dias
PCR+; IgM - e IgG - permanecer assintomático, considerar como
caso curado ou recuperado.
PCR+; IgM + e IgG - Fase ativa da infecção
PCR+; IgM + e IgG+ Fase tardia da infecção ou caso curado
PCR+; IgM – e IgG+ Fase tardia da infecção ou caso curado
PCR -; IgM + e IgG - Fase ativa da infecção
PCR -; IgM - e IgG+ Infecção passada – Caso curado ou recuperado
Fase de recuperação; provável PCR falso
PCR -; IgM+ e IgG+
negativo
Se assintomático, considerar caso descartado.
PCR -; IgM+ e IgG+
Se sintomático, avaliar novos exames

- 30 de 43 - MOD 5
ANEXO B

FLUXOGRAMA DE ATENDIMENTO AOS CASOS SUSPEITOS DE COVID-19

PACIENTE COM SINTOMA DE SG

Procurar atendimento de saúde, preferencialmente, na atenção básica: Policlínicas

SERVIÇO DE TRIAGEM
Fornecer máscara cirúrgica
orientando sua colocação. Caso
N
S
Suspeito? ATENDIMENTO MÉDICO
Orientar higienização das mãos
e etiqueta respiratória
N
CONFIRMADA
ATENDIMENTO MÉDICO SG?
ÁREA COVID-19
S
ESTRATIFICAR GRAVIDADE SG
SG GRAVE SG LEVE
NOTIFICAÇÃO IMEDIATA
Transporte apropriado Via formulário pelo eSUS-VE
https://notifica.saude.gov.br

UNIDADE HOSPITALAR (atenção especializada)

1. Prescrição médica para


Internar em leito de isolamento com isolamento domiciliar
precauções de contato e/ou para aerossóis 2. Monitoramento por telefone
(máscara N95). Pacientes em insuficiência avaliando e orientando caso necessária
respiratória deverão ser transferidos nova reavaliação
rapidamente para leito de suporte intensivo. Alta Hospitalar

Coletar swab de naso e orofaringe para


confirmação laboratorial por RT-PCR

- 31 de 43 - MOD 5
ANEXO C

PARAMENTAÇÃO E DESPARAMENTAÇÃO DO PROFISSIONAL DE SAÚDE

A paramentação, bem como a desparamentação, deverão acontecer, preferencialmente, em


antessala ou antecâmara. Abaixo segue a técnica correta de colocação e retirada dos EPIs.

- 32 de 43 - MOD 5
Observação: Para remover a máscara, retire-a pelos elásticos, tomando bastante cuidado para
não tocar na superfície interna e acondicione em um saco ou envelope de papel com os elásticos
para fora, para facilitar a retirada da máscara. Nunca coloque a máscara já utilizada em um saco
plástico, pois ela poderá ficar úmida e potencialmente contaminada.

- 33 de 43 - MOD 5
ANEXO D

COLETA DE MATERIAL PARA DIAGNÓSTICO

Detecção do Antígeno (SARS-CoV-2) pelo método RT-PCR:

A coleta de swab combinado (secreção de orofaringe e nasofaringe) deverá ser feita da


seguinte forma:
- Profissional de saúde devidamente treinado e com uso de EPI apropriados
(avental, óculos de proteção, touca, luvas e máscara N95).

Swab Combinado (nasofaringe e orofaringe)


a) Preparar o material para coleta: tubo com o Meio de Transporte Viral (MTV), três swabs
de Rayon, abaixador de língua, seringa de 01 ml com água destilada e lanterna. Não utilizar
swab de algodão, pois interfere nas metodologias moleculares utilizadas;
b) Identificar o tubo do MTV com o nome completo de forma legível, data da coleta e
material coletado (SNF) e com caneta resistente a água;
c) Fazer a paramentação adequada do profissional (gorro, máscara N95, óculos, capote e
luvas de procedimento);
d) Inspecionar naso e orofaringe utilizando a lanterna, avaliando possível intercorrência
anatômica;
e) Fazer a coleta do material da orofaringe inserindo o swab de Rayon na porção superior
da faringe (após a úvula) e realizar movimentos circulares para obter células da mucosa, evitando
tocar em qualquer parte da boca na retirada;
f) Inserir, imediatamente, a cada procedimento de coleta, o swab no meio de transporte
viral (MTV), já identificado, colocando os três no mesmo frasco;
g) Realizar a coleta da nasofaringe, introduzindo o swab na cavidade nasal (cerca de 5cm),
direcionando-o para cima (direção dos olhos), com uma angulação de 30 a 45º em relação ao
lábio superior. É importante certificar-se de que o swab ultrapassou superiormente o corneto
inferior e atingiu o meato médio. Após a introdução, esfregar o swab com movimentos circulares
delicados, pressionando-o contra a parede lateral do nariz (em direção à orelha do paciente).
Remover o swab do nariz do paciente cuidadosamente e introduzi-lo, imediatamente, no tubo
com MTV. Importante em cada narina utilizar um novo swab;
h) Cortar a haste do swab de Rayon excedente no tubo e fechá-lo imediatamente;
i) Atenção ao fechar o tubo da amostra para não correr o risco de extravasar. Não deitar e/ou
virar o tubo para evitar que danifique a amostra coletada;
j) Fazer movimentos circulares delicados para homogeneizar e armazenar o tubo.

- 34 de 43 - MOD 5
Acondicionamento da amostra

Identificadas as amostras com o nome completo do paciente e data da coleta, acondicionar


em frasco plástico na posição vertical e depois lacrar, evitando vazamento. Colocar em caixa
térmica de paredes rígidas com gelox suficiente para manter a temperatura adequada de
refrigeração (4 a 8ºC) até a chegada ao Laboratório Central de Saúde Pública (LACEN) de cada
estado no prazo máximo de 24 horas.
A documentação necessária deverá ser colocada dentro de um envelope e presa sobre a
tampa da caixa com a identificação do destinatário.

Laboratórios Centrais de Saúde Pública e Centros Nacionais de Referência

Detecção de Anticorpo (IgM e IgG) pelo teste sorológico rápido:

- 35 de 43 - MOD 5
ANEXO E

NOTIFICAÇÃO

1 - NOTIFICAÇÃO
O que notificar ? - Casos de SG e de SRAG hospitalizado ou óbito por SRAG, independente da
hospitalização, que atendam a definição de caso.

2 - RESPONSABILIDADE
Quem deve notificar? - Profissionais de saúde dos Departamentos ou Divisões de Saúde das
OMFM, OMPH, das Policlínicas, das OMH e de qualquer outra OM sede que seja responsável
pelo atendimento, em todo o território nacional, segundo legislação nacional vigente.

3- PRAZO
Quando notificar? - Devem ser notificados dentro do prazo de 24 horas a partir da suspeita
inicial do caso ou óbito.

4- PROCEDIMENTO
Como notificar?

OM de Atenção Básica Hospitais


Síndrome
por meio do sistema e-SUS VE https://notifica.saude.gov.br
Gripal (SG)
Por meio do Sistema de Informação da Vigilância
SRAG
--- Epidemiológica da Gripe (SIVEP-Gripe)
hospitalizados
https://sivepgripe.saude.gov.br/sivepgripe/
Óbito
(independente
(SIVEP-Gripe) https://sivepgripe.saude.gov.br/sivepgripe/
de
hospitalização

5 – OUTRAS INFORMAÇÕES
Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde Nacional (CIEVS)
a) Telefone: 0800 644 6645;
b) e-Mail: [email protected]

- 36 de 43 - MOD 5
ANEXO F

NOTIFICAÇÃO DE ISOLAMENTO

1 – NOTIFICAÇÃO DA MEDIDA DE PRECAUÇÃO


O(A) Senhor(a) está sendo notificado sobre a necessidade de adoção de medida sanitária de
isolamento. Essa medida é necessária, pois visa a prevenir a dispersão do vírus SARS-CoV-2.
Data de início: __________________ Previsão de término:_____________________

Fundamentação:________________________________________________________________

Local de cumprimento da medida:__________________________________________________

_________________, ____ de ________________ de 2020. ____: ____ (hh:min)


Local Dia Mês

_____________________________________________________________________________
Nome do profissional

_____________________________________________________________________________
Assinatura/carimbo

2 - CONSENTIMENTO DO PACIENTE OU RESPONSÁVEL


Eu, __________________________________________________________________________,
documento de identidade ou passaporte ___________________declaro que fui devidamente
informado(a) pelo profissional de saúde abaixo identificado sobre a necessidade de isolamento a
que devo ser submetido, bem como as possíveis consequências da sua não realização.

_________________, ____ de ________________ de 2020. ____: ____ (hh:min)


Local Dia Mês

_____________________________________________________________________________
Nome

_____________________________________________________________________________
Assinatura

- 37 de 43 - MOD 5
ANEXO G

TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO

1 - CONSENTIMENTO DO PACIENTE OU RESPONSÁVEL


Eu, ________________________________________________, RG ___________________,
CPF ____________, residente e domiciliado na _______________________________ Bairro
________________, CEP na cidade de _____________________________, Estado_________,
declaro que fui devidamente informado(a) pelo médico(a) Dr.(a)
______________________________________________ sobre a necessidade de isolamento a
que devo ser submetido(a), bem como as pessoas que residem no mesmo endereço ou dos traba-
lhadores domésticos que exercem atividades no âmbito residencial, com data de início
_______________, previsão de término __________, local de cumprimento da medida
__________________________.

___________________________________________________________________________
Nome

Grau de Parentesco:___________________ Identidade Nº: __________________________

____________________________________________________________________________
Assinatura

_________________, ____ de ________________ de 2020. ____: ____ (hh:min)


Local Dia Mês

3 - DECLARAÇÃO DO MÉDICO RESPONSÁVEL


Expliquei o funcionamento da medida de saúde pública a que o paciente acima referido
está sujeito, ao próprio paciente e/ou seu responsável, sobre riscos do não atendimento da
medida, tendo respondido às perguntas formuladas pelos mesmos. De acordo com o meu
entendimento, o paciente e/ou seu responsável, está em condições de compreender o que lhes foi
informado. Deverão ser seguidas as seguintes orientações:

_________________, ____ de ________________ de 2020. ____: ____ (hh:min)


Local Dia Mês

_____________________________________________________________________________
Nome do médico(a)

____________________________________________________________________________
Assinatura / carimbo com CRM-UF

- 38 de 43 - MOD 5
ANEXO H

MODELO DE TERMO DE CIÊNCIA E CONSENTIMENTO

Termo de Ciência e Consentimento Hidroxicloroquina/Cloroquina em associação com


Azitromicina para COVID 19

1 - DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO
Fui devidamente informado(a), em linguagem clara e objetiva pelo(a) médico(a), de que as
avaliações médicas ou laboratoriais revelaram possibilidade ou comprovação de diagnóstico:
COVID-19 causada pelo coronavírus SARS-COV-2.
E com base neste diagnóstico me foi orientado o seguinte tratamento/procedimento:
Cloroquina ou Hidroxicloroquina em associação com Azitromicina.

2 - OS PROCEDIMENTOS, SEUS BENEFÍCIOS, RISCOS E ALTERNATIVAS


Fui devidamente informado(a), em linguagem clara e objetiva pelo(a) médico(a), que:
a) A cloroquina e a hidroxicloroquina são medicamentos disponíveis há muitos anos
para a prevenção e tratamento da malária e também para o tratamento de algumas doenças
reumáticas como artrite reumatoide e lúpus. Investigadores chineses demonstraram a capacidade
dessas drogas de inibir a replicação do coronavírus em laboratório (in vitro). Um estudo francês
mostrou que a eliminação do coronavírus da garganta de portadores da COVID-19 se deu de
forma mais rápida com a utilização da combinação de hidroxicloroquina e o antibiótico
azitromicina, quando comparados a pacientes que não usaram as drogas. Entretanto, não há, até o
momento, estudos suficientes para garantir certeza de melhora clínica dos pacientes com
COVID-19 quando tratados com cloroquina ou hidroxicloroquina;
b) A Cloroquina e a hidroxicloroquina podem causar efeitos colaterais como redução
dos glóbulos brancos, disfunção do fígado, disfunção cardíaca e arritmias, e alterações visuais
por danos na retina.
Compreendi, portanto, que não existe garantia de resultados positivos para a COVID-19 e
que o medicamento proposto pode inclusive apresentar efeitos colaterais.
Estou ciente de que o tratamento com cloroquina ou hidroxicloroquina associada à
azitromicina pode causar os efeitos colaterais descritos acima e outros menos graves ou menos
frequentes, os quais podem levar à disfunção de órgãos, ao prolongamento da internação, à
incapacidade temporária ou permanente e até ao óbito.
Também fui informado(a) que, independente do uso da cloroquina ou hidroxicloroquina
associada à azitromicina, será mantido o tratamento padrão e comprovadamente benéfico para
minha situação, que pode incluir medidas de suporte da respiração e oxigenação, ventilação
mecânica, drogas para sustentar a pressão e fortalecer o coração, hemodiálise e antibióticos, entre
outras terapias oferecidas a pacientes que estão criticamente doentes.

3 - AUTORIZAÇÃO DO PACIENTE OU RESPONSÁVEL


Por livre iniciativa, aceito correr os riscos supramencionados e dou permissão/autorização
voluntária para que os medicamentos sejam utilizados da forma como foi exposto no presente
termo.

- 39 de 43 - MOD 5
Esta autorização é dada ao(à) médico(a) abaixo identificado(a), bem como ao(s) seu(s)
assistente(s) e/ou outro(s) profissional(is) por ele selecionado(s).
Tive a oportunidade de esclarecer todas as minhas dúvidas relativas ao(s) procedimento(s),
após ter lido e compreendido todas as informações deste documento, antes de sua assinatura.
Apesar de ter entendido as explicações que me foram prestadas, de terem sido esclarecidas
todas as dúvidas e estando plenamente satisfeito(a) com as informações recebidas, reservo-me o
direito de revogar este consentimento antes que o(s) procedimento(s), objeto deste documento, se
realize(m).

_________________, ____ de ________________ de 2020. ____: ____ (hh:min)


Local Dia Mês

⧠ Paciente ⧠ Responsável

Nome:__________________________________________________________

Assinatura: ______________________________________________________

4 - DECLARAÇÃO DO MÉDICO RESPONSÁVEL


CONFIRMO que expliquei detalhadamente para o(a) paciente e/ou seu(s) familiar(es), ou
responsável(eis), o propósito, os benefícios, os riscos e as alternativas para o
tratamento(s)/procedimento(s) acima descritos, respondendo às perguntas formuladas pelos
mesmos, e esclarecendo que o consentimento, que agora é concedido e firmado, poderá ser
revogado a qualquer momento antes do procedimento. De acordo com o meu entendimento, o
paciente ou seu responsável, está em condições de compreender o que lhes foi informado.

_________________, ____ de ________________ de 2020. ____: ____ (hh:min)


Local Dia Mês

_____________________________________________________________________________
Nome do médico(a)

____________________________________________________________________________
Assinatura / carimbo com CRM-UF

- 40 de 43 - MOD 5
ANEXO I

ORIENTAÇÕES PARA O MONITORAMENTO REMOTO DOS CASOS EM


ISOLAMENTO DOMICILIAR

1 - Os atendimentos remotos para monitoramento deverão garantir a integridade, segurança e o


sigilo das informações.
2 - Caso identificada necessidade de atendimento presencial, em eventual piora do paciente em
tratamento domiciliar ou o desenvolvimento de sintomas graves em familiares, orientar o
paciente a buscar o atendimento médico na própria OM responsável pelo seu acompanhamento.
3 - Deve-se buscar, entre os membros residentes da casa, início de sinais e sintomas orientando,
caso necessário, a buscar atendimento presencial para estratificação apropriada do caso.
4 - O monitoramento remoto deve ser realizado, preferencialmente por telefone, por médico,
enfermeiro ou por uma praça enfermeira;
5 - O contato deve ser realizado a cada 24h para pessoas com mais de 60 anos e portadores de
condições clínicas de risco e a cada 48hs nos demais casos;
6 - Registrar em prontuário clínico o número do contato do paciente e de algum acompanhante,
preferencialmente o cuidador responsável, data, hora, tecnologia da informação e comunicação
utilizada para o atendimento;
7 - Não há necessidade de gravar a conversa;
8 - Registrar em prontuário as informações afetas ao quadro clínico autorreferido pelo paciente, à
autoavaliação da necessidade de consulta presencial, as queixas, o horário da ligação, se o
contactante é o próprio paciente ou seu responsável; e
9 - Registrar em prontuário clínico o número do Conselho Regional Profissional e sua unidade da
federação.

- 41 de 43 - MOD 5
REFERÊNCIAS

ANVISA – Nota Técnica nº04/2020 GVIMS/GGTES. Orientações para Serviços de Saúde:


Medidas de prevenção e controle que devem ser adotadas durante a assistência aos casos
suspeitos ou confirmados de infecção pelo novo coronavírus (2019-nCoV), Atualização em
08/05/2020.

ANVISA - ORIENTAÇÕES GERAIS – Máscaras faciais de uso não profissional, Brasília,


03/04/2020.

MINISTÉRIO DA SAÚDE – Portaria nº356 de 11 de março de 2020. Dispõe sobre a


regulamentação e operacionalização do disposto na Lei nº 13.979, de 6 de fevereiro de 2020, que
estabelece as medidas para enfrentamento da emergência de saúde pública de importância
internacional decorrente do coronavírus (COVID-19).

MINISTÉRIO DA SAÚDE, Secretaria de Atenção Primária à Saúde (SAPS), Protocolo de Ma-


nejo Clínico do Coronavírus (COVID-19) na Atenção Primária à Saude, Versão 8, Brasília,
04/2020.

MINISTÉRIO DA SAÚDE, Secretaria de Vigilância em Saúde, Guia de Vigilância Epidemio-


lógica, Emergência de Saúde Pública de Importância Nacional pela Doença pelo Coronavírus
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